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Recuperação de pinturas e reparação de peças em Fiberglas

 

Correspondência enviada à S. Picolli Veículos S. A. orientando sobre informações técnicas na reparação e pintura de peças danificadas dos carros Santa Matilde enviada em janeiro de 1979

(SE QUISER CÓPIA DOS ORIGINAIS SOLICITE VIA EMAIL)

 

Rio de Janeiro - RJ
26 de Janeiro de 1979

 

À
S. PICOLLI VEÍCULOS S. A.
Rodovia BR-116 Km 399
Trevo Tarumã
CURITIBA - PR

N.º DVI-054/79
Ref. : AUTOMÓVEL SM. 4.1

 

 

Prezados Senhores,

 

Com a finalidade de mantê-los atualizados com a técnica para a recuperação de pinturas e reparação de peças em Fiberglas, no caso do aparecimento eventual de bolhas ou pequenas avarias, anexamos a presente instrução para o tratamento da pintura e para correção das peças mencionadas.

Sendo só o que se apresenta para o momento, firmamo-nos  

Atenciosamente

Companhia Industrial Santa Matilde
Divisão de Equipamentos Industriais

___________________________
Sergio Deluiz

 

 

 

C I R C U L A R    N.º 001/79

 

Três Rios, 12 de Janeiro de 1979.

Complementação da CIRCULAR 01/78 de 11 de outubro de 1978.

Assunto: Correção de peças em fibra de vidro.

 

 

As Matérias Primas básicas empregadas para retoques são as seguintes:

ESPECIFICAÇÃO FORNECEDOR

Manta M-740

Ocfibras
Resina Poliester (Uceflex AC-112) Ucebel
Naftenato de Cobalto (acelerador) Poliquima
Peróxido de M.E.K. (Catalizador) Poliquima
Gel-primer branco Ferro Enamel

A resina apresenta-se na forma xaroposa. Devemos adicionar-lhe, inicialmente, 0,3% de Naftenato de Cobalto (líquido roxo) e, na hora da operação, 1,0% de Peróxido de M.E.K. (líquido incolor).

A RELAÇÃO NORMAL FIBRA/RESINA É DE 30%

EXEMPLO:  

.

 

Para 200 gr. de manta, devemos consumir 666gr. de resina. Já contendo 2 gr. de Naftenato de Cobalto. Como acima. Na hora da aplicação adicionar aproximadamente 7 gr. de Peróxido de M.E.K
ATENÇÃO: Nunca misturar Peróxido de M.E.K. com Naftenato de Cobalto. Há perigo de explosão.

 

OPERAÇÃO:

  1. Lixar a superfície a ser reparada com lixa grão 80.
  2. Limpar a superfície com estopa umedecida em redutor.
  3. Cortar a manta de acordo com a superfície a ser reparada.
  4. Adicionar à resina o naftenato de cobalto e, posteriormente, o peróxido de M.E.K. (misturar bem cada etapa).
  5. Aplicar a resina (já acelerada e catalizada) com uma trincha sobre camadas de manta, até que se tenha uma espessura um pouco maior que a real da peça (0,5 a 1,0 mm).
  6. Após a cura (endurecimento), lixar com lixa grão 80, até a espessura normal da peça.
  7. Posteriormente, pinta-se a superfície reparada com gel primer branco.
  8. Após curado, caso surgam alguns pontinhos, conhecidos como cabeças de alfinetes, faz-se uma mistura de gel primer com talco, até que se obtenha uma massa não muito grossa e que seja aplicável com espátula.
    * Não esquecer de adicionar à mistura 0,3% de Naftenato de Cobalto e, na hora da operação, 1,0% de Peróxido de M.E.K.
  9. Dar sequência, a partir do ítem 10, conforme circular em anexo.

EM CASO DE TRINCAS OU ROMPIMENTO DA SUPERFÍCIE.

  1. ÁREA FALTANDO PEDAÇOS.
    Completar a parte que está faltando, pelo lado posterior com papelão ou chapa maleável. Em seguida, procede-se como do ítem 2 em diante.
  2. NÃO FALTANDO PEDAÇOS.
    Ajustam-se as partes com a forma da área rompida, podendo-se utilizar pedaços de arame, para manter as partes na posição - preparam-se grampos, encerados (cera comum) que, após processado como do ítem 2 em diante, se consiga retirar o arame pela parte posterior, isto é, cortando com alicate e puxando a emenda do arame que deve ser feita por traz.

