Capítulo 1: Introdução

 

Mallorca era uma charmosa localizada no leste da Espanha. Com praias, lugares de interesse arqueológico, muitos pub’s, danceterias e vida noturna. Em um hotel de férias onde muitas pessoas se hospedavam, entre elas uma família quase normal. Era um dia quente de Julho em Lluchmayor (deve ser uma cidade), a 23 quilômetros da capital da ilha. O sol estava fortíssimo, a água das fontes secava, as pessoas se enfureciam com o calor e todos passavam o dia na praia. Em uma rua na costa, com muitos edifícios e apartamentos, havia um alugado por essa família quase normal.

Esse “quase” dessa família se devia a Harry. Tio Valter por fim havia feito um acordo importante ali e havia alugado este apartamento na ilha. Ficariam duas semanas ali e ele havia aprendido um pouco de espanhol, o necessário para poder estar ali por um tempo. Para Harry era um lindo lugar, mas não pôde admirá-lo muito, só havia ido a praia duas vezes, uma quando eles chegaram e foi por pouco tempo. E a outra fazia dois dias, na hora da sesta, mordido pela curiosidade, quando seus tios e Duda estavam dormindo. A diversão teve seu preço: nessa tarde havia saído sem avisar e quando chegou, seu tio lhe jurou que agora só veria Mallorca pelas janelas. E sua família nada disse desde então.

De principio gostou (Tudo era melhor que ter seus ouvidos atormentados pelas queixas dos Dursley), mas quando caiu na real, se viu em uma depressão, principalmente quando via as pessoas se divertindo do lado de fora. Havia pensado em ameaçá-los com Sirius para que o deixassem sair, mas viu que era desumano, já que eles estavam de férias, mas seus tios o preveniram que Mallorca era muito longe da Inglaterra para que Sirius visse resgatá-lo. E ainda não havia recebido noticias de seus amigos, mas ainda mantinha um pequeno raio de esperança de que fosse resgatado dali e passasse alguns dias na Toca; desde que se descobriu bruxo, nunca mais passou um verão inteiro com os Dursley. E nesse momento se encontrava em seu quarto, suando de calor, recostado em uma parede.

A casa estava quase vazia, tio Valter e tia Petúnia foram à praia com Duda. A senhora Figg, com quem eles queriam ter deixado Harry na Wisteria Walk havia desaparecido misteriosamente sem deixar rastro; e ali em Mallorca uma mulher chamada Ivone (Nota: Foi citada no começo de HP e a Pedra Filosofal), amiga de Petúnia havia vindo vigiá-lo (Mediante a protestos de Harry, pois já estava bem grandinho para ter babá). Ele quis usar o telefone do apartamento e chamar Rony (Mione lhe escreveu avisando que estaria durante junho e a primeira semana de agosto na Bulgária), mas Ivone não deixou. Na verdade estava estranhando no momento os seus amigos. A Ultima vez que ele havia falado alguma coisa sensata com alguém foi na estação de King’s Cross ao despedir-se deles, no fim do último ano letivo que cursara, o quarto em Hogwarts. Ele começou a lembrar do seu ano anterior, já que estava tudo um tédio.

O Torneio Tribruxo havia acontecido naquele ano e lá se complicaram as coisas na verdade. Não foi um bom ano, Rony brigou com ele e quase tinha morrido ao enfrentar Voldemort outra vez.

Três corujas entraram pela janela aberta, que dava na praia e o distraíram de seus pensamentos: Uma era a sua Edwiges, a outra era Pichitinho de Rony e a última, não era exatamente uma coruja, e sim, um falcão. Elas deixaram cair três cartas sobre Harry e saíram, pois não gostavam do calor de dentro das casas. Harry abriu a primeira das cartas e logo reconheceu a letra de Hermione.

 

Querido Harry:

Como vai? Disseram-me que você este em Mallorca, é um lugar bastante interessante. E os Dursley? Espero que não estejam te tratando mal e que te deixem sair. Eu estou muito bem.

Como já sabe, estou passando as primeiras semanas de férias com Vitor na Bulgária. É um país muito interessante e a magia daqui é fantástica. Vitor vive em um certo vale escondido no norte (Ele me pediu para que não revelasse onde ficava exatamente), onde vivem varias famílias de bruxos. Eles têm um acervo de livros enorme em sua biblioteca (Quase tão grande quanto a de Hogwarts! É sério!) e ele começou a me ensinar o Búlgaro. Tudo é estupendo, (Até o clima está um pouco quente e olha que não é tão freqüente o sol aparecer por aqui) exceto por uma coisa. Uns dias depois que cheguei, Vitor me levou pra ver o pôr do sol na orla, em Burna e ele me perguntou se eu queria ser sua namorada... Não soube respondê-lo. Então disse que pensaria, mas... Ah, não quero lhe perturbar com meus problemas pessoais, espero que nos vejamos em breve, mas, não falo mais.

 

Beijos, Mione.

 

A outra carta era de Rony e dizia o seguinte:

 

Harry:

 

Como vai aí? Aqui está tudo bem conosco. Papai tem trabalhado muito ultimamente e nomearam Percy Diretor do Departamento de Cooperação Mágica Internacional. É insuportável! Ele anda por toda a casa com um ar de quem havia sido nomeado regedor supremo do universo, ou algo semelhante! Isso quando para em casa, pois fica a maior parte do tempo trabalhando em seu escritório.

Fred e Jorge já têm um local reservado para montar sua loja de Logros e Travessuras (É em Hogsmeade!) e acredito que irão começar no próximo ano, quando tiver Logros o suficiente para começar o negócio. O mais curioso é que mamãe não se opôs, inclusive os apóia em sua idéia, porque ajuda com as coisas de casa. Na verdade, não sei de onde conseguiram tanto dinheiro. Inclusive me compraram uma veste a rigor muito melhor que a que tinha antes. –Ao ler isto, Harry riu. Ele havia dado a Fred e a Jorge os mil galeões de seu premio no torneio Tri-Bruxo – Espero que Dumbledore te permita vir depois. Esta casa está muito vazia e sonolenta, estou muito aborrecido.

 

Rony.

 

P.S: Quer apostar que nomearam Hermione monitora?

 

Harry pegou a terceira carta. Era a que o pequeno falcão havia trazido. Harry supôs de quem era a carta, da única pessoa que não envia carta por corujas, seu padrinho: Sirius Black.

 

- Carta de Sírius! – Harry Exclamou. Mas quando começou a ler a carta, parou de sorrir. As noticias realmente não era boas e sim péssimas!

 

Querido Harry:

Estou te escrevendo de um sótão, escondido. Os Dementadores chegaram na casa de Remus, onde estava antes de recomeçar a minha viagem, procurando Pettigrew para provar a minha inocência. Remus por pouco não vai para Azkaban junto comigo. Mas, por favor, não se preocupe comigo, estarei bem. Acho que já se foram. Só queria te alertar, pois Arabella Figg, sua babá, foi atacada faz umas semanas; ela é na verdade uma ex-aurora que te protegia enquanto estava na Wisteria Walk. Vinte Comensais da Morte a levaram. Não sabemos o que lhe espera, nem a Mundungo Fletcher. Acho que ouvira Dumbledore falar do Antigo grupo. Pois bem, eles eram professores na Academia Superior de Aurores, onde estudamos seu pai, Remus e eu até o ataque a sua casa e até que me levaram a Azkaban. Mesmo assim Remus continuou, mas, não lhe aceitaram na Liga de Defesa contra as Artes Das Trevas, por seu estado.

Deve ser retirado com urgência de onde está, pois está correndo perigo sem um bruxo de confiança por perto. Acho que Dumbledore irá te buscar. Desculpe se te aborreci com meus problemas Harry, mas deve se manter de olhos abertos, e continue a me informar o que está acontecendo. Se cuida garoto.

Sirius.

 

Harry se sentiu sem saber o que pensar. Sirius estava com problemas, mas não queria que se preocupasse. Animava-lhe as expectativas de sair de Mallorca já, mas queria ficar, mas não sob aquelas circunstancias, praticamente enjaulado...

Assustou-se quando ouviu uma forte pancada na porta da frente. Seus tios já deviam ter chegado da praia, encostou o ouvido na porta e escutou a desagradável voz de seu tio se despedindo de Ivone. Voltou a se recostar. Talvez poderia dormir uma sesta...

Acordou e saiu do quarto quando escutou a voz de tia Petúnia no quarto ao lado dizendo a Duda que não estava mais de dieta (Não havia emagrecido nem sequer um quilo, mas Tia Petúnia havia anunciado que haviam chegado as calças e camisas extragrandes da fabrica.) e que já era hora do jantar. Tinha que se manter atento, pois não falavam nada com ele, o mais provável era que ficasse sem comer.

Harry terminou seu jantar (Um prato de paella) Ele estava com fome e era a primeira vez que Tia Petúnia cozinhava paella, de modo que o sabor não era o melhor. O que ele iria fazer? Talvez mandasse Edwiges pedindo asilo gastronômico enquanto a situação durasse. Levava seu prato ao lava-louças quando escutou na Tv da cozinha, num canal a cabo inglês, anunciar uma série de estranhos assassinatos.

“-Todos apareceram fulminados, sem nenhuma marca, nem sinal. A autópsia dos corpos confirmou. Achamos que se relaciona com o caso Bryce, em que um idoso apareceu morto na casa de seus patrões, a família Riddle, todos mortos a cinqüenta anos da mesma maneira. Os fatos dão a entender que é um assassino em série e não sabemos como seguirá...”.

Harry deixou o prato cair de suas mãos, este se rompendo em mil pedaços, enchendo o chão de restos arroz conchas de marisco. “Seria possível que...?” – Harry Pensou – Os Dursley suspenderam a “lei do gelo” lhe fazendo limpar o chão e depois voltaram a ser indiferentes, o que levou Harry a voltar a seu quarto. Mas isso não importava muito no momento.

Ele havia deixado a janela aberta quando foi comer, de modo que não se surpreendeu ao ver uma coruja branco-acinzentada parada tranqüilamente sobre a cômoda. E ao ver Harry entrar no quarto, Edwiges deixou a carta que tinha em sua pata cair na cômoda e ficou voando. Harry se aproximou da cômoda, que estrategicamente estava embaixo da janela, caso ele resolvesse fugir. Ele pegou a carta, sentou na cama e começou a lê-la.

-Ah, outra carta... De Dumbledore? – disse estranhando o remetente. A letra gótica e redonda do diretor lhe dizia apenas um par de linhas, igualmente preocupantes quanto a enorme carta de seu padrinho.

 

Caro Harry:

 

Lamento interromper suas férias, mas deverá estar com a sua mala e todas as suas coisas arrumadas em uma hora. Irei te buscar. A Casa dos Dursley já não é um lugar seguro para você. Irá à casa dos Weasley.

 

Dumbledore.

 

Harry pegou a gaiola de Edwiges e sua mala. Enfiou as coisas do colégio (Que trouxera escondidas, pois se sua Tia Petúnia as visse teria um baita ataque de Histeria), as cartas de seus amigos e algumas roupas. Não queria avisar seus tios, provavelmente um susto lhes cairia bem. Seria uma espécie de vingança tardia.

Dumbledore chegou pontualmente em uma hora. Todos dormiam no apartamento, exceto Harry.

-Como entrou professor?

-Alohomora – o disse sinalizando com a varinha. – O feitiço chave Harry. Vamos depressa.

-Mas meus tios despertarão. Têm sono ligeiro, já o comprovei.

-Ah – disse o diretor sorrindo – Estão enfeitiçados. Não despertarão amanha antes do meio-dia.

-Soube algo da senhora Figg?

-Não – disse Dumbledore com uma ponta de preocupação – Então já sabe. Ah! Sirius te mandou lembranças. Quase que os dementadores o pegam na casa de Remus.

-Sim, ele não voltará a Azkaban, certo? – perguntou Harry Preocupado.

-Não. Os dementadores já não guardam mais Azkaban. Passaram para o lado de Voldemort.

Harry Quase soluçou. Se os dementadores passaram ao lado do mal... Tempos escuros estavam prestes a recomeçar e recordava muito bem o efeito dos dementadores em seres humanos... Especialmente em seu padrinho Sirius... Pobre Sirius. Tinha que andar com esses monstros por perto em Azkaban... Decidiu não se preocupar demais, afinal, seu padrinho já escapara de enrascadas muito maiores.

Eles encaminharam-se a um carro branco puxado por cavalos invisíveis, havia muitos trouxas próximos dali. Harry supôs que eles não podem ver os cavalos. Não se animou de perguntar como diabos iriam chagar na Inglaterra, a centenas, milhares de quilômetros dali onde estavam.

Partiram não muito tarde e um tempo depois ao olhar pelas janelas se deu conta de que o carro flutuava levemente a mais ou menos um metro do nível do mar. Sem demora, ao chegar na Toca, eram umas duas da manhã. A senhora Weasley logo lhe levou a um quarto de hóspedes e o aconselhou a dormir, pois já era muito tarde. Mas Harry não podia ou conseguia. Em todas as suas noites de insônia lhe caia em mente todas as suas preocupações e outras coisas. E mais: sabia que nesse momento havia alguém que rasgaria céus, terras e mares atrás dele.

 

 Capítulo 2: Na Toca Novamente

 

Na manhã seguinte Harry acordou bem tarde. No começo não sabia onde estava, mas logo caiu na real. Parecia incrível que faz só um dia que estava a milhares de quilômetros da Toca. Pulou da cama, se vestiu e saiu do quarto, se encontrando com Rony assim que descia as escadas:

-Olá Harry! Mamãe já nos contou tudo, não se preocupe, aqui você estará bem! – Ele parecia apressado.

Gina subia também e ao ver Harry corou

-Olá mamãe saiu, mas disse que pode descer para tomar café da manhã Harry.

Ele desceu até a cozinha, estava vazia, exceto por um copo de leite e uma cesta com alguns sanduíches. Ele estava com muita fome quando começou a tomar o café da manhã.

Os dias seguintes foram bem melhores que o anterior terminara: Praticavam Quadribol no morro próximo (Gina tinha uma Comet 350, novo modelo e Rony havia conseguido a tão sonhada Nimbus 2002 [Modelo feito após a Nimbus 2001, mas, menos veloz que a Firebolt e a Nimbus 2003, que também é menos veloz que a Firebolt]. Harry teve alguns momentos nostalgia da sua velha Nimbus 2000 ao ver a Nimbus 2002.) E às vezes iam dar uma volta pelos arredores o até o povoado próximo. Um dia quando foram dar uma volta no povoado a noite, acompanhados pelos Gêmeos (surpreendentemente melhores conhecedores do mundo trouxa que Harry, deve ser pelo trabalho do pai); e ficaram durante umas duas horas na discoteca. Harry nunca havia entrado em uma e quando saiu, morto de cansaço e um pouco enjoado devido à atmosfera da discoteca, seus ouvidos ainda estavam zumbindo.

Uma semana depois, a senhora Weasley os acordou muito cedo:

-Levanta todo mundo! – Ordenou.

Rony levantou muito mal humorado. Pois ser acordado muito cedo não tinha um pingo de graça.

-Quê que está acontecendo. Não são nem dez da manhã. – Disse enquanto descia a cozinho com Harry e Gina, esfregando um olho.

-Dez da manhã? Que cara de pau! Isso é hora de levantar? Vamos anda! – Ordenou a senhora Weasley superatarefada preparando o café da manhã e fazendo malabarismo com os objetos de cozinha pra preparar tudo ao mesmo tempo.

-Mas por que? – Insistiu Rony.

-Em breve saberão... Terão uma pequena “viagem” pela frente garotos. – Respondeu a senhora Weasley, servindo o café da manhã, pondo as panelas vazias na pia e se sentando para descansar.

O senhor Weasley entrou em casa com o jornal em mãos, os cumprimentou e assim que terminou de tomar café da manhã, os fez entrar em um carro emprestado pelo Ministério sem dar maiores explicações. Passaram por campos verdes e amarelos e depois de longas e intermináveis horas chegaram em Londres. Esperaram cerca de meia hora na Estação King’s Cross até que de um trem azul, sai Hermione de um trem azul com uma pesada maleta e a “gaiola” de Bichento. Apenas os viu, pôs as coisas em um dos vários carrinhos e se aproximou rapidamente, um pouco nervosa, pois falava atropelando as palavras.

-Oi garotos! Vim para...

-Logo os direi. – a interrompeu o senhor Weasley, olhando os garotos de canto de olho, que apenas encolheram os ombros.

-Que diabos nos escondem? – sussurrou Rony

-Não sei. – Respondeu Harry

Era hora do almoço. O senhor Weasley estava emocionado quando entraram num restaurante trouxa próximo à estação e pediram uma pizza para os quatro. Depois de almoçar, entraram no carro novamente e cruzaram novamente os campos ingleses até chegar a Ottery Saint Catchpole, Mione com Bichento nos braços. O gato voou no vidro da frente do carro por causa de uma freada brusca que o senhor Weasley deu por causa de um furgão que passou atravessado sem aviso e os garotos e Mione na parte de trás levaram um baita susto e ficaram com alguns arranhões. Ele chegaram na Toca por volta das quatro e meia da tarde. Assim que chegaram, viram algo que os assustou.

- A Marca Negra! – gritou o senhor Weasley, dando outra freada e saiu apressado do carro.

Os garotos e Mione a viram pela janela. Era ela mesmo. Uma caveiro verde faiscante com uma serpente saindo pela língua, que flutuava pela casa. Saíram rapidamente do carro e correndo atrás do senhor Weasley. Este entrou como um jato na cozinha, nela se via claramente os restos do que iria ser uma festa de aniversário.

Caminharam pelo corredor revirado e encontraram uma figura alta, estendida no solo. Era Percy. Estava sangrando e com os óculos quebrados.

Pouco a pouco embaixo da mesa e atrás do sofá foram aparecendo o resto dos integrantes da família: Fred, Jorge, a senhora Weasley, mas... Faltava alguém.

-Gina! Onde está Gina? – gritou o senhor Weasley. Os garotos atrás da senhora Weasley não diziam nada, nem se moviam. Ninguém disse nada. Fred rompeu o silêncio.

-A levaram... – murmurou – Percy tentou impedir...

-Eles... – disse Percy colocando os óculos e completando a frase de Fred – Os Comensais da Morte... A pegaram... Faz pouco tempo.

A senhora Weasley no falava nada. Só ficava olhando altenardamente a Percy, seu marido e a porta. Estava inconsolável e seus olhos estavam vermelhos.

-Isso é culpa minha – disse Harry voltando até a escada. – Ele procuravam a mim. Nada disse aconteceria se...

-Não, querido, não se culpe tanto – disse a senhora Weasley, falando pela primeira vez, mas sua voz ainda estava fraca.

Harry não disse nada mais. Já havia causado problemas suficientes a essa família, subiu as escadas, pegou seu material de escola, a capa invisível e saiu sem que fosse visto.

 

Capítulo 3: No Caldeirão Furado.

 

Harry montou na sua Firebolt, pilotando baixo e lentamente para que pudesse ver algo até que se cansou. Descansou um pouco e continuou a pé, sempre indo ao norte, na esperança de encontrar alguma pista que pudesse levar a Gina. Chegou num bosque quando as estrelas começaram a aparecer no céu e exausto se recostou em uma árvore e dormiu...

Acordou quando sentiu que alguém remexia o corpo dele bruscamente, abriu surpreso os olhos e viu Rony e Hermione parados em seu lado.

-Por que me seguiram? – Perguntou Harry meio que furioso, Mione lhe lançou um olhar meio indeciso, mas Rony respirou fundo e respondeu:

-Nós nunca lhe deixaremos sozinho.

-Acredita que deixaremos que se perca aqui? – Perguntou Hermione, recuperando seu humor habitual – Vamos, volte conosco.

-Não. – Respondeu Harry afirmativo, pondo novamente a capa da invisibilidade, menos o capou, pois ele parecia uma cabeça flutuante.

-Não? – Perguntou Rony assustado.

-Não. – Respondeu Harry se dirigindo a Rony. – Vocês me receberam muito bem na Toca, mas em troca só trago más coisas! Não voltarei! Deixem-me sozinho vocês dois, eu não quero atrair mais problemas para vocês.

Nesse momento Edwiges pousou com dificuldade no ombro de Harry e deixou cair em suas mãos uma pedra cristalizada e redonda do tamanha de um ovo de dragão que havia trazido.

-O que é isso? – Perguntou Harry examinando a pedra.

Rony examinou a pedra por uns instantes, a pesou em suas mãos, girou ela e deu a resposta em tom solene.

-Acredito que seja uma Pedra da Alquimia.

-O que é isso se você sabe? – Harry olhava ansiosamente o norte, por onde foram os Comensais da Morte fugindo: estava perdendo tempo.

-Uma pedra mágica. – explicou Rony ao ver a cara desconcertante de Harry – Através dela, pode conversar com qualquer pessoa que tenha uma igual. São muito raras! Tinham outro nome e eram sete, mas sumiram todas, menos duas, você tem a penúltima! Quem pode tê-la mandado?

Nesse momento a pedra brilhou e apareceu um rosto refletido em seu interior transparente. O rosto de Dumbledore. Se ouvia também a voz dele.

-Harry, a Pedra da Alquimia se usa assim: Chegue a ela sem medo e converse normalmente.

Harry fez o que Dumbledore lhe pedia.

-Professor Dumbledore? O que aconteceu?

-Deve vir a Hogwarts. Não foi uma boa idéia lhe enviar a Toca.

-Soube o que aconteceu, não?

-Sim, as noticias voam. Vá para Londres. Amanhã comprará o material e na manhã seguinte pegue o expresso para Hogwarts.

-Como irei a Londres? O que acontecerá com Gina?

Mas o rosto de Dumbledore havia sumido da pedra.

Harry voltou a vestir a capa da invisibilidade e montou na sua Firebolt. Ia sair quando...

-O que pensa que está fazendo? – perguntaram Rony e Mione em uníssono.

-Estou indo? O que acham? – estranhou Harry num tom meio surpreso.

-Sem nós? – Mione sorriu ironicamente

-A Firebolt não aguentará o peso de três. Não numa viagem longa. – disse Harry sério.

-E suas coisas? – Mione retrucou.

-Não precisarei… Eu acho.

-É mesmo? – Perguntou ela sarcasticamente. – Eu não... Como carregaria um baú?

-É... – duvidou Harry

-Realmente não se importaria de ir sem a gente? – disse ela meio que pedindo.

-Ok! – cedeu ele olhando para trás de si mesmo para não ver os pulinhos de alegria de Mione. – Mas a Toca está muito longe.

-Ah, isso não é problema. – disse Rony. Diante da surpresa de Mione e de Harry, ele assobiou e um velho Ford Anglia azul turquesa apareceu diante deles atravessando o matagal. – Onde acham que estamos?

-Não em Hogwarts. – disse Mione. – Ou estaríamos?

-Não. Se nota que Geografia não é seu forte Mione – riu Rony – Estamos no limite sul da Floresta Proibida. E não me perguntem a quanta distancia de Hogwarts, pois é um bosque muito grande. Certo?

Eles entraram no carro e ao entardecer já estavam na Toca. Harry explicou o que Dumbledore e eles compreenderam. Pegaram o Noitebus Andante e logo cada um alugou um quarto no Caldeirão Furado.

Harry foi para seu quarto e pensou: “Esta aí uma péssima forma de passar o meu aniversário, mesmo longe dos Dursley”. Dormiu em sua cama sem se trocar.

Na manhã seguinte, quando Harry desceu com seus amigos para o café da manhã, havia um grande alvoroço onde todos os hóspedes estavam comendo. Mas ao ver Rony uma atmosfera sombria e um silêncio mortal se instalou em todos os presentes. Tom, o atendente se aproximou de Rony com um recorte do jornal.

-Leia senhor e, por favor, não se assuste.

Rony ficou abismado ao terinar de ler o seguinte:

 

“OS NOVOS SUMIÇOS”. Era o título.

Pelo que se vê, Cornélio Fudge, Ministro da Magia, continua cometendo seus erros, empenhado como está em não acreditar cada vez mais sobre os freqüentes rumores que alertam sobre o retorno de Quem-Não-Deve-Ser-Nomeado. Ou ao menos do retorno constante dos grupos de Comensais da Morte, quem, com total impunidade continuam cometendo seus crimes dentro e fora da comunidade mágica. Citamos por exemplo:

Arabella Figg e Mundungo Fletcher: Estes ex-professores da Academia Superior de Aurores foram atacados faz poucos dias. Suas casas foram invadidas por grupos de quinze e vinte Comensais da Morte, respectivamente. O paradeiro deles e a situação são desconhecidos.

Gina Weasley: Esta garota de catorze anos foi seqüestrada ontem. Foi encontrada nesta madrugada em um bairro trouxa de Briston. Não se sabe com ele chegou até lá, pois está num estado de coma profundo. Atualmente está em tratamento no Hospital St. Mungus Para Doenças e Acidentes Mágicos.

Phoebe Martí: A famosa medibruxa cubana, radicada em Londres há 15 anos (Desde 1988). Ela teve excelentes resultados com poções de cura e que retardam o envelhecimento. Os Comensais da Morte invadiram seu laboratório e assim que o saquearam, a seqüestraram.

E a Lista continua... Esparamos em breve ter um ministro qye se preocupe de verdade com a segurança do mundo mágico. Sem duvida, logo em breve o Conselho de Bruxos convocará eleições internas para nomear um novo ministro.

Por Tari Reeteks.

Rony estava branco como uma tigela de leite com cereais, devido a noticia. Subiu correndo as escadas com Mione logo atrás (Por favor, Rony, tem que ser forte agora – Ela falava para ele) e foram para o quarto conversar. Harry suspirou, pelo visto esse ano não seria nada fácil. Voltou a seu quarto, pegou a Pedra da Alquimia e começou a falar. No começo não havia nenhuma imagem na pedra, esta apareceu logo depois.

-Professor Dumbledore, está aí? Quero saber se posso adiar a viagem para depois de amanhã. Quero visitar Gina. Você sabe o que se passa, não?

-Harry, é terrível. Te autorizo sim, mas os acompanharei. No podemos nos arriscar.

Sim, professor, sem querer lembrar, mas, nao posso deixar de pensar que tudo isso que aconteceu com Gina é minha culpa.

-Não Harry, não é culpa sua. Mas... Posso te pedir que fique longe dos problemas?

-Claro – disse Harry – Mas, não se preocupe tanto.

-Harry, sei que gosta de Gina e que seu amigo Rony não está bem. Mas não deve se arriscar lembre se: Não deve se arriscar.

E a imagem desapareceu da pedra. Harry sentou na cama e reclamou:

-Ah! Mais um com aquilo de – imitando a voz de Olho-Tonto Moody – ALERTA PERMANENTE! – Voltando ao tom de voz normal – Como se eu não soubesse me cuidar! – Então se lembrou de seu ultimo encontro com Voldemort. Cedrico Diggory havia sido assassinado. “Dumbledore tem razão” Pensou. “Não posso me arriscar tanto assim ou vou causar sofrimento a mais pessoas”

Logo em seguida uma coruja avermelhada ebtrou voando pela janela. Trazia a lista de materiais:

Caro Senhor Potter:

Por causa da sua situação, sua volta a Hogwarts acontecerá antes do 1º de setembro. Em anexo está a lista de materiais (livros) que você precisará para o ano letivo.

Atenciosamente.

Minerva Mc Gonagall.

Diretora Adjunta.

·       Livro padrão de feitiços do quinto ano;

·       Transfiguração, nível avançado;

·       Líquidos Mágicos, de Charles Schulz;

·       Advinhação: Passado, presente e futuro, de Morgana Loch;

·       Estranhos seres mágicos do mundo, de Icarus Krammer;

·       Guia de Autodefesa contra o Mal, Autor desconhecido;

·       A magia das plantas, de Moon Lê Noux.

Harry leu a lista de materiais e saiu de seu quarto. Talvez Rony quisesse sair e respirar um ar fresco. Bateu na porta, mas ninguém respondeu. Entrou e... Estava vazia! Harry temeu outro ataque e saiu correndo do Caldeirão Furado. Andou meio Beco Diagonal e esbarrou em alguém e não parou nem pra pedir desculpas e voltou desesperançoso ao pub. De repente teve a idéia genial de perguntar a Tom, o atendente, se havia os visto sair:

-Ah, sim! Os vi sair faz um tempo. Devem estar no Beco Diagonal.

-Mas eu venho de lá!

-Bem, não acho que foram a Londres Trouxa.

-Olá Harry – eram Rony e Mione entrando.

-Onde se metaram? Estão bem? – Perguntou ele – Me preocupei, cheguei a pensar que alguém havia os atacado.

-Como Pôde! – Rony exclamou.

-Estavamos procurando isso – disse Mione lhe entregando um pacote quadrado – Ontem foi seu aniversário, não?

Harry abriu o pacote e sorriu.

-Ah, não precisava amigos!

A caixa tinha a inscrição: “O indispensável para o jogador de Quadribol, posição: Apanhador”. Harry se lembrou de algo:

-Ah, quase me esqueci! Dumbledore falou comigo, amanhã poderemos ver Gina.

Se pensava que isso animaria Rony, se enganou feio; seu olhar estava sombrio e tinha uma expressão de preocupação.

-Parece que não devia ter dito isso – sussurou Harry a Mione.

-Não – disse Rony que escutou o que Harry tinha dito – Só estou preocupado, não sei como ela estará.

Essa noite eles jantavam alegremente e Harry esquecera pelo menos naquele momento as desgraças dos dias anteriores. E nessa noite a insônia não lhe atacou.

-Acorda Harry, já são oito da manhã!

Uma mão remexia Harry enquanto ele dormia. Harry abriu os olhos e não destinguiu mais do que formas borradas. Como todas as manhãs, dirigiu sua mão direita à mesinha de cabeceira, encontrou seus óculos e os pôs. Era Dumbledore que o despertava numa hora não muito natural para as férias. Quando desceram a sala de comer, Rony e Hermione o esperavam ali. Dumbledore os reuniu em frente à lareira e pegando uma sacolinha de couro do bolso lhes disse:

-Cada um pegue um pouco e me sigam – Em seguida entregou um pouco de Pó de Flu aos garotos, pôs um pouco em si mesmo e entrou na lareira dizendo – Hospital Saint Mungus!

 

Capítulo 4: Do hospital para casa.

 

Em mais ou menos um minuto estavam todos estavam retirando as cinzas da roupa.

Dumbledore os guiou por corrdores intermináveis, até que chegaram em um quarto particularmente estranho cheio de objetos também estranhos, com uma só cama. Nela estava Gina.

Seu estado ealmente era muito ruim, tinha muitas feridas, hematomas e queimaduras. E os sinais de vida que mostrava não eram mais do que sua respiração.

Mione deu uns tapinhas leves nas costas de Rony como se dissesse: Força amigo!

-Lamentamos profundamente o atraso senhores e senhorita – disse um elfo doméstico (que havia entrado) com sua vozinha aguda que os caracterizava – Prometemos que não acontecerá de novo senhores e senhorita.

Todos pensaram que Mione começaria outra vez com a história do F.A.L.E., mas se enganaram. O elfo saiu do quarto e voltou com uma taça meio estranha, mas não transparente. Aproximou a taça da boca de Gina e a fez beber um liquido de uma cor branco cegante. No mesmo instante as feridas desapareceram e ela abriu os olhos.

-Onde estou? – perguntou.

-Você ainda está um pouco fraca senhorita. – disse o elfo fazendo uma reverência antes de sair do quarto.

-Esperemos que a poção de lágrimas de fênix te restabeleça logo. – Disse Dumbledore.

-Lágrimas de fênix? – perguntou Rony surpreso.

-Sim – responde Dumbledore – Este ano terá a oportunidade de conhecer mais profundamente Senhor Weasley, agora é hora de voltarmos ao Caldeirão Furado. E para o bem de todos, irão vocês quatro antes do dia um de setembro. Vamos.

-Se continuar viajando assim – disse Harry ao voltar ao Caldeirão Furado – Acho que vou acabar numa cama de hospital.

No dia seguinte todos estavam embarcando no trem em King’s Cross.

Mas havia algo que Harry não dizia a seus amigos: Ultimamente estava sendo criada em seu peito uma espécie de obsessão de se vingar dos comensais da morte; muita coisa aconteceu e muita gente foi ferida: A senhora Figg, Mundungo Fletcher, as pessoas do artigo de jornal e Gina... Depois de se lembrar do desaparecimento de Gina, ficou mais enfurecido ainda. Isso não podia ficar assim.

-Harry? – lhe chamou Gina. Seus olhares se cruzaram, ela corou e ele sentiu um aperto maior no peito.

-O que foi? – perguntou ele.

-O que foi digo eu? Está estranho desde o começo da viagem e...

-Ah! Não é nada. Só estava… Pensando…

-Ah bom…

-Ei Harry! – Lhe chamou Rony – Quer jogar Xadrez de Bruxo? – Perguntou Ele tirando as peças da caixa.

-Certo.

A partida terminou com um espetacular Xeque-Mate de Rony (Que novidade) executado por um peão e duas torres.

-Harry, está progredindo, está cada vez mais difícil te ganhar.

-Genial – respondeu ele meio desanimado.

Naquela noite eles jantaram com Dumbledore. Os outros professores continuavam de férias.

Na verdade, as semanas seguintes foram muito chatas.

Acho que todos (Até Rony) se alegraram quando o dia primeiro de setembro marcou o reinicio das aulas.

Na noite do banquete, depois da escolha das casas dos alunos do primeiro ano, Dumbledore deu os comunicados típicos do começo das aulas:

-Bem, tenho algumas notícias para lhes das: Primeiramente, é claro que é a volta da disputa da taça de Quadribol. – Fez uma pausa para que os alunos aplaudissem – Fico feliz porque gostaram – prosseguiu Dumbledore – segundo: Todos os alunos do sexto ano poderão fazer parte do grupo de estudantes do intercambio. Este ano irá dez alunos daqui e no próximo ano virão dez do outro colégio, isso tem a intenção de reforçar os maltratados laços internacionais – Nova pausa de Dumbledore para aplausos. Nesse instante Harry olhou a mesa da Corvinal e viu Cho Chang. Ela estava triste e aparentemente deprimida, não havia dado sequer um sorriso. Ele escutou uma garota de cabelos loiros que falava com Cho:

-Por que não se inscreve Cho?

-Não sei Clarissa.

-Vamos, ares novos a auxiliarão a esquecer Ced... – A garota tapou a boca com as mãos, Cho começou a chorar. A garota lhe acalmou – Ok, desculpe, mas... Se você for não irá perder nada. Não acha?

Dumbledore continuou:

-Os que desejam se inscrever devem pôr seu nome em uma urna que disponibilizaremos na entrada do Grande Salão. Terceiro, para variar, teremos este anos um novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. Ou deveria dizer professora? Quase todos a conhecem: Fleur Delacour!

A Garota Veela avançou entre o mar de alunos a saudando e sorrido e ela muito vermelha, se sentou ao lado da professora Sprout. Harry notou que faltava alguém: Snape. Mas o que...?

-E um novo – continuou Dumbledore – professor de poções: Michael Camus, dos Estados Unidos. Será ele que dará geralmente as aulas, enquanto que o professor Snape virá aqui algumas vezes para ver se seu plano de estudos está sendo cumprido corretamente.

Todos aplaudiram, exceto os de Sonserina. Estes olhavam com nojo ao professor Camus e começavam a murmurar entre si que ele devia ser um asqueroso “Sangue Sujo”, como chamavam os nascidos trouxas.

-Tomara que seja melhor que Snape! – Disse Rony

Ao parecer, sim, o novo professor não era sisudo, ao contrário, irradiava simpatia. (Não era nenhum Lockart da Vida)

Ao se sentarem Mione perguntou:

-O que acham que aconteceu com Snape?

-Hermione, não entendi. – retrucou Rony

-Ué, a quem Snape Importa? – disse ela.

-Aos de Sonserina. Mas bem...

Foi um grande banquete, Harry e Rony comeram muito; ultimamente eles tem tido muita fome. Ao fim do banquete, os alunos da Grifinória comentavam sobre o novo professor, esperançosos de que fosse mais justo e desejavam toda a má sorte possível a Snape.

No início tinham razão: O novo professor era tão diferente de Snape quanto esperavam. Não devia ter mais do que vinte e cinco anos e era muito jovial. Chamava sempre os alunos pelo primeiro nome (De acordo com suas palavras, detestava as formalidades, e também pedia que o tratassem do mesmo jeito) e usava vestes azul-elétricas e um brinco na orelha esquerda.

-Me chamem de Mike e os chamarei por seu nome. Hoje estudaremos os antídotos mais potentes do mundo mágico. Por exemplo, o que eu fiz e está à mostra aqui na mesa no primeiro vidrinho da esquerda para a direita, é feito com lágrimas de fênix, um dos mais fortes. Pode inclusive salvar pessoas da beira da morte. – Mike anotou alguns ingredientes no quadro e juntou a turma em duplas, em vez de trios. – A segunda, do lado da de Lágrimas de Fênix, faremos essa mais em frente, se chama “Atropina” e esse é seu ingrediente principal, junto com o morcego e a beladona. Vamos garotos! Comecem a trabalhar!

Os garotos começaram a preparar a poção imediatamente. Nem se passaram cinco minutos quando um estrondo soou pela sala seguido de um facho de luz. Neville, pra variar, havia explodido seu caldeirão, mas, dessa vez não era culpa sua: Draco Malfoy havia jogado meia dúzia de crisopos em seu caldeirão. Mike retirou vinte pontos de Sonserina, por causa da gracinha.

-Uau! Esse era o tipo de professor que precisávamos, não? – Comentou Neville na saída. O novo professor havia lhe ajudado com a poção até que ele conseguisse o resultado perfeito.

- Parece um bom professor – disse Mione – Claro, um pouco despreocupado, mas...

-Há! Mione prefere Snape! – Riu Rony – Bem, vamos, ou nos atrasaremos para a aula da bela Fleur...

Hermione encolheu os ombros diante do comentário, não havia nenhuma graça. De qualquer jeito, chegaram ao terceiro andar sem nenhuma briga ou discussão entre eles, o que se supunha.

Fleur Delacour dava aulas interessantes.

-Boa tarde garotos... Digo, alunos. – Ela tinha apenas dezenove anos, naturalmente chamou os alunos de garotos, pois há um ano estudava em Beauxbatons. – Como vão? Este ano nós estudaremos contra-maldições e também os objetos que fortalecem as maldições.

Harry olhou para Rony, apesar do que a professora dizia, ele só ficava observando a beleza de Fleur. Ia comentar com Mione, mas Fleur continuou com a aula e Hermione lhe disse “Preste atenção na aula”.

-Este – ela continuou falando (A professora) – é um objeto relativamente novo no mundo mágico: foi descoberto faz somente sete anos. Parece inofensivo, mas, se seu dono lança uma maldição, aumenta a potência dez vezes. Quanto menor o pedaço, mais poderoso é o dano. E se o dono controla alguém com a Impérius, a faz tão forte (Pedra sobre a maldição) que é impossível resistir, mas, a primeira vez pode diminuir o efeito. E outorga poderes especiais como a desaparição e ficar invisível (Sumir, no sentido de ninguém te perceber ou sentir seu corpo ao tocar onde você está, você fica invisível mesmo e ficar invisível, interprete como os poderes de uma capa da invisibilidade, sem uma). Também, dizendo Morphus pode se transformar em outra pessoa sem a poção Polissuco, mas somente por vinte minutos diários. Seu nome é Draconis Cristalix, e é controladíssimo pelo ministério devido a seu grande poder. Ativa-se assim...

A turma inteiro olhou o objeto com atenção, parecia ser feito com o mesmo material que as bolas de cristal. Fleur lhes mostrou como podia se transformar, convertendo-se em uma cópia perfeita da professora Mc Gonnagall, com os mesmos poderes desta, além dos seus. (Para provar ela se transformou em uma gata como a professora Mc Gonnagall, inclusive com as marcas dos óculos nos olhos).

Hagrid não voltaria até o dia dezessete, então teriam a hora livre para fazer as lições. Tinham muito tempo, porque os exames dos Níveis Ordinários de Magia (NOM’s) aconteceriam nesse ano e Mione apareceu numa manhã com a insígnia de monitor nas vestes. Estava tão nervosa, pois punia severamente a qualquer um que interrompesse o silêncio na Sala Comunal da Grifinória.

Na sexta-feira, Harry viu Cho Chang (Que continuava de luto) colocar seu nome na urna. E Harry ficou com o coração saindo pela boca. Não queria que se fosse, mas...O trem para Beauxbatons sairia em dois dias e decidiu que se Cho fosse sorteada ele iria a seguir pela última vez.

Voltou à sala comunal da Grifinória e todos perceberam que ele não estava muito animado. E se recostou em algum lugar pensando no que podia fazer.

No sábado Cho passeava sozinha pelos terrenos e Harry a alcançou.

Ao saber que Cho iria, (Não estava seguro de si, mas não pensou nas conseqüências do que ia dizer) sentiu um aperto no seu peito e muito nervoso começou:

-Hey, Cho... Tenho que lhe dizer algo...

-Sim, Harry? – Perguntou Cho desnorteada. Passaram, trinta, quarenta, sessenta segundos e Harry não pronunciava nenhuma sílaba. Cho repetiu: – O que quer dizer?

-É... Que... Eu… Te… Amo… - disse ele com as palavras travando em sua boca. Maldição! Estava ficando vermelho novamente e Cho lhe olhava como se fosse um rato.

-Desculpe Harry. Não acha que está confundindo? Não é o lugar nem o momento corretos, ainda gosto de Cedrico, mesmo que esteja morto. Agora, por favor, deixe-me. – Ela saiu correndo, deixando ele ali plantado. Harry não entendia a reação de Cho e se sentiu um tonto, mas pensou um pouco e entendeu que não era o momento nem o lugar ideal para dizer algo assim. Voltou lentamente até a Sala Comunal de sua casa e não quis contar o ocorrido a ninguém.

No domingo, toda a escola presenciou o sorteio dos dez estudantes que iriam ao intercâmbio, Cho estava entre eles e parecia um pouco mais contente. Harry suspirou, então a seguiria com a capa invisível. Ele tinha um plano para vê-la sem ser percebida: Entraria na carroça com Cho e Clarissa (Que segundo ela mesmo queria ir com Cho até a estação) e ficaria num lugar onde ninguém pudesse o perceber. Ele percebeu que a carroça começou a perder velocidade até parar. Numa atitude surpreendente Clarissa grita:

-Cadê o garoto?

-Que garoto Clarissa? – Perguntou Cho surpresa.

-Ora, ora... Deixe de ser boba menina... O garoto! Cadê? – disse ela aumentando o tom de voz.

-Que garoto? Não sei do que fala! – disse Cho inocentemente.

-Harry Potter! Quem mais seria? O garoto que desde o ano passado está a fim de você! – disse Clarissa apontando a varinha para ela

-Não faço a mínima idéia de onde Harry esteja – respondeu Cho.

“O que ela quer comigo?” Pensou Harry e Cho continuou:

-O que quer com ele?

-Hm... Não sabe! Eu te dei a idéia de pôr seu nome por um simples motivo: Harry Potter, apaixonado pela Chozinha iria a seguir até a estação para um último adeus solitário e apaixonado dele... Bem, mas como ele não está aqui – disse ela balançando a cabeça negativamente – lamento ter que fazer isso, mas... Sabe como é? Terei que te matar! – Cho estava abismada – meus objetivos eram Potter, mas terei que matar você – Harry entendera tudo, era uma emboscada de Clarisse – Avada... – Harry não pensou duas vezes e gritou, todos percebendo que um raio acertou o peito de Clarissa.

-Expelliarmus! – Harry lançou o feitiço do desarmamento – Cho! Fuja!

-Certo! – Disse a garota, saindo pelo buraco enorme que o feitiço causara na carroça.

Ao sair da Carroça (O Harry) depois de Cho, eles viram que Clarissa havia se transformado num ser com capuz negro, e disse:

-Em breve você morrerá Potter! Salvou sua namoradinha desta vez, mas não se salvará!

Clarisse? Desapareceu e Harry perguntou:

-Cho, você está bem?

-Harry... – disse ela meio atordoada e um pouco corada -… mesmo depois do que eu lhe disse veio me seguir e salvou minha vida… Você poderia ter morrido! Por que me salvou?

-Simplesmente… - disse ele, parecendo mais maduro em relação ao dia anterior – Porque entendi o que me disse ontem e refleti um pouco durante a noite e vi que o que sentia por você era apenas afeição... Coisa de amigo mesmo. Amigos?

-Tudo bem... – disse ela.

De repente eles ouvem uma voz, mas, esta era familiar.

-Voltemos ao castelo Harry, senhorita Chang. – Era Dumbledore – Tem alguém muito perigoso no bosque que queria que você viesse, mas como não havia te visto tentaram matar você srta. Chang, sorte Harry estar escondido na Carroça.

Os dois (Harry e Cho) confirmam com a cabeça e voltam para o castelo acompanhados de Dumbledore e quando chegam na entrada do Salão Comunal da Corvinal, Dumbledore fala com Cho:

-Senhorita Chang, como hoje não foi possível a sua partida para Beauxbatons, Fleur Delacour irá aparatar com você amanhã para a Entrada da escola, certo?

-Ok, professor Dumbledore, adeus Harry e... Ah! Esqueci de dizer! Obrigado!

Harry fica agradecido e incrivelmente seu rosto não fica vermelho.

Dumbledore acompanha Harry até a senhora gorda:

-Volte a sua Sala Comunal e não saia para nada, nem mesmo para escrever para Sírius. Mandarei te chamar assim que você terminar seu jantar, certo?

Harry confirma e entra na sala Comunal.

Uma vez lá dentro, não queria contar nada a ninguém. Numa tentativa desesperada de animá-lo, Rony o convidou a jogar Xadrez, mas não obteve sucesso. Harry inclusive se animou quando a professora Mc Gonnagall foi lhe buscar para lhe dizer que Dumbledore o esperava. O conduziu até a famosa gárgula, murmurou “pena de açúcar” e o deixou ali.

 

Capítulo 5: Restrições e despedidas.

 

Ao chegar, Fawkes pousou em seu ombro. Dumbledore o convidou a se sentar e disse:

-Harry, com exceção de amanhã de manhã quando terá uma autorização para ir se despedir da Senhorita Chang, você não poderá sair do castelo.

-Mas professor! O Quadribol começa no próximo sábado.

-Sei que gosta de Quadribol, eu estarei em seus treinos e partidas, não sairá dos terrenos e nem a Hogsmeade.

Harry saiu e voltou a sua Sala Comunal. Rony e Mione lhe perguntavam o que tinha acontecido e ele não respondeu. Subiu as escadas e deitou-se em sua cama. Pensou em Cho e suspirou, por pouco, uma pessoa não teria morrido por culpa dele. E um sentimento de culpa atingia seu coração, mesmo que ela não tenha morrido. Acima de tudo os comensais da morte estavam atrás dele.

Resolveu mandar uma coruja para Cho.

Querida Cho,

Devido aos acontecimentos de hoje, gostaria de vê-la amanhã de manhã um pouco antes de você partir para Beauxbatons, para lhe dizer algo que não é possível por meio de corujas, refleti melhor sobre o que disse hoje e algo mais, por favor, mande a resposta pela Edwiges.

Carinhosamente,

Harry.

Sua coruja estava ali então decidiu pedir a ela que levasse:

-Edwiges, por favor, leve esta carta até Cho, na torre da Corvinal.

A coruja deu algumas bicadinhas carinhosas na mão de Harry e partiu.

Alguns minutos depois ela chegava com a resposta de Cho.

Caro Harry,

Obrigado pela sua carinhosa coruja e tudo bem, eu partirei as oito com Fleur, me encontre as sete e meia no lago (Não dentro dele é claro) e poderemos conversar, Dumbledore me disse que você mandaria uma coruja pra mim, então somente esperei por Edwiges com esta carta já pronta, até lá então.

Beijos,

Cho.

Harry leu e releu a carta e foi dormir.

Na manhã seguinte acordou mais cedo que todos os alunos e foi para o lago esperar por Cho Chang.

Pontualmente as sete e meia da manhã a ex-apanhadora (Ela vai para Beauxbatons, lembra?) da Corvinal chegou no lago e Harry diz:

-Olá Cho.

-Olá Harry, como vai? – perguntou a garota simpaticamente.

-Bem por você estar viva – respondeu ele – E você?

-Um pouco feliz por não ter morrido – disse ela – mas um pouco triste por Clarissa ter me enganado.

-Não se culpe – disse ele tentando parecer consolador – Eu também me enganei a respeito de Olho-Tonto Moody, ou melhor, o filho do Senhor Crouch que trabalhava para Você-Sabe-Quem – ele a disse tentando não falar Voldemort, pois isso a faria lembrar de Cedrico e a última coisa que queria ver era Cho chorando.

-Por que você não disse o nome dele? – perguntou Cho surpresa.

-Ora, não vá me dizer que não sabe. – respondeu ele – Sei que ainda gosta de Cedrico, mesmo ele estando morto. – ela fez cara de que iria chorar, mas apenas abriu um sorriso – Mudando de assunto, como é que você se sente indo para a Beauxbatons?

-Um pouco ansiosa, mas contente – disse ela – Em um ponto Clarissa, ou quem quer que seja ela, estava certa... Respirar ares novos irão fazer bem a mim. E você? Como se sairá sem mim?

-Eu ficarei bem – disse ele rindo – Acho que sentia mais, uma admiração ao invés de amor mesmo, além do mais... Se ficássemos juntos como seria meu último ano sem você?

Ela ri da piada de Harry e os dois conversam animadamente até as oito horas da manhã quando Fleur chega no lago.

-Bem, hora de se despedirem garotos? – disse Fleur simpaticamente.

Harry concorda e diz:

-Bem, adeus Cho, um dia nos veremos novamente... Como amigos!

-Harry – disse Cho – tem uma coisa que queria deixar com você... Mesmo que não nos amemos...

-Ahn? – disse Harry meio sem graça quando Cho o abraça como se fosse o beijar e dá um beijo na buchecha dele e ele a abraça.

Ao fim da cena ele diz:

-Por que?

-Bem, esta é sua recompensa por ter me salvado... E também queria que você lembrasse de mim como uma pessoa boa e não a pessoa que te magoou sábado. Mas não espere mais abraços quando me salvar alguma outra vez hein?

-Tudo bem, adeus! – disse ele abraçando a amiga mais forte pela última vez.

Eles se despediram e ao sair dos terrenos de Hogwarts Fleur aparata com Cho e Harry retorna ao castelo.

Naquele dia as coisas (exceto pelo beijo de Cho) não foram melhores, ao sair da aula de adivinhação, Harry e Rony comentavam: (Harry ainda não havia dito sobre o ocorrido nos dias anteriores).

-Insuportável – começava Harry – Hoje ela mais uma vez previu a minha morte com um pouco mais de convicção do que normalmente ela prevê a minha morte.

-Sim – dizia Rony – com a coisa que se chama... Qual era o nome? I-Ching? (Não é uma referencia a Cho Chang) Mas não se preocupe, ela sempre erra.

-E se desta vez ela tiver razão?

Harry contou a Rony tudo que acontecera no sábado, o salvamento de Cho, a conversa com Dumbledore e o beijinho de Cho na despedida. Quando terminou, estava bem melhor que antes, tinha tirado um enorme peso das costas e Rony estava abismado com o que Harry disse.

-Uau Harry! Feliz e triste ao mesmo tempo hein? – Harry confirma com a cabeça as palavras de Rony e este continuou – Mas não deve deixar isso te abalar não é?

Mas Harry não escutou a segunda parte do que Rony havia dito, estava sentindo a sensação de quando é dominado pela maldição Impérius.

-Mate seu amigo – dizia uma voz em sua mente

-Não, não posso fazer isso – dizia a voz de Harry na mente.

-Sei que pode o fazer – disse a voz.

-Não, não vou! – disse a voz de Harry na mente tentando resistir e quando não pôde mais, a única coisa que conseguiu dizer com a boca antes de atacar Rony foi – Rony cuidado!

-Vá, faça! – a voz ordenava e Rony não teve tempo de desviar e um jorro de luz saiu da varinha de Harry e golpeou Rony que caiu no chão instantaneamente. Mione, que vinha da aula de Artimância com muitos livros e nesse momento descia as escadas, o viu caído no chão, gritou, os livros caíram no chão e ela abraçou Rony:

-Ronyyy! Não! Harry, o que aconteceu?

-E-eu… Não sei.

Harry se sentia estranho. O que havia acontecido? A cabeça doia, não por causa da cicatriz. Não se lembrava de nada do que havia passado. Viu Rony no chão e supôs o que tinha acontecido.

-Alguém me ajude aqui! – Gritou desesperado, mas o local estava deserto. Por que essas coisas só aconteciam com ele? Por que não com Rony, Hermione, Neville e até mesmo Draco? De repente ele viu uma figura chegar perto dele, era Dumbledore.

-Mobilecorpus. – disse ele e o corpo inerte levitou um pouco. – vamos para a enfermaria.

Chegaram na enfermaria e colocaram Rony numa cama. Harry estava furioso consigo mesmo, afinal, ele já tinha resistido ao poder na maldição Impérius, e não era possível que dessa vez não conseguiu resistir. Mione ficava dando voltas pela enfermaria, voltou a abraçar Rony.

-Que pena, Madame Pomfrey não está! Ainda não voltou da Austrália!

-Como? – Estranhou Harry.

-Pequenos, mas ao mesmo tempo, grandes problemas. É muita distância para o Pó de Flu e não há passagens de avião, o transporte trouxa. Enervate. – murmurou, mas o corpo de Rony só se mexeu um pouco, ele não despertou. – Não sou como Poppy, lançaram um Desmaius muito forte e terá que passar a noite aqui. E senhorita Granger...

-Sim professor?

-Ele não está morto, por favor, o solte.

Mione ficou vermelhissima (Mais que o cabelo de todos os Weasley juntos) e o soltou rapidamente. Nessa noite ao dormir Harry olhava com remorso a cama vazia de Rony.

 

Capítulo 6: Mais problemas.

 

No dia seguinte, Rony já estava bom, ainda que sua cabeça doía como se um caminhão houvesse passado por cima dela. Eles foram juntos para a aula de Trato das Criaturas Mágicas e Hagrid, que estava de volta também, decidiu começar bem mesmo, separando a turma em grupos e entregando a cada um, um ovo, que eles deveriam manter aquecido e em segurança.

-É de fênix, a pedido do Professor Dumbledore. O criarão em grupos de três pessoas, mas devem levá-los aos dormitórios, eles são muito delicados quando são recém-nascidos, mas em três dias, já crescem um pouco e começam a cantar – disse ele.

-Hagrid, - disse Harry – Não nos dirá onde esteve nessas duas semanas?

-Não. Assuntos de Hogwarts, garotos, desculpe, mas sei como gostam de bancar os detetives e não quero os ver metido em problemas. – disse ele. Os garotos sabiam que Hagrid tinha razão, que fazia aquilo para seu bem, mas ficaram com vontade de saber. De repente se ouviram barulhos de rachaduras em todas as partes: Dos ovos estavam nascendo um pequeno “esboço” de fênix, era apenas um passarinho sem penas, apenas com pelos vermelhos e dourados. As garotas da Sonserina tentavam entreter o passarinho enquanto faziam a comida dele. Já os garotos desta tentavam tramar alguma coisa na aula. Draco Malfoy se aproximou de Harry e sussurrou algo com a maior cara de pau possível, o que se percebia em sua voz:

-O que aconteceu Harry? A sangue ruim da Chang te deixou pra trás? Ela morreu pra você? Afinal, todos que te deixam praticamente morrem, afinal, morrer, ir embora é tudo a mesma coisa, não é? Deve ser por causa disso que se alterou e se vingou em cima do Weasley outro dia, não é?

-Cala a boca Malfoy! – respondeu Harry com a raiva contida – Cale-se!

-Você sabe que o Lord das Trevas voltou Potter. Já te falei uma vez e repito. Se continuar se juntando com esse fracassado e essa sangue ruim presunçosa da Granger e irá acabar como seus pais: MORTOS! – Essa última palavra ele disse saboreando lentamente seu efeito,

Harry se enfureceu. Mione tentou segurar nas vestes dele para impedir que saltasse sobre Malfoy, mas Harry não era o garoto baixinho de antes: Soltou-se, derrubou Malfoy e lhe golpeou. Este, surpreendido demais para se defender na hora, já havia se recuperado e tentou dar um soco em Harry, mas, Harry conseguira se defender, e aquilo era uma luta corporal. Hagrid teve que separá-los e descontou vinte pontos de Sonserina. Malfoy ia alegar defesa pessoal, mas Hagrid lhe cortou dizendo:

-AQUI EU MANDO MALFOY! Você começou a provocar Harry, agora todos: Quietos! – Os alunos de Sonserina se calaram no mesmo instante e a turma voltou a “normalidade”. O resto dos alunos assumiu uma postura de “Não aconteceu nada”. Hermione por exemplo, estava muito entusiasmada com a fênix...

-Hoje ele dorme no meu quarto, amanhã no de vocês. Ok?

-Mione, o que estará acontecendo com Bichento? – perguntou Rony

-Ah, não lhe machucará.

-Eu me referia a...

-Ah, sim, um nome. Falcon é lindo, não?

-Hermione...

-Sim, tem muitos poderes, são muito úteis.

-Mione...

-O que?

-Por favor, eu estou tentando falar com você, preste atenção, por favor, Hermione...

-O quê que foi Droga! Que diabos quer falar comigo Rony? – Perguntou Mione quase gritando.

-Esquece! – gritou ele enfurecido, enquanto o resto da turma os olhava boquiabertos.

-Bom saber!

Harry não tentou saber por que brigavam, nem sequer tentou reconciliá-los, eles eram assim, ficariam bem. Passou dois dias e já voltaram a se falar, esquecendo o que aconteceu.

Numa manhã de quarta-feira, sem demoras, o professor Flitwick anunciou na salão onde os alunos comem (Todos):

-Bem, se me permitem dizer... Os professores Dumbledore e Mc Gonnagall tiveram que se ausentar por alguns dias para assistir a reunião do Tribunal de Stonehenge.

-O Tribunal de que? – perguntaram todos desnorteados.

