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Rosa Ígnea |
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Capítulo 17 - Disciplina Esotérica da Mente
A
meditação é a disciplina esotérica dos gnósticos.
A
meditação reveste-se de três fases: concentração, meditação e samadi.
Concentração
significa fixar a mente em uma única coisa. Meditação significa refletir
sobre o conteúdo substancial da própria coisa. Samadi é êxtase ou arroubo.
Um
mestre do samadi entra em todos os planos de consciência. Com o Olho de Dagma,
ele esquadrinha todos os segredos da sabedoria do fogo.
Nossos
discípulos gnósticos devem aprender com urgência a funcionar sem veículos
materiais, de espécie alguma para que percebam com o olho de Dagma todas as
maravilhas do universo.
Eis
como nossos discípulos tornar-se-ão Mestres do samadi.
Deitado
em seu leito, com as mãos cruzadas em seu peito, o discípulo meditará
profundamente em seu corpo físico, dizendo paras si mesmo: Não sou este corpo
físico.
Depois,
meditará profundamente em seu corpo etérico dizendo para si mesmo: Não sou
este corpo etérico.
Em
seguida, em profunda meditação interna, refletirá em seu corpo astral e dirá:
Não sou este corpo astral.
Agora,
o discípulo meditará em seu corpo mental e dirá a si próprio: Tampouco sou
esta mente com a qual estou pensando.
A
seguir, o discípulo refletirá em sua força de vontade e dirá: Tampouco sou o
corpo da vontade.
Agora,
o discípulo meditará ainda em sua consciência e dirá para si mesmo: Tampouco
sou a consciência.
Enfim,
sumido em profunda meditação, o discípulo exclamará com o seu coração: EU
SOU O ÍNTIMO! EU SOU O ÍNTIMO! EU SOU O ÍNTIMO!
Por
fim, fora de todos os seus veículos, o discípulo se tornará de fato uma
majestade do infinito.
Verá
então que já não precisa mais pensar porque a sabedoria do Íntimo é SIM,
SIM, SIM.
Agora
o discípulo dar-se-á conta de que a ação do Íntimo é SIM, SIM, SIM.
Agora,
o discípulo entenderá que a natureza do Íntimo é felicidade absoluta, existência
absoluta e onisciência absoluta.
Nesses
instantes de suprema felicidade, o passado e o futuro irmanam-se dentro de um
eterno agora e os grandes dias cósmicos e as grandes noites cósmicas se
sucedem umas após as outras dentro de um instante eterno...
Nessa
plenitude da felicidade, nossos discípulos podem estudar toda a sabedoria do
fogo por entre as chamas abrasadoras do universo.
Assim
é como nosso discípulos aprendem a agir sem veículos materiais de espécie
alguma a fim de estudar todos os segredos da magia elemental da natureza.
Há
necessidade de que o Íntimo aprenda a desvestir-se para agira sem veículos no
grande Alaya do mundo.
Concentração,
meditação e samadi são os três caminhos obrigatórios da iniciação.
Primeiro
fixa-se a atenção no corpo sobre o qual vamos praticar, depois se medita na
sua constituição interna e cheios de beatitude dizemos: eu não sou este
corpo.
Concentração,
meditação e samadi devem se praticar sobre cada corpo.
Concentração,
meditação e samadi, os três são chamados no oriente: um samyasi sobre cada
em deles.
Os
grandes ascetas da meditação são os grandes samyasin do entendimento cósmico,
cujas chamas flamejam na ROSA ÍGNEA do universo.
Para
alguém ser um samyasin do pensamento, precisa ter adquirido castidade,
tenacidade, serenidade e paciência.
Depois
de certo tempo de prática, nossos discípulos poderão libertar dos seus seis
veículos para agir no grande alaya do universo sem veículos de espécie
alguma.
