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Conspiração Total Capítulo
VIII: O Torneio Street Fighter Alpha Japão,
Tóquio, 20 de Agosto de 1990 Kaneda aguardava pelo começo de sua
luta na rua onde fora marcada. A garota ainda não havia chegado, e ele
tentava imaginar como seria sua adversária. Num bar de frente para a rua, Key
e Kaori assistiam, torcendo por ele. Desde que descobriu que era a
Shadaloo que mandava na Yakuza, Kaneda passou a se preparar para o torneio
Street Fighter Alpha, criado por M. Bison, o cabeça da Shadaloo. Já estava muito quente, eram quatro
da tarde. Um dia quente nessa estação fria. De repente uma jovem veio
correndo. Seus cabelos eram curtos, e usava uma faixa branca na cabeça, assim
como um uniforme de colegial. Era ela, Sakura. A oponente de Kaneda
enfim chegara. Ela acenou para as amigas assistindo e pediu para os juízes
autorizarem o início da luta. Antes dela começar, no entanto, Sakura desafiou
Kaneda: – Então é você que vai lutar
comigo? – Sim. – Humf, apesar de lembrar o
Ryu, você nunca será forte como ele! E só ele pode me vencer, entendeu? – Ryu? Então você o conhece?
– Kaneda se assustou um pouco. – Isso não interessa! Vamos
lutar! Sakura partiu pra cima, antes que
Kaneda pudesse responder. Ela o atacou com seu Deslocamento do Dragão, uma
versão modificada do golpe de Ryu e Ken, onde a garota acerta seu oponente
várias vezes, mas com impactos mais fracos. Kaneda se defendeu perfeitamente,
e Sakura, um pouco intimidada, escorregou e quase caiu. Kaneda aproveitou seu deslize e a atacou
com o seu Bola de Fogo Múltipla. Sakura tentou chutá-lo, mas Kaneda foi mais
rápido. As cinco Bolas de Fogo atingiram a jovem, derrubando-a no chão. – Shinkuu... Hadouken! –
gritou Kaneda. – Aarrgh! – Sakura caiu
no chão. Kaneda ficou esperando ela se
levantar. Sakura ainda gemeu, tentando se levantar apoiando-se nos braços. No
entanto, com um gemido, ela caiu. Kaneda ficou na posição de luta por mais
algum tempo, mas logo percebeu que ela não se levantaria mais. – E O VENCEDOR É... KANEDA! A torcida de Sakura ficou calada.
Logo Key e Kaori invadiram a pacata rua onde a arena fora improvizada e
abraçaram Kaneda. Ele beijou a namorada, e abraçou a mãe. Kaneda foi se
afastando, mas não conseguia parar de tirar o olho da jovem caída. Ele se
espantou com sua determinação. Ela, muito ferida, ainda pôde resistir algum
tempo. Como pôde? Kaneda não conseguiu mais parar de pensar nisso pelo resto
do dia... Inglaterra,
Londres, 20 de Agosto A tarde caía na cidade. Iori já sabia
da vitória de Kaneda, e queria que o mesmo acontecesse com ele. O bar não
parava de gritar o nome de seu oponente. 'Birdie!
Birdie! Birdie!'. Iori estava
feliz com o fato de poder se tornar um Guerreiro Mundial com a vitória. Mas
enfim seu oponente chegou. Iori pôde perceber isso graças aos gritos, que
aumentaram muito. – Então você é meu oponente,
grandão? – perguntou Iori. – Sou. E vou te esmagar com um
só soco! – após Birdie responder, a multidão voltou a gritar. Iori tentou responder, mas o barulho
não o deixou. O bar estava cada vez mais barulhento. O juiz autorizou, mas
nada pôde ser ouvido. Somente o seu gesto foi visto, e com isso Birdie correu
na direção de Iori, tentando acertá-lo com uma cabeçada. Iori, mais rápido, o
jogou para trás com o seu Soco do Dragão. – Shoryuken! – Ah, você vai ver, pequenino! Iori o acertou duas vezes com o seu
soco duplo. Birdie aproveitou a brecha em sua guarda e o agarrou com sua
corrente, jogando Iori longe, contra a parede. Iori apenas gemeu e ficou
abaixado no chão. Birdie, aproveitando isso, começou a gargalhar do oponente. – Vejam, o pequenino agora não
pode nem levantar! Hahahahaha! – Você me deixou furioso!
