NPOR

 

NÚCLEO DE PREPARAÇÃO DE OFICIAIS DA RESERVA

Turma cinqüentenário do dia da vitória

1995-2005

 

10  anos

 

 

O Patrono dos CPOR e NPOR
(por tradição)

 

 

O Ten Cel Luiz de Araújo Correia Lima vem sendo por tradição, considerado e cultuado como o patrono dos

 CPOR e NPOR, de que foi o idealizador. Solução que com a extinção da Guarda Nacional em 1918, veio a

resolver o grave problema de formação de oficiais subalternos destinados a integrar a Reserva do Exército.

Constituiu seu pioneirismo um grande avanço neste particular, ao lado de adoção do Serviço Militar Obrigatório,

em 1916.

Foi tão feliz a projeção a sua obra que na FEB cerca de 1/3 de oficiais, de aspirantes a capitães, eram oriundos

do CPOR, além de muitos que participaram da defesa do litoral, aqui no Brasil.

Correia Lima iniciou a formação de oficiais da Reserva no 1º GAP em São Cristóvão e atual quartel do 1º GAA é, depois de bem sucedida campanha entre alunos da Escola Politécnica, não sem sofrer resistências enormes

dentro e fora do Exército. Finalmente, em 20 abr 1927, viu triunfar seu ideal que logo generalizou-se pelo Brasil.

Sobre o assunto escreveu artigo na Revista do Clube Militar nº 3, 1927. Foi criado o CPOR-RJ e, como capitão, foi o seu primeiro comandante. Correia Lima foi praça voluntária do 25º BI em 24 set 1907. Ingressou na Escola de Guerra em Porto Alegre, em 1908.

Em 1808 e 1809 cursou Infantaria e Cavalaria e logo a seguir como Aspirante - a - Oficial, cursou Artilharia e o

Curso de Engenharia quando foi mandado servir no 20º GAC, onde começou a dar asas ao seu ideal, concretizado, de formar oficiais da Reserva do Exército, com base em leituras específicas que realizara sobre a 1ª Guerra Mundial e com apoio no Dec. 15.185 de 21 dez 1821 que previu a formação de oficiais de 2ª Classe da Reserva.

Correia Lima nasceu no Rio Grande do Sul em 4 nov 1891 e faleceu aos 39 anos em Curitiba, em 10 out 1930,

num sangrento episódio da Revolução de 30, defendendo bravamente o seu comando e convicções

 

Extraído do site http://www.resenet.com.br/ahimtb/pateb.htm#cpor

 

 

Agora é oficial: R/2 ganha seu Dia (4 NOV)

O General Catão em visita ao CPOR/RJ anuncia a boa nova!

Portaria do Exército Nº 429 de 18 de julho de 2006 instituiu o dia 4 de novembro, o Dia do Oficial da Reserva (R/2), data de nascimento do Ten Cel Corrêa Lima.

O Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva de Brasília/DF (NPOR/DF) é uma unidade de ensino da arma de Artilharia do Exército Brasileiro, localizada no Setor Militar Urbano,  dentro do 32º Grupo de Artilharia de Campanha, e é responsável pela formação básica, moral, física e técnico-profissional do Oficial Subalterno (Aspirantes-a-Oficial) da 2ª Classe da Reserva do Exército habilitando-o ao desempenho de funções de comando das frações elementares da tropa, tanto na guerra como na paz.

frações elementares da tropa, tanto na guerra como na paz.

 

 

 

HIST


O Centro nos seus CFOR (Cursos de Formação de Oficiais da Reserva) forma Aspirantes a Oficial das seguintes especialidades:

- Arma de Infantaria;

- Arma de Cavalaria;

- Arma de Artilharia;

- Arma de Engenharia;

- Serviço de Intendência;

- Arma de Comunicações e

- Quadro de Material Bélico.


Além de São Paulo existem outros Centros distribuídos pelo país, em várias capitais, e Núcleos de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR), subordinados a esses Centros, e incorporados a diversas unidades de tropa regulares.