O
discípulo notará que seus sonhos começarão a se tornar cada dia mais claros
e compreenderá que quando o seu corpo físico dorme, o homem interno viaja,
atua e trabalha nos mundos supra-sensíveis.
Agora,
o discípulo entenderá que os chamados sonhos são experiências vividas nos
mundos internos.
Nossa
cabeça é uma torre com dois salões, os quais são o cérebro e cerebelo.
O
cerebelo é o salão do subconsciente e o cérebro, o salão da consciência.
A
sabedoria dos mundos internos pertence ao mundo do subconsciente. As coisas do
mundo físico pertencem ao salão da maravilhosa torre da nossa cabeça.
Quando
a consciência e o subconsciente se unem, o homem pode estudar todas maravilhas
dos mundos internos e passá-las ao cérebro físico.
Nossos
discípulos precisam unir com urgência esses dois salões da maravilhosa torre
da nossa cabeça.
A
chave para isso é o exercício retrospectivo.
Ao
despertar, depois do sono, pratica-se um exercício retrospectivo para recordar
tudo aquilo que se viu e ouviu, bem como todos aqueles trabalhos que se executou
quando se estava longe do corpo físico.
Assim
é como os dois salões da consciência e da subconsciência unem-se para
dar-nos a grande a iluminação.
Não
há sonhos falsos; toso sonho é uma experiência vivida nos mundos internos.
Os
próprios pesadelos são experiências reais porque os monstros dos pesadelos
existem realmente nos mundos submersos.
As
imagens dos mundos supra-sensíveis são totalmente simbólicas. Há que se
aprender a interpreta-las com base na lei das analogias filosóficas, na lei das
analogias dos contrários, na lei das correspondências e na lei da numerologia.
Até
os sonhos aparentes absurdos, se interpretados sabiamente, encerram grandes
revelações.
Na
ocasião do despertar, nossos discípulos não devem se mexer porque com o
movimento agitam o corpo astral e as recordações se perdem.
A
primeira coisa que o discípulo precisa fazer tão logo desperte em sua cama é
praticar um exercício retrospectivo para se lembrar com precisão de todas as
suas experiências internas. Assim é como os dois salões do consciente e da
subconsciência unem-se e vem a sabedoria interna.
Os
samyasin do pensamento adquirem consciência continua na ROSA ÍGENA do
universo...
É
necessário se adquirir a mais profunda serenidade. É urgente se desenvolver a
paciência e a tenacidade.
Há
que se permanecer indiferente diante do elogio e da ofensa, diante do triunfo e
da derrota.
É
necessário mudar-se o processo do raciocínio pela beleza da compreensão.
É
indispensável fazer-se uma soma de todos os nossos defeitos e dedicar dois
meses a cada defeito até se acabar com todos eles.
Aquele
que tenta acabar com todos os seus defeitos ao mesmo tempo se parece ao caçador
que quer caçar dez lebres ao mesmo tempo: não caça nenhuma.
Para
chegar a ser um mestre da samadi, torna-se urgente cultivar uma rica vida
interior.
O
gnóstico que não sabe sorrir tem tão pouco controle quanto aquele que só
conhece a gargalhada de Aristófanes.
HÁ
QUE SE ADQUIRIR UM COMPLETO CONTROLE DE SI MESMO. UM INICIADO PODE SENTIR
ALEGRIA, PORÉM JAMAIS CAIRIA NO FRENESI DA LOUCURA. UM INICIADO PODE SENTIR
TRISTEZA, PORÉM JAMAIS CHEGARIA AO DESESPERO.
AQUELE
QUE SE DESESPERA PELA MORTE DE UM SER QUERIDO, AINDA NÃO SERVE PARA INICIADO
PORQUE A MORTE É A COROA DE TODOS.
Durante
as práticas de meditação, os chacras do corpo astral entram em atividade e o
discípulo começa a perceber as imagens dos mundos supra-sensíveis.
