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Conspiração Total Capítulo XVIII:
Um Novo Começo Índia,
Tibete, 7 de Junho de 1994 "Eu fui desafiado para um
torneio em Bruxelas, no dia 15. Meu oponente? Akuma. Eu não sei bem o que ele
quer, mas aceitei o desafio. Sakura e Ryu também vão. Mas Chun Li já voltou
para Pequim, pois Ryu vai começar uma nova jornada pelo mundo. Eu quero que
você esteja lá também, para assistir a luta. Até mais, meu amigo. Kaneda Jones" Iori já lia a carta pela terceira
vez. Por mais que estivesse excitado pela chance de reencontrar o amigo,
temia pelo resultado da luta. Mas sabia que devia ir. Iori chamou Jhalsim. Ia
levá-lo. Ele precisava ganhar experiência, pois logo seria o guardião do
templo. – Tem certeza disso, Sr. Iori?
– perguntou Sally, a mãe de Jhalsim. – Sim. Ele vai aprender muito. – Oba! – gritou o jovem
de 7 anos. Iori pegou sua katana e sua uzi,
recém adquirida. Ele pegou o garoto e foram para a cidade, para pegarem um
vôo para Bruxelas. Enquanto isso, em Londres, Hwoarang lia uma carta
idêntica. – Muito interessante... – O que foi, amor? –
perguntou Cammy, saindo do banho matinal. – Kaneda me mandou uma carta.
Vai lutar em Bruxelas. – Dia 15? – Como sabe?! – Eu também lutarei lá. Com
Zangief. – ela sorriu. – Pô, nem me avisou, heim... – Ah, não fica bravinho, não.
– Cammy beijou seus lábios. – Humf... Mas estou preocupado. – Por quê? – Kaneda não é o oponente mais
indicado para Akuma... Ele matou Bison com um golpe! – Seu amigo deve saber o que
está fazendo. – Tomara! Bélgica,
Bruxelas, 15 de Junho Akuma foi muito procurado desde que
matou M. Bison. Três empresários resolveram organizar um torneio em Bruxelas
logo que o encontraram. Akuma aceitou, e desafiou Kaneda, o atual Grande
Mestre dos Street Fighters. Um estádio de futebol foi
interditado. A luta aconteceria ali. O lugar estava muito cheio. Iori se viu
cercado por várias fãs, pedindo autógrafos para um dos homens que ajudou a
acabar com a Shadaloo. Após alguns minutos teve sua paz de volta. Sentiu um
tapa na cabeça. – Ei! – E aí, Iori? – disse
Hwoarang. – Fala, seu mala... O que faz aqui? – Olhe pra arena. –
apontou para Cammy. – Além disso, recebi uma carta de Kaneda. – É, eu também recebi. Ah, esse
aqui é Jhalsim, o filho de Dhalsim! – Oi, garoto! – Oi, tio... – o menino
era tímido. – Acha que o Kaneda tem
chances? – perguntou Iori. – Sim... Mas estou com um mau
pressentimento. – Vira essa boca pra lá!
– gritou Sakura, chegando com Ryu. – Ih, 'tava bom! –
brincou Hwoarang. – E então, ainda bate em
mulheres? Hahahahaha! – Oi Ryu. Oi Sakura. –
cumprimentou Iori. – Oi. – Oi. Oi, Hwoarang. – Ryu
esticou a mão. – Ainda espero pelo dia em que iremos lutar. – ele
sorriu. – Vejo que todos vieram!
– disse Kaneda, que se aproximou voando. A platéia toda se espantou. – Fala, Kaneda! – disse
Hwoarang. – Tudo bem? Espero que tenha
treinado muito nesse ano, pois logo pretendo te desafiar. – Pô, todo mundo quer esfolar o
meu couro! Mas tome muito cuidado hoje, heim. – ele ficou sério. – Pode ficar frio. Tudo bem,
Iori? – Tudo, cara. Tem certeza disso
que está fazendo? – Ah, Iori, fica na sua! Ele
vai vencer! – protestou Sakura. – Assim espero. Tome cuidado. – Tomarei. Mas não podia
recusar um desafio. Ele se afastou e entrou no ringue. Os
amigos ficaram olhando, preocupados. Antes, porém, aconteceria uma luta de
iniciantes, a luta de Cammy e Zangief e só então Kaneda enfrentaria Akuma.
Logo Iori foi interceptado por um jovem rapaz. Vestia uma roupa de Kung Fu,
era magro e tinha curtos cabelos pretos. – Oi, o senhor é Iori Hakushu,
não é? – Sou sim, por quê? – Olá, meu nome é Jean LeMonte.
