Luiz Roberto Guedes

Poeta, contista, tradutor e letrista de música popular, Luiz Roberto Guedes nasce em São Paulo, em 1955, onde se forma jornalista.

Em 1976 é publicado na antologia Maus Modos do Verbo, junto a Osmar Reyex e Glauco Mattoso. Mais tarde, contribuirá na antologia Na Virada do Século - Poesia de Invenção no Brasil, (Editora Landy, 2002), organizada pelos poetas Claudio Daniel e Frederico Barbosa, até que em 2004 organiza sua própria antologia, Paixão por São Paulo (Editora Terceiro Nome), em comemoração aos 450 anos da cidade.

Em 2000 lança a plaqueta Calendário Lunático - Erotografia de Ana K (Editora Ciência do Acidente, 2000) e, em 2006, a narração paródica do jesuíta Manuel de Nóbrega sobre os primórdios da colonização, em O Mamaluco Voador, (Travessa dos Editores). No ano seguinte, lança o livro de poesia Minima Immoralia através do selo Demônio Negro.

Como tradutor, publicou textos do poeta cubano José Kozer, junto ao Claudio Daniel, nas antologias: Geometria da água (Fundação Memorial da América Latina, 2000), Rupestres (Tigre do Espelho, 2001) e Madame Chu & Outros Poemas (Travessa dos Editores, 2003), além de ter contribuído na antologia neobarroca Jardim de Camaleões (Iluminuras, 2003).

Lança os livros Bicharada de Tinta e Bicharada de Letras (Editora FTD, 1996), O Livro das Mákinas Malukas (Edições Dubolsinho), Lobo, lobão, lobisomem (Editora Saraiva, 1977), Anjos do Mar (Editora Saraiva, 2002), Treze Noites de Terror (Editora do Brasil, 2002), Armadilha para Lobisomem (Editora Cortez, 2005), e O caçador do arco-íris (Editora Escala Educacional, 2008) voltados ao público infantil/juvenil.

ALMANÁRQUICO


verlaine na prisão escrevia
com um palito de fósforo
molhado em café


rimbaud cultivava piolhos
e forjava brilhos homicidas
com frios olhos azuis


baudelaire tinha cabelos verdes
e nerval passeava um lagostim
pelas ruas de paris |pour épater.
c'est le style, celéstine


edgar lúgubre poe
mallarmé enigmático
valéry lúcido
trakl drogado


o fantasmário mascarado
baila no sarau do século
e até agora te assombra
poè:te qualquer, mon frère

 
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