No
início, o discípulo só percebe as imagens fugazes... Mais tarde, o discípulo
perceberá totalmente as imagens dos mundos supra-sensíveis.
Esta
primeira etapa do conhecimento pertence ao conhecimento imaginativo.
O
discípulo contempla muitas imagens que para ele são enigmáticas; não as
entendem.
Mas,
conforme persevera em suas práticas de meditação interna, vai percebendo que
essas imagens supra-sensíveis produzem nele certos sentimentos de alegria ou de
dor.
O
discípulo sente-se então inspirado na presença de tais imagens; agora se
levantou ao conhecimento intuitivo.
Mais
tarde, ao ver qualquer imagem interna, percebe instantaneamente seu significado
e o porquê de cada coisa; esta é a terceira escala do conhecimento intuitivo.
Imaginação,
inspiração e intuição são os três caminhos obrigatórios da Iniciação.
A
essas alturas inefáveis, chega-se com a concentração, a meditação e o
samadi.
Aquele
que chegou aos cimos inefáveis da intuição converteu-se num mestre do samadi.
A
sabedoria oriental pratica-se na seguinte ordem: Primeiro: asana (postura do
corpo). Segundo: Pratyara (não pensar em nada). Terceiro: darana (concentração
em uma só coisa). Quarto: dyana (meditação profunda). Quinto: samadhi (êxtase).
Necessário
colocar o corpo na posição mais cômoda (asana); indispensável pôr a mente
em branco antes da concentração (pratyara); urgente saber fixar a mente em uma
única coisa (darana); assim chegamos ao êxtase (samadhi).
Essa
disciplina esotérica da mente deve empapar completamente a nossa vida
cotidiana.
Na
presença de qualquer pessoa, surgirão em nosso interior muitas imagens que
correspondem à vida interna da pessoa coma qual nos pusemos em contato; isso se
chama clarividência.
Mais
tarde, essas imagens produzem em nós diversos sentimentos de inspiração, então
o discípulo chegou ao conhecimento inspirativo.
Por
fim, na presença de qualquer pessoa, o discípulo conhece instantaneamente a
vida do interlocutor; esse é conhecimento intuitivo.
Aqueles
que querem ingressar na sabedoria do fogo precisam terminar com o processo do
raciocínio e cultivar as ardentes faculdades da mente.
Da
razão, devemos extrair somente seu fruto de ouro.
O
fruto de ouro da razão é a compreensão.
A
compreensão e a imaginação devem substituir a razão.
Imaginação
e compreensão são os cimentos das faculdades superiores do entendimento.
Para
se ingressar no conhecimento dos mundos superiores, é necessário se adquirir
as faculdades superiores da mente.
Aqueles
que lerem os ensinamentos deste livro e ainda assim continuem teimosamente no
processo do raciocínio, não servem para os estudos superiores do espírito.
Ainda não estão maduros.
Clarividência
e imaginação são a mesma coisa. Clarividência é imaginação e imaginação
é clarividência. A clarividência existe eternamente.
Quando
a ROSA ÍGNEA do corpo astral, situada no entrecenho, desperta para uma nova
atividade, as imagens que internamente chegam a nossa imaginação surgem
acompanhadas de luz e de cores.
Há
que se aprender, por experiência própria, a diferenciar as imagens recebidas
das imagens que conscientemente ou inconscientemente criamos ou projetamos.
Há
que se diferenciar entre as imagens próprias e as imagens alheias que vêm a nós.
A
imaginação tem dois pólos: um receptor e outro projetor.
Uma
coisa é receber uma imagem e outra é projetar uma imagem criada pelo nosso
entendimento.
O
pólo contrário da imaginação é a fantasia.
Imaginação
é a clarividência.
Fantasias
são as imagens absurdas criadas por uma mente repleta de aberrações.
Os
instrutores não somente devem entregar aos discípulos práticas para o
despertar da do chacra frontal, como devem lhes ensinar a manejar a clarividência.
