Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso

Biografia do Grande Ayyatullah, o Sayyed Mohammad Hussein Fadlullah.

 

Nascimento e Infância

Sayyed Mohammad Hussein Fadlullah nasceu na cidade de Najaf al-Ashraf, Iraque, no ano de 1935. Na ocasião, seu pai encontrava-se em Najaf pois estava estudando Teologia Islâmica, lá havia se estabelecido e ganhado popularidade por ser um grande e respeitado escolar, piedoso perante Deus. Sayyed Mohammad foi criado e bastante influenciado por seu pai.

Inicialmente, cursou uma tradicional escola afim de estudar as disciplinas básicas da escrita e da leitura, além do Alcorão Sagrado. Tais escolas foram fundadas por tradicionais anciões da região, o que provavelmente o causou uma má impressão, pois logo a abandonou entrando para uma escola moderna estabelecida pela associação pública Jamiat Muntada Al-Nasher, onde permaneceu por dois anos cursando a terceira e quarta série do primário. A partir daí começou a estudar Ciências Religiosas. Aos nove anos de idade leu Ajroumiah (uma espécie de Dicionário) e depois Qatr al-Nada wa Bal Al-Sada (Ibn Hisham).

Muito cedo, percebeu que não seria como os demais escolares por apresentar interesse especial por Literatura e Cultura de um modo geral, passou a acompanhá-las por meio de jornais e revistas libanesas, egípcias e iraquianas. Acompanhava a leitura da Al-Musawir (uma revista egípcia), da Zayan (publicado por Hassan Al-Zayan) e Al Katib, publicada por Taha Hussein. Começou a escrever poesia com dez anos de idade.

Seu primeiro professor foi seu pai, Sayyed Abdulraouf Fadlullah, com o qual completou todo o curso de Sutouh;também estudou Língua Árabe, Lógica e Jurisprudência, mais tarde, completara a segunda parte do curso Kifayat at Usul, cujo professor era um cheikh iraniano chamado Sheikh Mujtaba Al-Linkarani. Nessa época, Sayyed Fadlullah era ensinado pelas maiores autoridades religiosas presentes no momento, como Sayyed Abulkassim Al Khoui, Sayyed Muhsin al-Hakim, Sayyed Mahmoud Asshahroudi e Sheikh Hussein   Al-Hilli, todos se destacavam de alguma maneira em Najaf Al-Ashraf.

Também assistiu às aulas de Filosofia de um dos maiores professores da disciplina já vistos, o Mulla Sadra Al-Badikoubi, quem se baseava no famoso livro do Mulla Sadra Al-Shirazi: Al-Asfa Al-Arba't. O mártir Sayyed Muhammad Baqir al-Sadr estudou com esse mesmo professor durante cinco anos.

Suas atividades acadêmicas e literárias

Aos dez, onze anos de idade, Sayyed Mohammad úni-se ao Sayyed Muhammad Mahdi Al-Hakim (mártir), filho do Marja' Sayyed Muhsin Al-Hakim, para editar uma revista: Al-Adab. Inicialmente, eles  faziam uma cópia de próprio punho a cada contribuinte, depois, passaram a utilizar a Associação dos Sábios Religiosos (Jammaat 'Ulama) de Najaf, Iraque.

Ele escrevia o segundo editorial denominado "Kalimatuna" (Nossa Palavra) daí os artigos eram compilados em um livro: Nossos tópicos à luz do Islã primeiro, "Nossa mensagem", era escrito pelo mártir Sayyed Baqir As-Sadr (que a misericórdia de Deus esteja sobre sua alma).

É sabido que o Sayyed Mohammad começara a escrever poesias desde muito cedo, porém quando tal atividade foi considerada perda de tempo ele foi aconselhar-se com seu tio Sayyed Mohammad. Este o encorajou a continuar suas atividades, alegando que para ser uma autoridade religiosa é necessário compreender profundamente a língua árabe e sua literatura; para entender o Alcorão e os ditos é preciso captar não só apenas seu sentido literal, mas também sua conotação.

