Avisos: Crack e Fluffy. Considerem seqüência de ‘One night cruising’ e
‘One more night’. Nota: Escrito para o Fest 2006 de aniversário do Potter
Slash Fics. Disclaimer: Harry Potter
e personagens aqui representados não me pertencem, mas sim a autora
J.K.Rowlings e a Warner Bros. Foi escrito de fã para
fã, sem fins lucrativos. One More Time Por Senhorita Kaho Mizuki Draco checou mais uma vez
seu livro de feitiços, antes de rabiscar mais algumas palavras em
seu pergaminho e largar a pena sobre a mesa. Ergueu a cabeça e se
espreguiçou, aproveitando para observar as mesas próximas de si. A
biblioteca estava como todo final de ano letivo: lotada de estudantes
do quinto e do sétimo ano. Era domingo e estavam trancados dentro
da escola, enquanto o resto devia estar à beira do lago, aproveitando
o sol. Os sons de rabiscos em pergaminho
enchiam o lugar, Madame Pince de vez em quando levantava os olhos
por cima dos óculos, checando se estavam todos realmente estudando.
As mesas se dividiam praticamente em grupos das casas. Ao lado de
Draco havia uma Pansy olhando entediada para seu livro, do lado oposto
Goyle e Crabble pareciam estar muito confusos com a matéria que liam. Nem acreditava que estava
prestes a fazer seus NIEMs, uma vez que um dia pensara em nunca mais
voltar para completar o último ano Quando decidiu voltar a
sua leitura, algo o atingiu na cabeça. No livro a sua frente um pedaço
de papel amassado estava pousado na forma de uma bolinha. Vasculhou
a biblioteca com olhos chispando, localizando a mesa onde um grupo
de grifinórios havia se reunido para estudar. Foi fácil achar a cabeça
ruiva e logo a sua frente o garoto de cabelos bagunçados e óculos
ridiculamente redondos. Resmungando para si mesmo,
Draco virou para sua mesa, tentando abrir o bilhete do modo mais discreto
possível: “Me encontre perto da
sala dos troféus hoje de noite, às onze. H.P.” O
sonserino se conteve para não soltar uma risada debochada. Como ousava
mandar nele? Como se fosse um cachorrinho que assim que ele assobiasse
e chamasse o seguiria com o rabinho entre as pernas. Aquele grifinório
tinha de rever seu lugar. Com raiva contida, Draco
voltou a amassar o papel, olhando em volta antes de lançá-lo de volta
a sua origem. A bolinha acertou em cheio a testa de Potter, que fez
uma careta de confusão e encarou o loiro. Draco então deu sua resposta,
fazendo um gesto obsceno com a mão. O grifinório abriu a boca e sem
emitir som disse “ora, vamos”. Então suspirou e desamassou o mesmo
papel, escrevendo. A essa altura o loiro já havia voltado a se preocupar
o capítulo que estava estudando, quando a mesma bolinha atingiu o
alto da sua cabeça, com um tanto de força a mais que o necessário.
Em pânico, a viu rolar muito perto de Blaise Zabini, e isso seria
um desastre. Sua mão cobriu o papel e puxou para si. O garoto negro
levantou os olhos para ele, perguntando o que queria. Draco levantou
ligeiramente os ombros, como se dissesse que não sabia do que estava
falando e teve de esperar o outro voltar sua atenção para seu livro. “Não seja assim, estou
com saudades. Não sente saudades de mim? H.P.” Rolou os olhos cinza para
cima. Ah, aquele sentimentalismo grifinório. Como agüentava? Era praticamente
lufa-lufa! Draco Malfoy e Harry Potter
tinham um relacionamento. Ou uma espécie de, Draco não saberia definir
exatamente que arranjo mantinha com o Cabeça-RachadaTM.
Era que, uma coisa levara a outra, – encontros noturnos, eventos envolvendo
chocolate e união de casas, contatos de pele acidentais demais, etc
– e decidira que não deveria ser saudável resistir toda aquela tensão
sexual, ainda mais se tratando de adolescentes. E Potter era mais suportável
quando estava fazendo coisas agradáveis e muito excitantes
com ele, de fato. Fora isso continuava o grifinório irritante com
complexo de heroísmo de sempre. Como estava sendo naquele exato momento.
Draco lembrava muito bem que haviam concordado em se focarem nas provas
finais. Não fazia mais de duas semanas e o maldito já estava pedindo
arrego? Tão típico dele... Como a parte racional daquele
arranjo, Draco pegou sua pena e preparava uma resposta bastante mal
educada, quando um aviãozinho voou rasante pela sua orelha. Respirou
fundo, começado a perder a paciência com o comportamento infantil,
estava se sentindo de volta aos seus primeiros anos de escola. O idiota
não realizava que poderiam ver? “Eu tenho um presente pra você, comprei
na nossa última visita a Hogsmeade. Não está curioso? Mas você tem
de aparecer no local e no horário combinado. H.P.” Presente? Oh, Potter
sabia manipular um Malfoy, não? Nesse caso Draco poderia
fazer uma exceção. De qualquer forma, ele poderia monitorar aquele
pedaço da escola como desculpa, não seria muito esforço. Sua vaidade
falou mais alto e pôs-se a imaginar que tipo de presente seria. Algo
a sua altura excepcional com certeza. Caro, precioso, algum artefato
único, talvez feito de ouro, ou até de prata. Adornado com safiras
ou outra pedra preciosa, quem sabe? Rabiscou sua resposta rapidamente
e o papel voltou a seu dono. “Claro. Que seja. D.M.” Apesar de curto e frio,
Potter ergueu os olhos do papel e encarou o loiro. Ergueu o canto
dos lábios num sorriso de triunfo, que Draco fingiu não perceber,
voltando finalmente para seu livro. Que capítulo estava estudando
mesmo? oOo Depois da guerra, e mesmo
tendo uma infeliz participação nela, Draco voltara a ser monitor da
Sonserina. Monitor-chefe, para ser preciso. Ele não abriria mão desse
posto, tirar pontos e aterrorizar alunos dos primeiros anos, especialmente
das outras casas, não tinha preço. Pansy também voltara a ser
monitora, admitia que ambos formavam uma dupla e tanto naquela tarefa.