– gritou Iori. Hakushu partiu pra cima de Birdie,
que fez o mesmo. Birdie acertou uma rápida facada nele – enquanto Iori
se levantava ele sacou a arma – que não surtiu tanto efeito assim. Iori
se elevou no ar e chutou-o várias vezes, assumindo o poder do furacão com o
seu Chute Furacão. – Tatsumaki Senpuukyaku! Birdie se levantou, mas já estava
muito ferido. Ferido e furioso! Iori apenas olhou pra ele com desprezo,
enquanto preparava seu golpe. Sua mão ficou em chamas. Birdie partiu pra cima
de Iori e tentou chutá-lo. O soco de Iori acertou-o no estômago. Birdie
acabou nem desferindo o chute, e caiu no chão. Ele não se levantou mais. – E O VENCEDOR É... O FILHO DA
P*** DO IORI! – O quê?! – gritou Iori,
se virando para o narrador. Ele tentou acabar com o fracote pelo
insulto, mas então viu que o bar inteiro estava contra ele. Iori começou a
enfrentar os oponentes, mas aos poucos ia sendo golpeado. Ele percebeu que
não duraria muito tempo. O bar tinha dois andares, e em cima
morava o dono. Aproveitando uma brecha, Iori saltou, atingindo quase o fim da
escada. Ele entrou correndo na casa, e pensou em saltar pela janela. Mas
então viu algo na cama que chamou sua atenção. Uma bazuca! – Hahahaha, vocês vão pagar!
– disse Iori, enquanto saltava pela janela com a bazuca. Os perseguidores encontraram o quarto
vazio. Quase todos entraram no pequeno aposento. Um deles olhou pela janela,
e então caiu no chão sentado, com um grito insano. Outros três foram olhar,
mas não tiveram tempo para isso. O projétil da bazuca atingiu o quarto e
acabou com ele. Iori apenas gargalhou e queimou a arma usando seus poderes.
Depois saiu correndo, procurando um modo de fugir. – O que importa é que agora sou
um Guerreiro Mundial! Japão,
Aeroporto de Tóquio, Noite de 20 de Agosto Kaneda e Key ainda se despediam de
Kaori. Se abraçaram muito. Kaneda subitamente sentiu uma presença, e logo
depois foi chamado com uns toques no ombro. Se virou, e pôde ver Sakura, a
menina que havia derrotado! – Oi Kaneda Jones! –
disse a menina. – Hein? O que você quer,
garota? – Meu nome é Sakura Kasugano! – O que você quer então, Sra.
Kasugano? – disse Kaneda, um pouco contransgido. – Sabe, você é muito bom. Ryu
não quer me treinar, e acredito que você aceite fazê-lo. – O quê?! Garota, ainda sou um
discípulo! – É que não encontrei um mestre
ainda... Por favor... Me treine! – seus olhos brilhantes fizeram Kaneda
ficar indeciso. – Key, mãe, nos deixem a sós um
pouco. – disse Kaneda, muito sério. – Mas Kaneda...? – Key, por favor! Kaori olhou para o filho e puxou a
"nora". Elas foram se afastando, enquanto ele e Sakura conversavam
arduosamente. Key se queixou um pouco, mas Kaori questionou sua confiança em
Kaneda, e ela enfim se acalmou. – É isso Sakura. – Eu te entendo... Mas me deixe
ir com você, por favor! Mesmo que seja apenas para treinarmos juntos... Por
favor! – Ai, droga, a Key não vai
gostar nada disso... Mas tudo bem! – disse ele, com um sorriso gentil. Sakura pulou sobre ele, agradecendo.
De longe, Key começou a se aproximar, furiosa. Logo Kaneda afastou a garota
exagerada, pois conhece a namorada que tem. Ela e Kaori enfim chegaram. – Bem, essa é Sakura
Kasugano, Key. Ficará com a gente em Okinawa. – O quê?! Você está louco,
Kaneda? – Key perdeu o controle. – Fala baixo! Ela pode ser uma
ótima parceira de treinos. – Kaneda, como que você vai
levando alguém assim, do nada? – Quando eram homens você nunca
reclamou! Por acaso está questionando minha fidelidade? – perguntou
Kaneda, chantageando com muita sabedoria. – Se for isso, então você não
confia no meu amor. Se não confia, é melhor pararmos por aqui! – ele
sabia que ela não teria coragem. – ... – Key tentou, mas
não conseguiu segurar uma lágrima que escapou. – E então, Key? – Pare com isso, Kaneda!