Retornando ao Líbano

Após 21 anos de estudos sob a supervisão dos escolares de Najaf, Sayyed Fadlullah conclui a universidade e retorna ao Líbano. Antes, havia estado no país na ocasião da morte do Sayyed Muhsin Al-Amin em 1952, quando em sua homenagem recitou um poema, o qual emocionou a todas facções políticas e sociais, até mesmo colonizadores franceses.

Em 1966, recebeu um convite para viver com um grupo de religiosos que estabeleceram uma sociedade denominada "Usrat Ataakhi" (A família da fraternidade), em Nabba'a, nordeste de Beirut. Ele concordou em deixar o Iraque, especialmente devido às condições impostas por àquele Governo.

Em Naba'a, começou seu trabalho organizando seminários culturais e discutindo questões sociais de um modo geral, sua meta foi dar continuidade a seu trabalho acadêmico. Assim, fundou uma escola religiosa chamada " Instituto de Shari'a Islâmica", na qual muitos de seus estudantes tornaram-se proeminências religiosas, como o mártir Sheikh Ragib Harb. Também construiu uma biblioteca pública, um centro cultural feminino e uma clínica médica.

Mais tarde, a Guerra Civil libanesa forçaria-o a abandonar a área, mudando-se para os subúrbios no sul da capital, onde deu prioridade ao ensino e educação. Utilizou a mesquita para liderar as orações diárias, dar aulas de Alcorão e interpretação do mesmo, discursar sobre as mais variadas questões políticas e religiosas, principalmente em ocasiões como Ashura. Rapidamente conclui seu trabalho estudantil e passou a dar lições diárias sobre Princípios Islâmicos, Jurisprudência e Moral. Quando seus alunos iam até sua casa para encontrá-lo, ficavam surpresos com o entusiasmo e a perseverança do Sayyed. A exemplo, em feriados quando as escolas religiosas costumavam fechar, o Sayyed fazia questão de dar aula, aproveitava todos os momentos, mesmo sendo curtos. Insistia constantemente na idéia de que o Imperialismo visava à destruição das idéias islâmicas e nós deveríamos lutar contra este ataque; dizia que precisávamos apurar melhor nossa educação e adquirirmos mais conhecimento científico ...se não fizermos o melhor que pudermos agora, não poderemos construir nosso futuro, ou até mesmo desenvolver um futuro..

Sayyed Mohammad também construiu uma escola religiosa perto de Sayyidatana Zainab (uma mesquita muito famosa),  em Damasco, Síria, onde ele leciona regularmente.

Suas atividades sociais

Em conjunto com as atividades acadêmicas e sociais, Sayyed Mohammad dedicou-se a ajudar os fracos e oprimidos, por obediência a Deus:

“ A virtude não consiste só em que orientais vossos rostos até ao levante ou ao poente. A verdadeira virtude é a de quem crê em Deus...de quem distribui seus bens em caridade, apesar de gostar deles, entre parentes, órfãos, necessitados, viajantes, mendigos e em resgate de cativos.” (2:177)

Sayyed Mohammad compartilhou de suas queixas e conflitos, esforçando-se em encontrar soluções para os mais diferentes problemas, advento da Guerra Civil no país, além de combater a agressão sionista. Logo reconheceu a magnitude dos problemas sociais surgidos após a guerra; pessoas estavam sendo assassinadas e retiradas de seus empregos. Fez o possível para manter orfanatos e escolas para os filhos dos mártires, para os mais necessitados, assim como para os feridos de guerra.

Assim, nasceu a Associação Mabarrat e tornou-se uma das maiores e pioneiras instituições beneficentes da área. A associação que inicialmente construiu orfanatos e escolas, passou a construir centros médicos e sociais  e mais tarde, mesquitas.

Orfanatos

- Inst. Imam Al-Khouie, Beirut-Daouha;

- Inst. Imam Zein Al-Abidine (a.s.), Biqaa-Hirmil;

- Inst. Imam Ali Bin Abi Talib (a.s.), Sour;

- Inst. Virgem Maria (a.s.), Jiwaya;

- Inst. Al-Sayyida Khadija Al-Kubraa (a.s.), Beirut-Bir-Hassan;  

- Inst. Zainab (a.s.), Biqaa- Suh`mur;

- Inst. Para Deficiência Auditiva e Visual Imam Al-Hadi (aj.), Beirut.  