Naquela noite pedira para a amiga trocarem os turnos, ela o olhara
de modo desconfiado, mas nada disse. A sonserina tinha outros meios
eficientes para descobrir tudo o que queria. Quando ela retornara para
o salão comunal, Draco prendeu seu broche de monitor e partiu para
sua ronda solitária. O longo corredor era cheio de tapetes pendurados
escondendo passagens secretas, nichos escondidos e salas usadas para
troféus de depósito de materiais de aula. Perfeito na escolha dos
casais para ficarem de namorico no meio da noite, depois da Torre
de Astronomia, claro, que ainda era o topo dos lugares preferidos. Draco parou na extremidade
dele e suspirou, Potter era tão óbvio. Ouviu o som dos próprios
passos ecoando no corredor aparentemente vazio, os sagazes olhos cinza
e frios olhando de soslaio para cada fresta. Seus ouvidos igualmente
apurados. Depois de um tempo começou a ficar ansioso, batendo a varinha
na outra mão. Faltavam apenas cinco minutos para as onze, e nem sinal
do bastardo. Então estacou, ouvindo um
murmúrio abafado. À medida que se aproximava do som, pode ter certeza
de que se tratava de um casal escondido. Lambeu os lábios em antecipação,
estavam atrás de uma cortina que escondia um nicho pequeno, bastante
conveniente. Quantos Draco não havia flagrado naquele lugar? Com um sorriso maldoso adornando
os lábios, ficou a poucos passos da cortina, esperando. O que ouviu
em seguida fez seu queixo pender de choque. - Oh Blaise. Isso é tãããão bom! – gemeu uma voz definitivamente masculina. Sem cerimônias o loiro abriu
a cortina, revelando um rapaz negro que indiscutivelmente se tratava
de Blaise Zabini. Estava em uma posição um tanto quanto comprometedora
e suas mãos estavam metidas em partes que Draco nem queria sequer
imaginar! O rapaz que estava com ele reconheceu-o como sendo aquele
irlandês debochado e grifinório do Finnigan. - Argh! – fez uma careta de desgosto e cobriu os olhos – Blaise! Tenha
piedade dos meus olhos! Um grifinório? Onde vamos parar desse
jeito? Dizia enquanto ouvia o som
de tecido – provavelmente se vestindo as pressas – e palavrões num
sotaque irlandês. Quando abriu os olhos, viu que apenas o outro rapaz
se trocava desesperado. Blaise ainda tinha sua camisa desabotoada
e braguilha aberta, se recostava a parede de braços cruzados. Olhava
o loiro como se ele tivesse interrompido algo um momento extremamente
crucial. Oh, Draco imaginou que realmente havia. - Pansy disse que ninguém vinha monitorar esse pedaço! – reclamou de forma
arrogante. - E ninguém vinha, decidi de última hora. – sorriu cínico. - Ahn, desculpe interromper... – nisso os dois olharam para Finnigan,
que parecia alarmado – Poderiam falar mais baixo, não quero acordar
os quadros, nem atrair certa gata. Draco bufou e olhou para
cima, depois fez um gesto mandando-os embora. - Blaise, tire esse grifinório da minha frente antes que eu seja obrigado
a tirar pontos da nossa própria casa, sim? O outro sonserino ainda
permaneceu encarando Draco, numa posição de desafio que durou nem
um minuto, porque Finnigan se irritou e se afastou dos dois. Blaise
foi obrigado a segui-lo, não sem antes lançar um olhar frio para o
loiro. Mal viu os dois desaparecerem
no próximo corredor e deixou de ouvir seus passos, quando foi içado
para dentro daquele mesmo nicho. A cortina foi puxada e tudo ficou
escuro, antes que Draco pudesse dizer qualquer coisa, até blasfemar
como era o usual, sua boca foi tomada por uma outra em um beijo possessivo. As mãos de Draco puxaram
o que parecia ser uma capa de veludo, que foi ao chão. Apalpando os
ombros e os cabelos do seu agressor, teve certeza de quem era antes
mesmo de chegar aos óculos. Quando finalmente separou sua boca, ouviu-o
dizer: - Achei que nunca iriam embora! – ofegou – Esperei no mínimo uns vinte
minutos escondido naquela capa! - Potter! O grifinório lhe cortou,
voltando a lhe beijar da mesma forma sedenta, com força suficiente
para machucar seus lábios. As mãos ansiosas começaram a percorrer
e apertar tudo o que podia do corpo esbelto de Draco. De súbito o
loiro se achou com muita dificuldade de raciocinar no meio daquele
ataque. Procurou nos bolsos de seu robe por sua varinha, sem muito
sucesso. - O que está fazendo? – Harry ronronou. - Tentando achar minha varinha – resmungou, começando a ficar nervoso. - Para quê? - Para ver onde está metendo suas mãos, pervertido! Harry soltou uma risada
rouca, que reverberou nos seus ouvidos como uma onda entorpecente. - Não precisa ver o que estou fazendo, Malfoy. Só sentir. Seu triunfo por finalmente
achar a varinha durou pouco, nem ao menos havia tirado ela do bolso,
quando o outro sugou a pele debaixo da sua orelha. Um arrepio percorreu
a espinha de Draco, e ele acabou deixando-a cair. Aquilo era um
golpe baixo! Não resistiu soltar um gemido abafado e segurou a
frente do robe do moreno, torcendo o tecido nas mãos, enquanto sentia
a língua explorar sua nuca sem piedade. Draco ainda conseguiu reunir
um pouco de sanidade o suficiente para afastá-lo e se agachar, ficando
de joelhos no chão e tateando às cegas em busca da sua varinha. Soltou
um grito agudo que poderia muito bem ser confundido com o de uma garota.
Harry o fisgara pela cintura, puxando-o e apertando suas costas contra
seu peito. O ataque ao seu pescoço
recomeçou sem misericórdia com beijos, lambidas e mordidas de leve.
O loiro franziu o cenho, por um acaso desenvolvera algum fascínio
por aquela parte? Desistiu e deixou-se ser
abraçado, cada vez que os dentes roçavam a pele já sensível, Draco
estremecia. - Droga, Potter. Que espécie de grifinório você é para não cumprir sua
palavra? – murmurou. - Talvez eu não seja tão grifinório como pensa. – respondeu em tom debochado,
a voz suavizando depois – Eu cumpri, por duas semanas. Digamos que
isso é uma pausa. - Pausa? – guinchou. - Não vou fazer muito, só isso, está bem? Prometo apenas te beijar. –
suplicou. Draco apostou que, se pudesse vê-lo
com certeza estaria com aquela cara de cachorro abandonado. - Ao menos lance um feitiço de silencio antes de me atacar, Potter.
– sua voz pretendia soar aborrecida, mas falhou – Não quero ser surpreendido
por Filch. Eu teria pesadelos pelo resto da minha vida. O ouviu rir e dizer o feitiço
em seguida. Harry cumpria o que havia dito, suas mãos descansavam
nos quadris de Draco, como se para se conter de tocar outras partes.
Os lábios se moviam pela pouca pele exposta das suas costas, empurrando
a gola da camisa como podia e depositando beijos molhados. Era o bastante para o loiro
gemer como se ele lhe tocasse seu lugar mais íntimo. Tentava sem sucesso
conter seus gemidos, mordendo o lábio inferior. Apesar de não fazer
mais nada além daquilo, podia sentir o estado do moreno mesmo através
do tecido das calças. Instintivamente Draco pressionou
os quadris contra a dureza do outro, movendo-se numa dança lenta e
torturante. O grifinório parou e ofegou, encostando a testa suada
na cabeça loira, respirando fundo. - Se você continuar se movendo assim, eu não me responsabilizo pelos meus
atos. – avisou. O sonserino congelou, como
se percebesse o que fazia. Oh bem. Seu autocontrole já havia
ido para o espaço de qualquer maneira. - Dane-se. Nós vamos até o fim! – anunciou. Bastou para que as mãos
de Harry se movessem e procurassem entrada pela sua camisa, encontrando
sua pele. O loiro lutava contra o robe, achando-o extremamente incômodo
no momento. Procurou de novo nos seus bolsos, mas dessa vez por um
frasco que adquirira o hábito de carregar nos últimos meses. Em caso
de emergência. O que acontecia muito. Colocou-o nas mãos de Harry,
que ficou confuso sem saber o que era naquela escuridão. Até que Draco
pegou sua outra mão e a fez tocar uma porção de pele nua e macia.
Sentiu a excitação lhe percorrer e fazer suas calças ficarem mais
apertadas, percebendo o que era. - E depois eu sou o pervertido! – disse em tom animado, acariciando uma
das nádegas. - Cala a boca, Potter. – grunhiu em resposta – Você começou com isso,
é sua culpa! Harry soltou uma risada
rouca, aproveitando para sentir a textura macia, mesmo
sem poder ver. Ouviu Draco prender a respiração e um pensamento malicioso
passou por sua cabeça, que pôs logo em prática. Deu um tapa sonoro
em uma das nádegas oferecidas, o loiro soltou um grito agudo de surpresa. - Porque fez isso?
– reclamou. - Não gosta? Na escuridão, Draco ficou em silêncio
e pareceu considerar. - Talvez... – admitiu
em uma voz fraca. Harry sentiu uma tremenda vontade de iluminar
o lugar, só para ver o rubor que com certeza cobrira o rosto do amante.