– repreendeu Kaori. – Mãe, fique fora disso! – Tudo bem, Kaneda... Eu confio
em você. Kaneda ainda conversou mais um pouco
com Sakura. Ela já tinha falado com sua mãe, e já sabia que Kaneda morava em
Okinawa. Sakura sabia que conseguiria fazer Kaneda aceitar. Kaori se
despediu, e os três entraram no avião. Sakura havia trazido sua mala. Japão,
Okinawa, 21 de Agosto Mesmo com o sol o frio era muito
grande. Takashi e Kim observavam Ryuji se preparando. Após alguns minutos,
enfim seu oponente chegou. Ryuji olhou. Seu oponente era um ninja, assim como
ele. Como ele também, estava desmascarado. Ryuji se lembrou de quem se
tratava. Era Guy, o bushin de Metrocity! Guy se apresentou a Takashi e a Kim
com um reverência, e depois a Ryuji, que retribuiu. Algum tempo depois o juiz
chegou. – Então você é Ryuji, meu
oponente. – Sim... E você é o discípulo
de Zeku Genryusai, certo? – Como sabe disso? – se
assustou Guy. – Eu não me lembrava que se
chamava Guy, mas há somente um ninja de Metrocity que usa esse uniforme! – Ha! É bem informado sobre os
ninjas, Ryuji! – É... Bom, vamos lutar?
– Ryuji não escondia a excitação. Após algum tempo a luta enfim
começou. Ryuji tentou acertar Guy com seu rápido Chute com o Calcanhar. Ele
ataca o alvo com um fraco chute, empurrando para longe ao mesmo tempo que se
afasta saltando para trás. Mas Guy foi mais rápido, levando-o para o alto com
o seu Bushin Chute Furacão. Uma versão infernal do Chute Furacão do Karatê,
desenvolvida pelo próprio Guy, que conheceu Ryu e Ken quando foram para
Metrocity e fez amizade com eles. Guy foi subindo e girando o corpo,
acertando o alvo com sua perna direita. Ryuji é o alvo. Ele foi acertado
inúmeras vezes, até que caiu no chão. Ryuji se levantou vagarosamente, ainda
com muitas dores. Tentou chutar Guy, sendo atingido antes por um forte soco
na face. Ryuji ainda chutou, mas foi um chute fraco. Ele tentou dar uma rasteira em Guy,
que o pegou antes e começou a dar joelhadas na sua face. Uma. Duas. Três.
Ryuji caiu e não se levantou mais. Guy se virou, reverenciou Takashi e Kim
novamente, e foi. Mas antes ainda disse. – Você ainda tem muito a
aprender, jovem ninja. – Ele é muito rápido. Ryuji
nunca venceria. – Takashi comentou com Kim. Kim apenas ficou olhando. Ele se
comoveu com o corpo caído do jovem. Então ficou pensando como estaria o filho
Hwoarang. Agora estaria lutando. Será que venceria? China,
Pequim, 21 de Agosto Uma manhã muito fria. Sakura e Key
ainda não entendiam o porque de Kaneda tê-las trazido até aqui. Ele ia na
frente, e as duas discutindo atrás. Ele olhava às vezes, e acabou notando
como eram parecidas. Mas Sakura era menos tímida, mais determinada. Key era
mais feminina, mais doce. Kaneda pela primeira vez reparou a beleza de Sakura.
