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Rosa Ígnea |
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Capítulo 11 - Elias, o Profeta
No Abismo, o homem fundou as escolas de Baal.
As escolas de Baal são todas essas escolas pseudo-espiritualistas que existem atualmente no mundo.
Todas essas escolas externas são do abismo e se o homem quiser sair do abismo terá de libertar sua mente de todas essas jaulas.
Quando entramos nos mundos internos, vamos todos os estudantes dessas escolas de Baal submersos em profundas trevas e magia negra.
Todos esses pobres seres buscando fora o que temos dentro.
Todas essas pobres almas continuam rebeldes contra as ordens do Senhor Jeová, comendo desse fruto proibido, desse fruto do qual Ele disse: Não comerás...
Dá dor ver essas almas escravizadas pelos Baal.
Os Baal são os magos negros.
Todas esses escolas estão cheias de fornicação e adultério.
Certo dia, submerso em profunda meditação e oração, falei assim senhor Jeová: ó Jeová, meu Deus, estou lutando sozinho contra todas as escolas, contra todas as religiões e contra todas as deitas do mundo.
Meus inimigos são tão numerosos como as areias do mar e estou só contra o mundo. Em que virá a dar tudo isso?
Então, vi em visão de deus a época de Elias, o profeta. Um Mestre tinha em seus braços um quadro luminoso no qual aparecia a imagem do venerável ancião.
Este era Elias, o profeta. Seu cabelo era branco como a lã, seu testa ampla e forte como os muros invictos de Sião.
Seu nariz aquilino e seus lábios delgados denotaram uma regia força de vontade.
Seus olhos resplandeciam como tochas acesas e a sua barba branca e patriarcal estava aureolada por um nimbo de luz branca e resplandecente...
O mundo então era semelhante a nossa época atual. As escolas de Baal eram tão numerosas como as atuais, e Elias estava sozinho diante de todas as escolas espiritualistas e esses irmãos da sombra o olhavam com desprezo e procuravam matá-lo.
Mas, Elias triunfou diante de 450 profetas de Baal.
Então, eu, Aun Weor, entendi a declaração daquela visão e anotei a soma dos negócios.
Abro a Bíblia e encontro ali o capítulo 18 que diz textualmente:
E como Achab viu a Elias, disse-lhe Achab:
És tu quem alvoroça a Israel?
E ele respondeu: Eu não alvorocei a Israel e sim tu e casa de teu pai, deixando os mandamentos de Jeová e seguindo aos Baalim.
Envia, pois, agora, junta comigo a todo Israel no monte Carmelo, aos 450 profetas de Baal, aos 450 profetas dos bosques, que comem na mesa de Jezabel. Então Achab enviou a todos os filhos de Israel e juntou os profetas no monte Carmelo.
E aproximou-se Elias de todos o povo, disse: Até quando vós claudicareis ente dois pensamentos? Se Jeová é Deus, seguiu-me; se for Baal, ide com ele. E o povo não respondeu palavra.
E Elias tornou a dizer ao povo: Somente eu fiquei profeta de Jeová, porém do profetas de Baal há 450 homens.
Dêm-nos, pois, dois bois e escolham eles um, cortem-no em pedaços e ponham-no sobre a lenha, mas não ponham fogo debaixo; e eu aprontarei o outro boi e o porei sobre a lenha e nenhum fog porei em baixo.
Invocai a seguir em nome de vosso deuses e eu invocarei em nome de Jeová; e o Deus que responder e por fogo, esse seja Deus. E todo o povo respondeu, dizendo: Bem dito.
Então Elias disse aos profetas de Baal: Escolhei um boi e fazei primeiro, pois vós sois maioria, e invocai em nome de vossos Deuses, mas não ponhas fogo debaixo.
E eles tomaram o boi que lhes foi dado, aprontaram-no e invocaram em nome de Baal desde a manhã até o maio-dia, dizendo: Baal responde-nos! Mas não havia voz nem quem respondesse; entretanto eles andavam saltando perto do altar que haviam feito.
E aconteceu ao meio-dia que Elias zombava deles dizendo: Gritai em voz alta que Deus talvez esteja conversando, ou tenha um compromisso, ou está viajando; por acaso dorme e despertará.
E eles clamavam à grande voz e sangravam-se com facas e lancetas, conforme seu costume, até o sangue jorrar sobre eles.
E como passou o meio dia, eles profetizaram até o tempo do sacrifício se oferecer, e não havia voz que respondesse nem que escutasse.
Elias disse então a todo o povo: Aproximai-vos de mim. E todo o povo se chegou a ele e ele reparou o altar de Jeová estava arruinado.
E tomando Elias doze pedras, conforme o número das tribos dos filhos de Jacó, o que tinham ouvido palavra de Jeová, dizendo: Israel será seu nome.
Construiu com as pedras um altar em nome de Jeová e depois fez um rego ao redor do altar, segundo a largura de duas medidas de semente.
Preparou depois a lenha, cortou o boi em pedaços e o pôs sobre a lenha.
E disse: enchei quatro cântaros de água e derrama-a sobre o holocausto e sobre a lenha. E disse: fazei-o outra vez, e outra vez o fizeram.
Disse ainda: fazei-o uma terceira vez.
De maneira que as águas corriam ao redor do altar e também tinha enchido o rego de água.
E quando chegou a hora de se oferecer o holocausto, aproximou-se Elias e disse: Jeová, Deus de Abrahão, de Isaac e de Israel, seja hoje manifesto que tu és Deus em Israel e que eu sou teu servo, e que por mandato teu eu fiz todas essas coisas.
Responda-me Jeová, responda-me Jeová, para que este povo saiba que, ó Jeová, és o Deus q que tu viraste o coração deles.
Então, caiu fogo de Jeová, o qual consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, e o pó, e ainda lambeu as águas que estavam no rego.
E vendo, todo o povo caiu sobre seus rostos e disseram: Jeová é o Deus.
E disseram-lhe Elias: Prendei a todos os profetas de Baal, que não escape nenhum. E eles prenderam e levou-os Elias ao arroio de Kisão e ali os degolou. (Versículos 17 a 40. Capítulo 18 de Reis I).