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"A
saudável loucura"
Quando acessei pela primeira vez à internet, uma frase
do notável e respeitado botonista Paulo Michilin me chamou
muito a atenção: "Para jogar botão o
cara tem que ser meio louco".
Passei,
a partir daí, a relembrar dos momentos vividos em todos
os meus 18 anos (isso mesmo, 18 anos!!) de botonismo, desde a
saudosa sede da extinta equipe do Bom Conselho, comandada pelo
não menos saudoso Oswaldo Canutti, até o inesquecível
título da Série A1 conquistado pelo Círculo
Militar no ano passado, sempre tentando relacioná-los com
a frase acima.
Quantos
foram os contratempos, não só dentro como fora da
mesa, que vivi nesse período; as desilusões sofridas
com as derrotas, muitas vezes justas, outras nem tanto, as revoltas
com torneios mal organizados...
Como
se não bastasse, junte-se a isso o injusto preconceito
da maioria das pessoas, que insiste no absurdo de taxar o Futebol
de Mesa como coisa de criança, sem ao menos saber do que
se trata.
Isso
tudo, convenhamos, já bastaria para me considerar não
apenas meio, mas completamente louco, um caso perdido até.
Ou não?
Porém,
quando penso nos momentos felizes, nas viagens, nas vitórias,
nas amizades cultivadas ao longo desses anos (que, felizmente,
não foram poucas) e, principalmente, na importância
que o ambiente saudável predominante no Futebol de Mesa
teve para a formação de minha personalidade, chego
à conclusão de que, se sou um louco incorrigível,
sou o mais feliz e mais saudável deles.
RENAN ROBERTO
Advogado e botonista
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