Sentiu os dedos ansiosos de Draco procurarem o zíper da sua calça,
não querendo mais demora. E ele estava mais do que disposto a atendê-lo,
poderia experimentar melhor aquilo mais tarde. Manteve o loiro de costas
para ele, fazendo-o se apoiar na parede enquanto arrebitava o traseiro
para melhor aceitar os dedos lubrificados de Harry. Logo eles foram
substituídos pelo seu membro, Draco pressionou seu quadril contra
ele, fazendo-o penetrar mais dentro de si. O grifinório parou, cerrando
os olhos. Ofegou e tentou se controlar, o corpo que o envolvia estava
muito quente. Quando abriu os olhos, viu apenas a silhueta fraca dos
ombros do outro. Harry lembrou das duas semanas sem ao
menos poder tocar o sonserino, fora um tanto difícil prestar atenção
às aulas conjuntas. Havia descoberto outro aspecto fascinante em Draco,
no corpo dele. Não sabia como começara a notar, apenas que antes que
percebesse seus olhos percorriam a figura do loiro e paravam na nuca.
A pele exposta quando ele se inclinada sobre a mesa para escrever
era pálida e parecia tão macia, que fazia os dedos de Harry se inquietarem,
querendo sentir a textura e apertar até ela ficar rosada e marcada. Seu pescoço era longo, a curva entre
ele e os ombros era de alguma forma delicada demais, mas que combinava
perfeitamente com o corpo esbelto e elegante do garoto. Logo Harry
se achara em um estado impossível de se conter, amaldiçoando os malditos
NIEMs que não chegavam. Enquanto isso espiava aquela parte de Draco,
mal esperando botar as mãos, boca, dentes nela. Agora que a tinha a seu alcance, não
iria desperdiçar a chance. Passando a mão para o peito do sonserino,
desabotoou a camisa que este usava. Podia ouvi-lo respirar pesadamente,
os quadris estreitos se movendo minimamente, como que o sentindo. Puxou a camisa para baixo, o suficiente
para descobrir os ombros. Iluminou o lugar com sua varinha, Draco
estremeceu e escondeu o rosto entre os braços, amaldiçoando-o. Não
gostava muito de ser visto naquela posição, muito menos por Harry,
que ficou mais do que satisfeito de ver seu objeto de adoração tão
próximo. Observou o modo como sua
espinha se pronunciava na pele lisa e clara, e então deslizou a língua
por ela. Draco estremeceu e soltou um murmúrio indistinto, seus quadris
começando a se mover com mais ênfase. Harry gemeu e começou a se mover,
em um ritmo frenético, entrando e saindo. Sua boca se moveu para os
ombros, depois pescoço, enterrando dentes na curva delicada. O sonserino inclinava a
cabeça para o lado, dando-lhe acesso a mais pele. De alguma forma
aquilo estava mandando estímulos incríveis através da sua espinha
até seu membro, fazendo-o querer mais. Sentindo-se próximo, Harry
moveu uma mão até o sexo de Draco, massageando-o no mesmo ritmo. Os
gemidos do loiro se tornaram tão altos e desesperados, que poderiam
acordar boa parte de Hogwarts. No fundo da sua mente ele esperava
que o bastardo tivesse acertado no feitiço de silencio. Sentiu-se realmente perto
do limite quando sentiu o hálito quente de Harry em sua orelha, seguido
de uma leve mordida no lóbulo. - Draco. – sua voz rouca soou como uma onda elétrica – Grite meu nome. E ele o fez. Fora o suficiente para Draco
atingir o próprio êxtase, seu corpo foi tomado por espasmos enquanto
murmurava coisas incoerentes. Harry o seguiu depois de algumas estocadas,
despejando sua semente dentro do sonserino. Ambos permaneceram daquele
jeito, apenas o som de seus ofegos preenchendo o lugar. Harry depositou
alguns beijos na sua nuca, enquanto se retirava de dentro de Draco,
provando o gosto salgado. O loiro estremeceu, estando ainda sensível. Vendo que o outro demoraria
a se recuperar, o grifinório murmurou feitiços para limpá-los e vestiu
o outro como uma boneca pesada. Quando o virou e beijou os lábios
rubros, que provavelmente haviam ficado assim porque os mordera, foi
brindado por um par de olhos cinzentos que o encaravam raivosos. - Potter, eu não vim aqui para isso. Você me enganou! - Mas você fez, não fez? – deu um sorriso malicioso – E eu não te enganei,
eu queria mesmo te ver. Mas infelizmente não consigo manter minhas
mãos afastadas por menos de um centímetro. – disse se inclinando e
enterrando o nariz nos fios loiros do outro. - Não seja ridículo... – o afastou com certa dificuldade – Disse que tinha
um presente para mim! Harry sentiu vontade de
morder do bico arrogante do outro, mas se conteve e meteu as mãos
nos bolsos do robe tirando algo, que Draco não pode ver porque estava
dentro da sua mão cerrada. - Feche os olhos. – pediu, em tom de expectativa. O sonserino virou os olhos
para cima e suspirou, achando aquilo meio infantil, mas obedeceu.
O outro pegou sua mão e colocou a palma virada para cima, depositando
algo nela. Franziu a testa, de olhos ainda fechados, era pequeno...
muito pequeno. Pequeno demais para o gosto de Draco! - Engorgio. Então algo muito grande
caiu sobre ele. Tateou as cegas, identificando algo fofo. Arriscou-se
a abrir um olho, e logo abriu o outro, arregalando-os. Era um... maldito
bicho de pelúcia. Para ser mais preciso, era um urso gigante, branco
e que usava um cachecol verde. Atrás dele estava o grifinório com
um sorriso idiota na face. - Okay, isso é uma piada. – concluiu entre dentes, depois de uma pausa. - Piada? – o sorriso dele sumiu um pouco – Oh, Merlin. Eu devia ter comprado
o dragão de pelúcia? – disse preocupado, mais para si mesmo que para
Draco – Mas, Hermione disse que era perfeito! Um arrepio desagradável
percorreu a espinha de Draco dessa vez. - Granger sabe? – gritou – Você contou para ela sobre nós? - Claro que não. – respondeu com ar sarcástico – O fato é que não se é
possível esconder as coisas por muito tempo de Mione, sabe? Como alguém que ele conhecia. - E porque Granger disse que era perfeito? – voltou ao assunto, com voz
de desprezo. - Para um presente de namoro! – ignorou o engasgo do loiro e continuou
com um ar sonhador – Quando o vi lembrei de como você me abraça apertado
quando acabamos de fazer amor. Pode abraçar ele de noite e pensar
em mim. – e abraçou o urso. - Eu não faço isso! – negou, corando violentamente. – E, por Salazar Slytherin,
quem disse que estamos namorando? - E não estamos? – colocou o urso de lado, parecendo ofendido. - Não. – respondeu em tom de escárnio. - Muito bem, e o que temos feito nesses últimos seis meses? – cruzou
os braços, desafiante. - Sexo? – viu o outro lançar-lhe um olhar perigoso. – Pense no que namorados
fazem, Potter. Nós não saímos em encontros, não andamos por aí de
mãos dadas, nos abraçando e dando beijinhos, agindo como um par de
lufa-lufas apaixonados. E, definitivamente, não trocamos presentes
como flores e coisas como esta. – enfatizou, pegando o urso
e o pressionando sobre o peito do outro. - Oh, então é só começarmos, Malfoy. – pressionou o urso de volta contra
Draco. – Podemos muito bem sair juntos em Hogsmeade. – o outro ameaçou
falar, mas o cortou – E não fale que é por causa de seu pai, que sabemos
que além de estar preso, você provou não se importar muito com o que
ele acha desde a guerra. - Argh! – explodiu. – Porque você tem de ser grifinório e querer levar
tudo extremamente a sério? - Talvez porque eu seja um? – respondeu friamente, antes de se levantar
e ajeitar suas roupas e cabelo. - Ah, sim. Muito grifinório de sua parte, indo embora no meio de uma discussão!