-Tribunal de Stonehenge. – continuou Flitwick – um grupo seleto de bruxos e magos como a Ordem de Merlin, mas, vamos ao que interessa, o diretor temporário será Severo Snape, que acabou de voltar de sua viagem.

Snape avançou entre as mesas e se sentou no meio dos professores, onde geralmente Dumbledore senta. Somente os alunos de Sonserina aplaudiram, enquanto o resto do salão praticamente emudeceu.

-Snape! – Murmurou Mione a Harry – Harry, sua vida será um inferno – e Harry concordou com a cabeça.

Harry olhou a mesa dos professores e nesse momento Snape olhou para ele e fez a típica expressão de “Sua vida será um inferno porque te odeio”. Sim, ele ia fazer de sua vida um inferno e Harry sabia.

Nessa noite Harry virava e revirava a cama, sem dormir. Quando quase conseguiu dormir, a voz começou a controlá-lo de novo.

-Levante-se e vá à Floresta Proibida.

-Não – dizia a voz de Harry na sua mente

-Ande, vá!

Harry se levantou como um sonâmbulo e foi até a porta, ao abri-la, um pio suave e trêmulo se escutava no local, tirando harry do transe. Era a pequena fênix.

-Falcon – já havia se acostumado a chamá-lo assim – me ajudou muito, obrigado – acariciou a cabeça da fênix, pensativo. A voz que havia o controlado era a mesma que ele escutara quando atacou seu amigo Rony. O ocorrido fez-lhe o estômago revirar e logo teve uma grande idéia. Harry foi dormir logo.

Talvez Falcon queria avisá-lo ou era uma mera coincidência, ou talvez nem um, nem outro. Mais ou menos as quatro da manhã, a cicatriz de Harry começou a doer. Vozes e imagens se passavam em sua mente e não podia fazer nada para evitar.

-Rabicho, eu me perguntei se você e o idiota do Mc Callan já haviam conseguido atrair o garoto. – dizia uma voz fria, a de Voldemort.

-Na verdade não, meu senhor – disse um homem baixo e calvo, que Harry conhecia bem demais para o seu gosto – Mas estamos tentando intensamente e quase...

-Idiotas! É por isso que eu digo que se quiser fazer algo bem feito que faça você mesmo! Nunca peça a outros. Inclusive lhe dei um olho de Dragão. Como pôde...? Traga-o aqui! – disse Voldemort, apertando a marca no braço de Rabicho. No mesmo instante apareceu um Comensal da Morte. Harry não pôde ver seu rosto.

-Sim, meu senhor? – a voz falava em sussurros, essa voz lembrava alguém, mas Harry não sabia quem.

-Você falhou, seu inútil Bosta de Morcego enlatada! Já deveria ter tirado o garoto do Colégio de algum jeito. Mas farei agora a meu modo, no estilo Voldemort. Deixando isso com você não conseguirem nem matar uma mosca que esteja a seu controle seu Merda! Agora, Crucio!

 

Capítulo 7: Perda de Controle

 

Harry acordou suando frio, este lhe cobria dos pés a cabeça e a cicatriz em sua testa doendo, como se fosse marcada a fogo. Outra vez? Bem, já deveria ter se acostumado, o mais provável era que como Voldemort havia voltado a seu corpo e poderes, os pesadelos se tornaram cada vez mais freqüentes. Mesmo que não quisesse (O mais provável o que aconteceria em seguida) ele foi determinado por si mesmo a escrever para Sírius, tal como ele havia pedido:

Querido Sírius:

Como vai? Espero que melhor do que quando me escreveu da última vez. Desculpe não ter escrito antes, porque não pude mesmo.

Você me disse para lhe manter informado. Pois não:

Quando estive na Toca, a atacaram. (e seqüestraram Gina) Aqui tem uma voz que me segue por todos os lados. Sei que tenho de ser cauteloso, mas conto com você e com a condição de que não venha aqui. Sua vida corre perigo, lembre que na casa do Professor Lupin quase te capturam outra vez.

Esperando que fique bem,

Harry.

-Tomara que não venha – comentou Harry em voz alta. Saiu com a capa da invisibilidade até o corujal, Filch rondava pelo colégio como toda noite e Madame Nor-r-r-a olhava com desconfiança o lugar onde Harry estava. Ele pôs a carta numa coruja do colégio, o que fez Edwiges ficar brava com ele. Quando Harry foi se aproximar dela, ela ficou mais furiosa e saiu voando pela janela. Quando voltou ao quarto, Rony o esperava acordado:

-Harry, confie em mim, o que aconteceu?

Harry lhe contou o que aconteceu desde que essa “pessoa” começou a lhe controlar, sem omitir nem os mínimos detalhes. Quando ele terminou, Rony tinha muitas perguntas na cabeça:

-Então tem alguém no que te usa como marionete de acordo com a sua vontade? Tem idéia de quem pode ser? Havia alguém próximo de nós quando você me atacou?

-É... Não que eu me lembre Rony. – Respondeu Harry meio incomodado

-Não sei Harry, deveria avisar a Dumbledore. – Rony disse

-Bem, Edwiges não quer me ver nem pintado de ouro. Posso esperar, Dumbledore volta amanhã de manhã. (Era sexta-feira de manhã)

-Bem, espero que nada aconteça enquanto ele não chega.

-Não seja tão pessimista Rony – disse Harry, mesmo estando preocupado também – Vamos descer? Já devem ser umas seis da manhã.

Hermione estava os esperando na Sala Comunal da Grifinória. Não dormiu tão bem, era o que se notava. Pediu-lhes a fênix para a levar para o quarto das garotas e depois foram tomar café da manhã.

Foi um dia péssimo. Não perigoso, mas bem desagradável como todas as sextas-feiras. Adivinhação era um pé no sapato. História da Magia era chatíssima. Mas poções Duplas havia se tornado uma tortura, agora que Snape voltou a dar aulas depois de duas maravilhosas semanas sem ele.

-Trabalhe Potter – dizia ele – Camus não está mais aqui para beijar-lhe os pés; Agora eu mando. No primeiro passeio noturno, o expulso.

Harry engoliu em seco. Sabia perfeitamente que Snape era capaz de expulsá-lo enquanto Dumbledore não estava. Por estar demasiadamente preocupado, errou na hora de tirar o caldeirão do fogo e esqueceu um ingrediente.

Faíscas de todas as cores voavam por toda masmorra no fim da aula e Snape descontou trinta pontos da Grifinória.

-Vamos Harry, não fique se torturando – Lhe aconselhou Rony – Ultimamente tem estado sobre muita pressão. E esse Snape é um...

-Claro – lhe cortou Hermione – anime-se, o campeonato de Quadribol da escola começa nesse fim de semana. Tenho certeza de que irão te escolher para capitão!

Harry sorriu, estes sim que eram amigos de verdade. Esgotado por causa do dia horrível, foi dormir.

E acordou no meio da noite sem saber ao menos o por que. Mas era uma noite escura pelo que se via da janela. Olhou em seu relógio de pulso e lembrou que ele não funcionava (Tenho que consertar esse relógio! – Pensou) Olhou então o da parede, que marcava três e meia da manhã. Quando resolveu dormir novamente, a voz começou a lhe controlar de novo.

-Se levante e vá para a Floresta Proibida!

E desta vez a fênix não estava ali para lhe ajudar.

 

Capítulo 8: Na Floresta Proibida... Expulso?

Harry levantou como um sonâmbulo noturno. Caminhou pelos corredores escuros, sem saber como Filch e sua gata, com quem passou duas vezes, não o viram. Ao sair do castelo, Hagrid passou diante dos seus olhos. Ele se virou (Hagrid) exatamente para onde estava Harry, mas seu olhar era para outro lugar, como se Harry não estivesse ali.

Harry quis pedir ajuda a Hagrid, mas não pôde. Uma vontade maior o impedia e ele não conseguia sair do controle da maldição.

Caminhando, ele chagou a Floresta proibida, mas não parou até que chegou a uma clareira onde alguém o esperava.

-Sabia que viria no final... Meus esforços não foram em vão. – disse-lhe uma voz vaga e terrivelmente familiar, a mesma de seu sonho – siga-me.

A pessoa o arrastou entre os matagais da floresta até chegarem numa clareira maior, onde se reuniam uns vinte comensais da morte. Um deles estava segurando (prendendo) uma figura vestida de branco. Harry sentiu como se tivessem acertado mil balaços em sua cabeça. Parecia que o Comensal havia tirado o domínio que tinha sobre ele.

-Gina? – Perguntou ele gritando desesperadamente. Num lugar tão escuro, sem seus óculos, era impossível ver alguma coisa.

-Potter, a frase: “cego como um morcego” te lembra algo? – riu um deles – Claro que é a Senhorita Weasley.

-Propomos uma troca – disse outro – Você pela garota.

-O que?

-Acho que não fui claro o suficiente. Nós a acompanhamos ela a um pequeno passeio e a soltamos. Negue e matamos os dois. Um passo em falso e será o último que farão!

Gina, que até então estava calada, gritou:

-Harry! Não se importe comigo! Fuja!

Ela estava morta de medo quando um deles se separou do círculo e apontou a varinha para Gina e outro fez o mesmo com Harry. Estavam a ponto de matá-los quando:

-Petrificus Totalus! – gritaram duas pessoas ao mesmo tempo. Jorros de luz azul de dispersaram e atingiram três comensais.

-Tem alguém aqui! Peguem-no! – gritou o comensal que prendia Gina e apontou a varinha para Harry – Eu vigio esses dois!

Todos os Comensais Da Morte, exceto este que havia falado se separaram e começaram a fazer uma busca pelo bosque. Quando estavam sozinhos e uma das vozes que haviam escutado gritou “Desmaius” e o Comensal caiu como uma pedra no chão, meio grogue e desmaiou enquanto aparecia a imagem meio borrada de duas pessoas.

-Fico feliz que esteja bem – disse Rony, saindo da capa invisível com Hermione, que estava junto – E de que Mione tenha vindo comigo, nunca fui muito bom com o feitiço petrificante.

-Como nos acharam? – perguntou Gina mais aliviada, mas parecia que ia enfrentar um monstro invisível.

-Foi fácil – respondeu Rony – Harry fez um barulho quando levantou e me acordou. (O barulho) Já sabe que eu geralmente escuto o barulho de uma mosca voando e já acordo. Saí do quarto até a Sala Comunal e te segui, pois andava diferente, com o olhar distante, muito tenso...

-No caso de Gina – Continuou Mione – Falcon me acordou e me ajudou com o pijama para que descesse a escada logo. Então vi Gina sair da mesma forma que Harry... Desci e me encontrei com Rony na Sala Comunal. Apenas lhe contei e ele ficou pálido e subiu para buscar a capa da invisibilidade. Não tivemos muita dificuldade para seguir vocês, exceto pela parte cheia de mato alto e espinhos... Como conseguiram passar por ali?

-Não, ai! Lembre-me, ai! Por favor! Arranhei-me todo! Agora, vamos ver quem é esse daqui? – disse Harry enquanto Rony chutava o Comensal caído. Harry tirou a mascara dele e levou um susto pior que a morte.

-SEVERO SNAPE!

Nesse momento Snape, agarrou harry e levantou ele do chão, sorrindo maldosamente. Sacudiu-lhe fortemente enquanto dizia:

-Potter, acredita que dois patetas do quinto ano conseguiriam me deixar desmaiado por mais de cinco minutos? Tem que saber que não é nada fácil. Acho que terei o enorme prazer em expulsar vocês do Colégio.

 

Capítulo 9: O Tribunal de Stonehenge.

 

Snape os conduziu até a seu habitual escritório, perto das masmorras. Não os deixou voltar a seus quartos.

-O que irá acontecer conosco? – Perguntou Gina

-É óbvio que vão nos expulsar. Pelo menos a mim. – Respondeu Harry mal-humorado, não com Gina, mas com Snape – Ele me odeia.

Tiveram que passar umas duas horas esperando até que amanheceu. Snape apareceu um pouco furioso, as coisas pareciam que não tinham ocorrido como o planejado:

-Tem sorte. Dumbledore disse – disse rangendo os dentes – Que SOMENTE sou um suplente, que isso, ele decidirá. Iremos ao tribunal de Stonehenge, onde ele está no momento. Vamos, andando. Sem perguntas.

Ele não os deixou nem ir tomar café da manhã. Apontou para a mesa com a varinha e apareceram quatro copos de leite e nada mais.

Talvez tivesse esperanças de que morressem de fome antes de chagar.

Aos empurrões ele os levou ao trem e aos empurrões ele os levou a Londres no fim da tarde.

Caminharam por várias quadras, enquanto os trouxas os olhavam por causa das vestes negras de Snape. Chagaram ao Beco Diagonal. Algo que os quatro alunos não haviam visto antes no local surpreendeu aos quatro. Um grande edifício branco surgia do lado de Gringotes. Snape os fez entrar e os levou a uma sala de espera, enquanto entrava numa porta acinzentada. Passaram-se meia hora e um bruxo baixinho de vestes brancas lhes indicou que podiam entrar.

Era impressionante entrar ali e ver uns cem bruxos vestindo cinza e verde, as cores de Stonehenge. (Cinza – Pedra e Verde – Grama) Os fizeram sentar-se em quatro bancos que se pareciam com o banco dos réus nos julgamentos trouxas e para a surpresa de Harry, correntes prendiam as mãos e pernas deles para que não se movessem.

-O que fizemos para que nos tratem como delinqüentes! – Protestava Harry em voz alta.

-Cale-se! – Gritou um mago que sentava onde fica o juiz dos julgamentos trouxas, parecia ser o presidente do grupo. – Professor Severo Snape, venha testemunhar. Relate sua versão, por favor.

-Certo, Vossa Excelência – começou Snape com um brilho de ódio no olhar – Essa aluna, Gina Weasley, levantou esta madrugada, as quatro da manhã para pegar livros na seção Restrita de nossa biblioteca, onde a surpreendi. A levei imediatamente para meu escritório. Mas o aluno Potter rondava o local com sua capa da invisibilidade e viu o corrido. Avisou a esses dois – referindo-se a Rony e Mione – e tentaram regatá-la, me atacando de uma forma que não acreditei. Proponho pena de expulsão a Potter, é o líder do grupo;

Harry não entendeu. Sabia que Snape o odiava, mas era capaz de mentir dessa forma somente para o ver fora do colégio? Tamanha injustiça o fez quebrar as correntes:

-MENTIRA! – gritou – Não foi isso que...

-Ordem! – gritou o presidente – os que estiverem a favor da pena proposta levantem a mão.

Harry observou com raiva todas as mãos, menos as de Dumbledore e a de Mc Gonnagall se levantarem.

-Muito bem – continuou o presidente – Então decreto expulsão para o Aluno Harry Potter. A cerimônia de quebra da varinha será marcada para o dia...

-Um momento, por favor! – gritou Dumbledore e todos os rostos se voltaram para ele – Tem algo aqui que deve ser revelado. Essa varinha não pode ser quebrada, pois contém o mesmo núcleo que a de Lord Voldemort.

O Corpo de Jurados se agitou; muitos taparam os ouvidos. Um bruxo do júri gritou na terceira fila:

-E daí? Estamos para sancionar alguém, não para discutir sobre sua varinha.

-Por Deus! – Gritou a Professora Mc Gonnagall – Achei que sabia mais sobre a ciência das varinhas, Dasinski! Se a varinha de Harry for destruída, toda a esperança de vencer Quem-Não-Deve-Ser-Nomeado será perdida.

Novo silêncio, o presidente refletia sobre o que a Professora Minerva acabara de dizer. No final deu o seu veredicto:

-Ela tem razão. A varinha não será quebrada, mas ele será expulso. Fim da sessão.

Os cem bruxos e bruxas da sala saíram. As correntes foram retiradas (Menos as de Harry que estavam quebradas) e Harry e seus amigos puderam se mover novamente, um pouco doloridos por causa da pressão das correntes.

 

Capítulo 10: O Vale de Godric

 

-Harry...

-Me deixe em paz Rony. Nada do que disser pode me alegrar.

Harry se sentia horrível. Hogwarts havia sido sua casa nesses quatro anos. Ali era onde ele se refugiava dos Dursley, onde teve bons e maus momentos, muitas aventuras... E agora estava expulso. Voltaram todas as preocupações de seu terceiro ano... (Quando ainda não sabia que seu padrinho era inocente) “O que irei fazer agora? Ficar sozinho para sempre como pensei?” Rony, Hermione e Gina compreenderam que era melhor deixar Harry sozinho por um tempo e o deixaram. Dumbledore se aproximou a ele e pôs a mão em seu ombro, como se soubesse o que ele estava pensando.

-Harry... Não fique triste, por favor.

-Como não poderia estar triste? – murmurou Harry.

-Bem, só queria te dizer que não ficará expulso do colégio por muito tempo. Tentarei fazer com que volte e ainda tem sua varinha.

-E de que irá me servir se não posso voltar ao colégio?

-Ah, isso – respondeu Dumbledore sorrindo – não se preocupe, lhe enviarei a outro colégio, no Vale de Godric. É a Escola Humstall de estudos mágicos. Ficará lá até que eu consiga revogar a sentença.

-Mas meus amigos não virão.

-Não, não podem. Ficarão punidos por uns dois dias e depois voltarão às aulas. Mas não se preocupe tanto, talvez possa vê-los antes do que você imagina. Quem sabe?

Nos três dias seguintes, Harry estava mais triste, melancólico e deprimido do que nos dias anteriores. Andava por toda Hogwarts, como se nunca mais fosse vê-la em sua vida. Quando ele foi à cabana de Hagrid, este o aconselhou para que se reanimasse:

-Harry, Dumbledore fará com que volte. Não fique triste, confio nele, sei que logo resolverá o problema.

Mesmo que as palavras de seu amigo Hagrid tivessem lhe dado uma nova confiança, ele continuava triste. Lembrou da noite em que Hagrid havia o buscado na cabana da rocha e havia lhe dito que era um bruxo e tudo mais. Nem a carta de seu padrinho conseguiu lhe animar:

Querido Harry:

Soube do que aconteceu e pode ficar tranqüilo. Remus vive comigo agora; No vale de Godric. Aqui os dementadores não entram e a população acredita em minha inocência.

Iremos te buscar na estação.

Sírius.

Na sexta-feira seguinte, as nove da manhã, Harry estava com todas as suas coisas na plataforma da estação de Hogsmeade, esperando o expresso de Hogwarts. Seus amigos haviam vindo se despedir, mas já tinham ido. De repente Gina se aproximou atrás dele.

-Harry... Voltarei a te ver?

-Não sei – respondeu ele melancólico – Por que a pergunta?

-Porque se você se for para sempre... Tenho que te dizer algo Harry.

-Claro o que é?

-Eu...

Nesse instante soou um apito, o trem chagara na estação.

-Gina, diga logo ou o trem vai me deixar...

-Eu...

-Vamos!

-Eu... Eu te Amo! Desde que te vi pela primeira vez na plataforma Nove e meio no seu primeiro ano! – Gina corou, Harry a olhou surpreso e em silêncio. Não sabia o que dizer e estava consciente de que corara também. Ao escutar o apito do trem novamente, ele disse:

-Eu... Não sei o que dizer... Tenho que ir... – disse ele sem saber por que estava chorando no momento – Adeus... Gina!

-Adeus! – disse ela com tristeza.

Harry entrou com todas as suas coisas e estava muito aborrecido com si mesmo. “Como não me dei conta disso?” Pensou Harry lembrando de Gina. Sentia-se uma perfeita personificação da idiotice. Ainda era imaturo, o que se viu com a resposta que deu a Gina. Definitivamente ele não era muito hábil com as garotas. Pensando bem, era óbvio: Ela não havia demonstrado de mil maneiras antes? Claro que nunca havia sido tão diretas, mas...

Harry teve uma idéia e uma pessoa a perguntar, Cho, ele ainda não havia mandado nenhuma coruja para a amiga da Corvinal que se mudara para a Beauxbatons. Pegou um pedaço de pergaminho e se pôs a escrever:

Querida amiga Cho:

Como vai aí na França? Alguma novidade realmente boa? Bem, eu não estou tão bem assim; Snape me meteu numa fria: Dumbledore e Mc Gonnagall foram assistir a uma Reunião do Tribunal de Stonehenge e ele (Snape) foi escolhido como diretor suplente de Hogwarts, depois disso ocorreram uma série de fatos que não quero contar (Caso esta coruja seja interceptada) e Snape nos pegou, na verdade nós o pegamos, mas, ele como professor tinha mais influência que nós e nos levou ao Tribunal de Stonehenge inventando uma história mais absurda que só ouvindo e conseguiu que eu fosse expulso de Hogwarts (Dumbledore conseguiu que minha varinha não fosse destruída, pois ela é feita do mesmo núcleo que a de Você-Sabe-Quem) e meus amigos Rony, Hermione e Gina foram punidos por isso, mas esse não é o motivo da carta, pois além das novidades por aí que quero saber é uma coisa que você, mais madura do que eu... Poderia me responder: O que é o amor? Acho que redescobri meus sentimentos, mas não sei o que são! O pior de tudo é que essa pessoa esteve debaixo do meu nariz todos esses cinco anos! Por favor, me responda. Ah! Agora estou estudando na Escola Humstell de Estudos mágicos.

Do seu amigo,

Harry Potter.

-Edwiges, vá atrás de Cho e entregue esta carta – parecia que a coruja e ele se entendiam de novo, pois ela deu umas bicadinhas carinhosas em seu dedo e saiu voando.

Depois de escrever a Cho, ele percebeu que era a única pessoa que estava no trem e se pôs a dormir. E dormiu durante quase toda a viagem. Com os últimos acontecimentos, umas horas de descanso fazia muita falta. No fim da tarde ele chegou na estação e o que o esperava eram duas pessoas, ou melhor, uma pessoa e um cão negro: Remus Lupin e Sírius Black.

-Oi Remus, oi Sírius.

-Olá Harry – cumprimentou Lupin – Parece que o expresso de Hogwarts chegou um pouco atrasado, o que vai para Hummel sai em cinco minutos.

-Hummel?

-É. O povoado onde se localiza a escola Humstall. Que pena que não ensinem mais a Geografia Mágica, Não?

-Como vão?

-Suponho que Dumbledore já te contou que alguns dementadores invadiram a minha casa.

-Sim. Usou o feitiço do Patrono?

-Não, eu não! Dumbledore estava ali comigo e foi sorte Sírius estar fora da casa naquele momento, só deu tempo de lhe avisar. Vamos pegar o trem. Já deve ter chegado.

-Como? – perguntou Harry

-Em outro trem mágico, o da plataforma sete e dois terços. Ali, vamos!

Passaram pela pilastra que dava a tal plataforma que o professor Lupin havia dito. Pelo que se via, Humstall estava mais próximo de Londres do que Hogwarts e viajavam na direção oposta de Hogwarts. Mesmo assim chegaram mais ou menos meia noite. Era na verdade uma viagem curta, mas cansativa. Eles desceram do trem e um jovem lhes entregou as malas. Remus sussurrou “Mobilevalige” e as malas começaram a andar a mais ou menos dez centímetros do solo.

Ele começaram a caminhar fora da estrada principal para Humstall, entre campos, brejo e algumas pedras. Harry perguntou aonde iam, pois as luzes do povoado se viam na direção oposta.

-Agora não pode o ver, mas estamos caminhando para o Penhasco sem Nome. Mesmo que não acredite, o Vale de Godric é um lugar muito grande. O povoado está à direita, onde você vê as luzes, mas minha casa é do outro lado, próximo ao penhasco. – disse Remus e Sírius voltava a ser humano.

-Olá Harry – disse ele – como vai?

-Melhor agora. É melhor com você aqui Sírius.

Tomaram algo pra beber na casa de Remus (No vale de Godric) e Sírius o mandou dormir. Ele começava a se mostrar o padrinho super protetor que sempre foi, antes, distante. Agora ao vivo e perto de Harry.

 

Capítulo 11: O penhasco, a floresta, a poça.

 

No dia seguinte, Sírius levantou Harry duas horas antes do que ele queria.

-Levante garoto! Temos muitas coisas a fazer hoje!

Harry olhou Sírius mais detalhadamente do que na noite anterior. Sim, seu padrinho estava mais jovem do que na última vez. A liberdade parecia lhe fazer bem.

-Fazer o que Sírius? Hoje é sábado!

-Primeiro, tomar café da manhã, logo depois, terá a honra de conhecer o Vale comigo.

-Irá sair à luz do dia? – perguntou ele esquecendo da coruja que Sírius lhe mandara – Como cão, se é o que você quer dizer.

-Não, assim como você me vê mesmo. Já te disse que aqui sabem que sou inocente. Agora vá a sala de jantar que eu vou ao quarto despachar uma coruja para alguém.

-Para quem? – perguntou Harry curioso

-Desculpe, essa pessoa me pediu para não dizer quem é... Mas é coisa boa, em breve saberá.

Depois de Sírius despachar a coruja e eles tomarem café, Sírius mostrou a Harry todo o vale. Na luz do dia, a visão do vilarejo vista do penhasco era enorme, nos campos que se viam do alto do penhasco se viam algumas manchas escuras, provavelmente de brejo. Se escutava um barulho de água corrente e o canto de muitos pássaros.

-Esse é o penhasco e lá tem o vale. – começou a explicar Sírius – Vamos a floresta, como todo lugar mágico que se respeite... Tem um clima muito especial, próximo as montanhas que rodeiam o vale, há uma enorme floresta de clima tropical-frio, já sabe disso, com pinheiros e arvores cuneiformes... E se caminhar a oeste verá o Rio Anduin que ninguém sabe onde nasce, exceto eu. Agora, vamos até lá!

Eles caminharam um pouco até que chegaram a uma parte da floresta, onde Sírius se transformou em um cão negro para passar sem dificuldades entre as Trepadeiras. Harry passou pelas Trepadeiras e viu diante de si um “túnel” feita com a própria vegetação.

-Este “túnel” fui eu que fiz. Venho freqüentemente aqui, quando quero pensar e ficar sozinho. – disse Sirius – Mesmo que não acredite, às vezes eu me canso de ficar lá em casa. Acho que me acostumei a viver sem muita companhia.

Seguindo pelo túnel, caminharam por umas duas horas até que chegaram a uma clareira na floresta. Era um local lindo. Tinha um lago de água cristalina que descia de uma pequena cascata. E era rodeada de flores e ao lado do lago tinha uma pequena poça um pouco menor que o lago.

-O que está vendo é a Poça de Godric. De acordo com as lendas, aqui nasceu há mais ou menos mil anos Godric Gryffindor.

Um vapor saía da Poça. Harry meteu a mão na água da poça e notou que a temperatura estava agradável “Pena não ter aprendido a nadar” pensou. No momento em que ele pôs a mão na água, esta por uma fração de segundo adquiriu um leve resplendor, um brilho. Sírius o viu, mas não disse nada. Descansaram conversando durante um tempo. Sírius olhou em seu relógio (Harry instintivamente olhou para o seu e lembrou que ele não funcionava) e disse que era já de tarde. Fez aparecer do nada uns sanduíches e duas canecas de cerveja amanteigada. Ficaram no local até as cinco da tarde e fizeram o caminho de volta.

-Sírius, por que demorou muito? Pensei que poderia mostrar a Harry o novo colégio ainda hoje – Lhe disse Remus, meio seriamente, meio brincando mesmo, quando Harry e Sírius chegaram de volta as seis e meia da tarde.

-Remus, eu estava mostrando a Harry os arredores. Pode mostrar o colégio amanhã, certo?

-Vai ter de ser – suspirou Remus – Vão descansar, sei que demoraram muito, caminharam até demais.

 

Capítulo 12: O Castelo do Vale

 

-Bem, aqui estamos – lhe disse Remus no dia seguinte. Estavam diante de um castelo de pedra, não muito grande, com quatro torres. A Escola não era muito longe do povoado.

Eles entraram e Remus juntamente com Harry sentou numa das cadeiras vermelhas no hall da escola. Uma voz atrás deles sussurrou:

-Harry Potter. Dumbledore me disse que viria logo. Podem vir, por favor.

Remus se surpreendeu ao escutar a voz. Deu meia volta e meio que contemplando a pessoa exclamou:

-Laura... É você. Depois de muito, muito tempo se te ver...

-Que surpresa! – disse a mulher sarcasticamente – Boa Tarde Professor Lupin. – disse meio mal-humorada – Devo... Devo levar Harry para conhecer o castelo – dizendo isso, a mulher o pegou pelo ombro e saiu rapidamente do hall.

“O quê que está acontecendo aqui?” Se perguntou. “Alguma coisa rolou ou rola entre esses dois” Mas não teve tempo para pensar em mais nada, porque já sem a cara de mal-humorada, a mulher lhe deu um amável sorriso e se apresentou:

-Sou a professora Laura Poly, diretora da Escola Humstall de Estudos Mágicos. Te mostrarei o castelo, certo?

Passeou com Harry por todo o castelo. Tinha um terreno enorme, campo de Quadribol e uma depressão para as aulas de Trato das Criaturas Mágicas. Entrando no castelo, no primeiro andar estavam o salão de jantar, a enfermaria e a sala do zelador; no segundo, os escritórios dos professores e a biblioteca; no terceiro, a sala do Leão, onde os alunos passam o tempo quando não estão nas aulas e os dormitórios; e no quarto andar estão as salas de aula. Na Torre Norte, ficava o corujal, na Leste a sala de adivinhação, na Oeste a sala de Astronomia e na Torre Sul, o escritório da Professora Poly.

Ao terminar o passeio, Harry se animou a fazer uma pergunta:

-Os alunos aqui não são separados por casas?

-Não – respondeu ela – São muito poucos, somente dez por turma. Mas ganhamos em espaço. – terminou ela sorrindo.

Harry esteve a ponto de perguntar como eles jogam Quadribol, mas se conteve. A professora Poly olhou seu relógio e exclamou:

-Santo céu! Olha que horas são! Deve ir embora, amanhã deve estar aqui as oito da manhã em ponto com seu malão. Certo? Nos veremos amanhã.

Dito isto, ela o levou até uns dois corredores onde Remus estava. Sem saber o porque, Harry percebeu que ela queria a qualquer custo evitar o professor Lupin. Decidiu não se meter mais no assunto.

Depois, Lupin o acompanhou ao povoado e comprou as vestes de Humstall. (Negras, com alguns detalhes nas mangas e na parte de baixo em vermelho.) Na manhã seguinte, Harry estava pontualmente as oito da manhã na parte de fora do colégio com todas as suas coisas e um pouco antes da professora Poly chegar, Edwiges vinha voando cansada, e pousou no ombro do garoto com uma carta em sua pata. Era de Cho.

Querido Harry:

As novidades aqui não são muitas, realmente lamento o que aconteceu com você, como você me pediu, não vou lhe perguntar o que aconteceu para Snape ter tentado lhe expulsar e destruir sua varinha, como ele era um Comensal da Morte, suponho que ele tenha feito isso a mando de Você-Sabe-Quem. Bem, respondendo a sua carta, acho que devo lhe responder uma coisa: Eu não sei responder o que é o amor, as respostas cada pessoa encontra do seu jeito, eu, por exemplo, amei Cedrico e ele continuará para sempre dentro de mim como uma lembrança boa e eterna. Bem, pelo jeito que você escreveu a carta, você deve estar se apaixonando pela... Qual é o nome dela mesmo hein? Ah, sim, me lembrei, Gina Weasley! Vai demorar um pouco para você admitir isso, outras pessoas lhe dirão o mesmo. Mas, bem, mudando de assunto... Ah! Tenho uma novidade, estou saindo com um garoto aqui de Beauxbatons e você me perguntaria: Mas o corpo de Cedrico ainda nem apodreceu? Bem, acho que ele gostaria que eu ficasse com outras pessoas se ele morresse, do mesmo jeito que eu desejaria a ele. Lembrei que nosso plano era ficarmos bem, mesmo um sem o outro. E sobre a Escola... Humstall é bem interessante, ouvi falar algo sobre ela alguma vez! Bem, até a próxima!

De Sua Amiga,

Cho Chang.

Após ler a carta, ele guarda, Edwiges entra na sua gaiola e saem do castelo para recebê-lo, um homem velho e aparentemente fraco, um garoto loiro e magro e a Professora Poly.

-Bem vindo Harry – disse ela – Esse é Henry Seward, o zelador e ele – disse indicando o garoto loiro – É Jean Duboix, o monitor e ele te ajudará por hoje quando precisar. Devo ir, dou aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas.

-Bem, garoto – disse o zelador – te ajudarei com suas coisas até o dormitório.

-Não se preocupe, posso levar sozinho – disse Harry.

-É para isso que estou aqui. – disse o zelador.

O zelador pegou a pesada maleta de Harry, pôs no ombro e levou também a gaiola de Edwiges e entrou. Parecia simpática, bem mais que Filch. Separaram-se no quarto andarl. Jean levou Harry a Sala do Leão, onde estavam os demais alunos como ele, do quinto ano:

-Garotos, prrestem atenção. Chegou um garoto novo, Harry Potter – disse ele com um esforço para pronunciar a letra “R”.

-Olá – lhe cumprimentou um garoto – Sou Alex Scott. Somos daqui, não é Annie? – perguntou ele a sua prima, uma garota de cabelo avermelhado que lhe lembrava Gina.

-É Alex – disse Annie – Jean é francês, mas está aqui porque...

-Bem, acho que já se conheceram – cortou Jean rapidamente – Ela também é do quinto ano, aquela garota ali, Joan Fenton. Não fala, muito e é estudiosa, mas é muito bonita – terminou ele corando, apontando uma garota de cabelos tão loiros quanto os de Jean, enquanto Alex abafava uma risada.

-Olá, quem é o novato... Meu deus! Harry Potter! – exclamou uma garota morena, de cabelos castanhos, lisos e lonfos, um pouco descuidados, aparecendo atrás deles.

-Não é bom falarr assim dos outros Paty. Harry, ela é Patrícia Henderson, mas a chamamos de Paty. A ovelha negra da turma: Revoltada, brincalhona, um pouco rebelde, mas faz uns bons feitiços. E é muito valente quando necessário.

-Patrícia está aborrecida – disse ela se referindo a si mesma em terceira pessoa num tom sarcástico – E é você quem não deve falar assim dos outros, senhor perfeição. Você está contribuindo para a má fama com todos os garotos que chegam no colégio. Assim eu vou ficar solteira!

-Não importa, deveria se portar melhor, os professores já estão fartos.

-Olha quem fala!

Harry lembrou Rony e Hermione discutindo no primeiro ano. Outro garoto que até então se mantivera calado fala.

-Quem é esse? – perguntou – Ah, Harry Potter. O que faz aqui?

-Cala a boca Franz! Não é certo tratar assim os demais, não tem que ser assim. Parece até o dono do colégio.

-Ah, já chegou o Dom Perfeito. Perdão por invadir seu Metro Quadrado Particular.

-Cale-se, e você Harry, faça apenas pouco caso, Franz Sellers gosta de ser um tanto... Desagradável com seus companheiros.

-Ah, Paty, isso de você ficar solteria por caso do Jean não é verdade. Está solteira porque quer. Paul gosta de você. – comentou Annie num tom brincalhão. Pat deu a língua para Annie e foi conversar com Joan.

-O quê que eu tenho a ver com o que? – perguntou um garoto sardento de cabelo castanho claro.

-Calma Paul. Cumprimente prrimeirro, temos um companheirro novo. Harry, ele é Paul Austen.

-Olá. – cumprimentou Harry.

-Olá. Da onde você é? Aqui quase todos vieram de fora, eu sou escocês.

-Eu... Transferiram-me de Hogwarts.

-Olhem a hora! – exclamou Alex – Chegaremos tarde à aula de Defesa Contra as Artes das Trevas se não nos apressarmos.

-Tem razão! – concordou Jean – se nos atrrasarrmos, jogarão a culpa em mim.

-Então que nos atrasemos! – gritou Paty.

 

Capítulo 13: Aulas e algo mais.

 

Harry estava na aula, perguntando para si mesmo quanto tempo teria que passar ali. Haviam o tratado com amabilidade, mas sentia falta de Rony, Hermione e... Gina! Era a pessoa de que Harry mais sentia falta. E também sentia falta de Hogwarts, com seus inúmeros lugares e sua atmosfera... Decididamente aquilo não era igual... Por que todos os membros do Tribunal acreditaram em Snape? Por que o expulsaram?

-Hey Harry! – Jean disse a ele – Preste atenção na aula. Parece que está quase dormindo.

Jean havia insistido em sentar-se ao lado dele, para vigiá-lo, a pedido da professora Poly, supôs Harry. Harry olhou para frente e viu a professora mostrar ao resto da turma um objeto que conhecia muito bem. Pelo menos de vista.

-Alguém pode me dizer como se chama isso? – perguntou a Professora Poly, levantando o objeto no alto.

Harry levantou a mão se sentindo um pouco Hermione naquele instante. A professora lhe olhou fixamente, esperando a resposta.

-Draconis Crystalix.

-Muito bem, mas tem outro nome mais comum: Olho do Dragão.

“Olho do Dragão” pensou Harry “Onde escutei isso antes?” Tentou lembrar, mas por alguma razão, não pôde.

No final do dia, Jean conduziu Harry até o quarto dos garotos do quinto ano. Indicou-lhe uma cama e disse:

-Pode dorrmirr nessa cama, não tem ninguém. Seu malão você põe com os dos outros ali...

-Jean dá muita importância a si mesmo porque é monitor – sussurrou Alex a Harry – ninguém sabe porque é o que é, só se sabe que ele foi transferido de sua outra escola, Beauxbatons, por desordem.

-Por que? O que fez? – perguntou Harry no mesmo tom de voz, um pouco curioso.

Jean escutou o que Alex disse e exclamou:

-Quem? Eu? Não é verdade, foi Juliet Cousteau que incentivou a revolta dos Elfos domésticos! E me culpou!

-Uma revolta de Elfos domésticos? – perguntou Harry, pensando que se Mione estivesse ali, teria realizado seu sonho – Tentou dizer que Juliet era culpada?

-Sim, clarro. Mas sua mãe, a prrofessorra Cousteau, me impediu. E Madame Máxime fez tudo que ela disse! – sentou-se na cama abatido.

A Harry essa história era conhecida. Não soube o que dizer. Ele deitou na cama e dormiu. Enquanto isso em Hogwarts...

Rony estava pior que ele, bastante longe dali. Havia brigado com Mione outra vez e Gina, farta de ver aquela situação lhes gritou:

-Basta vocês dois! Quando irão ceder e aceitar que se gostam e se querem? Que vergonha! – Rony saiu de onde estava sua “Querida Irmãzinha”, subiu as escadas e foi para o quarto masculino e Mione fez o mesmo, mas para o quarto feminino.

Ela subiu as escadas rapidamente e decidiu pedir um conselho a Lilá.

Na realidade, elas não eram tão amigas, mas achou que ela poderia a ajudar.

-Lilá. O que faria se alguém gostasse de você e você gostasse do melhor amigo? Mas não sou eu! Foi uma garota trouxa que conheci durante as férias, mas não sou eu! – disse vermelha de vergonha. Lilá deu um olhar decidido e lhe disse.

-Você, Harry e Rony. Não? Tem que ser cego para não se dar conta.

Mione tapou a boca com as mãos, Quis sair correndo, mas não pôde. Lilá a tranqüilizou dizendo:

-Não se preocupe, não direi a ninguem.

-Obrigado. – disse Hermione suspirando aliviada – Digo, não sou eu, mas, obrigado.

Na mesma hora no quarto masculino, Rony havia tomado uma decisão: iria até onde estava sua adorável irmãzinha e teria uma pequena conversa com ela.

Quando ele chegou lá, Gina estava lendo uma carta enviada por alguém quando Rony perguntou:

-De quem é essa coruja?

-Não te interessa! – Respondeu Gina nervosa.

-É do Harry? – perguntou ele com malicia na voz.

-Não, se quiser ver, olhe só: - ela mostrou o fim da carta, a última letra da assinatura era um K.

-Bem, do Harry não é, pois se fosse ele teria um y ou um r, não é? – concluiu ele. – Mudando de assunto – ele disse mais nervoso, pra não dizer furioso – Poderia saber por que disse isso? – perguntou ele vermelhíssimo.

-Que coisa? – perguntou Gina, meio inocente, meio como que já soubesse o que ele perguntou.

-Você sabe... O que você disse há uns minutos sobre... Mione e eu. – respondeu ele mais vermelho ainda, seu rosto faria seus cabelos parecerem castanhos, de tão vermelho que estava.

-Ah, isso. Irmãozinho, por que está tão vermelho?

-É... Porque... O que te importa?

-Me importa sim e não me trate como uma criancinha. Você só é um ano mais velho do que eu. O que disse é verdade e já estou cheia de suas brigas. Aliás, vocês brigam por coisas que não tem nenhum sentido ou nexo.

-Ah, e por que eu não digo nada sobre você a Harry?

-Ao... Ao que você está se referindo?

-Como ao que? Sabe perfeitamente ao que me refiro. Não sou idiota, sabe? Eu sei que gosta dele.

Rony disse a última frase e ficou saboreando os estragos do que dissera. Gina ficou branca assim que ele terminou de falar. (Branca no sentido de abismada mesmo)

Ela lembrou de tudo que disse a Harry antes dele partir.

-Mentira! – gritou ela mais vermelha do que seu irmão (Nota: Daqui a pouco eles irão ser confundidos com homenzinhos alienígenas de tão vermelhos que eles ficam) – De onde tirou essas idéias?

Gina subiu as escadas correndo, como Mione fizera antes e foi dormir. Rony sabia que não se sentia bem fazendo chantagem emocional a Gina, mas comentou para si mesmo:

-Bem, isso irá bastar para que se cale.

 

Capítulo 14: O Pedido de Ajuda.

 

Com tanto tempo sozinho, podia finalmente pensar em si mesmo, coisa que não fazia há muito tempo. Percebeu que já não era o mesmo de antes, nem com o garoto do ano anterior. Sabia que estava mais alto, (e supôs) mais crescido... Em todo caso a seqüência de fatos e trocas que aconteceram em sua vida, o faziam sentir-se um pouco fora do lugar (E não se devia ao fato de estar em uma escola que não era a sua), não tinha nada a ver com Voldemort. Suas costas doíam freqüentemente como se tivesse feito serviços pesados e ultimamente tinha sonhos muito extranhos...

Isso sim começava a preocupar ele, porque começava a se sentir seguido. Neles sentia um calor sufocante e um formigamente que passava por toda sua pele e extendia-se por todo seu corpo. Quando acordava na metade deles, se sentia tão exausto como se não tivesse dormido nada e sua respiração era ofegante...

-Incomodo? – perguntou Paty, lhe fazendo voltar à realidade. Eles estavam sob uma árvore, nos terrenos de Humstall e o intervalo estava acabando.

-Não Paty. Só estava tendo um momento “nostalgia”. Já sabe, Hogwarts, meus velhos amigos...

-Ah, então não posso fazer nada para te animar. Nem um milhão de brincadeirinhas iriam levantar seu ânimo; mas se quiser posso fazer algo...

Harry sorriu e respondeu:

-Certo, escreverei para eles... E bem, acho que não mecessitarei da sua “ajuda” para isso no momento. Vamos, vamos voltar ao castelo.

O tempo passou. Harry dormiu durante aquele mês, mais tranqüilo, mas em uma noite estava intrigado. Os pesadelos que haviam cessado (Por causa de sonhos bons que tivera) voltaram a atormentá-lo naquela noite:

“-Viu Mc Callan? Se obedece a mim, triunfará. Você e esse idiota do Rabicho conseguiram tirar o garoto do colégio. Daqui a uma semana estaremos prontos para ir até ele... E matá-lo! E minha vingança estatá completa.”

“-Sim senhor. Mas... Se o garoto souber?”

“-Não saberá se ninguém o disser, Mc Callan. A propósito, onde pôs o Olho do Dragão que eu te dei?”

“-Em um objeto que posso levar o tempo todo comigo, onde ninguém suspeitaria, nem se soubessem que trabalho para você! Um... O que foi isso?”

“-Alguém quer entrar em seu escritório. Volte ao seu trabalho professor de Hogwarts!”

Uma risada aguda e fria (E familiar) finalizou o sonho de Harry, devido a dor em sua cicatriz. Acordou gritando. Paul acendeu a luz e perguntou:

-O que foi Harry? É muito tarde sabia?

-Não foi nada, só um pesadelo.

Na realidade Harry desejava que fosse só um pesadelo, mas sabia que Voldemort agora poderia machucá-lo e até matá-lo. “Olho de Dragão!” Pensou Harry lembrando, como se uma lâmpada tivesse sido acendida no alto de sua cabeça (Igual aos desenhos animados) “Devo contar a Dumbledore agora mesmo!” Se passaram alguns minutos e Harry perguntou:

-Paul...

-O quê Harry?

-Onde fica o corujal? Tenho que enviar uma coruja urgente.

-É muito tarde e a esse horário é proibido. Eu quero dormir!

-É uma emergência, por favor!

-Paul levantou bocejando. Pôs o pijama e as pantufas e respondeu:

-Certo, te levarei até lá. Mas, por favor, com cuidado. Se nos verem fora da cama a essa hora nos matarão. Seward é amável, mas quando fica enfurecido...

-Ah! – Harry cortou – Nos verem não é problema, mas deve jurar que não contará a ninguém, certo?

Harry foi até seu malão e pegou a capa da invisibilidade assim que Paul jurou que não diria a ninguém. Paul, uma vez coberto com a capa, não viu admirdo seu reflexo no espelho.

-Uau! O que não faria se eu tivesse uma dessas! – Harry lembrou do que Annie dissera sobre Paul e Paty.

O corujal se encontrava na Torre Norte, mas Harry não sabia como chegar até lá. Entre os suaves pios de corujas, Harry procurou Edwiges. Com a pouca luz que tinha Harry conseguiu escrever o melhor que pôde a seguinte nota para Dumbledore:

Querido Professor Dumbledor:

Tive mais um pesadelo. Assim como você me disse há um tempo, tem algum espião de Voldemort entre os professores. E essa pessoa possui um Olho do Dragão. Foi por isso que não pude resistir, exceto um pouco na primeira vez. Ele estava em meu sonho e disse que na semana seguinte atacarão Humstall.

Harry.

-Acho que com isso basta, - comentou em voz alta, enquanto via sua coruja sair.

-Que coisa? – perguntou Paul – não por ser curioso, mas...

-Não, não é importante. Voltemos ao quarto.

-Tem razão, são duas da manha.

Foram dormir. Harry ficou um minuto mais acordado, pensando. Sentia falta de Rony, Mione... E... De Gina. Estava há mais de um mês lá, mas não parava de pensar nela. Era toda hora. Sentia muita falta dela, seus olhos, seus cabelos... Sua declaração de amor! Era muita falta mesmo que ele sentia. Mas não queria acreditar que... Não! Como poderia estar... Não com ele! “Talvez seja pelo qual chocante foi o que ela me disse” Pensou... E dormiu.

No sai seguinte, um sábado, foi conversar, ou melhor, desabafar com Paty. Preocupava-lhe o fato de não poder tirar Gina da cabeça. Paty pediu-lhe mais detalhes e depois de muito tempo lhe escutando, disse com ar de entendida:

-Não se preocupe garoto! Isso apenas se chama amor, e dos fortes! Se agarrou demais a uma coisa para aceitar seus sentimentos e refletir sobre a confissão.

-O que? Não, isso é impossível! – gritou Harry, vermelho.

-Bem, se não acredita em mim... – ela deu um olhar do tipo: Te peguei! Você está vermelho – Quando voltar para Hogwarts... Fale com ela. (Esse não é o título de um filme?) Em todo caso – Paty mudou de assunto – o quanto tempo você vai ficar aqui é o que menos interessa. Curta um pouco aqui.

Passaram-se dois, três, quatro dias. O prazo se cumpriria e Dumbledore não havia sequer dado sinais de vida, apesar de Harry ter escrito a mensagem com toda a urgência que poderia.

Na aula do quinto dia, Harry, que não havia dormido na noite anterior, sentiu uma forte dor em sua cicatriz. Ela doía cada vez mais, imagens e vozes ecoavam por sua cabeça e mente: Os gritos desesperados de um homem, a voz fria e insensível de outro... Até que de repente tudo se passava como um filme em sua cabeça:

“-Confesse! Foi você que mandou ao garoto todas essas visões! Vamos! Crucio!”.

Um homem chamado Peter, apelidado Rabicho, se contorcia de dor no chão de pedra uma sala.

“-Não, não... Fui... Eu mestre! – disse quase chorando de dor – Juro que não fui eu!”.

“Sei, claro, e eu amo Harry Potter – disse ele num tom sarcástico. – Acha que acredito em você? Quando um bruxo salva a vida de outra, se cria um elo indestrutível! O que você quer é devolver o favor ao garoto! Confessa! – O impacto da maldição atingiu em cheio Rabicho”.

Harry escutou mais gritos de dor, ampliados cem vezes, até que sentiu que sua cabeça iria explodir. Dizendo algo imperceptível, Voldemort se aproximou de Rabicho, que ainda se contorcia de dor e tocou na tatuagem da marca negra do braço esquerdo de Rabicho. No mesmo instante, 35 Comensais da Morte apareceram na sala. Havia muito mais do que ante, pois mais da metade estava em Azkaban e outros haviam sido recrutados.

 “-Comensais! Os reuni, pois houve mudança de planos: Conseguimos interceptar uma coruja, que mostra que o garoto sabe dos nossos planos. Sem mais rodeios, a próxima vez que os convocar será para o ataque! Fiquem atentos!”.

“-Sim mestre!”.

-Harry? – perguntou a Professora Poly, após observá-lo atentamente por um momento – Por favor, me acompanhe até o meu escritório.

Houve alguns sussurros de desaprovação entre os alunos: Não entendiam por que a professora levou Harry ao escritório só porque ele estava dormindo. Geralmente quando a professora levava alguém ao escritório dela, era porque este havia atacado alguém, ou feito magia nos corredores, coisas desse gênero.

A professora Poly lhe conduziu por corredores que sempre subiam em espiral nas escadas, até chegarem no alta da torre sul. No fim das escadas só havia uma estátua, curiosamente parecida com o símbolo da Grifnória em Hogwarts.

-Leo vincit! – disse a professora para a estátua. O leão dourado ganhou vida e deixou os dois passarem. (Se parecia muito com a gárgula do escritório de Dumbledore)

Harry suspirou. O escritório que acabara de entrar era exatamente igual ao do professor Dumbledore, exceto que não havia nenhuma fênix, nem artefatos de prata que faziam ruídos (A penseira, por exemplo).

-Sente-se, por favor. Agora me conte como é que chegam as visões até você.

“Como ela saberia?” – se perguntou Harry – A resposta veio quase como que instantaneamente.

-Sou telepata: adivinho os pensamentos. – disse ela sorrindo – Sabia que sou descendente de Rowena Ravenclaw? A águia do escudo da Corvinal não significa apenas a visão através do conhecimento, também representa a visão através do pensamento. Mas eu não sou muito boa, talvez. Sempre tento respeitar a privacidade dos pensamentos alheios... Mas seus pensamentos vibravam com muita força.

-Então soube de tudo, não?

-Sim. Voldemort está atrás de você. Tentou pedir ajuda, mas Dumbledore não respondeu. Já tentou usar a Pedra da Alquimia?

“Pensando bem ela tem razão. Deveria ter feito isso desde o começo” pensou Harry.

-Não se preocupe, aqui você ficará bem.

-Aconteceram coisas parecidas antes. – Respondey Harry lembrando de sua desastrosa estadia na Toca.

-Não seja tão pessimista! – exclamou a professora Poly rindo. – Venha, vamos voltar para a aula. Ah! Quase me esqueci! Hoje chegou isso pra você!

-Edwiges!

-Voltou hoje de manhã. Um pouco machucada, ainda está, mas já descansou e está melhor.

Voltaram para a aula. Mas Harry estava mais nervoso a cada dia. E foi assim até que chegou a festa do dia das Bruxas.

Foi uma festa. Harry se sentiu quase em casa. Eles eram “quase” seus amigos. Os alunos de Humstall eram amáveis com ele. Mas não era a mesma coisa sem os amigos de Hogwarts. Ele sentia cada vez mais a falta de Gina. Havia lhes escrito duas vezes sem nenhum resultado. Não lhe respondiam. Tentou mais uma vez. “Será possível que se esqueceram de mim?” Pensou enquanto ele terminava a carta.

Se havia algo que ele não sabia era que sua coruja estava sendo rastreada e interceptada. Tudo que ele escreveu e as respostas de seus amigos haviam ido parar no fogo.

Depois de voltar do corujal, subiu ao quarto. Ninguém mais estava ali. A festa do Dia das Bruxas continuava lá embaixo e os alunos ficariam lá até que a festa terminasse.

Um riso e cruel pôde ser ouvido por toda a escada e o quarto dos garotos.(Só Harry estava lá) A sua cicatriz começou a doer. Sabendo o que significava, começou a buscar desesperado a Pedra da Alquimia no seu malão, mas não a encontrou.

-Maldição! – Harry odiava a si mesmo por ter esquecido a pedra em Hogwarts. E ninguém iria o ajudar, pois Dumbledore não havia recebido sua carta.

Uma figura alta e sombria entrou no quarto. Era Voldemort. Voldemort se aproximou de Harry. Harry sentiu três vozes gritar ao mesmo tempo “Harry! Harry!” E não supôs mais nada.

 

Capítulo 15: Viagens no tempo.

 

Ele estava estendido em um tapete voador. Uma fênix voava no seu lado. Alguém havia jogado água fria em seu rosto para que acordasse.

-Onde estou? – Perguntou Harry curioso.

-A Salvo. – respondeu Rony.

-Vamos para casa Harry – disse Mione – Para Hogwarts.

Harry olhou para baixo, teve vertigem, mas nunca teve medo de altura; Estavam a mais de cem metros de altura. Abaixo deles estava (Era apenas o que se podia ver daquela altura) um vilarejo trouxa pequeno.

-Como eles não nos vêem? – perguntou ele intrigado.

-Pegamos a velha capa da invisibilidade de Dumbledore e colocamos por cima do tapete. Ele já não usa mais ela. Pode ficar invisível à vontade.

-O que aconteceu? Como foi que eu não morri? Eçe estava bem ali... – perguntou Harry um pouco confuso, na verdade muito confuso. Não entendia nada. Rony e Mione se entreolharam tensamente. Tensa e rapidamenre

-Conta você ou eu? – Mione perguntou a Rony.

-Você – Rony disse

-Você – Mione retrucou

-Ok, ok, Eu. – desistiu Rony – Harry, a verdade é que você morreu.

Harry, que estava olhando a ponta do tapete, quase caiu com o choque.

-Eu entendi mal ou... Vocês disseram que eu morri?

-Você não explica nada direito! – disse Mione a Rony – Em nosso tempo você está morto, mas agora não está mais. Nós impedimos que você-sabe-quem te matasse. Dumbledore nos autorizou, disse que... Que sem você não haveria possibilidade de vencê-lo, vai lá saber o por quê. Vimos do futuro.

Harry quase cai de novo.

-Não sei explicar as coisas! – disse Rony a Mione.

-Certo gente – disse Harry meio que rindo – Não tem sentido brigarem por isso.

-Certo, a propósito – Comentou Rony, esquecendo a discussão – Não acreditará que viemos assim, e pronto. Ah! Estamos três meses em nosso passado. Uma viagem longa demais para o gira-tempo (Ou é vira-tempo?) Mas antes de explicar... Olhe! Já chegamos!

Abaixo, se viam as copas da árvores da Floresta Proibida. Depois de aterrissar, Mione apontou a varinha para o tapete, murmurou “Deprendus” e uma capa da invisibilidade se soltou dela. A fênix pousou no solo e se transformou numa mulher loira, linda.

-Fleur? Quer dizer, professora Delacour?

-Quem você acha que eu sou? – perguntou ela sorrindo – sim Harrry. Considerrei conveniente vir, poderriam acontecerr algumas complicações. Alem do mais, precisam de mim parra voltarr ao nosso prresente. Seu futuro.

Ela estalou os dedis e no mesmo instante eles apareceram em uma sala não muito grande, com líquidos estranhos em frascos e pequenos cofres nas prateleiras. Algumas prateleiras estavam vazias, tinha papéis e pergaminhos por todos os lados e um estranho símbolo desenhado no chão.

-Onde estamos? Mas se aparecemos aqui... Mas não podemos aparatar ou desaparatar em Hogwarts a menos que... – perguntou Harry intrigado e surpreso ao mesmo tempo.

-De que você acha que isso é feito? – perguntou a professora sorrindo, mostrando a ele um anel de prata com uma pedra branca encravada (No anel) que estava em seu dedo.

-Olho do Dragão?

-Clarro, como acha que eu poderia fazer isso? Venham, ponham-se aqui. – disse ela sinalizando o símbolo no chão. Uma vez que o fizeram, ela estendeu os braços para Sudoeste e pronunciou um conjuro grande, em uma língua que não conheciam. Houve um flash de luz azul e começaram a se elevar grandes labaredas de fogo, como se fosse pó de flu. Em alguns segundos tudo havia passado.

-Já terminou – explicou Hermione – Este quarto permite conjurar várias coisas ao mesmo tempo, que em outro lugar não funcionariam. Viajar no tempo e espaço; Alterar ou ocultar coisas...

-Ah Harry! – cortou Rony mudando de assunto – Quase nos esquecemos de comentar, de julho a outubro você cresceu muito! Já é tão alto quanto eu! – Exclamou ele e os três riram. Sim, agora era tudo como antes.

-Uma pergunta Harry – Mione disse – Por que não escreveu?

-Mas eu escrevi! – respondeu ele – Não acho que tem nada a ver com Edwiges, nem com Si... – olhou Fleur de canto de olho e corrigiu – Snuffles se perderia.

-Isso me lembrou de uma coisa Harrry. – disse Fleur – Disse que rastrearam a sua coruja uma vez não foi? – Harry concordou com a cabeça – Nada impede que eles tenham feito ou que farao outras vezes – voltou a estalar os dedos murmurando “Apareccio”. No segundo seguinte, estava ali seu Malão e Edwiges em sua gaiola e Fleur observou detalhadamente a coruja.

