SERRA VERDE INFORME
Fotos:Mariana T.A.Lista
HISTÓRIA DE MAIRIPORÃ
COORDENADAS GEOGRAFICAS
Coordenadas geográficas: 23° 19' 12" latitude Sul; 46° 35' 18" longitude Oeste Gr.;
Extremo norte central da Região Metropolitana de São Paulo;
Área total: 307 km2, dos quais 193 km2 de área rural e 114 km2 de área urbana;
Perímetro com extensão total de 60 km, fazendo divisas com os municípios de Atibaia, Nazaré Paulista, Guarulhos, Bom Jesus dos Perdões, São Paulo, Franco da Rocha e
Caieiras;Distância da Capital: 31 km do marco zero (Praça da Sé);
Acesso rodoviário: Rodovia Fernão Dias (BR-381), ao sul para São Paulo e Guarulhos e ao norte para Atibaia, Bragança Paulista e Sul de Minas Gerais; SP-23 para Franco da Rocha; Estrada do Rio Acima para Nazaré Paulista; Estrada da Roseira, Estrada de
Santa Inês e Estrada Velha São Paulo-Bragança (SP-8) para São Paulo.
Altitude e Climatologia
Altitude topográfica: 875 m
Altitude mínima de 746 m e máxima de 1.310 m;
Clima: predominantemente Tropical de Altitude, com nebulosidade nos altos da Serra da Cantareira e na Vertente esquerda do Rio Juqueri;
Temperatura média anual: oscila entre 20/21°C no fundo dos vales e 18/19 °C na Serra da Cantareira e Morro do Juqueri;
Precipitação pluviométrica: 1300/1500 mm anuais;
Ventos dominantes: de Sul e Sudeste.
Hidrografia
Sub-bacia do Rio Juqueri: 246 km2
Sub-bacia do Rio Jundiaizinho: 43 km2
Sub-bacia do Ribeirão do Itaim: 18 km2
Represa Engº Paulo de Paiva Castro
Turismo e Lazer - Atrativos Culturais
Artes e Artesanato
No campo das artes plásticas, Mairiporã possui expressivos nomes como Raul Alfredo Duran, Vina Mara, Marta Gentili, Suleine Borges, Sidnei Amaral e Percival Diógenes Fernandes.
No artesanato, salientam-se, entre outros, os nomes de Estevão Guida (artesão em couro), Maria Aparecida Ferrari (cerâmica), Irene Ribas Loça (bisqüi), Estrela Botelha (pintura em porcelana) e Marcelo Bragança (tapeceiro).
Estevão Guida coordena a Feira de Artes & Artesanato, espaço permanente que congrega 50 artistas e artesãos, existente desde 13 de julho de 1996. Os produtos são expostos e vendidos na Praça Francisco Galrão de França, no centro da cidade, todos os domingos, das 10 às 19 horas nos meses com horário de verão, e das 9 as 18 horas nos demais meses. Os participantes fazem demonstração de suas técnicas, sendo proíbida a revenda ou comercialização de coisas importadas. Dos itens expostos, salientam-se: artes plásticas (em telas), tapeçaria, ouro, prata, bijuteria, porcelana, trabalhos em madeira, durepoxi, arame, esculturas em papel machê, roupas, tapetes manuais, bisqüi, plantas com areia decorada, cestas da fortuna feitas com grãos, brinquedos educativos, panos de prato bordados a mão, bonecas, entre outros.
Decoração e Paisagismo
Existem vários pontos de venda de produtos e serviços de paisagismo, decoração e restauração de objetos antigos.
Música e manifestações populares
Mairiporã orgulha-se de ser a "terra querida" de Athos Campos, saudoso compositor, folclorista e radialista que viveu na cidade a partir do final da década de 30. Foi o autor do Hino Municipal, depois de já ter composto obras-primas como "Chitãozinho e Chororó", "Boiada Saudosa" e mais de 300 composições de forte inspiração regional. Um dos mais importantes artistas nacionais, sempre defendeu as raizes culturais do povo e denunciou, nos programas de rádio e TV que comandava, o mercantilismo que começava a deturpar a música sertaneja.