A
clarividência é a imaginação, cujo chacra reside no entrecenho.
A
imaginação é o translúcido; para o sábio, imaginar é ver.
A
era da razão começou com Aristóteles, chegou ao seu apogeu com Emmanuel Kant
e termina agora com o nascimento da nova era de aquário.
A
era de Aquário será a era da humanidade intuitiva.
Temos
de aprender a diferenciar entre o que é criar uma imagem com o entendimento e o
que é captar uma imagem que flutua nos mundos supra-sensíveis.
Muitos
dirão: Como é possível que eu possa captar uma imagem sem ser clarividente?
A
esses respondemos que a imaginação é a própria clarividência e que todo ser
humano é mais ou menos imaginativo, isto é, mais ou menos clarividente.
O
que mais dano tem causado aos estudantes de ocultismo é o falso conceito que se
tem sobre a clarividência.
Os
autores desse falso conceito foram os intelectuais que olharam com o mais
profundo desdém as faculdades da imaginação.
Os
ocultistas querendo se defender do desprezo dos intelectuais deram um colorido
marcadamente científico à imaginação e a batizaram com o nome de clarividência
ou sexto sentido.
Essa
atitude dos ocultistas prejudicou a eles mesmos porque ficaram confundidos...
Agora,
os ocultistas (vítimas dos intelectuais) estabeleceram um abismo terrível
entre a imaginação e a clarividência.
Muitos
perguntam a si mesmos: como posso perceber imagens sem ser clarividente?
Pobre
gente! Não sabem que tesouro possuem. Ignoram que a imaginação é a própria
clarividência e que todo ser humano é mais ou menos clarividente.
Os
ocultistas quiseram converter a bela faculdade clarividente da clarividência em
algo artificial, técnico e difícil.
Clarividência
é imaginação. A clarividência é a mais bela, a mais simples e a mais pura
flor da espiritualidade.
Quando
reconquistamos a nossa a infância perdida, todas as imagens que chegam até
nossa imaginação surgem acompanhadas de vivíssimas cores astrais.
O
intelectual que despreza a imaginação comete um gravíssimo absurdo porque
tudo que existe na natureza é filha da imaginação.
O
artista que pinta um quadro é um clarividente.
Qualquer
um fica arrebatado diante do Cristo de Leonardo da Vinci ou Diante da Madona de
Michelangelo.
O
artista percebe com a sua imaginação (clarividência) sublimes imagens que em
seguida passa para suas aquarelas ou para as suas esculturas.
A
FLAUTA MAGICA de Mozart lembra-nos uma iniciação egípcia...
Quando
a Deusa Mãe do Mundo quer entregar aos homens algum brinquedo para que se
divirta, deposita-o na imaginação dos inventores. Assim tivemos o rádio, o
avião, os automóveis, etc.
As
imagens tenebrosas dos mundos submersos, quando são captadas pelos cientistas,
convertem-se em bombas, canhões, metralhadoras, etc.
Assim,
pois, todo mundo é mais ou menos clarividente e não se pode desprezar a
imaginação porque todas as coisas são filhas da imaginação.
Há
que se fazer uma distinção entre os homens que não receberam educação esotérica
e aqueles que já se submeteram às grandes disciplinas esotéricas.
A
imaginação evolui, desenvolve-se e progride dentro da ROSA ÍGNEA do universo.
Aqueles
que já fizeram a roda mágica de seu entrecenho girar possuem uma imaginação
rica e poderosa e as imagens por eles percebidas são acompanhadas de luz, cor,
calor e sons.
Não
negamos a existência da clarividência. Ela é o sexto sentido, cujo chacra
reside no entrecenho e tem 96 raios. O que queremos é ampliar a conceito e
fazer com que o estudante compreenda que outro nome dado à clarividência é
imaginação. As pessoas esqueceram o uso e o manejo da divina clarividência.
