Amor Bandido

 

 

As mulheres em geral, não são tão independentes assim, muita de nós se deixa subjugar por sentimentos os quais nem mesmo nós entendemos.
Amar não significa estar-se preso por pressão, para não desagradar o outro.Amor não foi feito para castrar ou dominar.
Quem ama não teme, não esconde ou esquece os problemas reais exatamente por que o amor é real.
Raramente vemos um homem nesse papel de “capacho” por amor, porém muitas vezes vemos mulheres cedendo em seus desejos em suas opiniões e empurrando com a barriga uma relação com um homem que ela sabe que não vai mudar e que só vai fazer ela sofrer.
Coração mole confunde o comodismo, o medo de ficar sozinha com estar amando. Sou totalmente contra esse tipo de relação onde ao invés de companheiro a mulher tem um carrasco, um senhor, por ela mesma ter dado lugar, por ela mesma não ter disciplinado a relação.Repare nesse trecho que eu criei para exemplificar do que estou falando:

Ela está louca de vontade de encontrá-lo, essa viagem dele a fez pensar muito sobre a relação, mas ela deu voltas e parou sempre no mesmo lugar sem decidir. Falaram-se de uma forma tão fria por telefone e pensar que passaram dias sem se ver...E pensar que ele não apresenta ela aos amigos como namorada, fora as noites em que ele chegou de madrugada e ela amanheceu de olheiras de tanto esperá-lo, fora que já não andam de mãos dadas, fora que só ela tem feito as compras e ele nem pergunta se correu tudo bem, ele nem lembra mais o aniversário de namoro deles...Sexo...Já não é a mesma coisa...

Enfim se encontram... Espere... Ele foi de uma indiferença incrível, nem lhe deu um beijo só lhe perguntou pra onde iriam dali... Ela tentou ser cordial, mas chega! Foi o cúmulo. Ela sai do carro; ele contou até 10, era costume ele fazer isso, olhar para a porta e lá estava ela voltando atrás, mas desta vez não funcionou, então ele saiu.

-O que é? Me deixa ir, não é isso o que você quer mas parece não ter coragem de dizer?
-Não! Você está com TPM de novo não é?
-Não, você é que é um idiota covarde, o que é, tá com medo do meu amor?Então paramos pô, cansei não sou marionete...
-Pára, é só uma fase ruim que estou passando, você é minha e não vou deixar você ir...
-Sua fase ruim já dura quatro anos! Quando é que vamos falar de casamento, ou você ainda tem alergia a essa palavra? E os filhos que eu adiei...Você não me ama não, e eu não quero te odiar mais ainda...
-Você me odeia ,é ...tudo bem marcamos a data do casamento então, pronto vamos nos casar...Ele fala com uma simplicidade de quem vai consertar tudo com esse pedido. -Digo sim se você abrir a boca e disser que me ama você nunca me disse isso a não ser quando transamos – ela lança o desafio achando que terá pulso para acabar essa história por ali. Ele pára, respira, passa uns minutos com aquilo engasgado e diz...

-Eu amo você – ela chora não de emoção, mas de raiva... Como é difícil ele dizer que a ama, é como um peso...Mas ela teima e não consegue enxotar aquele sangue-suga de sua vida:
-Caso sim, eu amo você...

Pra que insistir?Esse é o típico amor-bandido que fragiliza e domina sua vida fazendo dela um pesadelo.Você dedica seu tempo pensando: “qual será a próxima que ele vai aprontar, ou, que fazer para agradá-lo? Acho que vou pintar o cabelo pra ver se ele não enjoa de mim...”
Veja, tudo gira em torno desse amor, enquanto a pessoa deve fazer as coisas para si mesma, para sua melhoria, no amor-bandido ela só pensa no bem-estar do outro, excessivamente.
A certeza que tenho é que num caso destes, ela vai se cansar dele, e vai odiá-lo, e ele, sim, ele é quem vai acabar esse sistema de amor de servidão, por que a estima dela vai estar tão baixa que ela não vai ter mais dignidade para ele pisar.
A mulher sai desiludida de uma relação destas, mas com o tempo e a dor ela vai aprender a dizer “não” a outros amores-bandidos que teimarem possuí-la.Vai aprender a dizer “preciso me amar” e pôr isso em prática e não somente dizer. Para sempre ficará esta lembrança ruim...se for para servir de lição, maravilha se não, paciência.
O que valerá desta experiência é saber no final das contas que o amor não tem de ser bandido, o amor verdadeiro só comete um crime – roubar o coração.

Vanisha

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