-Sim, era o que eu temia. Rastrrearram sua coruja. Mais não farao mais isso. – e extraiu um pequeno aro dourado da pata da coruja, que Harry não havia notado. – Vamos Harrry, o professor Dumbledore quer vê-los,

Ao chegarem em frente à Gárgula, Fleur murmurou “Edro”, a gárgula se afastou e a porta se abriu.

-O que você disse? – perguntou Harry.

-Disse abrra em Alto Élfico, um idioma que não é mais usado. Não, não é o dos elfos domésticos. Talvez tenha oportunidade de saberr mais deles nesse trrimestrre.

 

Capítulo 16: Novamente em Hogwarts

 

Lá no escritório, Dumbledore lhes disse:

-Lembre-se de todos que estiveram naquele local secreto: Você Harry, Rony, Hermione, Fleur e eu. Ninguém mais, para o resto será como se nada tivesse acontecido. Ah! E Harry, consegui que o Tribunal de Stonehenge te deixasse voltar, não terá que se esconder.

-Desculpe professor, mas o que é exatamente o Tribunal de Stonehenge? Digo, eu os vi como um Tribunal, mas parece que é muito mais do que isso.

-Certo Harry, o Tribunal de Stonehenge é um grupo de bruxos muito importante: Bruxos Aurores. Não se reúnem, exceto em situações extremas. O que viu ano passado na penseira foi os julgamentos realizados pelo Tribunal. Foi criado com o objetivo de derrotar Grindewald no ano de 1945... Na verdade não sei por que Severo levou você e seus amigos para lá, deveria ter esperado a minha volta. – terminou ele pensativo.

-Talvez tenha a ver com o fato... Tem um professor de Hogwarts tentando me controlar usando um Olho do Dragão. Com sua permissão, suspeito de Snape.

-O professor Snape, Harry.

-Certo, como for. Ele mentiu no Tribunal para me expulsar.

-E nós somos testemunhas! – exclamaram em seguida Rony e Mione juntos.

Eles explicaram a verdadeira história a Dumbledore, que fechou a cara.

-Hm. Bem, é tarde e voltaram de viagem. Vão dormir garotos.

Mais tarde (Ou melhor, na manhã segunite) Rony e Mione contaram a Harry que Dumbledore foi o primeiro presidente do Tribunal, ele havia o criado, mas quando assumiu como diretor de Hogwarts, decidiu eleger um sucessor.

As aulas continuaram como antes. Michael Camus continuava dando aula de poções. Snape desapareceu juntamente com Draco Malfoy. Em conseqüência, os alunos da Sonserina quase não se metiam com os da Grifinória durante as aulas: Haviam perdido aquele que lhes indicava como, quando e com quem implicar.

Na primeira semana de fevereiro, Dumbledore anunciou no café da manhã:

-Em vista de que em mais ou menos duas semanas será Dia dos Namorados (Lembrando que em outros países, o Dia Dos Namorados é Celebrado no dia 14 de fevereiro, ao passo que no Brasil é 12 de junho.) e decidimos o celebrar...

Se ouviram expressões de aborrecimento e descontentamento em todo o salão. Provavelmente os quartanistas (E alguns quintanistas também) se lembraram da desastrosa intervenção de Gilderoy Lockhart no dia dos namorados há dois anos.

-Não, não desse jeito – continuou Dumbledore – Assim não, sabemos o que pensam e dizem a respeito do que aconteceu há dois anos. Não será assim, haverá um baile. Lamentando com toda a minha alma, sem par não podem vir.

Se antes eles haviam protestado, quase todos aplaudiram. A professora Mc Gonnagall exclamou:

-Silêncio! – E todos se acalmaram. Ela se dirigiu ao professor Dumbledore lhe sussurrando – Alvo, te disse que ia ser escandaloso; e não acredito...

-Minerva – ele disse cortante – Os alunos tiveram um ano muito pesado, merecem um descanso. E como não teve baile de natal...

-Certo.

Harry se sentiu alterado. Passar outra vez pelo mesmo que o ano anterior? Olhou no seu lado e viu que Rony não estava em situação melhor. Nessa noite no dormitório, ambos sofriam de Insônia.

Harry perguntou:

-Com quem pensa ir?

-Não sei.

-Que tal com Mione? – perguntou Harry, alongando a palavra. Rony ficou tão vermelho que parecia uma lâmpada no meio da escuridão do quarto. Mas insistiu:

-Não sei, e você?

Harry pensou imediatamente em Gina, mas ultimamente Rony se mostrou um pouco super protetor com sua irmã. Ele respondeu.

-Com a... Não, não sei também.

-Certo, teremos que arrumar alguém logo, não quero que nos aconteça o mesmo que no ano passado.

-Pois não é nada fácil.

-Tem razão. Estive pensando... Não acha que somos um pouco tímidos?

-A que se refere? – Perguntou Harry.

-Olha, é difícil de explicar...

-Fale logo!

-Ok Harry, você já se deu conta? Temos quinze anos e nem damos o primeiro beijo! É um pouco raro, não?

Harry ficou sério. Olhou Rony como nunca havia olhado para o amigo e lhe disse:

-Ao meu ver Rony, você bebeu cerveja amanteigada de mais no jantar, ou está com febre, eu compreendo.

-Não, não. Falo sério.

-O quê? Aconteceu algo com Mione enquanto eu não estava?

Rony se enfureceu. Harry podia ver seu rosto ainda mais vermelho do que antes.

-Por que insiste que é com HERMIONE! – gritou – EU NÃO GOSTO DELA! – Neville parou de roncar e se revirou na cama.

-Tá, tá. Vamos dormir antes que os outros acordem. Até amanhã Rony.

-Boa noite Harry.

No quarto das garotas o assunto estava sendo muito discutido.

-Mas por que você não vai com ele? Dê-me uma razão. – insistiu Parvati a Hermione – Fazem um casal lindo.

-Mas eu não gosto dele! – exclamou Mione – O que quer que eu faça? Eu gosto...

-Vamos, diga – a incentivou Lilá.

-Tudo bem – disse Parvati – Ninguém diz nada a ninguém.

-Do melhor amigo dele – disse ela numa voz macia, suave e baixinha, quase ninguém ouviu, apenas quem estava conversando.

-Uau! – disse Lilá.

-É sério? – Parvati perguntou.

-Sabia que reagiriam assim! – exclamou Hermione furiosa, se cobrindo com a coberta – Boa Noite!

-Não, você me interpretou mal. – disse Parvati – É que quando você me disse, achava que era exatamente o contrário. – Hermione se tranqüilizou – Por que não pede para ir ao baile com ele?

-Acho que morreria de vergonha... Mas... Acho que vou dizer a ele na próxima ida a Hogsmeade.

-Boa! – exclamou Parvati.

No mesmo tempo, nos dois quartos (Feminino e masculino da Grifinória) as luzes se apagaram.

 

Capítulo 17: A Dúvida.

 

No dia seguinte, Harry recebeu a seguinte nota no café da manhã:

Querido Harry:

Não se preocupe, Dumbledore nos contou tudo, mesmo que fosse difícil acreditar na sua viagem no tempo. Fico feliz que eles conseguiram salvar você. Remus te manda lembranças.

Eu saí do vale a um tempo para o norte, procurando Rabicho. Consegui pistas de que ele se encontra próximo dos lagos escoceses, de onde estou escrevendo para você nesse momento, quero pegá-lo para provar minha inocência. Quero ver você e a Rony na próxima ida de vocêa para Hogsmeade. Nos reuniremos você sabe onde. Não levem Mione.

Sírius.

P.S: Quando for responder, ponha a data da visita.

Rony, que estava lendo a carta com Harry, levantou e foi olhar o mural de anúncios no Grande Salão. Voltou rapidamente e disse para Harry:

-É nesse fim de semana.

-Tudo bem, lhe responderei. – Escreveu uma carta que colocou na pata de Edwiges.

A carta era bem corta e dizia o seguinte:

Sírius:

Tudo bem por aqui, a próxima visita é nesse sábado.

Harry.

-Por que ele não quer que nós levemos Mione? – perguntou Rony

-Não sei. – concluiu Harry, enquanto sua coruja saia.

Naquela noite, Dumbledore mandou o chamarem em seu escritório. Contou-lhe que Sírius havia lhe escrito também. E lhe autorizou para ir a Hogsmeade nesse fim de semana. A professora Mc Gonnagall o deixaria nas proximidades do povoado. Os dias se passavam lentamente até o sábado. Apesar de estarem no inverno, o Sol brilhava e a pouca neve que caiu já havia derretido. Um sinal de que a primavera estava chegando e que o ano começara seco demais. Harry, Rony, Mione (Gina decidira ficar no castelo) e a professora passeavam pelas ruas do povoado. Deixaram Mione em uma biblioteca (Oh, que novidade!) e a professora os levou até a saída, onde um cão os esperava e eles logo o reconheceram.

-Sírius!

-Boa sorte Potter, Weasley. – disse a professora Mc Gonnagall e num inesperado gesto de jovialidade lhes piscou um olho. (Eu, o tradutor, não esperava isso mesmo, nem consigo imaginar a cena.) Depois, como se estivesse arrependida, deu meia volta e desapareceu. O cão confirmou com a cabeça sem dizer uma palavra (Dãã! Cães não falam, é óbvio!) e os conduziu a mesma caverna que conheceram no ano anterior. O cão se transformou em um homem alto e magro em um estalar de dedos.

Sírius estava tão fraco quanto no terceiro ano de Harry.

-Como vão garotos? – ele começou – Passou muito tempo desde a última vez em que nos vimos. Remus queria vir também, mas não pôde.

Até sua voz estava diferente, até com o cara do terceiro ou do quarto ano de Harry, ela soava entre deprimida e afogada. Harry olhou com pena seu padrinho, mas perguntou:

-Bem, tem alguma razão especial para que você tenha nos chamado aqui?

-Várias – respondeu Sírius – mas primeiro. É verdade que terá um baile em Hogwarts? – Harry e Rony confirmaram com a cabeça – Já tem um par?

Os dois negaram com a cabeça. Sírius suspirou:

-Ah, que pena.

-É... Sírius... – começou Harry

-Sim?

-Olha, é que Remus... Quando viu a professora Poly, ele a cumprimentou como se eles se conhecessem por toda a vida, mas ela foi muito fria com ele, o que aconteceu?

-Como disse que ela se chama? Laura Poly?

-Sim.

-Ok, mas eu não queria contar isso a vocês. Laura Poly e Remus foram amigos durante toda a vida. Mais ou menos no quinto ano, a coisa deixou de ser mais do que uma simples amizade. Os anos se passaram e ao terminar os estudos, Remus pediu a Laura em casamento. O problema foi quando ela descobriu que ele era um lobisomem. Não por descriminá-lo – disse ele rapidamente ao ver a cara de Harry – mas bem furiosa porque ele mentiu durante todos estes anos e ela terminou com ele. Remus não a viu até agora, Acho que ele pensou que ainda poderia recuperá-lá.

-É triste. – concluiu Harry

-Muito. Falemos de algo positivo – Disse mudando de tema logo, como se lembrasse de algo – Como vai o Quadribol?

-Ah Harry! Com tanta coisa acontecendo, eu esqueci de dizer as novidades! Primeiro: Sou o novo goleiro da Grifinória! – exclamou Rony orgulhoso de si mesmo.

-Uau! – exclamaram Harry e Sirius em uníssono.

-Segundo: Os batedores são Colin e Dennis Creevey! E são tão bons quanto meus irmãos. – disse ele. – terceiro: As artilheiras desse ano são: Gina, Carla Winslet, esta do terceiro ano e Mary Collins, do sétimo, era a melhor para o posto, mas no próximo ano teremos que trocá-lá. Pena.

-E apanhador? – perguntou Harry, meio preocupado. Temia que houvessem o substituído. Rony respondeu meio cabisbaixo.

-Não encontramos ninguém que igual a você Harry, Simas se ofereceu, mas disse que seria até que você voltasse. Perdemos a primeira partida: Grifinória contra Corvinal por cinqüenta pontos, o apanhador novo da Corvinal não é grande coisa, a Chang era melhor que ele. Ah! E deixei o melhor para o final! Adivinha quem será o novo capitão...

-Você? – perguntou Harry

-Não, você – disse Rony – Mc Gonnagall disse que eu comandaria a equipe até seu retorno.

-Parabéns! – se manifestou Sirius – Seu pai também foi capitão e apanhador. Ficaria orgulhoso de você.

Harry se sentiu um pouco estranho. Ele? Capitão da equipe como o seu pai?

-Não sei se estarei preparado...

-Claro que sim! – respondeu Rony – De três temporadas que você jogou, só perdeu uma partida. Nem meu irmão Carlinhos pode dizer isso.

-Quiando será a próxima partida.

-Daqui a um mês. Devia ser antes, mas atrasou.

-E é melhor que você – comentou Sirius – comece a treinar logo a equipe. São todos novatos – Olhou o relógio e exclamou – É tarde! Devem retornar a escola agora se quiserem chegar lá antes do anoitecer.

Sírius os acompanhou até um certo ponto do caminho para Hogsmeade em forma de cão, Antes de entrarem no povoado, Sirius se transformou em homem.

-Harry, espere! Tem algo mais... – sua voz soava como se custasse dizer as palavras – Sua mãe me confiou... Alguns documentos... Não os tenho aqui, estão em um quarto secreto nas masmorras...

-Harry! Vamos! – gritou Rony, que estava longe deles.

-Espera, eu te direi na próxima visita a Hogsmeade. Vá ou alguém me verá.

-Adeus Sírius!

-Adeus Harry!

Sirius voltou a ser tornar um cão e dando a volta, sumiu na floresta.

-O que ele queria te dizer? – Perguntou Rony, Harry já havia o alcançado.

Por alguma razão e um pouco de bom senso, Harry não quis contar a Rony o que seu padrinho havia lhe confiado, de modo que respondeu com um sorriso forçado.

-Nada demais! Só um conselho de como lidar com garotas.

-Por que não me disse também? – se lamentou Rony – Acho que nós precisamos né? Não tenho ninguém ainda com quem ir ao baile.

-Não.

-Devemos nos apressar, falta só uma semana.

-A... Acho que hoje lhe direi... – pensou Harry em voz alta, esquecendo de quem estava com ele.

-A quem? – Rony perguntou curioso.

-Não tem importância. – se apressou em dizer Harry.

Continuaram caminhando pelos terrenos de Hogwarts e Rony entrou no castelo, Harry ficou do lado de fora, com a desculpa de dar uma volta, esfriar a cabeça. (Mesmo que estivesse exaustissimo)

Sentou-se em um banco para descansar e uma imagem veio em sua mente, no começo meio borrada, começou a ficar cada vez mais nítida e clara. Nada a ver com Voldemort ou seus comensais. Uma figura linda ao entardecer, sentada na margem de um lago, vestida de branco entre as flores. E essa figura tinha cabelos vermelhos e longos.

Harry fez um gesto com as mãos para fazero pensamento se esvair. Ele se descobriu pensando assim várias vezes durante o dia. (Isso lembra a mim, o tradutor, o trecho de uma música do Charlie Brown Júnior: “Eu me flagrei pensando em você; Em tudo que eu queria te dizer...” da música Proibida pra Mim) E no começo não queria aceitar, mas acabou compreendendo seus sentimentos... Ele se dirigiu até as margens do lago, entre as flores. Sim, ali estava Gina. Se aproximou:

 -Gina?

Gina se virou e ficou muito vermelha ao ver Harry. Com ele presente, ela lembrava com mais claridade de tudo que havia dito a ele antes dele ir a Humstall. E não falou com ele desde então, desde que ele voltou.

-Sim? – respondeu ela com um pingo de emoção na voz.

-Você... Você quer ir ao baile comigo? – e como num passe de mágica, a língua dele não travou ao falar.

Gina olhou surpresa, com os olhos bem abertos. Harry interpretou mal esse gesto e disse rapidamente:

-Bem... Se não quiser...

-Claro que sim!

-Bem... Então... O que você diz então.

-Que é claro que quero ir contigo.

Harry a abraçou, queria beijá-la... Apenas mais uns centímetros... Mas escutou uns passos atrás dele e se deu conta de que alguém os observava.

-Ei! Harry!

Harry se voltou, bem avermelhado. Hagrid havia presenciado toda a cena

-Bem... Te verei logo Gina...

-Adeus. – ela disse, ainda sem acreditar na própria sorte.

Harry encarou Hagrid.

-O que você faz aqui? – cochichou ele bem incomodado.

-Meu trabalho. – respondeu Hagrid alegremente – Ou não se lembra?

-É claro que me lembro, mas...

-Fica calmo, não direi nada a ninguém.

-Obrigado Hagrid.

-Ah, isso não será problema. Mas melhor entrar para o jantar; O clima não está bom para andar aqui fora nesta hora – lhe disse piscando um olho.

Harry entrou no castelo. No jantar ninguém falou muito; Pois Rony e Hermione brigaram mais uma vez e Harry não sabia o por que.

Uma vez na cama, começou a pensar. O primeiro pensamento que veio; foi de que o dia não foi tão ruim assim, na verdade o dia foi ótimo. Mas outro veio logo depois, sendo este mais urgente que ocupou sua mente: O que Sirius quis dizer com “Documentos”? De sua mãe? Seria num desses cofres que havia visto no quarto secreto? Não podia dormir, então decidiu mandar uma coruja para perguntar a Sirius por escrito.

Se levantou com a capa da invisibilidade e depois de enviar Pichi com o bilhete, desceu as escadas e ao passar em frente ao escritório da professora Mc Gonnagall; no lado da Sala Comunal, ouviu vozes discutindo:

-Harry! – e ao ouvir seu nome, o próprio Harry tossiu – não pode seber! Sabe o choque que ele teria Alvo?

-Um motivo a mais Minerva, para lhe dizer o quanto antes. Coisas assim não podem ficar escondidas, porque ela é a mãe dele.

-Alvo! Sinto pena do pobre garoto! Como soube?

-Sírius Black. Em sua última coruja, ele me disse que o testamento de Lílian mencionava certos papéis e bilhetes sobre seu passado que queria manter escondidos até que chegasse a hora certa. Mas não especificava nada mais. Só dizia que estavam escondidos em algum lugar de Hogwarts. Procurei por todos os cantos até que me veio a idéia de procurar na Câmara de Merlin, já sabe que ela está cheia de pequenos cofres com chave. Eles tinham um feitiço antiabridor; Tive que abrir o que tinha a etiqueta “Lílian Evans”.

“Evans?” Pensou Harry “Esse era o sobrenome de solteira de mamãe?”.

-E – continuou Mc Gonnagall – O que exatamente eram esses papéis?

-Um diário de vida... Espere! Não, não tem importância, acho que alguém já escutou demais – disse ele provavelmente se referindo a Harry – Vamos dormir Minerva. São quase duas horas da manhã.

-Uma última pergunta. – disse Minerva, como se tivesse entendido o que Dumbledore queria dizer – Onde estão esses papéis?

-Eu os confiei a Filch – disse Dumbledore olhando para onde Harry estava – Não os deixei em meu escritório; gente demais sabe a senha.

-Certo, boa noite Alvo.

-Boa noite Minerva.

De repente, no meio de toda confusão e dúvidas que haviam lhe causado a conversa; Harry lembrou que Dumbledore já ia sair e também lembrou que ele podia ver através de capas da invisibilidade, como foi provado no primeiro ano.

Ele saiu, diríamos numa expressão bem brasileira, avuando e rapidamente disse a senha para a Mulher Gorda, que reclamou da hora que a chamavam e na mesma velocidade na Sala Comunal e sibiu para o quarto. Pensou inicialmente em contar a Rony todo que havia escutado, mas depois decidiu que este era um assunto de interesse somente dele. Não conseguia dormir, só conseguiu quando jurou para sim mesmo que na noite seguinte iria até a sala de Filch, para ver se conseguia achar o diário.

No dia seguinte o corpo de Harry estava todo dolorido (O que aconteceu Harry? – perguntou Gina, preocupada na manhã. – Nada não, apenas dormi um pouco mal, até mais! – dissera ele se despedindo, dando um beijo na buchecha de Gina, que corou) e ele não podoa se concentrar em nada do que fazia. Só tinha uma coisa em sua mente: O diário de sua mãe.

-Mas isso é muito fácil! – disse Rony, assombrado de que Harry não conseguia transformar o gato em corvo; na aula de Transfiguração.

-Tenho outras coisas em mente, além do mais – respondeu Harry num tom sarcástico – Não é Mione que geralmente diz: “Mas isso é muito fácil!”?

-Não é verdade! – respondeu Rony, ficando vermelho – Ela não é assim, ela... – ele tapou a boca com as mãos.

-Ela o que? – perguntou Mione, que estava trabalhando com Neville.

-Nada. – responderam Harry e Rony em uníssono.

Nessa noite, Harry pôs a capa da invisibilidade e saiu com todo o cuidado da Sala Comunal. Foi até a sala de Filch, que estava vazia. (Filch e sua gata mala sem alça estavam rondando, Harry viu isso quando checou o Mapa do Maroto “Eu juro solenemente não fazer nada de bom!” Pensou ele ao terminar a frase) Procurou no armário e não achou nada. Em um caixote, nos arquivos e nas três caixas abertas na sala. Viu que a quarta caixa não abria normalmente. Pegou a varinha e murmurou Alohomora e não abria do mesmo jeito. Tentou forçar a fechadura com um pé-de-cabra, que estava apoiado em uma coluna e a caixa abriu. Ali se encontrava um caderninho (Um diário pra ser mais preciso) encapado em vermelho e seu título estava escrito em letras prateadas: “Diário Secreto de Lílian Evans” Pegou e guardou o caderno, deixou o resto no lugar, fechou a caixa com cuidado e saiu da dala, desviando por um fio do zelador, enquanto Madame Nor-r-ra olhou onde Harry estava, como se suspeitasse de algo.

Quando Harry voltou a Sala Comunal, escolheu uma poltrona próxima da lareira (O fogo sempre estava aceso) e usando um Alohomora, ele abriu o diário.

 

Capítulo 18: O diário de Lílian Evans e as revelações.

 

Harry folheou durante um bom tempo (É óbvio que é o diário, se você não percebeu isso, você é um [a] tapado [a]); O diário estava escrito com tinta verde, o papel era bem cuidado e um leve perfume de lírio emanava de suas paginas. No começo, a maioria das coisas era sobre Tiago e os marotos, suas travessuras, suas saídas. Harry decidiu ler esta parte mais tarde, não interessava muito a ele, não era o que procurava. Ele se fixou especialmente em um título que dizia:

 

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As mãos de Harry suavam fria e ele esteve a ponto de fechar o diário e deixar para ler outro dia, Sua cabeça estava embaralhada e começava a questionar várias coisas. Primeiro: Por que havia acontecido com sua mãe, exatamente o que aconteceu com ele? Ele se obrigou a continuar lendo, tinha que terminar o que ele mesmo havia começado.

Sexta-feira, 13 de abril de 1985 (Notas do Tradutor – Um: A cronologia segue os fatos de que Harry nasceu em 1988, então no fan fiction, estamos em 2003, fato que não é verdade, acho que o primeiro livro foi escrito em 1997, bem, isso não importa muito. Dois: O Correto na versão espanhola original é 1976, eu não sei o por que, parece que no caso aí segue uma cronlogia meio CDZ [Os Cavaleiros do Zodíaco] por ser dos anos 70 [A maioria dos personagens do anime nasceu na década de 70], pois em alguns parágrafos, prossegue como o ano corrente sendo 1995, achei muito estranho isso e alterei)

Querido diário:

É horrível: Na segunda-feira peguei o livro, mas não conseguia até hoje fazer bem o feitiço e utilizá-lo a vontade. Precisava de um espelho, uma vasilha de pedra, (Ou bacia, como queira, nota do tradutor) duas etiquetas e 250 ml de pelos de Pégaso dissolvido na água prateada. Mas no espelho não apareceu nenhum dos meus dois pais, e sim dois estudantes de uns dezesseis anos, da Sonserina e da Grifinória, pelo que vi nas vestes. Depois, para terminar pus as duas etiquetas no liquido e apareceram seus nomes: Em uma, indicando a aluna da Grifinória, Jane Müller e no aluno da Sonserina, Tom Riddle. Não sei quem são, nem me interessa. Em todo caso ponho aqui suas descrições: O garoto é alto, magro, cabelos escuros e tem olhos verdes. Parece um pouco com Tiago sem os óculos. A garota é pequena e delicada, com o cabelo avermelhado como o meu e os olhos parecidos com os meus. Não contarei para ninguém, nem Tiago. Ninguém mais deve saber.

Lily.

 

Neste ponto da leitura, Harry estava mudo por causa do que havia lido. Riddle? Mesmo que fosse apenas uma coincidência de nomes, Lily, sua mãe, havia anotado a descrição em seu diário. Era exatamente a mesma da lembrança de outro diário, o de Tom Riddle, que ele e Gina conheceram no segundo ano. E se Voldemort era pai de Lily, então ele era seu... “Não, melhor nem pensar!” Disse Harry para si mesmo. Ele a matou inclusive!

Não quis continuar lendo. Não podia acreditar no que acabara de ler E houve um flash de uma lembrança em seu cérebro: No primeiro ano, o chapéu queria mandar ele para Sonserina, não porque Voldemort havia transferido seus poderes para ele ao tentar lhe matar, e sim porque ele os havia herdado. Mc Gonnagall tinha razão ao não querer contar a ele. Ele preferiria que isso fosse enterrado de vez.

Muito alterado, a tal ponto que ele estava completamente perdido na conhecida torre da Grifinória, subiu para seu quarto. Guardou o diário no seu malão e o trancou. Mas ele não pôde dormir, pois amanhecia mais uma vez.

-Harry, não me diga que não conseguiu dormir de novo – lhe disse Mione no café da manhã.

-Não te direi então. – respondeu Harry bocejando.

-Te conheço Harry. Se está assim é porque tem um problema. O quê que está acontecendo? – perguntou-lhe Rony – Por que não nos conta?

-Em outra ocasião – respondeu Harry bocejando de novo.

-Acho que vou fazer outra poção para dormir pra você – disse Mione a ele – É a... Qual? Segunda vez essa semana?

-Quinta no mês, pra ser mais preciso Mione – Disse Rony – acha que não percebo você dando voltas no dormitório?

-Não sei.

-Mas eu percebo. Vamos, ou chegaremos tarde para a aula de Adivinhação.

-Continuam lá! – exclamou Mione – Uf! Deveriam estudar algo melhor como Runas ou Artimância! Em todo caso garotos... Se quiserem mudar de aula, Artimância é na sala Cinco na Torre Oeste. Até mais!

Pelo menos nessa aula eles desejaram ter ido com Mione. A Professora (?) Trelawney lhes dava uma lata, dessa vez com as entranhas de pássaros.

-Eca! Isso é nojento! – comentou Rony – Tem que pegá-la com a mão e mexer nela.

-É isso meus queridos – começou a professora (?) – que suas mentes se libertem do pensamento supérfluo e compreendam a intrigante mensagem que essas entranhas tentam lhes enviar, se necessitarem de ajuda, abram a página 158 do livro “Adivinhação: Passado; presunto (Erro do tradutor), digo, presente e futuro” – interferiu a professora (?) pegando as entranhas que Harry estava tentando (?) decifrar (?) – Vejo... Ah não! Pobre garoto! Não sei se devo te dizer! Que terrível! Uma forte maldição (?) está sobre sua cabeça, meu querido – Harry bocejou nesse momento – Sim, é... A maldição Mortale Sugnum (Sono [Ou sonho?] Mortal) a maldição do sono eterno.

Harry bocejou mais uma vez, Rony fez o mesmo, eles já estavam acostumados as aulas (?) de Trelawney. Essa apenas foi supervisionar o trabalho de Parvati e Lilá (Aparentemente as únicas que gostam das aulas de adivinhação)

E assim foi até quarta-feira. Harry encomendou a Fred e Jorge, uma veste a rigor nova, porque a do ano passado já não cabia mais nele, ele crescera muito neste pequeno entervalo de tempo. Eles mandaram uma azul turquesa, ou algo semelhante, que caia perfeitamente nele. Rony já estava desesperado, ainda não encontrou um par.

-Será que não aprendeu desde a última vez? – perguntou Harry a Rony – Vamos, peça a Mione que te acompanhe, ou não poderá ir.

-E você? Com quem pensa em ir? – perguntou Rony, aparentemente jogando na evasiva, do que Harry havia proposto.

-Já tenho par.

-Quem?

-É a... Você vai saber logo – respondeu Harry um pouco incomodado, não saberia como Rony iria reagir com a noticia de que seu melhor amigo iria sair com a sua irmã.

-Bem, então pedirei.

Ele se dirigiu até onde Mione estava trabalhando. Harry viu uma seqüência incrível de fatos totalmente opostos. (nem tanto) Primeiro viu Rony chegar lá vermelhíssimo, um pouco depois, ele e Mione discutiam e finalmente Rony ia até ele furioso.

-Você... Você estava rindo de mim?

-O que? – disse Harry boquiaberto e surpreso – Que diabos acontece com você?

-Como “Que diabos”? Sabe muito bem!

-Não, não sei de nada, eu sei de que, pelo amor de deus! O quê que aconteceu?

-Mione disse que ela iria ir ao baile com você.

-Não pode ser! – exclamou Harry mais surpreso do que alguém que acabara de saber algo inimaginável. Mione gostava dele?

-O que não pode? Pergunte a ela pra você ver!

-Escuta: não sei por que Mione disse isso, mas eu vou ao baile com... OUTRA pessoa!

-Quem? Fala logo!

-GINA! – gritou logo ele.

Rony olhou durante um momento para Harry meio que vidrado. Parecia pasmo, parecia não, estava pasmo.

-É... Rony? – ele acordou o amigo pra vida – Você não quer me estrangular, ou matar, ou algo semelhante, quer? – disse ele num tom irônico.

Rony fechou os olhos, respirou fundo e exclamou quase alegre: (O quase é porque seu amigo não iria ao baile com Mione e pelo fora desta nele).

-Harry, é a melhor noticia que você poderia ter me dado! É um alivio! Claro que Mione não quer ir comigo.

-Espera aí, vou falar com ela e pedir satisfações. Isso poderia ter acabado com meu encontro com Gina.

Ele foi até a mesa que Mione estava, coberta por uma pilha de livros:

-Por que você disse aquilo a Rony?

-É que... Pensava em te pedir mais tarde.

-Bem, minha resposta é... Sinto muito, mas é não. Eu vou com Gina.

Mione estava corada, abriu cinco ou seis livros ao mesmo tempo e disse quase como se lhe custasse falar:

-Bem... Se isso era tudo... O que tinha a me dizer... Por favor, Harry... Vá embora... Tenho muito trabalho... Para fazer.

-Mas...

-Vá! Ou descontarei pontos da Grifinória! Sou Monitora, se não se lembra! – disse ela dessa vez com a voz firme, Harry saiu dali meio surpreso, mas fez pouco caso, era melhor não estar perto de uma Mione furiosa:

-O quê que se passa na cabeça dela? – perguntou Harry a Rony

-É tão óbvio quanto o nome da escola em que estudamos – respondeu Rony abatido – ela gosta de você. – havia algo em sua expressão que Harry compreendeu o que se passava na cabeça de Rony nesse momento e lhe disse então:

-E você dela.

-Sim – respondeu ele com a voz muito baixa

-Não se preocupe – Harry tentou lhe animer – Tentarei te ajudar.

 

 

 

Capítulo 19: Os dois lados da Moeda (Sucesso e Desastre no Baile)

 

O sábado finalmente chegou. As garotas (As que tinham par) nesses últimos dias sumiram em uma “atividade emocionante”: (Nota: O Tradutor é homem, este é o motivo das aspas) Experimentando vestidos e penteados, discutindo idéias. A única que não parecia (?) (Mais uma das intermináveis e chatas notas do tradutor: Parecia não, estava) animada era Hermione.

Todos os garotos estavam esperando em suas Salas Comunais, as garotas desceram. Rony estava com uma veste a rigor (A azul marinho que seus irmãos haviam lhe dado ano passado), mesmo que Mione não tivesse dado nenhum sinal de que ela queria ir com ele. Harry estava entre os que estavam esperando.

-E Mione? – perguntou Rony ansioso.

-Disse que não iria vir – respondeu Gina descendo. Harry ficou boquiaberto. Gina estava com um vestido azul turquesa que combinava muito bem com seu cabelo. O cabelo dela estava solto, e ia quase até a cintura, ao invés de seu habitual penteado.

-Gina... Você está... LINDA! – lhe disse Harry. O que estava acontecendo com ele? Era como se seu coração tivesse lhe dado uma nova energia, um calor que invadia seu coração, em uma fração de segundo... Ele notou que estava vermelhissimo. Nem com Cho havia sentido algo assim. A olhava como se fosse a primeira manhã, o inicio do mundo, a coisa mais maravilhosa.

Quase pôde ouvir Paty murmurando:

-Anda logo! Pare de ficar babando garoto!

Harry lembrou por alguns instantes de Humstall e sua amiga. E ele continuava admirando Gina.

-Harry, pode me ajudar? A convença, por favor. – Implorou Rony. Harry saiu de seu “transe” e respondeu

-Hein? Ah, sim... Claro.

Sobiu as escadas rapidamente e nem pôde escutar Gina, que tentou lhe dizer:

-Harry, não pode entrar aí! É um quarto de garotas!

Harry abriu a porta que dizia “5º ano”. Ele estava num quarto relativamente maior do que o dos garotos, com uma janela enorme e varios armários. Estava vazia, exceto por Hermione que chorava sozinha em sua cama.

-Ah, não chore.

-Não pude evitar. Por minha idiotice fiquei sozinha. E você irá com Gina.

-Por que só EU? – perguntou ele meio incomodado – Rony gostaria de ir com você.

-Mas sempre brigamos!

-Hunf. – resmungou Harry – O olhar diz tudo, lembra como ele ficou ano passado quando você foi com Vitor?

-Vamos! Anda! Ele te espera lá embaixo.

-Tudo bem, saia para que eu me troque.

-Até daqui a pouco – disse Harry piscando um olho enquanto fechava lá porta

Passou-se meia hora mais ou menos. Mione abriu a porta e o olhou pedindo sua aprovação.

-Perfeito. – opinou Harry – Rony te espera, vamos.

-Pena não poder fazer nada pelo meu cabelo.

-Não importa – disse ele sorrindo – ele gostará de qualquer jeito.

-É só um baile! – exclamou ela um pouco irritada – Não vou me casar com ele ou coisa parecida! Não significa nada!

-Tudo bem, tudo bem, sei, sei. – disse ele a acalmando com um tom malicioso. Ele estava impaciente por ir com Gina – Bem, tenho que ir.

-Certo, até mais.

Harry desceu com Gina até o salão; Este havia sido decorado para a ocasião. Em vez das usuais mesas das casas, havia muitas mesas redondas com dois lugares cada uma e uma no centro com as bandejas... O céu estava limpo e mostrava uma noite estrelada com a lua cheia.

Nesse momento Rony descia com uma Mione resplandescente e com o cabelo um pouco desarrumado pela escada. Ela usava o mesmo vestido do ano passado, só que dessa vez estava em tons mais claros.

-Está... Muito bonita. – disse Rony, meio coibido.

-Você não está nada mal – respondeu ela como se tivesse pressa para terminar tudo. – Então vamos.

-Bem vindos alunos. – disse Dumbledore, dando o famoso discurso de abertura – Espero que vocês tenham vindo com essa pessoa especial... – Dumbledore olhou para a professora Mc Gonnagall, que fechou a cara ao escutar isso. – Bem, mas já basta de discursos! Que comece a festa!

Apareceram diversos pratinhos nas bandejas da mesa central. Harry foi buscar um pouco para ele e Gina e quando viu Rony e Mione.

-Ei! Venham aqui! – lhes disse Harry. Eles fizeram que sim e puxaram duas cadeiras a mais para a mesa de Gina e Harry.

O baile correu com muitos pares dançando na pista; Harry e Gina estavam entre eles. Mione e Rony estavam sentados. Seus amigos os animaram para eles dançarem e quando conseguiram, eles é que foram sentar.

Rony e Hermione dançavam uma valsa. Harry e Gina conversavam. Uma vez exaustos; Mione e Rony foram sentar e todos começaram a comer. Quando terminaram, Dumbledore fez um novo anuncio:

-Agora – disse – os pares podem ir dar uma volta pelo parque ou algo assim. Ou podem ficar aqui se quiserem, a decisão é de vocês.

-Vamos? – perguntou Harry a Gina.

-Sem problema. – ela respondeu sorridente.

Lá fora a lua estava mais bonita de se admirar. Eles caminharam pelos terrenos de mãos dadas, sentindo o doce perfume das flores silvestres. Eles se sentaram em um banco e Harry segurou Gina pela cintura e ela, a ele pelos ombros. Nunca nenhum dos dois havia se sentido tão bem. Harry fechou os olhos, de modo que não soube que ela também os havia fechado, quando eles uniram seus lábios em um apaixonado beijo.

Nunca saberiam o tempo que ficaram se beijando, até que um gritinho afobado lhes informou que Mione estava ali. Separaram-se bem vermelhos, os dois. Rony e Mione os olhavam bem surpresos. Rony foi o primeiro a se atrever a romper o silencio:

-Harry – disse Rony surpreso – Como?

Hermione deixou escapar um gritinho e saiu correndo. Rony sentou no banco e disse desanimado:

-Eu sabia que não ia funcionar.

-Por que não vai até ela? Vamos, vai!

-Bem, vou tentar!

Rony saiu correndo atrás de Hermione. Seguindo o exemplo de Harry, subiu até o quarto das garotas e entrou.

-Hermione...

-Saia daqui! – respondeu ela chorando – Além do mais, este é um quarto de garotas, não deveria estar aqui.

Rony sem titubear sentou-se na cama do lado dela.

-Ah, não chore, eu gosto mais quando você sorri.

-Me deixe em paz!

-Sei que não é o melhor momento ou que não sou Harry, mas não vai me dar uma oportunidade?

-Quer dizer?

Ela o olhou fixamente. Rony sorria para ela, mas o sorriso se apagou quando Mione Gritou:

-JÁ BASTA DE RIR DE MIM WEASLEY! SAIA DO MEU QUARTO!

-Mas...

-FORA!

Rony saiu do quarto muito depressivo. Tanto que nem podia lembrar mais tarde de como foi que havia chegado até o quarto das garotas. Caiu na cama e ficou muito tempo sozinho até que Harry chegou.

-O que aconteceu? Não voltou ao baile e eu e Gina nos preocupamos. Se sente bem?

-Não. Deixe-me em paz. – disse ele deprimido

-O que acontceu Rony? – perguntou Harry preocupado.

-Ela me odeia Harry. Nem mesmo acredita em mim quando digo que a amo.

Harry suspirou pensando. Ele sabia de algum jeito, Mione também ama Rony. Mas não sabia o que fazer para que ela aceitasse seus sentimentos.

-Hum... – disse Rony deprimido – Acho que por enquanto, será melhor que eu me mantenha afastado de Mione.

Rony se virou para Harry (Ele estava virado para a parede) e seus olhos castanhos revelavam sua tristeza e nem um pingo de esperança.

-Ei garotos! – disseram Dino, Simas e Neville entrando no quarto. A festa havia terminado – O quê que está acontecendo com Rony?

Harry ia responder, mas Rony lhe deteve e disse.

-Nada, apenas minha cabeça que está doendo.

-Vá a enfermaria – disseram os três em uníssono – fale com Madame Pomfrey.

-Não, estou bem assim. – ele disse

-Bem... – disseram eles e Harry ficou ao lado de seu amigo.

-Deixe-me dormir Harry.

 

Capítulo 20: A Tempestade (Um mau tempo)

 

O que acontece é que na semana seguinte ao baile, ninguém viu muito Rony, nem Harry mesmo conseguiu falar com ele. Nas semanas seguintes, nada mudou. Ele não falava, apenas comia e ia a aula (Estava indo muito mal nelas, mal mesmo), depois das aulas subia ao dormitório e não saia dali. Mesmo que Harry fosse falar com ele, Rony não o escutava. Ele ficou apenas sentado em sua cama de cabeça baixa e todas as cortinas fechadas. (Pelo menos as de sua janela.).

-Mione, por que não acredita nele? – lhe perguntou Harrry, a beira de explodir – Ele falou serio, olha como está agora!

-Há! Não devia ter o tratado assim? Eu acreditei que ele estava rindo de mum porque... Já sabe... Se não me apressar, chego atrasado na aula de Artimância!

-Mione!

Março trouxe os primeiros raios da primavera e dias um pouco mais amenos. Harry treinava a equipe de Quadribol para a próxima partida: Grifinória contra Lufa-Lufa.

Nos treinos, ele teve a oportunidade de ver em ação os novos jogadores. (O resto da equipe na verdade) As Artilheiras estavam excelentes, os Irmãos Creevey, ótimos e Rony, muito mal.

-Geralmente ele joga muito bem – comentou Gina a Harry, depois de uma sessão de treinos – Vê-se que isso o afetou muito.

As goles passavam por ele e ele nem sequer dava sinais de reação. Harry tentou animar ele deixando-o ganhar no xadrez, mas nem isso teve efeito; Rony nem sequer quis jogar. Harry sentia que seu amigo ia caindo num poço fundo de depressão, do qual dificilmente sairia.

-Chega a me deprimir também – Contou Harry a Gina, esta concordou com a cabeça – Não sei o que fazer para ajudar.

-Acho que deveria falar com Hermione, Harry. – sugeriu Gina

-Eu tentei, mas ela não me escuta. – disse Harry desanimado.

-Então tente novamente! – Gina o incentivou – Odeio ver meu irmao assim!

Harry havia proposto a si mesmo não falar mais com Hermione até que a situação mudasse, mas havia chegado o momento de tomar medidas drásticas. Rony já estava nessa depressão há quase um mês.

-Hermione, tenho que falar com você. – ele falou seriamente com ela, a pressionando contra a parede para que não escapasse como da outra vez.

-Então fale. – ela disse nervosa. Ficava cada vez mais nervosa se Harry olhasse ela diretamente nos olhos.

-Tem visto Rony? – perguntou ele. Sabia a resposta, só queria saber se ela ia responder como ele pensava.

-Não. Ele está muito mal?

-O que você acha? Tem que vê-lo, é claro que ele está mal.

Hermione mordeu os lábios. Não queria ir, pensava que se o fizesse sua consciência iria pesar a tal ponto que acabaria ficando tão deprimida quanto Rony. Mas não poderia negar.

-Certo, irei, mas só porque você me pediu.

Na verdade, Hermione não queria ir falar com Rony por medo de que ele começasse a recriminá-la pela maneira que ela havia o tratado. Mas convenceu a si mesma de que mal como ele estava não poderia dizer muito. E ela vai ao quarto.

-Rony, você está aí?

Ronu não respondeu, continuava sentado, cabisbaixo, de frente para a parede.

-Queria... Me desculpar com você... Pela maneira com a qual eu o tratei…

-Você ri de mim. – disse depois de muito tempo calado.

-Não, não pense isso de mim. Admito que me enganei! – ela ainda tentou se desculpar.

-Hermione Granger admitindo um erro? Isso eu teria que ver – respondeu sarcasticamente ele e se virou para Hermione. Ela se surpreendeu com a resposta dele.

-Ei, espere, falo sério. – afirmou, ficando nervosa, pelo menos um pouco. Rony não acreditava nela!

-Olha, se é uma brincadeira, não está tão ruim, teria que praticar mais, meus irmãos podem te ajudar com isso. Agora, se está falando seriamente, minha resposta é NÃO. Por favor, deixe-me em paz.

-Se você quer...

Hermione saiu do quarto chutando a porta, aparentemente furiosa, mesmo se sentindo muito triste. Tinha mil perguntas na sua cabeça. A primeira era, Por que ele havia a tratado assim? De todas as formas ela tentou ter paciência e esquecendo de seu orgulho, (Que digamos é bem grande) queria ter se desculpado, lhe explicar que queria que eles continuassem a ser amigos, que tudo voltaria a ser como antes. Foi para o seu quarto muito desanimada e se perguntando por que as coisas chegaram ao extremo de que Rony não queria a ver nunca mais.

 

Capítulo 21: Grifinória contra Lufa-Lufa.

 

Bem, o caso é que estranhamente, Rony melhorou bastante nos dias seguintes. Voltou a se concentrar nas aulas e nos treinamentos do Quadribol, mesmo que não falasse tanto quanto antes. E assim, chegou o dia da partida.

-Muito bem pessoal – começou Harry. Estava muito nervoso, era sua primeira partida como capitão – Só se lembrem dos treinamentos, as estratégias que praticamos e o jogo é nosso. Agora, vamos ao campo!

A equipe saiu com suas vestes escarlates. Harry estava cada vez mais nervoso. Sacudiu a cabeça, convencendo-se que eles fariam um excelente trabalho. (Ele e a equipe) Ele se assustou ao ver que o capitão da equipe adversária era Justino Finch-fletchey.

-Olá – o cumprimentou Justino ao lhe ver.

-Olá – respondeu Harry. Nenhum dos dois sabia o que dizer.

-Capitães, apertem as mãos. – disse Madame Hooch.

Harry e Justino apertaram as mãos amigavelmente. Harry observou que Justino tinha uma Nimbus 2003. (Modelo posterior a Nimbus 2002, mas, continuando levemente a ser mais lenta que a Firebolt) Havia observado Justino durante os treinos da Lufa-Lufa e ele voava muito bem.

-Que ganhe o melhor. – disse Harry.

Madame Hooch apitou e ambas as equipes montaram nas vassouras e catorze jogadores estavam no ar.

-Começa a partida! – exclamou Dino Thomas, que era o comentarista no lugar de Lino Jordan. – Grifinória pega de inicio a pelota, Gina Weasley está com a Goles, passa para Karla Winslet, oh não! Ajude-a Dennis! Ótima jogada do batedor da Grifinória, Karla faz um passe excelente para Gina, que permanece com a posse, Ernie Mc Millan vai pará-la, ele vai conseguir e... Oh, não esperem! Excelente jogada da artilheira da Grifinória que é namorada de Harry – Dino só escutou a professora Mc Gonnagal gritar “Thomas!” – Ponto para Grifinória! Grifinória na cabeça por dez a zero! Recomeça a partida, não há sinal algum do Pomo de Ouro. Ana Abbot tem a posse da goles e vai a direção ao alvo adversário, Mary Collins tenta tomar a posse, não consegue e... Uau! Essa deve doer! Um balaço quase a derruba da vassoura! Collins está com a Goles, conseguiu tomá-la da artilheira adversária, o goleiro da Lufa-Lufa vai pará-la, não consegue, Vamos Mary! Não, não conseguiu. Susan Bones, artilheira da Lufa-Lufa, pega a tempo, vai direto ao gol adversário, vai marcar, quase Rony! O goleiro da Grifinória não consegue pegar essa!

Harry sobrevoava o campo, procurando o Pomo de Ouro. Olhando de vez em quando para a partida, pensou que este ano, Justino melhorou bastante a equipe. Levando em conta que todos os jogadores de dois anos atrás haviam saído, os novatos jogavam muito bem; E ao parecer, ele confiava nas habilidades da sua equipe...

Essa partida estava muito igual.

-Tempo! – ele exclaou e todos desceram.

-O que foi Harry? – perguntaram todos em uníssono.

-Mudança de tática, gente. – disse rapidamente – As artilheiras, na formação cabeça de Falcão, os batedores, pelas laterais e você Rony, fique atento, por favor...

-Fique calmo Harry. Vai dar tudo certo. – disse Mary.

-Certo; Você está muito nervoso – completou Gina – Vamos, acalme-se amor.

-Já estão prontos? – perguntou Madame Hooch, aproximando-se.

-Certo. Vamos.

Madame Hooch apitou e todos voltaram aos ares. Harry começou a voar em circulos pelo campo como um falcão em busca de sua presa, neste caso, o pomo de ouro. Enquanto isso; escutava os comentários de Dino, que falava tão rápido, que parecia que sua vida dependia disso.

-Grifinória na cabeça por setenta a vinte! Se Harry pega o pomo, tem chances de ganhar o campeonato caso vença a próxima partida!

Ele deu mais duas voltas pelo campo enquanto o resto da equipe continuava jogando. Justino o seguia próximo, o marcando e imitando seus movimentos. Não havia sinal algum do Pomo de Ouro. De repente ele viu um facho de luz dourado a uns vinte metros de Justino. O pomo de ouro! Disparou na Firebolt, Justino se deu conta e acelerou na sua Nimbus 2003. Enquanto isso, Mary Collins marcava mais um gol para a Grifinória, Harry e Justino disputavam palmo a palmo, mas Harry conseguiu ultrapassá-lo e pegar o pomo de ouro por pouco.

-Fim de Jogo! – exclamou Dino, eufórico – Depois de uma atuação espetacular, Potter conseguiu pegar o pomo de ouro! Grifinória venceu por 230 a 50! Os da Lufa-Lufa perderam sua chance de vencer a copa, melhor voltarem para casa garotos! Mais sorte no próximo ano! Não tem nada o que fazer contra Grifinória e o seu novo capitão!

-Thomas! O adverto! Meu Deus, só nos faltava outro Jordan!

-Desculpe professora – disse ele sarcasticamente – Depois de uma atuação espetacular, em que deram tudo de si, a Lufa-Lufa foi vencida por “muito pouco” pela equipe da Grifinória!

A comemoração durou até a noite na torre da Grifnoria, era quase como se já tivessem ganhado a taça. Rony também participou da comemoração do grupo, não estava mais deprimido. Mas não falava com Hermione e isso preocupava Harry.

 

Capítulo 22: O feitiço dos Três Poderes.

 

A coisa ia de mal a pior. Harry se sentava entre eles, forçando a conversa e eles usavam Harry para responder.

-Diga a Rony que se ele não amadurecer de uma vez... – Mione dizia.

-Rony, Mione disse que... – Harry falava

-Diga a Hermione para não se meter onde não foi chamada.

Harry decidiu falar com Rony. Ele tentou com Mione, mas houve resultados catastróficos. (E por pouco não teve um olho roxo) Ela gritou com ele (E todo o salão comunal soube do problema) que não pensava em ir atrás de Rony para ver se ele amadurecia. (Algo que soou familiar a Harry) E depois, bastante afetada, lhe explicou que Rony dessa vez tentou se desculpar.

-Rony, por favor, já é hora de pararem com isso. – implorou Harry – É muito desagradável ver como não se falam mais. E Mione...

-Que se dane ela! – cortou Rony, incomodado ao ouvir o nome.

-Vamos, sei que sente falta dela.

-Mesmo se fosse, não importaria a ela.

-Sei que importa. Ela está mal sabia?

-Ah, que gênio. E eu estou perfeitamente bem, sabia Harry? – respondeu rony ironicamente – Não quero sabem mais nada de Hermione.

-Rony, você está morrendo de vontade de ir falar um pouco com ela! – exclamou Harry a ponto de perder a paciência.

-Me deixe em paz Harry! – essa discussão não tem sentido, ela não quer me ver e nem eu a ela. – lhe cortou Rony, dando um ponto final à discussão.

Abril chegou o canto dos pássaros, as flores abertas, climas mais agradáveis, e por conseqüência, o romance que pairava pelo ar.

Toda a turma estava “arranjada”: Harry com Gina, Dino com Padma, Simas com Parvati e incrivelmente, Neville com Lilá.

Os garotos estavam conversando na aula de Feitiços. Dino perguntou a Neville como havia conseguido que Lilá aceitasse namorar ele, sendo que ele era um idiota (Esse ultimo item ele não disse).

-Não, acho que não os direi. – respondeu este.

-Vamos Neville. – insistiu Simas.

-Eu a pedi que fosse ao baile comigo – disse Neville sorrindo – Nunca acreditei que aceitasse. E depois... – não pôde continuar a frase, ficaria muito envergonhado se soubessem que ela, tomando a iniciativa, o beijara.

Os garotos riram e continuaram a aula. O professor Flitwick não havia percebido que eles não prestavam atenção no Feitiço dos Três Poderes.

-Formem grupos de três pessoas – pediu Flitwick, lhes passando uns frascos enormes e transparentes – apontem a varinha para os frascos e pronunciem o seguinte feitiço: Triptium!

Da varinha do professor Flitwick saíram algumas faíscas, mas nada mais aconteceu. Os alunos se decepcionaram.

-Vamos garotos – disse o professor – por que acham que esse é chamado de Feitiço dos Três Poderes? Eu sozinho não posso, agora bem, se a Senhorita Granger e mais alguém me acompanhassem...

-Para que serve professor?

-Thomas, acho que você não estava prestando atenção, não é? – perguntou o professor.

-Na verdade não. Ninguém. – murmurou Simas.

-Eu disse no começo da aula – disse o professor, fechando os olhos – é um feitiço muito difícil, lembrem-se que esse ano tem os NOM’S e que deverão se esforçar mais do que nunca. Geralmente esse feitiço não se aprende antes do sétimo ano, mas o Professor Dumbledore acha que devem aprender nesse ano, devido aos acontecimentos recentes e...

-Ah, bem. Mas serve pra que? – interrompeu Dino.

O professor se sentou na cadeira, apoiou a cabeça nas mãos e se ouviu ele murmurar “Por que meu deus? Estes garotos... Estão na idade em que já não se presta mais atenção em nada”.

-Professor, o que temos que fazer? – perguntou Mione.

-Ah, sim! Se aproxime você e também o Potter.

Harry se levantouy da cadeira, estranhando que Flitwick o tivesse chamado. E foi até onde eles estavam.

-Agora garotos – disse o professor – apontem a varinha para o jarro. No três. Um... Dois... Três... – os três exclamaram ao mesmo tempo – Triptium!

O jarro se encheu com uma substancia estranha, entre liquida e gasosa, que se movia mudando de um tom veremlho dourado para um azul transparente e depois totalmente prateado. Flitwick se apressou para fechá-lo (e desfazer o feitiço) e depois se dirigiu a Dino.

-Se lhe interessa Thomas, pode trancar três poderes da natureza no frasco, como fizeram antes os Elfos Reais, que já não existem no mundo atual. Estes (Os elementos) são: Água, ar e fogo. Cada um dos três bruxos que realizarem o feitiço deverá eleger um dos elementos e poderão manejá-lo a vontade. É claro que devem ser bruxos bem treinados e um pouco poderosos. (pra não dizer muito) Do contrário, não lhe obedecerão (Os elementos) e escaparão antes que consigam os trancar no frasco.

Os alunos saíram da aula muito animados, todos comentavam a aula e interpretavam de maneira diferente as palavras do professor:

-Até onde chegará o controle sobre o elementto?

-Obviamente Rony, se referia a... Sabe, eu não sei. Pode ter muitas interpretações. – disse Mione pensativa.

-Mione, está se sentindo bem? Para que não saiba de algo... – Lhe disse Rony rindo. Para surpresa de Harry, Mione também riu.

-Hey, vocês não se falavam, o que aconteceu que eu não soube – disse ele “Voltaram a se falar e eu não soube de nada?”.

Rony apenas encolheu os ombros e Mione também o fez. Se entreolharam e riram de novo e continuaram conversando.

-O que serão os Elfos Reais? – perguntou Harry.

Hermione se sobresaltou e Harry imediatamante desejou não ter perguntado nada, pois esta exclamou horrorizada.

-MEU DEUS! ESTAMOS NO DIA TRÊS DE ABRIL E NÃO FIZ NADA SOBRE O F.A.L.E. Tenho que ir a biblioteca!

-Vamos Mione, - disse Harry – deixe pra lá esse rolo velho. É hora do almoço.

-O que? É claro que não! Como se você não soubesse que mais de cem elfos não tem condições dignas de trabalho. – disse ela saindo em direção a biblioteca, mas Rony a segurou pelo braço e disse calmamente:

-Eu mesmo irei te acompanhar até as cozinhas, mas, por favor, venha conosco almoçar, acalme-se um pouco e depois veremos certo?

Harry se surpreendeu. Essa era uma atitude totalmente nova em seu amigo. Há um ano, Rony provavelmente riria dela e há dois anos, ele possivelmente gritaria que não iria acompanhar (Mesmo que Mione não tivesse pedido) e a coisa terminaria em briga.

-Harry, vem ou não? – perguntou Mione.

-Ah, sim, já vou.

Depois de almoçar, foram até a cozinha, onde Mione tentou mais uma vez convencer os elfos de que eles deveriam ter os mesmos direitos dos bruxos. Duas vozinhas agudas vieram correndo de um extremo à outro da cozinha até eles: Eram Dobby e Winky.

-Harry Potter, senhor! – exclamou Dobby – Dobby esperou e esperou a Harry Potter, mas ele não vinha nunca... – terminou triste.

-Harry Potter! – exclamou Winky – enfim veio senhor! Deseja uma xícara de chá?

Mas Winky estava muito diferente do que eles viram no ultimo ano. Já não levava mais a roupa suja que tinha e estava totalmente sóbria. Quando Harry perguntou a Dobby o muotivo da mudança de Winky, este lhe respondeu em tom confidencial:

-Harry Potter não sabia? – perguntou abrindo os grande olhos dele – quando o ultimo membro da família que um elfo serve morre, ele deve esquecer completamente e buscar outra família. (Um elfo tem a obrigação de trabalhar, aconteça o que acontecer) Winky está assim desde o ultimo outono. Inclusive aceitou o salário que o professor Dumbledore – esse ultimo fato, ele contou num tom de voz tão baixo que Harry teve que chegar os ouvidos mais perto de Dobby para escutar.

-Que bom Winky! – exclamou Mione que havia ouvido.

-Obrigado senhorita. – respondeu amavelmente Winky – uma xícara de chá? – Hermione desistiu e aceitou o chá.

Nas manhãs segunites aconteciam muitas coisas. Mione lia atentamente o Profeta e os artigos eram cada vez mais macabros.

-O que dizem as manchetes de hoje? – Começou ela, comentando – Os dementadores atacaram uma casa onde viviam muitas bruxas que não gostam de você-sabe-quem. E lhes... Deram o beijo. Que terrível.

-Olhem esta noticia: Em mais um ataque de Comensais, morrem três aurores e um trouxa que passava por ali. Um trouxa? – ela disse no dia seguinte

-Nesta manhã – ela disse mais uma vez no dia seguinte – Num duelo entre aurores e comensais deixou cinco mortes e sete feridos, quatro deles sendo bruxos de origem trouxa. Os culpados fugiram.