Ele se pegou olhando para suas pernas que sempre estavam à mostra. Enfim
percebeu e se repreendeu. – Ei vocês duas! Olhem para a
arena e perceberão porque estamos aqui. – disse Kaneda. – Agora entendi... Sempre a
Chun Li! – disse Key, enciumada. – Ei, nada disso! O Hwoarang
também está na arena! – Kaneda apontava para o coreano, que o viu e o
cumprimentou. – São seus amigos? –
perguntou Sakura. – Sim, Sakura, são sim. – Já a chama pelo nome? Que
intimidade é essa? – Key estava cada vez mais ciumenta. – Aff! – Kaneda desistiu. Mesmo como o frio Hwoarang e Chun Li
vestiam suas roupas normais de combate. Ele, seu gi de Tae Kwon Dô branco, e
ela, sua roupa acrobática de Wu Shu. Eles se olharam, ambos sorrindo. Esta
não seria uma luta que poderia acabar em morte. Era um desafio de amigos. – Pronta, Chun Li? – Nossa, que cavalheiro! Estou
pronta sim, Hwoarang. – disse ela, sorrindo. Hwoarang acenou para o juiz, e ele
enfim autorizou. Antes, porém, os dois ainda disseram um para o outro: 'Boa
sorte!'. Chun Li partiu pra cima de Hwoarang com um forte chute aéreo, mas
ele acertou-a primeiro, com o seu Chute Tesoura, que pegou na sua perna que
estava dobrada pela voadora. Chun Li terminou seu golpe, mas caiu meio
desequilibrada no chão. Hwoarang preparou a perna do
flamingo. Chun Li o atacou com seu Chute Furacão. Ela plantou bananeira e
começou a voar, girando as duas pernas (numa abertura de 180°). Hwoarang
apenas se defendeu dos inúmeros chutes. Chun Li tentou continuar, chutando-o
levemente. O golpe de Chun Li acertou um dos pés de Hwoarang, que se
levantava alto no ar. – Você voa bem alto, hein Chun
Li! Mas eu também sei voar! – O quê?! Ela nem teve tempo de fazer nada.
Hwoarang a acertou na face com um chute leve, depois com um chute médio e
terminando com um chute giratório, que a jogou no chão. E o coreano fez tudo
isso no ar; era o seu famoso Dankuukyaku! – Dankuu... kyaku! Chun Li saiu rolando no chão.
Hwoarang se ajeitou, e preparou a posição do flamingo. Ele olhou para Kaneda,
como que se estivesse desafiando para o excitante torneio. O amigo retribuiu
o sorriso. Chun Li se levantou, com um grande esforço. Hwoarang se virou e
ficou esperando o seu ataque. – Muito bom, Hwoarang! –
disse ela, limpando o sangue que escorria pela boca. – É... Mas parece que não foi
suficiente... ('Como poderei vencer Kaneda só com isso?') – Essa luta acabará agora,
Hwoarang. Se eu não te vencer com esse golpe, tenho certeza que acabará
comigo! Chun Li ficou ali, estática,
esperando o coreano partir pra cima dela. Ele também ficou olhando, sem saber
direito o que fazer. Hwoarang enfim saltou pra cima dela. Ela preparou um
golpe lento. Hwoarang podia acabar com isso facilmente. Mas ele queria ver o
que ela faria... Hwoarang saltou sobre ela de peito
aberto, sendo atingido por uma leva de chutes. Ele não caiu com o impacto,
mas cambaleou. Hwoarang percebeu a jovem ofegante e de guarda aberta após o
grande esforço e atacou. Ele atingiu-a com um chute fraco, depois um médio e
um forte. Não, não era o Dankuukyaku. Hwoarang a acertou com o seu Niy-kyaku,
mais conhecido como Giratória Dupla. Ela foi jogada longe, e não se levantou
mais. – Ni... kyaku! Hwoarang sentiu uma vertigem pela
força dos golpes da chinesa e caiu de joelhos no chão, ofegante. Ouviu a
multidão gritar sem muito entusiasmo quando a sua vitória foi anunciada.
Alguns segundos depois ele finalmente se levantou, para receber o abraço da
amiga Key. E viu também Kaneda e Sakura cuidando de Chun Li. – Grande vitória! – disse
Key. – É... Mas acho que exagerei
com ela... – Hwoarang apontou para o corpo de Chun Li, agora sendo
carregado por Kaneda. – Droga... Até assim ela fica
perto do Kaneda! – Key se afastou e foi atrás do namorado. – Hahahaha, tem coisas que não
mudam... – Hwoarang foi atrás deles. – Ei! – disse Sakura, após
Hwoarang segurar seu braço. – Calma, mina! Só quero saber
quem é você... – Ah, eu sou Sakura... Eu lutei
com Kaneda ontem. – disse ela, com um largo sorriso. – Legal... Mas o que você 'tá
fazendo aqui? – A partir de agora eu sou a
parceira de treinos de Kaneda! – O quê??!! Algumas horas depois, no apartamento
de Chun Li, todos cuidavam dela no seu quarto. Todos, menos Kaneda, que
olhava a cidade na sacada. Ele, como elementalista do ar, sempre foi sonhador
e visionário, gostando de visões como essa. – Eu vou beber água. –
disse Sakura. – E vê se demora muito pra
voltar, 'tá? – retrucou Key. – Não liga não, garota. Ela
pensa que o Kaneda é o gostosão do pedaço... Tem paranóia! – disse
Hwoarang, que depois recebeu um tapa no ombro de Key. Sakura saiu do quarto e parou pra ver
o que Kaneda fazia na sacada. Ela ficou ali, o observando por alguns minutos.