Eu sei que o senhor é um herói e ajudou na batalha contra a Shadaloo. Eu
preciso muito da sua ajuda! – disse ele, aflito. – Ajuda...? – Sim. Eu sou aluno do grande
Mestre Xaudo, o último mestre do Majestic Crow Kung Fu. Eu preciso muito da
ajuda de vocês para protegê-lo. – Isso está muito estranho... – Vai lá, Iori! – disse
Hwoarang, sorrindo. – E o senhor é Hwoarang,
Guerreiro Mundial, não é? – perguntou Jean, se virando para o coreano. – Sou sim... Vai dizer que quer
minha ajuda também? – Se o senhor puder ajudar... – Tudo bem. Vamos, Iori? – Vamos sim. Vocês vêm, Sakura
e Ryu? – E o garoto, vai ficar com
quem? – perguntou Ryu. – Deixe-o aqui que eu cuido dele. – Tudo bem... E você, Sakura?
– tornou a perguntar Iori. – Eu ficarei. Se esqueceu?
Kaneda vai lutar com Akuma! – Vamos Iori, ela não vai
arredar o pé daí. – disse Hwoarang. Algum tempo depois, já estavam na
caminhonete de Jean. Ele avisou que a viagem demoraria cerca de 45 minutos e
que estavam indo para a fazenda de seus pais. E enfim começou a contar o que
estava acontecendo. – É uma longa história... O
importante é que a Fênix, uma organização criminosa, está atrás do meu
mestre. Ele está fugindo a todo custo. E quando eu estava no torneio, ouvi a
Bonnie Brown, lutadora do time Punhos de Relâmpago, dizer que "já iam
pegar o velho para levar para a Fênix". Então tive que agir rápido, e vi
vocês, poderosos guerreiros. – Mas o que nos espera? –
perguntou Iori. – Acho que alguns capangas. Eu
temo pela vida dos estudantes do Mestre Xaudo que estão lá. – a face de
Jean se fechou. Enquanto isso, no estádio de futebol,
a multidão estava louca. Não bastasse a desistência do time Punhos de
Relâmpago – dando a vitória para o Time Corvos, seus oponentes –
e de Jean LeMonte – dando a vitória para Mace, seu oponente -, Cammy
também desistiu. Mas Zangief não quis ficar com a vitória, e a luta foi
cancelada. Ele entendeu os motivos dela, e o gigante, que ia se despedir dos
ringues nessa luta, deixou a despedida para uma próxima oportunidade. – É marmelada essa porcaria!
– ecoou um grito. – Eu quero meu dinheiro de
volta! – ecoou outro. – CALMA, PESSOAL! –
gritou o narrador. – AGORA VOCÊS TERÃO A LUTA PRINCIPAL. A LUTA QUE
TROUXE VOCÊS ATÉ AQUI. NO RINGUE... KANEDA E... AKUMA! O público voltou a gritar. Kaneda
entrou e fitou seu oponente. Akuma, muito sério, apenas retribuiu o olhar
ameaçador. O público queria ver sangue, e o juiz logo autorizou. Akuma partiu
pra cima de Kaneda com um Chute Furacão. Kaneda apenas se defendeu, levando
três chutes. Ele já preparava o seu Bola de Fogo Múltipla, e antes mesmo de
Akuma tocar o chão, ele atacou. – Shinkuu... Hadouken! Akuma foi atingido pelas seis bolas
de fogo e jogado no chão. Kaneda se afastou, ficando em posição de defesa.
Akuma foi se levantando, e não ficou tão ferido assim. Ele atacou Kaneda
novamente, dessa vez com uma voadora. Kaneda se defendeu, e concentrou seu
Chi no punho direito. Akuma continuou com um soco, mas Kaneda foi mais
rápido, atingindo-o com seu Tameshiwari, mais conhecido no ocidente como Arte
de Quebrar. O golpe atingiu Akuma, que foi jogado
longe. Dessa vez foi muito ferido, tendo duas costelas quebradas. Kaneda
sorriu. A vitória era iminente. 'Basta um Shoryuken para acabar com isso',
pensou. Iori, Hwoarang e Jean finalmente
tinham chegado. A fazenda tinha se transformado num campo de batalha. Vários
adolescente jaziam no chão com perfurações de armas de fogo. Jean e Iori
saltaram rapidamente do carro, mas Hwoarang se escondeu atrás dele. Iori
tinha uma katana numa mão e uma uzi na outra. Eram cinco bandidos. – Vocês vão pagar! –
gritou Jean. Iori ficou pasmo ao vê-lo executando
um poderoso golpe, talvez o maior segredo do Majestic Crow Kung Fu. Ele
agarrou seu oponente pelos ombros e saltou sobre ele. Os dois ficaram de
costas. O movimento continuou, e Jean foi forçando as costas do oponente a se
curvarem, e enfim o jogou para frente, para se chocar com os vidros de sua
caminhonete. Não se levantou mais. – Meu Corvo da Tempestade vai
acabar com vocês! – Corvo da Tempestade...?
– sussurrou Iori, assustado. O ataque continuou. Três homens
tentaram atirar em Iori, mas ele socou o chão, que tremeu. Uma onda de choque
os atingiu, derrubando-os. Ainda tentavam se levantar, mas não tiveram tempo.