 

FORNECEDOR ENDEREÇO
OCFIBRAS Rua Araújo, 216, 9º andar - São Paulo.
Telefone: 257-6725
UCEBEL Rua Direita, 49, 4º andar - Centro - SP.
Telefone: 327-280
POLIQUIMA Estrada de Campo Limpo, 1960 - Santo Amaro - SP.
Telefone: 548-1133
FERRO EMANEL Av. senador Vergueiro, 2.720 - são Bernardo do Campo.
Telefone: 457-2700
OBS: Endereços e telefones constantes do documento original, portanto, desatualizados

 

C I R C U L A R N.º 01/78

 

Três Rios, 11 de outubro de 1978.

Assunto: Bolhas na pintura.

  1. Raspar toda a superfície afetada pelas bolhas caracterizadas como cabeças de alfinete.
  2. Lixar a referida superfície com lixa de ferro n.º 80 removendo todo o material até desaparecer todos os resíduos de tinta e massa até permanecer totalmente limpa.
  3. Lavar muito bem toda superfície com acetona.
  4. Aplicar à pistola duas camadas de GEL - COAT. Para cada caneca (da pistola De Vilbiss cheia) misturar 15 gramas de catalizador MEK Butanox M 50 da Poliquima.
  5. Após certa aplicação deixar secar por um período de 12 a 24 horas à temperatura ambiente.
  6. Em virtude do GEL COAT não apresentar uma secagem rápida e podendo o mesmo, ao passar-se de novo lixa, ficar agarrado a esta, deve, antes desta operação passar-se acetona por toda a superfície.
  7. Após esta operação pode dar-se o caso de permanecerem uns pequenos buraquinhos na camada do GEL COAT. Deve então proceder-se a uma mistura de GEL COAT puro com talco, até que, o mesmo fique com a espessura de uma massa mais engrossada aplicável com espátula. Esta massa deve ser aplicada em cima de todos os referidos buraquinhos ou superfícies mais enrugadas ou arranhadas.
  8. Esta superfície deverá depois de aplicado o GEL COAT ser bem lixada (lixa de ferro 100 e posteriormente lixa 220 com água).
  9. Esta massa deverá ser de novo misturada com o mesmo catalizador (como se procedesse a uma mistura igual à mesma massa aplicável na pintura normal de automóveis).
  10. Deixar secar o tempo necessário para lixamento.
  11. Após verificar-se esta secagem, passa-se uma lixa de água 320 a fim de retirar todas as impurezas que possam ter permanecido na superfície.
  12. Aplica-se então o isolante acrílico (fundo selador da CORAL) passando-se sobre este uma lixa 320.
  13. Aplicar 3 demãos de laca acrílica CORAL.
  14. Deixar secar na estufa 60 minutos a 85°C.
  15. Lixar de novo a superfície com lixa 400.
  16. Aplicar 2 demãos de laca acrílica bem fina.
  17. Antes de aplicar o verniz incolor acrílico misturar para uma simples coloração uma pequena quantidade de laca acrílica.
  18. Pistolar toda superfície com verniz incolor acrílico CORAL.
  19. Deixar secar cerca de 06 horas antes de dar o polimento final.

N. B. Qualquer diluição no material de pintura só deverá ser feito com diluente acrílico da CORAL (Thinner ou redutor).

 

COMPANHIA INDUSTRIAL SANTA MATILDE

___________________________________
Eng. José M. Bacellar Carrelhas
Chefe do Depto. de Automóvel.

 

 

DEPARTAMENTO DE AUTOMÓVEL.

 

RECUPERAÇÃO DE CARROS USADOS

Defeito - Bolhas na pintura provenientes de defeito de fibra de vidro.

Solução - Raspagem total da carroceria e pintura geral. (vide circular 001/78 de 11 de outubro de 1978

OPERAÇÃ

TEMPO/HORAS
1 - Raspagem da carroceria 42,0
2 - Lixamento total da corroceria 8,0
3 - Aplicação do Gel Primer 1,0
4 - Lixamento do Gel 8,0
5 - Aplicação de massa de poliester 8,0
6 - Lixamento final 5,0
7 - Aplicação do isolante 0,5
8 - Lixamento do isolante 4,0
9 - Pistolagem (2 demãos de tinta de queimação) 1,0
10 - Lixamento + 1 demão 2,0
11 - Pistolagem (2 demãos finais de laca acrílica com verniz) 2,0
12 - Estufa 6,0
13 - Polimento 6,0
TOTAL 88,0

 

MATERIAL APLICADO

10 x 1/4 laca acrílica
4 Gal. redutor acrílico
3 x 1/4 isolante acrílico
40 folhas de lixa
1,5 Kg. massa poliester
1/2 x 1/4 preto fosco
1/4 de quantil
1/4 verniz

 

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