– retorquiu arrogante. - Primeiro, está tarde e temos aula amanhã. E não estou a fim de ouvir
seus argumentos mesquinhos, Malfoy. E saiu em seguida, sem deixar
a Draco uma brecha para resposta. O loiro ergueu-se para segui-lo,
mas teve de parar e voltar a sentar, sentindo uma dor fina fisgar
no seu traseiro. Encostou as costas na parede e bateu a cabeça nela.
Qual era o ponto de namorar
se eles tinham aquele tipo de discussão todo o tempo? Para Draco apenas
sexo estava muito bem, obrigado. Oh bem, alguns dias e aquele
assunto estava esquecido. Era só esperar e se concentrar nas provas. oOo Draco resmungou, abraçando
e enterrando o rosto em algo absurdamente fofo quando uma luz irritante
atingiu seu rosto, e uma voz igualmente irritante lhe chamou. - Malfoy... – a voz começou intrigada – Isso é um ursinho de pelúcia? - Ahn? O loiro abriu os olhos,
sonolento e ainda desnorteado, vendo o esboço de alguém contra a luz
segurando a cortina da sua cama. Alguns segundos de ajuste e viu ser
Teodore Nott, que o olhava de maneira incrédula. Pensou no que o garoto
falara. Ursinho de pelúcia? Mas do que diabos ele estava... Oh. Percebeu que
abraçava aquele maldito urso gigante, e que havia feito isso a noite
todinha. Seu rosto ficou vermelho e pulou sentado na cama, jogando
o bicho de pelúcia para longe. Ergueu o queixo para Nott. - Não é da sua conta o que é! - Hei! – ergueu as mãos em posição de defesa – Eu só vim te acordar, Pansy
pediu. Resmungou e se pôs de pé,
percebendo que o outro sonserino ainda o olhava curioso. Lançou-lhe
um olhar feio e jogou o urso para sua cama, cerrando as cortinas de
veludo verde. O outro apenas deu de ombros e saiu do quarto. Ficou sozinho e percebeu
que estava atrasado para o café-da-manhã. Ao menos tinha o banheiro
todinho para ele. Enquanto escovava seus dentes, Draco distraidamente
desabotoou a camisa do seu pijama. Quase engasgou com a escova na
boca, cuspiu de pronto e puxou a gola da camisa, vendo seu pescoço
e ombros cobertos de marcas avermelhadas e roxas. - Uau. – uma voz soou pelo banheiro – A noite de alguém deve ter sido
muito boa! – o reflexo de Draco deu um sorriso sacana e um olhar sugestivo. - Cala a boca! – grunhiu em resposta. Malditos espelhos encantados. E maldito Harry Potter, aquele grifinório
era um selvagem! Lançou vários feitiços curativos sobre as marcas
visíveis, que por sorte os havia desenvolvido muito bem. Vestiu-se
rapidamente, não antes sem dar um belo trato no cabelo, e desceu para
o Salão Principal. Como imaginava, chegara na metade do café.
Mas ao sentar-se a mesa, viu que Pansy já havia separado um prato
com o que costumava comer. Agradeceu a garota e não se demorou a comer,
ficando meio alheio ao resto das pessoas e suas conversas. Um longo
e alto suspiro o fez erguer o rosto e notar Blaise a sua frente, tinha
um olhar perdido e uma expressão melancólica. O loiro franziu o cenho, nunca vira o
outro assim. Geralmente ele tinha uma expressão arrogante, ou com
cara de quem estava aprontado algo muito pervertido. Virou-se para
Pansy, que fazia anotações rápidas em um bloquinho. Algo a ver com
uma festa pós-NIEMs que estava organizando com alguns alunos das outras
casas. Perguntou-lhe o que acontecia com Blaise. - Levou um fora.
– disse sem erguer a cabeça – Parece que o rapaz cansou de se encontrarem
escondidos e deu um ultimato para que começassem a se encontrar publicamente.
Eu acho que dá pra imaginar o resto. - Grifinórios...
– Draco revirou os olhos, lembrando de imediato de Potter. - É sua culpa! –
Blaise acordou de seu devaneio e apontou acusador para o loiro. - Minha? – disse
em tom ofendido, colocando uma mão no peito. - Okay, meninos.
Nada de discussões a mesa. – Pansy os interrompeu – Temos aula em
cinco minutos. A garota se levantou, recolhendo seu material. Quando passou por
trás de Draco, viu algo e parou, aproximando o rosto. - Draco, querido.
Isso é uma marca de chu... No momento em que a garota encostou o
dedo em uma marca avermelhada na nuca do loiro, este sentiu um arrepio
percorrer sua espinha, fazendo-o estremecer e encolher os ombros,
soltando um gemido alto que soou sexy para muitos ouvidos. Pansy recolheu
imediatamente a mão assustada, quase a mesa inteira da Sonserina se
virou e olhou intrigada. Em seguida pode-se ouvir o som de copo quebrando na mesa da Grifinória. oOo Harry acordou irritado, fazendo com que
seus colegas de quarto olhassem um para os outros, como que num acordo
mútuo de não incomodarem. Quando desceu para a sala comunal, a primeira
coisa que fez foi puxar Hermione de lado e pedir para que Ron descesse
primeiro para o café-da-manhã. O ruivo ficou incomodado, mas o fez. - Ele odiou o presente!
– sussurrou nervoso, olhando para os lados. - Oh, mesmo? – Mione
reprimiu um sorriso. - A doninha cretina
negou que o que passamos por seis meses fosse um namoro. Era somente
sexo! – falou a última fase em uma imitação debochada do tom arrogante
de Malfoy. - Bem... Certas
pessoas não se sentem prontas para compromissos sérios, Harry. Eles pararam perto na mesa da Grifinória
e olharam para Ron, que enchia seu prato já transbordante de comida,
faminto como se não visse uma refeição por semanas. A garota suspirou
e balançou a cabeça, estalando a língua. Okay, ao menos ele não era o único com
problemas de relacionamento. Percebeu que Malfoy não estava na mesa
da Sonserina. Meia hora depois seus olhos acompanharam a figura esguia
do sonserino, que adentrou o Salão e se dirigiu diretamente a seu
lugar. Sem olhar nem uma vez para ele ou até mesmo para a mesada Grifinória,
do lado completamente oposto. Harry estreitou os olhos e só então
percebeu que Ron falava com ele, de boca cheia, mas percebeu as palavras
“quadribol” e “estratégia”. A última coisa com que gostaria de se
preocupar era com o último jogo, que seria contra a Corvinal. Os NIEMs
eram naquela semana, e não devia nem sequer pensar nos seus problemas
com um certo sonserino! Lilá Brown e Parvati Patil pegaram o gancho
e passaram a discutir a festa para o fim do ano letivo, que seria
após os exames e o último jogo. Dos gritinhos excitados passaram para
um tom de indignação, Parkinson estava comandando os preparativos,
e segundo elas agia como uma megera mandona. Harry ouvia meio alheio, terminando seu
café e olhando para a mesa da Sonserina. Era meio que um hábito que
adquirira sempre checar Malfoy quando podia, sua desculpa era que
estava apenas vendo o que o loiro estava aprontando. Ron sempre caía
naquela. Era um passatempo prazeroso, ainda mais quando não podiam se encontrar
com tanta freqüência quanto gostaria. Nos encontros em público deveriam
fazer o de sempre, olhares atravessados e troca de ofensas. Algumas
vezes eram tão intensas, que Harry tinha material pra fantasias por
semanas. Então, estava observando-o como usualmente fazia, ainda sentindo-se
magoado com a discussão da noite anterior. Viu uma espécie de discussão
acontecer entre ele e Zabini, viu quando Parkinson falou algo para
eles. E viu quando esta o tocou, e a reação que provocou no loiro. Harry ficou em choque, arregalou os olhos, incrédulo. Não, Malfoy
não havia acabado de mostrar aquela expressão, não havia estremecido
e gemido como ele só o havia visto fazer com ele e em lugares privados.