Apesar de tudo, Hogwarts era um lugar tão seguro que tudo parecia se passar num mundo à parte. Até que numa manhã...

-Garotos, escutem isso: “Aparece a Marca Negra sobre a casa de Samuel e Elizabeth Finnigan? Oh, não”. – ela disse numa manhã.

Simas cuspiu sem querer parte de seu café sobre a mesa, arrancou a página das mãos de Mione e a olhou meio assombrado. Quando terminou de ler o artigo, ele subiu correndo ao quarto dos garotos.

-“Elizabeth Finnigan, trinta e seis anos, uma bruxa da sede irlandesa do Ministério da Magia e seu marido, Samuel Finnigan, um trouxa de trinta e sete anos; foram encontrados mortos nesta madrugada em sua casa; e no alto da casa se via a Marca Negra. As investigações do Ministério apontam que o crime foi cometido por causa que eles negaram dar informações dos planos do Ministério para a captura dos Comensais. Os Aurores estão no rastro dos assassinos.”.

-Pobre Simas! – exclamou Dino, se levantando da mesa e correndo atrás de Simas.

Simas não voltou para as aulas nesse dia e nem Dino, que estava acompanhando o amigo.

E não voltaram nos quatro dias seguintes. Na manhã do quarto dia quando ele voltou na hora do café da manhã, ninguém soube o que dier. Souberam por Dino que ele havia se ausentado para assistir ao funeral de seus pais.

No domingo, dia mais calmo; Harry recebeu uma coruja de Sirius no café da manhã.

Querido Harry,

Estão ocorrendo coisas muito desagradáveis ultimamente. Estou preocupado com sua segurança e de quem está próximo a você. Você poderá vir para as férias da Semana Santa? O ambiente estará mais calmo por aqui, o Vale é bem seguro e poderá descansar uns dias; eu mesmo irei te buscar. Responda-me.

Sirius.

P.S: Remus te mandou lembranças.

-Ao vale? Sirius quer que você vá para lá? – perguntou Mione.

-Disse que o ambiente estará mais calmo. E dou razão a ele. Acho que irei aceitar.

-Nós podemos ir também? – perguntou Rony, na esperança de viajar a um lugar mais tranqüilo.

-Rony; acho que o convite é só para Harry. – respondeu Mione.

-Vou lhe perguntar. Alguém aí está com uma pena? – Harry perguntou.

-Eu tenho uma aqui. – respondeu Hermione entregando uma pena a ele.

Sirius,

Tudo bem, eu irei. As férias começam nesse fim de semana. Não tive nenhum sonho estranho, nem problema de nenhum tipo. (Você me disse para te manter informado) Só as noticias que me preocupam, mas não parece ter nada contra eu.

Mande lembranças a Remus.

Harry.

P.S: Rony e Mione podem ir comigo?

Edwiges saiu voando com a carta amarrada em sua pata. Harry não teria nada o que fazer, se não fosse pela enorme quantidade de exercícios que os professores passaram, preparando-os para os NOM’S. Passaram a tarde na biblioteca, com Rony resmungando pelo excesso de trabalho:

-Acho que nunca em mia vida fiquei tanto tempo aqui... Exceto o ano passado, quando ajudamos Harry com a primeira prova. É chato demais.

-Rony, pare de se queixar – disse Mione desaparecendo diante de um enorme livro entitulado “História da Terra Média e seu legado, Tomo três, terceira era do mundo: A guerra Real” – custa muito se concentrar e estou buscando algo sobre os elfos.

-Você não se encheu ainda do fale? – perguntou Harry.

-Não, e não se chama fale. – respondeu Hermione – estou procurando algo sobre a raça dos Elfos Reais, da qual nos falatam Fleur e Flitwick.

Deram seis da tarde e Harry se levantou da mesa, exausto. A tarefa de transfiguração havia dado muito trabalho. (Explicar as dificuldades de transfigurar espécies híbridas em espécies extintas, três pergaminhos) Ele lembrou que havia combinado de ficar com Gina nessa hora e saiu do castelo em direção ao lago.

Ela foi correndo até ele quando lhe viu. Depois de lhe dar um beijo, lhe perguntou:

-Onde se meteu? Senti sua falta.

-Desculpe – sussurrou Harry em seu ouvido. – excesso de trabalho. Também senti sua falta.

Eles ficaram ali, por alguns momentos, abraçados, olhando o pôr do sol e literalmente nas nuvens, até que Rony chegou, interrompendo-os.

-Ei, já é hora do jantar, são sete horas – informou Rony, sacudindo o ombro de Gina. Esta se enfureceu muito com Rony e parecia disposta e espancar o irmão.

-Espera Gina... Eu falarei com Rony, já te alcanço. – a acalmou Harry. Harry encarou Rony, pedindo uma explicação, mas em vez disse, este comentou em tom de brincadeira:

-Cuida da minha irmã Harry. Olha quem está olhando vocês...

-O quê? Estava espiando a gente? – perguntou Harry, começando a se enfurecer.

-Não garoto, é brincadeira.

-Você tem uma relação muito curiosa com Gina. Fica como se não se importasse com ela, mas a superprotege.

Rony encolheu os ombros e comentou como quem não quer nada:

-Está frio... Vamos comer.

O resto da semana passou muito rápido. Um dia antes do começo daquelas férias, Sirius mandou resposta a carta que Harry havia enviado.

Harry:

Não tem problema nenhum que eles venham, mas, por favor, ninguém mais. Você já viu que a casa de Remus não é muito grande. Até amanha.

Sirius.

-Genial! – exclamou Rony – vamos fazer as malas gente!

-Conte-nos sobre o vale Harry! – pediu Mione – ouvi dizer que Hogsmeade era o único povoado da Grã-bretanha inteiramente não-trouxa, mas não parece que é assim.

-Bem... Acho que lá também vivem alguns trouxas com poderes mágicos, como pais de bruxos e outras coisas assim, mas não estou muito certa disso. – respondeu Gina.

-Gina, não te ensinaram a não se intrometer na conversa dos outros? – perguntou Rony incomodado.

-Bem, Mione perguntou. – respondeu Gina – Harry, posso ir com vocês?

-Acho que não meu amor – respondeu Harry com tristeza “Como pude esquecer da Gina? Ai que idiota que eu sou” pensou Harry – Sirius disse que ninguém mais poderia vir.

-Ah, bem, se ele disse... – Gina diz compreendendo.

No dia seguinte, na estação de Hogsmeade, todos esperavam o expresso com um só malão para os três. Gina veio correndo do castelo, para alcançar e se despedir de cada um deles. No final, logo depois de beijar Harry, lhe piscou um olho e disse:

-Alegre-se! Vai sair de férias, não ao funeral. E talvez me veja antes do que imagina.

Harry embarca no trem sem entender nada e Gina acena pra eles na estação e logo depois do trem sumir de vista, uma coruja chega entregando um bilhete para Gina:

Cara Gina:

Fiquei bastante surpreso diante de sua evolução no treino prático que tivemos na lareira, está melhorando muito, espero que nesse fim de semana, você possa vir aqui para um treino prático, além do mais, sei que quer vir, o dia se aproxima, boa sorte.

Canis Major.

 

 

 

 

Capítulo 23: A Volta ao Vale.

 

Eles jogaram Snap explosivo durante todo o trajeto. Sirius os esperava na estação King’ Cross e vinha sem Remus.

Os fez subir na plataforma sete e dois terços para poder falar tranqüilamente. Os trouxas da estação começavam a olhar para eles devido aos estranhos (para eles) objetos que levavam: Os três alunos com as vestes de Hogwarts, Sirius com uma com uma veste azul escura; e a gaiola de Edwiges e o malão.

-Olá garotos – cumprimentou assim que entraram na plataforma

-Olá Sirius.

-Como vão as coisas? Por aqui no Vale está tudo bem.

-Bem... Ultimamente as coisas estão muito agitadas.

-Harry, eu também leio o Profeta. Por isso quis que vissem. Mesmo que Hogwarts seja o lugar mais seguro do mundo, qualquer pessoa fica uma pilha de nervos quando acontecem essas coisas: Tem gente demais.

O trem estava vazio, exceto por eles. Foram conversando durante toda a viagem até que Rony ficou dormindo no assento, no lado de Mione.

-E o que você tem feito ultimamente? – perguntou Harry.

-Bem, eu me dediquei a ir procurar por Rabicho. Tive noticias dele há uns dois meses. O viram em Briston, mas não pude ir dessa vez. Não posso sair daqui muitas vezes consecutivas em pequenos intervalos de tempo.

-Sirius, queria pedir-lhe um favor – disse Harry, que teve uma idéia do nada.

-Claro. O que seria?

-Queria que me ensinasse a ser um animago. Pensei... Que é muito útil em certas ocasiões.

-Hmm... – disse ele olhando para o céu – deve chegar daqui a pouco...

-O que? – perguntou Harry surpreso.

-Nada, ah sim! Você pediu pra que eu o ensinasse a ser um animago! Claro que sim! Mas não é automático, talvez tenha tempo de te ensinar quando estivermos aqui.

Rony acordou quando, mais ou menos meia noite um apito longo e alto anunciou que o trem acabara de chegar na estação de Hummel.

-Bem garotos, vão indo – disse Sirius – já verão na minha opinião, Hummel é um povoado muito... Que diabos aconteceu aqui?

A estação em ruínas estava cheia de gente que tentava sair do povoado, que estava devastado. Era um espetáculo macabro ver como bruxos adultos aparatavam crianças e mulheres nas desesperadas tentativas de por-lhes no trem e fugir dessa loucura.

-Ah, não! Acho que atacaram o povoado... Mas não pode ser... Melhor irmos pra casa gente.

Saíram correndo da estação, Sirius disse que ficaria um pouco pra ver a situação, questão de segundos, pediu pra Harry os guiar.

Ele ficou e recebeu uma coruja pequena com uma breve carta:

Caro Sirius,

Recebi sua coruja e estarei indo para aí em breve. Amanhã irei partir, espero que nos encontremos logo, mal posso esperar.

Beauterfly.

-Então espero você. – disse pra si mesmo Sirius.

Sirius guardou a carta e logo alcançou Harry, que estava indo com Rony e Hermione pela estrada sem nome, na direção oposta do povoado. A casa estava vazia.

-E Remus? Onde está Remus? – perguntou Harry.

-Isso é um desastre! – exclamou Sirius – Nós iremos dormir e amanhã... Amanhã averiguaremos o que aconteceu aqui. E você Harry... Sei o quanto se parece com seus pais, pobre de você se eu souber que esteve fora sem minha permissão porque...

-Boa noite então! – cortou Harry.

-Boa noite – ele respondeu – Harry, você já conhece a casa. Leve Rony e Mione ao quarto.

Despediram-se da Sirius e Harry os levou, subindo as escadas aos quartos de lá de cima.

A casa de Remus e Sirius não era grande, mas não era pequena. Tinha quatro quartos no andar de cima: O de Remus, o de Sirius, um quarto de visitas com duas camas e um quarto menor do que o de visitas.

No andar de baixo tinha uma cozinha-sala de jantar; uma pequena sala de visitas, o lavabo e o banheiro. A casa era rodeada por um quintal grande um pouco mal cuidado. O rio Anduin passava próximo e se podia ouvir o murmuro da água correndo o rio.

-Bem, eu dormirei aqui – disse Hermione, apontando a cama montavel que havia no armário do quartinho.

-Não prefere dormir em uma cama de verdade? – sugeriu Rony – Eu poderia dormir nessa cama aí. Ou Harry.

-E ficar no mesmo quarto que um de vocês dois? Acho que não. Aqui está bom pra mim. – disse ela dando um ponto final na conversa.

-Tudo bem... – ele concordou.

Harry passou boa parte da noite em claro, pensando em todas as coisas que aconteceram nesse dia. Lembrou especialmente do que Gina lhe disse: “Talvez me veja antes do que imagine”. Ele disse para ela não vir, mesmo não sabendo que o Vale estava nesse estado. “Tomara que ela não venha com toda essa confusão” pensou Harry e foi dormir.

 

Capítulo 24: Os refugiados.

 

No dia seguinte, Sirius levantou cedo os garotos (Lembre-se que às vezes quando me referir a garotos, me refiro a Rony, Harry e Hermione ou Harry, Rony, Mione e Gina). Disse-lhes que depois de tomar o café da manhã, iriam buscar Remus na Poça.

-Remus conhece a existência da Poça? – perguntou Harry.

-Claro, ele me ajudou a encontrá-lá.

O caminho estava igual à outra vez, exceto que grande parte da Estrada Sem Nome estava destruída. Mas não havia dano algum à Floresta, pois talvez esta era tão mágica que não podia ser destruída.

Percorreram o caminho no mais completo silencio. Inclusive Mione, que morria de vontade de saber mais do lugar estava calada.

Ninguém se dava ao ânimo de dizer nada.

Harry também observou que o túnel estava mais largo do que na primeira vez e que também parecia ter sido transitado. O perguntou a Sirius:

-Sirius, o túnel parece que foi transitado mais do que na ultima vez. O que aconteceu?

-Hm... Não sei... – respondeu Sirius, examinando o túnel de cara fechada – não vim aqui desde o mês passado.

Continuaram andando e admiraram a poça. Mas ela não estava vazia: Havia aproximadamente 150 pessoas, de todas as idades acampando ao redor da poça. Alguém agarrou Harry pelas vestes, gritando entusiasmada:

-Harry! Você está de volta!

Era Paty. Pouco a pouco ele foi observando todas as pessoas que estavam acampando na poça: eram todos os alunos da Escola Humstall.

-Paty!

-É... Quem é Harry? – perguntou Rony curioso.

-Uma amiga de Humstall. O que aconteceu no povoado? – ele perguntou a Paty.

-Há uns dois dias, chegou um grupo de partidários de você-sabe-quem, entre eles, três gigantes, um grande exercito de dementadores e muitos comensais – ela respondeu falando depressa. – E saquearam a cidade, assassinando muita gente, destrundo tudo... O de sempre – terminou ela fechando os punhos com ódio. – Depois, chegou Remus Lupin ao castelo e nos avisa o que aconteceu no povoado, transfigurou uma pedra em chave de portal e nos trouxe para cá. Esse lugar é lindo!

-Sei! – exclamou Hermione – e faz quanto tempo que...

-Garotos... – interrompe um homem.

-Remus! – exclamam eles em coro.

-Onde você se meteu seu cabeça oca? – exclama Sirius, dividido entre a raiva e a alegria – sabe o quanto eu fiquei preocupado? Além do mais, isso está tão cheio como um acampamento trouxa no verão!

-Estava aqui desde que você saiu anteontem Sirius. – respondeu ele – Dumbledore se comunicou conosco. Acredito que vocês irão a Hogwarts terminar o ano e fazer os NOM’S – ele disse a Paty.

-A Hogwarts? – perguntou paty interessada – quando ia começar a estudar, tentei entrar em Hogwarts, mas meus pais preferiram que ficasse aqui. Disseram que era mais tranqüilo! – exclamou rindo, fingindo que estava escandalizada.

-De onde você é Paty? – perguntou Hermione.

-Da Índia, mas vivemos aqui. Não quero falar disso. – respondeu rapidamente. – Não sabem onde estamos? – perguntou para mudar de assunto.

-Na verdade não.

-Acho que próximo de Cornualles, não estou certa, porque não me dou bem com os mapas trouxas. Mas o que fazemos falando de mapas e trouxas? Venham conhecer o resto da turma! – exclamou ela.

Paty apresentou Rony e Mione aos outros alunos do quinto ano de Humstall. Depois, os convidou alegremente a comer na sua barraca. Por fora parecia uma daquelas trouxas de dois por dois metros, mas por dentro era um amplo apartamento com um quarto, cozinha, sala de estar e de jantar e um banheiro.

-Exatamente igual ao que penso ter quando me fartar da vida em família! Que é estressante demais! – exclamou Patu, dando um pulinho – Claro, tenho que terminar a escola antes. Mas tenho pensado sair durante um ano sozinha e percorrer a Grã-Bretanha de moto.

-De Moto? Você é de família trouxa? – perguntou Hermione.

-Não, minha mãe trabalha no Departamento de Segurança Mágica do Ministério, maneja as informações sobre... – se deteve, como se pensasse que havia malado de mais e mudou de assunto – mas meu padastro é trouxa, é advogado.

-Advo... O que? – perguntou Rony.

Depois de Hermione explicar a Rony o que era um advogado, a conversa continuou durante a refeição. Sirius colocou a cabeça (No bom sentido é claro) para dentro da barraca:

-Me desculpe por entrar assim... Como você se chama?

-É... – ela vacilou por um momento – Paty. Paty Henderson.

-Certo Paty, preciso levar os garotos por um tempo? Pode ser?

-Claro, tudo bem. Você é Sirius Black, não? Genial. Mas espero nós terminarmos de comer.

-Você cozinha muito bem! – parabenizou-a Mione.

-Obrigado – agradeceu Paty – Prefiro eu mesma fazer as coisas, não me acostumo a cozinhar com magia. Quer comer algo Sirius? Desculpe, posso te chamar de Sirius?

Sirius aceitou e ficaram comendo. Quando terminaram iam saindo, quando uma mulher que eles não conheciam tapou os olhos de Sirius por detrás dele e exclamou:

-Advinha quem sou eu!

-Não sei – respondeu este estranhando.

A mulher se pôs na frente dele, sem destapar os olhos e o beijou. Depois, destapou e Sirius quase cai de susto:

-An... Anna? – murmurou ele.

-Ahá! – respondeu a mulher – levei dois anos te procurando Sirius. Sempre, sempre soube que conseguiria sair daquele lugar terrível.

-É... Desculpe, lamento interromper, mas, quem é você? – perguntou Harry.

-Oh, desculpe, não me apr... – respondeu a mulher se virando para Harry. O olhou de cima a baixo e exclamou – Harry! A ultima vez que te vi, você era um bebê! Está igualzinho ao Tiago!

-Agora sim eu não estou entendendo nada. – comentou Rony.

-Muito menos eu! – exclamou Hermione.

-Ela é Anna Patch – respondeu Sirius – A melhor amiga de sua mãe Harry. E também o amor da minha vida. – terminou, baixando um pouco o tom de voz e ficando vermelho, algo que Harry nunca o viu fazer.

-Ah sim – completou Anna – quando quiseram levar Sirius para Azkaban, tentei impedir, mas ele tinha todas as provas contra ele.

-E por pouco não levam ela também – completou Sirius – acreditaram que ela estava tramando comigo, você conheceu o tipo de “justiça” que Crouch aplicava. – concluiu ele com um pouco de raiva na voz.

Nessa noite, saiu do nada uma barraca que era por dentro igual à casa do penhasco de Remus e Sirius. Quando Sirius (ainda sem poder acreditar na sua sorte) perguntou a Anna onde ela ia acampar, ela respondeu que havia trazido sua própria barraca.

-Não se preocupe comigo – ela disse piscando um olho – trouxe uma barraca para mim – e lhe beijou – boa noite amor.

-Boa Noite An.

Sirius entrou na barraca (a dele) e os garotos lhe encheram de perguntas. Para se livrar delas, disse que estava cansado e foi dormir.

 

Capítulo 25: Mais Surpresas.

 

Gina estava bastante surpresa, parada na estação de Hummel.

-Canis não disse onde deveria o encontrar, droga! E isso parece um caos! – ela diz pra si mesma.

Um carregador muito amável lhe trouxe sua mochila o mais rápido que pôde. “Definitivamente, quem dizia que esse lugar era tranqüilo estava louco” Pensou ao ver a atividade que ocorria na estação, exatamente igual (Ou pior) do que Harry havia visto no dia anterior. Avançou pelo povoado e perguntou onde ficava a pousada que haviam lhe recomendado em Hogwarts, se chamava “Vale Dourado”. Uma garota estranha lhe disse que havia sido destruida (A pousada) pela invasão e isso a deixou mais confusa ainda. “Que invasão? Houve uma invasão?”

-Mas pode ir à Poça pela Estrada. – lhe informou a garota – É um lugar onde sempre tem espaço para acampar. E não aconteceu nada de grave.

Gina, com sua mochila nos ombros, tomou a direção indicada pela garota. Estava sozinha e era nova no lugar.  E não tardou em se perder. Ficou vagando até o entardecer e começava a esfriar.

Depois de muito caminhar, chegou na casa de Remus. Tocou a campainha e ninguém respondia. Decidiu então entrar pela porta dos fundos, que estava aberta.

Percorreu a casa toda. Uma rápida ida ao segundo andar lhe informou onde estava: viu o malão dos garotos em um quarto.

Pensou em ficar lhes esperando ali até que voltassem. E ficou durante muitas horas, esperando em vão. Nem Harry nem nenhum dos outros voltava e já era muito tarde, seu relógio marcava dez e meia da noite. Sentiu um calafrio. Decidiu passar a noite na casa, não tinha barraca para acampar e era tarde demais para procurar hospedagem em outro lugar. Por quê não fez caso a Harry, quando lhe aconselhou ao se despedir que não viesse?

Pegou algumas cobertas na mochila e deitou no sofá. “Amanhã será outro dia” pensou. Se revirou nas cobertas, pensando em tudo que havia acontecido nesse ano. Desde que os Comensais a capturaram na Toca...

-Vamos – disse ela brava com si mesma – É muito tarde pra pensar nisso.

Mas não podia. Como haviam usado nela a Crucio até que se cansassem, apenas por diversão. Claro, não a mataram, porque precisavam dela para atrair Harry. Um deles inclusive quis estuprá-la... Mas outro o impediu. Depois, como Harry não chegava, acabaram se esquecendo dela e ela aproveitou para escapar, perambulando sem rumo ou destino. Foi indo assim até chegar numa cidade trouxa, numa fonte num parque e caiu desmaiada; incapaz de acordar por causa de seus medos... Teve sonhos muito estranhos.

Um homem baixo e calvo que ela não conhecia falava em sussurros com outro, um pouco mais alto e mais jovem por sinal. Este lhe indicava os passos para atrair e matar definitivamente Harry:

- “Mc Callan, é muito arriscado”.

- “Eu sei Rabicho. Mas são ordens do mestre. O que posso fazer contra isso?”.

- “Mas você irá só com um Olho do Dragão. Dumbledore é muito inteligente, pode te descobrir, e então...”.

- “Ah, não se preocupe, eu o usarei no brinco. Ninguém irá notar e posso levar todo o tempo do mundo”.

- “Bem, se é o que você diz...”.

“Que sonhos loucos” Pensou Gina, ela também teve um sonho que se passava num local com muitas pedras, ela estava namorando Harry e ela acabava morrendo no lugar dele... Ele chorava muito e ela ficou com medo. Este era um dos motivos que a fizeram ir pro Vale de Godric, não queria ver Harry sofrer com a morte dela. Logo depois lhe deram a poção de lágrimas de fênix. Ela sorriu ao lembrar o sabor: doce e suave. Como caramelo liquido, fresco e saboroso ao mesmo tempo. E voltou a Hogwarts antes do tempo, com os garotos. E ali a pegaram (No bom sentido), usando uma Imperius muito forte. Praticamente não se lembrava de ter percorrido todo o caminho desde o quarto das garotas até a clareira da floresta; O momento em que esteve mais consciente foi quando gritou a Harry para que não se preocupasse com ela, que escapasse. “Como o amo!” Pensou ela. E agora estava nesse rolo, sozinha no Vale de Godric, para ver Harry, este era o motivo mais importante pelo qual ela estava ali.

Gina acabou dormindo tarde. Dormiu sem tem nenhum sonho, até que a aurora clareou o dia no Vale. Ao ver que nem Harry nem nenhum dos outros chegavam ainda, decidiu procurá-los por sua própria conta. Colocou suas coisas de volta na mochila e saiu da casa.

Caminhou para o oeste. Por ali a estrada estava intacta. Viu em seu relógio que já eram duas da tarde. Disse a si mesma que iria almoçar na primeira casa que visse, ainda tinha alguns sanduíches. Chegou até as ruínas de uma casa que na sua época devia ter sido muito bonita. Ficou por ali mesmo e depois, uma vez saciada a sua fome, a curiosidade despertou nela e ela entrou.

A primeira coisa que viu, era uma sala de estar destruída. Tinha sinais de que foi queimada, mas não por um fogo comum e corrente. Eram manchas verdes que ainda restavam depois que havia sido queimado. Na esquerda se viam algumas cadeiras que em sua época foram talvez verdes provavelmente. Agora estavam tão sujas que era quase impossível notar alguma cor definida, a não ser que limpasse bem. De frente para as cadeiras, havia uma lareira queimada com o fogo verde. À esquerda desta, se via um armário de portas de vidro, que deve ter guardado pratos e copos. Estava todo quebrado. Ela avançou entre o vidro quebrado e encontrou uma escada que rangia ao pisá-la.

Subiu no segundo andar, que tinha três quartos. Dois deles estavam tão destruídos que era praticamente impossível pensar que alguém usou algum deles. Nos restos de um, se via uma cama de casal, com um pé quebrado, um armário caído no chão e muita terra sobre o tapete. Curiosamente, também tinha aquelas manchas de queimadura verde que ela viu lá embaixo. O outro deve ter sido uma mini-biblioteca, mas era impossível entrar: milhares de livros no chão e provavelmente um armário caído a impediam de abrir a porta.

Entrou no terceiro quarto e teve uma surpresa: Estava intacto. Nele se encontrava um berço com vários brinquedos de bebê, ursinhos de pelúcia e um pequeno armário com roupas. No lado esquerdo do berço havia uma mesinha de cabeceira em excelentes condições (na gaveta se encontrava um bibelô vazio e um livro de historias) Sobre a mesinha tinha uma pequena fotografia (Era tão pequena que parecia tirada de um livro) sem marcas... Uma mulher de cabelos vermelhos e um homem de óculos sorriam abraçando um bebê. “Esses olhos verdes” pensou olhando a foto “Não pode ser! Eu não deveria estar aqui!” Imediatamente, uma crescente sensação de incomodidade a invadoi. Gina saiu correndo da casa, pegou a mochila e correu na direção oposta.

Seguindo o curso do rio, chegou na floresta. Viu umas pegadas mais ou menos recentes, de uns dois dias atrás. Resolveu seguí-las e chegou até um túnel amplo, que percorria a floresta mais bonita que ela tinha visto. As arvores coníferas cresciam altas e retas, com musgo por todos os lados. Pisava num chão de terra e folhas mortas que estavam no caminho. Escutava-se o canto dos pássaros e o murmuro como se fosse de água, como se fosse uma pequena cascata. Na verdade era um lugar charmoso, mesmo que Gina não pensasse nisso quando caminhava rapidamente procurando os otros. E enquanto mais se aproximava do lugar de onde vinha o barulho de água, ia escutando vozes humanas. Até que...

-Gina!

-Harry?

Harry vinha correndo até ela.

 

 

Capítulo 26: A recordação.

 

Harry a abraçou, enquanto fingia que dava uma bronca nela, brincando:

-Garota travessa! – exclamou rindo – Te disse para não vir! Olha como está esse lugar!

-Não importa, pra mim está bem! – exclamou Gina rindo também.

-Senti falta de você – disse Harry a ela, uma vez tranqüilo.

-Eu também. Imagina só: Levei dois dias procurando você por todos os lados!

-Posso te mostrar o lugar? – ele perguntou.

-Certo. – respondeu ela, dando lhe um beijo.

Gina se encontrou com os outros e levou uma bronca (?) de Rony. Logo se deu bem com Paty. Foram os cinco a um lugar onde tinha menos gente, para conversar mais tranqüilamente. Gina contou sua “aventura”, mas não mencionou nada da casa. Olhava fixamente Harry, confirmando suas suspeitas. Era exatamente igual ao homem da foto.

-Nos conte agora de você Paty! – disse Gina tentando pensar em outra coisa.

-Eu acho que não – respondeu.

-Por quê?

-Não entenderiam. Ririam de mim. – comentou

-Ninguém faria isso, vamos, como chegou nesse colégio, sendo que vem de tão longe?

-Bem... Na Índia, as garotas não tem direito de aprender magia. E muito menos os garotos, se não pertencerem à casta Bramânica.

-A o quêêêêê? – perguntou Rony.

-Castas Rony – explicou Hermione – é um sistema de classes sociais relacionado à religião Hindu. Ninguém pode mudar de casta nessa “Vida”. Tem muito a ver com a reencarnação. Algo errado?

-Em nada – respondeu Paty, com um sorriso – bem, eu pertencia à casta “Kshatriya”, uma abaixo da necessária e ainda por cima, era garota. Direi que é um país... Charmoso, mas muito machista. Minha mãe sabia que eu tinha aptidão para a magia e tentou de todas as formas, me fazer ir a uma escola, mas não pôde. A lei proibia.

-É muito injusto. – Rony comentou.

-Muito. Imagina o que significa ter que cortar o cabelo, fingir que é um garoto; e que pertence a uma casta superior a sua. É o que fazem muitas garotas, até que a situação fique insustentável para elas. Pra mim durou um ano. Estudei o primeiro ano no Instituto Ganesha de Magia e Feitiçaria. Sorte que nessa idade ainda não se nota demais as diferenças entre um garoto e uma garota.

-E como saiu daquele ligar? – perguntou Gina.

-Minha mãe era viúva. Se casou com um trouxa britânico chamado Robert Henderson, meu padrasto, já sabem. Troquei de nome para não ser inadimitida e entrem em Humstall.

-Como você se chamava?

-Djilah. Mas me chamem de Jill se quiserem! Pra vocês é inpronunciável! – exclamou, recuperando seu habitual bom humor. Estava séria até demais durante seu relato, mas agora já confiava em seus amigos. – Antes de irmos... Imploro para que não dissessem a ninguém. Prefiro eu mesmo contar e a quem eu queira contar. Não tenho nada contra o resto da turma, mas uma pessoa que não vou contar, por exemplo, Franz Sellers que é um garoto insuportável, cínico, detestável e estúpido... – se deteu, como se penssasse que falou demais – E também Jean, que não faria nada contra as normas, nem se sua vida dependesse disso.

-E você prefere Jill ou Paty? – perguntou Hermione.

-Não sei! O que vocês quiserem!

Todos se levantaram e voltaram ao acampamento. Mas Rony deteve Gina e disse a ela:

-Quando nos contou o que havia acontecido com você, me dei conta de que você ocultou algo. Soube ao olhar em seus olhos. Não te perguntarei o que é, mas se é algo com relação ao Harry, você tem que contar a ele.

Gina se surpreendeu. Rony sorriu para lhe acalmar e lhe disse:

-Vamos, relaxe!

Os dois riram e voltaram a se reunir com os demais. Depois de comer, Lupin sinalizou uma pedra enorme, que quase parecia uma colina e disse aos garotos que nessa noite iriam a Hogwarts a usando como chave de portal.

Gina se lembrou de algo e disse:

-Desculpe, tenho que fazer algo. – ela disse séria – volto em meia hora.

Ela saiu e meia hora depois já estava de volta e estava bem cansada, mas feliz “Finalmente consegui” pensou ela “Canis é um excelente professor”.

Ao voltar, Paty perguntou:

-Querem ver algo interessante? – perguntou ela aos garotos. Estes encolheram os ombros. E confirmaram – Sigam-me.

Paty os guiou por um caminho, adentrando-se no bosque e puderam ver Remus e Laura beijando-se apaixonadamente sentados em uma rocha.

-Enfim se reconciliaram – sussurrou Harry. Os demais ficaram observando-o.

-O que disse Harry? – perguntaram todos em coro.

-Ah, é uma história comprida. Talvez outro dia. – respondeu Harry – vamos, ou os atrapalharemos.

Saíram de lá e voltaram ao acampamento. Mione, Rony e Paty ficaram conversando entre eles e Gina decidiu que esse era o melhor momento para contar a Harry sobre a casa.

-Harry, tenho que te contar algo. – começou Gina.

Harry começou a se preocupar: quando Gina começava com essas palavras, se tratava de um assunto muito sério. Perguntou-lhe como sempre:

-O que é?

-Bem – ela começou – eu vinha procurando vocês e me perdi na estrada. Caminhei por um bom tempo e parei para almoçar próximo as ruínas de uma casa. Essa casa estava aberta. Depois de comer, entrei para percorrê-la. Estava toda destruída, exceto uma parte... Um quarto no segundo andar: Era um quarto de bebê. Estava intacto e vi uma foto na mesinha de cabeceira. Mostrava um casal com seu bebê... E esse bebê...

-Sim? – a interrompeu Harry. Começou a compreender s importância que essa casa poderia ter pra ele.

-Era você Harry. Acho que era sua casa,

-Po... Poderia me levar até lá?

-Claro, quer ir agora?

-Sim. Vamos, chame o pessoal.

Em um minuto, Rony, Mione e Paty, que acabou de se unir ao grupo, iam atravessando o túnel. Gina os guiava:

-Vejamos... O Andiun flui desse ponto... Devemos segui-lo até o outro lado e depois virar a direita.

Caminharam por aproximadamente duas horas. Seguindo o trajeto que Gina seguia na frente, avistaram a casa a qual se referia.

Ao chegar na porta de entrada, a cicatriz de Harry começou a doer muito e escutou a voz de seus pais novamento, como aconteceu dois anos atrás com os dementadores. Mas dessa vez era diferente: Não só escutava as vozes, via as imagens também, na perspectiva de um garoto que estava no braço de sua mãe. Era ele mesmo.

“Lily, pegue Harry e vá! É ele! Eu o deterei! Corra! – Harry ouviu seu pai gritar. E via um manto negro... Se moveu um pouco, agora podia vê-lo. Escutou uma risada fria e aguda que não lhe fez a cicatriz doer, porque naquele momento ele ainda não a tinha, mas ele gelou de medo. Seu eu bebê começou a chorar”.

“Agora acabarei com os últimos descendentes de Godric Gryffindor. Lute se for um homem! – ele desafiou Tiago a um duelo”.

“Lily, corre! – gritou Tiago. O que Harry viu na seqüência foi muito movimento. Sua mãe subia as escadas com ele nos braços. Ela se deteve, olhando para trás: Lily começou a chorar também. Voldemort havia lançado o Avada Kedavra em Tiago. Lily, tentando conter as lagrimas, se trancou em um quarto, que tinha um berço. Ouviu passos vindos da escada e logo depois, um feitiço: Alohomora. A porta se abriu e Lily começou a suplicar”:

“A Harry não, por favor. A Harry não” – ela dizia.

“Saia da frente estúpida” – Voldemort disse.

“A Harry não! A Harry não! Por favor! Farei qualquer coisa...”.

“Chegue para o lado... Chegue para o lado, garota”.

“A Harry não, te imploro, não. Mate-me. Mate-me em seu lugar”.

“Saia do meio, garota estúpida...”.

“A Harry não, por favor. Tenha piedade, lhe imploro, tenha pieda...”.

“Avada Kedavra!”.

Harry viu e sentiu como se sua mãe o abraçasse, interpondo-se entre ele e a maldição. Depois, ela caiu no chão, no seu lado. Uma figura alta, magra e sombria avançava até ele. Voldemort levantou a varinha, murmurou a mesma maldição com a qual matou os pais de Harry e sintiu uma dor imensa no rosto. Depois, um grito afogado: Voldemort que estava saindo de seu próprio corpo. Depois sentiu frio... Muito frio. Um estrondo similar ao de um motor gigantesco, alguém que o pegava delicadamente.

Esse alguém subiu com ele numa enorme motocicleta voadora. Uma brisa o invadia... Ele estava dormindo.

-Harry, você está bem? – perguntou Gina.

Harry acordou de boca aberta, estendido no chão, em frente à casa. Seus amigos e sua namorada o rodeavam preocupado. Ele nem sequer perguntou o que havia acontecido, era evidente que ele tinha desmaiado. Mione havia lhe jogado água fria com a varinha para reanimá-lo. Gina ficou o tempo todo em que ele esteve demaiado ao seu lado e sem dizer nada, o abraçou.

-O que aconteceu com você garoto? De repente quando viu a casa, você ficou tonto, caiu e não queria acordar – lhe perguntou Paty, tentando manter seu habitual bom humor, ainda que se notasse que ela estava muito pálida.

-Depois... – a cortou Harry. Não havia visto mais imagens de seus pais do que nas fotos e no ano passado, quando saíram da varinha de Voldemort. Quando ainda não sabia que era um bruxo, só se lembrava da luz verde. No primeiro ano, viu as imagens deles no Espelho de Ojesed; No terceiro ano, ouviu suas vozes. Mas agora... Agora lembrava tudo o que tinha passado perfeitamente. E não queria esquecer o que vira.

-O que aconteceu com você? – insistiu Rony – porque se é por causa da casa... É melhor que não entre nela.

Mais uma vez, Rony advinhou o que acontecia. Harry decidiu que não tinha sentido ocultar o que havia visto aos demais. Depois de Harry contar o que ele viu, os outros ficaram abismados.

-Mas... – começou Paty – Não é possível que tenha tido estas visões ao ver a casa, não?

-Não eram visões – respondeu Harry pensativo – eram lembranças. Essa casa... Me traz muitas lembranças.

Nesse instante, Sirius se materializou no lado deles. Estava bastante preocupado:

-Onde vocês se met...? Meu Deus! A casa de Tiago e Lílian! Pensei que só tinha sobrado os escombros!

-Quase – explicou Gina – por dentro está um desastre. Queríamos vir aqui para que Harry a visse, mas não pôde se aproximar.

-Sério? Bem, se é assim, é melhor que não entre. – respondeu Sirius – Temos que ir, Remus está nos esperando.

-Espera um pouco... Acho que tenho que ir pegar algo lá dentro, eu fiquei lá hoje de manhã... Sirius; venha comigo, quero lhe falar algo. – disse Gina piscando um olho para Sirius.

Os dois entraram na casa e cinco minutos depois eles (Que estavam do lado de fora, não Gina e Sirius) viram borboletas saindo da casa e Sirius saiu da casa.

-O que ela queria falar com você? – perguntou Harry.

-Nada demais, só mostrar algumas curiosidades que tinham lá, nada demais. – respondeu Sirius incomodado.

-E as borboletas? – Rony perguntou.

-Uma forma de homenagear os pais do Harry – ele respondeu no mesmo tom.

Um minuto depois, ela saiu com algo na mão. Não deixou que os outros vissem e meteu na mochila logo e saiu com Sirius e os garotos.

 

Capítulo 27: A seleção dos alunos de Humstall

 

De volra ao acampamento, Harry viu que todas as barracas já tinham sido recolhidas e guardadas. Do acampamento não ficou nenhum rastro, porque a pedido de Sirius, deveriam deixá-lo tal como o encontraram e prometer que não iria revelar a mais ninguém a localização da poça, se voltassem alguma vez.

Remus os reuniu junto à rocha que havia convertido em chave de portal. Começou a contar:

-Tres... Dois... Um!

Todos sentiram um golpe no estômago. A chave de portal os fez aparecer no campo de Quadribol e caíram surpresos. Quando conseguiram levantar, Remus reduziu a pedra até fazê-la ficar tão pequena que cabia num bolso; Ele conduziu todos até o colégio. Sirius se transformou em cão, depois de se despedir de Harry e os garotos. Dumbledore os esperava na entrada:

-Queridos alunos, selecionaremos todos dentro de um tempo. Por favor, agora entrem.

Todos entraram um pouco coibidos (Exceto Harry, Gina, Rony e Hermione), visto que o castelo de Hogwarts era cinco vezes maior que o de Humstall e eram novos no lugar. Os alunos de Hogwarts estavam jantando e ficaram surpreendidos ao ver a tropa de alunos novos entrando. Dumbledore explicou em seguida a situação. Harry notou que puseram vários assentos a mais na mesa dos professores e alguns mais na mesa das casas. A professora Mc Gonnagall estava na frente com o famoso banquinho e o chapéu seletor nas mãos. Este começou sua canção:

 

Dentre todos os colégios;

Um foi fundado;

 

Por quatro bruxos poderosos;

 

De épocas remotas;

 

Cada um considerava;

 

Atitudes diferentes;

 

As características essências;

 

Para escolher seus alunos;

 

A Gryffindor lhe interessava;

 

Aqueles que possuíssem lealdade e coragem;

 

Por mais difícil que tudo fosse;

 

Para Ravenclaw o principal;

 

Era o conhecimento, a disposição de aprender;

 

O trabalho em grupo a visão de todos que analizam;

 

Cada movimento antes de o realizar;

 

Para Hufflepuff o básico;

 

Era pôr esforço e energia;

 

Em tudo que se fizesse;

 

Tirando os obstáculos do caminho;

 

Para Slytherin o fundamental em seus pupilos;

 

Era sua astúcia; sua persistência;

 

Pois recorriam a qualquer meio;

 

Para chegar aos seus objetivos;

 

Ponha-me em sua cabeça!

 

Pois não há nada que eu não possa ver!

 

E saberei te dizer;

 

A que casa pertencer!

 

O chapéu terminou sua canção e o salão explodiu em aplausos. Os alunos de Humstall aplaudiram também. Harry comentou com Rony:

-É a mesma canção que ele cantou nesse ano!

-Claro, não teria tempo suficiente para compor uma nova. – respondeu Rony.

-Agora, organizemos isso, por favor. Agrupem-se por ano. – disse a professora Mc Gonnagall. Pegou um pergaminho enorme de seu bolso e começou:

-Arquelind, Karina. – uma garota pequena de cabelos escuros e cacheados sentou atemorizada no banquinho. Pôs o Chapéu Seletor que depois de trinta segundos gritou:

-Grifinória! – os antigos alunos da Grifinória se levantaram para saudá-la. Foram se passando vários garotos e garotas do primeiro ano e no final (Dos alunos do primeiro ano):

-Saline, Vitória – a ultima dos alunos do primeiro ano; outra aluna pequena, de olhos frios e cabelos loiros sentou no banquinho e pôs o chapéu.

-Sonserina!

E assim foi por umas duas horas (Ou seja, meia hora para cada ano). Cada vez que mais um aluno chegava a uma das casas, o aplaudiam e o convidavam a sentar-se para comer. Até que chegou a hora dos quintanistas:

-Austen, Paul – o chapéu demorou um pouco para se decidir. No fim, gritou:

-Grifinória!

Harry se levantou para saudá-lo, como todos.

-Duboix, Jean.

-Corvinal!

-Fenton, Joan.

-Corvinal!

-Acho que a próxima deve ser Paty, tomara que ela fique conosco. – sussurrou Hermione. Sem demoras, a professora Mc Gonnagall leu:

-Sadjib, Djilah – diante da surpresa dos seus companheiros de Humstall, foi Paty se levantou. Alguns segundos depois do chapéu tocar em sua cabeça gritou:

-Grifinória!

Paty foi se sentar feliz, enquanto Harry e os demais a aplaudiram:

-Genial! – ela exclamou – Sempre quis estar aqui e ainda por cima com vocês!

-Parabéns – lhe disse Mione, rindo – mas insistimos, como quer que nós a chamemos?

-Jill está bem para mim. Mas também serve Paty, acho que me acostumei.

A seleção continuava, com Alex, Franz e Annie:

-Scott, Alex.

-Lufa-Lufa!

-Sellers, Franz.

-Sonserina!

O famoso grupinho que ficava com Draco Malfoy aplaudiu com força. Franz era o único aluno do quinto ano que ficou na Sonserina.

-Woolvey, Annie.

-Lufa-Lufa!

Seguiram com os dois últimos anos. Com Piotr Zabrisky, do sétimo ano, a cerimônia de seleção foi concluída para todos e puderam terminar o banquete e ir dormir. Mionw, em seu papel de monitora, conduziu os novos alunos até a Sala Comunal.

-Bem garotos: está é a sala Comunal. Lembrem-se que a senha (Claroscuro Corintio) é secreta, e que não devem dá-la a ninguém de outra casa. Agora, os quartos das garotas ficam na escada da esquerda e o dos garotos, na escada da direita. Devem ir até o quarto do seu ano correspondente, por favor.

Harry, esgotado pelas emoções do dia, planejou dormir cedo, mas a lembrança de seus pais voltava a sua mente, quase tão intensamente como na tarde. E assim foi até o dia seguinte.

 

Capítulo 28: Os Elfos Reais.

 

-Ah não! Outra vez? – exclamou Hermione ao ver as enormes olheiras de Harry.

-Sim, outra vez. – disse Rony.

-Se assim for, é problema meu! – exclamou este, incomodado.

-Acho que a falta de sono te afeta garoto – comentou Paty (Ou Jill?) – voce amanheceu com um humor... Acha que seria conveniente se voce faltasse a aula hoje? Assim você poderia dormir um pouco.

-Não se pode faltar uma aula sem um bom pretexto Jill. – Hermione respondeu, pulando o degrau que Neville sempre esquecia de pular.

-Harry, assim você não deixa os outros dormir – disse Rony esfregando os olhos com as costas das mãos – Você fica dando voltas e voltas pelo quarto.

-Por que não vamos tomar café da manhça e depois discutimos isso? – propôs Jill (Ou Paty?) – é muito cedo para debater isso e ainda não me mostraram o castelo todo.

-Nem nós conhecemos toda Hogwarts Jill. – respondeu Rony – acho que os únicos que viram o castelo quase por completo são seu pai, Harry; Sirius; Remus e...

-Pettigrew, já sei Rony. – completou Harry com outro bocejo – mas o mapa não está tão perfeito, já viram que ele não dizia nada sobre a Câmara de Merlin, por exemplo.

-Que mapa é esse? – perguntou Jill interessada.

-Um de Hogwarts. – começou Harry – mostra os terrenos, as passagens secretas, as pessoas...

-Ótimo! Mas então... Ouch! – Jill acabou de cair num daqueles degrais que caem – É... Alguém me ajuda a sair daqui?

-Claro! – respondeu Gina, descendo rapidamente as escadas. – enfim encontrei vocês, garotos. – segurou Jill pelos braços e a tirou dali.

-Obrigado! Acho que nunca me acostumarei aqui! – comentou Jill rindo.

Chegaram até a sala de comer (Nunca sei o nome!). Mary Collins, uma das artilheiras do time de Quadribol deteve Harry e lhe disse:

-Desculpe Harry, mas vai ter que achar uma substituta para mim!

-Mas por que? A partida contra Sonserina é na próxima semana! É considerada a FINAL! Quem vencer fica com a taça! Temos que começar a treinar!

-Sim, mas eu tenho que “treinar” para os NIEM’S Harry, senão fizer doze pontos, meu pai me mata. Além do mais, tenho que ir para o Ministério da magia daqui a alguns meses; já tenho um cargo reservado e aina posso o perder.

-Mas Mary...

-Desculpe mesmo. De verdade, eu não posso e acho que nesse ano a prova será mais difícil do que nunca!

-Não pode sair assim na ultima hora! Tem que acabar o que começou e é parte da equipe!

-Então renincio a equipe! Gosto de jogar, mas isso que tenho de fazer é mais urgente!

Harry sentou-se na mesa, de péssimo humor. Mary havia saído justamente no ultimo momento e ele teria uma semana, ou melhor, seis dias pra achar um substituto. Ainda por cima na partida contra Sonserina, que jogava muito sujo!

-Harry, precisa de substituta? Eu jogo de artilheira! – lhe informou Jill.

-De artilheira? Teria que ver... Bem, hoje depois das aulas tem treino. Poderíamos testar você. Tem vassoura?

-Claro! Tenho uma Raio Lunar 7.0, é muito boa.

Harry suspirou, pensando. Se ia precisar de um substituto, melhor buscar um experiente do que um novato. Além do mais, Sonserina também precisaria de um apanhador, já que Malfoy não voltava.

-A que aulas vai hoje Jill? – perguntou Hermione.

-Quais têm hoje?

-Adivinhação às nove, ou Artimancia. Também estudos trouxas, Runas e Trato das Criaturas Mágicas.

-Ficarei com Adivinhação, Runas e Trato das Criaturas Mágicas. Nunca gostei de Artimância, não me dou bem com os números.

Hermione pareceu ficar decepcionada. Ela era a única da Grifinória do quinto ano que ia a Artimância, ou outros eram todos da Corvinal.

-Você sempre pode se arrepender, Adivinhação é uma porcaria.

-E eu digo “Ver pra crer”. Em Humstall era divertida.

Assim subiu até a sufocante aula, junto com Harry e Rony. A professora (?) Trelawney a saudou com um:

-Minha querida, meu olho interior me disse que logo te veria no mundo física. Antes de te ver, me dei conta de que é uma típica pessoa de Áries. Nasceu em abril, certo?

 -Não – respondeu Jill com uma risada – nasci em setembro. Nove se setembro.

-Ah, sim – disse a professora (?) – então não me engano ao pensar que é de Virgem. Amante da ordem, tranqüila e detalhista.

-Muito menos – disse Jill, já entediada – bagunceira e muito rebelde; No caso de detalhista... Só pra algumas coisas.

-Oh, então deve ter um forte ascendente em Áries. – disse a Professora (?) Trelawney.

Jill pegou um pufe verde que estava num canto da sala e foi se sentar junto com Rony e Harry, balançando a cabeça negativamente.

-Não vai dar resultado algum... – diagnosticou – Mione tem razão, essa espécime é uma farsante. Se aproveita das coincidências.

-Sim, mas essa é a aula mais fácil de todas – disse Rony, meio que rindo – Ponha algumas desgraças no seu futuro e ela gostará de você.

-Meus queridos – começou a Professora (?) Trelawney – começarão a praticar a adivinhação mediante as Runas. A primeira que aprenderão será “A Cruz Nórdica” – disse entregando a cada um dos alunos uma barra com vinte e cinco símbolos gravados na superfície metálica. – Agora, a primeira runa é Mannaz. Significa o “eu superior”. Expressa a imensa vontade de mudar...

Na saída da aula, depois de se reunir com Hermione, comentavam a alua:

-Hermione, você disse que estava na aula de Estudo de Runas Antigas. Teria a ver com adivinhação? – perguntou Jill.

A hemione não teve graça a pergunta. Um pouco incomodada respondeu:

-Larguei adivinhação no terceiro ano. É uma porcaria, já te disse. E se acha que Estudo de Runas Antigas tem a ver com isso...

-Então o que se faz? – Jill cortou Hermione – Em Humstall não dos davam essa matéria.

-Traduzimos textos antigos. Os druidas bruxos Vikings, Germânicos, Galos e Celtas escreviam todos os seus feitiços e fórmulas com runas. As runas foram criadas pelos... É isso! Esperem um pouquinho! – ela disse correndo.

-Que bicho mordeu ela? – Jill perguntou – Aonde ela vai?

-Para a biblioteca! – respondeu Rony de imediato.

Hermione voltou mais ou menos dez minutos depois e Rony deu uma bronca nela:

-Olha, sorte que tinha recreio. Ou chegaríamos atrasado na aula de Hagrid.

-Olha, encontrei algo sobre os Elfos Reais! Nunca pensei em procurar aqui! – levantou o livro para que vissem. Se entitulava “Feitiços raros e o que podemos fazer com eles” e era um exemplar muito antigo – Os Elfos Reais (Também podemos os chamar de Elfos Da Luz) viveram na terra media entre a primeira e terceira eras do mundo. Vinham do Reino Bemaventurado d’além mar.

Na segunda era do mundo, forjaram os Três Anéis Elficos, em que utilizavam três poderes da natureza: Fogo, Vento (Ar) e Água. No fim da terceira era, os Três Anéis Elficos perderam seu poder (Que hoje pode ser revivido no Feitiço Dos Três Poderes) e os elfos voltaram a seu reino para não voltar mais. Depois indica coomo fazer o feitiço... O que lhes parece? Os Elfos foram quem inventaram as Runas.

-Oh, excelente – respondeu Rony de mau humor – mas, você não acha que poderia ter nos dito isso na saída da aula? Vamos chegar tarde e me pergunto se isso tudo irá nos servir para alguma coisa.

-É muito interessante Mione – interrompeu Jill – me empresta esse livro?

-Claro! – respondeu Hermione, sorrindo diante do gesto de Rony.

 

Capítulo 29: Grifinória contra Sonserina (A Final)

 

Hagrid os recebeu amavelmente. As fenixes estavam na sua etapa de velhive e ele os ajudou a preparar para o momento em que estas pegariam fogo em umas duas semanas. Jill trabalhou com Paul, coisa que a este não teve graça. Depois das aulas, Harry chamou a esquipe para testar Jill. Num sinal de Harry, esta montou em sua vassoura.

-Primeiro testaremos sua rapidez – começou Harry. Ele também montou na Firebolt e começaram uma veloz corrida em volta do campo, que Harry ganhou por muito pouco.

-Bem, acho que não tentarei vencer de novo uma Firebolt – suspirou ela.

-Excelente Jill! – Gina a animou – Muitas poucas pessoas chegaram a essa velocidade. Agora, simularemos uma partida. Certo?

A equipe inteira montou nas vassouras. Os irmãos Creevey lançavam os balaços o mais forte que podiam. As artilheiras se esquivavam e trocavam passes. Jill finalmente conseguiu vencer Rony e marcou um gol.

-Ótimo! – aprovou Harry – está confirmada para a próxima partida. Vamos gente, preparem-se e lembrem-se de como Sonserina joga.

As duas equipes treinavam em dias alternados. Os irmãos Creevey lançavam os balaços o mais forte que podiam pra cima dos jogadores, para acostumá-los ao estilo de jogo de Sonserina. As artilheiras treinavam os passes e técnicas de distração. Até que chegou o dia da partida:

-As equipes entram no campo – começou Dino – Os de Sonserina apresentam Franz Sellers, seu novo apanhador e capitão e os da Grifinória apresentam sua nova artilheira: Dijil... Dilj... Jill Sadjib! Madame Hooch terá que se manter atenta, porque estes desgraçados...

-Thomas!

-Desculpe professora Mc Gonnagall... Essa encantadora (?) equipe poderoa fazer qualquer coisa com o objetivo de conseguir a Copa. E aposto que esse novo, esse, é capaz de...

-Thomas! Advirto-lhe desde agora que se não comentar de forma neutra, eu mesmo me encarregarei de narrar a partida!

-Desculpe professora! Agora chega o momento mais detestado por ambas as equipes.

-Capitães, apertem as mãos – ordenou Madame Hooch. Harry não tinha nada contra Franz, mas este disse a ele de forma que ninguém mais pôde ouvi-lo:

 -Lhe daremos uma lavada Potter. Mesmo que essa estúpida da Sadjib ou Henderson, ou o que quer que seja, tenha se juntado a sua pestilenta equipe. – isso surpreendeu Harry e de longe ouviu Jill gritar.

-Quebre os dedos dele Harry! – ela também olhava com ódio a Franz. – Ainda que ache que esse idiota não possa pegar nada nem com as mãos boas!

Madame Hooch apitou e as equipes subiram aos céus. Harry estava nervosíssimo, pois essa partida poderia dar o bicampeonato (Consecutivo, lembra que no ano passado não teve o campeonato e no terceiro ano a Grifinória venceu) a Grifinória e o primeiro titulo dele como capitão. Olhou ao redor. Nem sinal do pomo de ouro e Franz começou a marcar Jill, para que não marcasse gols. Escutava os comentários de Dino:

-E Jill pega imediatamente a Goles! Eu sabia! Esse novo é um miserável! Está segundo ela para que não marque! Esperem, Sadjib fez um excelente passe para Gina Weasley, que se aproxima dos aros! Boa tacada de Goyle. Se abaixa Gina, olha o balaço! – Gina se abaixa e Dino continua – Ufa! Ela vai marcar... O que você fez desgraçado?!

A professora Mc Gonnagall não disse nada. Ela também estava furiosa, e não era pra menos. O goleiro de sonserina em vez de agarrar a Goles, segurou o cabo da vassoura de Gina e esta, quase caiu.

-Penalti para Grifinória! – gritou Madame Hooch – Que tipo de técnicas são essas?! Poderiam matá-la!

-Tudo bem Gina? – perguntou Harry, preocupado.

-Mais ou menos. Mas dá pra continuar jogando, não se preocupe. – ela disse e ele se acalmou.

-Eu baterei o pênalti! – exclamou Karla Winslet. Conseguiu enganar Zabiny (O goleiro da Sonserina, Mark Zabiny) e marcou o primeiro ponto do jogo.

-Excelente! – gritou Dino – Karla conseguiu enganar o goleiro! E o marcador está dez a zero para Grifinória!

Harry, mais tranqüilo, se afastou nos céus para continuar procurando o Pomo. Ao mesmo tempo. Escutava os comentários de Dino.

-Grifinória tem a Goles, não Sonserina tomou! Não! Jill pegou de volta! E vai rápida como um raio, tenta marcar, uma goles vem em sua direção – nesse momento Harry gritou “Técnica um Jill” – ela sobe no ultimo instante... O que está fazendo? Este subindo reto na vertical, se perdeu nos céus! Alguma coisa vem descendo em alta velocidade... É ela! Vai se chocar contra o chão! – no ultimo instante, Jill freou em seco e ao mesmo tempo, lançou a Goles nos aros o mais forte que pôde. – Marcou! Sensacional! Gol da Grifinória!

Agora estavam ganhando por vinte a zero. Montague, um artilheiro da Sonserina pegou a Goles e se dirigia ao gol adversário. Colin Creevey lançou um balaço que o acertou no rosto e Dennis, outro que o golpeou no estômago. Gina aproveitou para pegar a Goles e no instante seguinte, Emilia Bulstrode, outra artilheira de Sonserina, deu um violento empurrão em Gina, que quase caiu mais uma vez de sua Cassiopea 360.

-Penalti para Grifinória por agressão provocada em sua artilheira! Pênalti para Sonserina por agressão deliberada contra seu artilheiro!

-Mas senhora! Não fizemos nada! – se queixou Colin.

Karla bateu e marcou. Agora era a vez de Sonserina. Montague, com o nariz sangrando, apontou a goles para os aros:

-Será muito difícil parar esse tiro! – exclamou Dino – Ele conseguirá? Vamos Rony, você pode! – Montague bate – DE-FEN-DEU! Incrível! Ele espalmou a goles!

Rony espalmou a cobrança e Gina pega de volta a goles. Os irmãos Creevey foram dando cobertura a ele, se algum Sonserino tentasse atacá-la. Gina marcou outro gol. Quarenta a zero.

