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| Hist�ria No seu pa�s de origem, pelo menos at� a anexa��o � rep�blica popular chinesa, vivia nos mosteiros e os exemplares mais bonitos e valiosos, encontravam-se no �Potala�, o pal�cio do Dalai Lama, e nas casas de ministros e outras pessoas de posi��o. Contribu�ram para formar a ra�a shih-tsu. Os exemplares do lhasa apso, naquele pa�s, s�o considerados como pedras preciosas. O lhasa apso tanto pode ser uma companhia agrad�vel como um guarda eficiente de casas, principalmente de apartamentos onde o espa�o � menor. � um c�o d�cil, mas de grande coragem. Dotado de ouvido fin�ssimo, percebe bem os rumores leves e long�nquos e d� o alarme com sua caracter�stica voz clara e aguda. O lhasa apso � um c�o muito antigo � alguns historiadores acreditam que a ra�a tenha pelo menos 500 anos �, e seu nome n�o deixa d�vidas quanto ao seu local de origem: o Tibet, cuja capital chama-se lhasa. Segundo alguns, o apso do nome da ra�a seria uma deriva��o da palavra tibetana apsoo, que significa ovelha, o que pode ser considerado uma refer�ncia � apar�ncia e textura �spera de seu pelo. Outros estudiosos atribuem o "apso" de seu nome � sua fun��o original: ser a sentinela do Pal�cio de Potala, e para justificar esta interpreta��o evocam o nome original da ra�a: "apso seng kye", que seria o equivalente a �c�o de sentinela que ruge como um le�o�. Durante toda a fase inicial da ra�a, ainda em seu pa�s de origem, o lhasa era considerado um c�o sagrado, e os budistas acreditavam ser uma encarna��o de antigos lamas. Acompanhavam os monges onde quer que fossem e tinham como fun��o zelar pelas propriedades dando o alerta ao menor sinal.a sua intelig�ncia unida a um fina audi��o faz com que possua um certo sexto sentido. Acreditava-se ainda, que os lhasas seriam capazes de prever avalanches nas montanhas. Jamais poderia ser vendido e somente era presenteado a altos dignit�rios e autoridades pol�ticas. Ganhar um lhasa era um sinal de apre�o extremo. Por este motivo a ra�a s� alcan�ou o ocidente nos anos 30 de nosso s�culo. C�o de companhia por excel�ncia devido a seu tamanho, perspic�cia e temperamento tranq�ilo, adapta-se facilmente a qualquer ambiente. Alguns exemplares eram tamb�m encontrados nas cortes reais da china e do Jap�o. Do oriente os lhasas iniciaram sua expans�o a partir da Inglaterra, onde se acredita que os primeiros exemplares tenham chegado em 1900, pelas m�os de oficiais do ex�rcito brit�nico, especialmente o Cel. Bailey, considerado o introdutor da ra�a no ocidente. Nos EUA, a ra�a chegou apenas em 1933, pelas m�os do pr�prio Dalai Lama. J� no Brasil, a ra�a s� chegou em 1966. |
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| Temperamento O Lhasa � um c�o com uma personalidade bastante definida e caracter�stica: late pouco, n�o � excessivamente efusivo, bastante reservado com pessoas estranhas e, acima de tudo, � um c�o de um dono s�, e uma vez eleito, o dono ser� o centro do seu universo. Apesar de seu aspecto de pel�cia, n�o � um c�o de 'colo' e aprecia muito estar no 'seu canto', longe de agita��es. Por estas caracter�sticas de apego � tranq�ilidade, n�o � um c�o muito recomendado para casas com crian�as pequenas e/ou agitadas, porque ele certamente fugir� delas. � considerada ideal para pessoas que moram sozinhas uma vez que, ao contr�rio da grande maioria das ra�as, encara bem a solid�o sem se transformar num c�o destrutivo ou barulhento. Tamb�m n�o exige muitos exerc�cios ou passeios di�rios. Outra caracter�stica importante � que, apesar de sua reserva com pessoas estranhas e mesmo sua grande independ�ncia em rela��o �s pessoas da casa, � inadmiss�vel para a ra�a, c�es agressivos ou mordedores. FONTE : The Dog Times - www.dogtimes.com.br |