A espada de Iori acabou com eles. Iori então sentiu o tiro que tinha atravessado
o braço esquerdo. Um deles o atingiu. Um outro estava atrás de Iori, e
mirou a arma na sua cabeça. Hwoarang, percebendo isso, saltou sobre o
bandido, acabando com ele com o seu Chute Tesoura, acertando-o duas vezes.
Ele ainda gritou antes de cair no chão. Jean entrou correndo na casa, e
Hwoarang também sentiu um ferimento. Olhou e percebeu que tinha uma
perfuração no braço direito. Iori se virou, e viu lá longe um capanga. Um
homem agonizava no chão recebendo os disparos. 'Vamos ver se seu Kung Fu funciona
contra isso, hahahaha', ele se divertia. Iori atirou e o atingiu no estômago. – E agora? – Iori, já
próximo, colocava a espada na sua jugular. – Vai contar algumas coisas. – Não vou não! – ele
gritou, tentando apanhar a arma caída. – Acho que vai sim... –
Iori se divertiu ao enfiar a espada na sua mão no meio do caminho. – Prefiro morrer... – Então vai! Iori levantou a espada. Mas o homem
foi mais rápido. Tirou uma pequena faca do bolso e se cortou na jugular. O
sangue jorrou. Ao ver que Hwoarang entrava na casa, Iori também entrou. – Entendo... Os estudantes
deram suas vidas para acobertar a fuga do Mestre Xaudo. – Jean concluia
a frase. – Ah, vocês estão aí... Muito obrigado por tudo, vejo que são
heróis! – É, mas podia arrumar uns
curativos pra gente? Os heróis 'tão na pior... – brincou Hwoarang. – Tudo bem. Depois os levarei
para a cidade. Seu amigo logo irá lutar... Se é que já não está lutando! – É, e a Cammy também. E estavam lutando mesmo. Mesmo com
duas costelas quebradas, Akuma miraculosamente se levantava depois do
Tameshiwari de Kaneda! Ele olhou para o elementalista do ar. Sorriu. Kaneda,
furioso, partiu com o seu Soco do Dragão. Mas Akuma era muito rápido. Ele fez
o mesmo. – Shoryuken! – Há! Kaneda foi atingido. O golpe foi
muito forte, derrubando-o no chão. Kaneda ainda se recuperava, tentando se
levantar. 'Isso acaba aqui', disse Akuma. Ele se aproximou com o seu
Assassino do Inferno. Kaneda foi atingido. Uma explosão se deu no local.
Quando a poeira se dissipou, todos puderam ver. Akuma de pé e Kaneda...
nocauteado! – Que estranho... Todo mundo
está indo embora. – disse Hwoarang, ao chegar na arena mais de meia
hora depois. – Vamos entrar e descobrir o
que está acontecendo. – disse Iori. – Mestre! – gritou
Jhalsim, ao vê-lo. – Oi garoto! – ele o
abraçou. – Sakura, o que houve? –
perguntou Hwoarang. – Kaneda perdeu... –
disse ela, muito triste. – Shun Goku Satsu?! –
perguntou Iori, já nervoso. – Sim... – E o Ryu? – Já foi, Hwoarang. Venham
comigo. Ela os levou para o centro médico,
onde Kaneda repousava, muito ferido. Com certeza, era uma técnica mortal.
Sakura olhava para ele muito preocupada. Hwoarang a abraçou. Jean resolveu se
dirigir a ela. – Me desculpe perguntar, mas
como foi a luta dos Punhos de Relâmpago? – Eles desistiram... – disse
ela, já derramando algumas lágrimas. – Droga, eu sabia! Eu tenho que
ir. Será que posso pedir a ajuda de vocês uma vez mais? – Pode sim. O que houve agora?
– perguntou Iori. – É que vou para Roma. Meu
mestre foi pra lá. Eu não quero viajar sozinho. – Entendo. Vamos sim. Cuide bem
dele, Sakura. – disse Hwoarang. – É claro que cuidarei. – Jhalsim agora vem com a
gente. – Tem certeza disso, Iori? – Fica frio, Hwoarang. Ele é
poderoso e agora deve aprender a se virar. Algum tempo depois, já estavam no Transcontinental
Railway. Linhas de vôo conectadas de Bruxelas para Roma só estariam
disponíveis 30 horas depois, então tiveram que ir de trem mesmo. Repousavam
em seu vagão depois de uma refeição. Anoitecia. Estava tudo bem, até que Iori
viu algo estranho no vagão ao lado. – Ei, mas eu conheço aquela
mulher... – O que disse, senhor Iori?
