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Mitologia
Romana *SM*
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Júpiter
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Deus
supremo da mitologia romana, apesar de todo-poderoso, onipresente
e onisciente, Júpiter estava submetido aos desígnios do Destino
(Moira). Júpiter personificava o céu luminoso e tinha o poder de
lançar raios, dissipar nuvens e fazer cair a chuva fecundante. Marido
de Juno, sua irmã, tinha por atributos o raio, o cetro e a águia.
Em toda a Itália, era cultuado no alto dos montes. Na mitologia
romana, além de incorporar as características do Zeus grego, se
confunde com Tínia, deus etrusco. O culto a Júpiter encarnava uma
concepção moral distinta. Além de grande divindade protetora, estava
relacionado com juramentos, tratados e ligas, e era na presença
de seu sacerdote que ocorria a mais antiga e sagrada forma de casamento.
Essa ligação com a consciência, com o senso do dever e da conduta
correta nunca se perdeu ao longo da história romana. Essa característica
de Júpiter adquiriu nova força e significado com a construção do
famoso templo no Capitólio, cercado por sua árvore sagrada, o carvalho.
Era consagrado a Iuppiter Optimus Maximus (o melhor e maior de todos
os Júpiteres) e a ele estavam associadas Juno e Minerva, no que
configura a tríade capitolina. Os festejos da consagração ocorriam
no dia 13 de setembro, data que posteriormente foi associada aos
grandes jogos romanos (ludi romani). O culto a Júpiter difundiu-se
por todo o império.
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Marte
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Povo
conquistador, que construiu um vasto império do Ocidente ao Oriente,
os romanos encontraram em Marte, o deus da guerra, a personificação
do ideal de soldado que tanto perseguiam. Marte, antiga divindade
romana, cedia a primazia em importância apenas a Júpiter, e com
o correr do tempo, tornou-se deus da guerra e assimilou todas as
lendas relativas ao grego Ares. Seus atributos eram a lança e a
tocha ardente. Suas festas ocorriam na primavera e no outono, início
e fim dos períodos agrícola e militar. Em 15 de outubro, realizava-se
uma competição de carros puxados por dois cavalos e, em 19 de outubro,
o Armilustrium assinalava a purificação das armas de guerra, que
eram guardadas durante o inverno. Até a época de Augusto, Marte
contava com apenas dois templos em Roma: um no Campus Martius, onde
se realizavam as manobras militares; e outro fora de Porta Capena.
Dentro da cidade havia um santuário onde se guardavam as lanças
sagradas do deus. Sob o governo de Augusto, o culto de Marte ganhou
novo ímpeto: além de tradicional guardião dos assuntos militares
do estado, ele se tornou, com o nome de Mars Ultor (Marte o Vingador),
guardião pessoal do imperador. Seu culto às vezes rivalizou com
o de Júpiter Capitolino e, por volta do ano 250, Marte era o mais
importante dos deuses militares venerados pelas legiões romanas.
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Mercúrio
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As
palavras comércio, mercado e mercenário derivam do latim merx (mercadoria),
da mesma forma que Mercúrio, deus alado que protegia os negócios
e os lucros. Mercúrio, na religião romana, era o deus das mercadorias
e dos mercadores. Correspondia a Hermes, o veloz mensageiro dos
deuses na mitologia grega e de quem assimilou as façanhas heróicas.
Embora não fosse primitivamente italiano, seu culto logo se difundiu.
Em 495 a.C., foi consagrado o templo no monte Aventino, em Roma,
em que Mercúrio era venerado juntamente com a deusa Maia, identificada
como sua mãe por associação à grega Maia, mãe de Hermes. Ambos eram
festejados no dia 15 de maio, dia da consagração do templo e importante
especialmente para os mercadores. Na arte romana Mercúrio era representado
de pé, em geral nu e carregando uma bolsa cheia, símbolo dos lucros
mercantis. Os artistas, porém, tinham liberdade de tomar os atributos
do grego Hermes independentemente de sua adequação à divindade romana
e com freqüência apresentavam Mercúrio com sandálias aladas, capacete
alado e nas mãos um caduceu, bastão mágico usado pelo deus para
propiciar fortuna.
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Netuno
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Enquanto
seu equivalente grego Posêidon tinha caráter violento e multifacetário,
o deus romano Netuno conservou-se simplesmente como o senhor dos
mares e das águas correntes. Na mitologia romana, Netuno era originalmente
o deus da água doce. No começo do século IV a.C., identificado com
o grego Posêidon, tornou-se a divindade do mar. Salácia, sua contrapartida
feminina, originalmente talvez a deusa das fontes, foi então identificada
com a grega Anfitrite, esposa de Posêidon, e passou a personificar
as águas do mar. As Netunálias, festas celebradas em honra de Netuno,
estão registradas nos calendários mais antigos. Realizavam-se no
auge do verão, em 23 de julho, época em que a água escasseava, a
fim de propiciar a divindade da água doce. Havia um templo de Netuno
no Circo Flamínio, em Roma, construído ou amplamente restaurado
por Cneu Domício Enobarbo, cônsul em 32 a.C. Uma de suas características
era um grupo escultórico de divindades marinhas conduzidas por Posêidon
e Tétis, realizado pelo arquiteto e escultor grego Escopas. Nas
artes plásticas, Netuno foi em geral representado como o grego Posêidon:
um velho forte e barbado, com o tridente, acompanhado por golfinhos
ou cavalos-marinhos.