Percebeu apenas que segurava um copo, quando este quebrou na sua mão
e molhou seu colo. Hermione e Ron pularam de susto a seus lados. Com dois feitiços
rápidos, sua amiga prontamente consertou o copo e secou o suco de
abóbora de suas roupas. Quando voltou a olhar para a mesa da Sonserina,
Malfoy já estava de pé e seguia seus amigos de casa, passando a mão
distraidamente pela nuca. Uma ilusão, só podia ser uma ilusão. Ele havia estremecido de frio,
ou outra coisa, e Harry havia confundido. Era isso! Não havia nada
com que se preocupar, a preocupação com os NIEMs que estava lhe pregando
peças. Levantou-se e recolheu seu material, seguindo seus dois amigos
para a primeira aula do dia. Logo ele devia ver Malfoy, porque milagrosamente, e para o desgosto
de Snape, Harry havia conseguido passar para o curso de Poções Avançadas no sétimo ano. Ron não
estava nela, mas por sorte Hermione lhe fazia companhia e não lhe
deixava estragar muitas poções, o que às vezes acontecia por se distrair,
graças a Malfoy. Sentou-se com a amiga em uma carteira pouco atrás de Malfoy e Parkinson,
sem tirar os olhos da nuca dele. Tinha o cenho franzido e olhava pensativo
para a mesa. Antes que percebesse, Harry estava novamente com os olhos
fixos naquela parte do pescoço. Um sorrisinho satisfeito se pronunciou
nos seus lábios quando viu uma mínima marca avermelhada, vestígios
do último encontro e que provavelmente Malfoy não havia visto, senão
teria retirado, como fez com as outras que lembrava ter deixado. Hermione estando acostumada com esses momentos de ‘estado de admiração’,
virou os olhos para cima e lhe cutucou quando Snape adentrou a sala,
parecendo um pássaro agourento como de costume. Os olhos negros percorreram
pelo lugar, olhando com desprezo para cada aluno. E então começou
a falar do NIEM de Poções,
o mesmo terrorismo de sempre, pensou Harry. - Espero que alguns
de vocês não me envergonhem no exame. – encarou alguns alunos e seu
olhar caiu inevitavelmente na figura de Harry – Se bem que isso é
algo praticamente impossível de se esperar de certas pessoas. – disse
com desprezo. Pela primeira vez naquela manhã, Malfoy
se virou para o grifinório, para lhe dar um sorriso debochado. Harry
o encarou firmemente de volta, tentando não pensar naquele momento
em como gostaria de dar uma mordidinha na pele exposta abaixo da orelha.
O mesmo sorriso debochado apareceu nos lábios do professor, que olhou
cúmplice para seu aluno sonserino favorito. - Mas eu tenho esperanças
em poucos de vocês. Naquele instante colocou a mão no ombro
de Malfoy, perto demais do pescoço. E Harry, assim como alguns sonserinos
presentes, teve um dejà vu.
Mas dessa vez Harry teve certeza de que não era uma ilusão, porque
além de acontecer bem a sua frente, a sala inteira viu e ouviu o mesmo,
fitando o loiro de olhos arregalados. Malfoy soltou um gemido abafado e encolheu
os ombros, fazendo Snape retirar sua mão como se tivesse levado um
choque. O loiro corou violentamente e cobriu a boca com a mão, erguendo
um olhar temeroso para o professor, que recuou mais sua mão, fazendo
uma careta de espanto. - Você está bem,
senhor Malfoy? – o homem perguntou cauteloso. - Perdão, professor.
– murmurou por detrás da mão. – Sim, eu creio que estou. Retirou a mão e se ajeitou na cadeira,
olhando para a mesa como se ela fosse muito interessante, envergonhado
demais para olhar para qualquer lugar. O silêncio ainda perdurou bons
segundos até Parkinson soltar uma risada histérica, que logo abafou
com a mão. Malfoy deu-lhe uma dolorosa cotovelada, mas a garota não
conseguia parar, chacoalhando os ombros curvados. Snape pigarreou alto, para fazerem voltar
sua atenção ao quadro negro. Harry continuava em seu estado catatônico,
olhando boquiaberto para o perfil do sonserino. Não,
não podia ser. Não Snape! Por quê? As perguntas rolavam e rolavam em sua
cabeça sem parar. Sua visão ficara vermelha, sentiu algo ruminar dentro
de seu peito. Harry nunca sentira tanto ciúmes de Malfoy, porque nunca
sentira necessidade. O sonserino era desagradável e arrogante, e todos
o achavam assim na escola. Nunca era visto andando com outras pessoas
se não sua ‘gangue’ de tantos anos. E Pansy Parkinson era uma ex-namorada,
então não tinha com que se preocupar, certo? Errado, sibilou sua mente, quando viu a garota do lado de Malfoy para
um pouco de rir apenas para assoprar no ouvido dele, fazendo-o estremecer
ligeiramente os ombros. - Potter, algum
problema? O grifinório percebeu que ainda fitava
o loiro e ergueu a cabeça. Ajeitou-se na mesa, ignorando a cara desaprovadora
de Mione ao seu lado. Estreitou os olhos verdes por detrás dos óculos,
como se fuzilasse a figura de Snape. - Nenhum, professor.
– respondeu com um tom um tanto frio demais. Snape ergueu uma das sobrancelhas negras,
torcendo o nariz avantajado. A cada ano que passava aqueles alunos
estavam ficando definitivamente piores. oOo O resto da semana foi pior. O boato sobre a voz “sexy” de Malfoy percorreu
Hogwarts em tempo recorde, Harry estava em um estado de nervos pior
do que o começo da semana. E não era mais por conta dos NIEMs ou do
último jogo. Ele sentia ímpetos de pular em cima de qualquer um que
se aproximasse demais do sonserino, enforcar e arrancar pele a dentes.
Mesmo que esse alguém fosse a professora McGonagall. Hermione toda hora o mandava fazer exercícios
de relaxamento, como respirar fundo e contar até cem. O que melhorava
um pouco, até ver Parkinson se dependurar em Malfoy, beijar o pescoço
de Malfoy ou simplesmente falar ao ouvido de Malfoy. O que causava
quase a mesma reação que naquele dia de aula de Poções.
Aí então o instinto assassino voltava à mente de Harry. Estranho que nem com Lord
Voldemort sentira aquilo. Mas na sua mente, Pansy Parkinson era
tão má quanto, uma vadia com cara de buldogue e que devia ser detida.
O que ele faria com muito prazer se não tivesse uma semana recheada
de NIEMs que só lhe davam tempo para comer e dormir. “Não toque nele, não toque nele”, Harry pensava histericamente,
enquanto observava os sonserinos que estudavam em grupo em uma das
mesas da biblioteca. “Vadia!”, sibilou em pensamento, quando viu a
monitora da Sonserina se inclinar sobre Malfoy, perguntando algo sobre
o que liam. O loiro cerrou os olhos como se controlasse, antes de
responder a ela. Hermione desviou seu olhar, apertando suas bochechas e virando
seu rosto para o seu. - Harry! – sussurrou
Mione em tom nervoso – Foque-se, foque-se! Ron levantou a cabeça do seu livro confuso. - Está preocupado
com o jogo, Harry? Não se preocupe, eu estou montando uma jogada muito
boa! – sorriu mostrando um pergaminho rabiscado. Hermione ficou furiosa e estreitou os
olhos castanhos para o ruivo, e fez o mesmo com ele, batendo as mãos
nas duas bochechas sardentas e virando seu rosto para si. Ron ficou
imediatamente rubro. - Foque-se, Ron.