– perguntou Jean. – Eu acho que já vi aquela
mulher na janela do vagão ao lado. – Quem?... Mas é a Bonnie! Jean se levantou, furioso, e foi até
o vagão ao lado. Não dava para ouvir nada, mas pelos gestos vistos através do
vidro, pôde ser percebida a discussão. Jean voltou logo depois. Estava
nervoso. – Eles falaram pra eu tomar
cuidado. Droga, eles querem o Mestre Xaudo! Jean apertou o punho e bateu na
pequena mesa onde estava servivo o café. Jhalsim, assustado, apenas olhou
para Iori. Algum tempo depois já estavam jantando. Jean apenas mexia no
prato. Iori também, pensativo. Hwoarang comia muito entusiasmado. Jhalsim,
percebendo que Iori não ia comer mesmo, decidiu não esperar mais e começou a
comer. Mas... – Ugh! – o grito abafado
soou e Hwoarang caiu no chão. – O que houve? –
perguntou Iori. – Estou passando mal... –
ele colocou as mãos na barriga. – Droga! Iori enfiou o dedo na garganta de
Jhalsim, que rapidamente vomitou o pouco que tinha comido. Jean olhou furioso
para a cabine ao lado, onde Bonnie gargalhava. – Como fui idiota! Mustafa
conhece muito sobre venenos! – gritou Jean, correndo para a cabine ao
lado. Os outros três o acompanharam. – É, é um veneno mesmo. E aqui
está o antídoto. – disse Bonnie, respondendo a pergunta de Jean. – Me dá logo isso! – Vamos fazer o seguinte: se
nos vencerem, eu dou o antídoto. Se perderem, podem dizer adeus ao seu amigo.
Aceitam? – Claro que sim! – disse
Hwoarang. – Então venham. Passaram por vários vagões. Hwoarang
se sentia um pouco fraco. Enfim chegaram num vagão de carga, bem vazio, onde
poderiam lutar. Iori mandou Jhalsim para perto de Hércules, um ex-astro da
luta livre. Bonnie, a líder, e Sanjo, um sumotori, partiram pra cima de Iori.
Hwoarang pegou Mustafa, o kickboxer que preparou o veneno. E Jean pegou
Fixer, um karateca muito habilidoso. A luta começou. Mustafa chutou a
perna de Hwoarang, deixando-a muito dolorida. Mas ele se levantou no ar e o
atacou com o seu Dankuukyaku. Estava furioso. Os três chutes desfiguraram
Mustafa. Ele não se levantou mais. Iori atacou Sanjo com um Soco do
Dragão, derrubando-o no chão. Bonnie partiu pra cima dele com um soco, que
feriu seu rosto. Jhalsim foi agarrado por Hércules, que o jogou para fora do
trem. Iori gritou furioso, e atacou Bonnie e Sanjo com o seu Chute Furacão.
Sanjo não se levantou mais. Bonnie agonizava no chão. – Vocês vão pagar! –
gritou Iori. Então ele viu Jhalsim de volta no
trem. Ele sabia se teleportar! Iori se virou, e viu Bonnie ainda se
levantando. Colocou a mão no seu bolso e apanhou o antídoto. Se virou e viu
Jean, que jogava o nocauteado Fixer em cima de umas caixas com o seu Corvo da
Tempestade. – Toma, Hwoarang! – Valeu, cara! Hwoarang apanhou o antídoto e o
bebeu. Em poucos segundos percebeu que já estava melhorando. Bonnie se
levantava. Ela fitou os quatro poderosos oponentes com um olhar amedrontado.
'Agora vai conversar um pouco com a gente!', disse Hwoarang. Bonnie apenas
riu. Apontou para atrás deles. Hwoarang se virou e viu cinco homens. Olhavam
para eles. Tinham armas de laser. – Castor, se divirta com eles!
– disse Bonnie, apanhando seus quatro amigos e levando-os com
dificuldade. Bonnie sumiu no meio do trem.
Hwoarang e Jean olharam assustados. Iori sentiu Jhalsim, que estava escondido
atrás deles. 'Tenho uma idéia, mestre', disse ele. Iori percebeu que Jhalsim
não estava mais ali. Olhou para frente e viu uma mão atrás de um caixote, que
por sua vez estava atrás dos cinco homens. Iori sorriu. Jean gritou e partiu pra cima do
homem do meio, a quem Bonnie se referiu como Castor. Hwoarang tinha sentido
algo de errado nele. Era um Revenant! Antes que Jean pudesse pegá-lo com seu
Corvo da Tempestade ele o atingiu com seu laser. Hwoarang chutou um de seus oponentes,
nocauteando. Mas o outro atirou nele. O disparo de laser atravessou seu
braço. O disparo contínuo o prendeu, assim como Jean. Iori também acabou com
um de seus oponentes, mas o outro atirou nele. Jhalsim, esperto, o atacou com
uma bola de fogo. Hwoarang e Jean estavam presos, mas
Iori atacou Castor, acabando com ele. Como os outros Revenants, se reduziu a
fumaça e esqueleto. Jhalsim acabou com o inimigo de Hwoarang. Iori tropeçou e
caiu no chão, muito ferido. Hwoarang também. 'Vou pegar Bonnie!', gritou Jean.
Mas também caiu. – Vá... Chamar... Ajuda...!