Centros Médicos

-  Hospital Bah`man, Beirut;

-  Hospital Al Sayyida Al-Zahra' (a.s.), Al-Abbasyyah (sul do Líbano).

Instituições de Caridade e Bem-estar Social

Tais instituições provêm ajuda mensalmente para milhares de pessoas, seja em forma de alimentos, vestimenta, educação ou assistência médica. Cerca de 100 mil indivíduos por ano são mantidos com um valor aproximado de 6 bilhões de liras libanesas (aprox. US$ 4.000.000) por ano.

Atividade Política e Intelectual

A familiaridade do Sayyed Mohammad com a cultura contemporânea, proporcionou-lhe características peculiares; tornou-se um homem de diálogo, possuindo uma sَlida base intelectual e enriquecida por muitas experiências que o fizeram compreender que o Islã deveria responder às questões da contemporaneidade, assim como atender suas necessidades. Especialmente, quando as novas idéias e tendências começaram a ganhar importância entre a juventude. Extraiu tal modo de pensar e agir do profeta Mohammad (S.A.A.S.) e sua purificada linhagem (A.S.) e compreendeu o Alcorão como guia de ação e raciocínio. Logo estava munido de ferramentas intelectuais e retóricas  construídas por ele mesmo.

Tornou-se defensor do diálogo dentre o mundo árabe e muçulmano, tanto que seu nome passou a ser sinônimo de dialogar, o que lhe permitiu desfazer muitos mitos sobre o Islã e comunidade shiita em especial.

Priorizando a  tarefa  de  formar  personalidades  muçulmanas, Sayyed Mohammad insistiu em liderar as orações  coletivas, sem levar em conta qualquer tipo de obstáculo. Fez o seu melhor para apresentar um Islã dinâmico, cujas as idéias não estavam estagnadas no tempo, enfatizando o problema da juventude e das mulheres, uma vez que nenhuma profunda mudança poderia ser feita sem levá-los em consideração.

Para lutar contra o fanatismo, ignorância e sectarismo, Sayyed Fadlullah dispôs de todos os meios, mesquitas, primeiramente em Bir-al-Abd (bairro de Beirut) e depois em Hare Tahreik (bairro de Beirut) onde havia escolas de ética, as quais disseminavam conhecimento e clamavam por uma ação decisiva. Isso não fez de seus sermões de sexta-feira serem os mais fervorosos apenas, mas também passou a lecionar em universidades, escolas, centros sociais e culturais, um esforço na tentativa de fincar os valores islâmicos nas mentes dos jovens e da nação, como um todo.

Por ser uma autoridade religiosa, ele acredita ser sua obrigação restaurar e reviver o verdadeiro Islã, muito embora sua saúde tenha lhe proporcionado alguns revéses, ele continua com o mesmo fervor em fazê-lo. Sua motivação, otimismo e crença em Deus reverteu esse quadro em atenção e cuidados de toda a nação para que ele continue com essa fé e otimismo. Defende fielmente a liberdade, lutando contra a arrogância.

Assistindo aos movimentos nacionalistas internacionais, concentrava seus esforços em guiar e apoiar os movimentos islâmicos internacionais. Juntamente com o mártir Sayyed Muhammad Baqir As- Sadr, ele fundou o Movimento Islâmico no Iraque como um primeiro passo em direção a um movimento islâmico shiita. Durante a década de setenta, concentrou-se em apoiar os iranianos a formarem a República Islâmica do Irã e os libaneses em seu movimento de todas as maneiras possíveis: falando, escrevendo, argumentando em defesa dos movimentos, constantemente clamando à resistência à ocupação sionista no Líbano e Palestina. Com isso, logo torna-se alvo de uma série de assassinatos executados pelo serviço inteligente local e internacional. O mais sangrento foi um provocado pela CIA um carro carregado de explosivos foi detonado quando o Sayyed Mohammad estava deixando a mesquita em Bir Al-Abd, matando 80 e ferindo 200 pessoas.

