Criação e Escatologia
Deus cria do nada ” Creatio ex-nihilo”. Cremos que Deus não precisa de nada preexistente nem de nenhuma ajuda para criar. Deus cria livremente “do nada”, chama a existência aquilo que não é. É pela vontade de Deus e de mais ninguém que o mundo foi criado.
Criação na Sagrada Escritura
Relatos Javista e Sacerdotal
Sacerdotal: Gn 1,1.2,4a
Javista: Gn 2,4b
Bara: Verbo Criar na tradição biblíca utilizado somente para a atividade criadora de Deus
Criação e Magistério
Concílio Vaticano I. O Mundo foi criado para glória de Deus
Criação como Obra Trinitária
Deus Pai: O verbo eterno onde tudo foi feito por Ele.
Deus Filho: Tudo foi criado por Ele e para Ele.
Deus Espírito Santo: Espírito criador e doador de vida
Finalidade da Criação
Comunicar a glória de Deus. A criação está destinada, dirigida ao homem, imagem de Deus, chamado a uma relação pessoal com Ele
Autonomia das realidades terrenas
Criação e evolução: GS 36 Afirma a justa autonomia das realidades terrenas, nos diz que: Se a pesquisa metódica, em todas as ciências, proceder de maneira verdadeiramente cientifica e segundo as leis morais, na realidade nunca será oposta a Fé, tanto as realidade profanas quanto as da Fé tem sua origem no mesmo Deus.
Criação como Divina Providência
A criação não está acabada, mais está em processo de caminhada para uma perfeição última a ser ainda atingida, para qual Deus a destinou.
Deus concede aos homens participar livremente da sua Divina Providencia, Deus chama os homens a serem os administradores da obra da criação.
O Problema do Mal
Devemos ter presente que não há uma palavra definitiva e unânime sobre a questão do mal.
Nos textos bíblicos o mal não é atribuído a Deus, a origem do mal é entendida como surpresa, como que não foi previsto na obra da criação.
Para o livro do Gêneses a origem do mal e representado pela serpente, símbolo da religião Cananéia
O Mal, portanto, é concebido como uma acidente, uma desgraça que surpreende o ser humana das origens e é inesperado no projeto da criação.
A grande questão a ser enfrentada pelo homem bíblico não é a origem do mal mais sim sua superação.
O Homem Imagem de Deus “ Imago Dei”
Segundo a Escritura, a Imago Dei constitui quase uma definição do ser humano: Não é possível compreender o mistério do ser humano separado do mistério de Deus.
É o homem na sua totalidade que é criado a imagem de Deus
A partir do Novo Testamento a transformação na Imagem de Cristo (Imago Chirsti), se efetua através dos Sacramentos do Batismo, Eucaristia e Penitência
Imagem de Deus e domínio do Homem sobre o Mundo
O homem chamado a ser tornar Imago Christi tem a missão de ser administrador dos bens da criação e elevá-los a sua plenitude
O Pecado
Na visão teológica, entendemos o pecado como desumanização do ser humano, a medida em que é rejeitada a proposta do Deus da vida e do amor a respeito do que deveria ser a humanização em conformidade com Jesus Cristo.
CIC 1849-50.
O Pecado Original
Catecismo nº 386 diz: A doutrina do pecado original é , por assim dizer, “o reverso” da Boa Noticia de que Jesus é o Salvador de todos os homens, de que todos têm a necessidade da salvação e de que a salvação é oferecida a todos graças a Cristo. A Igreja, que tem o senso de Cristo. Sabe perfeitamente que não se pode atentar contra a revelação do pecado original sem atentar contra o mistério de Cristo.
Quem utilizou primeiramente o nome de pecado original foi Santo Agostinho.
O pecado original é a infidelidade humana que através da desobediência ao mandato de Deus, rejeitou a amizade que lhe fora oferecida.
Foi definido primeiramente pelo sínodo de Cartago (411), depois o Concílio de Orange (529) volta a reafirmar o pecado original. Mas quem definiu foi o concilio de Trento (DS 1510-1516) x teologia protestante.