Foque-se! oOo Quando o fim de semana chegou, junto com o final dos exames, Harry
decidiu não perder tempo e tirar essa história a limpo. E só havia
um jeito de pegar Malfoy sozinho. Esperando-o na porta do banheiro
masculino. Então montou guarda poucos metros dele, seguindo o loiro logo que
este saiu. Usando a sua capa de invisibilidade, Harry pegou a mão
do sonserino e foi puxando-o até uma sala vazia. Malfoy fez menção
de pestanejar, mas sua mente identificou antes de quem se tratava.
O grifinório trancou a porta com um feitiço e tirou a capa, virando-se
para o outro. - Francamente Potter,
eu nem acabei de sair direito do meu NIEM de Feitiços! – ergueu uma
sobrancelha e cruzou os braços – Não pode se segurar nenhum minuto
a mais? – disse com voz sensual, se aproximando e colocando as mãos
próximas do cós das calças do outro. Harry pegou seus pulsos e tirou suas mãos
dali, com uma expressão séria no rosto. O loiro fechou a cara, não
gostando daquilo. - Depois, Malfoy. - Depois? – livrou
seus pulsos, ofendido. – Espero que seja nenhum motivo idiota dessa
vez. - Muito bem. – disse
sem delongas – O que há entre você e Pansy Parkinson? Draco franziu o cenho, achando que não
havia ouvido direito. Qual era a história da vez? - O que... Pansy
é minha amiga, o que mais seria? - E sua ex-namorada.
– acrescentou Harry. - Sim. E qual o
problema com isso? – respondeu com tom de escárnio, não fazendo idéia
de onde o outro queria chegar. - Problema? – guinchou
– Parkinson é o problema!
– sibilou histérico – Ela vive perto demais de você, se pendurando,
abraçando, cochichando... tocando! – terminou com uma veia saltando
na testa. - Mas ela sempre fez isso, Potter. Não sei por que
se incomodar com isso agora! - Acontece que ela
anda fazendo pior essa semana, pode imaginar o porquê disso, Malfoy?
– perguntou num tom sarcástico que definitivamente não combinava com
o grifinório. - Talvez ela esteja.
– o loiro admitiu subitamente desconfortável – Mas caia na real. Nós
terminamos faz uns dois anos. - E por quê? – viu
o ar de confusão do outro e repetiu – Qual o motivo de terem terminado
se são tão próximos? - Isso não é da
sua conta, Potter. – ele corou um pouco. - Malfoy... – começou grave, em um tom de
advertência: não cutuque o leão. - Oh, certo. – rodou
os olhos cinza e bufou – Esse era o problema, éramos próximo demais.
Tínhamos... – gesticulou evasivamente, como que procurando a palavra
na sua mente – Muitas coisas em comum e somos parecidos demais. Satisfeito? - É isso? – viu
o loiro confirmar com a cabeça e lançou-lhe um olhar incrédulo – Por
favor, Malfoy, ninguém termina porque tem coisas em comum! - Eu sim! – bateu
o pé e pôs as mãos nos quadris, incomodado demais para explicar o
que mais havia – Olhe Potter, eu não tenho de ar satisfações da minha
vida. Sabe por quê? – um sorriso sarcástico adornou-lhe seus lábios
– Porque você não é meu namorado. – o outro fez menção de responder,
mas o interrompeu – Apesar do que sua cabeça grifinória fantasia! E com isso destrancou a porta e deixou
a sala, se misturando a um grupo que se encaminhava para o jantar
no Salão Principal. Harry chutou uma cadeira e blasfemou para o nada.
Cruzou os braços e permaneceu assim, pensativo. Okay, se Malfoy pretendia agir
assim, ele também ia! Decidiu teimosamente, também
seguindo para o jantar. oOo Draco sentou com estrépito entre Blaise
e Pansy na mesa do jantar. O garoto olhou de esguelha para ele, ainda
culpando-o pelo seu recente fiasco amoroso. A amiga interrompeu sua
conversa sobre a organização da festa com outra sonserina e se virou
para ele, perguntando o que era. Se bem que de alguma forma já imaginava
quem envolvia. - Primeiro vem com
um papo de namoro, – soltou de imediato – e agora vem com papo ciumento! - Quem vem com o
que? – Blaise se virou, subitamente interessado no assunto. - Não é da sua conta,
Zabini. – cortou ácido. - Ooooh. – começou
Pansy, com sua voz manhosa – Está realmente te irritando não é, Draquinho
querido? – deu um beijo estalado próximo ao ouvido do loiro e o abraçou. A reação, como nas outras vezes foi instantânea.
Mas Draco já estava aprendendo a segurar-se para não dar o mesmo vexame
da aula de Poções. O resultado
era que o loiro se afastava de súbito, assim que chegavam muito perto,
fazendo todo mundo começar a achá-lo pirado. - Merda, Pansy!
– afastou-se abruptamente – Porque continua fazendo isso? A semana
todinha! - Mas é tão engraçado,
Draco! – desatou a rir – Precisa ver. Você se arrepia todo como um
gato escaldado! - Merlin... – suspirou e esfregou seu pescoço
– Só pode ter sido alguma maldição que me lançaram. Quando eu pegar
o infeliz que fez isso... – deixou no ar, entortando um garfo com
a mão. Não conseguia entender, toda a região
do pescoço, nuca e próxima às orelhas estavam sensíveis. A sensação
de qualquer toque ou aproximação íntima começava com um formigamento,
então uma corrente elétrica que percorria sua espinha e resultava
em uma vontade tremenda de gemer. Já chegava ao seu limite e achava
que finalmente seu corpo teria uma trégua não fazia nem uma hora atrás.
Claro que Potter e suas paranóias tinham de estragar tudo! Draco não tivera tempo de procurar sobre isso, como ninguém mais
tinha tempo com os exames. Estava começando a ficar constrangedor,
se bem que o boato sobre o quão sensual parecera na aula de Poções não lhe incomodava tanto assim. Afinal, ele sempre fora irresistível. - Eu acho sexy.
– Blaise disse, lançando-lhe um olhar malicioso. - Achei que ainda
estava chorando as pitangas por causa do grifinório. – retorquiu dando-lhe
um olhar entediado. - E estou. – fechou
a cara – Continua sendo sua
culpa. Draco, tendo ouvido a mesma ladainha pela
semana toda também, virou os olhos para cima. Decidindo deixar de
lado, pegou o que queria das travessas mais próximas. Pansy olhou
desaprovadora para seu prato, pegou as verduras quase intactas na
mesa e recheou metade dele. O loiro fez cara feia, mas nada disse,
comendo tudo. Como Potter tinha a audácia de falar que
tinha algo com Pansy? A amiga era praticamente uma versão mais nova
e morena da sua mãe, que levara ao pé da letra o pedido da mesma de
“cuidar muito bem do seu querido dragãozinho”. E dava arrepios em
Draco só de pensar em casar com a própria mãe. oOo Sábado a escola inteira se reunira no
estádio de Hogwarts, para assistir o último jogo do ano letivo. Ainda
que torcesse como muitos sonserinos a favor da Corvinal, Draco não
se surpreendeu quando Potter apanhou o pomo de ouro. Como
todos os jogos, amargou, lembrando do quanto havia se empenhado
no último jogo da Sonserina contra a Grifinória. Havia até usado truques
sujos como apalpar o outro apanhador e encostar seus quadris enquanto
disputavam lado a lado a captura do pomo. - Draco querido,
está um pouco quente para usar gola alta. – Pansy disse ao final da
partida, checando o modo como se vestia. - Está maluca? –
e ergueu mais a gola da sua camisa – Viu quanta gente tem nessa arquibancada?
Eu que não vou arriscar! - Acho que está
na hora de pedir ajuda de Snape, se for mesmo algo relacionado à magia. - É a primeira coisa
que irei fazer amanhã... – murmurou – Espero que ele não pense que
enlouqueci. - Não se preocupe.