Compreendeu o papel chave da Palestina, a ocupação dessa pelos sionistas seria o início de uma série de invasões a países árabes e muçulmanos. Sayyed Mohammad acredita que a ameaça aos países árabes e muçulmanos é uma só e é a mesma. Sua estratégia, neste sentido, é baseada na crença de que os inimigos tentam privar-nos de qualquer solidificação social, política ou cultural, afim de nos manter afastados do mundo. Logo, a causa da unidade islâmica (a mesma crença) é, ao seu modo de ver, tão importante quanto à libertação da hegemonia de poderes internacionais arrogantes, sendo que qualquer ação precipitada por parte dos muçulmanos colocaria todos os esforços em risco.

Essas posições tomadas pelo Sayyed e combinado de uma humilde personalidade fez com que todas as classes e grupos visitassem-no com entusiasmo e ele tornou-se um dos maiores símbolos do país, cuja influência estende-se além das fronteiras entre partidos e o sectarismo em si.

Por ter ganhado a admiração de todos, Sayyed Mohammad tornou-se alvo dos mais fanáticos indivíduos de outras religiões que o acusam de fundamentalismo, enquanto que muçulmanos conservadores consideram-no moderado e inovador. De qualquer maneira, sua prudência, astúcia e sua contínua luta pela causa destruíram qualquer tentativa de distorção à sua imagem, especialmente porque seus esforços em mostar o verdadeiro Islã forneceram a ele uma vasta gama de seguidores, principalmente entre a educada juventude.

Em visita a vários países, palestrou sobre o Islã, incluindo os Estados Unidos, Reino Unido, França, Índia, Irã, etc. e participou de muitas conferências. Sayyed Mohammad queria com todas essas multi-facetadas atividades firmar-se em sólidas bases, e com isso em mente, pôde fundar vários orfanatos, escolas, centros islâmicos e escolas religiosas.  

Escolas

- Orfanato Imam Al Khouie, Beirut;

- Escola Secundária Imam Al-Baqir (a.s.), Vale do Beka`a;

- Escola Secundária Imam Al-Jawad (a.s.), Vale do  Beka`a;

- Escola Imam Ali Bin Abi Talib (a.s.), Ma`roub (sul do Líbano);

- Escola Secundária Imam Hassan (a.s.), Beirut;

- Escola Secundária Al-Mujtaba, Beirut;

- Escola Imam Ja`afar As-Sadiq (a.s.), Jwaya (sul do Líbano);

- Escola Secundária Al-Kaouthar, Beirut;

- Escola Imam Hussein (a.s.), Vale do Beka`a, ainda em construção.

Escolas Vocacionais

- Instituto Vocacional Ali Al-Akbar, Beirut

Centros Islâmicos

- Espaço Zahrá (A.S.) e Centro Islâmico Cultural, o maior centro islâmico de Beirut em Hare Tahreik;

- Centro Imam Hasan Askari (a.s.), Vale do Beká;

- Centro Imam Hussein (a.s.), Vale do Beká;

- Centro Imam Ali Bin Abi Talib (a.s.), Sour;

- Mesquita Ahl Al-Beit (a.s.), Vale do  Beká;

- Mesquita Imam Ja'afar Al-Sadiq (a.s.), Vale do Beká;

- Centro Ahl Al-Beit (a.s.), Trípoli;

- Mesquita Sayyida Zainab (a.s.), Vale do Beká.

Centros de Informação e Mídia

- Estação de Rádio Al- Bashai'r;

- Centro Geral de Informação.

Faculdades Religiosas

- Instituto de Sharia' Islâmica;

- Faculdade Religiosa para Mulheres;

- Faculdade Religiosa de Sour;

- Escola Religiosa Al-Murtada, Damasco (Síria).

Após as mortes de importantes símbolos como Sayyed Al Khouie, Imam Khomeini e Sayyed Al-Kalkabani, quem começou com a publicação de fatwas (decretos religiosos), um grande vácuo foi deixado. Pessoas de muitas regiões pediam a Sayyed Fadlullah que tomasse à frente essas publicações, perguntavam acerca de fatwas de outros marja's até ele se tornar um elo entre as pessoas e as autoridades religiosas por toda parte do mundo islâmico. Confiavam piamente nele, especialmente após acompanharem toda sua luta e seus esforços, ao mesmo tempo, tinham a certeza de que ele era uma pessoa justa, correta e piedosa; assim sendo, ele teve que ceder ao pedido das pessoas e assumir suas responsabilidades.

