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| O Destino no Mapa Natal Plut�o e Saturno astrol�gico Para os astr�logos, saber tecnicamente quais os ind�cios que o destino escreve no mapa natal de uma pessoa pode ser de suma import�ncia, mas no m�nimo de grande complexidade. N�o foi poss�vel para mim em meu atual n�vel de conhecimento saber o porque o destino se aplica de determinado modo sobre uma pessoa, apenas uma luz foi poss�vel, como tentei descrever acima. A cabala, o Hermetismo, a Astrologia, e as filosofias do Karma e Dharma, clarearam a escurid�o, mas h� muito por ainda ser desvendado. No entanto, ind�cios ao meu modo de ver claros podem ser notados, para tentarmos entender alguns pontos da influencia das Parcas sobre a vida humana em um mapa astrol�gico. S�o muitas as correntes que estudam a influ�ncia do destino sobre a vida humana, os reflexos de vidas anteriores nesta. Achar com clareza quais as certas e quais as erradas � uma tarefa das mais dif�ceis. Mesmo porque falar que uma pessoa foi fara� do Egito antigo � f�cil, o dif�cil � provar este fato, pelo menos pela simples an�lise de uma mapa natal. O que foi poss�vel at� o momento ao meu ver s�o ind�cios de como o destino de um modo geral est� se expressando na vida particular da pessoa. De como o indiv�duo sofre esta influ�ncia atrav�s de seu meio, de sua fam�lia e dele mesmo. Seria entretanto imposs�vel colocar toda esta filosofia no espa�o de um artigo. Entretanto coloco um resumo da estrutura astrol�gica que poderia expressar estes pontos. Como astr�logos, sabemos que n�o se pode analisar apenas uma posi��o isolada para definir algo, e quando se trata da manifesta��o do destino isto se aplica ainda de maneira mais efetiva. Os pontos descritos aqui, s�o portas pelos quais o destino pode se manifestar na vida das pessoas, ou mesmo das gera��es, j� que o senhor da grande regi�o inferior, Plut�o - Hades, demora 248 anos para completar sua rota��o pelo zod�aco, mas o que atravessar� estas portas e como estas se aplicar�o na vida de cada um poder� estar envolvido em conseq��ncias encadeadas por arranjos astrol�gicos em v�rias �reas da vida. � dif�cil falar em plut�o, sem que falemos de sua influ�ncia sobre as gera��es, pois como j� dito, Plut�o ( que significa "riqueza" ) caminha de modo lento quebrando padr�es. Quando Plut�o passou em C�ncer, situado entre 1914 e 1939, entre duas guerras e pelas conseq��ncia da completa destrui��o e transforma��o de tudo o que significa lar, na��o, fam�lia, cl�, prote��o individual. A for�a pela qual as fam�lias foram separadas, destru�das, demonstra a energia de Plut�o. A heran�a das Moiras foi que dever�amos aprender do perigo de interpretar nossas obsess�es num n�vel objetivo. Contudo, o que me parece mais claro � que as gera��es vindouras foram marcadas na compreens�o interior do que significa "lar, "fam�lia" ou "na��o" e deste ent�o estas pessoas nunca mais entenderam o que eram estes termos para seus progenitores. T�o pouco acho que seja um acidente que a gera��o nascida com Plut�o em Le�o - a assim chamada gera��o do "eu", que se situa entre 1939 e 1958 tenha feito um deus de individualismo ao destino e � express�o individual. Como podem constatar, gera��es tamb�m tem destinos. As conseq��ncias deste destino s�o as vezes sentidas nesta pr�pria gera��o, mas as vezes s�o seus filhos e filhos dos seus filhos que ter�o impressos em suas mentes, cora��es e atitudes as conseq��ncias e aprendizados de quando Plut�o ou outro astro que expressa o destino fazia forte tens�o. Por exemplo, com a revolu��o sexual nas d�cadas de 50 e 60, os filhos nascidos dali passaram a ter um comportamento e uma mente completamente diferente dos seus predecessores, pois a marca das Moiras foi sentida nas pr�ximas gera��es, mas dadas pelas configura��es de seus pais, pelo menos em parte. Este destino "fatal" aplica-se mais severamente quando extrapolamos no direito de nossa liberdade. � Plut�o e Cronos-Saturno ( que veremos mais tarde) que demonstram o quanto somos mortais, nos mostrando as leis do destino, da mortalidade da Ordem natural das coisas. Deste modo, mesmo que uma pessoa esteja ligada ao destino de sua na��o, o seu destino individual se mostrar� atrav�s de certas posi��es destes astros, as casas em que est�o e os aspectos que passam com planetas pessoais. Entretanto, para a maioria destas pessoas, Plut�o pintar� as cenas interiores com suas cores particulares, dado todo o processo de destino j� falado anteriormente, � uma pintura subjetiva como as regi�es