| Padr�o Oficial APAR�NCIA GERAL bem balanceado, vigoroso, com densa pelagem, alegre e autoconfiante, de temperamento alerta, est�vel, mas um tanto reservado, com estranhos. CABE�A E CR�NIO abundante pelagem, na cabe�a, com acentuada queda sobre os olhos, bigodes e barba bem desenvolvidos. Cr�nio, moderadamente estreito, diminuindo atr�s dos olhos, n�o perfeitamente plano, mas tamb�m n�o abobadado ou em forma de ma��. Focinho reto, com stop moderado. Trufa preta. Focinho n�o quadrado, com aproximadamente quatro cent�metros, seu comprimento, a partir da ponta do nariz corresponde, aproximadamente, a um ter�o do comprimento da trufa ao occipital. Olhos: escuros, ovais, de tamanho m�dio, inser��o frontal e rente com a superf�cie da pele, ocultando o branco, tanto abaixo, quanto acima da �ris dos olhos. Orelhas: pendentes, de densa pelagem. Boca: mordedura em tesoura invertida, isto �, na oclus�o, a face interna dos incisivos superiores deve tocar a face externa dos inferiores, incisivos t�o bem distribu�dos e t�o alinhados quanto poss�vel. � desej�vel a denti��o completa. PESCO�O forte e bem arqueado. ANTERIORES ombros bem acoplados. Membros anteriores retos e providos de densa pelagem. TRONCO bem proporcionado e compacto, de comprimento, medido da ponta do ombro ao �squio, maior que a altura na cernelha. Costelas bem arqueadas. Linha superior de n�vel. Lombo forte. POSTERIORES bem desenvolvidos, com boa musculatura, boa angula��o e pelagem densa. Visto por tr�s, jarretes paralelos e n�o muito juntos. PATAS redondas, como as do gato, com almofadas planares e fortes, bem peludas. CAUDA de inser��o alta, bem deitada sobre o dorso, mas n�o, como al�a de panela, freq�entemente com uma rosca na extremidade. Profusamente franjada. MOVIMENTA��O desenvolta e �gil. PELAGEM externa longa, pesada, lisa, �spera, nem lanosa nem sedosa. Subp�lo moderado. COR dourado, areia, mel, mesclado escuro, malhado, esfumado, particolor, preto, branco e castanho. Todas as cores s�o igualmente aceit�veis. TALHE altura ideal de 25,4 cm no ombro, para machos; f�meas ligeiramente menores. FALTAS qualquer desvio, dos termos deste padr�o, deve ser considerado como falta e penalizado na exata propor��o de sua gravidade. NOTA os machos devem apresentar dois test�culos de apar�ncia normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal. CLASSIFICA��O FCI Padr�o CBKC n� 227 de 02/05/94 Padr�o FCI n� 227c de 24/06/87 Grupo 9 C�es de Companhia Se��o 5 C�es Tibetanos Pa�s de origem Tibet Patronagem FCI Gr�-bretanha Nome no pa�s de origem Apso Seng Kye Utiliza��o companhia Prova de trabalho para campeonato, independente RESUMO DAS CARACTER�STICAS Porte Pequeno Temperamento: Balanceado Treinabilidade: Teimoso Grau de Prote��o: Moderado Espa�o Necess�rio: Pequeno Talhe Ideal 25,4 cm para machos; f�meas ligeiramente menores. Peso M�nimo 6,4 kg Peso M�ximo 7,3 kg N�vel de Energia Baixo Exerc�cios Di�rios 20 min. Cor Todas s�o aceit�veis Tipo de P�lo Longo, espesso Troca de P�lo M�nima Necessidade de Tosa: N�o CUIDADOS A pelagem do Lhasa requer bastante cuidado e manuten��o para ter o aspecto ser exuberante e saud�vel dos melhores exemplares. Recomenda-se que a escova��o do c�o adulto