Sayyed Fadlullah publicou uma série de fatwas respondendo às perguntas dos crentes, daي, foram compiladas num livro: Al-Massail Al-Fikhia, cujo primeiro volume foi publicado antes do lançamento de  Al-Ressala Al-Amelia  (guia de práticas). Sua grande experiência no ramo, assim como no estudo de Jurisprudência e o acompanhamento das últimas tendências e literatura dos principais líderes religiosos fez com que ele  tornasse-se uma das maiores proeminências religiosas da contemporaneidade.

Logo depois, foi publicado o segundo volume de Al-Massail al-Fikhia e acrescentado comentários do Sayyed às fatwas do mártir Sayyid Muhammad Baqir As-Sadr que eram editados e anexos aos textos do mártir. Recentemente, o primeiro volume de seu guia de práticas foi publicado e em seguida virão mais outros.

Seus livros e textos sobre Jurisprudência  

Sayyed Fadlullah escreveu muitos livros sobre questões cotidianas tidas como problemáticas, neles apresenta soluções e alternativas eficazes na teoria e prática.

Seu trabalho pode ser dividido  em duas categorias: assuntos de um modo geral e aqueles que versam sobre um determinado assunto jurídico, embora o último seja escrito por seus alunos eles refletem os ensinamentos do Sayyed.

Suas obras

Nossas questões à luz do Islã, uma compilação dos artigos escritos durante seis anos na revista Al-Adwa', em Najaf;

Passos na Estrada do Islã;

Islã e a Lógica da Força;

O chamado para o Islã, como explica o Alcorão;

Diálogo no Alcorão;

Concepções Gerais Islâmicas;

Imam Musa Al-Kazim (a.s.);

Reflexão ao Du'ah Al-Iftitah;

Reflexão ao Du'ah Kumail;

Reflexão dos Pensamentos Políticos Islâmicos;

O Diálogo Islâmico-cristão;

O Mundo dos Jovens;

O Mundo das Mulheres;

A Jurisprudência da Vida;

Reflexões Islâmicas sobre a Mulher;

No Conhecimento Alcorânico, por Sayyid Shafic Al-Musawi.

À Vida e à Humanidade;

Sermões de Sextas-feiras, proferidos em Bir Al-Abed e em sua Mesquita, 2 volumes;

A Nova Concepção de Autoridades Religiosas Shiitas;

O Confronto dos Desejos;

Desafiando o Proibido;

Diálogos Filosóficos, Políticos e Sociais;

Questões Islâmicas Contemporâneas

Al-Zahraa (a.s), um modelo internacional;

Discursos Islâmicos e o Futuro;

O Movimento Islâmico. Questões e aspectos;

Às Margens da Consciência (poesia);

Poemas acerca do Islã e da Vida (poesia);

As Sombras do Islã (poesia);

Um Projeto para a Civilização Islâmica;

Com a Sabedoria no Islã;

`Ashoura;

Al-Massai'l Al-Fiq`hia,  vls.1 e 2;

Desafios Contemporâneos e Islâmicos;

Al-Fatwa Al Wadiha, vl.1;

Nos Ritos da Peregrinação;

O Seminário, uma coletânea de palestras e interpretações alcorânicas, dadas semanalmente na escola religiosa de Damasco, Síria, 8 volumes foram publicados;

Com Ahl Al-Beit (a.s.);

A Luta do Profeta Contra a Divergência;

Ao Islã;

Resistência Islâmica;

FIKH AL-SHAREA', vls.1 e 2;

FEE AFAK ARROUH', vls.1 e 2.

Especiais

O Livro do Jihad, por Sayyid Ali Fadlullah;

Em Assistência, por M. Adieb Qaubeissi;

Casamento, vl. 1 por Sheikh Ja'afar Shakhouri;

Os Anseios;

Aluguel, por Sayyid Muhammad Husseini;

Delineando os Quinhões;

Juramentos e Promessas;

A Caça e o Abatimento;

Não prejudicar, por M. Adieb Qaubeissi; 

Herança, por Dr.Khanjar Hamiyah.

