Avisos:
Spoilers do primeiro ao sexto livro, O Enigma do Príncipe.
Disclaimer: Harry Potter e personagens aqui representados não me pertencem, mas sim a autora J.K.Rowlings e a Warner Bros. Foi escrito de fã para fã, sem fins lucrativos.
Em um movimento rápido de varinha, Malfoy levitou o biombo. Mas em seguida o deixou cair com estrépito no chão, acertando em cheio o seu pé. Harry soltou um gemido alto, arrastando-se para fora do biombo e segurando o pé atingido. Abriu um dos olhos verdes, se deparando com um loiro boquiaberto com o que acabara de achar. Pelo visto não esperava ser justamente Harry Potter. Ainda sentado na cama e de ombros caídos, Draco abria e fechava a boca sem falar. Até que pareceu se recuperar e vociferou com a voz trêmula: - Merda Potter! O que está fazendo aqui? Ele bem que gostaria de saber o que fazia ali. Fazendo uma ligeira careta de dor Harry se pôs de pé, tentando parecer o mais digno possível. Pelo olhar de desprezo que recebeu, percebeu que era praticamente impossível. - Eu... Bem... - Praticando espionagem para o treino de auror, Potter? Sinto dizer, mas desse jeito você vai acabar sendo reprovado. disse na sua voz normalmente arrastada, erguendo a sobrancelha e cruzando os braços. - Não enche Malfoy. incrível como ele conseguia ter munição Eu me perdi. murmurou embaraçado Por acaso essas portas são encantadas? - Sim, por acaso elas são. um sorrisinho de escárnio se desenhou nos lábios finos Richard achou divertido deixá-lo se perder um pouco. Mas não imaginava que ia se perder tanto! ergueu as duas sobrancelhas em fingido espanto. - Boa Malfoy. Parece conhecer esse castelo e o filho do proprietário muito bem. Um calorzinho espalhou-se no seu peito ao ver Malfoy corar e ficar com os ombros tensos. Talvez para desviar do assunto, o loiro inclinou-se para trás e apoiou-se nos cotovelos, lançando um sorriso sarcástico. - Divertiu-se bastante às minhas custas, Potter? - Oh sim! Fui muito bem, não acha? - Ao menos bêbado você serve para alguma coisa. deu de ombros Eu tenho de ir. Mas nem dera três passos em direção à porta teve seu braço seguro por Harry. Seus olhos cinza foram da mão ao rosto dele, em um gesto claro de desprezo. Com um safanão se soltou, virando-se para o ex-grifinório e cruzando os braços, esperando para ver o que queria. - Malfoy, você realmente pretende se casar? O loiro franziu as sobrancelhas ao tom preocupado daquela pergunta. - Sim, Potter, eu pretendo. Com toda a pompa que eu tiver direito. fez um gesto impaciente com as mãos. - Então, por que... e apontou para o canto onde os havia visto antes de ser descoberto. - Bem, isso não é da sua conta, é? E com isso se virou novamente, mas Harry se pôs na sua frente dessa vez. Com a paciência já no limite, Malfoy respirou fundo, cravando os olhos cinza nos verdes ainda um tanto nublados pela bebedeira. Um sorriso maldoso se desenhou no rosto do ex-sonserino. Malfoy se aproximou mais, ficando a poucos centímetros de Harry, que se sobressaltou assustado. O hálito quente e adocicado do loiro acariciou suas faces de tão próximo que estava. - Nós estávamos apenas nos divertindo, Potter. - Se divertindo, Malfoy? Sua noiva está nesse mesmo lugar! exclamou, horrorizado. - Oh... Isso soa tão estranho da boca de um grifinório que quebrava as regras antes de pensar duas vezes. balançava a cabeça como se o repreendesse, enquanto as pontas dos seus dedos passeavam pelo peito do outro rapaz. - É diferente. grunhiu e arregalou os olhos, vendo para onde eles iam Malfoy, o que está fazendo? Ao invés de responder, Malfoy apenas alargou o sorriso malicioso. Sua mão chegando ao baixo ventre do outro e então pressionando gentilmente o volume na frente da calça. Inclinou a cabeça, aproximando a boca da