Harry sobrevoava em círculos o campo de jogo. Teria que manter Sellers longe do pomo. Simulando concentração repentina, disparou em alta velocidade. Ao lado dele, Franz ia à mesma velocidade. Sem duvida, achava que Harry tinha visto o pomo. Iam cada vez mais rápido, iam se espatifar no chão e no ultimo instante, Harry freou e desviou pra cima. Franz não era tão rápido e se espatifou, ficando atordoado no chão.

-INACREDITÁVEL! Harry conseguiu fazer a Finta de Wtonsky! É um desvio muito perigoso e esse idiota ficou caído no ch...

-Thomas! Ultima advertência!

-Perdão professora! Sonserina em posição... Montague marca – grunhiu Dino – Os Creevey lançam outro balaço nele, espero que dessa vez quebrem algo... – Ao dizer isso, se afastou da professora – Jill em posse da Goles. Vai muito rápido, apenas podemos ver... Marcou!

Crabbe, furioso, a golpeou com o bastão e disse que havia a confundido com o balaço. Para se vingar, Karla deu um violento empurrão em Crabbe (É incrível observar tanta força em uma garota tão pequena e delicada), que quase o tira da vassoura. Madame Hooch puniu ambas as equipes com penalidades. Rony evitou mais um gol e Gina marcou novamente. Os grifinórios estavam cada vez mais entusiasmados, estavam ganhando por sessenta a dez e se Harry pegasse o pomo, ganhavam o campeonato. Enquanto a Franz... Não tinha muito que fazer. O golpe o atordoara demais e não sabia nem para onde ia.

Harry viu de repente um relampejo dourado próximo das tribunas. Acelerou a Firebolt e pegou o pomo de ouro. Depois, foi tudo muito rápido. Madame Hooch apitou para indicar que a partida acabara. Todos desceram. Ele ouviu as vozes de Gina, Jill e Karla gritando:

-Ganhamos! Ganhamos a Taça! Ganhamos a Taça! – a equipe se reuniro e o levou nos ombros (O Harry), enquanto se dirigiam até as tribunas, onde se encontrava Dumbledore com a Taça de Quadribol. Os demais invadiram o campo e os parabenizavam. Também ouviu Dino, que se afastava da professora Mc Gonnagall e gritava fora de si:

-QUE ISSO ENSINE A ESSES CRETINOS QUE NÃO PODEM SE METER COM A EQUIPE DA GRIFNÓRIA! APESAR DAS TÁTICAS REPULSIVAS EMPREGADAS PARA GANHAR, SONSERINA FOI ASQUEROSAMENTE HUMILHADA PELA MELHOR EQUIPE DE Hogwarts! O EXCELENTE CAPITÃO DA GRIFINÓRIA E A EQUIPE INVENCÍVEL SE DIRIGE AGORA, MEDIANTE A APLAUSOS DAS TRÊS TORCIDAS DA GRIFINÓRIA, LUFA-LUFA E CORVINAL, PARA RECEBER A TAÇA MERECIDAMENTE GANHADA!

Harry estava atordoado pela multidão de corpos que o exaltavam. E levantou a taça de Quadribol para o delírio do público. Gina se aproximou e lhe deu um longo beijo, enquanto Harry entregava a taça a Rony, para que todos pudessem segruá-la. Hermione se aproximou, deu um abraço em Harry e outro em Rony e exclamou:

-Harry, era o seu primeiro ano como capitão!

 

Capítulo 30: Os tão (Ou nem tanto) aguardados NOM’S

 

A euforia dos grifinórios durou cerca de uma semana. Começava a fazer mais calor e ninguém queria ficar em lugar nenhum (Dentro do castelo).

Mas não podiam. E menos ainda Harry e seus amigos que tinham nesse ano os NOM’S. Hermione lhes enchia, lembrando que tinham que estudar, e isso não era motivo pra risadas.

Para os NOM’S, voltou Snape. A primeira aula que daria depois de voltar era com os quintanistas. Grifinoria e Sonserina, poções duplas na última hora.

Por outro lado, depois de sua ultima (e humilhante) derrota, os sonserinos estavam cada vez mais agressivos. Tentavam enfeitiçar os grifinórios nos corredores, os insultavam cada vez que podiam (Com os motivos mais absurdos que encontravam, nem sequer havia artigos sensacionalistas em que se basear).

A aula começou como sempre. Harry e seus amigos olhavam com desconfiança a Snape. Não esqueceram ainda do episódio na Floresta Proibida. O professor passeou pela sala, olhando os grifinórios como se fossem escória e aos sonserinos como se fossem superdotados ou algo assim.

-Agora – começou Snape com desprezo – temos alunos novos. Vejamos se têm o que tem que ter. Só uns poucos escolhidos serão aprovados nesses exames. E não me refiro aos sabes-tudos, senhorita Granger – disse ao ver o sorriso de satisfação de Hermione – comecemos. Peguem seus livros e materiais de poções.

Nesse momento, Jill entrou rapidamente na sala. Vinha muito cansada. Snape a olhou incomodado, como se estivesse pedindo explicações:

-Desculpe professor... Mas acabei me perdendo dos outros... E a escada se moveu e me perdi, não pude perguntar a ninguém onde estava a sala e...

-Silêncio senhorita Sadjib. Chegou dez minutos tarde, acho que descontarei dez pontos da Grifinória. E ao resto... O que estão esperando? Peguem suas coisas!

Se ouviu o barulho de penas e caldeirões. Harry trabalhava com Rony e Jill foi se sentar com Hermione. Snape deu umas instruções, que anotou no quadro negro e perguntou a turma:

-Que poção se faz com estes ingredientes? Não, não espero que alguém saiba, assim que terminar a aula, a provaremos em... Começou olhando fixamente a Harry. Jill estava observando atentamente a lousa. E levantou a mão. – Sim, senhorita Sadjib?

-Essa poção se chama Edeaveda. A medicina Ayurveda era famosa na Índia. Esta poção em pequenas doses diluídas cura os efeitos da maldição Crucio. Mas em uma dose mais concentrada e alta se utiliza para dar uma morte lenta, tão ou mais dolorosa que a mesma maldição.

Snape ficou olhando ela com uma certa (Pra não dizer alta) antipatia. E lhe disse:

-Era o que faltava: outra sabe tudo. E ainda por cima atrasada crônica. Cinco pontos a menos para Grifinória por ter me interrompido.

-Não pode fazer isso! – exclamou Jill, furiosa – Eu só tentava...

-Sente-se senhorita Sadjib. Ou serão outros dez pontos.

-Sério? – perguntou Jill, mais furiosa ainda. Os olhos dela brilhavam em ódio. – Sabe? Você que é chefe da casa de Sonserina deveria começar a ensinar a seus alunos um pouco de honestidade e talvez um pouco do que nós e os outros saibamos! O que você tem é raiva, por causa da nossa atuação no Quadribol! Se tivesse um pouco de vergonha na cara, adimitiria que todo o ódio que tem por nós é inveja pura!

Se Jill estava furiosa, Snape era ira pura. Com os olhos em ódio puro, completamente estupefato, gritou:

-Ninguém fala comigo assim!!! Muito menos uma idiota do quinto ano!!! Setenta pontos a menos para Grifinória e uma detenção!!!

-Ah, não. – comentou Jill em voz baixa – Isso é mal?

-Sim. Muito mal. Péssimo. – disse Hermione. Estava completamente surpreendida, igual ao resto da turma. Ninguém dizia nada.

-Era meu orgulho que estava em jogo – lhe respondeu Jill – eu era a melhor em poções, não ia suportar que me tratassem assim. Agora sim ele não gosta de mim.

-Não gosta? Isso seria pouco. – lhe disse Rony, se virando pra ela. – Te odiará mais do que Harry... Se é que isso é possível.

A aula terminou no mais completo silêncio. Na saída, Jill ia saindo com os demais, como se não lembrasse da detenção, mas Snape foi mais rápido.

-Onde pensa que vai senhorita Sadjib? Temos um assunto pendente.

-É... Eu...

-Siga-me! – vociferou Snape, puxando-lhe pelas vestas, para levá-la de volta a sala.

Jill só voltou à sala comunal a meia-noite. Ali a esperavam seus amigos, que lhe perguntaram o que havia acontecido.

-Na próxima vez que nos derem aula de poções, vocês vão ver a sala mais limpa do que nunca – ele começou, caindo num pufe – varri, limpei os armários, as lousas, esfreguei o chão, lavei frascos de ingredientes, etiquetei poções, arrumei os cérebros de ratos e as bílis de tatu. Sem magia! Velho maldito! Acho que nunca poderei tirar os restos de cérebros das mãos, por mais que lave.

-E não fez mais nada? – perguntou Harry.

-Sorte – respondeu e um sorriso apareceu em seu rosto – Menos mal que o regulamento proíbe golpear os alunos, que se não... Bem, setenta não, oitenta pontos já é muito mal. Perdemos o primeiro lugar. – parou de sorrir e ela sentiu algo como um remorso.

-Bem, não tem importância. Harry, lembra quando perdemos com Neville cento e cinqüenta pontos nós três? – comentou Hermione.

-Se me lembro? – Harry respondeu – Claro que sim! Foi uma má época, mesmo que não tão mal como o ano passado... Não se preocupe Jill. Vamos nos recuperar.

-Vem aqui. – disse Hermione. Ela fez Jill estender as mãos, lhes deu o toque com a varinha e ficaram limpas.

-Em todo caso, as circunstâncias foram outras – comentou Rony entre risadas – Snape! Tinha que ver a cara que ele fez! Além do mais, era o que todos os alunos queriam lhe dizer faz anos!

-Ele vai me reprovar em poções – comentou Jill – espero que para os NOM’S, Camus esteja aqui. Gosto mais do seu estilo, é mais tranqüilo.

Ficaram conversando por mais um tempo e depois foram dormir. No dia seguinte podiam levantar tarde, era sábado.

Hermione continuava enchendo eles com os estudos, de forma ainda mais intensa. Enchia mais ainda Jill, por ser nova. Ela aceitou que fossem estudar do lado de fora do castelo, depois de almoçar pegaram muitos livros da biblioteca.

O primeiro NOM começava nessa segunda-feira com História da magia. Binns esteve mais chato do que nunca, a aula estava sufocante e quase todos os alunos tentaram se sentar próximos do professor, para que lhes chegasse um pouco do frio que ele irradiava como fansasma. Jill ficou dormindo na metade do exame, entre o calor e o tédio. Quando ela acordou, o exame já estava acabando e não tinha terminado nem metade da prova. (“Explique as diferentes relações entre bruxos e criaturas meio-humanas entre os anos de 1674 e 1785”).

O segundo NOM era Transfiguração, na terça-feira. Deviam transfigurar uma cobra-coral em corda. Para maior segurança, elas tinham dormido antes do exame, mais ainda assim a mais de um aluno, custou se aproximar delas. Neville estava a beira de um ataque de nervos, pois a Professora Mc Gonnagall não quis escutar nada sobre sua fobia de cobras e lhe obrigou a continuar trabalhando.

O Terceiro era na quarta-feira, com Trato das Criaturas Mágicas. O exame consistia em ajudar as fenixes a pegar fogo, depois limpá-las e facilitar a saída das cinzas, alimentar de novo e mantê-los no calor. Este foi um dos exames mais fáceis que deram da escola. E eles tiveram muitas oportunidades de falar com Hagrid, que não quis lhes dizer nada sobre o que ele havia feito nas duas primeiras semanas, que esteve ausente.

 -Ah não. Não vou cometer outra vez os mesmos erros – havia respondido, firme em sua decisão – Devem se manter afastados dos problemas, sobre tudo você Harry.

Na quinta-feira, era a vez de feitiços. Flitwick havia posto o Feitiço dos Três Poderes no exame. Deviam trancar no frasco os três poderes e depois, cada um deveria escolher um elemento para controlá-lo. Harry escolheu o fogo, Hermione o vento e Rony a água. Jill trabalhava com Parvati e Lilá e também escolheu a água. Harry, se concentrando o máximo que pôde, conseguiu levantar um círculo de fogo e fazê-lo girar. Hermione e Rony fizeram flutuar no ar milhares de bolhas, que ao soprar do vento faziam um pequeno ciclone de água. Jill perdeu o controle a sua espiral de água no ultimo momento e molhou dos pés a cabeça o professor Flitwick. (O que convenhamos não é difícil, o professor é baixinho).

-Ah, desculpe! – se desculpou ela. – posso tentar outra vez? – o professor deixou e ela começou de novo – Aqua Nenya! – a espiral se levantou de novo e se converteu num redemoinho que começou a girar na palma da sua mão. – agora sim!

O ultimo NOM dessa semana era de poções. Snape deu (Para desgraça) esse ultimo exame. Os alunos deviam preparar cada um, um caldeirão da poção Edeaveda e outro da poção de Lágrimas de Fênix e depois, testar cada um em uma aranha. Como era de se esperar, os caldeirões de Neville explodiram cerca de meia hora depois do inicio do teste. As poções de Harry estavam um pouco condensadas. As de Jill estavam bem, mas ainda assim, viu Snape anotar algo em sua folha como um zero. As de Franz estavam liquidas demais. Nem a metade das feridas de suas aranhas desapareceram, mas Snape lhe deu um dez.

-Maldito puxa-saco – sussurrou Jill, quando Snape passou próximo – esse idiota do Sellers... Um dia ainda quebro a cara dele!

O fim de semana chegou como um alivio para muitos. Mas não para Harry e seu grupo: quando todos estavam tranqüilos, pensando que emfim poderiam descansar, Hermione disse que ainda faltavam os exames de Adivinhação, Defesa Contra as Artes das Trevas, Herbologia, Astronomia, Artimância e Runas.

-Hermione! Ainda nem tivemos a metade dos exames! – exclamava Rony.

-Mas eu não digo só a vocês. Defesa Contra as Artes das Trevas, Astronomia e Herbologia nós todos temos. Vocês três tem adivinhação; e Jill tem Runas comigo. Vamos estudar esse fim de semana, ok?

-Na segunda-feira, Fleur passou um NOM de defesa de maldições e de intrumentos das Artes das Trevas. Rony conseguir escapar de todas, exceto uma de pernas de gelatina (Parecia ter uma certa trava a respeito dessa maldição), porque Fleur disse que não ia usar o anel de Olho do Dragão para aumentar a dificuldade. Hermione fez o teste muito bem, até que lhe lançaram uma maldição redutora e tanto Harry como Jill fizeram o teste sem problemas.

Adivinhação na terça-feira. Um calor insuportável, somado ao calor da lareira e aos carregados aromas de incenso, provocaram dor de cabeça a todos os alunos. Jill seguiu o conselho de Rony, porque não via nada em suas runas e quando a professora (?) Trelawney lhe perguntou o que via, respondeu:

-É estranho. Tenho três runas. Na do passado tenho Isa, a detenção e o impedimento. Na do presente, a Nauthiz, a runa da dor. E na do futuro, Odin que significa o desconhecido.

-Oh! Isso é muito interessante querida! Talvez tenha condições de ser uma vidente de verdade. Venha comigo ver a bola de cristal. – disse levando-a em seu escritório. – o que vê?

-Bem... – começou Jill. Sua cabeça doía muito nesse lugar, mas ainda assim tentou concentrar-se o máximo que pôde. Conseguiu visualizar umas formas sombrias no interior da bola de cristal.

-Vamos querida, sei que pode.

-Vejo... Quatro formas atacam a uma outra maior que está nos céus. Outra forma menos sai das sombras e ataca a forma que está no ar. Mas não posso dizer precisamente que coisas são.

-Uau! Magnífico, querida! Talvez tenha um olho interior ainda mais poderoso que havíamos imaginado, já que é sua primeira vez. Quer ficar um tempo e ver até onde chega sua capacidade e treinar?

-Desculpe – disse Jill brincando – mas só quero ver uma aspirina. Minha cabeça dói muito. Talvez outro dia.

-Ah, sim. Além do mais, devo continuar examinando os outros com seus NOM’S. Mas você já tem nota máxima. Agora desça e espere os outros.

Jill desceu e se reuniu com Hermione nas escadas. Ela vinha do seu exame de Artimância.

-Como você foi? – perguntou Jill – com essa coisa de Artimância... Eu nem louca me inscrevo lá.

-Fui muito bem. – respondeu Hermione contente – sabe? Conheci um ex-companheiro seu. Jean Duboix, está na Corvinal.

-Ele? E como lhe pareceu? Comigo sempre foi muito desagradável. Tem um tom moralista, não sei não.

-Não, comigo ele foi bem mais simpático. Disse que expulsaram ele no segundo ano por causa de uma revolta de elfos domésticos que ele não provocou. Ele me deu uma grande idéia.

-Continua com isso? Bem, eu te ajudarei. Nunca gostei da idéia de ter elfos para fazer o seu trabalho. Como fará?

-Escuta... – lhe disse seu plano sussurrando, para que ninguém escutasse, apesar de que a escada estava quase deserta.

-Acaba de ativar meu instinto de agitadora! Ao trabalho! – Jill gritou entusiasmada – quando começamos?

-Depois dos exames – respondeu Mione – olha, ali vem os garotos!

-Como foram? – perguntou Jill quando eles chegaram – olha só, essa louca continua indo com a minha cara, e com vocês? Continuo pensando que ela é dessas que estão em risco de extinção, nunca topei com nada desse tipo.

-Sim, sim, ela continua com isso. Conosco também foi bem. Bastou que Harry dissesse como via a sua morte nas runas para que lhe desse uma boa nota. E quanto a mim, previ que passaria três meses na enfermaria do colégio no ano que vem. Melhor assim, isso me dá tempo! – terminou Rony rindo. – como foi em Artimância Mione?

-Foi fantástico. – respondeu ela sorrindo – O exame mais fácil que vi em anos. E aconteceu algo... Lembra de Jean Duboix, Harry?

-Claroque sim. O que aconteceu com ele? – respondeu Harry, tentando não rir da cara de raiva que Rony fazia.

-Ele me deu uma idéia, no caso dos elfos. Não os direi nada, já vê que vocês desistiram faz muito tempo em me ajudar com eles. O saberão em uma semana.

-Mione, temos exame de Runas – a interrompeu Jill – ou chegaremos tarde. Não quero ficar com a fama de inpontual que nosso adorável professor me deu. (Se referindo a Snape).

-Tem razão, vamos. – disse Mione – adeus garotos, nos vemos mais tarde.

O resto dos NOM’S ocorreram tranqüilamente. Quando entregaram os resultados, Mione ficou abismada. Seus resultados diziam:

 

NOM’S Obrigatórios:

 

Astronomia: 10

Defesa Contra as Artes das Trevas: 10 (9,56)

Feitiços: 10 (137% de êxito)

Herbologia: 10

História da Magia: 10

Poções: 8

Transfiguração: 10

 

NOM’S Opcionais:

 

Artimância: 10 (+4 pontos adicionais)

Trato das Criaturas Mágicas: 10

Estudo de Runas Antigas: 10 (+7 pontos adicionais)

 

-Um nove e um oito! – gemeu, começando a chorar – Não pode ser!

-Nove ponto cinqüenta e seis, dez aproximado. O que é tão mal? – perguntou Jill – tenho que fazer História da Magia de novo e fui reprovada em poções. Não vejo mot...

-Shhhh! – a calou Rony – bem, não tinha por que daber, mas Hermione sempre passava em todos os exames com dez pontos e mais alguns adicionais. Jamais tinha tirado uma nota mais baixa que isso, então deve ser muito difícil pra ela. – completou enquanto lhe abraçava e tentava a consolar.

-Não sabia, desculpe. – disse Jill.

-O que acontece gente? – perguntou Harry. Ele tinha boas notas em quase todas as matérias, e se surpreendeu ao ver Hermione chorando – o que aconteceu com ela?

-Tem um oito em poções e um nove em defesa contra as artes das trevas. Rony disse que para ela, seu pior pesadelo se tornou realidade.

Levou um bom tempo para eles acalmarem Hermione. Quando enfim estava mais serena, disse que ia dormir. Jill a deteve e disse as palavras “mágicas” necessárias:

-No final o que faremos pelos elfos domésticos? Disse que íamos incitar a... Ajudar-lhes hoje.

-Ah! Tem razão! Vamos agora mesmo! – exclamou Hermione com um ânimo renovado.

-Uau! Como muda hein? – comentou Jill.

-Agradecemos a você Jill. – disse Rony – mas agora teremos que agüentar outra vez aquela história sobre elfos livres.

-Ah, não seja assim Rony! Na verdade o que te importa é que ela seja feliz. Se não for contigo, que seja com outra pessoa, mas desde que seja feliz. Você amadureceu garoto. – disse Jill a ele em voz baixa, para que Mione não escutasse.

Rony ficou surpreendido. Outra vez, Jill havia visto além do que eles queriam dizer. Um pouco alterado (Porque ele esqueceu do que havia acontecido no passado e que tudo voltou a ser como antes) lhe perguntou:

-E você, como está tão segura?

-Por três simples razoes. Uma: a forma que você a abraçava quando consolava ela, não era como se abraça uma amiga. Duas: a cara de raiva que você fez quando ela mencionou Jean outro dia, que é um antipático e tudo, mas está bem. E três: isso é fácil de se notar nos olhos. De ambos.

-Certo, mas insisto. Como pode estar tão segura?

-Rony, em Humstall, na aula de adivinhação, não nos ensinam só a ver o futuro.

-Bem, vocês... Vem ou não? – gritou Hermione, em frente ao quadro com as frutas.

-Já vamos! – gritou Jill e murmurou para Rony – esqueça o que eu disse, certo? Ou melhor, não esqueça. Só não comnete com ninguém ou acreditarão que estou louca e terei que passar o resto da minha vida num hospício!

 

Capítulo 31: Começa a revolta.

 

Os quatro entraram nas cozinhas. Dobby foi os saudar em seguida, mas Hermione lhe disse que estavam ali por uma razão, que esperasse e logo saberia. Ela perguntou ao elfo que estava mais próximo:

-A quem vocês estão obrigados a obedecer?

-O professor Dumbledore nos disse que a todos vocês senhorita.

-E seu eu os mandar se divertirem, o que fariam?

-Deveriamos obedecer senhorita – respondeu o elfo, bastante surpreso.

-E para você o que é a diversão?

-Lavar os pratos?

-Não, isso é uma obrigação. Teria que se divertir se eu te mando, porque um elfo que não obedece não é um bom elfo. – completou Hermione.

-Diga-me uma coisa – disse Jill a uma elfa – vocês tem a obrigação de trabalhar aconteça o que acontecer. E se ficarem doentes? Não poderiam fazer bem o seu trabalho e um elfo que não faz bem o seu trabalho não é um bom elfo. O que fariam então?

-Não sei senhorita. – respondeu a elfa.

-Deveriam tirar uns dias para poderem se recuperar. Aqui tem elfos suficientes para cobrir o seu trabalho até que se recuperasse. E poderia fazer melhor ainda o seu trabalho e um elfo que faz bem o seu trabalho é um bom elfo.

Harry e Rony se olharam admirados: era um plano genial! Tudo baseado na mentalidade de um elfo domestico, para que estes de uma forma sutil, fossem “tomando consciencia” como dizia Hermione. E decidiram entrar no jogo:

-Winky – começou Rony – lembra do ano passado, que você não trabalhou porque se sentia mal e ninguém te ajudou? Uma elfa que não trabalha não é boa. Mas cem elfos que não ajudam sua companheira a fazer bem seu trabalho são piores.

-Mas Winky trabalha agora senhor. – respondeu Winky.

-Sei, mas me refiro que ao invés de te ajudar, os demais não fizeram nada. Eles deveriam ter te ajudado, porque eles sabem que uma elfa que não trabalha, não é boa.

-Vejamos... Um elfo cansado não faz bem seu trabalho – disse Harry a outro elfo – e um elfo que não faz bem seu trabalho, não é um bom elfo. E um elfo que não é bom, merece a roupa. O que faria então?

-Não sei senhor – repondeu o elfo, cada vez mais surpreendido.

-Descansar um dia. Há elfos suficientes para cobrir postos aqui. E assim, o elfo que descansa é um bom elfo e faz melhor o seu trabalho.

-Por que usam esse trapo de pano de chão? – perguntou Hermione a outro elfo.

-É o símbolo da escravidão do elfo domestico senhorita.

-E isso incomoda? Te ordeno que me responda.

-Sim senhorita – respondeu o elfo. Envergonhado de seu atrevimento, foi dar cabeçadas na parede mais próxima, mas Hermione o deteve.

-Eu ordenei que respondesse, então não precisa se castigar. Um elfo que trabalha incomodado, não trabalha bem, e então, não é um bom elfo. Um elfo que não trabalha bem não serve pra nada. Com uma roupa melhor, trabalharia melhor e um elfo que faz bem seu travalho é um bom elfo.

-Por que não aceitam o salário? – perguntou Jill.

-Um elfo doméstico não recebe salário senhorita, é algo ruim.

-E por que é ruim?

O elfo não soube o que responder. Jill o deixou pensando e perguntou aos seus amigos:

-Tudo ok?

-Sim, já dissemos tudo. – Hermione respondeu.

-Bem, vamos antes que comecem a debater. – disse Jill.

Se despediram de Dobby, que lhes piscou um olho em sinal de cumplicidade. Eles saíram e ela e Hermione começaram a morrer de rir:

-Funcionou! Funcionou! – comemorava Hermione.

-Acho que ninguém iria pensar algo assim! – exclamou Harry.

-Agora teremos que esperar os efeitos!

Rony lembrou repentinamente de algo. E preocupado comentou:

-E o que faremos se eles tiram folga? Ninguém no colégio poderá comer nada.

-Ooops – murmurou Jill – não pensei nisso.

-Não, não acho não – comentou Hermione – Mas continuarão trabalhando. Mas um dia eles irão ao escritório de Dumbledore. E logo verão. Agora vamos jantar. Estou morrendo de fome.

-Harry, você acha que vai funcionar? – lhe perguntou Rony.

-Conhecendo essas duas, estranharia que não funcionasse. – respondeu Harry.

Foram até a estrada do Grande Salão e no quadro de avisos, havia um direcionado aos alunos do quinto, sexto e sétimo ano.

Aos alunos do Quinto, Sexto e Sétimo ano:

A cerimônia, banquete de comemoração e entrega dos prêmios especiais será feita no sábado, quatro de junho, a partir das nove da noite. Será obrigatória a veste de gala. Sejam pontuais.

Atenciosamente,

Minerva Mc Gonnagall

Diretora Assistente.

-Por que nós? – perguntou Harry – não somos do sétimo, então não nos formamos.

-É que a partir do próximo ano, faremos parte das turmas superioras. O NOM se chama assim, porque eles dizem se poderemos fazer magia fora da escola. E só podemos se o conseguir. – respondeu Mione.

-Ah bem.

Jantaram e subiram a Sala Comunal. Ficaram conversando um pouco sobre o que acabaram de fazer nas cozinhas e suas possíveis conseqüências. Ficaram ali até que Rony caiu dormindo em um dos pufes. Depois de o acordarem, subiram para dormir.

 

Capítulo 32: A profecia (O inicio do fim)

 

Harry pôs o pijama e dormiu em seguida. Mas mesmo que faça meses que não tinha pesadelos, essa noite eles voltaram.

Era o mesmo quarto (Eu, o tradutor diria tosco) de sempre. Nem sequer estava iluminado pela lareira. Só uma pequena claridade entrava pela janela, uma luz lunar que iluminava um pouco o lugar. Uma figura alta, magra, que parecia escurecer (Pôxa, por que a autora não fala logo que é Voldemort) ainda mais o lugar, conversava com outra pequena e calva. (Que se supõe que é: vamos lá! Vamos lá! Um real para quem disser que é o Rabicho!).

“Rabicho, como vai nosso plano?”

“Perfeitamente senhor. Mc Callan já tem tudo preparado, até o ultimo detalhe”

“Perfeito! Harry Potter escapou de mim na metade do ano, por sorte eu diria. Mas talvez viva o suficiente para sentir... Que seria melhor se tivesse morrido!”

Harry não podia ver o rosto de Voldemort, talvez devido a escuridao, mas sua voz... Sua voz tinha um tom diferente... Soava familiar... Nesse momento, um comensal entrou na sala, entregou um papel a Voldemort. Este o leu e mudando sua expressão para um sorriso e satisfação (Foi o que supôs Harry), anunciou:

“Mudança de planos Rabicho. Me acabam de trazer a informação que eu esperava, recém traduzida”

“O que é mestre?”

“Uma profecia muito antiga Rabicho. Se for correta, não terei que matar ele ainda, como esperava”

“Está certo do que faz mestre?”

“Meu querido Rabicho – respondeu Voldemort sorrindo com mais vontade – O Oráculo nunca falha. E enquanto o garoto não souber da profecia, não saberá nada da ultima forma de resistir a mim”

“Senhor... Como soube da profecia?”

“Rabicho, Rabicho – Voldemort voltou a rir – em meus anos em Hogwarts, descobri muitas coisas mais além da câmara secreta. Tive acesso a um quarto que só os diretores conheciam, a câmara de Merlin. Ali tinha magia muito poderosa, ali tinha um pergaminho. Não pude traduzi-lo, por estar numa linguagem tão complicada, mas agora, Mc Callan terminou de traduzi-la... O garoto está praticamente nas minhas mãos. E todos verão o estúpido que foi de pensar que um garoto como esse poderia ser mais forte do que eu. – ele terminou com uma risada tão fria que a cicatriz de Harry ardeu tanto que ele acordou como das outras vezes: gritando.”

Ele estava suando frio. Não lhe importava que fossem quatro da manhã e acordou Rony. Este não estava muito contente, mas enquanto Harry lhe explicou o ocorrido, acordou totalmente. Por sorte nessa noite Falcon, a fênix do projeto, estava no dormitório masculino. A mandaram ao dormitório das garotas para que trouxesse Mione e Jill.

Mas Jill já estava acordada. A encontraram na sala comunal, acariciando a fênix, que estava em seu braço.

-Você já estava acordada? – perguntou Harry.

-Não conseguia dormir. Para que me chamaram?

-Depois eu te digo, espere Hermione – respondeu Harry. Depois de dizer isso, Falcon levantou vôo outra vez e subiu as escadas. Em menos de cinco minutos, trazia Mione, “pelo pijama”.

-O que aconteceu? – começou com um grande bocejo – sabe que posso tirar pontos por estar fora da cama nessa hora?

-Escutem isso – a cortou Harry. E lhes contou todo seu sonho. No fim, Jill estava muito preocupada, mas Mione levou na brincadeira.

-Ah! É para isso que me acordam! – exclamou incomodada – volte a dormir Harry, foi só um pesadelo!

-Não faça caso de Harry – intereveio Jill – Hermione, este tipo de sonhos são premonitórios. Acho que o melhor que podemos fazer é ir a câmara, essa, e procurar o pergaminho, para tirar as duvidas. Não acham? O problema é como fazer sem sermos vistos.

-Esse NÃO é um problema. – respondeu Rony, ao instante que Harry subia correndo a escada.

-O que vocês três sabem que eu não sei? – perguntou Jill, intrigada. Nesse momento Harry descia as escadas com a capa invisível e sua varinha mágica.

-Vamos precisar das varinhas – disse – Accio, varinhas de Rony, Hermione e Jill!

-Boa idéia! – concordou Jill que pegava sua varinha – a capa poderá cobrir nós quatro?

-Sim, é bem grande. Vamos – respondeu Rony.

Abriram o retrato e saíram. Já fora da sala comunal, Jill perguntou:

-E como se chega a essa câmara?

-É... Boa pergunta – adimitiu Rony. Os três amigos ficaram se oilhando. Na verdade haviam entrado e saído dali com o anel de Fleur, então não conheciam a maneira de entrar. E a câmara não aparecia no Mapa do Maroto.

-Sabem de alguém que saiba entrar? – perguntou de novo Jill.

-Sim: Fleur Delacour. – respondeu Hermione. – a professora de DCAT (Defesa contra as artes das trevas, usarei essa sigla para ficar mais curto).

-Ah... Me esperem uns minutos? – disse Jill. Parecia ter um plano na cabeça.

-Vai perguntar? Ficou louca? – disse Hermione.

-Não, não! Prometo que não perguntarei. Mas me esperem aqui. Volto logo. – dito isto, ela saiu correndo.

-Aonde ela irá? – Rony perguntou.

Jill voltou uns vinte minutos. Tinha algo nas mãos, fortemente agarrado.

-Já podemos ir. – disse. Diante do assombro de seus amigos, o que tinha em mãos era o anel do Olho do Dragão.

-O roubou? – perguntou Hermione incrédula e surpresa.

-Eu... Pedi emprestado. – a contradisse Jill, visivelmente incomodada.

-Como conseguiu? Sabe que ela tem seu escritório cheio de detectores?

Jill fechou a cara e um pouco incomodada respondeu:

-Isso eu não vou lhes dizer. Vamos, estamos perdendo tempo aqui. – respondeu enquanto voltava para baixo da capa da invisibilidade. Ela pôs o anel e murmurou “Para Câmara de Merlin”. Quase que instantaneamente, apareceram lá e o lugar estava igual a fevereiro: cheio de cofres e instrumentos estranhos, poções proibidas. A escuridão era total. Nem sequer havia uma pequena janela pela qual poderia entrar uma luz. Se puseram a buscar entre os pergaminhos, a fraca luz que o lumus produzia. Harry reparou em um cofre partido, dos que estavam arrumados em um canto. Finalmente puderam ouvir Hermione dizer:

-Accio profecias! – e de diversos caixotes e cofres, saíram dezenas de pergaminhos, que se depositaram em uma mesa próximo de onde ela estava. – e qual nós saberemos qual é? – perguntou Mione – Você-Sabe-Quem disse de qual oráculo se tratava?

-Não, ele não disse – respondeu Harry – acho que o melhor que podemos fazer é levarmos esse monte de papéis, lê-los e ver qual ter mais relação com isso tudo.

-Bem, vamos. – terminou Jill. Pelo menos já sabia onde ficava a Câmara de Merlin. Tinha uma grande escada que chegava até uma porta escondida num armário de limpeza nas masmorras. De lá, subiram até a Torre da Grifinória. Jill lhes disse para que entrassem na Sala Comunal, que não se preocupassem com ela, e que deixassem com ela a capa da invisibilidade e meia hora depois, ela já tinha voltado. Depois, aproveitando que faltava pouco para o amanhecer, começaram a revisar os pergaminhos e chegar até a profecia pelo método do descartamento. Cada um ficou com umas vinte e começaram a ler. Havia profecias de Nostradamus (Quase todas prevendo o fim do mundo, mas sem relação alguma com Voldemort), do oráculo de Delfos, (Não tinham valor, previam coisas que já tinham acontecido, profecias talvez corretas, mas passadas) I-Ching, Islâmicas, Judaicas, Astecas, Maias, Incas, algumas Vikings (Relacionadas a Ragnarok e a Völuspa) e Celtas... E quando o sol nasceu, restavam apenas trinta pergaminhos para olhar.

-Melhor nós colocarmos os uniformes. – disse Mione – os demais não demorarão a descer e devemos fingir que acordamos cedo e que estávamos caminhando por aí. – terminou em tom crítico, olhando as olheiras de Harry, Rony e Jill.

-Certo, até daqui a pouco garotos. – disse Jill subindo com ela.

As aulas ficaram um pouco mais brandas, acabados os NOM’S, ainda que faltassem seis semanas para as aulas terminarem. Flitwick, Sprout e Fleur, por exemplo, os deixavam se divertir um pouco, já que não tinha muito que se fazer. Mc Gonnagall e Snape ficavam até os últimos minutos de suas respectivas aulas dando revisões. As aulas opcionais tinham se acabado e tinham algumas horas livres.

-Este sim é um bom sistema! Não é Mione? – comentou Jill, saindo da sala de feitiços. Geralmente, teriam adivinhação e artimancia cada uma, mas agora podiam ir a sala comunal até três horas mais tarde. (Adivinhação ou Artimância, Runas, Trato das Criaturas Mágicas e depois teriam poções).

-Não se engane – respondeu Hermione, pegando seus livros e anotações, mais do que o normal para um aluno comum (Ou seja: normal pra ela), ela insistiu em estudar poções durante esse tempo. – é só por esse ano, no próximo voltaremos com os exames normais.

-Nisto Mione – disse Rony – sei que se enganou. Continuaremos assim porque no próximo ano, em virtude dos acontecimentos, foi inserido um novo nível de prova, na verdade, acho que esse ano mesmo, o exame de NHB, que significa Notas de Honra Bruxa e no sétimo os NIEM’S.

-E agora? – perguntou Mione, mudando de assunto – O que faremos nessa ultima hora que falta para poções?

-Acho que nós devemos dar uma lida nas profecias que faltam. – disse Harry.

-Tudo bem, certo. Mas tenho uma pergunta... Como vamos as devolver depois? Outro dia tentei ir lá de novo e me pedia uma senha. – comentou Hermione – e eu acho que temos que devovê-las, não?

Os quatro amigos se entreolharam. Ela tinha razão, não poderiam ficar com aquele monte de pergaminhos, pois eram da escola. Além do mais, se Dumbledore ou alguém mais fosse lá e por coincidência chegasse a procurá-las, em seguida saberiam quem tinha as pegado. Só restava a alternativa de usar o recurso menos recomendável: “Pegar emprestado” (Como Jill dizia.) o anel de Fleur.

A sala comunal estava deserta. Pelo visto, todos os demais prefiriam estar lá fora do que morrer asfixiado lá dentro por causa do calor. De modo que deixaram guardadas as que já tinham descartado e pegaram as outras. Todas elas estavam traduzidas, exceto algumas em latim ou escritas em runas. Estas ultimas foram traduzidas por Hermione e Jill. No final só restaram duas:

- “...E conseguiu dizer, mais a si mesmo do que a todos: grandes e pequenos; ricos e pobres; livres e escravos, lhes ponham uma marca. E ninguém poderá vender nem comprar, nem realizar atividade alguma, se não está marcado com o nome da besta ou com o sinal de seu nome” – leu Hermione com dificuldade, um pergaminho em Idiche – será isso?

-Pode ser – respondeu Rony – mas lembre-se que segundo Harry, a profecia poderia dizer como Harry podia resistir a você-sabe-quem. O que diz essa outra? Está escrita em runas, leiam vocês garotas.

-Enned Leth istä rim deth gaür

Eth arineth gurthë ale gwathó

Miriel ó aglar perianneth

Hamröd estel iuvé edäin.

Et eärello ringarë rimethe at lempëthin

Ar tennër ringare maelaurë edäin

Ruthem valanë aglar estë

Ne gurthë atel gwathó guldur bele

Ne estel istari, mayth duspellen.

E Amarth ainurei ithe mär.

Linnod ele lastho beth lamen

Ale Quendi rinvalanë ne guldur

Eru edäin anyare iuvé

Ale valane ata beleg istari

Amarth dör remmen atë eru edäin

Hemressea atani anyä, eru edäin celeb ó tintallé.– Leu Jill . – que diabos é isso?! Está escrito em runas, mas não se pode ler.

-Deve ser essa! – exclamou Harry perdendo a paciência – maldita seja! Igual ao diário, ao caixote que não se abria! É o que corresponde! – ele não tinha se dado conta do que acabara de dizer, para os demais não tinha nenhum sentido, porque só ele conhecia a existência do diário de sua mãe e como o havia encontrado.

-Lei de Murphy. – comentou Mione.

-Lei de quêêêê? – perguntou Rony estranhando – em minha vida nunca escutei sobre isso.

-Não? – ela estranhou – nunca ouviu isso de que “O pão sempre cai com a geléia para baixo”?

-É... Não. – ele disse.

-Esquece, esquece. Bem, descartamos a outra. Devemos tentar ver o que essa diz. Além do mais, olhem a hora. Vamos chegar tarde à aula de poções.

-É obrigatório ir? Digo, porque voltade não me falta, mas nosso professor é tão adorável! – comentou cinicamente Jill. – uma autentica ternura!

-Tem que ir Jill – respondeu Hermione, perdendo a paciência – por mais “simpático” que Snape lhe pareça.

-Pena! – ela disse meio que se lamentando, meio que brincando mesmo – bem, vamos!

 

Capítulo 33: Fim da Busca (E o começo de uma nova tempestade)

 

Passaram antes de comer no grande salão. Na entrada, no quadro de avisos avisava que no dia vinte e oito de maio teria uma visita a Hogsmeade para os alunos a partir do terceiro ano.

A masmorra estava cheia. Os alunos tomavam como uma benção estar na sombra, pois lá fora fazia um calor insuportável, estranho até para o verão. Snape lhes entregou uma lista de exercícios de revisão e ordenou que trabalhassem nela durante a aula.

-Vocês viram o calor que faz lá fora? Acham que tem relação o aquecimento global e o furo na camada de ozônio? – comentou Jill, para riso de seus colegas. Snape a olhou com uma expressão que Harry conhecia muito bem: era idêntica a que ele fazia (Snape) quando o via.

-Senhorita Sadjib, por mais interessante que seja a atual situação mundial, a sua será pior se não se calar! – grunhiu Snape – lembre-se de que eu te reprovei em poções. – desde esse momento, Snape não parou de falar os defeitos de Jill, enquanto dava espaço para que os sonserinos rissem.

Na saída da aula, Snape anunciou que os reprovados teriam que tentar salvar suas notas nun segundo teste no dia vinte e nove de maio. Jill já sabia o que lhe esperava: Snape colocaria uma prova ultra difícil só para ela, para que fosse reprovada e pudessem expulsá-la. Mas isto não a incomodou muito. “Bem, se acha que pode me vencer Snape, você não sabe com quem se meteu”. Ela pensou.

-Ah Sadjib... O que Snape falou está certo? Foi reprovada no exame mais fácil da história de Hogwarts? – perguntou uma voz carregada de malicia, quand eles iam subindo a escada. Jill, sem se voltar, respondeu:

-Esse, Sellers, é meu problema.

-Ah, então adimite.

-Sim, só que acho que é melhor ser reprovado do que ser aprovado por puxa-saquismo do professor. Sabe? Eu nunca desceria tão baixo como você. Tenho dignidade, diferente de você. – respondeu Jill, começando a se enfurecer.

-Você não tem dignidade alguma Sadjib. Alguém que mente e se disfarça para conseguir algo, não a tem. Sabe o que eu digo sobre a sua dignidade? Você e sua mãe são somente duas imigrantes asquerosas. – disse Sellers.

Algo aconteceu nesse instante e nem para Harry e nem para os demais passaram mais de um segundo, quando Jill já estava em cima de Franz, golpeando-lhe. Tiveram que separar ela dele, do contrário, ela não o teria soltado.

-Jill, o deixe ou terá problemas! – exclamou Mione.

-Ele merece! – gritou Jill transtornada, lutando para soltar-se de Harry, que a segurava. – me solta Harry!

Um Franz totalmente pasmo se levantava do chão nesse momento. Olhou Jill, histérica por suas tentativas de se safar e ele gritou:

-Você está louca!

-Louca, eu?! – gritou Jill.

-Sim, e bem louca!

Conseguiram tranqüilizar Jill, o que levou muito tempo. Sellers continuava ali, sem saber por que não ia. Uma vez que Jill se acalmou e pararam de segurar ela; Franz disse um baixo: “Vou indo agora” que Jill respondeu:

-Você não vai a nenhuma parte Sellers, não te disse tudo ainda. Continuo pensando que você é um maldito desgraçado, igual ao meu primeiro dia em Humstall. Agora, CAI FORA!

Sellers não escutou duas vezes a ordem, saiu correndo a toda velocidade. Os amigos dela parguntaram a ela por que ela tinha se descontrolado assim, e ela respondeu:

-Quatro anos de humilhações não ficam assim. E que isso lhe sirva de lição, ninguém insulta minha mãe!

-Espera Jill! – exclamou Hermione – Sellers dirá a Snape e te expulsarão.

-Eu estou com Jill – manifestou Rony – Fez tudo o que quis fazer durante todo esse tempo com Malfoy! Hey! Onde Mione foi?

Dito isso, se ouviu um pequeno estalo na escada precedido por uma voz: “Obliviate!” Ouviu-se a voz de Sellers, perguntando onde estava. Harry e os outros foram até a escada.

-O que fazem aqui fora? – exclamou Sellers ao lhes ver – não sabem que a aula de smape começa em cinco minuots?

-Eu já te expliquei Franz – respondeu Hermione, tranqüila – A aula foi suspensa. Volte a sua Sala Comunal agora. Ah, e pare de incomodar Jill.

Franz saiu correndo na direção oposta. Tinha uma cara de abobado, que era mais do que normal e também se percebia sua tradicional expressão de antipatia com o mundo. Jill parecia não acreditar:

-Por que você fez isso? Eu havia lhe dado uma lição e não queria que ele esquecece.

-Desculpe Jill – começou Hermione – mas terá que ser outra vez. Esse é o aluno favorito de Snape e você não tem necessidade de passar o resto da sua vida. E como ele sabia que você... Do seu segredo?

-Eu contei pra ele. – respondeu Jill, com amargura.

-Como? Impossível!

-Sim, eu contei. No primeiro dia de aula em Humstall e acho que foi a pior coisa que fiz nos últimos quatro anos. Como poderia saber que era um desses que...?

-E por que? – Mione perguntou.

-Queria ter em quem confiar, um amigo... Na verdade não tinha amigos de verdade. O pessoal de Humstall era divertido, gosto de conversar com eles, mas não eram pesoas em que podia confiar. Sentia-me muito sozinha, até agora... – terminou um pouco triste.

-Não fique triste Jill! – exclamou Hermione surpreendida.

-Claro, adoramos ser seus amigos. É a quarta que faltava no grupo. – a apoiou Rony.

-Obrigado pessoa. Agora – Jill continuou, recuperando o ânimo normal – o que acham de fazermos uma visita ao nosso pergaminho esopansotos em quem-sabe-em-qual-idioma?

Alguns minutos depois já estavam na Sala Comunal, vazia, cada um com um jarro enorme de suco de abóbora gelado, relendo mais uma vez o pergaminho. Hermione, que geralmente tinha idéias para todo, estava muito nervosa, devido a frustação de não poder descifrar a indescifravel profecia.

-Não é poddivel! Supõe-se que nas aulas de Runas nos ensinaram a forma de traduzir tudo isso... Tem que ter uma forma! – exclamava relendo em voz alta uma e outra vez a profecia.

-Se acalme Mione – disse Jill para a acalmar.

-Quer que eu me acalme? Não! Tem que ter uma forma! “Linnod ele lastho beth lamen. Ale Quendi rinvalanë ne guldur.” – de repente, algo iluminou seu rosto e começou a repetir uma palavra cada vez mais alto – Quendi! Quendi!

-O que aconteceu agora? Por que... Ah! Já entendi! Quendi! Acha que... – continuou Jill.

-Estou certa! Rápido, vai pegar o livro! – quando Hermione disse isto, Jill saiu em disparada ao quarto das garotas. Rony olhou Harry com cara de quem não entendeu nada e Harry fez o mesmo.

-O que acontece com vocês duas? – perguntou Rony.

-Ah, já verá. Esperem e saberão. Nunca pensei que... – não disse mais nada. Pois Jill já estava ali com o livro. Hermione foi folheando rapidamente as páginas.

-Qual é o livro? – perguntou Harry.

-“História da terra média e seu legado. Tomo sete: Dicionário de idiomas” – respondeu Jill. – Hermione me emprestou quando acabou de ler o tomo três.

-Eu encontrei! – interrompeu Hermione – essa profecia está em élfico. Como começa?

-“ Enned Leth istä rim deth gaür. Eth arineth-istari gurthë ale gwathó. Miriel ó aglar perianneth. Hamröd estel iuvé edäin.”- repetiu Jill, dando o pergaminho a Hermione.

-Como souberam? – perguntou Rony.

-“Quendi”. O povo dos elfos em élfico. E “Calaquendi”, Elfos Reais, ou “Elfos da Luz”. – explicou Hermione pegando o pergaminho – Isso nos deu a chave. Leth: Numero. Gaur: Besta. Gurthé: morte. Gwathó: Escuridão (Ou Trevas). Arineth-istari: Grande Bruxo. – começou Hermione, traduzindo as palavras dos primeiros versos. – Perianneth: gente pequena, pode ser crianças. Edäin: humanidade

-Como poderia ser o resto então? – perguntou Harry.

-Deixe-me ver – disse Hermione, consultando o dicionário – “O numero da besta se cumpre? A escuridão (Ou as Trevas) avança? O grande bruxo cai. A volta? Sim, volta, está certo, dos inimagináveis, as pequenas pessoas. (Ou crianças) Se aproxima para assombrar a humanidade, ou para assombrar a todos.

-Ótimo! – exclamou Rony – já temos quase tudo.

-Bem Rony, já viu que aquele livrão que Hermione me emprestou serviu. – comentou Jill em tom de gozação.

Eles continuaram nessa tarde, até que ficou o seguinte:

O número da besta se (Cumpre?).

A escuridão (avança?) (Ou as trevas avançam?), o grande bruxo cai.

A volta dos inimagináveis, as pessoas pequenas.

Se (...) para a todos assombrar.

E (...) trio desde (...) anos.

Da (...) geração de (...)

Que um (...) poder receberão (...)

Mas não (...) para ao rei (...) destronar.

O (...) está (...), talvez (...)

Mas isso (...)

(Nota: Esses (...) foram partes que os nossos heróis não conseguiram traduzir)

Na verdade eles não entenderam muito o que eles tinham traduzido: Ou Hermione conseguia um dicionário melhor, ou continuavam mal com esse. Ainda faltava uma estrofe e quase nada que Hermione tinha no livro era capaz de traduzi-la. Os quatro amigos averiguaram por todos os meios, se houvesse um outro dicionário melhor na biblioteca. E pediram uma autorização a Fleur para ir à seção restrita, pediram ajuda a Madame Prince, dedicaram quase todo o seu tempo livre a buscar entre as estantes. Sem nenhum resultado. Passou uma semana e o enigma ainda estava na cabeça dos quatro. Harry decidiu contar tudo a Gina, ele ainda não tinha a visto durante esses dias e ela devia estar preocupada. Pediu a ela que estivesse naquela mesma arvore, próxima as margens do lafo, as seis da tarde de sábado. Ela estava lá pontualmente. E visivelmente furiosa.

-Olá Gina – disse Harry, tentando beijá-la, mas ela o evitou.

-Adoraria saber por onde você anda Harry! Duas semanas e não vi nem sua sombra!

-Não, Gina, com ninguém, só que...

-Ah! Aposto que é com Jill! É ela? Confessa!

-Não Gina – repetiu Harry, começando a ficar nervoso (E um tanto desesperado) – não arme uma cena, por favor. Não...

-Que não arme uma cena? – ela disse furiosa – o que ia dizer? Que já não me quer mais?

-Não, não é isso! Só queria te contar que tive um sonho muito estranho, e de uma profecia em runas! E Hermione...

-Hermione?! – disse ela mais furiosa ainda – Então é Hermione! E onde fica meu irmão! Você é um cínico Harry! Adeus! – e lhe deu uma bofetada bem na cara, antes de sair correndo e se perder de vista.

-Mas que bicho mordeu ela? ? – exclamou Harry. Levou a mão ao lado esquerdo do rosto, que ardia. Ele estava com um nó na garganta e estava muito triste, com princípios de depressão, mas não quis prestar atenção nisso. Depois, voltou a sala comunal. Ele não entendia o comportamento de Gina, seria melhor perguntar a Rony, que levou uma vida inteira com ela.

 

Capítulo 34: O Tradutor de Todos os idiomas. (Nova tempestade em ação)

 

-Não tem mais chance de acharmos – suspirou Jill, enquanto, contra todas as esperanças, fazia a ultima pesquisa na biblioteca. Pegou um livro qualquer, entitulado “O livro vermelho” de dois autores que só podia se ver as iniciais dos sobrenomes: B. e B. Era um livro grosso e velho, manchadas em muitas partes. No final, uma nota do editor ou algo parecido:

“Você pode continuar este livro graças a um estranho descobrimento desta época. A substancia Bab...” Nesse trecho se interrompia, devido a uma mancha que tornava ilegível. A nota era assinada por um tal de S. G.

-Mistério demais por aqui – murmurou Jill em voz baixa – e não estou com ânimo para procurar algo limpo nesse livro – e o deixou na estante. Talvez essa noite pudessem ir a Câmara de Merlin de novo, mesmo que ela não quisesse pegar mais uma vez o anel de Fleur “Talvez já tenha se dado conta!” pensou; ela teve uma idéia que poeria por em prática: assim não poria em risco seus estudos, ne, seu segredo. Seu pai moribundo, no seu leito de morte, a fez prometer que somente se tivesse perigo de vida, ela não revelaria o segredo... E ela tinha uns nove anos.

-Melhor voltar a sala comunal. – se disse em volta. Ali se encontrou com uma cena familiar, pra dizer pouco. Harry estava com cara de se sentir péssimo (Ele ESTAVA péssimo), enquanto Rony tentava lhe animar.

-O que aconteceu aqui? – perguntou ela.

-Ele... – começou Rony – bem, o que aconteceu é que ele teve uma briga com minha irmã e...

-Não lhe dei muita importância, que droga! – continuou Harry, sem vontade nenhuma – mas cheguei aqui e perguntei a Rony e significado real do que ela me disse e...

-Gina terminou com ele. – finalizou Rony. Harry baixou a cabeça.

-Vamos Harry – o animou Jill – não é mais do que uma briga de casal. Já voltarão as boas em breve.

-Mas... O que ela me disse... – ele disse quase chorando.

-O que ela te disse? – perguntou Jill preocupada.

-Me chamou de cínico. Parecia acreditar que eu a enganava ou algo assim – não quis dizer o “com Hermione”, ou talvez Rony também iria se enfurecer com ele.

-Ah, não. Teve uma crise de ciúmes? – perguntou Jill mais preocupada.

-É... – terminou ele quase desabando.

-Hum... Se não tivesse sido isso, seria mais fácil. Não se preocupe, eu a convencerei.

-Acho que você não vai conseguir. Ela não quer te ver nem pintada. – respondeu Harry sorrindo ironicamente.

-E por que?

-PORQUE ELA ACHA QUE A ENGANO COM VOCÊ! – Respondeu ele num tom mais de choro do que de grito mesmo.

-Ela acredita nisso?! – exclamou Jill. Ela corou de inicio, mas riu tentando não dar importância. – por acaso ela enlouqueceu? Não se preocupe... Deixe comigo.

“Ela quer que eu não me preocupe ou que me preocupe mais ainda?” pensou Harry. A ele não agradava a idéia de deixar a situação na mão de Jill. Ele, acima de tudo, conhecia a falta de tato de sua amiga; Quando simplesmente explodiu com Snape ou com Franz. Mas não tinha mais alternativa, Gina lhe disse que não queria o ver mais. Jill lhe acalmou dizendo:

-Verei o que posso fazer, pensarei um pouco. Não quero piorar a sua situação, se é que isso é possível.

-Olá gente! – saudou Hermione, entrando. Vinha de muito bom humor.

-Oi Mione! – responderam. Ron se perguntava por que ela estava com esse ânimo, se nos últimos dias ela estava nervosa, devido a impossibilidade de continuar traduzindo. E é que Hermione nunca fazia as coisas pela metade.

-Adivinhem o que consegui! – exclamou – já sei como terminar de traduzir!

-Sério? – Harry levantou um pouco a cabeça. – como?

-Existe uma substância lendária que permite traduzir qual quer coisa para o idioma de quem a usa. Se chama “Babylonnium”, ou algo assim. Tenho a receita aqui, mas devemos descer, porque os ingredientes são muito difíceis!

-Por mim nenhum problema – disse Jill – desde que os garotos aceitem pernoitar...

Nessa noite desceram até o armário de limpeza nas masmorras. Hermione perguntou:

-Como vamos entrar? Não temos o anel e não sabemos a senha.

-Esperem-me aqui. – respondeu Jill – lhes avisarei quando puderem passar – dito isto, ela entrou dentro do armário e fechou a porta.

-O que ela esconde da gente? – se perguntou Mione – não acham que ela está sendo misteriosa demais?

Os garotos concordaram em silencio. Se ouviram umas batidas por dentro, Jill lhes avisava que já podiam entrar.

-Nunca entramos por aqui. – comentou Rony.

-Entra-se no armário, levanta aquele cubo do canto e aparece uma porta secreta, que estava escondida com a pintura igual a da parede. Então se fala a senha.

A porta secreta estava aberta. Dava a impressão de que era velhíssima e tinha um aro que abria a porta. Hermione pensou um pouco e perguntou:

-E qual é a senha?

-Boa pergunta – reconheceu Jill.

-E como abriu a porta secreta? – Hermione perguntou, tentando persuadir Jill a dizer a resposta.

-Não... Não a darei, desculpe. Agora... O que acham de entrarmos? Estamos perdendo tempo aqui. – respondeu Jill, um pouco incômoda. Os garotos desceram a grande escada que tinha depois da porta secreta e a câmara de merlin se iluminou com uma luz tênue e prateada. Olharam para cima: não tinha nenhuma vela, mas o teto tinha a imagem do céu de fora, como a grande salão.

-Uau. – comentou Rony – as outras vezes que entramos, não se iluminava o teto.

-Acho que tem que entrar pela porta para que se ilumine. – respondeu Hermione. Harry não dizia nem uma palavra. Não tinha ânimo para dizer nada. A lembrança de Gina terminando com ele o fazia sofrer. E ele chorava calado.

-Bem, vamos trabalhar. – disse Jill – precisaremos de um caldeirão, e... Qual é a receita Mione?

Hermione pegou a profecia e uma folha de papel muito dobrada de seu bolso. As deixou na mesa, acendeu sua varinha e começou a ler:

-Receita de Babylonnium:

. Uma pena da cauda de uma fênix centro americana. (Quetzal)

. 100 g. de escamas de dragão asiático.

. Um chifre de unicórnio europeu em pó.

. 10 gotas de sangue de tartaruga africana.

. 100 ml de veneno de basilisco.

. 250 ml de hidroprata.

. Um dente de rã.

. 5 litros da água da Poça de Godric.

-Oh, genial Hermione! Esses ingredientes são tãããããããão fáceis de se conseguir! Adoraria saber como vamos consegiur isso tudo. – disse Rony ironicamente.

