Mano, Compadre Almeida
Montevid�u, 1.o de setembro
de 1837.
Cheguei felizmente com 9 1/2
dias de marcha, logo tratei de falar ao filho de Chaves tendente ao arranjo de contas e me
diz que havemos arrumar; mas acontece que este querendo continuar com a casa de se lhe faz
mister que os credores anuam e como se lhe t�m alguns franqueado, julgo continuar�,
por�m fique de intelig�ncia que todos os seus fundos ele os tem mas n�o pode no pronto
aceitar saques; portanto n�o deve V. Mc�. sacar quantia alguma pois a muito e muito
custo vamos a ver se pagamos os 2$ pesos que sacou o que muito lhe custar�. Se eu tivesse
pago a fazenda tudo se arranjaria, mas acontece que ainda nada se tem feito e tudo est�
desarranjado com a morte de Felizardo, tanto assim que se me fez preciso admitir outro
s�cio a fim de cumprirmos com nossos tratos, portanto [1v.] novamente lhe digo que n�o
saque pois os fundos est�o como levo dito na m�o do Dr. e ele n�o pode cumprir no
pronto.
Tendente � tropa ningu�m a
quer matar de custeio e s� se vender� por pre�o mui diminuto.
Aqui se acha Jo�o e foi bem
bom para o arranjo de contas. Por outro correio lhe escreverei mais cirscunstanciadamente.
Por motivo algum deve V. Mc�. vir.
De nada mais e que mande a seu
compadre e amigo obrigado
(a) Barcelos
N. B. Agora mesmo por n�o ser
recambiada a letra de Rs. 160$ tive eu de passar uma letra a pagar a dois meses de meu
dinheiro, portanto veja o que lhe tenho dito.
Sr. Domingos Jos� de Almeida.
�
[No verso] merc� do Sr. Jos� Rodrigues Cha-
ves, para me remeter logo e logo.
Piratini