FORMAÇÃO HUMANA

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“FORMANDO A MENTALIDADE, CONTROLA-SE A VONTADE”

(Parte II)

 

O Ato humano pode levar-me:

·        A fazer a vontade de Deus;

·        Ao pecado.

A vontade pervertida estará sempre de prontidão, como que esperando influencias dos sentidos, que acende suas forças cada vez mais, para lutar contra a Vontade de Deus, descontrolando o leme de minha inclinação ao pecado, que é a vontade, e, distorcendo com isto, o Ato Humano. Os nossos pecados são conseqüências da nossa natureza pecaminosa. Jesus veio e levou os nossos pecados, mas infelizmente continuamos a pecar, por conta dos frutos da nossa natureza.

Sabemos que o alimento deteriorado consumido pelo organismo humano, nos deixa doente e pode causar até a morte, se não tomado os devidos cuidados com médico, remédios, etc. Muitas vezes este alimento nos é oferecido nas prateleiras de lojas bem conceituadas, e com uma boa embalagem, só que o seu conteúdo esta vencido, estragado. E, nós compramos o alimento com a propaganda enganosa para ser consumido pelo nosso organismo.

A mesma coisa acontece no plano espiritual, com a nossa alma. Pelos sentidos, no ver, no escutar, no falar - precisamos de um alimento sadio, sã.      O alimento espiritual tem peso eterno, são de valores eternos para nossa alma.

Atualmente a mídia, joga tudo que não presta, que esta deteriorado nas prateleiras que alcançam os nossos sentidos, e, cada um de nós, naturalmente vamos consumindo tudo que aparece sem nenhum discernimento. Por conta disto, os males causados em nosso campo espiritual são terríveis e perigosos, se não cuidados a tempo. Por mais que a minha natureza me impulsione ao pecado, devemos LUTAR para não pecar, tomando a DECISÃO – “Por  hoje  não  vou  mais  pecar! POR HOJE NÃO!

A Vontade é o controle do leme da minha inclinação ao pecado.                A inteligência se abastece de fatos, situações, pensamentos, e impulsiona a uma REAÇÃO da criatura humana pela vontade, gerando com isto o ato humano. Um ato humano para ser autêntico precisa nascer da liberdade -  “Deus deu a liberdade ao homem mesmo correndo o risco de perdê-lo”. (Santo Agostinho).

A Reação do homem pode ser uma:

1.      Atitude Divina

2.      Atitude Humana

3.      Atitude Maligna

O que inspira a atitude humana e a atitude maligna estão muito próximas uma da outra. Se não existir a reta intenção é bem provável que seja maligna. Muitas vezes, existe em nossa Atitude Humana um ATO que é conseqüência de uma AB-REAÇÃO, que nasceu como uma erva daninha do ressentimento, de uma reta intenção não concretizada, impedida pela atitude de um irmão, e, principalmente por não ter sido canalizada para Deus. Esta decepção ou mágoa com o outro, gerará com o tempo, uma ab-reação, que leva muitas vezes, minutos, horas, dias ou meses para ela manifestar-se em nossa atitude. Daí a importância de compreendermos algumas AB-REAÇÕES, principalmente daqueles que estão mais próximos de nós, dando liberdade de expressarem sua verdade, e mesmo errado, terem o nosso apoio. Só que o inimigo aproveita-se deste fato, e pela nossa falta de conhecimento, colocamos muitas vezes um jugo muito pesado nas costas do irmão. Fazemos dele um prisioneiro de sua própria reação. E com o tempo ele mesmo vai consentindo a ação do inimigo.

O maligno age porque você permite. Com a liberdade damos sim ao mal. Precisa existir um consentimento – eu sou livre! Ele vai me afligir, mas sou eu  digo sim ou não, quero ou não quero. Eu comando a minha vontade. Não é Deus o autor do mal, mas com a minha liberdade, dou sim ao mal. Digo sim ao mal com as minhas mãos, com os meus pés, com os meus olhos, com os meus ouvidos, com a minha boca, etc. - Se você não deixa, nem Deus entra – “Eis que estou a porta e bato” (Apo 3,20)

Ao homem cabe a liberdade de ser de Deus e cabe a liberdade de não acolher a Deus. É na medida que dou abertura ao mal, que me transformo numa pessoa maldosa. O homem que se converte, cabe rejeitar o mal e assumir o bem.

Quanto mais humanos nós formos, mais divino seremos, pois a nossa liberdade humana encontra a sua fonte na liberdade de Deus. Mas, nossa liberdade é sempre ameaçada pela tentação da auto justiça, pela pretensão de sermos justos por nós mesmos e de administrarmos sozinhos a nossa vida.

O homem na realidade é pleno em seu ser físico. Precisamos ser formados plenamente em todas as áreas deste nosso “ser”. Busquemos o verdadeiro conhecimento, isto é, descobrindo e conhecendo nossas limitações e fraquezas da nossa humanidade   –   “Porque  o  meu  povo se perde por falta de conhecimento” (Oséias 4,6)

 “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem”. (Salmo 126,1-2)

·        EIXO HUMANO tem quatro principais que sustentam o indivíduo.

- Os quatro eixos precisam estarem pleno.   

 FÍSICO :  PSÍQUICO, ESPIRITUAL, AFETIVO, INTELIGÊNCIA.

 1 - Psíquico - É a riqueza da alma. Conjunto de estados (comportamento, intelecto, etc.)  e disposições psíquicas de idéias de um indivíduo.