Outrora conhecida como o "Vale da Música", Mairiporã guarda lembranças da afinidade dos seus cidadãos com a música por meio da Corporação Musical Nossa Senhora do Destêrro, com sede a Alameda Tibiriçá, 535, marcada pela simplicidade e tradição. As fanfarras do município, também tradicionais, se destacam em campeonatos regionais, estaduais e nacionais, colhendo inúmeros prêmios.
No campo das manifestações populares, salienta-se a capoeira do grupo Guerreiros da Senzala (Rua Olavo Bilac, 35 - Centro), comandado por Mestre Babú há mais de 10 anos. O grupo conta também com Mestre Adonias e promove encontros e atividades culturais no município.
No interior, cumpre destacar as festas religiosas que ocorrem ao redor das capelas, como por exemplo a de Santa Inês, que reúne a comunidade local.
Ciência e Tecnologia
Um passeio adequado ao turismo educativo e a pequenos grupos de interesse específico é a visita à Estação Elevatória Santa Inês, integrante do Sistema Cantareira que abastece 55% da população metropolitana de São Paulo, equivalente a 10.000.000 de habitantes. A SABESP informou que já recebe em média 5 visitas mensais, totalizando 200 pessoas oriundas da Capital, Interior, outros estados e até do exterior.
O roteiro da visita compreende: barragem (sistema de comportas), sala de comando, palestra, sala de máquinas (casa de bombas), Guaraú (sistema de tratamento de água). O sistema tem vazão de 33.000 litros por segundo, sendo que as bombas de recalque elevam a água a 120 metros de altura - configurando uma das maiores estações elevatórias de água bruta no mundo. Operam o sistema 150 funcionários, em vários turnos, a maioria residente na região.
As visitas são programadas com antecedência e direcionadas a um público de escolaridade a partir do 2º grau, por questões de segurança. Universitários da FEI, ITA e Faculdade de Saúde Pública são visitantes habituais, assim como cadetes e oficiais do Exército.
A SABESP desenvolve um trabalho de recuperação ambiental das áreas impactadas pelos reservatórios, que já lhe valeu o Prêmio Super Top de Ecologia. Por exemplo, mantém em Bragança Paulista um viveiro com 300.000 mudas nativas de espécies da Mata Atlântica, destinadas ao reflorestamento das margens das represas.
NOSSA OPINIÃO
Com todos atributos naturais que temos, nosso Município poderia ser uma cidade Turística de verdade onde geraria várias alternativas de trabalho para a nossa população para que não nos tornemos apenas uma cidade dormitório .
Para isso temos que nos conscientizar que a nossa cidade tem um potencial ilimitado, e que só falta uma força política que ajude a população a desenvolver técnicas de trabalhos - artesanais e treinamento de mão de obra especializada - e um maior aprimoramento comercial para gerarmos mais empregos dentro do nosso Município. Para isso a nossa Prefeitura tem que tomar medidas básicas de infra-estrutura que apresente melhor condição de aproveitamento de áreas e acessos dos nossos pontos turísticos, como por exemplo, a exploração da nossa represa que até hoje não trouxe nenhum benefício a nossa Cidade , muito pelo contrário, com o uso desordenado só nos trouxe problemas .
Temos também o “Pico do Olho D'Água”, onde podemos montar uma infra-estrutura bem mais complexa para os vários freqüentadores daquele espaço com a melhoria de segurança e estrutura local.
A viabilização de projetos turísticos para a nossa cidade poderá ser concretizada com a conscientização política trazendo benefícios diretos a polpulação, compartilhando assim a tecnologia atual com a beleza que a natureza nos deu.
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