– disse Iori para Jhalsim, o único sem ferimentos graves. Alpes,
16 de Junho Os três finalmente acordaram. Estava
mais frio que de costume. Jhalsim estava com eles. O trem já estava
diminuindo a velocidade. Jean olhou pela janela, e percebeu que estavam
chegando na estação. – Droga, temos que correr!
– gritou Jean, se dirigindo para a porta. – O que houve? Não quer
abrir... Enfim o trem parou. Todos começaram a
descer. E eles viram os Punhos de Relâmpago saindo. Bonnie ainda se virou e
mandou um beijo para eles. Iori, furioso, começou a golpear a porta. Hwoarang
também a chutou. Ela se quebrou. Eles saíram correndo, e viram os
Punhos de Relâmpago saltando num carro cheio de homens atrás. Iori já estava
na rua também, e parou um carro, mostrando a credencial da Interpol. 'Rápido,
venham!', gritou Iori para Jhalsim, Hwoarang e Jean. – Deixe-me usar seu celular,
por favor. – pediu Jean para Hwoarang, já dentro do carro. – Sem problemas. – Estranho... A linha foi
cortada! – gritou Jean. – Eles estão sempre um passo a frente! – Pra quem ligou? –
perguntou o coreano. – Pra academia de Bertani. É um
graduado aluno do Mestre Xaudo. Queria avisar que os inimigos estão indo pra
lá. – Nem precisa disso, garoto!
– disse Iori. – Já alcancei eles. Hwoarang, pega o volante! – Ok! O taekwondista pegou o volante. Iori
apanhou sua uzi e mirou no pneu do carro inimigo. Mas nesse instante eles
passaram num pequeno buraco, e além de errar o tiro, derrubou sua arma. Os
capangas na parte de trás do carro apenas riram. – Droga! Eles foram fazendo uma dura
perseguição pelas ruas de Roma. Por onde passavam, recebiam xingamentos e
derrubavam muita coisa. De repente os Punhos de Relâmpago freiaram. 'É aqui a
academia! Freeeeieeee!', tentou avisar Jean. Mas não deu tempo. Os dois
carros bateram. Cerca de trinta jovens saíram da academia, e um grande
italiano com um brinco e um bigode também saiu. – Lester! – sorriu Jean.
– Esse é Lester Bertani. – falou para Iori e Hwoarang. Bonnie olhou para eles muito brava.
Voltou para o carro. Ela fugiu rapidamente. Do meio dos jovens saiu um velho
muito debilitado. Usava uma roupa de Kung Fu. Era o Mestre Xaudo. Depois
de abraçar Jean e agradecer a ele, ele foi falar com Hwoarang e Iori: – Muito obrigado por tudo que
fizeram. Mas não ficarei mais aqui. Eles voltarão, com certeza. Quero ir para
o Egito, onde Qebesenef, meu aluno mais hábil está. Ele tem uma fortificação
onde ficarei protegido. Podem me escoltar até lá? Poderei recompensá-los com
o Corvo da Tempestade. – Não, mestre! – gritou
Jean. – É perigoso! Eu acho que eles... Trabalham para a Fênix. – O quê? Eu vou te matar, seu
moleque! – gritou Iori. – Calma, Iori! Olha, Jean, você
nos procura, o ajudamos, nos ferimos por isso e você vem suspeitar de nós? – Mas como explica a Fênix
estar sempre um passo a frente? – indagou o jovem. – Eu não sei. Mas se nós
trabalhamos mesmo para a Fênix, por que eu teria comido o jantar envenenado?
E por que os capangas teriam nos ferido mortalmente com lasers? – ... Tem razão... – ele
abaixou a cabeça. – Me desculpem, por favor. É que fiquei paranóico com
isso. – Por favor, desculpem Jean.
Ele é muito jovem. – disse Xaudo. – Humf! – Iori se virou. – Tudo bem, Xaudo. Nós
escoltaremos vocês. Não é, Iori? – Sim... Já no avião, Jean finalmente dormia,
agora mais calmo. Jhalsim fazia o mesmo. Xaudo olhou para Iori e Hwoarang,
que pareciam esperar algo dele. Eles continuaram olhando para o velho mestre,
que os chamou com um sinal com a mão: – Eu disse que ensinarei o
Corvo da Tempestade para vocês, meus jovens, e o farei. Mas só poderei
fazê-lo para o melhor de vocês. – Melhor? Interessante...
– Hwoarang olhou para Iori. – Acho que já entenderam.