do Hades, que refletir�o externamente como projetamos nossas quest�es. Sabemos que Plut�o governa os gens, a hereditariedade e deste modo ele expressa o pecado ancestral, a heran�a familiar e sua pr�pria heran�a individual que estar�o em conson�ncia para expressar " o meu problema", as quest�es mais profundas que a psiqu� esconde, projetando externamente apenas uma leve abertura do que quer "sair". Encontrar o seus destino na quest�o sentimental por exemplo, tendo plut�o na s�tima casa e deparar-se com a Parca no Outro. O jogo de poder, o div�rcio, rejei��es, tri�ngulos amorosos, submiss�o, sacrif�cios, etc. As vezes, tende-se a evitar relacionamentos profundos, mas o destino, as Moiras n�o se deixam ser enganadas, e quando a pessoa menos esperar estar� envolvida em um relacionamento profundo , que ser� dif�cil distinguir os sentimentos e as pessoas. Ocorre de projetar estes princ�pios primitivos plutonianos, atrav�s de um parceiro, ciumento, pocessivo, dominador, voraz, um poder primordial atraido pela pessoa, mas expresso atrav�s do parceiro. A lista pode variar enormemente; veremos, dado aos seus aspectos como o destino pode se expressar mais fortemente em uma vida, dada a casa em que este se encontra, seus aspectos, ben�ficos ou n�o. De qualquer modo ser� um setor em que a pessoa ser� marcada, onde os temas ser�o mais profundos, fortes e at� certo ponto inevit�veis do que a vontade individual. Um sentimento de impot�ncia parece ser intr�nseco aos encontros com Plut�o, afinal as Moiras est�o acima do pr�prio Zeus que nada podia fazer contra elas, nada mais podemos fazer a n�o ser confiar que as coisas caminhar�o bem. Encontrando Plut�o na d�cima segunda casade um mapa astrol�gico, � encontrar plut�o em seu territ�rio, o inconsciente, aonde todo o seu poder pode estar expresso, liberando tudo o que est� escondido, podendo ser as vezes inevit�vel neste ponto manifestar um destino poderoso demais para a pessoa, ou se as configura��es forem muito poderosas mais "boas", conseguir a remiss�o de problemas "antigos", de manifestar-se plena mente suas mais internas aptid�es, voca��es, desejos, apesar de sabermos que Plut�o rege a oitava casa -Escorpi�o, em peixes o lado subjetivo sala do escuro inconsciente. N�o � poss�vel fazer uma descri��o de Plut�o em cada setor, mesmo porque tornaria-se uma manual, o que acho dif�cil ser expresso para destinos individuais, pois plut�o � a porta que liga a conseq��ncia dos fatos. O que importa � tentarmos compreender que tipo de senhorio ser� Plut�o pois estaremos com ele at� o leito final. Plut�o � essencialmente interior e � atrav�s deste que ele se expressa. Contatos �ntimos de Plut�o com a Lua ( a imagina��o, sentimentos, estados psicol�gicos ), o sol ( a individualidade ) e Netuno ( "sonhos", inconsciente, manifesta��es ps�quicas), principalmente com os dois primeiros " ativa" internamente chaves poderosas. Citando Liz Greene, ela diz que j� vira um bom n�mero de casos de depress�o psic�tica no contado de Plut�o com o Sol e Lua. Este autor conhece outros v�rios casos de pessoas com problemas psicol�gicos que tem estas configura��es, mas muitas outras que tem estas configura��es em harmonia que parecem estabelecer um bom equil�brio psicol�gico, apenas tenho ciclos psicol�gicos particulares durante a vida, sendo pessoas bastante expressivas emocionalmente, de uma car�ter "estranhamente" profundo. Portanto o cuidado com esta an�lise deve ser grande, pois Plut�o com Marte, pode dar uma poderosa for�a sexual e ou uma progressividade destrutiva, depende de como est� inserida. O contato de Plut�o com estes planetas pessoais parece nos mostrar que este destino emergi de nosso interior, mas que tamb�m pode ser expresso externamente, como uma m�e doente, um esposa ou esposa perturbados, claro que levendo em conta qu seus �efeitos� bn�ficos tamb�m podem colocar a pessoa em contato comsuas maiores potencialides interiores, sua capacidadem de tranformar-se, dependendo de v�rios fatores. - Saturno-Cronos - Senhor do Tempo � o senhor do tempo que toma conta de uma outra face deste destino. Saturno, senhor da morte f�sica � o Alfa-Omega, o princ�pio e o fim das coisas. Pois o destino f�sico de um indiv�duo � inserido no momento de seu nascimento pelo senhor da morte. Mas por que? Pois � com a Morte que que ser�o enviados ao "Cosmo" o destino da pessoa, acrescentados pela �ltima exist�ncia. A �nica certeza da vida � a morte e tal como esta sobra , o destino caminha invisivelmente por entre todos. � ele o portador do destino dado