ARMAS BIOLÓGICAS


Introdução
O uso de agentes biológicos é muito antigo. Pesquisas feitas após a Segunda Guerra Mundial e depois do advento da Engenharia Genética, transformaram a arma biológica em algo tão letal quanto a nuclear. Atualmente microorganismos e toxinas são colocados em bombas e transformados em armas de destruição maciça. Utiliza-se dessas armas por serem mais fáceis de produzir e de ocultar do que as armas nucleares.

O que são armas biológicas?
Qualquer agente infeccioso pode ser transformado em uma arma de guerra - bactérias, fungos, toxinas e vírus – ou seja, que produzam danos sobre a saúde humana, animal e das plantas, e que possam ser produzidos em grande quantidade. Alguns agentes são mais utilizados como, por exemplo, o que causa o carbúnculo (bacillus antracis) e o que causa o botulismo (clostridrium Botulinum).
As armas biológicas, infelizmente, apresentam um alto poder de destruição e um processo de fabricação relativamente simples. Um pequeno grupo de pessoas com poucos recursos financeiros e treinamento básico em biologia e engenharia pode desenvolver uma arma biológica potencial. Tais armas são classificadas como armas de destruição em massa, ou seja, o seu uso não faz distinção entre alvos militares e a população civil. Um milionésimo de grama do bacilo causador do Carbúnculo (Anthrax) constitui uma dose inalatória letal; além disso, o poder de devastação dessas armas é intimamente relacionado ao meio de dispersão usado para propagar o agente. Essas características fazem das sociedades civil e militar vulneráveis às armas biológicas, usadas ainda para aterrorizar populações ou para fins militares em disputas territoriais ou políticas. 
Os agentes biológicos podem ser lançados por mísseis, bombas aéreas, aviões pulverizadores, aviões ou navios que possuam mecanismos de dispersão de partículas com estes agentes.
Para a colocação de agentes dentro de um artefato explosivo é preciso sofisticação e tecnologia. Estes dois fatores são necessários para a possibilidade de se lançar um projétil à longa distância, explodi-lo em um determinado alvo, fazer com que o calor produzido pela explosão não mate os microorganismos que a bomba carrega, e além de tudo faze-la produzir uma nuvem de gotículas com agentes biológicos para contaminar seres humanos, animais ou plantas. 

Armas biológicas são antiga estratégia
Usar agentes biológicos como armas não é uma novidade dos últimos tempos. Desde a Antigüidade, os militares já se encantavam pelo poder das armas biológicas. Durante a dominação romana, os exércitos tinham especialistas que envenenavam as fontes de água potável que abasteciam as cidades. Além dessa tática, chegaram a utilizar germes de pessoas doentes de cólera, peste ou lepra, com o intuito de fazer com que as doenças enfraquecessem as forças do inimigo.

Por que o uso de armas biológicas?
As armas biológicas preservam os prédios, ruas, veículos, enfim, a infraestrutura física. No entanto, aquilo que caracteriza a arma biológica é que, dependendo das condições e do agente utilizado, a sua transmissão se faz de indivíduo para indivíduo, como em uma epidemia, o que aumenta muito o seu efeito devastador.
Os agentes biológicos não têm odor, não tem gosto e são invisíveis aos olhos humanos. Proporcionalmente, são centenas de vezes mais potentes do que uma arma química, de acordo com o Centro Internacional de Estudos de Defesa e Segurança do Reino Unido.
Doenças causadas por agentes de armas Biológicas

Brucelose: 
· Febre, calafrios e mal-estar são comuns. Ocorre também sintomas respiratórios, hepatite e infecções do Sistema Nervoso Central.
· Transmissível ao homem pela ingestão de leite e carne contaminados.
· Não é um agente muito utilizado devido à mortalidade ser menor do que 2% e a dificuldade de obter a variação letal.
· Pode ser transformada em aerossol e espalhada por ruas, prédios ou reservatórios de água.
· Não há vacinas aprovadas para humanos. A cura só é obtida se a doença for tratada rapidamente.