-Está aqui. – respondeu Hermione, olhando para o armário. Pegou um caldeirão e indicou aos outros para que trouxessem tudo o que encontrassem ali. Eles obedeceram, esvaziaram o armário e depositaram os frascos sobre a mesa enquanto Mione fazia aparecer um fogo azul por debaixo do caldeirão.

-Bem, por onde começamos? – perguntou Jill. – supõe-se que você tem mais do que só a receita.

-Bem... – disse Mione – aqui diz que tem que depositar quatro litros de água com o dente de rã no caldeirão até que ferva. Meio litro do restante se mistura com o pó de chifre de unicórnio e a outra parte de dissolve o sangue de tartaruga. Rony dê-me a hidroprata (água pra quem não sabe, prateada de preferência).

Rony esticou o braço para alcançar a vasilha com o líquido prateado e esticou a outra, mas deixou cair o conteúdo... Justamente em cima do pergaminho com a profecia. O pergaminho se borrou completamente.

-Oh-oh! – murmurou sem saber o que dizer

-Rony! Olha o que você fez! – exclamou Hermione furiosa, chutando o chão. Ela pegou o pergaminho empapado, para vê-lo melhor.

-Meus parabéns meu amigo. Encontrou o apagador universal. – brincou Jill.

-É... Jill, não é hora pra piadinhas. – sussurrou Harry. Hermione estava furiosa. Nesse momento, o frágil pergaminho fez um ruído como “Whist!” E se desintegrou, deixando só um monte de pó amarelado nas mãos de Mione.

-Hermione, não entendo por que está assim. Acima de tudo, todos nós já a sabemos de memória. Podemos voltar a escrevê-la. – murmurou Jill, puxando-lhe pelas vestes – deixe Rony em paz.

-Deixe-o em paz! – repetiu Hermione incrédula – três semanas traduzindo a porcaria da profecia e ele joga tudo a perder!

-Desculpe... – disse Rony com a voz baixa.

-Nem com desculpas conseguirá trazer a profecia de volta! – Hermione exclamou.

-E NEM COM BRIGAS! – gritou Harry. – Jill tem razão, podemos voltar a escrevê-la.

-Não é necessário! Vou indo, já que os incomodo tanto! – exclamou Rony. Sem nem pegar a capa da invisibilidade, saiu da câmara dando um chute na porta e desapareceu.

-Hermione, não deveria ter gritado com ele desse jeito. – disse Harry – o que aconteceu contigo? Quase nunca se enfurece assim.

-Eu... Não sei... De repente me deu tanta raiva... Desculpe. – balbuciou Hermione – melhor irmos. Já não tem mais como no momento.

-Esperem! Rony se encrencará! – exclamou Jill. – ele não pegou a capa, Filch o pegará!

-Eu o ajudo. – disse Harry – vocês voltem à sala comunal. – pegou seu mapa e olhou direto na sala do zelador. Sim, Rony estava ali. Correu pelos corredores até o escritório de Filch. Este procurava em suas gavetas uma pena. Harry tirou a cabeça da capa e fez sinal para que se aproximasse, aproveitando a distração de Filch.

-Vagando fora da cama as duas da manhã... Você vai ver o que vai acontecer, espere-me achar minha pena. – resmungava Filch, com o olhar fixo nas gavetas.

-Pssst... Rony venha para a capa. Rápido. – Rony fez pouco caso, mas disse a Harry:

-Mas Filch saberá que escapei.

-Não, não saberá de nada. Mas tenho que ver se dá certo... Obliviate! – disse apontando a Filch. Este parou de mexer nas gavetas e se perguntou em voz alta:

-O que eu procurava? Ah, uma pena para dar a detenção; tinha um aluno aqui... Como se chamava? Deve ter fugido, - Rony já estava na capa da invisibilidade – bem, não pode estar muito longe. Vigie pelos corredores de lá meu tesouro.

Ao parecer, o feitiço não havia funcionado totalmente. Madame Nor-r-ra, que estava na sala, permaneceu olhando justamente na direção onde estavam Harry e Rony, cobertos pela capa. Não era a primeira vez que eles se perguntavam se a capa funcionava com os gatos e nesse momento, tinham quase certeza que não.

Estavam do lado de fora da porta, quando nesse momento, alguém invisível (Nem Harry, nem Rony) a fechou e tapou com chiclete a fechadura. Pirraça voltou a ficar visível e com uma risada maliciosa, desapareceu zumbindo pelos corredores.

-Acho que pela primeira vez, tenho razões para agradecer ao Pirraça. – murmurou Rony.

-Vamos, antes que ele consiga sair. – murmurou em resposta Harry. A maçaneta girava, mas travou e não abria, a porta se mexia, mas não abria e alguém gritava lá dentro:

-EU VOU TE PEGAR PIRRAÇA! ESPERE ATÉ QUE EU SAIA DAQUI!

-Obrigado por me salvar Harry. – Rony agradeceu.

-De nada Rony. Vamos, estou morrendo de sono. – respondeu Harry bocejando. Desde que teve esse pesadelo e encontrou a profecia, não dormiu como queria. Voltaram à sala comunal cobertos com a capa. A Mulher Gorda estava muito incomodada:

-Bem, acham que isso é o Beco Diagonal? Entram e saem sem nenhuma considera...

- “Claroscuro Corintio” – a cortou Harry. O retrato abriu com de má vontade e eles puderam entrar. O fogo, como Harry pôde comprovar faz um tempo, queimava a noite inteira na lareira. Jill e Hermione os esperavam lá.

-Como foi? – perguntou Hermione.

-Bem. Não conseguiram dar uma detenção em Rony. – respondeu Harry saindo da capa invisível. Rony não saiu.

-Rony saia daí. – pediu Jill, mas Rony não se moveu. Eles viram abrir a porta que dava nos dormitórios masculinos. Hermione disse:

-Rony, sinto muito por ter gritado com você. Venha, vamos fazer as pazes, sim? – ela pediu e como resposta Rony não disse nada, entrou e bateu a porta. Harry balançou a cabeça e comentou:

-Era o que faltava... Outra vez.

-Disse que sentia muito! Exclamou Hermione, exasperada – O que mais ele quer?

-Não sei...

-Vamos dormir gente – disse Jill bocejando – amanhãa teremos um longo dia. Vamos ter que escrever essa coisa de novo. E tem visita a Hogsmeade, nunca estive ali. Boa noite. – dito isto, subiu para os dormitórios femininos. Mione subiu com remorso. Harry subiu a outra escada e entrou no quarto. Rony tinha as cortinas da sua cama fechadas. Harry abriu as cortinas e... Rony estava dormindo. Harry pôs o seu pijama, tirou os óculos e dormiu logo em seguida.

No dia seguinte a voz animada de Jill o acordou gritando “ACORDEM! DEU CERTO! DEU CERTO!”. Harry colocou os óculos e disse:

-O que aconteceu? Supõe-se que você não pode estar aqui! E se os outros garotos te verem?

-Ah, sim – respondeu Jill com sarcasmo – Este quarto está cheio de garotos! Claro, eles devem ter uma capa, porque só vejo você e Rony.

-Jill, o que você faz aqui? – perguntou Rony com um enorme bocejo enquanto se espreguiçava.

-Em primeiro lugar, dupla de patetas: são onze e meia da manhça! Vamos, vistam-se! Espero vocês lá em baixo! – e saiu batendo a porta.

-Se continuarem batendo assim, essa pobre porta vai sair antes do começo do próximo ano. – comentou Rony – bem, já que nossa querida amiga nos acordou, é hoje de descermos. Pergunto-me se ainda sobrou algo pra comer.

Os garotos se vestiram e desceram as escadas até a sala comunal, se perguntando o que era tão importante que Jill tinha pra lhes dizer. Todos os ossos de Harry estavam doendo, mas não acreditava que fosse por causa das saídas noturnas (Adivinhem?). Lá embaixo estavam esperando Hermione e Jill. Ao ver Hermione lá embaixo, Rony deu meia volta para voltar ao quarto. Alguém lhe ordenou na sala comunal:

-Rony, venha aqui agora! – para surpresa de Harry, Rony fez o que lhe disseram e desceu, mais rápido do que quando descia antes. “Lhe jogaram uma Impérius?” Se perguntou intrigado. Desceu na mesma velocidade, até que estava junto com Rony.

-Olhem isto! – exclamou Harry, levantando um pergaminho. Já não estava em branco e em pó, como na noite anterior, de fato estava escrito e refeito novamente. E o melhor, estava escrito em um idioma que conheciam: O inglês.

-Ótimo! Como conseguiram? – exclamou Harry, um pouco mais animado do que na noite anterior, quando não queria nada com ninguém. Na verdade ele só desceu porque a profecia era um assunto “de importância mundial”.

-Bem – disse Jill – eu queria acabar com o pó, mas Mione quis conservá-lo. O deixou na mesinha de cabeceira, guardado em uma caixinha. Na manhã de hoje, estava o pergaminho sobre a mesa, todo traduzido.

-Eu queria me desculpar. Lamento ter gritado ontem de noite. – se desculpou Mione, um pouco tensa, não sabia qual seria a reação de seu amigo.

-Tudo bem. – respondeu Rony, sem entusiasmo. Eles ficaram um de frente pro outro se olhando. Sem sabei o que falar, Harry ficou esperando. O que acontecia com esses dois?

-Mas bem! Vão ficar assim, parados? – exclamou ele. Eles sorriram e Hermione deu um abraço em Rony enquanto se lamentava:

-Ah, essa gente! Seu problema é que não são nada espontâneos! – sussurrou Jill a Harry. E Harry notou que Rony estava um pouco incomodado com o abraço, mas mais contente do que quando ele desceu as escadas. Se separou de Hermione (O Rony) um pouco confuso e vermelho até a raiz de seu cabelo, enquanto a acalmava:

-Vamos, não se preocupe mais...

-Ah, casal – os garotos olharam Jill furiosos – brincadeira, brincadeira – se desculpou ela – Não vamos ler a tradução?

-Ih, é mesmo! Leia você Harry – respondeu Rony entregando o pergaminho a Harry.

-A besta dupla se consuma.

A escuridão avança, a magia poderosa perece.

O tempo do inimaginável, as jovens almas;

Se aproxima para a todos assombrar;

A décima quinta tríade desde cem ciclos lunares;

Da décima quinta casta solar;

De um quarto poder receberá ajuda;

Mas não bastará isso para o rei negro destronar;

O fracasso se aproxima, talvez desapareçam:

Mas isso não irá depender deles.

A dica aqui está: prestem atenção!

Aquele triplo élfico poder regenerado

Uma corrente haverá em quem tem duas energias.

O destino da terra está em suas mãos.

Será posto a dura prova: sua será a decisão.

Eles se entreolharam desconcertados. Rony se encolheu de ombros e comentou o que todos pensavam nesse momento.

-Que me desculpem, mas não entendi nada.

-Muito menos eu. – reconheceu Hermione, com uma expressão frustada.

-E agora o que faremos? – perguntou Harry.

-Soará meio frio – começou Hermione – mas estou morrendo de fome. Vamos descer pra ver se tem algo pra comer?

 

Capítulo 35: Nas entrelinhas do Jogo – Parte 1: Gina Animaga. (Nota: Na versão original este capítulo não existe, foi criado para explicar a transformação de Gina em animago, o que o leitor atento já deve ter percebido, ou seja, ele mostra os treinos de Gina e mostrará os acontecimentos estranhos com ela desde que foi capturada pelos comensais).

 

Toca, um pouco depois de Harry ter chegado, Harry, Rony e o senhor Weasley tinham ido com Harry a estação king’s cross para buscar Hermione para a festa surpresa de Harry. Gina, Percy, Fred, Jorge e Molly estão animados, preparando os enfeites e tudo mais para a festa.

-Mãe, você acha que Harry irá gostar da surpresa? – Gina pergunta a sua mãe.

-Claro, pelo que soube pelo Rony, ele nunca teve uma festa de aniversário, dará tudo certo. – a senhora Weasley responde tranqüila.

-Harry nunca teve uma festa? – Fred pergunta entrando na cozinha – então essa ele nunca vai esquecer! – e piscando o olho pra Jorge – não é Jorge?

-Vocês tão pensando em alguma coisa... – diz Molly preocupada.

-Não, é que o Harry não teve nenhum aniversário mãe, - diz Jorge – e como todos sabem, a primeira vez a gente nunca esquece.

-Sei... – diz Molly ainda preocupada.

-Ei vocês, venham me ajudar! – chama Percy.

-Sim, senhor! Sargento Weatherby! – Jorge e Fred dizem em coro, indo até Percy.

-Eles nunca mudam... – diz a senhora Weasley meio que rindo, Gina faz uma cara de “O que foi isso mãe?” E a senhora Weasley grita – Chamem seu irmão pelo nome certo!

-Ai, ai... Harry! – suspira Gina em voz alta.

-Gina? O que foi? – pergunta a senhora Weasley – eu já disse pra esquecer aquela quedinha que você tem pelo Harry.

-Ah, mãe... Deixa pra lá. – diz ela mudando de assunto – Que tipo de bolo o Harry prefere? – ela pergunta.

-Bem, eu não sei, mas perguntei ao Hagrid, Rony me disse que Harry ganhara um bolo de aniversário quando fez onze anos. Ele mandou uma coruja dizendo que o bolo era recheado com chocolate e por fora tinha glacê rosa. – responde Molly.

-Hum... Então mãos a obra, quer dizer, mão na massa! – diz Gina, melhorando o humor, não é que ela tivesse mal humorada, é por causa da bronca da mãe.

-Você tá começando a falar igual ao Fred e ao Jorge, fazendo piadinhas. – comenta a senhora Weasley.

Elas continuam fazendo o bolo até que escutam duas pancadas na porta. Um tempo depois escutam um grito “Expelliarmus!” E Jorge literalmente voando pela sala.

Gina e Molly vão até a sala e tem dois comensais da morte lá.

-Fred, cuide de Jorge, mamãe fuja com Gina! – gritou Percy.

-Não será possível – disse o primeiro comensal, não dava pra ver nada, só que ele tinha um brinco com um pingente.

-Eu cuido dos outros dois... – disse o outro comensal, sua voz era fria e um pouco familiar – quando eu terminar com eles, fico com o seu e você pega a garota.

-Certo. – confirma o primeiro.

-Então terão que passar por mim! – gritou Percy, se colocando na frente de Gina e Molly – Expell...

-Expellliarmus! – o primeiro comensal é mais rápido que Percy e o faz voar. O segundo luta com Fred e Jorge.

-Desmaius! – ele exclama e Fred, Jorge e Molly caem desmaiados. – agora o carinha que trabalha no ministério é meu! Pegue a garota Mc Callan!

-Tudo bem... – eles trocam de lugar.

Mc Callan vai para cima de Gina e esta grita:

-Tira as mãos sujas de mim seu asqueroso!

-Cale a boca idiotinha! – disse Mc Callan – Você é patética!

-Deixe a minha irmã em paz! – grita Percy.

-Você deveria se preocupar comigo Weatherby! – diz o segundo – Crucio!

-Aaaghh! Gina! Fuja! – gritou de dor Percy.

Gina tenta correr, mas Mc Callan grita:

-Desmaius! – e Gina desmaia.

-Desgraçado! – Percy grita – droga! Ahhh!

Percy acaba desmaiando e após Mc Callan e seu parceiro saírem eles acordam, Percy está ferido.

Voltando a personagem principal desse capítulo...

Gina está nos braços de Mc Callan, desmaiada... E tem um sonho, e por incrível que pareça é um sonho bom:

“Ela está nas margens do lago, Harry corre até ela e chama: (Gina?) e ela responde: (Sim?) ele pergunta: (Você, você...)”.

-Enervate! – grita Mc Callan e ela acorda.

-O que vocês querem comigo? – ela pergunta.

-Nada, só Potter! – Mc Callan responde.

-Ele nunca virá! – ela berra “Tomara que não, quero que ele fique longe de problemas”.

-Isso é o que você pensa garota estúpida! – Mc Callan grita – Crucio!

-Ahhhhh! – Gina grita de dor.

O outro comensal que vigiava a porta do galpão onde estavam escondidos escuta e diz:

-Mc Callan o que é isso? – Mc Callan estranha então ele termina – Você começa a torturar alguém e nem me chama? Crucio! – para Gina. – lembrem-se de que não devemos matá-la, precisamos dela para atrair Potter.

-Ahhh!

Eles ficam torturando Gina por uma meia hora quando se cansam, Gina está muito ferida e quase não enxerga nada, está tudo muito escuro, quando Mc Callan se aproxima dela e toca sua silhueta.

-Hum... Até que você não é tão suja quanto parece.

-O... – diz Gina balbuciando – O que você vai fazer?

-Não vai doer nada – ele diz com malícia na voz e passando a mão em seu corpo.

-Tira... As mãos de mim... – ela tenta gritar, mas é em vão.

-Cale-se! – ele esbraveja, a desamarrando.

-Sai...

-MC CALLAN, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – grita o outro comensal. – Nem pense nisso, se você o fizer, eles terão chance de descobrir o que fizemos e saber quem somos!

-Droga! – esbraveja Mc Callan.

-Ah... – Gina se alivia.

O tempo passa e Harry não chega no galpão, quando eles não estão mais prestando atenção em Gina, ela vê uma brecha pra sair, tem outra porta nos fundos e não está sendo vigiada.

“Sorte aquele idiota ter me desamarrado...” Pensa Gina enquanto se dirige para fora do galpão, mancando. “Preciso sair daqui”.

Ela consegue e vai caminhando sem rumo, quando encontra um velho na estrada.

-Me-me ajude... – ela pede.

-O que você tem minha cara jovem? – pergunta simpaticamente o velhinho. – Você está toda machucada...

-C-c... – “Não, ele pode ser trouxa e não vai entender!” Gina pensa. – Sofri um acidente!

-Um acidente... – o velho meio que entra em transe e começa a falar num outro tom – Você vai morrer, no fim de seu ano escolar em Hogwarts, a profecia, o amor de sua vida irá sofrer, ficará feliz, mas triste você ao perdê-lo... Precisa encontrar a solução, ela está nos cães, mais perto do que imagina... As borboletas... – O velho volta ao seu tom normal – Precisa de ajuda?

Gina não entende nada e sai correndo dali “Esse velho é louco!” Ela pensa. Ela desaparece da vista do velho e este se transforma nun jovem de uns vinte e dois anos mais ou menos, estatura alta e cabelos escuros, olhos castanhos.

-Não, Virginia Weasley, não estou louco não. – O jovem velho diz – Apenas estou ajudando a salvar sua vida e a de Harry – ele suspira – meu trabalho já foi feito, é só esperar que Gina entenda minhas mensagens. Estou ficando bom nisso.

Gina caminha até um parque com uma fonte, numa cidade trouxa e cai desmaiada. Ela tem um sonho... Alguém terrivelmente familiar conversa com um outro homem.

- “Mc Callan, é muito arriscado”.

- “Eu sei Rabicho. Mas são ordens do mestre. O que posso fazer contra isso?”.

- “Mas você irá só com um Olho do Dragão. Dumbledore é muito inteligente, pode te descobrir, e então...”.

- “Ah, não se preocupe, eu o usarei no brinco. Ninguém irá notar e posso levar todo o tempo do mundo”.

- “Bem, se é o que você diz...”.

Ela acorda no hospital. Harry, Rony, Hermione e Dumbledore estão ali. Ela parte para Hogwarts com seus amigos. No caminho (No expresso de Hogwarts, melhor dizendo) ela reflete sobre o que acontecera até ali.

“Hum, o velho parecia muito convincente, minha morte... Bem, eu pessoalmente não quero morrer... Eu e Harry juntos? Meio impossível, ele parece ver em mim apenas uma garota mimada e chorona... Felicidade e tristeza? Talvez eu morra pra salvar a vida de Harry, pode ser isso... Solução para a vida nos cães? Hey! Sirius! Então o velho está certo! Borboletas... Hum, interessante! É o que posso me transformar, acho que aquele velho me pediu indiretamente que me transforme em animaga, mas uma borboleta... Borboletrium! O feitiço das borboletas, boa! Acho que é isso, vou tentar manter contato com Sirius”. Ela conclui.

Depois de um tempo lá, ela manda corujas para Sirius e Sirius responde, aceitando a proposta.

Cara Gina,

Achei preocupante sua carta, isso é grave demais, aceito seu pedido de lhe ensinar a ser uma animaga, mesmo por correspondência, isso será de grande ajuda para Harry. O que quero acima de tudo é a felicidade de meu afilhado.

Cordialmente,

Sirius Black.

Esta era a carta que Rony havia tentadi ver, mas Gina só deixou ele ver o k do Black. “É melhor passarmos a nos corresponder com outros nomes”. Pensou Gina.

O tempo passa e Gina e Harry começam a namorar, numa noite de quinta-feira, na verdade são três da manhã de sexta-feira, Gina está em frente à lareira. A cabeça de Sirius aparece na lareira.

-Olá Gina! – ele cumprimenta.

-Oi Sirius! – ela responde.

-Bem, você tem evoluído bastante, além de ter aperfeiçoado o seu Obliviate, pobre Colin, vai acabar perdendo a memória. – termina ele rindo.

-Não é hora de piadinhas – ela tenta parecer séria – hora de treinar.

-Tem razão, então comece! – diz Sirius, concentrado – Lembre-se, concentração e prática são a chave de um animago.

-Certo... – Gina começa a se concentrar e fecha os olhos.

Alguns instantes se passam e uma aura de energia rodea Gina, ela está bem concentrada.

-Agora! – Sirius diz como se fosse lançar um feitiço.

-Borboletrium! – milhares de borboletas saem da varinha de Gina, sendo que esta também desaparece na fumaça.

Um tempo depois as borboletas somem e uma delas, com as costas vermelhas fica em frente à lareira.

-Muito bem, agora volte ao normal. – diz Sirius e a borboleta volta a ser Gina.

-Como fui? – ela pergunta.

-Ótimamente bem. Perfeito! Espero você para um treino prático aqui no vale!

Na estação de Hogsmeade, Gina recebe a coruja que vocês já leram e como ela disse, se comunicam com outros nomes, apenas dirigindo-se um ao outro pelo nome, o nome da assinatura é diferente.

Cara Gina:

Fiquei bastante surpreso diante de sua evolução no treino prático que tivemos na lareira, está melhorando muito, espero que nesse fim de semana, você possa vir aqui para um treino prático, além do mais, sei que quer vir, o dia se aproxima, boa sorte.

Canis Major.

Na estação de Hummel, Sirius recebe a resposta de Gina.

Caro Sirius,

Recebi sua coruja e estarei indo para aí em breve. Amanhã irei partir, espero que nos encontremos logo, mal posso esperar.

Beauterfly.

Naquela tarde, Gina treinou com Sirius.

-Bem Gina, vamos fazer nossa sessão de treinos aqui, irei lançar um feitiço em você e você se transforma em borboleta, lançando o feitiço. E assim iremos até que você atinja a perfeição, certo? – Sirius pergunta.

-Ok, vamos. – ela responde.

-No três, dois, um... Expelliarmus! – ele lança o feitiço e no mesmo tempo Gina grita.

-Borboletrium! – e se transforma em borboleta. Uns segundos depois ela volta ao normal. Mas com aspecto de cansada.

-Bem, você se feriu? – perguntou Sirius.

-Um pouco no braço, nada demais. – Gina respondeu.

-Nada demais agora, mas se Você-sabe-quem usar o Avada Kedavra em você, se não conseguir fazer perfeitamente você pode morrer na forma de borboleta, mesmo que te atinja pouco, o feitiço seria forte demais pra uma borboleta. – Sirius diz preocupado. – vamos mais uma vez. Três, dois, um... Expelliarmus!

-Borboletrium! – Gina faz de novo.

E eles repetem a seqüência durante meia hora. Ao finalizar a ultima vez, Sirius pergunta:

-Te atingi?

-Não dessa vez, perfeito! – Gina responde animada.

-Ótimo, agora vamos voltar ao acampamento. – Sirius diz a levando pro acampamento.

Um tempo passa e naquele mesmo dia eles tem mais um treino na casa dos pais de Harry, que eles foram visitar (E que Harry viu como seus pais morreram antes de desmaiar).

-Vamos, no três... Dois, um... Expelliarmus! – ele diz baixinho.

-Borboletrium! – ela diz no mesmo tom e se transforma em borboleta. Ela volta ao normal depois e diz – perfeito!

O tempo passa... E até que Harry e Gina se separam, ou melhor, ela o larga.

-Que pena... – ela diz pra si mesma depois de sair correndo – mas não sei se posso confiar em você Harry... – ela desabafa – mas se Martha tiver razão? Você está traindo a amizade de meu irmão! – ela continua, falando consigo mesma – além do mais, quero aperfeiçoar minha técnica de animago sozinha. Até breve Harry.

E foi assim que Gina Weasley se transformou em animago, uma borboleta, agora, continuemos com a história normal. Continua em Nas Entrelinhas do Jogo – Parte 2: Paracelso e Almofadinhas.

 

Capítulo 36: A greve (E as surpresas)

 

Desceram ao refeitório (Tudo bem, esse nome ficou escroto, mas tá bom assim) e tiveram uma surpresa. Toda Hogwarts estava esperando em frente as mesas. Se escutavam alguns protestos; e os professores... Mc Gonnagall estava tao séria que dava até medo, Snape parecia um vampiro mais do que nunca. Fleur levava seus cabelos meio desarrumados e Dumbledore parecia divertido. Ele se levantou da mesa dos professores, murmurou algo e abriu-se um alçapão no piso, a esquerda da mesa, nele tinha uma escada que dava pro subsolo. Ele entrou e desapareceu de vista. Os protestos reiniciaram com mais forca e os professores não pareciam os donos da situação.

-Mas o que aconteceu aqui? – exclamou Harry. Dino Thomas se virou e respondeu que ninguém sabia de nada, mas não lhes deram nada pra comer desde de manhã. Eles se se sentaram à mesa da Grifinória, a esperar como todos.

-Teria a ver com... – começou Jill e Hermione lhe respondeu antes que Jill terminasse a pergunta.

-Os Elfos! Oh não!

Dumbledore gritou do subterrâneo algo que ninguém escutou muito bem, mas Mc Gonnagall se levantou e anunciou aos alunos.

-Todos a Hogsmeade! Os do primeiro e segundo ano poderão ir excepcionalmente. – a ultima palavra ela disse como se o reprovasse – Ficarão lá até que os professores os busquem, tivemos problemas nas cozinhas. Vão comer no “Três Vassouras”, o colégio convida – se sentou, mexendo a cabeça. Parecia não ter gostado. Os alunos deram vivas e saíram atropelando pela porta de saída.

-Mas o que aconteceu? – perguntou Rony, que não havia escutado a conversa de Mione e Jill.

-Os elfos se rebelaram! – respondeu Jill.

-Se rebelaram? – repetiu Harry incrédulo. O trabalho de ir e dizer aquela quantidade de coisas, outra vez nas cozinhas, teve resultados! –E eu não acreditava que era possível com a quantidade de tempo que se passou e nada tinha acontecido.

-Mas eu não queria causar esse tipo de problemas! – exclamou Hermione – Só queria que fossem livres!

-Voce sabia Hermione. Sabia que ia acontecer. Tudo tem uma conseqüência nessa vida sabe?

-Agora em quem você acredita Jill? – perguntou Hermione irritada –Paulo Coelho?

-Quem é esse? – perguntou Rony.

-Esquece! – exclamou ela suspirando – o que está feito, está feito. Vamos, não quero correr o risco de nos escutarem e irmos para o escritório do diretor.

Atravessaram os terrenos até chegar ao portão de entrada. Saíram do castelo e foram para o povoado. Estava todo cheio e Jill olhava pra todas as partes como uma criança pequena.

-Bem, o que querem fazer primeiro? – perguntou Harry, desanimado. Agora entendia em parte a depressão que Rony sentiu em fevereiro e março. A doce e amarga lembrança de Gina o perseguia... “Você é um cínico Harry!”. A frase martelava sua cabeça sem parar e quando estava sozinho, ele chorava.

-Hum... Vamos comer no Três Vassouras! – propôs Rony. Os demais concordaram (E por pouco não concordaram com o estomago) com a proposta. Todos estavam mortos de fome. Quando finalmente chegaram no bar, este estava cheio até o topo de alunos. Conseguiram encontrar uma mesa vazia no fundo e depois de um bom tempo, Madame Rosmerta os atendeu com ares de cansada.

-Desculpem pelo atraso... O que vão pedir?

-Eu quero provar a cerveja amanteigada! – disse Jill imediatamente – E... O que tem pra comer?

Madame Rosmerta pediu um minuto pra trazer o cardápio, mas sem avisar que voltaria, saiu correndo até a outra ponta do estabelecimento: Alguns sonserinos a chamavam, provavelmente para reclamar de algo.

-Me pergunto o que aconteceu com Malfoy – comentou Hermione, olhando onde os sonserinos estavam. Rony a olhou com cara de poucos amigos e lhe perguntou:

-E o que é que te interessa esse estúpido?

-Quem é Draco Malfoy? – perguntou Jill, interrompendo Hermione, que ia lançar uma resposta que poderia ser um principio de briga. Harry respondeu.

-É o equivalente do Franz, só que se metia com Rony, eu e Mione.

-Sério? E o que aconteceu com ele?

-Desapareceu em meados de novembro. Ninguém sabe e pessoalmente não me importa nada. Decidiram-se por algo?

-Pastel de abóbora – disse Rony.

-Poderia ser um sanduíche – Mione disse.

-Guisado de frango e verduras – respondeu Jill – e você?

-Quero provar algo novo... Não acham que em Hogwarts repetem um pouco as comidas?

Madame Rosmerta voltou à mesa para tomar os pedidos. E enquanto os anotava, comentava as ultimas noticias e criticava um pouco ao ministro da magia. Os garotos souberam por ela que o conselho de bruxos havia solicitado a demissão de Fudge.

-Sério? – perguntou Harry – e quem colocarão no lugar?

-Ainda não se sabe. Ele será demitido em um mês, assim terão tempo de se decidir. Vejamos... Quatro cervejas amanteigadas, uma porção de pasteis de abóbora, sanduiche de carne e tomate, guisado misto e... O que vai querer Harry?

Harry se decidiu por algo que parecia salmão com purê; (De onde eles tiraram peixes se estavam no meio das montanhas?). Madame Rosmerta saiu dali e trouxe o pedido deles depois de um tempo. Os garotos comenram, enquanto discutiam seus planos.

-Isso está ótimo – Jill elogiou – A propósito, o que vamos fazer agora? Já a traduzimos, mas não entendemos nada.

-Tem que decifrá-la Jill. Geralmente as profecias estão escritas em um código. Será fácil, eu acho. – respondeu Hermione.

-Isso é o que você acha. Pra você tudo é fácil, sabe tudo – espetou Rony.

-O que aconteceu com você Rony? E essa agressividade? – se surpreendeu Hermione.

-Não liga não Mione. Ficou com ciúmes apenas por mencionar Draco Malfoy. – Jill disse.

-Jill! – Harry exclama.

-Desculpe Harry! – desculpou-se Jill – sei que às vezes sou inoportuna, mas não posso evitar.

-Bem... Desculpada. E você Rony, trate de controlar seu gênio, por favor. – suspirou Harry – Será que não posso comer em paz?

-Tudo bem – respondeu Rony, meio furioso ainda. Harry retornou ao tom da conversa e perguntou:

-Então, o que faremos para interpretar a profecia?

-Nós voltaremos à câmara de Merlin. Lá deve ter mais material que possa nos ajudar. – Jill respondeu

-Nessa noite?

-Sim, nessa noite.

Terminaram o almoço e depois de pagar, saíram para passear em Hogsmeade. Entraram na Dedosdemel, cheia de alunos também e esperaram ser atendidos.

-Eu adoro chocolate – comentou Jill, olhando a prateleira correspondente.

-Eu não como chocolate desde o terceiro ano. Me fartei pra toda vida depois de tantas vezes que tive que comer a força. – disse Harry, lembrando do terceiro ano: cada vez que ele desmaiava ou tinha um acidente lhe traziam enormes barras de chocolate na enfermaria.

-Eu prefiro os Feijõeszinhos de todos os sabores – manifestou Rony – E os sapos de chocolate, as delicias gasosas e tudo mais...

-Como você come tanto e não engorda? – brincou Hermione, lembrando de como Rony se empanturrava de guloseimas nos anos anteriores. Rony apenas riu. Eles saíram da loja com o bolso cheio de doces.

-Aonde vamos agora? – perguntou Rony.

-Vamos a Zohko! – respondeu Hermione – Estou certo de que Jill gostará!

-O que é Zohko? – perguntou Jill.

-É uma loja onde vendem artigos de logros e travessuras. É genial, vai ver. – respondeu Rony.

-E se eu me vingasse de Snape ou de Sellers usando...?

-Esquece Jill – a cortou Hermione – Terá problemas.

-Problemas? Isso é a única coisa que tive desde que cheguei a Hogwarts, não é? – inquiriu Harry, rindo pela primeira vez em vários dias.

-Ou melhor, que problema você NÃO teve? – respondeu Rony, rindo também.

Quando chegaram no lugar, este parecia ter sido remodelado e estava recém pintado. Os quatro jovens ficaram de pedra ao ver um enorme letreiro que anunciava “Gemialidades Weasley”. Rony se dirigiu aos demais e perguntou:

-O que acham que passou?

-Que tal irmãozinho! Amanhã abriremos! – Rony se virou e como já esperava, um dos gêmeos estava na porta. O outro saiu da loja também, com uma enorme caixa.

-São seus irmãos? – se surpreendeu Jill.

-Olá Harry! Aqui é o novo lugar das “Gemialidades Weasley” e... Quem é a sua amiga? – saudou Fred, dirigindo um olhar malicioso a Jill e outro a Harry. Esta corou quando entendeu ao que se referia.

-E eu? Não existo? – exclamou Hermione brincando.

-Claro que sim! Venham, entrem! – saudou Jorge, deixando a caixa no chão da loja.

Entraram na loja e encontraram um espaço cheio de prateleiras com artigos de logros e travessuras. Sobre a mesa no fundo, um grosso catalogo de pedidos. No local se notava uma bagunça, coisa normal pros gêmeos. Jorge disse que a bagunça era pra dar o “ambiente” ao local.

-A vantagem é que ninguém perdeu com a troca. – disse Fred ou Jorge.

-E o que aconteceu com Zohko? – perguntou Hermione.

-Nosso grande mestre! – suspirou Fred.

-Devemos tanto a ele! – disse Jorge no mesmo tom – mas o dono do local era solteiro e já estava um pouco velho.

-Pobre Magnus Zohko! Disse que queria se retirar e compramos o local – finalizou Fred.

-Com que dinheiro? – perguntou Rony.

-Com o prêmio do torneio tri-bruxo. – responde Harry – eu dei o prêmio a eles.

-Uau! – exclama Rony surpreso.

Eles continuaram conversando por um bom tempo. Os gêmeos eram ambiciosos, queriam aumentar a loja e a quantidade de logros e travessuras disponíveis. Eles saíram de lá bem tarde, com os bolsos cheios de caramelos que fazem a língua crescer, biscoitos de canário, uma torta de creme que fazia e meia dúzia de fogos de artifício, que lançavam um gás que variava seu efeito em cada pessoa. Em Rony provocaram um ataque de riso e em Harry, uma ligeira perda de memória: não lembrava de nada do que aconteceu depois que saíram do Três Vassouras.

A voz da professora Mc Gonnagall soou pelas ruas de Hogsmeade:

-Todos os alunos de volta ao colégio! Repito, todos os alunos de volta ao colégio!

-Acham que resolveram o problema dos elfos domésticos? – Rony perguntou.

-Não, não sei. Melhor voltarmos ou tirarão pontos. – Hermione respondeu.

Quando eles chegaram no colégio, os elfos iam aos pares e Dumbledore continuava nas cozinhas. Os professores estavam de péssimo humor e os mandaram dormir. É claro que eles foram até a câmara de merlin com a capa da invisibilidade, pra procurar algo que servisse de apoio à interpretação da profecia.

Os corredores estavam desertos e escuros. Eles não se animaram a usar o Lumos e foram apressados até o armário das vassouras. Filch fazia a ronda próximo dali e tiveram que esperar um bom tempo até que filch e sua gata saíssem dali.

-Eu juro que ouvi passos tesouro – sussurrava. É claro que Madame Nor-r-ra estava bem ao lado dele. – Bem, vigie este lugar. Eu irei por lá.

A gata repugnante ficou parada no lugar, justamente de frente para os garotos, que estavam muito nervosos debaixo da capa. Parecia que a gata podia sentir a presença deles, mas não podia vê-los.

-Vá... – sussurrou Harry, mas conforme o esperado, a gata não se moveu nem um milímetro. De fato, moveu uma de suas orelhas como se tivesse escutado um som.

-Não tem alguma forma de distraí-la? – cochichou Rony. Jill sabia muito bem como fazê-lo, mas não podia... Jurou guardar segredo.

-Se quebrássemos algo... – murmurou Hermione, concentrada. Mas não. Era materialmente impossível aproximar-se a uma prateleira e também era impossível tirar a varinha e quebrar algo. Repentinamente ouviu-se um estalo: Um frasco caiu de uma das numerosas prateleiras. Madame Nor-r-r-ra correy até o local, deixando os garotos livres pra continuar avançando.

Chegaram ao armário de limpeza e como antes, Jill os fez esperar do lado de fora. Depois lhes avisou que podiam entrar e todos entraram na câmara, pra continuar trabalhando no pergaminho que eles tinham na cabeça faz tempo.

 

Capítulo 37: Começando a Interpretar (Dias Melhores vindo)

 

-A besta dupla pode se referir ao número da mesma. É o 666 – informou Jill, sumida em um livro enorme – mas não tenho idéia do que significa “A besta dupla se consuma”. Talvez tenha sido mal traduzido.

-Não! Isso é impossível! – exclamou Hermione, começando a se frustrar de novo e lendo outro grosso livro – Não foi mal traduzido. Bem, aqui temos algo mais. “A escuridão avança geralmente tem a ver com um período de escuridão interna, mental ou com magia negra”. – leu ela.

-Aqui tem algo. A corrente em quem tem duas energias pode ser clarividente ou escolhido com duplo sangue. – Harry leu.

-As jovens almas; se refere a crianças ou jovens. Agora o que eu penso, o Babylonnium complicou as coisas. Isto estava simplificado.

-Hum... – Hermione disse – Acho que você tem razão Jill. Além do mais... Esperem! Rony, abra a porta pra eu entrar quando voltar, por favor. Acho que tenho uma idéia!

-Hey! – exclamou Rony. Mione ia sem a capa invisível. Filch a encontraria, era o mais provável. E estar passeando no castelo às três da manhã era considerado grave. Mas não a alcançou para alertar: Hermione já tinha saído, batendo a porta. – Você não se dá conta de quantos problemas poderia ter!

-Você se preocupa muito com Mione – comentou Harry, irônico. De uns tempos pra cá, Rony repetia até em seus sonhos pra si mesmo que não gostava de Hermione, que eram somente amigos. Mas como ele não podia mentir pra si mesmo, Harry notava que ele ficava olhando abobado Hermione. Mesmo que Harry não dissesse nada, não podia. Estes dias sem Gina estavam sendo insuportáveis... Queria ouvir sua voz o chamando... Ela acariciando seus cabelos...

-Harry? Está aí? Olá? Está vivo? – começou Jill, ao ver Harry tão abobado, ela passava as mãos diante de seus olhos.

-O quê? – ele perguntou ainda desnorteado.

-Hermione já chegou com se livro. – anunciou Rony, escutando um golpe que vinha do alto da escada (Quanto tempo Harry ficou dentro de seus pensamentos?). Ele subiu as escadas e abriu a porta. Ela estava com o cabelo mais desajeitado do que o normal e notava-se que ela tinha corrido.

-Filch... Quase... Me pega... – começou – Madame Nor-r-ra... Me seguiu... Consegui sumir de vista dela nas masmorras.

Hermione entrou e eles desceram. Lá embaixo, Hermione pegou uma cadeira e estendeu um livro sobre a mesa. Ela começou a folheá-lo, procurando algo. Jill perguntou de que livro se tratava e Hermione, sem deixar de ler, levantou ele para que eles o vissem.

-Técnicas trouxas de espionagem internacional? E pra quê isso vai nos servir? – perguntou Rony, com um olhar cético.

Cinco da manhã... Rony e Harry acabaram dormindo na cadeira mesmo. Somente Hermione e Jill continuavam lutando contra o cansaço, procurando algo naquele enorme livro.

-Acha que devemos dizer-lhes para que abandonem a busca? – perguntou Jill – não podem continuar... Não tem pique pra madrugar, nota-se isso. Estão mortos de cansaço.

-Hum... – respondeu Hermione, enquanto pensava. – Tem razão. Menos mal que hoje é... Que dia é hoje?

-Segunda-feira. – respondeu Jill. As duas se olharam assustadas, segunda-feira... Snape na primeira hora – ai mãe... Snape!

De repente, Mione pareceu lembrar de algo que levava desde alguns dias em seu bolso. Os tirou do bolso e para surpresa de Jill, um sorriso apareceu em seu rosto.

-Por quê sorri? – assombrou-se Jill – Isso não é pra rir!

-Poção Requivem. – sussurou Hermione – Uma dose vale por oito horas de sono.

-Óóóóóóó! Grande! – exclamou Jill, admirada – e eles? – perguntou apontando pros garotos dormindo.

-É só lhes dar uma dose. Eles precisam. Depois você toma uma e deixe que eu durma.

Jill pegou o pequeno frasco e foi até os garotos, lhes dando uma dose, cada um. O grande problema foi que só sobrou poção pra uma pessoa no frasco.

-Tome você – disse Jill – eu estou mais acostumada a não dormir nada.

-Mas você já tem muitos problemas com Snape. E se você dormir durante a aula?

-As aulas começam as nove e meia. Posso dormir um tempinho. E enquanto a Snape... Não tenho medo. – Hermione mordeu um lábio ao escutar isso.

-Não se meta com um professor Jill. É... Perigoso, dizendo de alguma forma. Ele pode te expulsar.

-Que o professor não se meta com Djilah Sadjib e será melhor pra você tomar a poção Mione. – retrucou Jill, um pouco furiosa, mesmo sabendo que Hermione tinha mais razão que ela.

Elas fizeram como Jill propôs, mesmo que Mione não gostasse da idéia de deixar uma amiga com problemas. Quando desceram ao refeitório, já era mais tarde do que o normal. Foram para as masmorras depois, pra aula de Snape e parecia que Jill ia dormir enquanto caminhava, ou algo assim. Abriram a porta da masmorra e...

-Bom dia alunos. Vocês chegaram dois minutos atrasados, mas os deixarei passar dessa vez. Vamos.

O professor Camus lhes indicou que entrassem e depois que cada um se sentou em seu lugar, começou a aula. Mione tinha uma dúvida e levantou a mão.

-Sim Hermione? – perguntou o professor.

-Mike, sabe onde foi Sna... O professor Snape? – perguntou a professora. A pergunta não incomodou o professor, mas o que incomodou o professor (Que estava de cara fechada) foi Sellers sussurrando: “Eu mesmo pergunto... O que faz esse sangue-sujo ensinando?”

-Vinte pontos a menos para Sonserina por ser tão implicante Franz. E Hermione, o professor Snape teve alguns problemas sérios... Contraiu uma doença trouxa, câncer se eu não me engano, e pediu umas férias.

-Ah – disse Mione – desculpe...

-Não tem importância – Mike sorriu amavelmente. Nesse momento se escutou um ruído de algo batendo na madeira. Todos se viraram. Era Jill que tinha dormido e deixou a cabeça cair na mesa, como se fosse uma almofada. Mike foi até ela e mexeu num braço dela, mas só conseguiu que ela se virasse pro outro lado. Sellers e os sonserinos estavam mortos de rir.

-Jill... Acorda... – disse Mione, a mexendo no outro lado.

-Hmmm? – ela disse sonolenta.

-Você dormiu. – disse Mione. Jill terminou de acordar e exclamou:

-Ai! Minha cabeça! – toda sala a olhava. O professor olhou-a na cara e comentou:

-Seu aspecto não é bom Jill. Está se sentindo bem?

-Não Mike – exagerou Jill – me sento horrível... Dói... Minha cabeça está partida em duas. – Sellers murmurou “Farsante”, mas Camus se preocupou.

-Melhor que vá para a enfermaria Jill. Fará a sua prova na próxima aula. Harry, a acompanhe.

Uma vez fora das masmorras, Harry comentou sorrindo:

-Levo você a enfermaria ou prefere ir dormir?

-Não, não... O da cabeça foi um truque baixo, eu adimito... – bocejou – Mas necessitava. Volte para a aula Harry, posso ir sozinha.

-Ok. Pode ir sozinha mesmo?

-Menti alguma vez pra você?

-Não, só “omitiu”, como você disse. A propósito, é uma boa atriz.

-Sério?

-É... Se não te conhecesse, acreditaria que você estava com dor de cabeça. Agora vá dormir – Harry deu um empurrãozinho nela.

-Até o almoço – respondeu Jill, lhe piscando um olho. Harry desapareceu entre as masmorras e a garota subiu até a Sala Comunal. No fim das aulas (Até o horário do almoço), Harry, Rony e Hermione foram ver o que aconteceu com Jill, aproveitando a hora do almoço. Esta estava deitada em um dos vários sofás da Sala Comunal, com aspecto de ter dormido uma longa siesta e ter acordado faz pouco tempo.

-Olá – saudou ela.

-Olá Jill. O que foi sua dor de cabeça? – perguntaram Hermione e Rony em uníssono, Harry tapava a boca pra não rir.

-Não sejam sarcásticos... Apenas dormi bastante, mas acordei há uma hora. A propósito Harry, preciso falar com você a sós. Vocês não se incomodam não é? – perguntou a Hermione e Rony.

Rony e Hermione disseram que não com a cabeça e foram conversar num sofá longe desse, nas escadas. Harry perguntou a Jill:

-Bem, o que você tem de tão importante pra falar comigo?

-Falei com Gina – Jill foi direto ao ponto – e expliquei tudo. Ela me disse que quer falar com você agora mesmo. Está no quarto dela.

-Obrigado Jill – Harry deu um suspiro aliviado – Te devo uma hein?

-Que seja então – lhe respondeu Jill, sorrindo – é melhor que suba e não a faça esperar, isso é fatal pra uma garota.

Harry subiu as escadas correndo o mais rápido que podia até a porta que tinha o letreiro de “4º ano”. Gina estava sentada em sua cama, lhe esperando, mas não estava mais furiosa como na ultima vez. Seu rosto tinha uma expressão mais calma e serena, e ela parecia ansiosa para vê-lo.

-É... Oi Gina. – ele disse meio sem jeito.

-Olá Harry. Bem... Jill me disse que seria melhor escutar de você tudo o que se passa. Poderia me explicar? – ela estava um pouco nervosa.

Harry contou tudo sobre a profecia e o que faziam ultimamente, interpretando-a. Quando ele terminou de dizer, Gina estava muito pensativa e também parecia não saber o que dizer. Finalmente disse num tom de voz um pouco baixo.

-Eu... Me desculpe Harry. Acho que não devia ser tão ciumenta. Mas o que Marta Hoplett me disse... – Gina disse – me disse que você saía da sala Comunal durante a noite com Hermione e Jill, que voltava de manhã, que talvez a coisa que iam fazer era...

-Duas coisas – a cortou Harry amavelmente – Primeiro: o ciúme é normal, mostra o quanto amamos a pessoa, só não pode ser um ciúme possessivo. E segundo – ele mudou o tom de voz – Foi um pouco culpa minha também. Eu teria que ter dito tudo desde o começo. – se incomodou Harry.

Ela ficou se titubeando se devia dizer ou não o que passava na sua cabeça nesse momento. Decidiu que sim e disse um pouco hesitante:

-Bem... Eu... Senti muito a sua falta, sabe Harry? E me perguntava se você...

-Sim? – perguntou Harry, desejando com todas as suas forças que fosse o que ele pensava.

-Quer que nós voltemos?

Harry não respondeu, estava feliz demais para dizer alguma coisa. Gina ia voltar atrás, vendo que ele não dizia nada, mas Harry a tomou nos braços e lhe selou a boca com um beijo.

 

Capítulo 38: Antes da premiação. (Situações Hilárias)

 

Esse beijo foi com mais vontade, como se fosse a primeira vez... Gina o abraçou também. Harry sentia ao mesmo tempo um vazio, como se fosse algo que queria fazer e não sabia o que era. Percorreu com suas mãos a silhueta de Gina e sentiu essa sensação na pele, como a que sentia quando sonhava. A garota o apertou mais forte, e o tempo, pela primeira vez desde a Criação do Mundo, deteve seu eterno tique taque para eles.

-Te amo. – sussurou Gina no ouvido de Harry – te amo muito, muitíssimo!

-Eu também te amo muito! – ele sussurrou no ouvido dela.

Repentinamente o tempo voltou a andar. Jill entrou no quarto muito corada, bem incomodada e com os olhos fechados.

-Espero não interromper nada demais, mas Rony disse que se espera que vocês descerem sozinhas, vão sair faíscas vermelhas dele e que está morto de fome, assim, seria bom que vocês fossem depressa. – disse ela rapidamente, apertando mais os olhos.

-Certo Jill, já vamos... – disse Harry.

Jill saiu apressada (E um pouco atrapalhada) do quarto. Gina se conteve de jogar uma almofada nela e sentou-se na cama.

-Por quê ela não escolheu outro momento? Parece que ela tivesse planejado isso. – Isso era incontestável, de modo que Harry tentou responder (Ou mudar de assunto) com algo que queria ser uma brincadeira.

-Bem... Vamos ver de que cor está o cabelo do Rony e saberemos. –Gina sorriu, mas não riu. Levantou-se da cama, pegou Harry pela mão e saíram do quarto.

As escadas estavam no lugar de sempre, mas Harry se sentia desorientado... Com a cabeça em outro lugar. Uma garota intrometida saiu pela porta que dizia “6º ano”, um pouco mais distante dali e ao topar com eles nas escadas, começou a lhes dar uma bronca:

 -Bem, os garotos não podem entrar aqui? Então o que faz aqui Potter? Expliquem-se!

Nenhum dos dois se deu conta. A garota levou a mão à insígnia de monitora, lhes descontou dez pontos (Dez cada um, então são vinte) da Grifinória e Gina se virou furiosa:

-Pois nem Snape nos tira tantos pontos assim! Não te fizemos nada Hoplett, vá incomodar em outro lugar, ou te jogo uma maldição aqui mesmo! – então a tal Hoplett se tocou que Gina tinha a varinha por debaixo das mangas das vestes. Murmurando algo que não se podia entender, ela voltou para seu dormitório e bateu a porta. Gina olhou com raiva o lugar onde ela havia desaparecido e murmurou “invejosa”.

-Hoplett? Marta Hoplett? – perguntou Harry, curioso.

-Sim, ela mesma. Minha ex – ela pronunciou a sílaba “ex” com mais força – amiga, monitora do sexto ano que os vigiava. É uma intrigante; me pergunto como é que ela não ficou na Sonserina – Harry murmurou algo como um “eu também” e eles se beijaram.

Harry pensou um pouco e decidiu que na próxima vez que ele a encontrar (Marta), será ele quem jogará a maldição nela. Rony e Hermione (e também Jill) ao esperavam na sala comunal. Abos os felicitaram por terem voltado a estar juntos. Eles sabiam o quanto um sentiu falta do outro.

Enquanto almoçavam, (Pelo que se viu os elfos domésticos tinham terminado a greve) Hermione fez uma pergunta totalmente inesperada:

-E o que vão vestir para a premiação?

Silêncio total. Poderia se escutar o vôo de uma mosca naquela parte da mesa, se todos os outros alunos se caçassem também. Hermione tentou descifrar o que passava na mente de cada um e fracassou. Então pôs cara de resignação e insistiu:

-Bem, é nesse sábado!

-Ai Mione, já vem de novo com essa de monitora – se queixou Jill – desde que não nos tire pontos... – Gina fez uma cara de azedo ao escutar isso.

-Acho que usarei a mesma veste do baile... – ao escutar a palavra “baile”, Rony se engasgou com o pedaço de carne que estava comendo. Hermione se levantou e como se tentasse conservar sua sanidade mental, deu umas palmadas nas costas dele, pra que passasse o engasgo (Obrigado! Disse Rony. – de nada! Mione respondeu). Gina perguntou:

-Referem-se à premiação dos alunos do quinto ano?

-É... Sim – respondeu Hermione.

-Bem – susipirou Gina – Pelo menos já sei logo que não posso ir – se estava incomodada por causa de Harry, disfarçou perfeitamente – Mas Mione, como pensa em perguntar essas coisas?

-Mc Gonnagall me encarregou de que revise a apresentação pessoal dos quintanistas. – respondeu Hermione, encolhendo os ombros – Ou vão negar que não se preocupem com a apresentação pessoal garotos? – perguntou ela, olhando severamente ao cabelo desarrumado e o uniforme no mesmo estado de Harry, Rony e Jill.

-Não é nossa culpa! A manhã toda trabalhando com Camus e depois com Sprout, como acha que íamos ficar?

-Desculpe-me pelo que disse, mas você é nociva pra minha pessoa e a raça humana em geral – disse Jill, simulando que ia levantar – Você alcançou um nível de perfeccionismo insuperável.

-Desculpem-me se me intrometo. – comentou Gina – Eu acho que cada um pode ir com o que queira, não? O que acham?

-Eu acho que isso é uma conversa de garotas – respondeu Rony – mas concordo com você.

-Então posso ir de biquíni? – interrompeu Jill – seria sensacional!

-Há, há, há – riu Hermione sarcasticamente – Por favor! Bem, vão com o que tiver vontade... Desde que esteja dentro dos limites. Eu serei a que afrontará as conseqüências. – finalizou ela com um teatral gesto de mártir.

Na noite seguinte, uma coruja branca golpeou a janela da sala comunal. Harry abriu a janela e recebeu a coruja, esperando a bicada carinhosa com a qual Edwiges o saudava. Mas a coruja o olhou com desconfiança e foi entregar uma carta a Rony.

-Paracelso? – se perguntou Gina. A coruja, ao ouvir seu nome, pousou no braço de Gina, que o acariciou. Rony leu detalhadamente a carta e suspirou.

-O que aconteceu? São más noticias? – perguntou Gina preocupada.

-Não! – Rony respondeu, sorrindo de orelha a orelha – Marietta virá!

-Marietta? – perguntou Harry – Quem é ela?

Para responder, Rony lhe deu a carta. Esta dizia o seguinte:

Querido Rony:

Como você está. Espero que esteja bem. Apenas tenho tempo para te escrever esse bilhete pequeno, porque hoje é o dia de mudança e a casa de Nápoles está muito baguncada. Papai conseguiu um emprego em Londres, acho que é na Floreios e Bordões, e tenta conseguir uma vaga na Scuola di Hogwarts. Já pensou?

Bem, só queria avisar que sua mamma me pediu que busque você e Gina na stazione, porque ela não terá muito tempo.

Tenho muita vontade de te ver!

Carinhosamente, Marietta.

-Se quiser que eu diga a verdade, não explica muito. Quem é ela? – pergunta Harry.

-Minha prima da Itália – respondeu Rony, ficando com aquela cara bobo.

-Rony, afinal quantos parentes você tem? Além do mais, deve ser muuito bonita pra que ponha essa cara de tara... Desculpe! – ela parou a tempo.

-Me dá isso aqui Harry! – Harry entregou a carta a Gina, ela a leu rapidamente e à medida que lia, fechava mais a cara. E no final exclamou – O que faltava! Virá pra cá essa... Essa... Mulher fatal!

-Mulher fatal? – estranhou Hermione, lembrando a expressão que a Senhora Weasley tinha feito ano passado.

-Sim! Sempre foi uma descarada! – Gina se deixou cair no sofá – e eu, quando vi Paracelso, pensei que se tratava de boas notícias!

-Alta, magra, corpo perfeitamente delineado e uns olhos lindos... – sussurrou Rony para Hermione, pra que Gina não ouvisse. Hermione se surpreendeu:

-Mas Rony! E quando foi que você viu ela pela ultima vez?

-No natal passado, quando comemorou seu aniversário de quinze anos em minha casa – explicou Rony – espere um momento – ele disse a coruja, que já queria sair – quero ver que dia posso a contactar via lareira. E não dêem atenção a Gina em relação a isso, elas nunca se deram bem.

Depois de escrever uma nota pequena perguntando quando poderiam conversar, Rony mandou a coruja igual a Edwiges de volta pela janela.

O resto dos dias passou rapidamente, cada vez compreendiam o pergaminho, mesmo que não tivessem interpretado nem a metade. O sábado chegou de forma inesperavel. Essa era à noite da premiação. Jill e Hermione estavam no quarto das garotas, esperando que Parvati e Lilá terminassem de sair do banheiro. Jill se aborreceu de tanto esperar e esteve a ponto de arrancar a porta, mas Mione lhe manteve bem calma.

-Vamos Jill! Por quê não espera como todas? – Jill não respondeu a essa pergunta, mas propôs algo a Hermione:

-Se continuar esperando. Voltarei pra cá anciã! Por quê não tomamos banhos no banheiro dos monitores?

-Mas você não pode entrar ali! – se surpreendeu Hermione – Não é monitora!

-Mas você é! Se ir contigo não falarão nada!

Hermione não estava convencida, mas faltava apenas uma hora pro inicio das festividades e ainda deviam fazer muitas coisas, aceitou. Elas foram à direção ao banheiro dos monitores e sem nenhum problema (ainda não tinha anoitecido completamente e Hermione estava autorizada pra ir) chegaram até a estátua de Boris, O Desconcertado.

-Gel de Jasmim – murmurou Hermione e a estátua se abriu pra mostrar o banheiro dos monitores em seu explendor. Jill lançou uma exclamação de admiração:

-Uau! Isso sim é que é um banheiro! – elas entraram e a estátua fechou atrás delas.