pelas parcas, e quando �tropos corta o fio da exist�ncia terrena, � porque Cronos estava com ela e trabalhando com ela. O Destino, as Moiras, s� podem atuar atrav�s do reino de Cronos, cronos em certos aspectos pode ser comparado ao pr�prio Hades, mas em uma fun��o diferente. Eis porque Cronos tem um papel t�o importante na quest�o da compreens�o de como o destino, O Karma, de uma pessoa pode se expressar na vida individual. No mito, Cronos, � um velho desprovido de toda beleza terrena, � o senhor do Tempo e do aprendizado que adv�m deste. A partir deste ponto, podemos ver que Saturno no mapa natal demonstra outra porta que o destino tem de formar o conjunto de estados interiores e padr�es de atra��o pessoais. Saturno como o governante do tempo, permite que o destino se manifeste. Como sabe-se, Saturno � um astro que ensina pela luta vagarosa e cont�nua, trata de setores da vida em que temos algum obst�culo, dificuldades interiores ou exteriores. Mas por ser o portador do destino, considera-se que ele possa ser uma indica��o de poss�veis influ�ncias ancestrais e reencarnat�rias. Esta �ltima � apenas uma tese que necessita ser mais estudada para ser provada, mas em meus trabalhos houve ind�cios da posi��o de Saturno, da localiza��o do ascendente (que � uma porta tamb�m, a express�o de nossa individualidade), mostrarem poss�veis rela��es entre experi�ncias anteriores com a necessidade de aprendizado atual. Por exemplo, segundo esta teoria, quem tem Saturno no signo de Virgem, teria que trabalhar mais a no��o de responsabilidade, de auto controle ( j� que oposto a Peixes, um que pode indicar pervers�es quando ca�do, de dificuldade em aceitar o real) e assim para cada signo. O ascendente do mesmo modo, traria informa��es sobre como a pessoa necessitaria trabalhar os seus arqu�tipos principais do seu ascendente e as experi�ncias que estes necessitariam ser acrescentadas a atual exist�ncia. Cronos entretanto vai mais longe, pois nos mostra setores que temos real dificuldade em lidar, aonde o destino aponta a necessidade de trabalho mais intenso por parte da personalidade. Como Cronos � o tempo, n�o adiantaria fugir do que ele nos mostra, pois ele tem todo o tempo do mundo, n�s n�o. Encarar o que Saturno nos mostra � nos colocar no nosso destino e trabalhar para que consigamos vencer os obst�culos que nos s�o criados, as vezes e na maioria das vezes por n�s mesmos. H� uma frase que diz: Quando queremos algo, o universo conspira a nosso favor. Colocaria entretanto que se estivemos no nosso real caminho, ai sim o universo caminhar� a nosso favor. Uma coisa � certa, somos livres, mas esta liberdade est� inserida em um contexto maior que desconhecemos, em um mecanismo que nos faz sermos respons�veis por aquilo que fazemos, nada mais justo na opini�o deste autor. Como disse Buda, a �nica maneira de nos vermos livres desta eterna roda de nascimento e mortes, � nos tornarmos conscientes de nos pr�prios, � seguir o caminho do meio. Quando chegarmos verdadeiramente conscientes das partes dos deuses que moram em n�s (Marte, J�piter, Saturno... ) compreenderemos nossa pr�pria posi��o no contexto c�smico. Entretanto � muito importante salientar que n�o devemos aceitar tudo como um destino fatalista, muito ao contrario, � tentarmos conseguir nos colocar em um caminho que nos sentimos melhor, que seremos realizados. As Moiras querem o seu Quinh�o, cabe a n�s nos harmonizarmos com a natureza e a lei intima das coisas. Na posi��o deste autor e pelas pesquisas que fa�o, estou a trabalhar em um meio que os antigos professavam. Que se o ser humano conseguisse se harmonizar com as Parcas - o Destino, este seria mais sereno, mais f�cil de ser trabalhado, sua sa�de e todas as outras �reas da sua vida transcorreriam com maior equil�brio. Acredito que � poss�vel fazer este processo, talvez n�o t�o poderosamente quanto eles diziam para os dias de hoje, mas que usando o mapa natal de um indiv�duo e t�cnicas corretas, podemos conseguir equilibrar em parte que seja, os desajustes que possam haver no mapa individual. O destino � uma inc�gnita, seus v�us s� nos deixam ver vultos de sua natureza. A nos mortais, s� nos � poss�vel ir em busca de nosso real lugar no universo, por isto a m�xima se torna mais clara: "Conhece a t� mesmo". ___________________________________ - Bibliografia : Liz Greene - A astrologia do destino Corpus Hermeticum Paracelso Giordano Bruno Plat�o - E-mail do autor: [email protected] |
| S�rgio B. Palheiros |
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