orelha de Harry que estremeceu ao toque dos fios macios e a respiração quente. - Quer jogar... deu uma pausa significativa Harry? Por Merlin, porque o seu nome soara tão errado na voz de Malfoy? Porque é o Malfoy!, um lado da sua cabeça sibilou, mas o outro não tinha certeza naquele momento se era por isso não. Cerrou os olhos com força, tentando não reagir ao toque insistente daqueles dedos longos. Sua cabeça ainda estava leve e zumbia. Deu um ligeiro sobressalto, sentindo algo úmido tocar a pele abaixo da sua orelha. Gelou ao constatar de que se tratava da língua do loiro. - Malfoy, você deve estar brincando! Aquilo não podia estar acontecendo, só podia ser ilusão. Provavelmente devia ter desmaiado de tanto beber e agora delirava em sonho. Sonho? Se havia um Malfoy no meio, devia ser pesadelo! O ex-sonserino fez um som amuado, dando mais um passo assim Harry pode sentir mais que a mão e a língua contra ele. - Mas eu quero jogar, Potter. Você estragou minha diversão da noite, me fez ficar realmente irritado. Vai ter de compensar... Okay, aquele era um Malfoy com o qual não sabia lidar. O que afinal ele estava fazendo? A mão continuava a traçar círculos na frente da sua calça, desenhando o volume protuberante, mandando correntes elétricas pelo seu corpo. A outra mão abriu a capa que usava, circulando a cintura e o puxando de encontro a si. Harry sentiu sua perna roçar na região entre as pernas de Malfoy, arregalou os olhos, apavorado. O rosto do loiro se moveu, até quase tocar o nariz com o de Harry. O ex-grifinório percebeu que ofegava, como se acabasse de correr uma maratona. O hálito doce dele se misturava ao seu. Sentiu a mão esfregar sua ereção com mais força, arrancando um gemido que surpreendeu o próprio Harry. Em um momento ela se afastou e os botões da sua calça foram abertos, os dedos longos mergulhando para dentro dela. Malfoy fez um som satisfeito. - Você quer isso, não quer, Harry? sussurrou. Forçou-se a mover os olhos verdes até eles se perderem nos cinzentos, mais escuros e irradiando luxúria. Já não pensava mais se era efeito da bebida, se não passava de ilusão ou se preocupava em ter Malfoy fazendo-lhe aquilo. Harry engoliu em seco e mexeu a cabeça, confirmando, não confiando na sua voz. Como se esse fosse o gesto mágico, sentiu dedos frios envolverem sua ereção. Ofegou, estava tão próximo, mesmo com poucos e sutis toques. Mordia o lábio inferior, em uma inútil tentativa de impedir que seus gemidos fossem ouvidos. Viu o rosto de Malfoy se aproximar mais e sentiu seus lábios roçarem, ele sorria. Harry instintivamente inclinou os quadris, querendo mais daquele toque. Quase, queria tanto o alívio que realmente nada mais importava. Mas então o toque sumiu, o calor do outro corpo desapareceu e não havia mais sinal do hálito doce. Duas mãos agarraram seus ombros e o empurraram, o fazendo cair na cama. Harry ergueu-se pelos cotovelos, atrapalhado e ainda ofegante. Ao pé da cama, Malfoy passava a mão pelo cabelo, fazendo os fios irem para trás e então caírem sobre os olhos cinza, com uma expressão indecifrável no rosto. Então sorriu, lembrando a Harry a cara que fazia quando zombava dele e de seus amigos na escola. Franzindo a testa o viu ir até uma cômoda, vestindo a capa que usava na festa que acontecia no andar térreo do castelo. O loiro ajeitou as mangas e suspirou, estalando a língua e encarando o moreno em desordem na cama. - Pena... Mas eu não me rebaixaria a tanto, Potter. Você não está a minha altura. Além de um meio bruxo, tem classe nenhuma. seu sorriso se alargou mais Classe como Richard possui.
Então se dirigiu para a porta, o olhar de Harry o seguindo. A
porta se fechou, e ouviu a voz de Malfoy ecoar por ela, rindo: Que
patético!.
Continua... Abril/2006
|