A ser publicado

Casamento, vl. 2 por Sheikh Ja`afar Shakhouri;

Divórcio, por M.Adieb Qaubeissi;

O que Comer e Beber;

O Judiciário.

A Inspiração do Sagrado Alcorão

É a interpretação do Alcorão Sagrado descrita pelo Sayyed em suas aulas semanais nas escolas religiosas, em Bir Al-Abed e em sua Mesquita nos subúrbios de Beirut.

Começou a escrevê-la em diversos locais e horários, em hotéis, hospedarias ou, até mesmo, entre uma visita e outra; sua capacidade de concentração plena e dedicação é largamente conhecida. Essas interpretações são consideradas lições práticas da inspiração do Alcorão e não meros dizeres acerca dos versículos. Na obra, estão inclusos o ponto de vista e idéias do Sayyed acerca do universo, da vida, do homem, etc. Ele diz ... Esse livro é uma interpretação da qual me orgulho, devido ao seu grau atingido, de seu conteúdo e originalidade.

O livro foi editado em 25 volumes e reimpresso diversas vezes. No entanto, não é possível encontrar todas as edições na mesma livraria. Mais tarde, Sayyed Fadlullah decidiu fazer uma nova edição contendo importantes comentários.

O Método Educacional do Sayyed

Seria interessante dedicarmos uma parte desta biografia a mostrar um pouco do método de ensino utilizado pelo Sayyed.

Ele não ensina aos seus alunos apenas princípios religiosos e Jurisprudência, ele também os aconselha como adquirir conhecimento. Diz aos estudantes que não basta freqüentar o curso e passar de ano, e sim, compreender o que foi explanado em cada aula, isso é o que torna o indivíduo sábio.

Para o Sayyed, faz-se necessário dedicar muitas horas do dia ao estudo, concentrando-se e não apenas memorizando um tópico ou outro apenas por um dia e depois esquecê-lo. Todo estudante deve ser um sábio, um pesquisador, sem importar o estágio em que ele se encontre. Ele pede aos seus alunos que anotem e revisem todo o conteúdo visto diariamente, assim, a meta deles passa a ser, única e exclusivamente, tornar-se uma autoridade religiosa.

Também enfatiza a importância de ser objetivo e evitar julgamentos precipitados e decisivos; nã se deve acusar, julgar ou chegar a uma conclusão sem provas concretas.

Testemunhas

Um vez, em Terã, estávamos na casa do Sayyed Jaa'far Murtada's; muitos estudantes libaneses estavam presentes. Nesse encontro, Sayyed Abdul Hussein Al-Qazwieni, um colega de Sayyed Fadlullah em Najaf, dizia (referindo-se ao Sayyed Fadlullah) ...quando o Sayyed decidiu deixar Al-Najaf para ir para o Líbano, muitos professores e estudantes pediram para que ele mudasse de idéia ... se ele decidisse ter ficado, não teria tornado-se uma das maiores autoridades religiosas.

Ainda há aqueles que duvidem das qualificações do Sayyed Mohammad Hussein Fadlullah, alegam que ele não obteve autorização de seus professores, como Sayyed Khoui e outros, para ser um marja'. No entanto, estar autorizado por um professor não torna o indivíduo apto a decretar fatwas e discernir leis jurídicas, e sim, a habilidade de ensinar e defender seu viés frente aos demais. Poderíamos apontar seu curso em Beirut e Damasco, ou seus livros, artigos, etc.; porém se não o fazermos, não nos acrescentará em nada, nem nos tornará melhores ou mais piedosos.

Disse o mártir Sayyed Baqir As-Sadr ...todos àqueles que abandonaram Najaf perderam alguma coisa, exceto Sayyed Mohammad Hussein Fadlullah, e em seu caso, foi a Universidade de Najaf quem perdeu.

 

Primeira Edição Brasileira * Janeiro de 2002 * Shawwal de 1422 Héjira

Publicado pelo Centro Islâmico no Brasil - São Paulo

 

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