Rosa Ígnea

Capítulo 14  -  O Verbo

No princípio era o verbo, e o verbo era com Deus, e o Verbo era Deus.

Todas os coisas por ele foram feitas; e sem ele nada do que é feito, teria sido.

Nele estava a vida e vida era a luz dos homens.

E a luz nas trevas resplandece; mas as trevas na compreenderam.

Foi um homem enviado de Deus, o qual se chamava João.

Este veio para o testemunho, para que desse testemunho da luz.

Aquele era a luz verdadeira, que ilumina a todo homem que vem a este mundo.

No mundo estava, e o mundo foi feito por ele; e o mundo não o conheceu.

Veio ao que era seu e os seus não o reconheceram.

Mas todos que o receberam, deu-lhes poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem em seu nome.

Os quais não são gerados de sangue, nem da vontade de carne, nem da vontade de varão, mas de Deus.

E aquele Verbo foi feito carne, e habitou entre nós (e vimos sua glória, glória como a do unigênito do pai), cheio de graça e de verdade. (Versículos 1 a 14 do capítulo 1 de São João).

O Verbo está depositado no sêmen.

O FIAT luminoso e espermático do primeiro instante dorme no fundo da nossa santa arca, aguardando a hora de ser realizado.

O universo inteiro é a encarnação do Verbo.

Esse verbo é a substância cristônica do Logos Solar.

Nos tempos antigos, o homem falava a divina linguagem solar e todas as criaturas da terra, da água, do ar e do fogo ajoelhavam-se diante dele e a ele obedeciam.

Porém, quando o homem comeu da fruta proibida, esqueceu-se à linguagem dos filhos do fogo e levantou a torre de Babel.

Essa torre simboliza todas as gramáticas do mundo.

Então, os homens ficaram confusos com tantos idiomas.

Antigamente, falava-se somente a linguagem edênica e foi com esse verbo sagrado que os filhos do fogo criaram todas as coisas.

Veio o Verbo ao mundo e o pregaram num madeiro sobre os majestosos cumes do calvário. Veio aos sues, mas os seus não o conheceram.

O Verbo é a luz que ilumina todo homem que vem ao mundo.

Quando a serpente sagrada chega a nossa laringe adquirimos o poder de falar a divina linguagem que outrora conhecíamos, naquela idade dos titãs, quando os rios vertiam leite e mel.

Então, éramos gigantes.

Para falar o verbo de ouro, há que se praticar a magia sexual intensamente porque o verbo reside em nosso sêmen cristônico.

Tua mente resplandece com o fogo sagrado, ó arhat!

Tua mente flameja nas chamas onduladas do espaço.

As ROSAS ÍGNEAS de teu corpo mental cintilam ardentemente na brasas vivas do teu corpo mental.

Brilha o cálice sobre a árvore de tua existência, o sol resplandece no espaço ardente...

Entra agora ó Arhat, no santo templo da mente cósmica para que recebas o símbolo e a festa solene do verbo que ressoa na criação inteira, por entre os fogosos ritmos do mahavan e do chotavan.

As chamas do espaço sibilam ardentemente na ROSA ÍGNEA da tua garganta.

Lembra-te, filho meu, que todas as coisas do universo não são senão granulações do FOAT.

Escuta-me, ó arhat, as chamas do universo falam agora através de tua laringe criadora, desatando tempestades sobre as multidões.

Jerusalém! Jerusalém! A querida cidade dos profetas! Quantas vezes quis juntar seus filhos como a galinha aos seus pintos, sob suas asas, e tu não quisestes.

O Verbo das chamas sagradas expressou-se através da ardente laringe dos profetas de Sião e caíram os muros invictos da cidade querida dos profetas diante do poder onipotente do verbo.

A chama abrasadora do entendimento cósmico, falando o verbo da luz, é terrivelmente divina...

Tua mente agora é uma fogueira abrasadora do entendimento cósmico, falando o verbo da luz, é terrivelmente divina...

Tua mente agora é uma fogueira abrasadora, ó arhat!

Tua quarta serpente te converteu num ardente dragão da palavra.

A força sexual do Éden floresceu em teus lábios fecundos feito verbo.

 

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