«Católicas pelo Direito de Decidir» não é
organização católica, lembra CNBB
E não
fala pela Igreja Católica, enfatiza Conferência episcopal brasileira
Por
Alexandre Ribeiro
BRASÍLIA,
terça-feira, 4 de março de 2008 (ZENIT.org).-
«Católicas pelo Direito de Decidir» não é uma organização católica e não fala
pela Igreja Católica, recorda a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil).
O
organismo episcopal brasileiro manifestou-se sobre o assunto por meio de nota,
esta segunda-feira, já que «têm chegado à sede da CNBB inúmeras consultas sobre
a ONG», «uma vez que em seus pronunciamentos há vários pontos contrários à
doutrina e à moral católicas».
A
nota esclarece que «se trata de uma entidade feminista, constituída no Brasil
em 1993, e que atua em articulação e rede com vários parceiros no Brasil e no
mundo, em particular com uma organização norte-americana intitulada “Catholics
for a Free Choice”».
«Sobre
esta última, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos já fez
várias declarações, destacando que o grupo tem defendido publicamente o aborto
e distorcido o ensinamento católico sobre o respeito e a proteção devidos à
vida do nascituro indefeso», explica a CNBB.
O
grupo também «é contrário a muitos ensinamentos do Magistério da Igreja; não é
uma organização católica e não fala pela Igreja Católica (Cf.http://www.usccb.org/comm/archives/2000/00-123.htm)».
De
acordo com a nota da CNBB, «essas observações se aplicam, também, ao grupo que
atua em nosso país».
A
Conferência episcopal brasileira lembra que a Campanha da Fraternidade 2008
«reafirma nosso compromisso com a vida, especialmente, com a vida do ser humano
mais indefeso, que é a criança no ventre materno, e com a vida da própria
gestante».
«Políticas
públicas realmente voltadas à pessoa humana são as que procuram atender às
necessidades da mulher grávida, dando-lhe condições para ter e a criar bem os
seus filhos, e não para abortá-los», afirma a nota.
«“Escolhe,
pois, a vida” (Dt 30,19). Ainda que em determinadas circunstâncias se trate de
uma escolha difícil e exigente, reafirmamos ser a única escolha aceitável e
digna para nós que somos filhos e filhas do Deus da Vida.»
A CNBB encerra a nota conclamando «os católicos e todas as pessoas de boa vontade a se unirem a nós na defesa e divulgação do Evangelho da Vida, atentos a todas as forças e expressões de uma cultura da morte que se expande sempre mais».