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Primeira e Segunda Mortes. A segunda morte é a punição final dos pecadores impenitentes, e ocorre no final dos 1.000 anos. Não existe ressurreição desta morte. Com a destruição de Satanás e dos injustos, o pecado e a própria morte são erradicados (I Cor. 15:26; Apoc. 20:14; 21:8). Cristo nos assegura que todo aquele que vencer, “de nenhum modo sofrerá o dano da segunda morte” (Apoc. 2:11). Baseados no que a Bíblia designou como segunda morte, podemos assumir que a primeira morte é aquilo que todas as pessoas – exceto os que forem transladados – experimentam como resultado da transgressão de Adão.

Ressurreição. Significa a restauração da vida, juntamente com a plenitude do ser e da personalidade. Através do Antigo e Novo Testamentos, os mensageiros de Deus expressaram sua esperança quanto a uma ressurreição (Jó 14:13-15; 19:25-29; Sal. 49:15; 73:24; Isa. 26:19; I Cor. 15).

A Ressurreição de Cristo. A ressurreição dos mortos justos para a imortalidade acha-se intimamente associada a ressurreição de Cristo (S. João 5:28 e 29; I Cor. 15). A ressurreição de Cristo foi corporal (S. Luc. 24:13-27; S. João 20:14-18). “Vede as Minhas mãos e os Meus pés, que sou Eu mesmo... porque um espírito não tem carne nem osso, como vedes que Eu tenho(S. Luc. 24:39).

As Duas Ressurreições. Cristo ensinou que existem duas ressurreições gerais: a ressurreição da vida para os justos, que não experimentarão a segunda morte no lago de fogo ao final dos 1.000 anos. Esses receberão a vida e a imortalidade e jamais tornarão a morrer. Ocorrerá por ocasião do Segundo Advento (Apoc. 20:6; S. João 5:29; I Cor. 15:52 e 53; 15:22 e 23; I Tess. 4:15-18; S. Luc. 20:36); a ressurreição da condenação para os ímpios ocorrerá após os 1.000 anos e será para que se execute o juízo final (S. João 5:29; Apoc. 20:14 e 15).

Destruição de Satanás e dos Pecadores. Imediatamente após ser pronunciada a sentença, Satanás, seus anjos e seus seguidores receberão a punição devida. Eles sofrerão a morte eterna. “Desceu... fogo do céu e os consumiu” (Apoc. 20:9). Todo o contexto bíblico deixa claro que esta segunda morte (Apoc. 21:18) que os ímpios sofrem, significa a total destruição. O que dizer, então, do conceito de um inferno que arde eternamente? Estudo cuidadoso mostra que a Bíblia não ensina a existência de tal inferno ou tormento. Biblicamente, inferno é o lugar e estado de punição e destruição, pelo fogo eterno que ocorre na segunda vinda, ou como já vimos, é utilizado para traduzir o termo sheol e hades, que significam sepulcro. A palavra geena é utilizada igualmente, na Bíblia, como inferno, denotando lugar de punição. Geena é derivado do hebraico Ge Hinnom – uma garganta existente ao lado sul de Jerusalém. Nesse lugar, o povo de Israel havia celebrado o rito pagão de oferecer seus filhos, como holocausto, a Moleque (II Crôn. 28:3; 33:1 e 6). Jeremias predisse que em virtude dos pecados do povo, o Senhor converteria o vale num “Vale de Matança”, onde os cadáveres dos israelitas seriam sepultados (Jer. 7:32 e 33; 19:6; Isa. 30:33). Essa profecia sem dúvida levou os israelitas a verem o Ge Hinnom como um lugar de julgamento dos maus. Jesus utilizou os fogos de Hinom como representação do fogo do inferno (S. Mat. 5:22; 18:9). Assim os fogos do Hinom simbolizavam o fogo consumidor do juízo final. Essa experiência ocorreria depois da morte (S. Lucas 12:5) e que o inferno destruiria tanto o corpo quanto a alma (S. Mateus 10:28). Qual é pois a natureza do fogo do inferno? Queimarão as pessoas para sempre? De acordo com as Escrituras, Deus promete vida eterna somente aos justos. O salário do pecado é a morte e não vida eterna no inferno (Rom. 6:23).

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