Apertar as malhas do rigor e defender o prestígio da AF Braga
Apertar
as malhas do rigor, defender o prestígio que a Associação de Futebol de Braga
tem no país e sensibilizar os clubes para a colaboração com as selecções
regionais são as principais metas traçadas pelo coordenador do Gabinete Técnico
da AF Braga, Fernando Louro.
O ex-técnico do
Vilaverdense assumiu a coordenação do Gabinete Técnico da AF Braga no passado
mês de Setembro, substituindo Manuel Ferreira e pretende prosseguir o trabalho
do seu antecessor. A tarefa de coordenação das selecções masculinas e femininas
de futebol de onze e futsal não é fácil, mas com a respectiva sistematização
tudo se torna mais simples.
«Estamos a tentar semi-profissionalizar o Gabinete, por forma a que os
colaboradores, que trabalham em troca de uma pequena gratificação, tenham a
noção que terão de dar o máximo de si mesmos para que os resultados apareçam»,
referiu Fernando Louro.
O Gabinete envolve futebol de onze, masculino e feminino e Futsal na vertente
masculina e feminina pelo que toda a atenção é fulcral para o bom
desenvolvimento de todas as equipas.
«Temos que estar
nessas quatro frentes com a mesma dignidade, podendo e devendo fazer o melhor
possível em prol dessas modalidades. Tenho
andado atento a isso. Já acompanhei o futsal, neste último torneio, disputado no
Algarve, e no mês de Janeiro vamos à Ericeira com o futebol feminino. Estive
ainda a conhecer melhor alguns dossiers do futsal e futebol feminino, porque o
futebol de onze estava já devidamente organizado pelo Gabinete anterior»,
sublinhou.
Para o devido acompanhamento de todas as equipas, sobretudo daquelas que o
conhecimento ainda não é muito profundo, tem que se realizar um trabalho muito
atento, porque quando chegam as competições é necessário tomar decisões e
escolher quais são os jogadores em melhor forma.
«Não é difícil, mas obriga a uma sistematização das coisas. Os torneios vão-se
sucedendo. Para haver torneios terão de haver convocatórias e para haver
convocatórias tem que haver observação de jogos. Todo esse entrosar merece
coordenação e trabalho», explica.
Conciliar os
interesses dos clubes e Associação
Uma das tarefas mais difíceis, segundo Fernando Louro, é a conciliação dos
interesses dos clubes que cedem os jogadores e das selecções da AF Braga.
Segundo o técnico, é necessário sensibilizar os clubes para a importância que
estas chamadas às selecções distritais têm para os atletas.
«Em torno da Associação giram os clubes e estes têm interesses. É preciso
compatibilizar os interesses dos clubes com os das selecções para que estas
tenham um comportamento digno nos torneios que fazem. Por exemplo, neste último,
na Póvoa de Varzim, a selecção de Braga conseguiu fazer seis treinos. Mesmo
assim, os clubes ficam algo insatisfeitos pelo facto de não terem jogadores para
treinar.
Mas os clubes têm de perceber que para os jovens jogadores esta é uma
oportunidade extraordinária para se valorizarem, elevarem a sua auto-estima e o
prazer pelo jogo.
Os clubes e a Associação devem ter em conta o indivíduo, pois é excelente para
os miúdos jogarem pelas selecções. A nossa Associação tem os seus problemas,
como todas as outras e os clubes devem defender os seus interesses sem retirarem
a hipótese de se fazer um bom trabalho, porque é agradável conseguir uma
prestação de acordo com o prestígio que a Associação tem no país», frisou.
É neste sentido, que Fernando Louro e a sua equipa estão a preparar a elaboração
de um regulamento interno que «aperte as malhas do rigor» para que os atletas
percebam como é que funciona uma selecção.
«É preciso que eles estejam preparados para isso, pois é pela Associação que
eles conhecem os primeiros estágios das suas vidas e são experiências
extraordinárias para os jovens atletas», disse.
Em relação à conciliação de interesses entre a AF Braga e clubes, Fernando Louro
considera que «ainda há muito a fazer». Segundo o responsável técnico, os
contactos entre toda a estrutura da AF Braga e clubes deverão ser
intensificados.
«É preciso sensibilizar os clubes para a vertente sócio-desportiva que estas
selecções dão.
Só quem passou por elas, e eu ainda joguei por elas há muitos anos atrás, sabe o
orgulho que traz fazer parte de uma selecção e quanto motivador isso é, sendo
algo que pode ser aproveitado nos próprios clubes para a valorização dos
atletas», destacou.
«Herdei um trabalho
muito bom de Manuel Ferreira»
Fernando Louro não poupa elogios ao seu antecessor, Manuel Ferreira, que na sua
opinião, fez um trabalho de elevada qualidade.
«Estou a coordenar o Gabinete Técnico da Associação de Futebol de Braga desde
Setembro passado e herdei um trabalho que foi desenvolvido de forma brilhante
pelo Professor Manuel Ferreira, com participações em diversas competições
prestigiantes. Quero-lhe endereçar os parabéns, pelo tempo que esteve na
Associação e pela sua capacidade de relacionamento.
O que me compete agora é dar continuidade a isso, porque o professor Manuel
Ferreira tinha realmente um relacionamento humano extraordinário e isso é muito
bom quando se lida com pessoas. Estamos a trabalhar nisso e a tentar organizar
as coisas por forma a que o Gabinete dê respostas a uma série de situações»,
disse.
Organigrama bem
definido
O organigrama do Gabinete Técnico da AF Braga está bem definido. Todas as
modalidades são supervisionadas por Fernando Louro, mas em cada uma há um
responsável directo.
No futsal, o
técnico é Zé Nando, e Ana Fernandes é treinadora do futsal e futebol feminino.
Na selecção de sub-18 está Jorge Baptista e Fernando Louro trabalha de perto com
os sub-15. Por seu turno, os sub-17 estão a cargo do professor Fonseca e os
sub-13, caso as selecções arranquem este ano — estão dependentes de uma decisão
da FPF — ficarão a cargo de Fernando Pires.
Projectos para 2005
Para 2005, a principal prioridade será a preparação do torneio Lopes da Silva
(sub-15), que será disputado em Junho e o torneio da Galiza em sub-17.
No futebol sénior, deverá regressar a preparação para a participação nas
eliminatórias de apuramento para a Taça UEFA das Regiões e também deverão ter
início as observações no escalão sub-13, caso entrem em actividade.