Ricardo Corona

Ricardo Corona nasceu em Curitiba, em 1962. Graduou-se em Comunicação em 1987, na FEBASP. Antes disso, já publica seus poemas em jornais e revistas, e em 1988, junto a Said Assal, lança a plaqueta "A" de poemas e desenhos eróticos (SP, Arte Pau-Brasil). Mais tarde se reuniria com a artista plástica Eliana Borges para criar a Medusa (1998-2000) e Oroboro (2004-2006), duas revistas fundamentais para a produção poética contemporânea. Desta parceria, resulta também o livro de arte Tortografia, em 2003, além das diversas performances poéticas que realizaram entre 1993 e 1996. Neste momento, Corona inicia sua pesquisa que relaciona poesia à música, estudos que irão contribuir no seu disco Ladrão de fogo (Medusa, 2001) e, mais tarde, no Sonorizador (Iluminuras, 2007). De 2005 a 2007 irá preparar arranjos musicais para textos poéticos, e apresentá-los em Távivaaletra, em diversas regiões do país.
Em 1999 publica seu primeiro livro de poesia individual, Cinemaginário, tratando imagens com técnicas cinematográficas, como flashback e montagem.
Em 1998 organizou a antologia bilíngüe "Outras Praias - 13 Poetas Brasileiros Emergentes / Other Shores - 13 Emerging Brazilian Poets" (Iluminuras, 1998), além de ter traduzido poemas do minimalista William Carlos Williams, Apollinaire, Jim Morrison e Allen Ginsberg. Em 2005, com o poeta Joça Wolff, traduz o livro-poema aA. Momento de simetria (Medusa, 2005) de Arturo Carrera, e lança o Corpo Sutil (Iluminuras, 2005).
QUANDO TE INSURGIRES DOS REFLETORES DA RAZãO Quando te insurgires dos refletores da razão, Ah eu estarei aqui dentes à mostra , sonhos à solta , e quando abrires as comportas, tem coragem que na borra das bordas faremos um pacto : doa tuas moedas de luz ( também as cápsulas alopáticas) e monta no leopardo. Terás o Acaso e os sentidos imprevisíveis aloprados que fecundam os jardins da imaginação. (Cinemaginário)