Carbúnculo (antrax): 
· Possui três tipos de contagio: Cutâneo: A infecção na pele começa com um inchaço, semelhante a uma mordidela de inseto, no entanto, ao fim de dois dias torna-se uma ulcera não dolorosa, com uma zona negra constituída por tecido morto no centro. As glândulas linfáticas da zona podem inchar. Inalação: Os sintomas iniciais assemelham-se a uma constipação comum. Após vários dias há aparecimento de problemas respiratórios e entrada do paciente em choque. Normalmente este tipo de contaminação é fatal. Intestinal: A doença intestinal surge depois da ingestão de carne contaminada e é caracterizada por uma inflamação aguda no intestino. Os sinais iniciais caracterizam-se por náuseas, perda de apetite, vômitos, febre seguida de fortes dores abdominais, vômitos contendo sangue e diarréia.
· Extremamente estável. Pode ser armazena por um período sob a forma de pó, mantendo todas as suas características. Pode ser disperso por simples aerossol, ou em balística.
· Há uma vacina não licenciada e também a antibiótico profilaxia. Tratável se identificada rapidamente.


Peste:
· Bubônica, septicemia e pneumônica, derivada da penetração de microorganismos patogênicos na corrente sangüínea. Depois de 2 a 3 dias de incubação, o paciente apresenta pneumonia e inicio fulminante de mal-estar, calafrios, febre alta, náuseas, tosse com escarro hemóptico, supuração dos gânglios linfáticos e ulceração. Com sua rapidez, resulta em dispnéia, chiado e cianose. No estágio final pode haver falência respiratória, choque e enquimose.
· Transmissível entre pessoas ou por meio de pulgas de ratos.
· Pode ser transformada em aerossol.
· Há uma vacina licenciada de células mortas do bacilo. As vacinas devem ser administradas repetidas vezes para assegurar a imunidade. Antibióticos são eficazes se usados nas primeiras 24 horas.

Tularemia: 
· Os sintomas iniciais de infecção por aerossol podem ser semelhantes aos de uma gripe ou pneumonia atípica. Os sintomas podem surgir dentro de cinco dias ou no espaço de duas semanas após o contágio. Os sintomas são febre alta e áreas de necrose nos gânglios linfáticos, baço, fígado, rins e pulmões. Se o paciente não tiver tratamento, poderá sentir-se progressivamente fraco e morrer em duas semanas.
· Considerada uma das mais infecciosas bactérias patogênicas de que se tem notícia. Semelhante à peste, embora menos severa.
· As pessoas podem ser infectadas com tularemia se mordidas por animais contaminados, em contato com água ou alimento contaminados ou por inalação.
· Uma vacina com o organismo vivo atenuado está sob investigação. Antibióticos.


Varíola:
· Doença contagiosa provocada por um agente virótico da família dos poxvírus.
· Possui inicialmente sintomas da gripe sendo altamente contagiosa. Corrói os pulmões provocando a tosse. Infiltra na corrente sanguínea atacando os glóbulos brancos. Com as hemorragias, o sangue contaminado se espalha cada vez mais, fazendo brotar na pele vergões vermelhos que se transformam em bolhas que explodem, formando feridas que deixarão marcas para sempre.
· Mata 1/3 da população, cega metade dos sobreviventes e deforma todos.
· A transmissão se verifica por contato direto com o paciente, ou por seu hálito, a curtas distâncias. Bastaria espalhar amostras do vírus ou mandar uma pessoa infectada no lugar escolhido, para começar uma epidemia.
· Vacina criada em 1798, comercial e disponível em nível mundial. Existem vacinas e tratamentos para recém-contaminados. Uma resposta rápida evitaria a epidemia.
· A doença foi erradicada em 1980. Mas com os atuais ataques terroristas, desconfia-se que existam laboratórios clandestinos com amostras do vírus.