Torna-se necessário que nossos estudantes saibam que a imaginação é a mesma
clarividência ou sexto sentido, situado no entrecenho.
Muita
gente crê que a imaginação é uma faculdade puramente mental e que nada tem a
ver com o chacra frontal da clarividência.
O
chacra frontal do corpo astral está intimamente relacionado com o chacra
frontal do corpo mental, com o chacra frontal do corpo etérico e com a glândula
pituitária situada no entrecenho do corpo físico.
Assim,
pois, a imaginação pertence a todos os planos da consciência universal, sendo
que a clarividência é a mesma imaginação, suscetível de desenvolvimento,
evolução e progresso dentro da ROSA ÍGNEA do universo.
É
necessário que os devotos dos sendeiro tenham uma mente bem equilibrada.
Quando
falamos de lógica, aludimos a uma lógica transcendental que nada tem a ver com
os textos de lógica escolástica.
Toda
imagem interna tem as suas correspondências científicas neste plano da
objetividade física.
Quando
as imagens do estudante não possam ser explicadas através do conceito lógico,
é sinal de que a mente está desequilibrada.
Os
discípulos gnósticos devem cultivar a serenidade.
A
serenidade é a chave mais poderosa para o desenvolvimento da clarividência.
A
cólera destrói a harmonia do conjunto e danifica totalmente as pétalas da
ROSA ÍGENA do entrecenho.
A
cólera decompõe a luz astral em um veneno chamado IMPERIL que danifica as pétalas
da ROSA ÍGNEA do entrecenho e obstrui os canais do sistema nervoso grande simpático.
Há que se fazer rodar o chacra da clarividência com a vogal I, a qual deve ser
vocalizada diariamente alongando-se o seu som assim: iiiiiiiiiiiii...
Na
augusta serenidade do pensamento que flameja abrasadoramente; devemos contemplar
as imagens internas; sem o deprimente processo do raciocínio.
Na
presença de uma imagem interna, nossa mente deve fluir integralmente como o
doce fluir do pensamento.
Por
entre os quadros imaginativos, nossa mente vibrará com as ondas do
discernimento.
O
discernimento é percepção direta da verdade; sem o processo da deliberação
conceituação.
O
processo da deliberação divide a mente com o batalhar das antíteses, então
as imagens escondem-se como as estrelas atrás das densas nuvens dos raciocínios.
Devemos
aprender a pensar com o coração e a sentir com a cabeça...
Nossa
mente deve se tornar delicadamente sensível.
A
mente deve se liberar de todo tipo de travas para compreender a vida livre em
seu movimento.
Nós
diríamos a intrepidez.
Nós
admiramos a intrepidez.
Os
desejos de qualquer espécie são travas para a mente.
Os
prejulgamentos e preconceitos são travas para o entendimento.
As
escolas são gaiolas onde a mente fica prisioneira.
Devemos
aprender a viver sempre no eterno presente porque a vida é um instante sempre
eterno.
Nossa
mente deve se converter num instrumento flexível para o Íntimo.
Nossa
mente deve se tornar criança.
Durante
as práticas de meditação interna, devemos estar no mais completo repouso
interior porque as agitações mentais, qualquer atitude de impaciência, turvam
a mente e impedem a percepção das imagens do interior.
No
mundo físico, qualquer atividade é acompanhada do movimento de nossas mãos,
pernas, etc., mas, nos mundos internos, precisamos do mais profundo repouso, da
calma mais absoluta, para receber as imagens internas que vêm ã mente como uma
graça... Como uma bênção.
É
indispensável que nossos discípulos cultivem a bela qualidade da veneração.
Devemos
venerar profundamente todas as coisas sagradas e divinas.
Devemos
venerar profundamente as obras do Criador.
Devemos
venerar profundamente aos Veneráveis mestres da Fraternidade Branca Universal.
O
respeito e a veneração abrem para nós as portas dos mundos superiores.
