Sábado dia 19 de Janeiro de 2002.

Eram 21 horas       

Sentado da sacada olho para a CASA! Agora só uma casa. 

Luzes apagadas, silêncio!

Cadê os gritinhos de uma criança ecoando suavemente pelo ar?

Parece que o ar, as águas, as matas, as aves e até as estrelas estavam reclamando.

A impressão era que sabiam que nada seria igual daí para frente.

Vazio, tristeza, magoa, silêncio.

Tudo apertando o coração.

Domingo dia 20 de Janeiro de 2002.

Eram 8 horas

Uma casa fechada.

Parecia desamparada.

As plantas pareciam órfãs e tristes.

Uma gabriúva parecia dizer que nunca mais seria tratada com respeito.

Os pássaros sumiram!

O Sol indiferente.

Pessoas com sentimento de perda.

Uma casinha de criança!

Um nó na garganta!

Porque?

confesso que sentia inveja.

Uma família que demonstrava o prazer de estar ali.

Sempre juntos.

Demonstravam que, ali eram felizes.

Como serão as Sextas, Sábados, domingos e feriados?

Voltarão a este lugar?

Lembrarão dos amigos?

Pode ser. Mas nada será igual.

Fica a saudade de conversar sobre plantas.

De apreciar a natureza nos mínimos detalhes.

De ser recebido por aquele lar com muito carinho.

Um consolo é que uma amizade sincera nunca termina.

E tudo que aconteceu  ficará marcado no livro da vida.

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