HISTÓRICO DO NPOR

 

O Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva anualmente admite jovens com escolaridade igual ou superior ao 3º ano do Ensino Médio (antigo 2º Grau), priorizando o ingresso de universitários que tenham sido previamente aprovados em teste físico e entrevista.

Este sistema para formação de oficiais tem como idealizador o Ten. Cel  Corrêa Lima. Espelhando-se no mecanismo de recompletamento de efetivos, utilizados na 1ª Guerra Mundial, nosso patrono fez da criação deste órgãos a sua maior aspiração. Enfrentou incompreensão e revolta, mas com sua persistência não desistiu de seu sonho. Em 20 de abril de 1926 tem início as atividades do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro, tendo como seu comandante o então Capitão Corrêa Lima.

Destaca-se a importância dos órgãos de formação da reserva durante a 2ª Guerra Mundial. Diante da necessidade de expandir o efetivo para a campanha na Itália e proteção do nosso território, foram chamados muitos dos oficiais formados nos OFOR. A maior constatação se dá em verificar que cerca de 41% dos oficiais brasileiros que atuaram nos campos da Itália eram egressos dos NPOR/CPOR.

O nosso NPOR consiste na subunidade escolar do 32º Grupo de Artilharia de Campanha. Temos como diretor de ensino o comandante do grupo e um efetivo permanente de instrutores e monitores. Desde 1974 são formados anualmente novas turmas de oficiais de Artilharia intensificando a ligação entre a sociedade civil e força terrestre.

 

Extraído da Revista NPOR95 do 32º GAC, GRUPO D. PEDRO I, Brasília-DF, Composto e  Impresso  pela Imprensa Nacional.

 

 

 

BRASIL  E UMA CAMPANHA GLORIOSA NA II GUERRA MUNDIAL

 

Em 8 (oito) de maio de 1945, a Alemanha rende-se incondicionalmente às forças aliadas. Era o fim da II Guerra Mundial.

O Brasil foi o único país da América Latina que participou diretamente na II Guerra Mundial. A Força Expedicionária Brasileira (FEB) permaneceu na Itália cerca de onze meses, dos quais oito na frente em contato com o inimigo.

A FEB esteve envolvida no confronto entre setembro de 1944 e maio de 1945, especificamente a 2 de maio de 1945. Nesses oito meses de guerra, as tropas brasileiras participaram de duas frentes: a primeira no outuno de 1944 no rio Serchio; a segunda, e a mais cruel de todas, durante o inverno no rio Reno (italiano) na qual os combatentes enfrentaram dois meses de árdua luta contra os alemães, saindo do Q.G de Porreta-Terme até a vitória em Monte Castelo e, logo após, à conquista de Montese.

No seu conjunto, a 1ª D.I.E. era composta pelo 1º Regimento de Infantaria (O Sampaio), 6º Regimento de Infantaria de Caçapava, 11º R.I. de São João Del Rei, quatro grupos de Artilharia, 9º Batalhão de Engenharia de Aquidauana, o Esquadrão de Reconhecimento de Cavalaria, o 1º Batalhão de Saúde, Tropas Especiais e Corpo de Auxiliares, incluindo 67 enfermeiras.

Revestidos de gloriosa conquista, cabe aqui destacar uma das mais amargas datas fora da FEB, lembrada pelo Marechal Mascarenhas de Moraes. Foi o dia 12 de dezembro de 1944, em que, pela terceira vez, se via frustrada a tomada de Monte Castelo, com o recuo dos 2º e 3º Batalhões do 1º Regimento de Infantaria. Foi numa carta que oe então General Mascarenhas de Moraes, ao comandante do 4º Corpo de Exército, ao qual estava subordinado, mostrando que a disposição dos meios materiais atrapalhavam a tomada de ponto tão importante para as forças do Eixo. Mas para ele se tornara uma questão de honra invadir aquele lamaçal que impedia a passagem dos blindados e tomar Monte Castelo a qualquer custo.

