A Festa do Divino pelo Brasil ...

     A festa do Divino Espírito Santo, a manifestação religiosa e cultural mais importante de muitas cidades do interior do país, surgiu em Portugal no século XIV, por iniciativa da rainha Isabel (1271-1336), esposa do Rei Trovador Dom Dinis e começou a ser celebrada no Brasil por volta de 1765, trazida por portugueses, principalmente, para as áreas de mineração do ouro.

     Comemorada durante as Festividades de Pentecostes (50 dias após a Páscoa, neste ano de 2001 foi no dia 3 de junho), a festa assumiu as características de cada cidade que a incorporou a seu imaginário. Ainda assim, para homenagear a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, sempre são realizadas missas, procissões, novenas e, na programação profana, festas com barraquinhas e shows.

Paraty, RJ

Paraty, RJ - A Festa do Divino chegou ao Brasil trazida pelos colonizadores e vem acontecendo em Paraty desde o século XVIII. Pelas suas enormes proporções, envolvendo praticamente toda a comunidade, a festa começa a ser organizada um ano antes de sua realização: escolhido pela Paróquia, um "festeiro" administra dezenas de voluntários - às vezes mais de um para cada atividade, seja religiosa ou profana. Alguns aspectos foram adaptados à realidade local como, por exemplo, a Folia do Divino, que foi suprimida: mas a festa se mantém imutável nos seus princípios básicos, como na distribuição de carnes aos pobres, comida ao povo e balas e doces às crianças: é os portugueses chamam de "vodos" do Divino.

Cavalhada em Pilar, GO

Pilar, GO - Os foliões vestem-se com uniformes vermelho que é a cor do Espírito Santo e a cor da folia. Às costas levam estampado o esplendor do divino. Chapéu branco, botas, calça jeans e lenço branco no pescoço completam a indumentária. À frente da tropa vai a Bandeira do Divino, vermelha, com o esplendor do Divino bordado ao centro. É sustentada pelo alferes. Na escala hierárquica da folia de Pilar, o alferes é o posto mais alto, seguido pelo violeiro, caixeiro, sanfoneiro, cantores, palmeiros, catireiros e foliões.

Pirenópolis, GO

     O costume de se homenagear o Divino Espírito Santo é do tempo do Brasil Colônia, sendo encontrado em várias cidades do Brasil, principalmente naquelas onde a mineração, somada com a utilização de índios e escravos se fizeram presente.

     A primeira Festa do Divino de Pirenópolis (GO) foi realizada em 1819, promovida pelo Coronel Joa-

quim da Costa Teixeira, consagrado como Imperador do Divino. Ao Imperador cabe a responsabilidade de promover e cuidar para que tudo se realize com or-

dem, incentivando, angariando fundos e mobilizando a população nos afazeres da festa. O prestígio social e político do Imperador é tão grande que, naqueles tempo, possuía inquestionável autoridade, a ponto de libertar da cadeia presos políticos, o que realmente era feito.

     Poucos anos após, mas precisamente em maio de 1826, o Festeiro, como também é chamado o Imperador, Padre Manuel Amâncio da Luz introduziu as Cavalhadas e mandou confeccionar uma coroa de pura prata, a Coroa do Divino, oferecendo-a à Igreja Matriz. Distribuiu, de casa em casa, pãezinhos e alfenins, docinhos feitos de açúcar puro chamados de Verônicas, à população, o que foi de bom grado, tanto que virou tradição e até hoje se distribui, além destes, salgadinhos e refrigerantes.

Cavalhada em Cáceres, MT

     A Cavalhada é uma festa que acontece posterior à Festa do Divino Espírito Santo, em homenagem a São Benedito, nos municípios de Poconé, Porto Esperidião e Cáceres (MT). É uma festa que ocorria nos fins do século passado com bastante prestígio e hoje ainda acontece nesses municípios de Mato Grosso. Consiste de uma batalha simulada em que figuram cavalos e cavaleiros, na tentativa de salvar uma rainha.

     De singular beleza, devido ao seu estilo e figurinos, os cavaleiros vestem-se de cetim nas cores vermelho - exército dos Mouros - e azul - exército dos Cristãos. Formam 12 pares e têm como armas: lanças, espadas e pistolas, com as quais simulam combates, em montaria, disputando a rainha.

