| SM 4.1 | ||||||||||||||||||||||||
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APRESENTAÇÃO Equipado com motor seis cilindros do Opala, o SM 4.1 foi mostrado pela primeira vez no salão do automóvel de 1976(Protótipo)* como um dos automóveis mais caros e luxuosos do país na época. Entre os equipamentos oferecidos estavam rádio AM/FM com toca-fitas, pára-choques retráteis, cintos de segurança especiais que permitiam ampla liberdade de movimentos, vidros elétricos, antena embutida e ar condicionado. O carro surgiu do projeto do engenheiro e industrial Humberto Pimentel Duarte, da Cia. Industrial Santa Matilde(Três Rios - RJ 0XX24 2255-5130 - Luiz Mario), e do ex-piloto e preparador de carros de corrida Sr. Renato Peixoto, assinado pela filha do Dr. Humberto, Ana Lídia( e não seguiu o desenho de nenhum carro pré-existente,a não ser alguns detalhes que possivelmente foram derivados do Porsche)*. Atualmente a produção do carro está interrompida(mas sempre há a expectativa de retomar a produção do carro)*, sendo que os últimos modelos em série foram feitos em 1986, porém foram feitos alguns modelos sob encomenda até 1996. O alto custo do carro e a entrada dos importados no mercado brasileiro acabaram por inviabilizar, pelo menos temporariamente, a produção do carro.O Santa Matilde tem carroceria em fibra de vidro reforçado com poliéster, pesando apenas 66 quilos. É do tipo 2+2, com espaço confortável para dois passageiros atrás, enquanto os bancos da frente têm regulagem milimétrica. A potência de 210 CV é obtida com o uso de um coletor especial de descarga e carburação diferente no motor Opala. (Alguns poucos modelos saíram da fábrica com motorização quatro cilindros e turbo)*. Na frente, o carro tem lanternas embutidas (que ainda podem ser conseguidas na fábrica) nos extremos, faróis duplos também embutidos e grade vertical personalizada. Abaixo do pára-choque estão os faróis de neblina e uma outra grade. A traseira é no estilo fast-back, com grande área envidraçada. As lanternas traseiras são grandes e de desenho exclusivo (que ainda podem ser conseguidas na fábrica). O painel (lembra o do Porsche)*, bem a frente do motorista, tem marcadores de temperatura de água, pressão do óleo, velocímetro com odômetro total e parcial, conta-gíros, marcador de combustível e relógio. Nas extremidades, as entradas de ar servem tanto para os dutos de ar condicionado como para os de ar direto. O interior recebeu acabamento cuidadoso, com bancos de estofamento especial, tapetes de buclê e veludo sintético e revestido de material isolante. Todos os vidros são verdes com exceção do para-brisa que é degradê. O SM 4.1 foi concebido para oferecer muita segurança ao motorista( foi idealizado como um carro não muito grande nem pesado , mas foi dada ênfase a segurança mas com potência)*. Assim, além dos pára-choques retráteis feitos de liga de borracha com cintas de aço embutidas e dos faróis duplos e de neblina com foco dirigido, tem também estrutura de deformação progressiva em caso de choque. O SM 4.1 foi fabricado até 1979(os primeiros modelos foram fabricados em série no final do ano de 1978)* são com o mesmo modelo e adiante sofreu pequenas mudanças anuais que foram arredondando o carro e dando o estilo de três volumes. O SM 4.1 vem com freios a disco nas quatro rodas, os da frente, fornecidos pela General Motors, já os traseiros foram desenvolvidos pela equipe da Santa Matilde (utilizando pinças da Brasília) e suspensão com pontos de fixação modificados, para maior estabilidade. No mais, só quem já teve o prazer de dirigir um SM 4.1 para poder descrever a sensação de liberdade e conforto oferecidos pelo carro. *Informações adquiridas em conversa diretamente com o Dr. Humberto Pimentel, em 31 de agosto de 2001. |
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