Elas se divertiram como duas crianças pequenas, abrindo e fechando diferentes torneiras. Quando a banheira estava toda cheia, Jill se despiu (Só elas estavam no banheiro) e sem mais demoras, pulou na água, deixando Mione de boca aberta. (Foi pelo ato de se despir, ela não é Lésbica, se você for um mente suja).

-Vem! Entra na água! Está ótima! – exclamou ela, nadando até o outro lado da banheira. (Nota do tradutor: Quem leu Harry Potter e o Cálice de Fogo sabe que a banheira do banheiro dos monitores é enorme).

-Pelada? – perguntou Hermione desconfiada.

-Claro sua tonta, nunca esteve num banho turco?

-Não.

-E se não se despir, como você vai se ensaboar? Vamos, pare de desconfira, nós duas somos garotas, ou não?

-T-tudo bem... Eu farei. – suspirou Hermione, com uma cara de quem ia a um funeral. Começou a se despir lentamente, como se não quisesse e se sentou na ponta da banheira (Sem necessariamente entrar) e bateu os pés na água.

-Bah, você se comporta como uma velha – comentou Jill, puxando um pé de Hermione, que caiu na água e lhe deu uma boa bronca (?) em Jill, que respondeu lhe jogando água. Hermione se defendeu e aquilo já era uma batalha campal.

-Basta! – riu Hermione, tratando de contra-atacar, algo bastante difícil. Jill se movia muito bem na água e submergia no momento certo.

Tão grande era o ruído que as garotas fizeram que não escutaram Harry e Rony entrar (Epa!) que ficaram olhando elas estupefatos. Quando elas descobriram, já era tarde.

-Mas que diabos fazem aqui, dupla de depravados? – gritou Hermione, indignada. Jill ainda estava submersa e quando saiu, ficou espantada. Ambas garotas cubriram instintivamente seus seios com as mãos, apesar de que era impossível de Rony ou Harry de ver alguma coisa, a espuma estava muito densa.

Que situação mais incômoda (Hilária e talvez maliciosa também entrariam nessa situação)! As duas garotas, sem se mover um milímetro. Os dois garotos, mortos de vergonha. Não podia se saber qual estava mais corado. Jill tratou de se acalmar, coisa que não fez muito bem e vociferou:

-Pra começar, digam como entraram! Espero explicações!

-Acontece que... – Rony começou a explicar. Ele não conseguiu falar nada que dê para se compreender e se cortou inteiro. Finalmente conseguiu dizer – co... Como entramos Harry?

-Bem... – Harry, explicou pondo uma mão na nuca, gesto característico dele de quando estava nervoso – Ti... Tivemos a mesma idéia, parece...

-Isso não explica porcaria nenhuma! – exclamou Hermione furiosa – Como souberam a senha?

-Pelo mapa. – respondeu Harry, o tirando de seu bolso. O mapa do Maroto mostrava todas as passagens e locais secretos de Hogwarts, e algumas senhas como a da bruxa, cujo túnel levava a Hogsmeade. Rony tentou esconder a capa da invisibilidade atrás de suas costas, mas Jill conseguiu vê-la. Isto a fez perder a pouca calma que tinha as custas de tanto trabalho:

-MALDITA SEJA! HÁ QUANTO TEMPO ESTAVAM AQUI?

Rony olhou seus sapatos como se fossem o objeto mais interessante do banheiro e articulou um tímido “três minutos”. Hermione perdeu completamente as estribeiras.

-TEMPO SUFICIENTE! AGORA VÃO VER! – Ela estendeu sua mão e sua varinha foi voando até ela do outro lado da habitação. – OBLIVIATE!

Sem que Jill soubesse como, o mapa do maroto voou até as mãos de Hermione sem que ela o chamasse. (Pelo menos não verbalmente) Ao mesmo tempo os dois garotos adquiriram uma expressão relaxada e pareceram perder a consciência do lugar e situação estavam. Os olhos de Jill resplandeciam numa cor avermelhada, os olhava fixamente e disse num tom de voz firme:

-Vocês irão subir ao quarto dos garotos, tomarão banho e depois não lembrarão de nada que aconteceu aqui, certo?

Sem dizer nada e com um olhar extremamente perdido, Harry e Rony saíram rapidamente do banheiro. Depois, Jill perguntou:

-Continuaremos tomando banho? – Hermione negou com a cabeça, sacudindo os cabelos.

-Acho que depois disso, não poderia continuar tomando banho nem que quisesse.

-Bem... Em marcha então – suspirou – A propósito, como você conseguiu que a sua varinha e o mapa fossem até você?

-Telecinesia – explicou Hermione – descobri que a tenho faz uma semana, quando quebrei o frasco. Lembra? Naquela vez em que Nor-r-ra nos encurralou nas masmorras.

-Curioso... Eu hipnotizo, mas não sou muito boa. Só consigo quando pego desprevinido a quem vou hipnotizar.

-Ah, é por isso que outro dia, quando Rony não queria vir...

-Exato. Mas na noite anterior a essa, supôs que alguém lhe pediria pra ficar e por isso não consegui que pegasse a capa. Suspeito que Rony também tenha habilidades especiais. É muito perceptivo ele. Se ele treinar poderia aprender a ler a mente.

-E Harry é um ofid... – murmurou Hermione para si mesma, como se soubesse previamente que havia algo grande por trás disso. Revisou o mapa que não as mostrava no banheiro... Com certeza eles pensaram que ele estava desocupado. Culpa delas, pelomenos Hermione não lembrou de ter ouvido a estátua se mexer. Jill ouviu só o murmuro da palavra “ofid” e perguntou:

-Desculpe, o que você disse?

-Nada, não quero encomodar você com isso, além do mais, temos ainda coisas a fazer e temos que vestir-nos. – disse enquanto saiam da água, deixava o mapa no bolso da veste que estava pendurada e começava a se secar numa toalha.

-Acho que por ser hoje, cuidarei dos meus cabelos – comentou Jill, olhando-se no enorme espelho que havia numa das paredes, secando-se também – não gosto de amarrá-lo, prefiro deixá-lo solto, mas se ponho trança, ficará melhor com a veste.

Como é? E eu terei que pôr a única que tenho, a azul e está um pouco usada.

-Bem... A minha não é uma veste bruxa. É uma sari hindu em tons verdes.

-Certo! Bem, não se preocupe com a trança, que eu a farei. Acho que usarei uma poção alisadora nos cabelos. – comentou olhando seus cabelos bagunçados.

-Como? Teve tempo de prepará-la?

-Não, não. Aqui tem. – disse ela pegando um frasco numa prateleira do banheiro e em seguida aplicando um pouco da poção em seu cabelo, como se fosse gel fixador e depois em Jill e elas se pentearam, deixando os cabelos soltos. Depois disso elas se vestiram com a roupa de antes e saíram do banheiro.

De volta ao quarto, Hermione mostrou sua veste a Jill, enquanto Parvati e Lilá davam os últimos retoques.

-Hum... Não está mal. – comentou Jill. Olhando a cor ligeiramente morena da pele de Hermione, concluiu. – sabe que cor te cairia bem? Bege. Ou areia como chamam alguns. Eu posso trocar a cor da sua veste em alguns segundos. Não será difícil, posso? – Hermione confirmou – Cromus, Bege!

A veste brilhou por um segundo e começou imediatamente de cor, o que aconteceu em um minuto.

-Como estou? – perguntou Parvati, na outra ponta do quarto. Ela estava com uma veste negra briilhante, nova.

-Muito bem Parvati – elogiaram as garotas. Lilá entrou no banheiro e voltou com um frasco de perfume. Também tinha uma veste nova, cor lilás pálido. Hermione provou sua veste, que parecia outra e a cor lhe caiu perfeitamente. Depois, cumprindo sua palavra, amarrou o quase negro cabelo de Jill em uma trança, que fechou com um broche prata.

-Usem – Lilá lhes estendeu o frasco de perfume. Parvati riu.

-Mas Lilá! Não vai ter graça se todas usarmos a mesma essência!

-Não seja assim Parvati. – se defendeu Lilá – esse perfume é mágico. Olhe Mione, que aroma tenho.

-Lavanda. – respondeu ela.

-Prove agora do frasco – Hermione fez o que ela pediu e se surpreendeu quando se deu conta de que o aroma tinha mudado.

-Agora é Sândalo! O que eu mais gosto! – disse Jill, que provou também, um pouco surpresa como se não estivesse acostumada. – Vamos!

As garotas desceram em grupo e Gina foi até as escadas pra se despedir de Harry, um pouco triste por não poder ir. Ao ver os quatro juntos, ela se aproximou de Harry e disse:

-Até mais!

-Até logo amor – ele respondeu a beijando.

-Não faça nada de errado! – ela disse, fingindo ciúmes.

-Tudo bem, eu tomarei conta dele! – Jill exclamou no mesmo tom.

-Piorou! – ela contiunou fingindo ainda mais ciúmes. – Brincadeira! Cuidem dele! Até mais! – ela o beijou de novo.

Lembrando que Rony e Harry não lembravam do incidente do banheiro dos monitores.

 

Capítulo 39: A premiação das turmas anteriores (5º e 6º ano) e do sétimo ano também.

 

-E bem? – perguntou Hermione, pedindo a aprovação dos garotos. Rony deixou escapar um assobio, que reprimiu quase no mesmo instante, mas ele sorriu.

-Muito bem. – ele murmurou. Jill lhe deu um olhar de cumplicidade e perguntou:

-Não tenho mais esperanças, mas me digam se não me vêem tão mal como de costume.

-Vamos Jill! Não nos venha com problemas de auto-estima, claro que está bem vestida. – respondeu Hermione.

-Bem, vamos? – propôs Harry, olhando seu relógio, recém consertado. – Ou chegaremos tarde.

 -Claro – disse Jill – vão vocês primeiro. Rony. Preciso dar uma palavrinha com você. Não incomodo?

-Em nada. – disse Harry, como se adivinhasse as intenções de Jill. Ele e Mione saíram da sala comunal com o resto dos alunos do 5º, 6º e sétimo anos. Jill disse a Rony em voz baixa:

-Rony, você não irá falhar agora.

-Não sei ao que você se refere. – respondeu Rony incomodado.

-Claro, soará um pouco machista, mas mesmo que estejamos em 2003, a garota ainda espera que o garoto quem dê o primeiro passo. Não se faça de tonto, me refiro a Hermione.

-Não sei... – resistiu Rony – Nem pense. Não sei se Harry te disse que... – se deteve como se tivesse falado demais.

-Ninguém me disse nada. – lhe assegurou ela. – Mas nota-se só de olhar que você gosta dela. Até repetia o nome dela nos sonhos lá em baixo na câmara. – mesmo que a ultima coisa que ela disse não aconteceu, jil, disse pra dar credibilidade e animar Rony – Ânimo! Tem uma boa chance de que as coisas corram bem.

-Não estou certo... Bem, não te contaram, mas uns meses atrás... Ela me machucou muito, sabe? Não quero me machucar de novo.

-Estou quase segura (Nada nesse mundo é seguro garoto) que Hermione saberá te dar valor. Além do mais, se disse que não... Bem, fique certo que não será tão traumatizante como da ultima vez, não?

-Bem – cedeu Rony – talvez eu tente.

-Assim que se fala companheiro! Vamos, ou perderemos o mais interessante: o banquete.

Chegaram na metade do discurso de Dumbledore:

-... E lembrem: apesar de que hoje tem alunos que se despedem de nós e outros que iniciam uma nova etapa de suas vidas, os lembraremos pra sempre. E Hogwarts sempre ajudará aquele que pedir. Boa noite.

Ouviu-se uma salva de palmas dos alunos, professores e de três rapazes que estavam sentados na mesa dos professores, um era um garoto de cabelos azuis espetados pro alto e um aspecto que lembrava um australiano, sua pele era morena, um detalhe: ele tinha uma tatuagem de um dragão em seu braço esquerdo. O segundo rapaz também era australiano, mas tinha longos cabelos loiros e um aspecto que lembrava um surfista e o terceiro tinha raízes japonesas e cabelos curtos negros. O primeiro e o segundo tinham algo pendurado nos ombros, uma capa de violão cada um (Na verdade uma era guitarra e a outra era baixo). O Grande salão estava decorado igual ao baile de natal do ano anterior (HP e O Cálice de Fogo), mesmo que o baile tenha sido um fracasso. Hermione agitou a mão no ar pra mostrar onde ela e Harry estavam. As mesas tinham lugar pra quatro pessoas. Apareceu do nada a comida na mesa central, como no baile do dia dos namorados.

-Venham! Tem lugar aqui!

Os quatro amigos conversaram durante um tempo, comentando do tudo, a festa, o discurso, a decoração. Mas depois de uns minutos, Franz Sellers se aproximou da mesa. Jill o olhou como quem olha no chiclete que ficou grudado no sapato novo e disse:

-Sai daqui. Sai logo daqui seu idiota! – Franz aumentou seu sorriso cínico e comentou:

-Eu vinha dar meus pêsames ao garoto de cabelo vermelho que te acompanha. Desculpe amigo – disse a Rony – mas você desceu mais baixo do que um aluno de Lufa-Lufa saindo com essa.

Jill se enfureceu e quis dar um esporro maior do que o anterior em Franz. Harry a segurou pelo sari e disse a Franz.

-Sai daqui Sellers. Some daqui.

-Isso mesmo – concordou Rony – Você tapa a vista da mesa central.

-Oh, agora deixa que te defendam? – a provocou Sellers – Meu Deus, está pior do que na ultima vez.

-Não deixo que me defendam Sellers – respondeu Jill, furiosa – mas acho que não vale a pena... Acabar com você. É um esforço desnecessário. Agora sai daqui antes que te jogue uma maldição. – Jill sacou a varinha por debaixo da manga. Mesmo que ela tivesse se contradito com isso, Sellers considerou que já era suficiente e saiu dali.

-E isso? – perguntou Harry.

-O quê? A varinha? Quase sempre a trago oculta, por exemplo, pode me servir pra alguma coisa...

Depois que Sellers se foi e parou de matar Jill com o olhar, Hermione e Rony foram buscar comida pra todos. Depois de mais ou menos meia hora, Dumbledore continuou o discurso:

-Bem, agora que todos devemos ter comido alguma coisa, faremos a entrega dos prêmios e depois continuaremos com o banquete e o baile. Começaremos, é óbvio, com os quintanistas, dando as pontuações mais altas dos NOM’S. Da Grifinória, a senhorita Hermione Granger!

-Eu? – sussurrou Hermione, como se não entendesse – E o oito com Snape? E o 9,5?

-Não se queixe Mione. Eu gostaria de ter suas notas. – suspirou Jill. Mione se levantou e foi receber o prêmio das mãos do diretor. Depois que ela foi se sentar, Dumbledore continuou a cerimônia.

-... O senhor Jean Duboix da Corvinal. A senhorita Ana Abbot da Lufa-Lufa e o senhor Franz Sellers de Sonserina.

Quando Franz se levantou da mesa, não muito longe da de Harry e seus amigos, passou em frente à mesa deles, dirigindo um olhar de superioridade em Jill, que se retorceu de raiva no seu assento. Depois sussurrou:

-Se não estivéssemos em uma festa, juro que esse idiota ia...

-Fica calma Jill – tentou acalmá-la Harry – O a festa vai terminar em assassinato.

-Falo sério Harry. – ela disse.

-Continuemos – disse Dumbledore – com nossos alunos do sexto ano. Da Grifinória: Marcela Sepúlveda. – uma garota de aspecto obviamente latino americano, pra ser mais exato brasileiro se levantou de uma mesa no fundo pra receber a insígnia prateada das mãos de Dumbledore.

-Isso não é comum. – comentou Rony – Geralmente são os alunos do sétimo ano que tem festa. Os do quinto e sexto, jamais. E ela? A conhecia Mione? – apontou Sepúlveda, que voltava pro seu lugar na mesa.

-Não, e é raro. Conheço quase todos os grifinórios, mas nunca topei com ela.

-Sepúlveda? – inquiriu Jill – Bem, não é uma pessoa muito sociável, é caladona. Além do mais, ela também estudava em Humstall. Dizem que o meu colégio antigo (Humstall) era meio clandestino, porque lá chegavam desde alunos expulsos até imigrantes fugidos como eu. – deu um olhar assassino em Franz, que nem sequer olhava pra eles.

-Stephan Alexandrovich, Sonserina – finalizou Dumbledore – Os alunos com os NIEM’S mais altos do sétimo ano são: Mariah Collins, da Grifinória...

-Boa Mary! – exclamou Harry, quando a garota passou próxima a mesa deles.

-Pensei que estava furioso com ela por ter deixado a equipe de quadribol. – comentou Rony.

-Não. Bem... Durante um tempo si. Mas já viram que tudo acabou bem. – ele respondeu.

-... Tojiro Tamifuji da Sonserina. Felicidades a todos, especialmente aos alunos do sétimo ano, que se despedem de nós; e espero que todos os que continuarem aqui, dêem todo o esforço possível pra acabar bem as aulas. Agora... Acho que todos nós merecemos um baile. Não acham? Ryan, Yuri, Tommy, por favor, comecem a tocar, com vocês, a nova revelação da música bruxa, os Magic Flyers!

Todos aplaudiram Dumbledore, enquanto se abria um espaço amplo entre as mesas, obra de magia, suficiente para que os professores e os cerca de 120 alunos de diferentes anos e casas pudessem se mover com comodidade. Depois surgiu um palco que tinha uma bateria lá e os três rapazes subiram nele e tiraram a guitarra e o baixo da capa. Ainda diante dos aplausos dos alunos, o que parecia ser o vocalista murmurou “sonorus” e disse:

-Bem, como muitos de vocês que ouvem a rádio bruxa devem saber, sou o vocalista dos Magic Flyers e estou aqui anunciando que este é o show de encerramento de nossa banda! – ouviram se murmuros de descontentamento – Na atual formação; acontece que eu vou sair de Camelot, onde atualmente curso o quinto ano e vou estudar aqui em Hogwarts, e estarei procurando novos membros – escutaram-se aplausos e o Ryan murmurou “quietus” e disse no microfone – Vou começar com o Livro dos Dias!

(Nota do tradutor: A partir desse momento a letra da música O Livro dos Dias será inserida entre as linhas desse capítulo a letra estará em fonte Monotype Corsiva)

Ausente o encanto antes cultivado

Percebo o mecanismo indiferente

-Hermione, dança comigo? – perguntou Paul Austen, aproximando-se da mesa, sem que Rony pudesse dizer alguma coisa.

Que teima em resgatar sem confiança

A essência do delito então sagrado

-Gente, vocês se incomodam se eu ir? – inquiriu Hermione. Jill olhou alternadamente Paul e Rony e ia dizer que sim, mas Rony pisou em seu pé por debaixo da mesa. Então Hermione foi dançar, deixando Rony, Harry e Jill sozinhos.

Meu coração não quer deixar

Meu corpo descansar

-Rony! Vai aceitar que a levem de você? – Jill não estava muito feliz com a troca. Rony deu outro pisão no pé dela com cara de “Cala a boca por favor!” olhando atentamente Harry, que riu e disse a Rony:

E teu desejo inverso é velho amigo

Já que o tenho sempre a meu lado

-Vamos Rony! Não acha que ninguém se deu conta!

Hoje estão aceitas pelo nome

O que perfeito entregas, mas é tarde

O pobre Rony corou até as orelhas. Jill se deu conta de que não estava acontecendo o melhor e lhes propôs:

Só daria certo aos dois que tentam

Se ainda embriagado pela fome

-Vamos buscar bebidas. Estou morrendo de calor – os garotos concordaram e se levantaram da mesa e foram até a mesa central (Que não estava mais no centro) pra pegar cerveja amanteigada.

Exatos teu perdão e tua idade

O indulto a ti tomasse como bênção

-Isso aqui ta muito bom – comentou Rony, provando o líquido de uma fonte com um dos copos que estavam na mesa. Jill pegou um pouco com seu copo com uma concha, provou e deu uma bronca em Rony:

-Rony! Isso é hidromel!

Paul e Hermione se aproximaram da mesa central, pra buscar cerveja amanteigada. Harry pôde notar que Rony olhava pra outro lado. Depois de beber, Paul e Hermione foram continuar dançando.

-Acho que irei tomar outra caneca de hidromel – murmurou Rony ao vê-los se afastar. Jill fechou a cara:

-Ah não, não vai fazer. Tenho uma idéia, venha.

Não esconda tristeza de mim

Todos se afastam quando o mundo está errado

Rony olhou para Harry pedindo ajuda, mas este interpretou mal o gesto e acenou como se dissesse “vão e não se preocuoem comigo”. Puxando ele pelas mãos, Jill arrastou Rony pra pista.

-Jill, eu não sei dançar! – cochichou Rony quando ela o pegou pelas mãos, colocou uma na cintura dele e agarrou fortemente a outra.

Quando o que temos é um catálogo de erros

Quando precisamos de carinho

-Com o quê que você se preocupa? Eu sei... E Hermione também. – o levara dançando até o lugar onde eles dançavam.

Força e cuidado

Este é o livro das flores

Quando chegaram de frente pra eles, Jill soltou Rony, pronunciou “troca de casal” e pegou firmemente Paul, com medo de que ele escapasse.

Este é o livro do destino

Este é o livro de nossos dias

Este é o dia dos nossos amores

Os três rapazes foram aplaudidos e Ryan disse apenas “Antes das Seis” (Próxima musica inserida). Voltando a ação...

Hermione encolheu os ombros, pegou Rony pelos braços e dançou com ele. Paul parecia estar incomodado:

Quem inventou o amor?

Me explica por favor

-Por quê fez isso? – ele perguntou.

Quem inventou o amor?

Me explica por favor

-Por quê me formei em ser casamenteira bobo. Não é por gosto que danço contigo. E por favor, não interfira com eles.

Vem e me diz o que aconteceu

-Ah é? – gritou Paul.

-É! – gritou Jill tão fortemente que uns dois casais se viraram pra olhá-la. Rony e Mione foram sentar numa mesa a parte, cada um com uma caneca de cerveja amanteigada.

Faz de conta que passou

-Hermione... – começou Rony – achou que pensará que sou um tonto...

Quem inventou o amor?

Hermione não disse nada, não queria voltar a dizer a ele que não e fazê-lo sofrer... Mas tampouco podia... Estava realmente certa de que não gostava dele? Sacudiu a cabeça, pra esvair seus pensamentos. Ela preferiu continuar escutando antes de fazer conclusões precipitadas.

Me explica por favor

-Mas o caso é que... – Rony não sabia como dizer, travava inteiro e isso não era bom. – Bem... Está certa de que não me ama?

Daqui vejo seu descanso

Ele conseguiu dizer! Talvez fosse a taça de hidromel, mas depois de dizer isso, se sentiu melhor, um verdadeiro alívio... Ainda tinha alguma esperança. Hermione estava pensativa.

Perto do seu travesseiro

-Rony – disse ela suavemente “Por quê não me confesso? Não, somos muito diferentes, não daria certo, ai eu não sei! Eu amo ele, mas... Não posso!” ela pensava – por favor. Não... Não seria bom nem pra você nem pra mim. Somos muito diferentes, entende? Por favor não siga machucando a si mesmo. – “O que estou dizendo?” ela pensou “Não sei se faço o certo, mas acho que assim será melhor pra ambos nos machucarmos agora do que nos ferirmos gravemente no futuro”.

Depois quero ver se acerto

-Entendo... – murmurou Rony “É, não tem jeito!” ele pensou.

-Mas podemos continuarmos amigos – interrompeu Hermione apressadamente. Rony lhe sorriu e disse:

-Certo, amigos... Vamos voltar à mesa de Harry, olha como o pobrzinho nos espera...

-... Sozinho como um poste elétrico. – completou Jill atrás deles, mas Hermione não ouviu porque ela falava sussurrando. – valeu a pena tentar amigo. Fiquem aqui conversando como se nada tivesse acontecido e eu me ocuparei de Harry – lhe piscou um olhou e voltou à mesa onde Harry a esperava.

Dos dois quem acorda primeiro

-Como foi? – foi a primeira coisa que ele perguntou quando a viu voltar. Jill mexeu a cabeça um pouco preocupada.

-Não conseguiu... Mas ficará bem. Sim, estou certa... Ainda assim parece que ele ficou um pouco triste.

-Pobre Rony. Suponho que eu não posso me queixar.

Quem inventou o amor?

-Hermione não sabe o que tem. – disse Jill olhando com raiva à mesa onde Rony e Mione conversavam. – Ali tem um garoto que seria capaz de cortar as próprias veias por ela e ela não se dá conta disso.

Me explica por favor

-Tem razão. E você? Como vai?

-Mal. Harry, eu não acredito no amor. Acho até que tenho medo.

-Mas Jill, você não tem medo de nada. Além do mais, como pode temer o amor?

Quem inventou o amor?

Me explica por favor

Quem inventou o amor?

Me explica por favor

-Isso você diz por quê te correspondem – respondeu ela com tristeza – A pessoa de quem gosto ama outra pessoa e prefiro deixar assim, por que será mais feliz.

Quem inventou o amor?

-Anime-se – disse Harry – quer dançar?

Me explica por favor

-Mas... E Gina? – duvidou Jill, corando um pouco.

Enquanto a vida vai e vem

Você procura achar alguém

Que um dia possa lhe dizer

-Quero ficar só com você.

-É só um baule. – respondeu Harry, não dando importância – porque se não, nós ficaremos sentados aqui durante a noite toda.

Quem inventou o amor?

Os Magic Flyers terminaram de cantar e se retiraram, e começou a tocar uma outra melodia, alguma música lenta, de autor desconhecido. E quando Harry e Jill mal se levantaram depois de Ryan e seus amigos saíram, as portas do Grande Salão se abriram. A figura de três ou quatro pessoas vestidas com farrapos surgiu na porta e por um momento, foi impossível vê-las muito bem. Quando a maior delas avançou em frente, um murmuro estremecedor invadiu alunos e professores igualmente.

Era Viktor Krum.

 

Capítulo 40: Situações pouco comuns. (Problemas e mais problemas)

 

Hermione ficou pasma ao ver Viktor nesse estado e parou imediatamente de conversar com Rony. Um silêncio mortal acabou com os sussssuros se instalou no grande salão quando Viktor Krum caiu no chão, exausto pelo esforço e a fome. Hermione correu até ele e tratou de reanimá-lo enquanto Dumbledore se levantava da mesa dos professores.

-Poppy – chamou. A enfermeira se levantou de seu posto e foi correndo até onde Viktor estava pra examiná-lo.

-Ele tem pulso – a enfermeira disse depois de examiná-lo. – Mas está esgotado e se vê que não comeu faz dias. E vocês – perguntou aos acompanhantes de Krum que faziam um esforço pra se manterem de pé – Como estão?

-Melhor que ele... Viktor se sacrificou e nos dava quase todas as reservas de comida a nós. Mas se acabaram faz alguns dias.

-Bem – disse Madame Pomfrey – Por favor, me acompanhem até a enfermaria. Não está muito longe. Mobilecorpus – e o corpo de Viktor levantou-se pesadamente do chão.

Depois que Madame Pomfrey e companhia abandonaram o salão, recomeçaram os murmuros mais intensamente do que antes. Nem Harry nem seus amigos quiseram ficar ali, a atmosfera ficou pesada demais. Hermione estava muito preocupada com Viktor.

-O que passou? Como é que chegou a esse extremo?

-Bem, parece que eles se arrastaram durante quilômetros. E se escutaram bem Dumbledore e os alunos de Durmstrang, isso foi o que fizeram. – respondeu Harry. Rony não dizia nada. Mantinha o sorriso, mesmo que estivesse com um ar deprimido, coisa que já estava ficando comum desde fevereiro.

-E por quê eles se arrastaram por quilômetros? – perguntou Jill – o que aconteceu?

-Deve ter acontecido algo realmente ruim em Durmstrang – disse Rony falando pela primeira vez – E não é tão estranho... Karkaroff não voltou com você-sabe-quem. E... Snape! E Malfoy! Repararam que Malfoy sumiu em novembro? E que Snape se ausentou bastante?

-Uau Sherlock! – exclamou Jill.

-Por favor Jill, agora não! – exclamou Hermione. – quero ver como ele está... Pobre Viktor.

Rony fez uma expressão estranha, como se fechasse um pouco seus olhos. Jill viu, advertiu o tom mal encarado em Rony e comentou.

-Vamos dormir. Se quiser, amanhã você vê o Viktor, Mione. Mas deixe-o em paz hoje certo?

Hermione encolheu os ombros e subiu a escada pros dormitórios, depois de se despedir dos garotos. Apesar das palavras de Jill, as luzes só se apagaram depois de muito tempo, em ambos os quartos.

Mione cumpriu a sua palavra e a primeira coisa que fez foi ver Viktor na enfermaria, nessa manhã de domingo. Este se encontrava já acordado e atacando um bom café da manhã quando ela entrou.

Enquanto na lareira da torre da Grifinória, um rosto desconhecido e conhecido ao mesmo tempo, aparecia nas chamas.

-Olá Marietta! – saudou Rony, com menos ânimo que os demais esperavam depois da descrição que ele fez dela outro dia.

-Rony! Como vai querido primo? – saudou a garota. Jill fixou-se em seu rosto e sussurrou para Gina:

-Gina, por quê vocês duas se dão tão mal? É igualzinha a você! A prima Marietta era igualzinha a Gina, exceto por um detalhe: tinha os olhos cor de mel, quase amarelos como os de uma ave.

-Só fisicamente! – a contradisse Gina, como ela queria se transformar numa borboleta e jogar na cara de Marietta que esta era mais fraca que ela, mas se controlou, não podia colocar seus planos em risco – Somos totalmente diferentes no resto! – Jill pensou um pouco e disse:

-Bem, se eu tivesse uma gêmea e essa fosse uma pessoa totalmente oposta a mim... É claro que a acharia diferente.

-... E então? – continuava dizendo Rony – você saiu na metade do ano de Beauxbatons?

-E bem, o que poderia fazer? Terei que studiar di volta, studiar o dobro, mas já fiz os NOM’S. – respondeu a prima, olhando fixamente o sofá onde Harry estava sentado, que não prestava nenhuma atenção nela. A profecia ficava de novo em sua cabeça e realmente faltava muito pra entender ela.

-Bem Marietta... Onde está hospedada? – perguntou Rony, com pensamentos distantes.

-Rony, io estoy em mia casa, em Londres – disse a prima. – lembre-se, te escrevi contando outro dia. Ricorda?

-Claro que sim... – disse Rony, como se estivesse pensando em outra coisa

-Rony, ricordar non é concentrar – sentenciou a prima, ela parecia ter problemas pra falar completamente o inglês. Depois, traduziu ao ver a cara de desconcerto de Rony – tem a cabeça em outro lugar. Bem, tenho que ir. Vamos a sua casa, estão comemorando.

-O que comemoram? – interrompeu Gina, interessada.

-Ao tuo papa, o promoveram. A diretor do departamento de segurança mágica.

-Ótimo! – exclamou Rony – bem, se deve ir...

-Ciao primo! – se despediu Marietta. Sua cabeça desapareceu da lareira.

Madame Pomfrey autorizou rangendo os dentes a saída de Viktor, depois de tudo, o que tinha era só uma fadiga provocada pelas privações. Ele e Mione passeavam pelos terrenos.

-O que aconteceu com você Viktor? – perguntou ela preocupada. Não tirava da cabeça a imagem dele caindo no chão.

-Prroblemas – disse ele, sacudindo a cabeça – Chegou lá no colégio, onde treinava o time de quadribol de lá, um enorrme grrupo desses... Como se chamam? Comensais da morrte? E se aprroprriarram dele. Conseguimos escaparr nós quatrro, os demais tiverram que ficarr ali. Nós devíamos avisarr a Dumbledorre e pedir ajuda.

As suspeitas de Rony estavam certas? Hermione preferiu não pensar nisso, de modo que perguntou como estava agora.

-Melhorr agora que estou com você, Herr... Mione. – era quase impossível de acreditar que o sisudo rosto de Krum poderia corar, mas assim era. A preocupação de Hermione se transformou em pânico. Ela não soube desviar a atenção e disse a verdade:

-Viktor, sabe que eu gosto muito de você, mas não me sinto preparada pra responder... Ainda. Me dê mais uns dois dias.

-Eu te dei quase um ano Hermionine. – respondeu Krum, fechando a cara.

-Eu sei... – suspirou Hermione, que se fixou no rosto de Krum e disse – ai Viktor, dê-me mais uns dois dias, sim?

-Bem – suspirou ele – eu devo irr falarr com Dumbledorre, te deixo agorra.

-Quer que eu te acompanhe? – se ofereceu ela, ao ver o quanto ele ficou incomodado.

-Não – finalizou Krum.

Krum voltou por sua própria conta ao castelo, deixando a cabeça de Hermione mais agitada que um maremoto. Não tinha nenhuma forma de que... Mas já estava bem com tudo isso. Estava farta de negar tudo e fazer sofrer as pessoas. Sem saber como, enquanto pensava tudo isso, ela voltou à sala comunal.

-Como foi? – a saudou Jill. Não havia mais ninguém lá.

-Agora é Viktor que quer uma resposta. – disse ela, deixando-se cair numa poltrona – E não sei dizer que não.

-Bem, veja o lado bom – disse Jill um pouco triste – Chove garotos pra você enquanto pra mim...

-Ah, por favor! – disse Hermione um pouco mordida (Apenas expressão) – Não gostaria de estar em meu lugar.

-Não se chateie. Ainda assim, acho que é melhor isso do que estar sozinha... – lembrou do que disse na noite anterior – sozinha como um poste elétrico, e sei que sabe ao que me refiro.

Paul Austen entrou na sala comunal e muito vermelho, se aproximou de hermioen, perguntando e ele poderia falar com ela. Hermione estava à beira da loucura e negou. Austen saiu da sala arrastando os pés. Quando ele se afastou, Jill implorou:

-Me dá essa receita!

-Há... Há... Há! – riu Hermione sarcástica – hoje você está impagável.

Harry estava com Gina nos terrenos, passeando pelo mesmo lugar que Hermione estava com Viktor há uma hora. Ele lhe isse.

-Queria sair pra dar uma volta com você...

-O que acha que estamos fazendo Harry? – brincou ela.

-Não, não é a isso que me refiro – disse ele rindo e beijando ela depois – Queria poder dar uma volta só nós dois. Reparou que sempre alguém nos interrompe?

Rony apareceu pelos terrenos.

-Eu estava procurando vocês – disse – queria comentar que escutei Dumbledore falando com Krum. Disseram que as seis sai umas pessoas pra libertar Durmstrang! Eu tinha razão! Ah! Parece que Hagrid irá também, ainda não é muito seguro.

-Viu o que eu te dizia? – suspirou Harry, dizendo pra Gina e virando-se pra Rony – Ah Rony...

-Se incomodo, é só avisar – disse ele um pouco incomodado – E se ficam sem comer, não será minha culpa. Hoje serviram cedo o almoço – e se foi.

-Bem – cedeu Gina – hoje à noite. Estou cheia disso.

Na tarde eles foram todos juntos até as cozinhas porque Hermione queria saber o que aconteceu com os elfos depois da greve. Além do mais, Gina nunca tinha estado nas cozinhas e tinha muito interesse em ir, depois de tudo que Harry tinha lhe dito sobre Dobby. Rony fez cócegas na pêra do fruteiro do quadro e este se abriu pra deixá-los passarem. Se encontraram com um espetáculo... Pouco comum, dizendo de alguma forma, um pouco bizarro, mas não era tao raro.

Dezenas de elfos domésticos, vestidos da forma mais bizarra possível, limpavam as panelas, lavando pratos, fazendo comida...

-Harry Potter, senhor! – chiou uma elfinha, que usava meias cobrindo as orelhas de morcego e um blusão laranja fosforecente que servia de vestido. Dobby deixou cair uma enorme caçarola pesada e correu até eles para lhes cumprimentar.

-Harry potte veio, senhor! E o senhor Rony e as senhoritas! – exclamou o elfo com sua inconfundível voz de apito.

-Dobby! Como tem passado? – saudaram os garotos ao mesmo tempo em que Gina examinava com curiosidade Dobby e suas meias vermelhas que usava na cabeça.

-Dobby está muito feliz Harry Potter! – disse Dobby A vida aqui mudou de verdade pros elfos domésticos! Agora temos um dia de folga por mês, ganhamos um galeão por semana e temos roupas decentes pra trabalhar. E tem baixas por doenças que são cobridas imediatamente! E teremos uma semana de férias em julho e...

-Muito bem Dobby! – o parabenizou Hermione – E Winky? Não a vejo.

-É que hoje é seu dia de folga senhorita.

-E como está?

-Ah, teve umas duas recaídas no ano, mas exceto isso, está bem, senhores e senhoritas.

-Recaida? – inquiriu Rony – Por acaso ainda lembra de Crouch?

-Ah não! – disse alegremente o elfo, sorrindo ainda mais – Ela ainda continua gostando de cerveja amanteigada senhor.

-Dobby! Agora se deu ao luxo se ser sarcástico! Me surpreende – comentou Jill.

-Obrigado senhorita! Bem, por sorte, Winky agora só bebe meia caneca diária senhorita.

Ao se despedirem, Dobby e os outros elfos que estavam de folga lhes encheram de bolos pra levarem.

-Torta de limão! – exclamou Jill ao sentir o cheiro do que levava – Como acham que conservarei meu corpinho?

-Você está magra demais Jill. – disse Gina – Nos ossos! Tem que engordar um pouquinho!

-Estava brincando – respondeu Jill – Ah, os homens não tem esse problema. Sortudos! – disse olhando Rony e Harry. Eles riram.

Era mais ou menos meia noite... Gina esperava na sala comunal que todos se fossem. Quando Neville e Lilá terminaram de namorar e cada um foi pro seu quarto, ela sentiu um golpe em suas costas.

-Está aí Harry? – sussurrou ela. Como resposta, Harry jogou a capa sobre ela.

Os corredores estavam desertos. Nem sequer Filch e sua gata estavam ali, o mapa do maroto os mostrava perseguindo Pirraça no sétimo andar. A marca correspondente a Fleur Delacour a não parava de dar voltas em sua sala; a que representava Dumbledore o mostrava com Hagrid na cabana, a de Mike Camus no corujal e Krum e companhia na enfermaria (Então seria as seis da tarde do dia seguinte, supôs Harry, lembrando o que Rony tinha dito). Cruzaram o primeiro andar todo e saíram do castelo.

A lua crescente resplandecia uma luz pálida e deixava ver quase todas as estrelas. O aroma das flores silvestres lhes pegou de cheio no rosto uma vez fora da capa da invisibilidade, como na primeira vez em que saíram juntos. Era impressionante e ao mesmo tempo o silêncio que se sentia. Dava a impressão de que seus passos se escutavam até na floresta proibida e o murmuro das suas vozes.

Se deteram embaixo da árvore que tantas vezes os havia espiado, como naquela vez em que Harry pediu a Gina que o acompanhasse no baile. Ela o beijou nos lábios, sentindo ambos mais forte a batida do coração, uma descarga elétrica. E também cresceu em Harry a falta daquele nada que precisava e que não conhecia. Sentia que precisava de algo mais do que esse beijo, mesmo que fosse de noite e estevissem debaixo da árvore. E logo soube... Que queria sentí-la como nunca antes o havia feito, o contato de pele com pele, percorrê-la com suas mãos...

Gina interrompeu seus confusos pensamentos perguntando:

-Harry, o que estamos fazendo?

Eles se entreolharam. Ela tinha desabotoado a camisa, que mostrava aberta o peito de Harry. Ele tenha tirado o suéter e aberto três botões na blusa...

-Meu Deus! – murmurou Harry. O que estavam a ponto de fazer? No fim, os Dursley foram péssimos pais adotivos. Nunca lhe deram nem um conselho, jamais se preocuparam com nenhum problema que Harry tivesse (menos que significasse problemas pra eles) Poderia se esperar que eles tivessem lhe falado sobre...?

-Vamos ficar mais um pouco, namorar um pouco mais... – disse Gina – O que íamos fazer não está certo. – Harry deu razão a ela. As coisas não deveriam acontecer assim.

Eles ficaram se beijando apenas por um bom tempo, até que nem perceberam o tempo passar e acabaram dormindo. Enquanto isso no quarto feminino...

-Você estudou? Amanhã tem prova de recuperação – disse Hermione enquanto colocava a camisola.

-Pra quê? É uma prova prática, não teórica. – respondeu Jill. Hermione fechou a cara, enquanto um sonoro ronco vindo da cama de Parvati (há, há, há! Parvati ronca!) soava no quarto.

-Tem que estudar do mesmo jeito.

-Você parece com minha mãe sabia? Não irei mal na prova Mione.

Harry acordou e olhou em seu relógio... Uma da madrugada, Gina ainda está dormindo “como ela é linda dormindo” pensou ele. Ele a pegou no colo colocou sobre eles a capa invisível e se dirigiu até o castelo, na sala comunal ele retirou a capa da invisibilidade e Jill os viu:

-Harry o que...? – ela ia perguntar, mas Harry a interrompeu.

-Shhh... Ela está dormindo... Irei a levar pro quarto dela, depois eu explico.

Ele pôs a capa da invisibilidade nele e em Gina novamente e subiu as escadas pros dormitórios femininos. Entrou onde dizia “4º ano” e deixou Gina lá dormindo. Saiu, quando chegou lá na sala comunal, estava com uma expressão péssima, muito pensativo. Jill o perguntou:

-O que aconteceu Harry? Está com uma cara...

-Posso confiar em você? – perguntou ele.

-Falhei com você alguma vez?

Harry contou em poucas palavras e sem detalhes o que tinha acontecido. Jill pensou um pouco e comentou:

-Ai Harry... O que está sofrendo é o problema dos hormônios.

-E o que me aconselha?

-Na próxima vez que acontecer de novo, agüente. Não sei se sabia, mas Gina... Já não é mais uma garota pequena, dizendo de alguma forma. E não acho que você gostaria que expulsassem você e ela... Por causa de um bebê.

Harry engoliu saliva e abriu os olhos como pratos. Na verdade, mesmo que soubesse algo, não havia parado pra pensar nisso precisamente. Jill continuou, dessa vez em tom mais sarcástico:

-E muito menos ter que agüentar a fúria da senhora Weasley e também acho que Rony nunca mais ia falar contigo na vida.

-Como você sabe tanto sobre isso?

-Ah, tenho sorte, já sabe, minha mãe me ensinou sobre tudo – Jill notou a tristeza nos olhos de Harry, que nunca conheceu seus pais e tratou de lhe reanimar – Vamos garoto, não fique triste... Quem sabe? Nesse verão talvez consiga se livrar desses seus horríveis parentes e venha pra minha casa na Irlanda. É enorme (às vezes me pergunto pra quê se somos quatro pessoas) e talvez possam vir o resto do grupo, já sabe, Rony, Mione, Gina...

-Obrigado Jill – murmurou Harry – pelo conselho, o convite e...

-Ah, não seja tão formal. Mas agora já sabe, toda vez que tenha alguma dúvida, venha e converse comigo. Djilah a seus serviços. – Jill fez uma cômica reverencia e foi pro seu quarto, pensando que nada poderia tirá-la da cama no dia seguinte, nem que vinte Hermiones a fizessem estudar. E Harry ficou sozinho e pensando.

-Jill, tem que fazer a sua prova. – disse Mike, o professor de poções no dia seguinte.

-Ah, sim Mike e o que tenho que fazer?

-Três caldeirões: Edeaveda, Lágrimas de Fênix e Passim árabe, já sabe, a que cura as doenças de circulação. Sente-se no fundo, sei que não colará, mas – disse olhando pra Franz – aqui na frente podem tirar sua concentração e isso seria fatal.

O resto dos alunos avançou nos temas que usariam no próximo ano: as poções mais avançadas (Venenos, Polissuco, etc) e as que forçam a vontade (Veritasseum, impredetto, affirmatio, negattio). No fim das duas horas de aula, Jill já tinha feito os três caldeirões. Camus pegou uma mostra de cada um em três frascos e os guardou no bolso.

-Bem Jill, no almoço te darei a nota. Agora, vão pra aula com Sprout, alunos.

Foi algo bem desagradável a aula com a professora Sprout. Deviam cortar varas espinhosas, cujas propriedades medicinais eram conhecidas por Madame Pomfrey. (Curavam o resfriado, entre outras coisas). Deviam pôr as luvas de pele de dragão pra proteger as mãos dos pequenos e finos espinhos.

-Acho que me espetei todo, apesar das luvas – se queixou Rony durante o almoço. – sinto picadas nas mãos...

-Deve ser apenas sensação Rony – disse Hermione, se servindo de mais comida – a pele de dragão é impenetrável.

-Posso falar a sós com você Jill? – perguntou Mike, se aproximando da mesa da Grifinória. Jill começou a suar frio. Se fosse uma boa nota, poderia dizer na frente de todos. Levantou-se da mesa e seguiu com o professor a uns quatro metros de distância da mesa.

-Bem Jill, enquanto a sua nota... Sei que fez o melhos que pôde, mas esperava mais de você. – lhe entregou a folha com as notas, que Jill não se atrevia a olhar. Quando finalmente o fez...

-Nove Ponto Cinco? Tanto teatro por um nove ponto cinco? – Jill parecia disposta a dar uma porrada no professor, tamanho o mistério que ele tinha feito.

-Bem, a poção de lágrimas de fênix não alcançou a total perfeição. – respondeu Mike, encolhendo os ombros – foi a última que você fez, quando já não tinha muito tempo e isso foi um erro. O resto estava perfeito, então sua nota foi muito próxima de dez, se você entender.

-Como queira Mike – respondeu Jill, suspirando aliviada – Agora se não se importa, voltarei a mesa.

Hagrid e Viktor Krum estavam na mesa da Grifinória, despedindo-se de Harry, Rony e Mione quando Jill voltou a mesa. Eles estavam incluídos no batalhão que sairia nessa dia pra libertar Durmstrang dos comensais da morte.

 

Capítulo 41: A profecia começa a se cumprir. (O Início do Fim)

 

No fim das aulas, todos foram pra sala comunal. Eles adorariam ter que sair e passear pelos terrenos, mas estranhamente, esse dia amanheceu com o céu completamente tapado por nuvens negras e durante a manhã tinha começado a chover.

-Essa chuva me dá um frio na espinha. – comentou Rony.

Gina e Harry estavam ali também, conversando.

-Por quê? – perguntou a irmã dele.

-Ontem à noite o céu estava limpo. Além do mais, já estamos quase no veroa e o ano foi seco, quase nem choveu nem nevou no inverno. E de repente aparece uma chuva torrencial. É muito estranho. – respondeu Rony.

-Você está certo... Mas por quê Jill e Mione não estão aqui? – Perguntou Harry.

-Hermione queria dormir um pouco... – respondeu Gina.

No quarto feminino...

-Eu vou dormir um pouco. Você continua revisando essa coisa – disse uma Hermione sonolenta, apontando o pergaminho que estava na mesinha de cabeceira dela. Jill o pegou, mesmo que pensasse que seria inútil. Sentou-se em sua cama, enquanto escutava o ruído da chuva sobre o cristal da janela, Parvati e Hermione roncavam em suas respectivas camas e Lilá estava com Neville na sala comunal.

-Não vale a pena... Não entendo nada... – disse enquando passava o dedo na frase “A poderosa magia perece”. O pergaminho brilhou por uma fração de segundo e Jill se deu conta de que algo mudou nele por um instante. – Hermione, acorda. – a remexeu – Acho que descobri algo importante!

-Jill, eu disse que queria... O que você disse? – ela acordou logo. Jill lhe mostrou o pergaminho, passou o dedo sobre a inscrição “poderosa magia” e esta mudou pra “grande bruxo”, repetiu a operação e o pergaminho voltou ao normal. As duas se olharam sem saber o que dizer. Prontamente Hermione pareceu entender algo... Tirou da gaveta de sua mesinha de cabeceira o livro “técnicas de espionagem trouxa internacional” e começou a procurar freneticamente entre as suas páginas. Quando terminou, estava mais branca do que papel.

-Olha isso... – murmurou, estendendo-lhe o livro a Jill. Ela leu o que Hermione lhe assinalava e ficou um pouco pálida.

-Impossível!

O parágrafo assinalado dizia o seguinte: “as combinações secretas são habitualmente usadas em códigos. Geralmente tem um significado: uma alegoria, uma data importante ou um símbolo. Por exemplo, o 666 se traduz como ‘seis de junho às seis da manhã (Ou da tarde)’”.

Hermione desceu rapidamente até a sala comunal seguida de Jill; Lilá e Neville já tinham subindo, só restara ali Rony, Harry e Gina. Ambas as garotas estavam pálidas e nervosas.

-Compreendemos a... Profecia – murmurou Hermione – o 666 é um codigo pra... 6 de junho às 6 da tarde... E a tradução tinha que ser “grande bruxo...”...

-E então? – perguntou Rony sem entender. Pelo que se notara, Gina entendeu e levantou rapidamente de onde estava e muito pálida. “Está chegando a hora...” ela pensou.

-O que você não entendeu?! – exclamou Hermione – um grande bruxo morrerá hoje as seis da tarde!

-Quer dizer... – murmurou Harry – Dumbledore?

Saíram dali imediatamente rumo ao escritório do diretor.

-Não conseguiremos chegar! – disse Hermione, ofegante, tentando olhar seu relógio enquanto corria. Faltavam dez minutos pras seis.

-Vamos, temos que conseguir! – a animou ronr, mesmo que ele próprio estava exausto.

-Ora, ora... Potter e companhia. – sussurrou uma voz próxima deles. Muito contra sua vontade, eles pararam e se viraram. Snape continuou caminhando, até ficar onde eles estavam.

-É... Olá professor – saudou Gina timidamente. Todos conheciam Snape demais pra querer problemas com ele, mas...

-Me pergunto o que fazem, com que direito correm pelos corredores, garotos.

-Bem... Nós...

-Vocês tramam algo, melhor dizendo, você Potter. Sempre metido em encrencas igual ao seu pai. – disse ele lentamente.

Harry fez como quem não ouviu a última frase, mas com relação ao primeiro, abandonou toda prudência e disse:

-Precisamos ver o diretor, professor.

-Ah, não o farão. O diretor está muito ocupado pra tomar conta de você Potter. – respondeu Snape. Os demais tentaram ir, Gina olhou em seu relógio e só faltavam cinco minutos pras seis horas. Mas pra Snape só existia Harry.

Faltavam três minutos pras seis e só agora, Snape os deixou ir, com quinze pontos menos pra Grifinória. Claro, como as coisas estavam não era o melhor momento pra pensae em pontos. Quando finalmente chegaram na gárgula, faltava um minuto pras seis. Murmuraram “Edro” e a gárgula com uma lentidão desesperadora pra eles abriu e os deixou passar. Nem se quer esperaram as escadas se posicionarem totalmente e subiram rapidamente as escadas. Eles pararam em frente à porta da sala.

-Maldição, está trancada! – gritou Harry, perdendo as estribeiras e chutando a porta, mesmo sabendo que isso não a abriria. Hermione procurou a varinha mágica no bolso e não achou. Ia chamar as outras, usando a telecinesia quando Jill disse:

-Vamos! Precisamos de algo mais rápido que isso – tirou um grampo do cabelo, mexeu na fechadura e esta se abriu com um “clic”, enquanto Rony, verificando o relógio murmurava:

-3... 2... 1...

Bum! Um flash cegante de luz branca se sentiu na torre. Os cinco amigos conseguiram ver uma figura vestida de preto que sumia no nada, quando uma que reconheceram, caía no chão.

Dumbledore estava em um estado lastimante. A pele estava amarelada e as veias incharam, deixando rastros azuis por toda cara e o que a veste deixava ver das mãos. Respirava com dificuldades e entre curtos intervalos, e ainda assim consiguiu virar o rosto pra ver quem tinha entrado. Ele apenas conseguiu articular:

-Hemorrefillum...

-O quê? – Harry e seus amigos se aproximaram, rodeando Dumbledore.

-Hemorrefillum! – Hermione parecia chocada – Não pode ser! É?

Dumbledore confirmou levemente. Rony parecia não entender, mesmo que supunha que devia ser algo realmente terrível.

-É uma maldição horrível... – disse Hermione – temos seis minutos pra ajudar ele, dando o antídoto, se não...

Houve uma pausa onde podia se escutar a respiração de Dumbledore, mais agitada ainda. Uma chaga se abriu em sua testa e um fino rastro de sangue resbaldava em seu rosto. Horrorizada, Jill perguntou:

-E qual é o antídoto?

-Passim... Árabe... – murmurou Dumbledore, enquanto outra chaga se abria em sua bochecha.

-O trarei! – gritou Jill e saiu batendo a porta da sala. As chagas do diretor cresciam em número e o sangue já formava uma pequena poça no chão. Fawkes cantava e tentava inutilmente curá-lo cin suas lágrimas, sem nenhum resultado. A chuva lá fora estava mais intensa e se ouviu o estrondo de um trovão. Haviam se passado cinco dos seis minutos fatais.

-Não conseguirá chegar... – Gina murmurou, mexendo a cabeça, enquanto todos apressavam mentalmente Jill. A poça de sangue estava cada vez maior e Dumbledore estava bem diferente. A pele dele estava irreconhecível, cheio de chagas, em carne viva.

-Tem... Razão... Ela não chegará... – murmurou Dumbledore com dificuldade, meio que concordando com Gina. – Não importa... Outros ocuparão... Meu lugar. Minerva o explicará Harry.

-Ao que se refere? – perguntou Harry. Dumbledore não respondeu e se o fez não se escutou a resposta. Jill entrou correndo no escritório, com um frasco na mão.

-Cheguei! É... Muito tarde? – quase não se atreveu a perguntar. Rony olhou seu relógio como se não quisesse e...

-Sim...

Jill estourou:

-Maldição! Se não fosse por causa desse desgraçado do Snape! Ele me deteve nas masmorras quando eu já tinha o frasco!

-Se... Ve... Ro? – inquiriu Dumbledore, abrindo muito os olhos, mas só ouviram o que ele disse.

-Sim! Esse maric...! – Hermione deteve Jill com um tapa nas costas. Não era o momento pras essas coisas na verdade. Dumbledore parecia estar indo dessa pra uma melhor, tinha perdido muito sangue... “Só irei de verdade – pensou Dumbledore – quando ninguém mais precisar de mim. Boa sorte meu irmão”. Mas não conseguiu dizer.

Uns segundos depois só estava ali um cadáver seco e irreconhecível no chão, no meio de uma poça de sangue. Os cinco amigos reprimiram um choro, mesmo que só tivessem conseguido porque estavam impressionados demais pra dizer alguma coisa. Enquanto isso, o processo se acelerava e como se vivessem muitos anos em um, o cadáver se decompunha... Só restavam as cinzas. Escutou-se um grito afogado, por trás deles. Os garotos se voltaram e Hermione quase desmaiou.

Minerva Mc Gonnagall estava na porta do escritório.

Harry sentiu que o chão meio que se mexia (Expressão apenas). Ninguém disse absolutamente nada. Enquanto buscava alguma desculpa que pudesse salvá-los da expulsão, a professora Mc Gonnagall murmurou:

-Mas... O que... Fazem... Vão... Pro... Maldição! Fora daqui! Ao meu escritório!

Ao julgar pelo tom dos gritos, as três últimas frases soaram seguras. Desceram as escadas e chegaram ao escritório dela. A professora sentou-se atrás de sua mesa e fez aparecer uma xícara de chá, onde colocou um pouco de poção de valeriana (pra acalmar os nervos). Moveu a varinha mágico e cinco poltronas apareceram de frente pra mesa. Ela os convidou a se sentar e mais calma disse:

-Agora vão me contar o que aconteceu, o que faziam ali?

Jill se adiantou e preferiu “omitir” sobre a profecia a dizer a verdade:

-Faz uns dias que Harry sonhou que o diretor morreria professora. Queríamos lhe avisar e nos encontramos com o corpo dele já no chão, a beira da morte. Não pudemos fazer nada.

-Viram quem fez?

Os garotos negaram com a cabeça. Harry lembrou de algo, não pôde se conter e disse o que todos pensavam no momento:

-Snape! Nós topamos com Snape, ele nos impediu de chegar a tempo! E impediu Jill de chegar com o antídoto!

A professora Mc Gonnagall estranhou:

-Severo Snape? Impossível!

Hermione levou as mãos à cabeça:

-Como pude ser tão estúpida! – gritou – Snape não poderia ser, está de férias porque contraiu câncer!

Um silêncio muito gelado invadiu o escritório depois que Mione disse as últimas palavras. Minerva Mc Gonnagall murmurou com voz rouca:

-Isso quer dizer... Que o assassino anda solto.

 

Capítulo 42: Últimos dias: Hogwarts calada.

 

O que Harry e seus amigos mais temiam era a cena dessa noite. Seus nervos estavam à flor da pele só de pensar como seus companheiros reagiriam a notícia, de modo que nenhum deles desceu pra comer (Referindo-se a Harry, Gina, Rony, Hermione e Jill). As horas se passaram e eles apenas olhavam um pro outro sem dizer nada.

Como na hora de sempre, os grifinórios entram em massa no refeitório do grande salão. Dino Thomas lhes contou a beira de um ataque de nervos, como tinha ocorrido.

Todos os alunos estranharam a ausência de Dumbledore: era quase tradicional, vê-lo na mesa dos professores na hora das refeições. Depois, Mc Gonnagall tinha sentado no lugar do diretor e começaram os murmuros.

Simas, mais calmo que Dino, mas não totalmente calmo, continuou o relato.

Mc Gonnagall se levantou do lugar de Dumbledore e todo mundo pôde notar uma expressão mais séria do que o normal. Os murmuros no refeitório cessaram e a voz da diretora adjunta, mesmo que falasse baixo, se ouviu clara: O diretor tinha morrido.

Houve um silêncio de alguns segundos e depois a desordem e o desconcerto tomaram conta do refeitório: Os murmuros se estenderam por todas as partes, alunos sofriam ataques de histeria, a confusão era total.

Paul continuou o relato.

Custou muito pra Mc Gonnagall calar e acalmou um pouco os alunos, só o suficiente pra que soubessem que em três dias acabaria o ano letivo, as aulas foram suspensas até então se observaria às medidas de segurança mais rigorosas já vistas e ninguém saía da sala comunal.