– o velho sorriu. Hwoarang e Iori se olharam. O Hakushu
jogou sua espada no chão. Iori avançou com um Chute Furacão. Hwoarang apenas
se defendeu. Iori tentou chutá-lo, mas o Dankuukyaku de Hwoarang foi rápido
demais. Após bloquear ele seguiu com o golpe com muita destreza, resultado de
muito treinamento. Iori caiu no chão depois dos três chutes. – Pensei que tivesse treinado,
Iori... – o coreano sorriu. – Aaarrrggghhh, você vai ver! Iori se levantou. Hwoarang decidiu
terminar tudo com um chute duplo. Estranhamente Iori se defendeu do ataque. O
coreano continuou com seu Chute Tesoura, mas dessa vez o Chute Furacão de
Iori foi perfeito. Após cinco chutes, o coreano caiu. – Eu treinei! – disse
Iori. Hwoarang levantou e sorriu. Os dois
estavam muito feridos. 'Você não é um oponente para mim!', falou Hwoarang. Se
levantou no ar e chutou Iori com o seu Chute Tesoura. o primeiro chute o
atingiu na face, e o segundo no peito. O grito de Iori saiu expulsando o ar
de seus pulmões. Não se levantou mais. – Pelo visto, não foi o
bastante. – Ficarei muito honrado em te
treinar, jovem Hwoarang. – disse Xaudo. Chegaram no Egito durante a noite.
Tiveram que dormir num hotel empoeirado e frio. Com o amanhecer conseguiram
arrumar transporte para o lugar onde ficava Gamal Qebesenef. Foram de
helicóptero. O piloto era Rashid, um egípcio que não parava de falar. Enfim chegaram. O que deveria ser uma
mansão na verdade era um grande forte militar. Cerca de vinte soldados
vigiavam do lado de fora dos muros de 4,5 metros. Uma construção se erguia no
centro. Após a identificação foram recebidos por um homem alto e forte,
vestindo um traje militar cheio de condecorações. – Olá, Mestre Xaudo. –
disse ele, curvando-se. – O senhor e seus amigos são bem vindos aqui. – Obrigado, Gamal. Foram acompanhando-o. Xaudo parecia
triste. Na verdade, nunca imaginou que isso fosse um forte militar. O que
Gamal estaria pretendendo? A grande porta se abriu e entraram. Ela se fechou.
As luzes se acenderam e... – Muito bem, Fênix! Você tinha
mesmo razão! – disse Bonnie Brown. Iori e Hwoarang se viraram e viram
vinte soldados apontando as armas para eles. Junto com os soldados estavam os
Punhos de Relâmpago – com exceção de Mustafa. Gamal riu para eles.
'Isso mesmo, Mestre Xaudo, eu sou a Fênix!'. Jean
parecia furioso. – O quer de mim, Gamal? –
perguntou Xaudo. – Eu quero o Corvo da Tempestade.
Não quis me ensiná-lo no passado, mas preciso dele. Somente com um golpe
forte assim poderei liderar uma nova e poderosa Shadaloo. Os homens só dão a
vida por líderes poderosos; é assim que o mundo gira. Então vai me ensinar
esse golpe ou... – já agarrava o mestre pela gola. – Ou o quê? Vai me matar? Então
faça. É melhor que meus segredos morram pra sempre do que cairem nas mãos de
homens como você! – Mata ele! Mata ele! –
gritava Bonnie. – Calaboca! Velho idiota...!
– Gamal o jogou no chão. – Tem razão... Não posso matá-lo depois
do que fiz para trazê-lo até aqui. Bem, te darei uma hora para decidir.
Homens! Levem os amigos dele para as catacumbas. – virou-se para Xaudo.
– Se em uma hora não perceber que é melhor me ensinar esse golpe, eu os
executarei. E lhe asseguro que escolherei as mais dolorosas mortes! Em poucos segundos Iori, Jean,
Hwoarang e o menino Jhalsim foram jogados numa pequena sala. De repente, o
chão se inclinou e caíram num aposento inferior. O chão voltou ao normal e se
transformou no que agora era o seu teto. Estavam numa sala redonda. Uma porta
metálica moderna fechava a única saída. 'E agora?', perguntou Jhalsim,
desesperado. Iori e Hwoarang nem responderam. Com poucos golpes derrubaram a
porta. – Bah! Achou que nos seguraria
com isso... – resmungou Iori. – Mas será que é melhor
entrarmos aqui? – perguntou Hwoarang. – E se não tiver saída? –
completou Jean. – Mas é melhor do que ficarmos
esperando pela morte! – gritou o jovem Jhalsim. – Chega! Calem a boca! Vamos,
venham por aqui. – disse Iori. – Tem certeza que sabe o que
está fazendo? – ainda perguntou Hwoarang, antes de partirem. Iori sabia. Algo dentro dele parecia
dizer o caminho. Foram andando. As catacumbas eram escuras. De repente,
percebeu algo. Estava desmoronando em cima deles! Rapidamente os quatro
saltaram para trás. Uma pedra ainda atingiu a perna de Jhalsim, ferindo-o
levemente. – Iori, isso parece perigoso. – Será que pelo menos uma vez
na vida não pode parar de discordar de mim, Hwoarang?! – Não 'tá mais aqui quem falou! Continuaram. De repente, o caminho se
dividiu em três. 'E agora, Sr. sabe-tudo?', ironizou o coreano. 'Vamos pelo
meio.', respondeu Iori. A voz ainda soava em sua mente. E estava certa. Se
livrou de um caminho inacabado e de um poço de escorpiões. Continuaram
andando. – Vem pra cá, Jhalsim! –
gritou Iori. Lâminas saíram da parede. Mais uma
armadilha. Por pouco não foram pegos. Começaram a discutir sobre como seguir
agora que as lâminas tinham ficado no meio do caminho. Iori apenas ficava em
silêncio. Ele procurava a voz, que não lhe falava mais nada. Então, dando um
susto em todos, as lâminas voltaram para suas posições originais. Eles
continuaram pelo longo corredor. Enfim viram mais uma bifurcação. Ou seguiam
pelo caminho, ou viravam para a esquerda. Todos ficaram esperando Iori se
pronunciar. Não disse nada. 'Bem, parece que ele está perdido... Então vamos
para a esquerda!', disse Hwoarang. Ninguém
parecia querer contrariar. Todos temiam palpitar e errar. Tudo foi ficando
mais escuro. De repente, começou a ficar claro novamente. E viram uma escada.