seja di�ria, de prefer�ncia com escovas met�licas, evitando assim a forma��o de n�s nos pelos. O banho deve ser dado uma ou duas vezes por m�s, tomando extremo cuidado para que a secagem dos pelos seja bem feita, evitando assim o aparecimento de problemas de pele. Segundo o padr�o oficial, o Lhasa pode Ter uma grande variedade de cores (dourado, areia, mel, mesclado escuro, malhado, esfumado, particolor, preto, branco e castanho). Todas as cores s�o igualmente aceit�veis e n�o h� prefer�ncia de uma sobre outra. CONDUTA E TEMPERAMENTO O temperamento do Lhasa Apso � original, sua natureza particularmente independente e com uma certa dose de teimosia obrigam seu dono a se dotar de paci�ncia e rigor para disciplinar esse c�o inigual�vel. Normalmente � calmo e pensativo e, em regra, com estranhos se mant�m distante e reservado. Acredita-se que sua origem, o Tibet, onde era criado dentro dos mosteiros budistas, tenha influenciado na composi��o de sua personalidade. O Lhasa Apso tamb�m � chamado de �Pequeno C�o Le�o�, pois � dito que quando ele se olha no espelho se v� mesmo como um le�o. Eles se v�em como grandes e importantes. � um c�o de grande personalidade em um �pequeno pacote�. Seu temperamento � �nico: por um lado � alegre, travesso e divertido e por outro lado � importante, nobre e distante. Por causa de suas caracter�sticas faciais expressivas, os propriet�rios observam freq�entemente algumas qualidades parecidas com as humanas e percebem uma sensibilidade aos sentimentos humanos, e por isso afirmam que seus c�es podem �quase falar". Provavelmente as personalidades de dois Lhasas n�o ser�o nunca iguais, apesar das semelhan�as. O Lhasa Apso n�o � por natureza uma ra�a obediente, mas pode ser treinado com sucesso, usando os m�todos corretos de adestramento para esta ra�a. Eles s�o muito inteligentes e por isso podem ser um tanto manipuladores. Conseq�entemente, a firmeza e a persist�ncia s�o elementos cruciais em seu treinamento, da mesma forma que � feita a educa��o de uma crian�a. Se um propriet�rio de Lhasa n�o se estabelecer como o "l�der da matilha" desde cedo � quase certo que o Lhasa tentar� ocupar esse espa�o. Baseado na forte determina��o de sua personalidade, um comportamento impr�prio no filhote deve ser corrigido, assim reduzindo a probabilidade de transformar-se um problema quando adulto. Os filhotes da ra�a s�o muito ocupados, cheios da energia e de curiosidade, tornando-se mais calmos, contudo ainda brincalh�es, quando adultos. Os novos propriet�rios devem saber que o Lhasa Apso � um c�o que amadurece um pouco mais lentamente do que c�es de outras ra�as, pois apenas a partir de seu segundo ou terceiro ano de vida atinge a maturidade plena, e isto acaba influenciando no treinamento dos filhotes. Os Lhasas envelhecem de forma elegante, por isso sempre mant�m uma apar�ncia e uma atitude joviais. A expectativa de vida da ra�a � de 12 a 15 anos de idade, embora muitos tenham vivido por 17 ou 18, e alguns por 20 anos. Criado como c�es sentinelas na parte interna dos mosteiros por centenas dos anos, o Lhasa Apso � freq�entemente desconfiado com pessoas desconhecidas. Os Lhasas s�o guardi�es de seu territ�rio, mas geralmente s�o menos protetores fora de casa. Um trabalho de socializa��o desde cedo � um fator preponderante para o sucesso do Lhasa como um membro da fam�lia, assim como o ajudar� a superar a tend�ncia natural da ra�a com rela��o � precau��o que possui com desconhecidos. Entretanto, o tempo e os