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Conceito de “crackear”
Crackear no mundo da segurança significa se utilizar de alguma
técnica ou ferramenta para se descobrir algum dado criptografado
ou uma senha. Atualmente é muito comum o “cracking”.
Conseguiram crackear o sistema de criptografia de um celular novo, um
garoto de 16 anos conseguiu quebrar a criptografia do sistema de DVD,
resultando no programa DeCSS e no DivX (formato comprimido de filmes,
como se fosse o mp3 da música). Sistemas simples de criptografia
também são fáceis de serem quebrados. O Windows 3.11
utilizava o Trumpet Winsock para a conexão com a Internet. Após
cerca de duas horas brincando com ele, descobri como sua criptografia
funcionava. Os antigos joguinhos de DOS que precisavam de senhas, tal
como Prince of Pérsia e Stunts são também facilmente
crackeados. E por aí vai. O maior problema relacionado à
segurança é com o descobrimento de senhas. É extremamente
fácil de se descobri-las devido ao constante aumento da velocidade
dos computadores e dos cada vez mais frágeis sistemas operacionais.
Um simples trojan ou um sniffer podem conseguir quebrar uma senha facilmente.
Existem também alguns outros recursos utilizados por crackers,
como utilização de wordlists e bruteforce.
Wordlists
São listas de palavras criadas especialmente para se descobrir
senhas. Quando você têm em mãos um arquivo de senha
do UNIX com o sistema de criptografia DES, por exemplo. A criptografia
é inquebrável, mas você pode utilizar programas como
o famoso Cracker Jack ou mesmo o Shadow Scan (ambos para Windows). Eles
pegam um arquivo criado por você com listas de palavras comuns (geralmente
utilizadas como senhas, tal como alien3, tricolor, secreta, 101010 e outras)
o criptografa utilizando o mesmo sistema das senhas de Unix (DES) e compara
os arquivos. Se o programa encontrar algum usuário em que a criptografia
tenha ficado exatamente igual, o nome lhe é informado. As palavras
são colocadas verticalmente, uma em cada linha. Mais ou menos assim:
alien3
tricolor
secreta
101010
12345
O processo de bruteforce
O método da força bruta é muito demorado. Pode levar
horas, e as vezes dias. Mas continua sendo de longe o mais eficaz. Utiliza-se
um programa que tenta conectar-se a um sistema utilizando todas as combinações
possíveis de letras e números. Para um cracker que possui
uma conexão de 56 kbps e utiliza um Pentium III 800, é improvável
que consiga descobrir a senha. Para se ter alguma chance deve-se utilizar
uma conexão dedicada (à cabo, via rádio e outras)
e vários computadores. Tendo 20 computadores rápidos trabalhando
cada um em um setor (um tentando descobrir senhas começadas por
a, outro por b, outro por c, etc...) o tempo para se conseguir o prêmio
diminuirá consideravelmente. Existem alguns casos em que a força
bruta é mais rápido, como quando se tenta quebrar um arquivo
de senhas localmente. Pode ser um passwd do Unix ou um mais fácil
de se quebrar ainda, o PWL do Windows. O programa CAIN ,ShadowScan, Brutus
e NAT (Netbios Auditing Tool) são bons programa para realizar o
processo de bruteforce. Para encontrá-los já sabe: Lycos,
Google, Yahoo e Altavista na cabeça.
Senhas padrões
Senhas padrões são senhas que já vêm configuradas
com o sistema ou algum utilitário de atualização
as configura. Existem não só nos sistemas operacionais mas
também em dispositivos de hardware como roteadores. Asseguro que
a lista a seguir é a maior que você já viu. Use-a
para checar se o seu sistema está vulnerável ou crie uma
wordlist com as senhas padrões mais usadas de todos os sistemas.
De qualquer maneira, tenho certeza que esses dados lhe serão muito
interessantes.
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