TREM DA CANTAREIRA É TEMA DE CURTA-METRAGEM
FILME DE ANIMAÇÃO REVELA A VIDA EM SÃO PAULO NOS ANOS 1930 A 1960.
“MORO EM JAÇANÃ, SE EU PERDER ESTE TREM, QUE SAI AGORA Á ONZE HORAS, SÓ AMANHà DE MANHÔ.
Poucos paulistanos sabem que os versos acima, de Adoniran Barbosa, se refere ao Tramway da Cantareira, uma pequena ferrovia urbana que cruzava a região norte de São Paulo até as matas da serra da Cantareira. O caminho de ferro e as historias desse tempo estão de volta no documentário A Passageira do Trem das Onze, produção do cineasta paulista Rogério Nunes. O filme recria a São Paulo da Garoa em um formato inusitado de documentário: um curta metragem de animação feito a partir de uma entrevista com Lydia Marques, uma das primeiras moradoras da zona norte da cidade de São Paulo e passageira do famoso trenzinho. Seu relato fala sobre o cotidiano dentro dos vagões lotados e das paisagens por onde a ferrovia passava; as competições de natação no rio Tietê; as brincadeiras de meninas nos vagões de madeira; os piqueniques dos imigrantes italianos no Parque do Reservatório, na Serra da Cantareira, e por fim, a desativação do trem e a chegada do ônibus e do metro, numa narrativa que vai de 1928 a 1965 e que faz um retrato pitoresco dessa época. O filme A Passageira do Trem das Onze deve ser concluído ainda no primeiro semestre de 2006, avalia Nunes, que ainda busca patrocinadores para terminar a montagem. Além da direção de Rogério Nunes, o filme conta com a participação de Eduardo Duwe na edição de vídeo e Almicar Farina, na trilha sonora.
( fonte Mandarim Comunicação.)
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