esfor�os investidos em treinar esta ra�a longeva ser�o recompensados em termos de lealdade, alegria, e conv�vio com esse pequeno c�o do Tibet. Como regra geral, os Lhasas tendem a unir-se aos adultos da fam�lia melhor do que �s crian�as. As crian�as possuem comportamentos diferentes dos adultos e alguns c�es podem tornar-se confusos em rela��o ao lugar da crian�a na fam�lia. Al�m disso, os c�es de pequeno porte de todas as ra�as t�m uma tend�ncia � cautela com crian�as porque estas s�o inst�veis em seus movimentos, se movem rapidamente e fazem coisas inesperadas. Os criadores experientes possuem geralmente uma boa no��o de qual filhote se adaptar� melhor em um ambiente familiar com crian�as. Os filhotes de Lhasa que s�o criados em lares com crian�as, e onde a intera��o � supervisionada de perto, podem tornar-se integrados com sucesso na fam�lia. Toda brincadeira entre um filhote e uma crian�a nova deve ser guiada por um adulto respons�vel para impedir problemas. Brincadeiras do tipo persegui��o e que irritam podem incentivar o filhote a morder. Ao inv�s disso as brincadeiras de esconder ou de �jogar e trazer� o brinquedo ajudar�o a construir a confian�a m�tua entre a crian�a e o filhote. Os Lhasas podem viver satisfatoriamente dentro de casa, ao contr�rio de muitas ra�as maiores, pois geralmente n�o necessitam do exerc�cio regular para reduzir a energia nervosa. Entretanto, alguns apreciam ficar em jardins e gramados, passando o tempo e brincando com seus propriet�rios e outros gostam de uma caminhada de 15 ou 20 minutos. Vale lembrar aqui que � extremamente saud�vel para seu lhasa o banho de sol, preferencialmente na parte da manh� ou no final da tarde. A ra�a geralmente se adapta muito bem em casas onde � deixado sozinho quando os propriet�rios saem para trabalhar. Talvez isso aconte�a por causa da sua natureza independente, mas alguns poucos Lhasas sofrem da ansiedade da separa��o. N�o fique preocupado de forma exagerada, com rela��o a seu lhasa, antes de sair para o trabalho e n�o fa�a muita agita��o ao chegar em casa. Certifique-se tamb�m que seu Lhasa esteja em um ambiente seguro quando estiver sem a sua supervis�o. Um Lhasa esperto pode pensar em muitos tipos surpreendentes de travessuras para manter-se ocupado quando voc� est� fora. Por centenas de anos os Lhasa Apsos foram criados para serem c�es sentinelas no interior do pal�cio do Dalai Lama (Pal�cio de Potala) e nos lares de outros dignit�rios do Tibet. Esta � sua heran�a. Em conseq��ncia disso, os Lhasas s�o muito apurados em sua audi��o e s�o usados freq�entemente como c�es de assist�ncia para o surdo. Os Lhasas maduros, e com o aux�lio de seus propriet�rios, aprendem a distinguir os sons normais, cotidianos daqueles ru�dos que s�o fora do comum. Conseq�entemente, ao contr�rio de muitas outras ra�as de c�es, os Lhasas tendem a latir somente quando h� uma real raz�o para agirem assim. � t�pico ver um Lhasa que n�o late quando ouve outros c�es da vizinhan�a latindo. A ra�a Lhasa Apso � inigual�vel pois o contato pr�ximo com o povo do Tibet, por anos e anos, desenvolveu a forma��o de sua personalidade e, por causa dessa influ�ncia, s�o c�es am�veis, inteligentes, devotados, sens�veis e espirituosos. FONTES: - The New Complete Lhasa Apso - Norman and Carolyn Herbel. - Your Lhasa Apso - Robert J. Berndt. - ALAC � The American Lhasa Aspo Club. - Lhasa Lore - Sally Ann Helf. - The Lhasa Apso � Carolyn Herbel. |
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