O máximo que deve achar é que você deve ser ninfomaníaco. – riu, recebendo
um olhar enfurecido – Vamos, tenho de ajeitar os últimos detalhes
da festa! Deu uma última olhada para a grama antes
de seguir Pansy, e seu olhar cruzou com o de Potter, que então sorriu
e abraçou uma companheira de time de quem não lembrava o nome. O loiro
estreitou os olhos e virou-se afetadamente, seguindo a amiga. A festa aconteceu pouco mais tarde, para
despedida dos alunos do sétimo ano e também com o intuito de integração
das casas, que havia crescido depois da guerra. Draco ficou um pouco
afastado em um canto, por precaução, segurando sua cerveja amanteigada
e observando Potter abraçar toda e qualquer garota que chegasse perto. Naquele momento ele circulava os ombros
de Lilá Brown, que dava risadinhas. O grifinório olhou para ele, como
se para checar se estava vendo. Draco blasfemou baixinho e tomou um
bom gole da cerveja. Pansy se aproximou dele, olhando para a mesma
direção. - O que ele está
fazendo? – perguntou para o outro sonserino. - Tentando me fazer
ciúmes. – respondeu indiferente – Não está funcionando. – esclareceu,
quando a garota ergueu uma sobrancelha bem desenhada para ele. Ao contrário, estava. Porque Potter agora havia se aproximado de Gina Weasley e
mantinha uma mão no seu braço desnudo. Aquilo era golpe baixo demais
para Draco. Além de ser uma ex do grifinório, era como se comparasse
seu nível ao de um Weasley. E aquilo Malfoy nenhum suportava! Desviou o olhar e se dirigiu para a mesa
de quitutes, enfiando alguns salgadinhos na boca e se servindo de
ponche colorido. Um outro loiro o encarou do outro lado da mesa e
sorriu quando o encarou de volta, se não se enganava era um lufa-lufa.
Mas nunca lembrava os nomes dos alunos dessa casa. - Eu sou Zacharias
Smith. – o outro disse, como que adivinhado pela sua expressão. - Certo... Aquele
jogador da Lufa-Lufa. O garoto assentiu com a cabeça sorrindo
e se aproximou, tomando aquilo como uma aceitação para uma conversa.
Draco não se importou, não havia mais tanta aversão aos alunos daquela
casa, e ter de agüentar aquela festa sem conversar com alguém seria
pedante. Um som de risos femininos estourou, fazendo-os
virarem para um bom grupo de garotas que estavam em volta de Potter,
que parecia estar contando uma de suas aventuras. O sonserino balançou
a cabeça, incrédulo, aquele idiota havia bebido? Achava que apenas
elfos domésticos ficassem bêbados com cerveja amanteigada. - Bastante popular,
não? – Smith disse. - É patético, isso
sim. Potter mal sabe se vestir, cuidar do cabelo e definitivamente
não entende de moda. – disse com arrogância, torcendo seu nariz arrebitado
– Além de ser grosseiro e não sabe se portar em público. Não sei o
que podem ver nele! - Oh, deve ter nada
a ver com o fato de ter acabado com Você-Sabe-Quem.
– o outro respondeu em tom de riso. - Bom argumento.
Mas é apenas isso que os atraem, essa aura de heroísmo e fama. Fora
isso ele nunca foi muita coisa. – completou, dando um gole de sua
bebida. - Concordo, mas
não nego que é atraente de alguma forma. – e se aproximou antes que
Draco percebesse, falando próximo ao seu ouvido – Mas você faz mais
meu tipo, Malfoy. O sonserino deu um pulo para o lado, havia
baixado sua guarda novamente. Espere
um minuto... - Desculpe. – disse
polidamente – Por acaso está flertando comigo? - Creio que sim.
– sorriu de forma charmosa, pendendo a cabeça para o lado. Então Draco o viu ajeitar sua cabeça de
volta, olhando temeroso para além dele. Franziu o cenho e virou-se,
dando de cara com Potter, que tinha uma expressão de poucos amigos.
O sonserino olhou para os lados, não acreditando que havia se aproximado
dele sem mais nem menos no meio da presença de metade da escola. Assumiu
sua expressão mais fria e de desprezo que conhecia. - Potter. O que
você quer? - Conversar... –
lançou um olhar duro para Smith, que se remexeu incomodado – A sós. Odiou-se por seguir o grifinório, mas
o fez até que ele parou em um canto mais afastado ainda da maioria
dos participantes da festa. - Agora são lufa-lufas,
Malfoy? – sussurrou. - Do que está falando,
Potter? A cerveja afetou seu cérebro? – respondeu no mesmo tom. - Não finja que
não sabe do que falo, tem feito isso a semana inteira! - A única coisa
de que me lembro de ter feito nessa semana foi estudar e meus NIEMs. - Está me punindo,
é isso? - Punindo, Potter?
– guinchou – Oh, eu bem que deveria. Precisava apalpar a Weasley daquele
jeito? - Sabe por que estava
fazendo aquilo. – empertigou-se – Você merece por não me deixar saber
tudo! - O que quer? –
suspirou, cansado e tendo comichões pelo corpo só de estar próximo
ao outro. - Saber por que
terminou com Pansy. Eu não acredito naquela resposta. -Mas é verdade,
por que... – parou, vendo o olhar de expectativa dele – O que temos
em comum é que gostamos de garotos, Potter. Nós até apreciávamos os
mesmos tipos. – um rubor cobriu as faces pálidas de Draco. A boca do grifinório pendeu, ficando em
um silencioso estado de choque por alguns segundos. - Você é gay, Malfoy? - Até onde eu sei
você também, Potter! – sibilou irritado. - O que quero dizer
é... Você já era antes de nós... De nós, você sabe. Draco apenas confirmou balançando com
a cabeça, e ele pegou o loiro pelos ombros, chacoalhando-o como uma
boneca de trapos. - Gostava de outros
homens? – perguntou desesperado, não se importando de baixar a voz
– Quem? Quero saber quem! Snape é um deles? Você já teve alguém antes
de mim? Achando aquilo demais, Draco se soltou
bruscamente e encarou furioso o moreno a sua frente. - Potter, o fato
de você ser gostoso, e estar transando comigo não lhe dá o direito
de me perguntar uma coisa dessas! – gritou a plenos pulmões, antes
que sua mente processasse onde estava. Então a música parou como se o disco tivesse
sido arrancado, as vozes também pararam, enchendo o salão com um silêncio
constrangedor. O som de algo pesado caindo se fez ouvir e logo após
uma voz feminina gritar “Ron”. Draco se virou lentamente para o resto
da festa, que naquele instante permanecia olhando para eles dois,
muitos boquiabertos. Soltou um gemido baixinho e se virou para a parede,
começando a bater a testa ruidosamente. Harry soltou uma risadinha não muito convincente
e ergueu as mãos. - Isso que vocês
acham que ouviram, não é o que ouviram.
– sua voz tremia – Não exatamente. Merlin,
Potter só iria piorar a situação. Realizou, pegando a mão do grifinório
e os tirando dali. Percorreu o salão de cabeça baixa, enquanto Harry
ainda tentava se explicar de forma desastrada. oOo Entraram na sala comunal da Sonserina,
após Draco dar a senha para uma parede de pedra. Encontraram Blaise
Zabini olhando com uma expressão de abandono para a lareira. Virou-se
para eles. - Zabini, porque
não está na festa? – perguntou Harry. - Oh, longa história...
– suspirou – Eu estava me encontrando com... - Você conta depois.
– cortou Draco em tom de urgência – Não deixe ninguém entrar no nosso
dormitório. - Eu não sei se
devia lhe fazer esse favor. – Blaise respondeu seco, olhando para
as unhas. - Por Salazar Slytherin!