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Plutão
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(Hades)
Entidade da mitologia greco-romana. É o terceiro filho de Cronos
e Réia, irmão de Zeus e Posêidon. Coube-lhe o império dos infernos
por ocasião da partilha do universo. Grato a Zeus por tê-lo retirado
das entranhas de seu pai que o havia devorado, Plutão ajudou o rei
do Olimpo a derrotar os Titãs. Tinha seu lúgubre palácio no meio
de Tártaro. Como nenhuma deusa quis aceitá-lo como marido por sua
aparência rústica e seus hábitos duros e cruéis, Hades raptou Perséfone,
tornando- a sua esposa e rainha dos infernos. Nos seus domínios,
a autoridade do “Rei do Tártaro” sempre foi absoluta e jamais nenhum
de seus súditos ousou rebelar- se. Não tinha templos ou sequer altares
sobre a Terra, e em sua honra, jamais foram compostos hinos religiosos.
Ligadas a Plutão, apenas haviam algumas cerimônias particulares
entre os romanos. [Agradecimentos a Priscila Lelis]
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Saturno
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(Cronos)
Figura da mitologia greco-romana, filho mais novo de Urano e Géia.
Destronou o pai, casou-se com a irmã Réia e foi destronado por seu
filho Zeus. Conhecido entre os romanos como o deus do tempo. [Agradecimentos
a Priscila Lelis]
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Urano
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Na
mitologia grega, a figura imponente de Urano, personificação do
céu, encarnava o impulso fecundante primário da natureza. Urano
é o deus do firmamento na mitologia grega. Segundo a Teogonia, dr
Hesíodo, Urano foi gerado por Gaia (a Terra), nascida do Caos original
e mãe também das Montanhas e do Mar. Da posterior união de Gaia
com Urano, nasceram os Titãs, os Ciclopes e os Hecatonquiros. Por
odiar os filhos, Urano encerrava-os no corpo de Gaia, que lhes pediu
que a vingassem. Só Cronos, um dos Titãs, lhe atendeu. Com uma harpe
(cimitarra), castrou Urano quando este se uniu a Gaia. Das gotas
de sangue que caíram sobre ela nasceram as Erínias, os Gigantes
e as Melíades (ninfas dos freixos). Os testículos decepados flutuaram
no mar e formaram uma espuma branca, de que nasceu Afrodite, a deusa
do amor. Com seu ato, Cronos separara o céu da Terra e permitira
que o mundo adquirisse uma forma ordenada. Na Grécia clássica não
havia culto a Urano. Este fato, aliado a outros elementos da narrativa,
sugere uma origem pré-grega. O uso da harpe indica fonte oriental
e a história apresenta semelhança com o mito hitita de Kumarbi.
Em Roma, Urano foi identificado com o deus Céu.
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Vênus
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Objeto
de admiração tanto pela beleza como pelas aventuras amorosas em
que se envolveu com deuses e mortais, Vênus é associada a todos
os aspectos da condição feminina. Vênus é uma antiga deusa pré-romana
da península itálica, ligada aos campos cultivados e jardins. Não
há registro de que tenha sido venerada na Roma primitiva, governada
pelos etruscos, mas entre os grupos latinos da península, no entanto,
seu culto parece provir de tempos remotos. Em Roma, logo foi identificada
com Afrodite, deusa grega do amor. Não se entende bem essa associação,
talvez devida, em parte, à fundação de um templo romano em louvor
de Vênus durante o festival de Júpiter (o Zeus grego, pai de Afrodite).
Razão mais forte teria sido o acolhimento em Roma do culto a Afrodite,
proveniente da cidade siciliana de Erice, resultado da identificação
de uma deusa-mãe oriental com a divindade grega. Em 215 a.C., um
templo foi consagrado no Capitólio a essa divindade híbrida, que
se tornou conhecida como Vênus Ericina. Mais tarde o culto de Vênus
difundiu-se por todo o Mediterrâneo. Como divindade romana, Vênus
não tinha mitologia própria. Incorporou a de Afrodite e assim foi
identificada com diversas deusas estrangeiras. Resultado notável
dessa transformação foi o fato de seu nome ter sido dado a um dos
planetas do sistema solar, inicialmente batizado com o nome da deusa
babilônica Ishtar e, depois, de Afrodite. Associada ao amor e à
beleza feminina, Vênus foi um dos temas preferidos na arte de todos
os tempos. São exemplos a estátua da "Vênus de Milo" (c. 150 a.C.)
e o quadro "O nascimento de Vênus" (c. 1485), de Botticelli. Afrodite
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