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Todos os dias surgem notícias sobre
piratas digitais na televisão e na Internet. Um pirata invadiu
o computador de um sistema de comércio eletrônico, roubou
os números de cartão, comprou Viagra e mandou entregar na
casa do Bill Gates. Outro conseguiu derrubar sites famosos como YAHOO,
CNN, AMAZON e ZDNET. Mais recentemente um grupo estrangeiro conseguiu
tirar mais de 650 sites do ar em um minuto. Para entender como se organiza
a hierarquia virtual da Internet, vamos estudar seus principais integrantes:
Hackers
Na verdade, os hackers são os bons mocinhos. Para os fãs
de Guerra nas Estrelas, pensem no hacker como o cavaleiro jedi bonzinho.
Ele possui os mesmos poderes que o jedi do lado negro da força
(cracker) mas os utiliza para proteção. É um curioso
por natureza, uma pessoa que têm em aprender e se desenvolver um
hobby, assim como ajudar os “menos prevalecidos”. Um bom exemplo
real foi quando o cracker Kevin Mitnick invadiu o computador do analista
de sistemas Shimomura. Mitnick destruiu dados e roubou informações
vitais. Shimomura é chamado de hacker pois usa sua inteligência
para o bem, e possui muitos mais conhecimentos que seu inimigo digital.
Assim facilmente montou um honeypot (armadilha que consiste em criar uma
falsa rede para pegar o invasor) e pegou Kevin. Infelizmente a imprensa
confundiu os termos e toda notícia referente a baderneiros digitais
se refere à hacker.
Crackers
Esses sim são os maldosos. Com um alto grau de conhecimento e nenhum
respeito, invadem sistemas e podem apenas deixar a sua “marca”
ou destruí-los completamente. Geralmente são hackers que
querem se vingar de algum operador, adolescentes que querem ser aceitos
por grupos de crackers (ou script kiddies) e saem apagando tudo que vêem
ou mestres da programação que são pagos por empresas
para fazerem espionagem industrial. Hackers e crackers costumam entrar
muito em conflito. Guerras entre grupos é comum, e isso pode ser
visto em muitos fóruns de discussão e em grandes empresas,
as quais contratam hackers para proteger seus sistemas.
Phreakers
Maníacos por telefonia. Essa é a maneira ideal de descrever
os phreakers. Utilizam programas e equipamentos que fazem com que possam
utilizar telefones gratuitamente. O primeiro phreaker foi o Capitão
Crunch, que descobriu que um pequeno apito encontrado em pacotes de salgadinhos
possui a mesma freqüência dos orelhões da AT&T,
fazendo com que discassem de graça. Um programa comum utilizado
é o blue box, que gera tons de 2600 pela placa de som, fazendo
com que a companhia telefônica não reconheça a chamada.
Outra técnica muito usada principalmente no Brasil é a de
utilizar um diodo e um resistor em telefones públicos. Ou de cobrir
o cartão telefônico de papel alumínio para que os
creditos não acabem. Técnicas como essas são utilizadas
no mundo inteiro. O phreaker é uma categoria à parte, podem
ser hackers, crackers ou nenhum dos dois. Alguns phreakers brasileiros
são tão avançados que têm acesso direto à
centrais de telefonia, podendo desligar ou ligar telefones, assim como
apagar contas. Um dos programas muitos usados para isso é o ozterm,
programinha de terminal que funciona em modo dos. Por sinal, muito difícil
de encontrar na net.
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