– explodiu, jogando as mãos para cima. Então se acalmou – Depois te
ajudo a voltar com o tal de Finnigan, okay? - Feito. – sorriu,
acenando para os dois. - Ótimo! E antes que Harry perguntasse sobre Simas
Finnigan, Draco o puxou pelos corredores e o empurrou em um quarto
que imaginou ser dele. O loiro trancou a porta e postou-se na frente
dele, com as mãos nos quadris e estreitando os olhos cinza. - Okay. Tive o bastante
nessa semana! - Apenas você, Malfoy?
– cruzou os braços – Pergunte como foi a minha, vendo você se engraçar
com outros na minha frente. Mostrando aquelas expressões, que só eu
tenho direito de ver, quando chegavam perto de você! - Isso não é minha
culpa! – gritou – Alguém lançou alguma maldição em mim, está sendo
muito enervante... – parou. Sua mente processou certa informação –
Diga Potter, naquele último fim de semana você estava bastante entusiasmado
em atacar minha nuca, não? - Sim... – não pode
evitar sorrir ao lembrar – Eu tinha passado duas semanas só esperando
a hora de provar aquele pedaço. Mas o que isso tem a ver? – franziu
o cenho. - Tem a ver que
você é o culpado da minha semana ter sido um inferno, idiota. – respondeu
seco, indo até a sua cama e sentando nela. Retirou a camisa que usava, mostrando seu torso nu. Harry passeou
os olhos verdes por eles, começando a salivar. Foque-se. - Você me fez ficar
sensitivo aqui. – indicou a região do pescoço, ombro e nuca – Qualquer
um que me toque ou chegue muito perto me faz ter esses malditos...
Arrepios. – grunhiu – Pansy achou engraçado e decidiu me provocar
a semana toda. - Eu fiz isso? –
perguntou hesitante, aproximando-se e sentando do seu lado na cama. - Só pode ser. Porque
começou logo no dia seguinte que nos encontramos. – exasperado, passou
os dedos pelos fios loiros, afastando-os do rosto – Como sempre, você
só me causa problemas. - Então... – o ignorou,
se aproximando mais e inclinando-se sobre ele – Quer dizer que se
eu fizer isso, vai ficar muuuuuito excitado? E com isso mordiscou a curva entre o pescoço e o ombro, fazendo
Draco gemer alto. As mordidas viraram lambidas e beijos, e o loiro
se sentiu derreter, deitando na cama com Harry se posicionando em
cima de si, atacando outro lado do pescoço. Logo tudo que Draco queria
dizer e acusar, por ter feito passar vergonha em plena aula de Poções,
ficou no fundo da mente dele. Porque tinha um moreno quente sobre si,
com suas mãos e boca em todo lugar de seu corpo, fazendo-o se sentir
nas nuvens. Merlin, ele estava precisando mesmo
daquilo. Harry se encaixou entre as pernas do loiro,
movendo seus quadris e o outro o imitou, criando uma fricção deliciosa.
Sua boca percorreu o caminho até os lábios finos de Draco, tomando-os
em um beijo profundo e lento. Entrelaçando seus dedos, os elevou até
acima da cabeça loira, batendo em algo fofo. Desfez o beijo e ergueu a cabeça, tentando
distinguir algo na meia escuridão do dormitório. Um sorriso maroto
apareceu no seu rosto, identificando o urso branco gigante que havia
comprado em Hogsmeade. Draco virou a cabeça para trás, seguindo seu
olhar. Então corou, virando o rosto para o lado. Ouviu a risada de
Harry próximo a seu ouvido, sentindo o arrepio percorrer até sua pontinha
do pé. - Achei que tivesse
jogado ele fora. – fez uma cara de falsa inocência. - Eu ia. – resmungou – Mas foi a única coisa
que me fez dormir. – admitiu, ruborizando mais ainda. - Então você realmente
gosta de dormir abraçado! – concluiu, em um tom de satisfação imensa
– Isso significa que estamos namorando? O sonserino virou seu rosto para ele,
ponderando em silêncio. - Nessa cláusula
de namoro está incluso proteção a nucas sensíveis? -Totalmente. – disse
com voz rouca – O engraçadinho que chegar perto ou te tocar vai ter
de se ver comigo. Mergulhou o rosto na curva do pescoço
longo, sentindo braços lhe envolver e mãos bagunçarem seus cabelos
castanhos. Nos minutos seguintes suas roupas estavam espalhadas no
chão, e o quarto do sétimo ano da Sonserina era preenchido por altos
gemidos e ofegos. O que fez Blaise na sala comunal agradecer com um
sorriso na cara o fato de terem esquecido de lançar um feitiço de
silencio. oOo Uma hora e pouco depois eles estavam no
caminho de volta à festa, andando lado a lado, como se dessem bem
por anos. Harry não cabia em si de felicidade, praticamente esquecendo
os eventos recentes e sentindo-se mais leve. Empurrou o ombro de Draco
com o seu, e outro o imitou, não detendo também um sorriso nos lábios
finos. - Eu acho essa coisa
de sensível bastante sexy, sabia? – disse, estalando um beijo no pescoço
agora descoberto do loiro. - Aposto que sim.
– murmurou, empurrando-o. - Ali estão eles!
– alguém gritou, interrompendo-os. E viram Ron e Hermione no meio do corredor.
O ruivo parecia furioso e avançava decidido, tendo como alvo Draco,
ignorando os chamados desesperados da amiga. - O que você fez
ao Harry, maldito? – vociferou. E as mãos hostis dele voaram para o pescoço
alvo de Draco. O estremecimento familiar percorreu o corpo do sonserino,
que não conteve um gemido alto, bastante parecido com aquele que havia
parado toda a classe de Snape. Ron tirou suas mãos dele como se queimasse,
para então olhar para elas e para o loiro. Este se deixou cair ajoelhado
no chão, ficando em um estado catatônico. - Eu juro que fiz
nada com a doninha! – o ruivo disse desesperado. Harry se ajoelhou perto de Draco e sacudiu
a mão na sua frente, chamando-o baixinho pelo nome. - Você está bem?
– perguntou cauteloso. - Um Weasley, um...
Weasley... – murmurava freneticamente, olhou para Harry e sacudiu
seus ombros – Eu senti... com um Weasley! Era aterrorizante, podia jurar que ao
menos quatro gerações de Malfoys haviam se remexido nas tumbas. Levantou-se
de súbito e encarou o amante friamente. - Está decidido.
A partir de hoje você não pode tocar de forma alguma minha nuca, Potter!
Não até eu me curar dessa maldição! - O que? – Harry
se desesperou – Não, você não pode! - Eu posso sim!
– bateu o pé. Hermione e Ron viram Malfoy se afastar,
sendo seguido por Harry, que implorava de uma forma que nunca haviam
visto fazer antes, quanto mais para um sonserino. O ruivo olhava sem
entender, ainda com as mãos espalmadas erguidas. A amiga estalou a
língua, sacudindo a cabeça castanha. Apoiou sua mão no ombro do garoto. - Ron, eu acho que
preciso te dizer algo que devia ter dito faz muito tempo. Ele assentiu com a cabeça, abobado, e
ela o guiou para a torre da Grifinória. Finite Incantatum “Hold me
Hold me up so high
And never let me down
Hold me
Hold me up so high
To touch the sky
Just one more time
Take me in your arms tonight”
The Cure Finalizada em 25/Outubro/2006 N.A.: Oh, será que ainda sei escrever lemon depois de tanto tempo? XD A idéia do fetiche foi tirada de um mangá yaoi que li há anos,
“Rifle Scope”, dos meus favoritos. Nele, o seme se descobre fascinado
pelas várias pintas do amante uke, passando a beijar cada uma delas
durante a lemon. No fim o coitado do uke fica tão sensível, que tinha
reações quando alguém tocava alguma de suas pintas, resultando num
seme muito ciumento. Para os leigos em Yaoi:
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