Botulismo:
· A inalação da toxina pode variar de 24h às 36h até vários dias da exposição. Sinais oculares como diplopia e fotofobia. Ocorre também a paralisia da musculatura esquelética, manifestando-se por uma fraqueza simétrica e progressiva, que pode culminar com a falência respiratória abrupta. A hipotensão postural pode estar presente, dando ressecamento das mucosas ou dor de garganta. Não ocorre febre.
· Não tratada a tempo, a doença pode ser fatal.
· O tratamento tem de começar às primeiras suspeitas, antes mesmo de confirmado o diagnóstico. Deve incluir aplicação maciça de antitoxinas, lavagem do estômago, ventilação artificial e alimentação intravenosa.

 

ARMAS QUÍMICAS



O que são:
Substâncias químicas que podem incapacitar ou matar. São utilizadas em manifestações (gás lacrimogêneo), guerras e conflitos. A guerra química moderna surge na 1ª Guerra Mundial (1914-1918) para superar a luta nas trincheiras, derrotando o inimigo com gases venenosos. No conflito, as armas químicas mataram ou feriram cerca de 800 mil pessoas. A substância mais conhecida era o gás mostarda (conhecido por esse nome devido a sua cor amarelada), disparado sobre o alvo em granadas de artilharia e capaz de queimar a pele e produzir danos graves ao pulmão. Nessa época surgem as máscaras contra gás, extremamente incômodas aos combatentes. Apesar de outras armas químicas terem sido desenvolvidas entre as duas guerras mundiais, na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), elas não chegaram a ser usadas na Europa, por uma espécie de acordo tático: se um lado usasse, o outro pagaria na mesma moeda. As vantagens de seu uso numa guerra são diminuídas pela necessidade de usar roupa especial. As armas mais temidas são os agentes organofosforados, que agem no sistema nervoso, como o alemão Tabun, o russo Soman e o norte-americano Sarin. Bastam pequenas quantidades sobre a pele para provocar convulsões e morte. Se o conceito de arma química for ampliado, também se pode incluir o herbicida Agente Laranja, sem efeitos imediatos em seres humanos e usado pelos norte-americanos na Guerra do Vietnã (1965-1973) para destruir florestas sob as quais se escondiam os guerrilheiros Vietcongs. Na guerra entre Irã e Iraque, de 1980 a 1988, os iranianos usam armas químicas contra o inimigo. Um dos usos mais recentes aconteceu em 1991, quando o Iraque bombardeou aldeias curdas, do norte do país.

Os efeitos dos agentes químicos sobre indivíduos e populações:
Os efeitos dos agentes de guerra química sobre seres humanos, animais e plantas, dependem das propriedades tóxicas do agente, da dose absorvida, da taxa de absorção e a via pela qual o agente entra no organismo. Os agentes tóxicos podem entrar no organismo através da pele, dos olhos, dos pulmões ou do aparelho gastrintestinal (como resultado da absorção de alimentos ou líquidos contaminados). 


O Gás Mostarda

Este gás é causador de graves irritações na pele e nos olhos. É incolor no estado puro, no entanto, ele é encontrado geralmente, na sua forma impura, sendo assim, possui uma coloração que varia de amarelo a marrom, possuindo um odor característico de alho ou mostarda. Ele pode infiltrar-se nos olhos, nas mucosas, ou na pele, isso tanto na sua forma de vapor ou mesmo liquefeito.
O gás mostarda foi utilizado na primeira guerra mundial, sendo também utilizado nas 'lutas' militares na Etiópia em 1936.
O contato com o gás causa lesões no trato respiratório, na pele e nos olhos, como já dito anteriormente, no entanto, não se restringe a somente isso os danos causados pelo gás mostarda, ele também causa supressão da medula óssea e lesões neurológicas e gastrointestinais, provocando também mudanças celulares em poucos minutos de contato.
A pessoa contaminada chega a apresentar dores e efeitos clínicos em torno de 24 horas após o contato.
Não existe antídoto para a exposição ao gás mostarda. O melhor procedimento a se tomar caso haja contaminação é a afastamento do agente causador, da área exposta ao contato com o composto, isso fará as conseqüências do contato serem reduzidas.