Tinham saído. – Pô, Iori, vai limpar, hein!
– brincou o taekwondista. – Vocês têm sorte. Isso também
faz parte quando se trata de heróis. – disse Jean. – Ei, mas e essa fumaça verde? Estavam numa sala circular. Quatro
estátuas egípcias a adornavam. A fumaça foi avançando. 'Não se preocupe,
mestre, dá para respirar!', falou o jovem Jhalsim, depois de se arriscar.
Iori ia brigar com ele, mas, afinal, só era uma criança. Logo se perderam no
meio da fumaça. – Que bom te encontrar aqui,
Iori. E quem é o garoto? Ah, é o filho de Jhalsim... – Quem é? – perguntou
Iori. – Mestre, ele matou meu pai!
– gritou Jhalsim. Iori se virou e viu Ryuji. Mas como?
Estava morto! Jhalsim saltou sobre ele. Ryuji, já com a espada sacada, o
acertou com incrível rapidez. O garoto foi ferido mortalmente. Não se mexeu
mais. Iori, furioso, atacou seu inimigo. Enquanto isso, Hwoarang enfrentava M.
Bison. Ele também não entendia como seu oponente estava vivo. Mas foi atacado
árduamente. Hwoarang já agonizava em dois ou três golpes. – Ei, mas tem algo errado aqui!
– disse Iori, ao ver Hwoarang e Jean lutarem sozinhos. Olhou e viu que
não havia Ryuji algum. – Droga, eu sabia! Ei, Hwoarang, Jean, é uma
ilusão! – O quê? – Hwoarang se
virou e não viu mais M. Bison. – É verdade... Iori tem razão! Os três saíram correndo da câmara, e
Iori com Jhalsim no colo. Caíram em outro aposento. Após alguns segundos,
Jhalsim recobrou a consciência e percebeu que não tinha ferimento algum. Eles
se viram na sala inicial, onde tinham sido rendidos. – Era um gás alucinógeno. – Interessante. Mas olha só
onde estamos! – mostrou Hwoarang. – Minha espada! – Iori
avistou a arma que lhe havia sido tirada jogada num canto. – Eles estão lá fora. É a hora
de atacarmos. – disse Jean, observando pela fechadura. – Estão
distraídos. – Espere um momento. –
disse Hwoarang, apanhando o celular que estava com a espada de Iori. –
Alô... Cammy?... Oi, amor, tudo bem?... Não tenho tempo para falar agora, mas
estamos na base da Fênix... O quê? Estava atrás dele?... Nossa, nem me disse
nada, hein!... 'Tá, que seja... Já rastreou a ligação?... Ok... Venha logo,
pois são muitos soldados... Beijo... Boa sorte também! – Pediu ajuda? – É, Jean, já estão perto. – E então, vamos? –
perguntou Iori. – Espere aí, mestre, olha só o
que eu achei! Jhalsim apontou para uma sala com a
porta entreaberta. Exibia muitas armas de guerra, e um jipe. Hwoarang sorriu.
'Eu dirijo!', ele disse. Saltaram no carro. Arrebentaram a porta de madeira,
já saindo no jardim, onde Qebesenef parecia fazer um culto religioso com os
seus quarenta soldados. – O quê?! Como se atrevem a
interromper um culto para os deuses? Bonnie, acabe com eles! – gritou
Fênix. –
Chegou a hora de agirmos, pessoal! Ela e Fixer saltaram sobre Hwoarang,
enquanto Sanjo e Hércules foram pra cima de Iori. Eles se aproximaram muito,
e Iori usou um Chute Furacão. Eles foram atingidos inúmeras vezes. Sanjo não
se levantou mais. Hwoarang atacou Fixer com um Chute Voador, subindo aos ares
e jogando-o longe. Agora eram dois contra dois. Jhalsim continuou no jipe, oculto,
tremendo de medo. Jean, com muita bravura, nem ligou para os soldados e
partiu para perto do Mestre Xaudo, para salvá-lo. Eles se abraçaram. Os
soldados, pasmos com a surra que os Punhos de Relâmpago levavam, ficaram
apenas olhando. Iori terminou com Hércules com um Soco do Dragão. Hwoarang se
virou para Bonnie, que apontava um laser para ele. – Isso acaba agora, cowboy! – Oh não! O raio cortou o ar e atingiu seu alvo
na cabeça, matando-o instantaneamente. Mas o alvo não era Hwoarang. Antes que
Bonnie pudesse atirar, Fênix sacou um laser e atirou nela, matando-a. Ele se
aproximou de Hwoarang. A essa altura o helicóptero do M-12 já tinha chegado,
e os soldados estavam bem ocupados. – Agora nós lutaremos! –
disse Fênix, quebrando a arma laser com um pisão. – Deuses, me dêem sua
força para eu acabar com os intrusos!!! – Nem os deuses poderão te
salvar! Hwoarang acertou-o com um chute
duplo. Fênix rapidamente contra-atacou com uma rasteira, derrubando-o.