Conseqüências do Pecado original
Perda dos dons preternaturais: imortalidade e a integridade.
Entrada do mal no mundo.
Privação da comunicação direta com Deus.
Escatologia
Doutrina das coisas ultimas
Cumprimento da coisas divinas
Ressurreição dos mortos
Em Jesus Cristo já iniciou, antes de todos os outros, a ressurreição escatológica dos mortos. Na parusia de Jesus Cristo devera emergir, o elemento especifico da escatologia Cristã: a ressurreição dos mortos.
Ressurreição da carne
Recuperação da corporalidade e totalidade dos mortos.
O corpo faz parte da identidade da pessoa, na sua totalidade. Pois o corpo é o registro histórico da existência, que marca, define e determina a vida, porque isto ele há ser glorificado na parusia.
CIC 997-1001.
Escatologia individual
Sustenta-se, que cada ser humano é julgado imediatamente após a morte.
Porem, este juízo é dividido em:
Juízo particular, este juízo se dá logo após a morte.
Juízo universal: se dará na parusia, quando haverá destruição da morte e iniciara um novo céu e uma nova terra.
Foi definido pelo Concilio de Trento. Sessão xxv.
Cf. DS 1820-1835.
Purgatório
Não é lugar mas sim uma condição de vida. estado de purificação, já estão no amor de Cristo, o qual os alivia das marcas da imperfeição.
CIC 1030-1032.
Concilio de Lião (1274)
Concilio de Florença (1438-1445)
Concilio de Trento. Séc XXV Decreto Cum Catholica Ecclesia.
Sentido da morte
A única certeza que temos é que a morte não nós separará do amor de Cristo
Pela Bíblia, a morte é sinal da ausência da amizade de Deus, exclusão da comunidade da Aliança.
A morte é incompatível com a bondade de Deus, não estava no plano original do Criador.
Na Tradição, Morte é o meio pelo qual entramos em comunhão com o Criador
Comunhão dos Santos
Comunhão entre os vivos(Igreja Militante) e os mortos (Igreja Triunfante) e as almas do purgatório, que se dá pela oração.
Num estado do solidariedade e intercessão, numa comunhão de vida e de amor com a Trindade.
ICor 12,25-27; Ef 1,22-23; 3-6.
LG n.49
Inferno
Não foi criado por Deus, mais pela decisão livre das criaturas
Não é lugar, mais uma situação na qual o ser humano se encontra livremente e de forma definitiva quando se distância de Deus.
É ausência de Deus.
CIC 1033-1037.
Mt 25,31-46.
Concílio de Trento, séc XVI
Céu
Na Bíblia, céu é a morada de Deus.
Estado da glória de Deus.
Não é concebido como abstração, nem como lugar, mas como uma relação pessoal com Deus Trindade, é a comunhão feliz de todos que estão perfeitamente incorporados a Cristo, Céu ainda não é Reino de Deus.
CIC 1024
CIC 1042-
Parusia
É a vinda de Cristo em poder e glória para julgar os vivos e os mortos onde seu reino não terá fim. É uma plenitude da Nova Criação, onde Criador e criatura viverão em comunhão plena. Lugar do Novo Céu e da Nova Terra, onde a criatura irá recuperar sua unidade perdida com pecado.
Bibliografia
BUR, Jacques. O pecado Original: o que a Igreja de fato disse. Aparecida: Santuário, 1991.
BIBLIA DE JERUSALÉM. Nova ed. rev e Ampliada, São Paulo: Paulinas. 2002.
BRUSTOLIN, Leomar Antônio. Quando Cristo Vem.. A parusia na escatologia Cristã. São Paulo: Paulus, 2001.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. São Paulo: Vozes e Loyola. 1993
COLLANTES, Justo. A fé Católica: Documentos do Magistério da Igreja. Diocese de Anápolis: Mosteiro de São Bento RJ, lumen Christi, 2003.
DICIONÁRIO CRÍTICO DE TEOLOGIA. Jean Yues Lacoste. São Paulo: Paulinas e Loyola. 2004.
***
ÍNDICE - TOPO - PRÓXIMO