De fato, o que Sakura queria de Ryu era o ensino do Karatê. Mas ela sempre o
achou bonito. E a estranha força de Kaneda e sua semelhança com Ryu
despertaram seu interesse. O que sempre impediu Sakura de ter
algum interesse a mais de Ryu é o seu jeito. Ele parece sempre ser
indiferente a tudo, parece ser o dono da verdade. E ela odeia isso! 'Kaneda é
diferente...', pensava Sakura. Ela então se virou, e fez uma pequena força
pra se lembrar o que ia fazer na cozinha. Enquanto isso, na sacada, Kaneda se
cansou de pensar sobre sua vida. Cansou de tentar descobrir o sentido de
tudo. Resolveu beber um pouco d'água pra relaxar um pouco enquanto esperava
Chun Li acordar. Kaneda nem prestou atenção no caminho. De repente tomou um
grande susto, quando topou com Sakura. Kaneda estava andando com muita força.
Ele caiu sobre a garota. Kaneda olhou para Sakura, que estava
muito assustada. Não estava assustada pela queda, pelo acidente. Sakura
estava assustada pela situação. Há pouco tempo ela admirava Kaneda e agora
estava ele, em cima dela! E Kaneda sentia o mesmo. Sakura sempre foi muito decidida, uma
garota de grande iniciativa. Ela foi aproximando o seu rosto do rosto dele,
que repentinamente se levantou, muito assustado. – Me desculpe! – Kaneda
estendeu a mão para ela. – ... – Sakura nada
disse, ainda ofegante e um pouco frustrada. Sakura ainda ficou parada por alguns
instantes vendo-o entrar na cozinha e abrir a geladeira. Enfim ela se
afastou. Quando entrou no quarto, não tinha coragem de olhar pra Key
novamente. E foi o mesmo com Kaneda. Na manhã do dia seguinte, estavam se
despedindo. Chun Li, já fora do torneio, continuaria em Pequim. Kaneda, Key,
Sakura e Hwoarang iriam para Okinawa. – Bom, a gente se vê, Chun Li.
– disse Hwoarang. – Sim, com certeza. – E me desculpe pelo exagero. – Que nada, Hwoarang. Entramos
na arena esperando a vitória ou a derrota, certo? – É... Certo... Chun Li aproveitou que Key estava
vendo e abraçou Hwoarang, mostrando para ela que não havia motivo para terem
ciúmes. Key enfim perdeu totalmente a antipatia nutrida pela chinesa.
Hwoarang enfim se foi. Kaneda e Key se despediram de Chun Li – enquanto
Sakura ligava para a sua mãe. Todos se foram. Em alguns dias o torneio
continuaria... EUA,
Metrocity, 24 de Agosto Metrocity sempre foi um exemplo de um
bom lugar para se viver. Mas desde alguns anos pra cá, as gangues vêm tomando
conta dessa metrópole, e a situação está virando um caos. Mas isso não
importa pra Iori. Ele está aqui apenas para um motivo. Iori está aqui para
vencer Cody, seu oponente. E agora que é um Guerreiro Mundial, Iori tem que
vencer, de qualquer jeito. Cody entrou na arena, e Iori ficou
observando-o. Certamente, seria um duro oponente. Cody, ainda com o uniforme
de presidiário, marcou a luta para um escuro beco. O juiz, um ex-street
fighter de Metrocity, também tinha um físico avantajado. Cody ficou encarando
Iori. Enfim o juiz autorizou. – LUTEM! Cody avançou sobre Iori com um chute.