NÃO
DEVEMOS TER PREFERÊNCIAS POR NINGUÉM. DEVEMOS ATENDER COM O MESMO RESPEITO E
COM A MESMA VENERAÇÃO TANTO AO MENDIGO COMO AO GRANDE SENHOR.
DEVEMOS
CULTIVAR A CORTESIA E ATENDER IGUALMENTE TANTO AO RICO COMO AO POBRE, AO
ARISTOCRATA COMO AO RÚSTICO; SEM PREFERÊNCIAS PARA NINGUÉM.
Devemos
cultivar a paciência e a previsão.
As
formigas e as abelhas são pacientes e previdentes.
Devemos
aprender a ser indiferentes diante do ouro e das riquezas.
Devemos
aprender a apreciar mais a doutrina do coração.
Aquele
que despreza a doutrina do coração para seguir a doutrina do olho (teorias,
escolas, cultura livresca, etc.) não chegará jamais às grandes realizações.
Temos
que aprender a conhecer o bom do mau e mau do bom.
Em
todo o bom há algo de mau; em todo mau há algo de bom.
Ainda
que pareça incrível, as Marias Madalenas estão mais perto da Iniciação que
muitas donzelas.
Paulo
de Tarso foi um verdugo e um assassino antes do acontecimento que lhe sobreveio
no caminho para Damasco.
A
instantânea transformação desse homem surpreendeu aos santos de Jerusalém.
Malvado
converteu-se em profeta...
Este
é o mistério do bafometo.
Os
objetos sagrados dos templos se sustentam sobre pedestais animalescos e os pés
dos tronos dos Mestres são feitos de monstros.
Cristo
soube apreciar a beleza dos dentes do cadáver de um cachorro em decomposição.
No
demônio Belzebu, flamejavam chamas azuis que serviram para transforma-lo em
discípulo da Loja Branca.
Por
entre o incenso da oração, muitas vezes esconde-se o delito.
O
DISCÍPULO NÃO DEVE JULGAR A NINGUÉM NEM CRITICAR A NINGUÉM PARA FORMAR UMA
RICA VIDA INTERIOR.
Às
vezes, falar é um delito e outras vezes, calar também o é.
Ë
tão mau falar quando deve calar, quanto calar quando se deve falar.
Há
que se aprender a manejar o verbo e saber calcular com exatidão o resultado de
nossas palavras.
Uma
mesma palavra pode servir de bênção para uma pessoa e de insulto para outra.
Por
isso, antes de se pronunciar uma palavra, seu resultado deve ser muito bem
calculado.
Os
senhores do Karma julgam as coisas pelos seus feitos; sem ter em conta as boas
intenções.
Nossa
mente precisa ser simples, humilde e cheia domais profundo respeito.
Nossos
discípulos devem evitar cuidadosamente toda disputa para não dissipar suas
energias inutilmente.
Quem
quiser aceitar a doutrina dos gnósticos que a aceite, porém quem não a quiser
aceitar é porque ainda não está maduro. Inútil então encetar disputas com
ele a fim de convencê-lo.
Que
as disputas sejam proibidas! Que a discórdia em palavras seja derrubada! Que
todas as malezas deixem claro o caminho!
Devemos
cultivar a gratidão porque a ingratidão e a traição são irmãs.
Há
que se terminar com a inveja porque da inveja saem os Judas que vendem o Mestre
por trinta moedas de prata.
A
inveja é a flor venenosa que mais abunda entre os pântanos das escolas
espiritualistas do mundo.
A
inveja costuma disfarçar-se com toga do juiz.
Devemos
cultivar a sinceridade porque as flores mais belas do espírito germinam na
substância da sinceridade.
Todas
estas qualidades dar-nos-ão uma rica vida interior; assim preparamo-nos
internamente para as grandes disciplinas esotéricas da mente que flamejam por
entre as chamas abrasadoras do universo.