Apesar dessa derrota e do difícil acesso a ser percorrido dentro daquela área, que cobria as margens do Reno, o 4º Corpo de Exército se mobilizou. E com a criação do famoso plano “Encore”, a participação do Brasil seria realizar o ataque principal em Monte Castelo. Às  6:00 h da manhã de 20 de fevereiro de 1945, ajudado pela 10ª Divisão de Montanha Americana, as tropas do General Mascarenhas de Moraes invadiram e conquistaram o cume de Monte Castelo. As palavras do Coronel Manoel Tomáz Castelo Branco, autor do livro “O Brasil na Segunda Guerra” foram: “Com esse sedento feito a FEB saudou um dos seus mais sérios compromissos na Itália, pelos aspectos morais que encerrava. O Monte Castelo já não era mais um simples objetivo a conquistar, mas um desafio a enfrentar e uma vingança a executar, cujo desfecho ou seria a consagração apoteótica ou a ruína acabrunhadora”.

O grande retorno foi marcado pela comum situação de um pós-guerra, em que a felicidade caminha junto à tristeza pelos que lá ficaram dos que voltaram. Com cerca de quinhentos mortos, dezenas de mutilados e centenas de enfermos, a FEB cumpriu sua missão na Itália durante a grande guerra.

O agradecimento maior da nação brasileira que vai se perpertuar ainda por muitas e muitas gerações, e que serve como exemplo patriótico, é que aqueles homens que entoavam nos campos da Itália a canção “Você sabe de onde eu venho, venho do morro do engenho...”, são a maior consagração de amor pelas coisas e pessoas de nosso país, dentre um dos maiores fatos históricos de todos os tempos.

 

Extraído da Revista NPOR95 do 32º GAC, GRUPO D. PEDRO I, Brasília-DF, Composto e  Impresso  pela Imprensa Nacional.

Canção do NPOR

Autor: desconhecido



Avante reserva

Empenhada em missão varonil!

Quando em paz estudar;

Quando em guerra lutar!

Em defesa do Brasil.

 

(repete refrão)

 

Vitória! Vitória!

É teu canto de fé é a lei.

A cobrir só de glória,

Tua Pátria, tua grei.

 

Pois quando, se eleva

Da Pátria amada

O Brado vibrante da guerra

Repousa na tua espada,

A Glória de nossa terra.

 

Vitória! Vitória!

É teu canto de fé é a lei.

A cobrir só de glória,

Tua Pátria, tua grei.

 

(repete refrão)

 

Hurra!

Extraído do site http://pt.wikipedia.org/wiki/CPOR/SP

O POEMA SE

(POEMA DO ARTILHEIRO LIDO NO NPOR 95/32º GAC)

Se o tiro não comandas com justeza,

Inteligência e máxima presteza,

Para ceifar o campo com a metralha,

Que aos inimigos, as carnes estraçalha.

Se não mereces por um só instante,

O inabalável crédito do infante , do blindado ou do nobre cavaleiro.

Se te amargas saber que o artilheiro, da vitória se torna o trunfo d'ouros,

Para que outros vão colher-lhes os louros.

Se algo existe que o ânimo te impeça,

De abraçado morrer a tua peça, em holocausto à pátria inesquecível.

Se não te escudas numa calma incrível, ante o perigo cheio de inquietude.

Se a lealdade em ti não é virtude, que te abone a prática da ação, que vem d'alma, como do canhão.

Se da boca de fogo entre os clarões, Deus não te crês dos raios e trovões.

Digo-te então: erraste a vocação.

Para trás, inditoso companheiro.

Não poderás nunca ser um artilheiro.

Extraído da Revista NPOR95 do 32º GAC, GRUPO D. PEDRO I, Brasília-DF, Composto e  Impresso

  pela Imprensa Nacional.

SAIR 

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