A Energia Nuclear Usada como Arma Química

Cerca de metade da energia liberada por uma explosão nuclear se manifesta sob a forma de energia mecânica; cerca de um terço sob a forma de energia térmica e o resto sob a forma de radiações ionizantes. Na zona da explosão, as altíssimas temperaturas geradas produzem um fenômeno chamado "bola de fogo". Logo depois da explosão, essa bola de fogo tem alguns metros de diâmetro, uma temperatura de milhões de graus, e emite uma luz tamanha que mesmo aqueles que a vêem a vários quilômetros de distância ficam cegos e têm a pele ferida.
A bola de fogo se dilata rapidamente e alguns minutos depois da explosão já atinge um diâmetro de vários quilômetros; sua temperatura, mesmo diminuída, continua sendo de alguns milhares de graus e queima tudo que toca. A energia mecânica se propaga desde o ponto de impacto como uma onda de choque, isto é, como um enorme e súbito aumento na pressão do ar, que se desloca no início a uma velocidade de mais de 1000 km/h, devastando e destruindo tudo por onde passa. A zona em torno do ponto de impacto - onde a destruição das casas, de edifícios e estruturas é completa – chama-se "raio de destruição total". Um vento de mais de 1000 km/h acompanha a onda de choque. Alguns minutos depois da explosão, em virtude do deslocamento de ar devido à subida da bola de fogo, forma-se um vento quente, também violento, em direção oposta, que completa a destruição. Ele recolhe a poeira, os detritos e os destroços num furacão que se eleva a vários quilômetros de altura. Uma vez atingida a estratosfera, esse furacão se resfria, diminui seu impacto e começa a descer de novo, assumindo a forma tristemente célebre de um cogumelo. A energia liberada sob a forma de radiações tem efeitos, sobretudo retardados, que atingem os organismos vivos e provocam danos que podem se manifestar vários anos depois.

A Bomba Atômica

O processo de construção da bomba atômica é apresentado através da fissão nuclear, que é o processo de quebra de núcleos grandes em núcleos menores, liberando uma grande quantidade de energia.
Neste processo alguns átomos do elemento radioativo são bombardeados através de uma explosão fazendo com que seu núcleo seja dividido em núcleos menores, formando novos elementos e liberando nêutrons que entram em choque com novos átomos e assim sucessivamente, caracterizando uma reação em cadeia, mas só enquanto a massa do elemento radioativo for superior à massa crítica, caso contrário a reação termina.
O nêutron ao atingir um núcleo de urânio, provoca sua quebra em dois núcleos menores e a liberação de mais nêutrons que, por sua vez, irão atingir outros núcleos e provocar novas quebras. É uma reação em cadeia, análoga ao início de uma epidemia de gripe: uma pessoa transmite o vírus para duas, que o transmite para quatro, daí para oito, e assim por diante.
Reação em cadeia é um conjunto de reações de fissão nuclear que se inicia, geralmente, pelo bombardeamento com nêutrons e que continua espontaneamente pela captação de nêutrons originados de fissões anteriores.

A atuação da bomba atômica pode ser descrita da seguinte forma: 

* O início da explosão de uma bomba corresponde ao início da reação em cadeia, que ocorre em pleno ar, ou seja, antes de cair no solo. Ao ser detonada, a temperatura do epicentro chega a milhões de graus Celsius.

** Após um tempo correspondente à 10/4 de segundo, a bomba já se transformou em uma enorme massa gasosa, que emite enormes quantidades de radiação ultravioleta e também raios-X, sendo essas radiações possuidoras de tal poder, que podem destruir a retina de um indivíduo que olhar para a explosão diretamente.