 2 - Espiritual - É a condução progressivamente da sua vida para o alto.

 3 - Afetividade - É um conjunto de fenômenos que se manifessta em forma de emoções, sentimentos e paixões, acompanhado com a tonalidade de dor ou prazer, alegria ou tristeza, satisfação, insatisfação, agrado ou desagrado.

 = MANIFESTAÇÕES FÍSICAS =

a)    Emoção - Aspectos passageiros, fenômenos simples. Reação intensa e breve do organismo a um lance inesperado, a qual se acompanha dum estado afetivo de conotação penosa ou agradável.

b)    Sentimento      - (De sentir + -mento) São complexos e mais demorados. Cappacidade para sentir. Capacidade para conhecer, perceber, apreciar; percepção, noção, senso.

                        -mento = (latim) ação ou resultado da açção.

c)    Paixões - Fenômenos de maior complexidade, precisam haver idéias, situações e realizações (vem da monoidética - vem de uma idéia). Sentimento ou emoção llevados a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e à razão. Afeto dominador e cego. Entusiasmo muito vivo por alguma coisa. Disposição contrária ou favorável a alguma coisa, e que ultrapassa os limites da lógica.

 4 - Razão – Faculdade que tem o ser humano de avaliar, julgar, decidir, ponderar idéias universais. A razão nos obriga a ser cautelosos. Estabelecer relações lógicas, de compreender, raciocinar, de bom senso, prudência.

 ·      Todos os ATOS HUMANOS são acompanhados de Prazer ou Desprazer.

 Pensamentos> ALIMENTADOS -GERA > Sentimentos> ALIMENTADOS -GERA > Atitudes>

                 1.  De pecado Liberdade / Inteligência / Vontade  >    ATO HUMANO

     2.  De Virtude Liberdade / Inteligência / Vontade  >    ATO HUMANO

 Existe a realidade da alma e do corpo. Elas formam uma unidade - Santa Humanidade. (Gen 1,25-27) (Gen 2,7)

Na caminhada da criatura humana muitos principiantes da devoção fazem coisas que, julgando-se estritamente segundo as regras da perfeição seriam censuráveis. Aquele temor baixo e excessivo que produz escrúpulos fúteis na alma dos que saem do caminho do pecado, é considerado como uma virtude certa de uma perfeita pureza de consciência no futuro; mas esse mesmo temor seria repreensível nos mais adiantados na perfeição, que se devem guiar pela caridade, a qual vai expulsando aos poucos o temor de servidão, isto é, aos poucos vai formando e amadurecendo a mentalidade.

A antiga mentalidade de São Bernardo tratava primeiramente os que se submetiam à sua direção com uma severidade e rigor extremos, declarando-lhes antes de tudo que era necessário deixarem o corpo e virem até ele só com o espírito; ouvindo-lhes as confissões, dava-lhes a entender abertamente o horror que causavam as suas faltas, por mais leves que fossem. De tal maneira, que, com uma só palavra perturbava e afligia as almas dos pobres iniciados na perfeição. E, em vez de fazerem progressos, retrocediam e perdiam todo o ânimo e coragem, vendo-se impelidos tão bruscamente, como homens coagidos a subir a toda pressa uma montanha de difícil acesso.

Observamos que era um ardente zelo de uma pureza perfeita que levava esse grande santo a seguir esse método, por conta de uma mentalidade mal formada, não compreendia as ab-reações dos seus fiéis, e, embora fosse nele uma virtude, não deixava de ter alguma coisa de repreensível. Assim Deus dignou-se a transformar sua mentalidade e corrigi-lo por si mesmo numa visão maravilhosa, dando à sua alma um espírito tão doce e misericordioso, caridoso e terno, que o santo, condenando a sua severidade, exercia doravante a sua santa humanidade uma extraordinária brandura e compreensão para com os que dirigia, fazendo-se com suave afabilidade tudo a todos, para ganhá-los para Jesus Cristo.

Com a formação contínua terei uma nova mentalidade; ela irá amadurecendo não na quantidade que tivermos, mas sim, de como a aproveitaremos em nossa vida. Uma mentalidade que é cheia de juízos temerários - “Não julgueis, diz Nosso Senhor, e não sereis julgados. Não condeneis, e não sereis condenados”. Temos a tendência de julgar, condenar, apontar, justamente pela falta de um conhecimento mais profundo sobre nossa natureza pecaminosa, e, não sabendo lidar com ela, somos influenciados em todo nosso ser.

Quanto os juízos temerários desagradam a Deus! São sem fundamento os juízos dos homens, porque não são juizes uns dos outros. São imprudentes, ainda porque a principal malícia do pecado depende da malícia e do conselho do coração (pensamentos/sentimentos), que é para nós um segredo.

São, enfim, uma temeridade, porque cada um tem bastante que fazer em julgar a si mesmo, sem se meter a julgar o seu próximo. Para não ser julgado, é tão necessário não julgar aos outros como julgar a si mesmo. Usamos mal da nossa liberdade ao fazer o que desagrada o coração de Deus com a nossa vontade – “Não faço o bem que quero, porém o mal que não quero” (Rom 7,19)

 ·      Fazemos, ó meu Deus! Exatamente o contrário; fazemos o que nos é proibido, julgando o nosso próximo a cada passo, e não fazemos o que nos foi colocado, isto é, julgar nós mesmo.

 

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