Hwoarang se levantou e Fênix tentou agarrá-lo. Mas o coreano, preparado,
saltou para trás. Dessa vez preparou um Chute Tesoura.
Mas Fênix, com passadas largas, se afastou muito dele. Hwoarang saltou sobre
ele, para atingí-lo com o último e mais forte chute de seu Dankuukyaku. Mas
Fênix o agarrou. Colocou a mão na sua face e começou a apertar seus olhos. Os
gritos abafados de dor de Hwoarang ecoavam. – E agora, grande taekwondista?
Hahahahaha! – Eu não deixarei isso
acontecer! – gritou Xaudo. Ele saltou sobre Qebesenef,
agarrando-o e jogando-o longe com o seu Corvo da Tempestade. Xaudo já estava
velho, e o ataque não foi forte o bastante. Hwoarang ainda se recuperava.
Cammy, já vitoriosa da batalha, chegou correndo e o abraçou. – Você está bem...? – C-cammy...? Acho que não
estou tão bem assim, hehe... – ele sorriu. – Agora vai pagar pela
intromissão, seu velho! – gritou Fênix. – Se quiser atacá-lo, vai ter
que acabar comigo primeiro! – falou Jean, ficando em seu caminho. – E comigo também! –
disse Iori. – E comigo! – disse
Jhalsim, já fora do jipe. Iori sorriu, olhando para ele. – Não vai poder acabar com
ninguém. Está preso! Fênix se virou e viu sete agentes do
M-12 apontando armas de fogo para ele. Eram fuzis, pistolas pesadas e uzis.
Muito furioso, ele levantou os braços. 'Vocês ainda vão pagar por isso! Todos
vocês!', ele gritou, ao ser levado para o helicóptero. – Mestre Xaudo? – Sim, Iori. – É... Bem... Será que o senhor
poderia treinar Jhalsim? – Por que me pede isso? –
Xaudo se virou para ele. – É que ele será o guardião do
templo de Dhalsim, e creio que o senhor o treinará muito bem. Muito melhor
que eu. – Eu até posso treiná-lo, mas
só se Hwoarang desistir. – Pode treiná-lo então, Mestre
Xaudo. – disse Hwoarang, se aproximando apoiado em Cammy. – ... – O garoto merece muito mais do
que eu. E, além disso, quero treinar sozinho. Vou trilhar meu próprio
caminho. – ele abraçou Cammy. Algum tempo depois, Hwoarang e Iori
se despediam no aeroporto: – Até que foi bom trabalhar com
você, Hwoarang. – Digo o mesmo... A melhor
parte foi te derrotar! – ele riu. – Ah, vai te f... Japão,
Zona Rural, 17 de Março de 1995 Como em todos os dias, Kaneda
treinava arduamente. Esperava ficar mais forte que Akuma, para recuperar o
seu título. Ryu tinha saído pelo mundo numa nova jornada, e Chun Li tinha
voltado para Pequim. Sakura ainda dormia. Pelo menos assim ele pensava... – Kaneda? – Sakura! Pensei que ainda
estivesse dormindo. – Não... Kaneda, eu quero me
despedir. – O quê?! Como assim? – É quê... Tenho que resolver
uns problemas em Tóquio, e quero rever meus pais também. Entende? Fui até a
cidade e telefonei para a minha mãe. Ela me convidou e adorei a idéia. – Mas nem falou comigo antes...
Nem pelo menos me avisou... – Me desculpe, Kaneda...
– ela passou a mão no seu rosto. – Mas só são seis meses. E vê se
me liga de vez em quando, heim! – ela o beijou e se foi. Sakura sumiu tão rápido quanto
costumava tomar decisões. Mas tinha algo errado. Kaneda não conseguia engolir
essa história. O que a garotinha estaria tramando? Kaneda nem conseguiu
treinar mais. Foi pego de surpresa. E ela, já na cidade, falava sozinha. – Só tem um jeito de vencê-lo.
Eu aprenderei a técnica e o vencerei para você, Kaneda! Você será vingado. Eu
juro! |