*** Até os 6 segundos, a radiação é absorvida e se transforma em uma bola de fogo, sendo sua evolução a produtora de destruição em todos os materiais inflamáveis, num raio de 1Km, sendo provocado queimaduras de primeiro, segundo e terceiro grau. 

**** Após os 6 segundos a bola de fogo chega até ao solo e começa a destruição, pois ela inicia a onda de devastação que se propaga em um deslocamento de ar, próximo de 200 a 400 Km/h.

***** Após 2 minutos, a esfera de fogo já se transformou em um cogumelo, que atinge a estratosfera, sendo que as partículas radioativas se espalham pela atmosfera, sendo possível a sua precipitação em pontos diferentes do planeta, isso durante vários anos, sem falar da destruição local que a mesma provoca.

Bomba de hidrogênio

A Bomba de hidrogênio é um processo de fusão nuclear, onde núcleos menores se fundem para formar um átomo de hélio. Para que a bomba de hidrogênio exploda é necessário uma temperatura altíssima, que no caso da bomba de hidrogênio é obtida com a explosão de uma bomba nuclear.
Já se realizaram testes com a bomba de hidrogênio no Pacífico, onde se descobriu o poder de destruição desta arma.
Para ocorrer a fusão nuclear é necessária uma temperatura muito elevada, pelo menos da ordem de 10 milhões de graus Celsius. O sol é uma imensa bola de hidrogênio onde a temperatura é suficiente para que ocorra a fusão de átomos de hidrogênio, formando átomos mais pesados e liberando a energia que chega até nós na forma de luz e calor. Uma das reações que acontecem no sol é: "quando um átomo de deutério se funde com um átomo de trítio, forma um átomo de hélio e libera grande quantidade de energia".
H2 + H3 = He + n + Energia
A energia liberada na reação de fusão é bem maior que na fissão nuclear. Aproveitar a energia da fusão nuclear em usinas seria extremamente vantajoso, pois o hidrogênio pode ser obtido a partir da água do mar a baixo custo, o rendimento energético da fusão é alto e o lixo resultante é bem menos perigoso que o lixo da fissão, contendo apenas um nuclídeo radioativo, o trítio.


Efeitos Térmicos
As temperaturas altíssimas alcançadas por uma explosão nuclear se devem à formação de uma massa de gás incandescente muito quente, chamada bola de fogo. Numa bomba de 10 quilotons detonada no ar, forma-se uma bola de fogo com 300 m de diâmetro. A bola de fogo de uma bomba de 10 megatons ocupa 4,8 quilômetros. A radiação térmica provoca queimaduras na pele e incêndios em materiais inflamáveis secos, como papel e alguns tecidos.

Radioatividade
Existem dois tipos de radiação nuclear provocadas por uma explosão: a radiação instantânea e a radiação residual. A radiação instantânea consiste na propagação de nêutrons e raios gama numa zona de vários quilômetros quadrados. Os efeitos dos raios gama são idênticos aos dos raios X. A radiação residual pode ser um perigo em zonas afastadas, que nem tenham sofrido qualquer dos outros efeitos da explosão. Os produtos da fissão geram nos restos da bomba uma radioatividade permanente, que pode ser medida por dias, meses ou anos.

Efeitos Climáticos
Além dos danos causados pela onda de expansão e pela radiação, uma guerra nuclear em grande escala teria, quase com certeza, um efeito catastrófico sobre o clima mundial, o que poderia significar o fim da civilização humana.
Quando uma bomba atômica explode, a bola de fogo provoca ondas de choque e de calor que destroem as construções próximas à explosão. Ao subir, a bola de fogo aspira os fragmentos e forma uma nuvem em forma de cogumelo. Os danos podem se estender sobre áreas enormes. Por exemplo, o raio de alcance pode chegar à cerca de 18 quilômetros no caso de uma explosão de 10 megatons. Os resíduos radioativos podem espalhar-se pelo mundo todo através dos processos atmosféricos.

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