Em um ponto, os três rapazes que estavam relatando estavam de acordo: na Sonserina não havia pânico, nem histeria, nem preocupação. Só havia um sorriso quase imperceptível de satisfação.

Um golpe seco se ouviu ali. Era o corpo de Neville.

-Neville, já está de novo tomando esses comprimidos tranqüilizantes. – se queixou Paul, que ficou muito amigo dele.

-Quem? Eu? Nãããão, eu não tomei nada, ao que se refere? – a voz de Neville soava estranha. Paul e Lilá o levaram pra cima, aos dormitórios dos garotos.

“-Bem, isso é terrível. Não só nos detruiu a confiança e segurança: Também está nos destruindo moralmente.” – pensou Hermione. Tentava se manter controlada, mas tanto ela como o resto do colégio, a única coisa que queriam era escapar de Hogwarts.

No dia seguinte (Ninguém dormiu, exceto Neville. Todos permaneceram acordados na sala comunal.) Harry e seus amigos se sentiam como se tivessem vivido mil anos em um dia. Harry tentou escrever pra Sirius, mas não conseguiu sair da sala comunal: os professores se alternavam pra vigiar as salas comunais e ver que ninguém saira delas.

-Alegrem-se gente – disse Jill, mesmo que sem vontade – só dois dias e nos mandamod, vamos embora, saímos mesmo! E tomara que passem rapidamente. Não quero continuar aqui.

-Estou preocupado com papai – murmurou Rony – lembra, da coruja que chegou hoje de madrugada? Era lá de casa e papai não está bem.

-Desde que o promoveram, mamãe contou que papai está chegando as duas da manhã todos os dias. E tem que ir trabalhar as seis. Se continuar assim, adoecerá. – continuou Gina, bocejando involuntariamente.

O aspecto dos cinco na verdade, dava a impressão de terem saído de um filme de terror. Harry, sem os óculos (Estavam em qualquer lugar por aí) tinha umas olheiras que lhe davam aspecto de vampiro. Hermione estava mais despentiada qie nunca, sem falar de Jill, Rony e Gina...

-Me pergunto se poderia pedir a Neville algumas pastilhas... – comentou Rony. Hermione pareceu se incomodar de algum jeito. Estava pensativa e de repente gritou:

-Isso não é o mais importante agora! Temos que terminar a interpretação!

-Hermione, não tem jeito – disse Harry, desanimado completamente – Dumbledore morreu, Hogwarts está acabada, o ministério é um caos. É o fim.

-Não estão entendendo! – gritou Hermione – Agora mais do que nunca, temos que terminar! Tem mais mortes a caminho!

-Hermione, nunca achei que iria dizer algo como isto... Mas só podemos esperar. – disse Jill, tão desanimada quanto Harry. Rony não dizia nada. Estava tão preocupado quanto Gina. As palavras de Mione eram alarmantes, mas... O que eles poderiam fazer?

-Bem! – exclamou Hermione – Vocês podem abandonar, mas eu vou continuar! Sozinha se for necessário!

Ela se levantou de sofá em que estava e se encaminhou à porta da escada das garptas. Rony se levantou um pouco sem vontade de sua poltrona e a segurou por um braço.

-Bem, não terá que fazer sozinha. Eu te ajudarei, certp?

-E eu – se animou Gina – Estou farta de ser tão inútil – “Tenho que fazer isso por Harry e pelo mundo”.

-Certo, eu também – disse Jill – Somos uma equipe, não? O que acha Harry?

Os quatro o olharam fixamente. No final, Harry aceitou e se uniu a eles dizendo:

-Adiante a todo vapor então!

As horas seguintes de trabalho foram intensas. Todos estavam em seus respectivos quartos, menos eles cinco, avançando em palavras raras e dicionários.

Estas também foram intensas pra professora Mc Gonnagall. Apenas conseguiu chamar de Londres, o senhor Olivaras. Talvez o assassino tenha sido um dos professores. Ou usado uma delas. Mc Gonnagall não queria desconfiar de ninguém, mas não estava certa de que todos fossem inocentes.

Reuniu os professores em seu escritório. Quando todos, inclusive Madame Prince e Madame Pomfrey estavam reunidos ali, disse:

-Bem... Agora registraremos as varinhas... E cuidado porquê o feitico sabe exatamente a quem pertence a qual!

O senhor Olivaras aplicou o feitiço indexa incantato e formas de humo em ordem inversa foram saindo das pontas das varinhas. Ao tomar uma especialmente fina, começaram a sair gotas de humo liquido que ao invés de subir, caíam no chão e formavam poças de sangue.

Todos os professores conteram a respiração e todos olharam pra mesma pessoa.

-Não! Não fui eu! – gritou Fleur antes de desmaiar.

Mc Gonnagall empalideceu. Recuperou-se logo e ordenou:

-Michael, traga veritasserum.

-Sim – respondia o professor, ninguém notava o seu sorriso cínico.

No tempo que Mike levou pra ir e voltar das masmorras, Fleur já tinha acordado. E estava numa crise de histeria:

-JURRO QUE NÃO FUI EU! PORR TUDO QUE É MAIS SAGRRADO PRRA VOCÊS! NÃO FUI EU!

-Fleur, não sabe como lamento fazer isso – disse Mike ainda com seu sorriso cínico, a olhando do outro lado da sala, antes de gritar apontando a varinha pra ela – Desmaius!

Fleur estabacou no chão. Mike fez passar por sua garganta três gotas do líquido de uma caneca preta e depois a acordou. Mc Gonnagall se adiantou e disse:

-Me ouve?

-Sim – respondeu Fleur com uma voz sem expressão.

-Essa é sua varinha?

-Sim.

-E você matou... – Mc Gonnagall vacilou – Matou Alvo Dumbledore?

Fleur não respondeu. Todos os professores estavam fixos nela. Depois, lemtamente ela respondeu:

-Sim!

-Já é o suficiente! – exclamou Mc Gonnagall. Estava muito raivosa. – tirem-na do meu escritório! Preciso... Preciso ficar sozinha.

-Minerva... Está certa de que é ela? – perguntou a professora Sprout, olhando pra Mike. “Esse aí, não sei não” ela pensou.

-Tudo se encaixa – respondeu Mc Gonnagall, olhando com ódio a porta por onde Fleur tinha saído. – ela tinha um desses... Olhos do Dragão. Assim é que controlava Potter no começo do ano, lembram? Aparecia e desaparecia por Hogwarts. E assim tomou a forma se Severo sem necessidade de usar a poção polissuco... Michael, o que disse pra Granger pra explicar a ausência de Severo?

-Disse que tinha câncer. – lembrou Mike. “Esse brinco... Muito suspeito...” pensou a professora Sprout.

-Ótimo. Sobre a missão secreta os alunos não devem saber e muito menos eles... Por favor, deixem-me ir. Preciso descansar... – disse a professora Mc Gonnagall saindo de seu escritório. Voltando aos garotos...

-Preciso dormir um pouco – bocejou Harry – estou moído.

-Certo, querido. Vá dormir. – respondeu Gina sem tirar de vista o dicionário – Nós continuaremos. Depois nos encontramos.

Harry subiu as escadas pro quarto dos garotos do quinto ano. Estava vazio, exceto por Neville que estava dormindo. Os calmantes deviam ser bem foryes mesmo, porque ele já estava dormindo desde a noite anterior. Harry não se incomodou de pôr o pijama, deixou na cama pra descansar, só descansaria por uns minutos... Depois de cinco minutos já estava dormindo profundamente...

“venha” disse a conhecida voz em sua mente. Era a mesma das ocasiões anteriores. Harry já sabia o que ia acontecer e tentou resistir com toda sua alma sem nenhum resultado.

Tirou a coberta, calçou os sapatos. Abriu com lentidão a porta do dormitório... Todos seus movimentos eram involuntários. Ainda tentava resistir... A voz o guiava pelas escadas.

Na sala comunal estavam somente Rony, Mione, Gina e Jill. O sentiram chefar e viram como atravessava a sala comunal em direção à porta de saída.

-Ah – disse Gina – Oi Harry. Ajuda a gente aqui.

Como era de se esperar, Harry não pôde responder, mesmo que quisesse. Continuou caminhando, saiu sem nenhum problema (por alguma razão, não havia nenhum professor vigiando a porta) e foi então que os amigos de Harry começaram a se preocupar. Rony e Mione lembraram do começo do ano e saíram correndo atrás dele, seguidos de Gina e Jill, esta última não entendia nada.

-O que aconteceu? – ela perguntou – O doparam? É sonâmbulo?

-Espere! Temos que seguí-lo! – gritou Hermione. Harry ia muito mais na frente deles: parecia que já não tinha mais vontade de resistir e corria pelos corredores pra talvez onde.

Falcon, a fênix tinha descido voando as escadas e os seguia silenciosamente, ninguém tinha se dado conta de sua presença, só Gina “Não posso dizer que Falcon está aqui ou estragarei tudo” pensou ela. Harry continuava correndo rapidamente na frente deles e logo se deram conta de onde iam: A Câmara de Merlin estava diante deles.

-Nimue, fada de Avalon – apenas murmurou Harry com uma voz rouca e inexpressiva, que não parecia a sua. A porta falsa do armário se abriu.

Harry desceu as escadas, seguido pelos garotos e a fênix. Parou na metade da câmara, como se tivesse esperando algo. Seus amigos pararam ao seu lado, tentando lhe animar, chamar-lhe a atenção, mas nada.

Logo em seguida, grandes chamas brancas e verdes voltearam eles e só então se deram conta de que haviam parado sobre o círculo mágico.

 

Capítulo 43: Nem tudo é o que parece – Parte 1: A escolha será sua.

 

Harry e seus amigos caíram num lugar sombrio. Era de noite e umas ruínas se erguiam ao redor deles. Hermione as olhou detalhadamente e deu um grito.

-Isso é Stonehenge! É parecido com o fundo do tribunal, mas isso é real! O centro da magia na Grã-Bretanha! Como?

-Exatamente – adimitiu uma risada um pouco fria mesmo que nem tanto, por trás deles. O cabelo deles arrepiou-se. Harry girou lentamente, temendo encontrar o que imaginava e se encontrou uma cópia exata dele mesmo. Exceto que ele não tinha óculos e nem cicatriz, o recém chegado parecia seu gêmeos. Gina afogou um grito:

-Você!

Tom Riddle sorriu com mais vontade.

-Surpresos? Sabe Harry, o sangue de um garoto de catorze anos é um rejuvenecedor poderoso. E mais se o ajuda um pouco.

Harry se perguntou por quê Riddle dizia a eles isso tudo. Se fosse o Voldemort de semrpre, teria os matado em seguida.

-Sei o que estão pensando. Não vou os matar... Por enquanto. Quero provar o seguinte na fênix de vocês – nesse momento, eles se deram conta de que Falcon havia os seguido. Tom Riddle fez um leve movimento com sua varinha e o pássaro fechpu os olhos e começou a levitar a uns três metros do chão. Nesse momento, uma névoa negra começou a rodeá-la e a entrar em seu corpo. Quando Falcon ficou imerso em uma enorme névoa, Tom Riddle estalou os dedos e a fênix emergiu. Era uma terrível ave negra, com umas espantosas e enormes garras e plumas escuras.

-Gostara,? Vamos ver o poder de quatro garotos estúpidos (Ele esqueceu de Gina, mas ela não estava exatamente ali) contra o rei dês fênixes negras. Veremos quem ganha!

Hermione sussurrou aos demais:

-Mas eu não quero machucar minha fênix!

-Mas não temos outra maneira. Vamos utilizar... O Feitiço dos Três Poderes. – disse Harry lembrando “... Aquele triplo élfico poder regenerado...”

-Está louco Harry! Não tem o poder suficiente!

-Temos que tentar! Vamos – Rony e Hermione concordaram, Jill saiu do lugar, talvez tivesse que colocar seu segredo em risco – Triptium!

Para sua surpresa, ao invés de aparecer a substância que mudava de cor, se materializaram os três anéis, que se meteram cada um na mão de Harry, Hermione e Rony respectivamente. Um anel de diamente, um de safira e um de rubi.

-Pyros Narya! – Harry.

-Aqua Nenya! – Rony.

-Aeros Vilya! – Hermione.

Grandes chamas saíram da mão de Harry, golpeando o pássaro. Mas esse se acendeu e lançou um jorro de chamas negras, contra-atacando. Rony levantou uma grande onda e o cobriu, apagando o fogo do pássaro, mas não o de Harry.  O pássaro caiu no chão, alguns metros longe dali. E já levantou vôo de novo, atacando Hermione. Ela levantou uma corrente de ar que desviou as chamas de volta pra fênix e o prendeu em um redemoinho invisível, que não deixava ele sair.

-Deixem-me terminar! – gritou Gina, “sei que não irá funcionar, mas dará certo” que parecia estar um passo a frente de todos na luta. Ninguém escutou o feitiço que ela usou, mas o que aconteceu é que a fênix se estabanou no chão e a sombra parecia sair dela (A fênix).

A saraivada de feitiços parecia ter dado certo por um instante. Tom Riddle sacou a varinha, a sombra voltou ao corpo da ave e esta levantou vôo novamente, desferindo jorros de fogo contra os garotos.

Nesse instante, uma sombra, que parecia do local, saiu dentre as pedras na forma de um animal e atacou a fênix. Mordia-lhe o pescoço, asfixiando-a. Quando a ave tentava se libertar, voltava a ser uma sombra, na qual as chamas passavam. Era como uma... Lince. O grande pássaro caiu finalmente no chão, a névoa escura saiu dele e voltou a ser uma fênix. Tom Riddle, furioso, apontou a varinha pra Harry. Gina se deu conta e se pôs entre ele e Riddle.

-Saia da frente garota idiota!

-Não! – gritou ela. A Harry lembrava a cena da morte de seus pais.

Gina se aproximou de Harry, lhe entregou algo e disse tranqüilamente:

-Eu sei o que estou fazendo! Vai acabar tudo bem! Fique com o retrato de seus pais, peguei quando entrei em sua casa na nossa volta à Hogwarts. – “Espero que acabe tudo bem mesmo, não saia nada errado como nos treinos com Sirius.” – Não o mate! Mate-me! – berrou ela fingindo implorar, mas o fingimento era imperceptível.

-Saia!

-Não mate Harry! – fingiu mais uma vez Gina – me mate! Imploro-te, me mate em seu lugar! – uma sincera lágrima caiu dos olhos de Gina no ombro de Harry, pra selar os dois – Oh não! – “agora” ela pendsou – Borboletrum! – de sua varinha saíram borboletas, ao mesmo tempo em que o feitiço pulverizara o corpo de Gina (Cês num acham que é verdade né? Só estou pondo pra colocar um drama a mais) e a cena soou familiae a Harry, exceto pelo fato de que Tom Riddle não jogou o corpo de Gina pro lado. “Será que estou mais poderoso? – Tom Riddle/Voldemort pensou – É claro!”.

Pelo que se viu o feitiço foi tão forte que Gina havia desaparecido e haviam apenas borboletas, enquanto caiam lágrimas silenciosas do rosto de Harry:

Primeiro seus pais, depois Dumbledore, agora Gina. Rony observava estupefato, como se custasse processar o que tinha acontecido e o que acabara de ver. A sombra de lince correu até Harry, Riddle levantou a varinha novamente, dirigiu a maldição pro lince de sombra, que não morreu. A maldição a atravessou, como aconteceu com as chamas. Só se desvaiu como uma névoa que se desfaz e com um pequeno estalo, recuperou a forma humana.

Ele viu uma borboleta com uma silhueta familiar, achou que era ilusão da mente dele. Gina estava morta. Morta e nem sequer tinha seu corpo pra abraçar.

-Há! Há! Há! Gina Weasley! – disse Tom Riddle gargalhando – Que suas borboletas sirvam de túmulo pra você, menininha tola! Pensou que ia se salvar do meu Avada Kedavra.

A lince era Jill. Os três amigos se surpreenderam, mesmo que pra Harry, isso não era sua principal preocupação. Uma ira como veneno corrosivo circulava por suas veias. As lágrimas continuavam caindo de seu rosto, onde deveria estar o corpo inerte de Gina. Pegou sua varinha e avançou lentamente pra onde Tom Riddle estava, o qual não mudou seu cruel sorriso.

-VOCÊ! – Gritou Harry com todo o ódio e raiva que tinha em sua voz. Pegou sua varinha e...

-Ah, não. Não cometerei o mesmo erro do ano passado, Harry Potter. – comentou Riddle ao ver Harry avançando pra cima dele, disposto a fazer algo que o próprio Harry sabia que era estúpido, sem sentido. Mas o assassinato de Gina, a única pessoa que ele amou de verdade e que o amava de verdade lhe deu forca. Ela morreu como Lílian, há catorze anos, pra se pôr entre ele e o Avada Kedavra. Pra salvá-lo.

-Expelliarmus! – exclamou Tom Riddle nesse momento e a varinha de Harry saiu voando de sua mão, mas este conseguiu evitar que o feitiço o atingisse. E isso pouco importou pra ele. A sua raiva era tanta, que continuava avançando até Tom Riddle, disposto a acabar com ele com suas mãos, se não contasse com a ajuda da magia.

-Não faça Harry! – exclamou Jill, contando com a ajuda de Rony e Hermione. Esse segundo de indecisão foi crucial. Da ponta da varinha de Riddle saíram rapidamente umas cordas grandes e grossas, que atou a cada um dos amigos de Harry. Tom Riddle soltou uma risada fria.

-O que seria pior pra você Harry? Que seus amigos te vejam morrer ou que você veja seus amigos morrer? – estalou os dedos e Rony caiu no chão. Estava pálido e tremia, mas pegou sua varinha e levantou-se. Antes que pudesse fazer algo, sofreu os efeitos da maldição cruciatus. Seus gritos se expandiram com o eco que se formava entre as rochas dispostas circularmente. Quando Rony caiu no chão, fraco demais pra seguir de pé, Tom Riddle voltou a estalar os dedos e foi Mione que caiu.

-Sabe o que te espera, certo? – comentou Tom Riddle ao ver a forma com a qual Hermione avançava até ele com a varinha em mãos – acho que não! Responda garota! Império!

Uma expressão de concentração apareceu no rosto de Hermione, que lutava pra resistir a maldição. Passaram cinco minutos e as gotas de suor pelo esforço caíam pela cara, mas ela não disse nada. Isso enfureceu Tom Riddle.

-Aprenda a me respeitar, sangue-sujo! Crucio!

Rony foi mais rápido. Se levantou o mais rápido que pôde, apesar de estar muito fraco e empurrou Rony o mais longe que podia. A maldição atingiu Rony em cheio de novo e ele começou a gritar mais forte. Hermione o observava, abismada. Tom Riddle comentou com desprezo:

-Que garoto mais estúpido! Por quê ele fez isso? Vão morrer de todo jeito. – não baixou a varinha. Rony continuava gritando e isso enfureceu Jill:

-Você é só um maldito covarde! Os ataca porquê estão desarmados!

-Venha aqui então! – vociferou Tom Riddle. – Será a primeira a morrer!

Jill se transformou na lince de sombra, saltou pra atacar Tom Riddle e conseguiu arranhar a cara dele. Uma, duas, três gotas de sangue negro caíam pelo rosto. Enfurecido, Tom Riddle levantou a varinha e nesse momento, Jill voltou a ser uma sombra, que a maldição assassina não podia matar. O avada kedavra a atravessou, mesmo que não a tenha matado, Jill voltou a ser humana e caiu inconsciente. Enquanto isso, Rony pela terceira vez recebia os efeitos da maldição cruciatus.

-VOCÊ QUER A MIM! – gritou Harry ao ver a cena e pensou um pouco: “O que Gina quis dizer com tudo vai ficar bem? Ela está infelizmente morta, por quê? E o feitiço das borboletas? Não fazia sentido! Vamos ao combate, irei te vingar meu amor, juro-te isso!”. Hermione chorando sentada ao lado de Rony. Rony sem poder se mover e cheio de feridas, como se tivesse levado uma surra. Jill inconsciente no chão... E a lembrança de Gina. Não podia deixar que seus amigos morressem também. E Gina... Ia vingá-la, custe o que custar. – ELES NÃO TÊM PORQUE MORRER!

-Por quê deseja a morte Harry Potter? – sussurrou Tom Riddle, como se repentinamente mudasse de idéia, mesmo que estivesse seguindo um plano já montado – Você e eu poderíamos ser poderosos... Ah, sim, muito poderosos.

Imagens e vozes foram entrando na mente de Harry. A cicatriz dele doía como nunca. Ele sentiu que a cabeça ia partir em duas...

Continua no capítulo 45.

 

Capítulo 44: Nas entrelinhas do jogo – Parte 2: Paracelso e Sírius. (Nota da Tradução: Este aqui, como o entrelinhas parte 1, não existe, este capítulo é curto, apenas mostra uma pequena aparição de Gina, escrevendo uma carta pra Sirius).

 

Londres, num parque da cidade, uma coruja branca descansa numa árvore, ninguém a vê, quando uma borboleta com as costas vermelhas voa próximo dali. Ela percebe a coruja e ao chegar no solo se transforma... É Gina. Ela estava viva, era uma animaga, finalmente ela podia descansar.

-É Paracelso! O que ele faz aqui? Bem, não importa, preciso descansar um pouco, meu plano deu certo... Harry, eu irei pra sua casa depois. – ela disse pra si mesma – Bem, preciso ir até paracelso!

A coruja logo vê Gina e voa pra cima dela, a saudando.

-Estou contente em te ver também. – Gina disse sorridente – Preciso de um favor seu... – ela disse remexendo o bolso – Ainda bem que me precavi e trouxe logo, o pergaminho e a pena. Ela escreve uma carta.

Caro Sirius,

O plano deu certo, me salvei do avada kedavra e Riddle não conseguiu me matar, não mande a resposta até eu ir pra casa de Harry. Diga-lhe apenas pra não chorar tanto minha morte. Até breve.

Cordialmente,

Gina Weasley.

P.S: Responda pela mesma carta que enviei pra mim.

-Paracelso! – disse Gina – leve essa carta pra Sirius Black! – ela completou colocando a carta na pata da coruja e fazendo-a levantar vôo. – Boa sorte Harry! Eu te amo!

Agora voltemos à história com o capítulo seguinte...

 

Capítulo 45: Nem tudo é o que parece – parte 2: Entre a luz e as trevas.

 

Duas pessoas vestidas de preto se levantavam de dois tronos também pretos. Um pouco surpreso; Harry reconheceu um deles com ele mesmo, mais velho. Eles conseguiram o poder absoluto sobre tudo e a terra estava em trevas. As trevas tinham acabado com tudo. E numa ordem sua, traziam um caldeirão enorme, grande como uma piscina. E eles: Harry e Tom Riddle (O outro sujeito) começavam o largo conjuro:

-Osso do pai, outorgado sem saber...

O caldeirão adquiria uma luz cegante. Emergiam do caldeirão três figuras: Seus pais e Gina. (Afinal, todos achavam que ela estava morta, menos você que está lendo.).

Gina. Ele tinha Gina a seu lado. Ela corria até ele e o abraçava. Quase podia sentir seu calor entre seus braços, seu cabelo roçando-lhe o rosto. Seu lábio unido ao dele... Sua presença, seu perfume...

Enquanto isso, uma sede de poder desconhecida estava surgindo nele. O desejo das trevas. A visão mudou, Harry podia se ver em cima de todos. Junto com Tom Riddle conseguiu esse poder e Harry podia ler as mentes e os corações de todos. Libertava os presos injustamente em Azkaban, avançando com uma varinha que lançava chamas...

-Ah, sim... Seus pais – comentou Tom Riddle – O ofereci uma vez Harry. E não acreditou em mim. Sem dúvida, faz um tempo, um ano pra ser exato. Se você quiser, uma-se a mim e eles estarão de volta. E também essa garota que tanto lhe parece importante.

Os três amigos presenciavam estupefatos a cena. A magia existente em Harry se liberava, como uma nevoa. Em sua cabeça, pôde ouvir por um segundo a voz de Gina dizendo: “Harry, não se una a ele! Apenas finja!” Mas depois a voz se dissipou. Metade da névoa era branca e a outra metade era negra. Ambas tentavam destruir uma a outra, enquanto a cicatriz de Harry doía mais intensamente. Até Rony começou a pensar: “ele nos deixará, se unirá a ele e nos abandonará!”.

Um peso no coração de Harry começou a atormentá-lo. Era como se ouvisse duas vozes em sua mente. Mas não se tratava da maldição imperius. Eram suas vozes, só que uma delas era potente e grave. A outra era a sua, normal. Começava uma luta em sua mente.

“Você sabe que é certo. Una-se ao senhor das trevas” – sussurrava a voz grave.

“Não! Eu sei que não devo” – respondia a outra voz.

“O senhor das trevas possui poderes inimagináveis. Ele pode... Ele pode...”.

“Mas... E o que vai acontecer com meus amigos? Eu não... Posso deixá-los!”.

“Eles? Não tem por quê morrer. Pode salvar suas vidas, a sua e fazer todos aqueles que ama voltarem”.

“Eles... Morreram... Nas mãos de... Tom Riddle” murmurou quase inaudível a segunda voz.

“Sim. Porque se oporam a ele. Mas se você não se opor, possuirá um poder suficiente pra governar o mundo”.

“Eu não desejo isso...” a segunda voz disse ainda mais baixo.

“Sabe que sim. Sabe que deseja o poder, não o negue”.

“Não o nego, mas sei que não é o certo” reconheceu a segunda voz.

“Ah! E Gina? Uma-se ao lorde das trevas e possuirá tudo aquilo que desejou um dia”.

Harry lembrou do espelho do primeiro ano... Viu a sua família. Se tivesse o espelho ali no momento, o que teria visto? Também lembrou da voz de Gina em sua mente e decidiu uma coisa:

-Entrarei no joguinho de Voldemort – disse Harry tão baixo que nem sua mente escutou e nem ninguém.

“Eu farei. – disse a segunda voz, tão ameaçadora quanto a primeira – Eu farei!”.

Harry se levantou como em transe... Avancou pra onde Riddle estava. Este, que sabia tudo (Quase tudo) o que se passava na cabeça de Harry, voltou a sorriu com uma satisfação cruel. Harry se uniria (?) a ele. Com a ajuda do escolhido, alcançaria a força suprema. Depois o eliminaria, pois não estava disposto a disputar com ninguém sua superioridade. E Harry avançava com um estranho brilho em seus olhos.

Nesse momento, uma voz que era forte e clara, pronunciou em élfico:

- Eru edain anyare iuvé.  Ale valane ata Daedeloth ë Alata.  Amarth dör remmen atë eru edäin.

Outra voz respondeu fracamente, mas audível, desta vez traduzindo:

-Um escolhido que vive entre a luz e as trevas. O destino do mundo está em suas mãos. Será posto a dura proba e a escolha será sua.

Mione e Jill lembraram da profecia e finalmente entenderam seu real significado. E as palavras bastaram pra que Harry saísse do seu transe. Mas se fortaleceu nele também o lado desconhecido nele mesmo. A indecisão o torturava e ele não sabia o que fazer. Riddle se fixou em sua indecisão e pra terminar de convencê-lo, disse:

-Você sabe por quê eu quis te matar? O direi... Em você flui a mistura do sangue dos elfos reais e dos homens e dizem que essa corja nunca se extinguirá totalmente. Em você também flui o sangue se Slytherin e Gryffindor. Sim, eu sei o que você leu, eu pus o diário em seu caminho. Juntos poderíamos fazer grandes feitos! Seríamos os bruxos mais poderosos já nascidos! Submeteríamos o mundo inteiro a nossa vontade!

Hrry parou pra pensar um momento... Algo não encaixava: Sirius lhe disse sobre o diário. Então...? Claro, por isso ele se comportara de forma tão estranha. Slytherin e Gryffindor... Compreendeu finalmente sua luta interna, o porquê. Mas sua parte sombria aumentava e diminuía como uma maré de fluxo irregular, e mesmo que quisesse, Harry não se sentia forte o suficiente pra resistir.

-Harry... – chamou Rony – Não o faça... Não vá com ele Harry.

Harry escutou isso e uma parte de seu antigo eu aflorou. A lembrança dos dias em que percorriam Hogwarts, compartilhavam bons e maus momentos... Inclusive tinha uma de tantas travessuras deles, quebrando normas com ajuda da capa e do mapa...

Tom Riddle escutou, mas não fez nada com Rony. Estava jogando um jogo perigoso e se fizesse algo de errado estaria pondo tudo a perder. Enquanto isso, Harry tentava resistir com uma força renovada a essa escuridão interna que coexistia com sua luz: Amizade, esperança, coragem.

-Harry, por favor – chamou Hermione – Não faça. Quem te dirá que ele cumprirá sua promessa?

Outra parte de si mesmo aflorou em Harry, o ajudando a resistir com um pouco mais de energia. Lembrou dos dias tristes em que não falava com Rony, só Hermione o ajudava nessas horas. Ela o ajudava e apoiava em tudo que ele fazia, mesmo que quebrassem as regras, coisa que ela jamais faria sem um motivo. Que amigos esses. Nunca o deixaram só quando ele precisava.

Jill se levantou e implorou também:

-Harry, você tem o poder de inclinar a balança. Não desperdice a chance de salvar o mundo. Não vá com ele.

Seus amigos o ajudaram em tudo que ele precisava, quando estava bem, quando estava sem Gina, quando queria Gina... De repente, Harry entrou num outro transe... Ele estava num lugar desconhecido, era tudo branco, ele estava com Gina.

-Gina? – chamou ele – É você?

Gina se aproximou dele e o abraçou, mas não o beijou.

-Sim, sou eu Harry! Tenho pouco tempo pra falar!

-Ótimo! – disse ele, sem acreditar, ou melhor, não acreditando, parecia mais uma ilusão de Riddle – O que tem pra dizer?

-Resista! Você tem que salvar o mundo, evitar o que tanto teme! Lembre-se das pessoas que você mais gosta, sua mãe, seu pai, Sirius, Hermione, Rony, Jill, Cho, o professor Dumbledore. Eles iriam querer que você fizesse o bem e você tem que lutar! Por mim! – ela disse, fingindo um pouco de tristeza, mas não era notável pra Harry – Vingue minha morte!

-Certo! – ele se decidiu e saiu do transe. Estava de volta a Stonehenge. Não havia se passado nem sequer dez segundos.

Tom Riddle olhou Harry diretamente nos olhos e estalou os dedos.

Apareceram três grandes caldeirões, cheios de água até a borda e com o fogo queimando debaixo.

-Tudo está terminado. O que escolhe Harry? Deve saber que o preto tapa o branco, se tem luz, tem que haver trevas. Só a escuridão é digna de veneração Harry. Diga sua escolha.

Soava tão convincente... Harry olhou primeiro aos três caldeirões, depois aos seus amigos e depois aos caldeirões de novo. E três vozes sussurravam em seu ouvido. A de sua mãe... A de seu pai... E a de Gina. Seus pais lhe imploraram pra que não aceitasse, que era um preço horrível de mais pra viver, que eles morreram pra que ele pudesse viver. Gina lhe implorava que não, pois sabia que ele não a traria de volta nem se pudesse, que ele devia acabar com Riddle, pela justiça.

-Fale garoto! – gritou Tom Riddle, começando a ficar impaciente. Harry começava a escapar de suas mãos. Bem, se isso acontecesse, teria que matá-lo. Não poderia convencê-lo de novo. Reunindo toda a força e coragem que podia, Harry respirou fundo “Por meu pai... Por minha mãe... Por Gina... Pelo amor... Pela justiça e pela paz... Pelo mundo” ele pensou e gritou:

-É claro... – Riddle abriu um sorriso que mudou pra uma expressão raivosa assim que Harry terminou de gritar – QUE NÃO!

-Você é mais tonto do que eu pensava Harry! Nem sequer tem a varinha! Mas se quer morrer... Avada Kedavra!

O impacto da maldição o fez voar longe. Viu o facho verde e brilhante de luz, apesar de ter os olhos fechados. “Esse é o gosto da morte?” Ele pensou. Mas não sentiu nada de especial. Não morreu, mesmo que se sentisse mais fraco do que antes. Assombrado, observou como o raio de luz atingia Tom Riddle, que cambaleava e voltava a ficar de pé. A cena se repetiu várias vezes e a cada vez que o raio atingia Harry, este se sentia mais fraco. Um último raio de luz o fez bater contra um dos monólitos, o fazendo bater a cabeça e ver tudo escuro. Antes de cair no chão, conseguiu ver uma multidão indefinida. Algo que parecia ser criaturas diferentes.

 

Capítulo 46: Nem tudo é o que parece – Parte 3: O fim de outro ano... Os bons morrem jovens.

 

Ele caía, caía, caía. Por um túnel estreito e escuro. O único ruído que sentia era se seu corpo dolorido batendo contra as paredes do túnel. O frio era horrível. Sentia uma dor queimante em sua face, se não fosse só na face seria em toda a cabeça e na perna esquerda; Como se tivessem encravado mil agulhas pontiagudas.

Continuava caindo, continuava batendo nas paredes. Quis gritar, mas não escutou nenhum som saindo de sua boca. Começava a ficar angustiado, algo lhe impedia de respirar, como se tivesse algo enorme. Depois de se chocar contra uma das paredes, conseguiu virar o corpo e ver o que tinha mais abaixo. Nada, nem a mais miserável luz chegava no túnel. E ele continuava caindo e batendo nas paredes.

Começou a escutar vozes. Pessoas que falavam. Não pôde precisar o que diziam. E enquanto mais baixo caía, mais frio, dor e angustia se apoderava dele. E de repente conseguiu destinguir claramente o som de muitas vozes que o chamavam:

-Harry! Harry!

-Está voltando a si!

-Calem-se! Esperem um minuto!

A escuridão se dissipou pra dar lugar a uma claridade que fazia seus olhos doerem e o cegou por um momento. Quando suas pupilas as acostumaram a luz, só conseguiu ver um monte de borros, tão próximos dele que pareciam estar em cima dele. Tateou pela almofada que estava do lado dele, encontrou seus óculos e os pôs.

A primeira coisa que viu foi um monte de rostos aliviados ao ver que ele tinha acordado.

Distinguiu os conhecidos rostos de Rony, Mione, Jill, Hagrid, Mc Gonnagall, Madame Pomfrey e Fleur Delacour. E a duas pessoas que não conhecia. Ele nunca tinha visto a enfermaria tão cheia de gente. Um dos desconhecidos se aproximou dele e pôde vê-lo bem. Era muito parecido com...

-Dumbledore? – murmurou e desejou não ter dito nada. Uma pontada lhe atingiu na nuca e sacudiu seu dolorido corpo.

-Sim garoto. Aberforth Dumbledore. Não pedirei que fale, haverá tempo pra isso depois.

-O ministro tem razão – alegou Madame Pomfrey, incomodada – Vamos, deixem-no descansar! Saiam!

Depois que todos saíram, um pouco contrariados da enfermaria, madame pomfrey lhe disse.

-Sei que tem muitas perguntas, mas não fale! Ouviu? Seu diagnóstico: Um dente quebrado, a perna esquerda quebrada (já consertarei isso, não se preocupe). De todo jeito, ficou melhor do que eu pensei... Quando você chegou aqui estava em coma. Agora beba isso – lhe ajudou a levantar um pouco o rosto e lhe fez beber algo de um copo – Pra dormir sem ter sonhos.

O ar pareceu dissipar-se. Um sono profundo se apoderou dele, como se toda a dor desaparecesse. Quando ele apoiou a cabeça no travesseiro, já dormia.

Horas mais tarde, de noite, a porta da enfermaria se abriu sem que se visse quem o fez.

Jill saiu da capa da invisibilidade e se aproximou da cama de Harry, que dormia.

-Meu garoto dorme... – murmurou Jill, passando uma mão pela cabeça dele que dormia profundamente. Ela pegou uma cadeira, se sentou e pegou a mão dele. Ficou o olhando. Uma voz do fundo surgiu e inquiriu:

- “Meu garoto” Djilah?

Jill engoliu saliva e se virou.

-Mãe! O que faz aqui a essa hora?

-Por deus Djilah! Faz três dias que eu durmo aqui. Está com uma cabeça... Sabe? Te vi preocupada demais.

-Sim. – murmurou Jill – E?

-Posso te perguntar algo?

-Depende. – respondeu ela, prevendo a pergunta.

-Gosta mesmo desse garoto? – perguntou sua mãe sorrindo.

-Eu sabia! – exclamou ela – Se importa?

Jill corou. Sua mãe continuou sorrindo e respondeu, não dando importância.

-Na verdade não. Não tem importância, só perguntava, mas as coisas não são o que parecem... E Djilah...

-Sim?

-Já são meia noite, vai dormir.

-Mãe é sempre mãe! – riu Jill.

-Claro que sim! Se não, não seria sua mãe. Boa noite. – sua mãe a abraçou e sussurrou – Sabe? Seu pai estaria orgulhoso de como se comportou na quarta-feira.

-Boa noite.

Seu pai... Jill lembrava muito dele. Dhissem sadjib.

Ele era quem tinha a custódia do Coração de Shiva, um enorme cristal de poder tanto destrutivo quanto protetor.

Coração de Shiva... Uns homens encapuzados de preto (provavelmente comensais) assaltaram sua casa. O pai de Jill tinha protegido sua mulher e filha atrás do cristal e de si mesmo. Ali se escondiam dos contínuos Avada kedavra que os comensais lançavam. O cristal vibrava... Não agüentou muito mais: quebrou-se em milhares de fragmentos e ao mesmo tempo, feriram mortalmente Dhissem. Os encapuzados recolheram os pedaços maiores e desapareceram.

Os pedaços restantes se converteram em Olhos do Dragão.

Jill fechou os olhos...

Hermione lembrava...

Hagrid os encontrou em péssimo estado. De todo jeito, ela era quem tinha terminado melhor a luta. Não viu o que aconteceu com Riddle. Hagrid ia acompanhado de bruxos, animagos, centauros, gigantes e outras criaturas. Eles vinham da libertação de Durmstrang. Todos ajudaram levar Harry, Rony e Jill que estavam inconscientes.

Rony era o mais preocupado de todos. Estava muito mal: cheio de feridas e respirava de forma agitada. A forma que ele a salvou... (Se referindo a Hermione) Pobre Rony, ela finalmente se deu conta de que gostava dele também e cuidou dele durante a viagem. Assim como Jill, ao acordar, o fez com Harry.

Rony não podia dormir.

Havia acordado na mesma noite em que chegaram a Hogwarts. De todo jeito, madame Pomfrey os obrigou a passar a noite na enfermaria. Pensava em sua irmã... O enterro simbólico, já que o corpo de Gina (Que vocês sabem, estava perambulando pela Londres trouxa, sem que nenhum bruxo soubesse onde ela estava) nunca foi encontrado. Só chamaram ele da sua casa (Grifinória). Todos estavam ali, inclusive a prima Marietta. A senhora Weasley não cabia em si de dor. Havia perdido sua caçula, a pequena e delicada Gina...

Rony lembrou da Câmara Secreta.

Dois dias depois de Harry ter saído do coma, Harry foi permitido a sair da enfermaria pra passear. Madame Pomfrey não estava muito conformada com seus passeios, mas seria impossível ele ficar ali por muito mais tempo. Estava quase são, exceto por uma estranha sensação que tinha cada vez que ficava nervoso. Madame Pomfrey lhe assegurou que isso também desapareceria sem deixar seqüelas.

No fim de tudo, não era isso que o tinha afetado mais...

As palavras de Gina o confortavam, mas não era o suficiente, ele queria a presença dela ali com ele, espantar a tristeza de todos.

Acabou ficando muito amigo da mãe de Jill, depois das longas conversas.

-Sabe? Fazia falta ao “seu garoto” a presença de uma mulher adulta que o aconselhasse – brincou a mãe de Jill.

-Cala a boca! Não é meu garoto! – gritou Jill.

-Como queira – respondeu sua mãe, meio incomodada – A propósito, Jan escreveu hoje. Quer saber como você está.

Hermione chegou até onde elas estavam conversando e perguntou:

-Quem é Jan?

-Um pirralho indesejável. – respondendo Jill, sabendo que incomodaria sua mãe.

-É seu irmão – disse a mãe dela, indiferente – E não diga pirralho!

-Não é meu irmão – murmurou Jill, depois que sua mãe saiu dali.

-Sabe Harry? A vida continua. Não quero que se deprima a toa, é jovem de mais pra isso. As coisas acontecem e pra evitar a depressão, não podemos fazer nada que não esteja a nosso alcance.

-Foi minha culpa – murmurou ele – Se colocou entre a maldição e eu. Não poderia ter feito aquilo. E ela mentiu. Disse que tudo ficaria bem.

-Não se deu conta do que ela quis te dar? Não tem um presente mais bonito que a vida. Deu a própria vida – “Espero que isso funcione” ela pensou – pela sua, porque te amava. E tem muita gente que gosta de você, tem muitas coisas a fazer, muitas razões pra lutar e viver. Entendo que esteja triste... Eu também passei por algo parecido. Mas a pessoas que amamos não se vão jamais: basta que não a esqueçamos. Além do mais: Nem tudo é o que parece Harry!

-Sua mãe é filosofa? – perguntou Mione a Jill, depois de escutar uma das muitas conversas.

-Sim! As vezes sua maneira de psicanalizar é esgotadora. E Rony?

-Ele está melhor – assegurou Hermione.

-Menos mal. Tomara que Harry esteja bem, de toda forma, mamãe realmente acredita em sua sensibilidade, espero que funcione.

As aulas tinham acabado faz dois dias e Harry e seus amigos estavam aliviados por isso. Tudo foi insuportável demais com a escola cheia de gente.

Rony chegou até onde elas conversavam.

-Olá – saudou Rony.

-Olá Rony. Como vai, depois disso tudo?

-Sobreviverei. – sorriu tristemente – mas sinto muito a falta dela – terminou referindo-se a Gina.

-Ai Rony, sinto tanto... – murmurou Hermione, abraçando-lhe.

-Por favor! – exclamou ele – Quem disse que no fim não tem reencontro? Tem que confiar nele...

-... Porque senão, a vida não teria sentido – completou a mãe de Jill, aparecendo por detrás deles. – sabem? Aberforth acha que é melhor que estejam sob custóidia de alguém competente, então...

-Iremos de férias pra casa do ministro? – interrompeu sarcasticamente Jill.

-Não seja boba Djilah – se exasperou sua mãe – Passarão o verão em minha casa... Se lhes permitirem é claro.

-Bem, eu vou saindo, ah! – disse Harry – só vou ir dois dias depois de vocês! – ele volta, mas fica distante dos outros.

-Certo e vocês? – ela perguntou.

-Não é um problema pra você senhora Henderson? – perguntaram Hermione e Rony ao mesmo tempo.

-Claro que não! Ofereci-me! E não me diga “senhora” e muito menos “Henderson”. Faz-me sentir Velha. Chamem-me de Xahian.

-Certo... E que razões têm o ministro pra pensar que é responsável? – perguntou Jill. Xahian não ligou pro comentário e respondeu:

-Estarão mais seguros que em suas próprias casas. E acho que de todo jeito, nelas tem problemas de mais.

-Hum... Aberforth não é nada tonto. E eu acreditei que com o assunto da cabra, o tipo era demente, não?

-Ah, isso foi há muitos anos. Foi um acidente quando era um garoto. É um homem muito competente e será um bom ministro.

 

Capítulo 47: Conclusões Precipitadas?

 

Logo depois de Madame Pomfrey e o Ministro autorizarem Harry a ir, os cinco subiram no expresso de Hogwarts. Na metade do caminho, Xahian dormia e ninguém sabia o que fazer pra passar o tédio quando uma coisa cinza e borrosa começou a bicar a janela.

Rony a abriu e a coisa cinza era Edwiges, manchada pelo humo do trem. Deixou cair um envelope bastante grosso em Harry, mordeu carinhosamente a orelha e ficou em um lugar aí di trem, sacudindo as penas.

-Leia você – indicou Harry, entregando a carta a Hermione.

-É de Sirius! – exclamou ela.

Querido Harry,

Não sabe o quanto você me preocupou nessa ultima semana. Lamento não poder ir e estou com remorso ao saber em que estado se encontra. Sei que rapidamente irá se recuperar de tudo (Mais rápido do que você imagina). Conheço pouco de Xahian, mas sei que é de boa índole e que cuidará bem de ti. Por aqui tem boas noticias. Se tiver oportunidade de passar pela casa (?) dos dursley, pegue tudo que guarda lá: a partir de agosto irá viver em minha casa. Já saberá por que eu te digo isso. Correm rumores de que Voldemort desapareceu de novo. Igual ao que aconteceu esse ano, com os comensais por perto, voltará logo, mas até lá teremos ganhados algum tempo.

Boa sorte e não se surpreenda com o que te dizem ou com o que acontecerá,

Sirius.

“O que ele quer dizer com isso?” Pensou Harry.

Hermione abriu o recorte de jornal que vinha com a carta e continuou lendo.

 

Possível indulto para Black.

 

Depois de libertar o Instituto Durmstrang da invasão de comensais na Bulgária; conseguiram capturar os líderes da operação. Entre eles, o senhor Lúcio Malfoy, conhecido homem de negócios do mundo bruxo.

O senhor Malfy, sob os efeitos do soro da verdade, confessou e delatou vários de seus companheiros comensais da morte, entre eles, o supostamente morte Pedro Pettigrew.

O senhor Pettigrew ainda não foi encontrado pelos aurores do ministério, mas não se duvida o fato de que ele está vivo, nem de sua participação em grupos de comensais. Tal coisa pode significar um indulto pra Sirius Black, suposto assassino foragido a dois anos de Azkaban, a prisão bruxa. Se ele demonstrar sua inocência. O senhor Black ficaria oficialmente livre e o ministério lhe pagaria uma generosa indenização por seus treze anos na horrenda prisão.

 

Tari Reeteks, profeta diário, Nove de junho de 2003.

 

Harry não pode esboçar mais do que um curto sorriso, a primeiro faz dias, mas o reprimiu quase em seguida, lembrando de que Gina não estava ao seu lado. (Estava em Little Whinging já, mas ninguém sabia). E voltou a ter o ar melancólico de sempre, desde que acordou na enfermaria.

-Ânimo Harry! Sorrir não é um crime! – lhe animou Jill.

Lembrou de algumas expressões que ouviu de Gina, em seus últimos momentos de vida...

“Vai ficar tudo bem...” “Harry, não se una a ele! Apenas finja...” “... Você tem que lutar! Por mim...” “... Ele não me trará de volta nem se puder...”.

Também lembrou de expressões de outras pessoas:

“... Nem tudo é o que parece Harry!” De Xahian. “Não se surpreendam com o que te dizem ou com o que acontecerá...” De Sirius.

E se animou. Harry tentou juntar as peças do quebra-cabeça, mas não chegou a conclusão alguma. Ele sorriu mais amavelmente e seu invencível estado de bom ânimo, o de sempre, retornara, mesmo que mais triste.

-A propósito, parece que Rita soube agüentar. – comentou Hermione, ao mesmo tempo em que dobrava o recorte de jornal – É tão cara de pau! Qualquer um deve ter se dado conta do jogo de letra do pseudônimo. – referindo-se ao nome Tari Reeteks, anagrama de Rita Skeeter.

-Eu gostaria de saber o que aconteceu nesses últimos dias antes de eu acordar. – Harry disse animado.

-Ah, sim! Com tantas coisas, esquecemos de te contar as novidades. Parece que culparam Fleur pela morte de Dumbledore, mas lembra que ela estava na enfermaria quando você acordou? – começou Rony e Hermione continuou:

-Bem, no final aconteceu que Mike Camus era culpado.

-E como souberam? Não interrogaram Fleur com a Veritasseum? – inquiriu Harry.

-Bem, parece que a interrogaram com outra poção, a Affirmatio, essa que vimos na aula faz um mês – disse Rony.

-E depois, a professora Sprout descobriu o truque do Affirmatio, pegaram Camus e o interrogaram com a Veritasseum original. E ele confessou. Ele era o tal Mc Callan. A essa hora deve estar no xilindró – finalizou Jill.

-Já que nós confessamos coisas... De onde saiu esse lince Jill? – perguntou Harry.

-Bem, sou animaga e meu animal é uma lince das sombras: normal de dia e de noite pode se transformar em sombra a vontade. – ela disse.

-E o que tem que fazer pra ser animago? – se interessou Rony.

-Meu pai era animago. As vezes o poder é hereditário.

-Hereditário! – saltou de seu assento Harry.

-Claro, por quê não tenta?

Harry se concentrou o melhor que pôde em ser animal, como se tivesse escutado Sirius dizer uma vez.

Um cervo negro, com uma mancha em forma de raio na frente, caminhou com dificuldade pelo vagão.

 

Capítulo 48: Um epílogo confuso... Enfim como disse Xahian, nem tudo é o que parece.

 

Pegaram um metrô na saída de King’s Cross, até chegar em Little Whinging, em Surrey, onde uma borboleta os vigiava. Era a primeira vez que Harry levava pessoas a sua casa, exceto a vez em que os Weasley foram com o pó de Flu.

-Boa tarde, senhor e senhora Dursley – saudou educadamente Xahian.

-Boa tarde senhora Henderson – saudou friamente tia Petúnia. Não a convidou pra entrar, mas Xahian não se incomodou, ali mesmo explicara os detalhes do fim das aulas, que só interessaram medianamente a tia petúnia. Tio Walter se limitou a grunhir e responder monossilabicamente.

-Tens uma casa muito bonita – comentou Hermione, enquanto todos sentavam nas cadeiras.

-Mas pra quê me servirá – replicou Harry, um pouco animado – e agora isso vai acabar.

Deram uma volta pela sala. Harry se fixou na cozinha e lembrou de onde Dobby tinha aparecido. Eles voltaram ao carro e Xahian e a tia já tinham terminado de conversar.

-Bem, até depois de amanhã. – se despediu de Xahian, Harry. E os quatro entraram na casa.

-Venham, subam – indicou Harry. Antes de subir, seu olhar pousou uns momentos no armário debaixo da escada.

Duda ia saindo de seu quarto, mas ao ver os quatro por ali, entrou rapidamente no quarto, agarrando o traseiro com as mãos. Jill perguntou:

-Seu primo?

-Sim, por desgraça.

-Tem um tic nervoso ou é assim sempre?

Os quatro amigos riram enquanto se despediam de Harry.

Ele entrou no quarto e ficou sozinho pensando. Nem notou que tinha uma borboleta em seu quarto. Sabia que ganhou um pouco de tempo pra todos: ele e o seu mundo, mas estava seguro de que o futuro não seria fácil. Não importava, a lembrança de Gina o fazia confiar em si mesmo e no fundo de sua alma que no final tudo terminaria bem.

Mas ele viu uma borboleta igual à de Stonehenge. Agora ele viu que a borboleta lhe lembrava Gina com a parte de trás vermelha. Foi quando a borboleta pousou no chão do quarto de Harry e uma coisa inacreditável aconteceu: A borboleta se transformou em Gina.

-Gina! É você? – Perguntou Harry surpreso.

-Sim – respondeu ela. – Consegui me transformar numa animaga há alguns meses, seu padrinho me ensinou, eu já previa uma coisa dessas e pedi que ele me ensinasse, lembra do feitiço de lançar borboletas? Eu o usei para enganar Riddle, ele viu um monte de borboletas e nem me viu.

-Nem... – Ele não conseguiu terminar a frase e abraçou Gina. – Sei como posso...

-Não diga nada, apenas me beije... – Disse ela o beijando.

-E seus irmãos? – Perguntou Harry.

-Ah, Rony vai levar um baita susto ao me ver viva. – Ela disse.

-Ainda bem que não te perdi.

-Claro – disse ela beijando-o mais uma vez. – Até logo!

-Ei! Espere! Rony foi pra Irlanda com Hermione e Jill, você terá que ficar aqui até depois de amanhã pra podermos ir pra Irlanda! Temos que mandar uma coruja pra sua mãe! – ele disse rindo. – E Sirius, como te ensinou?

-Pense... – ela disse.

Harry pensou um pouco e num estalo gritou:

-Faz sentido! Os treinos, a carta que Rony me disse ter visto, sua ida ao Vale, a demora de Sirius pra nos seguir depois que eu, Rony e Hermione chegamos no Vale, as borboletas na floresta e na casa de meus pais, as suas mensagens no fim da luta e as pistas de Xahian e Sirius!

-Xahian? – perguntou Gina – Quem é?

-A mãe de Jill. – ele respondeu.

-Bem, olha isso aqui – ela disse mostrando a carta dela pra Sirius com a resposta:

Caro Sirius,

O plano deu certo, me salvei do avada kedavra e Riddle não conseguiu me matar, não mande a resposta até eu ir pra casa de Harry. Diga-lhe apenas pra não chorar tanto minha morte. Até breve.

Cordialmente,

Gina Weasley.

P.S: Responda pela mesma carta que enviei pra você.

Gina,

Adorei, irei dar algumas pistas a Harry e direi o ocorrido a Xahian Henderson, recebi uma coruja de Dumbledore me indicando pra mandar uma coruja pra essa pessoa, que nem sei quem é e esta carta foi mandada antes da morte de Dumbledore.

Cordialmente,

Sirius Black.

P.S: Paracelso é igualzinho à Edwiges.

-Gina! – Harry exclamou – Você é um gênio! O verão será melhor do que imaginei!

-Com certeza! – ela exclamou o beijando – Vamos escrever a coruja pra minha mãe, mas vamos dizer pra ela não contar a Rony nem pra Mione, quero matar eles de susto! E nem pra Jill!

Enfim Harry podia ficar algum tempo com a pessoa que ama.

Fim.

Finalmente, depois de exatos 39 dias, desde 21 de Março de 2004 até 29 de abril de 2004, eu, consegui traduzir do espanhol, este fan fiction que levou um ano pra ser escrito. Em nome da autora, Mariana Lynx, agradeço aqui a você que leu este fan fiction que foi traduzido por Shadow, nome verdadeiro: Geovane Couto Sancini. E foi alterado o final original, que tinha a morte de Gina e de Cho incluídas e a viagem de Harry pra Irlanda era no mesmo dia da chegada na casa dos tios de Harry. Muitos eventos foram alterados pra melhor compreensão. Tem que levar em conta no tempo da tradução, que eu passei por uma crise de depressão ao ler o fim da história, mais exatamente o trecho onde Gina morria, eu desde que li que o casal Harry e Gina tinha se juntado, passei a ser um torcedor desse casal! E demorei pra voltar ao normal. Acho que alguns irão desaprovar a decisão de trocar o final, comentem no fórum, mas eu quis e ponto final. Até o próximo fan fiction.

 

 

Nota do tradutor: Eu tive que aumentar um pouco a história, pois, o final é muito melancólico com três inocentes mortos na versão original, Cho, Gina e Dumbledore. Eu pus Harry dentro da Carroça, o que não aconteceu na versão original, Harry seguiu a carroça de perto com a capa invisível e Cho era morta por Clarissa (Clarisse no original) então as corujas entre Cho e Harry nunca existiram. Gina não se transformou em Animaga e morria com o Avada Kedavra de Riddle, fato que eu não gostei, afinal, o casalzinho ia tão bem e tinha futuro, quando terminei de ler e vi Gina morta, cai numa depressão de alguns dias (É sério! Inclusive um contato meu do ICQ sabe disso!) E eu resolvi mudar o final com Sirius ensinando Gina e se tornar uma animaga como ele e ela usou o feitiço de borboletas (Usado geralmente em festas de bruxos para animar as crianças, [Hehe, que tosco!]).

Acho que é só isso, vou adiantar algo da continuação deste Fan Fiction que não estava em meus planos de tradução originalmente, eu só baixei por curiosidade e eu traduzi pra montar a page e foi daí que comecei tudo outra vez. Bem a continuação será chamada de:

Harry Potter e os Sete Espíritos.

Resumo: Uma estranha coruja chega a Harry, um dia antes da viagem dele e de Gina para a Irlanda, para passar o fim das férias com Jill, Hermione, Rony. Ela avisa (A carta) que a profecia que eles tinham decifrado no ano letivo anterior estava incompleta; faltava o segunite trecho, que já vinha traduzido na carta:

Alguém que você pensa que perderia o enganará e viverá;

O segredo das borboletas está onde você menos imagina;

O grande bruxo irá ressurgir das cinzas;

Mas isso não é o suficiente para acabar com o grande mal;

A chave está nas sete estátuas sagradas que contém os sete espíritos;

Fênix e o poder de ressurgir das cinzas;

Borboleta e sua delicadeza, com forca oculta;

O indomável leão com sua coragem e medo;

A inteligência da garça e sua astúcia;

A lince e seus segredos ocultos;

Dragão e sua sede de vingança;

E o unicórnio com sua força e sangue rejuvenecedor;

Os sete espíritos estarão onde você menos imagina;

Com eles você pode vencer o rei negro;

Talvez matá-lo, mas não é essa a aparência.

A carta também dizia que Dumbledore tinha conhecimento da tradução no ano anterior (Referindo-se ao quarto ano) e simplesmente fez uma cópia, retirando o trecho que estava nessa carta, para que Voldemort não soubesse dos sete espíritos, e deixou a cópia sem à parte dos sete espíritos na câmara de merlin e que entregou o trecho ao cara que está escrevendo a carta, Dumbledore fez uma cópia tao boa que ninguém percebeu que aquela profecia era falsa.

Durante as férias na casa de Jill, um garoto bate a porta da casa de Jill, é Ryan Markson... Apenas direi isso!

Após as férias na casa de Jill; as aulas recomeçam em Hogwarts, Draco Malfoy voltou, mas Snape não; um novo professor de poções chega, ele também será chefe da Sonserina, mas ele não será como Snape; E doze alunos novos chegam; os dez do intercâmbio, um vindo da Academia de Magia de Camelot e Marieta, a prima de Rony e Gina; o aluno de Camelot se chama Ryan Markson, é um garoto misterioso que parará na Grifinória. Segredos serão revelados e é claro, romances rolarão pelo ar, sem esquecer do quadribol, esse ano também terá uma nova competição em Hogwarts, mas não tirará o quadribol, são as olimpíadas de Hogwarts; em que eles disputarão em várias modalidades como Xadrez de Bruxo, quadribol, Snap Explosivo, entre outras. Os ataques de Voldemort pioram. É hora do confronto final.

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