FESTAS E EVENTOS: Cunha mantém-se como palco das principais festas religiosas, conservando sua tradição tão caipira e rural. O destaque fica para a Festa do Divino. Sempre esperada para o mês de julho, a Festa do Divino atrai multidões para as novenas e festejos, como a congada e o moçambique. E, para alegrar as crianças, o Zé Paulino e a Maria Angu correm atrás da molecada.
Guaratuba, PR

     Consta na História de Guaratuba (PR), que a  Imagem  do  Divino Espírito foi oferecida a Guaratuba, por força Divina,  que  a  entregou  em algum lugar, para que um devoto a encontrasse.     Depois de banhada na fonte de Itororó, foi a mesma imagem recolhida à Igreja Matriz Nossa Senhora  do  Bom  Sucesso,  dando  conseqüentemente  aquela  fonte,  o  valor miraculoso das curas que os devotos até hoje cultuam.
     É o Divino Espírito Santo festejado no município,  todos  os  anos,  na segunda quinzena do mês de Julho.   A festa, que reúne milhares de fiéis de diversas cidades do estado e do país, é previamente anunciada pelas bandeiras  Branca  e  Vermelha.    A  bandeira  branca  representando  a Santíssima Trindade e a vermelha, o  Divino  Espírito  Santo,  que  saem
dois meses  antes  da  realização  da  festa,  pelo  interior  do  município, visitando todos os sítios e povoados distantes,  acompanhado  de  quatro foliões recebendo donativos.

Prado, BA

Prado, BA

Serro, MG

SERRO(MG): Três Séculos de História - Festa do Divino:Realizada na semana de Pentecostes

Salvador, BA

Festa do Divino Espírito Santo: manifestação religiosa realizada desde a fundação da cidade, é a mais antiga procissão da cidade e lembra o ideal de paz e fraternidade sob o qual nasceu Salvador. A data é comemorada com a procissão que sai da Igreja de Santo Antônio Além do Carmo e percorre as ruas do Centro Histórico, com encenações da coroação do menino imperador e indulto aos presos de bom comportamento.

Gov Celso Ramos, SC

A Festa do Divino que hoje  está restrita à paróquia de Governador Celso Ramos quando antes era comemorada pelas capelas das localidades.

Penha, SC

Festa do Divino Espírito Santo - é o evento religioso de maior apelo popular no Município e região circunvizinha. Misto de manifestação religiosa e profana, chegou ao Brasil dois séculos depois, especificamente em Parati (RJ), onde se comemora o Boi Divino, com distribuição de comidas aos pobres.  Em Penha, a festa é realizada há mais de 160 anos, em que são usados a coroa e cetro em prata lavrada confeccionada em 1837 e que vieram de Portugal no século XIX.  O ciclo do Divino Espírito Santo apresenta etapas bem definidas: novenas, peditório,  cantorias, missa e festas: bem como símbolos: bandeira do Divino, coroa, salva, cetro, corte, festeiros, empregados de vela de bandeira e  de vara, cortejo imperial, coroação,  Imperador ou festeiro que é sorteado a cada ano entre os candidatos a bancar e organizar a próxima  festa. Uma procissão leva os fiéis até a Igreja Matriz, onde o Imperador é coroado e a  festa culmina com uma grande refeição para os empregados,  convidados do  Imperador.  É realizada de acordo com a data de Pentecostes (maio a junho).

 

A Festa da Santíssima Trindade: ainda não se tem com precisão a data do início dos festejos. Recente pesquisa nos dá conta que, já em 1857, havia uma "Festança, com Imperador do Divino, leilões, muito cavalo pastando no adro da igreja...", como conta o jornal "O Argos", de 21/07/1857, citado por O. Cabral. Com base nesse documento mais antigo conhecido, a Comissão Organizadora resolveu considerar esse ano de 1998 como o da 141a. Festa da Santíssima Trindade.

Poções, BA

          As origens do município de Poções datam de 1732, quando o povoamento das cabeceiras do rio de Contas e a vida civil e administrativa, nutridos pelas exigências da mineração, incentivaram a exploração das regiões circunvizinhas.
A freguesia foi criada com a denominação de Divino Espírito Santo em 1878, sendo seu primeiro Vigário o padre Luís da França dos Santos.
          A Lei Provincial nº 1.986 de 26 de junho de 1880, criou o município de Poções.
          Verificou-se a fundação do novo município em 25 de abril de 1883.

      
Festas e Tradições: Maio/Junho: Festa do Padroeiro - Divino Espírito Santo (data móvel), com manifestações populares e religiosas, Exposição Agropecuária, Grupos de Teatro, Terno de Reis , etc.

São Bartolomeu, MG

 

Folia do Divino de S. Bartolomeu, MG: o objetivo dessa folia era a arrecadação de esmolas, para a organização das festas do Espírito Santo e se constituía de um grupo de homens que saíam de casa em casa, levando a ‘Bandeira do Divino’, acompanhada de instrumentos, cantos e danças, recolhendo tais esmolas, podendo estas serem em dinheiro ou em gêneros.

Diamantina,MG

MOURA, Antônio de Paiva. Festa do Divino em Diamantina. Artigo publicado no Boletim da Comissão Mineira de Folclore. No 15. Dezembro/ 1992.

Hosted by www.Geocities.ws

1