Iori foi mais rápido e acertou-o com seu Soco do Dragão. O primeiro chute de
Cody foi contra o vento. Mas ele ainda teve tempo de acertar Iori com mais
dois, e Iori foi jogado no chão pelo terceiro. Era a Giratória Dupla! Cody,
sorrindo, partiu pra cima do Hakushu, sendo repelido pelo seu Chute Furacão,
que acertou Cody inúmeras vezes. – Tatsumaki... Senpukyaku! Cody tentou se levantar. Quando Iori
se deu conta, Cody estava com uma faca na mão, e o atingiu rasgando-lhe o
peito! Iori ainda socou-o levemente. – Armas?! É assim que você
luta? – Isso não é um jogo, garoto...
Eu luto pela minha vida! – disse Cody. – Vai pagar! O sangue de Iori começou a ferver.
Ele, enquanto se esquivava de mais um golpe de Cody, sacou a sua katana. Há
muito tempo não a usava num desafio. Cody sorriu. Ele atacou Iori mais uma
vez, rasgando a pele do seu braço direito. Tomado pela ira, Iori nem gemeu.
Apenas atacou, acertando-o no pescoço. Cody caiu instantaneamente. O sangue
começou a jorrar. O juiz autorizou a vitória de Iori. Um ninja, parecendo
cair do céu, pousou sobre a arena. Ele olhou furiosamente para Iori. – Não devia ter feito isso.
– disse o ninja, que é o Street Fighter Guy. – Vai querer vingar o
amiguinho? – perguntou Iori, ensandecido. – Não. Ele mesmo irá fazê-lo! Guy saltou sobre o prédio de onde
tinha vindo. Iori apenas sorriu, limpando o sangue da lâmina da espada e
guardando-a de volta. Acenando para o juiz, Iori partiu. Após duas ou três
esquinas, Iori ouviu alguém chamando-o. Conhecia aquela voz. Era
Chun Li! – Chun Li! O que faz aqui,
gata? – perguntou Iori. – Tudo bem? Vim pedir que fique
aqui. Depois de amanhã terá um carregamento saindo do porto dessa cidade,
indo direto pra Mriganka! – O quê?! – a expressão
de Iori mudou. Japão,
Okinawa, Manhã de 25 de Agosto Kaneda, Key e Sakura acordaram muito
cedo. A pequena Sakura teve que dormir num colchão ao lado da cama de Kaneda
e Key. Isso fez com que Key ficasse muito brava. Kaneda algumas vezes se
pegou olhando para Sakura, e para Key também, como se as comparasse. A
ingenuidade de Sakura e sua determinação pareciam despertar o seu interesse. Mas ele se repreendeu, se sentiu
muito triste por estar traindo Key em pensamentos. Kaneda ficara acordado a
noite toda. Key percebeu a inquietação de Kaneda, e se sentiu muito mal com
isso. Ela também não pôde dormir. E Sakura não entendia o que sentia por
Kaneda, o sentimento que havia despertado nela, e se afligia pelo que estava
fazendo. Enfim, eles acordaram cedo. Aliás, há
uma pequena probabilidade de terem dormido, uma hora sequer. Logo que
levantaram, perceberam Hwoarang treinando um pouco com Kim. Takashi fora
convidado para ser um dos juízes da luta, mas preferiu recusar. Ele
conversava num aposento com os juízes, e pelo que parecia eram velhos
conhecidos. Amanheceu uma confortável manhã.
Kaneda cumprimentou Hwoarang, se aproximou dele e desejou sorte. O coreano
frisou que venceria, e depois se enfrentariam na semi-final. Kaneda, Key e
Sakura – que não desgrudava um instante deles, por não se tocar que
atrapalhava – foram tomar o café da manhã. Enfim o oponente de Hwoarang
chegou. Era Adon, um dos Guerreiros Mundiais! – Ha, esse é o fracote que
derrotarei? – perguntou Adon para um dos seus treinadores, num tom
ofensivo. – ... – eles não
responderam por conhecerem a habilidade de Hwoarang, após sua luta com Chun
Li. – Está pronto, Sr. Adon?
– perguntou Hwoarang, com a mesma ofensividade. – Não preciso me aprontar para
tipos como você! – Veremos! Ambos se encaravam com olhares
penetrantes. Adon pôde sentir a força emanando de Hwoarang. Mas Hwoarang, por
outro lado, viu a fraqueza de seu oponente, ocultada por suas bravatas.
Apesar de um pouco divertido, Hwoarang sempre lutou a sério. E enfim
constatou: 'Já venci.'. |