Gravity
Harry foi jogado contra a parede, enquanto Malfoy deslizava para fora do sofá, segurando seu pescoço e tossindo violentamente. Abriu os olhos, sentindo uma dor lancinante na base da nuca, onde havia batido. Seus óculos tinham caído, e a sua vista estava embaçada, mal distinguindo os dois vultos a sua frente. Tateou o chão a procura deles, colocando no rosto quando encontrou. Focou seus olhos verdes na figura loira vestindo roupas largas, agachado no chão e lutando contra a falta de ar. Atrás dele, em pé e perto da lareira, estava uma mulher de cabelos negros e olhos cinzentos. Harry suspirou aliviado e encostou as costas na parede, tonto demais para se levantar. Malfoy se acalmou, tossindo vez ou outra com seu rosto completamente rubro. A mulher guardou sua varinha e colocou as mãos nos quadris, olhando de Harry para o outro garoto. E então deixou os braços caírem, ficando com a boca ligeiramente aberta. - Harry... O que Draco faz aqui? a voz dela tinha uma nota trêmula. O sonserino pareceu finalmente notar a presença de uma terceira pessoa naquele lugar Monstro não contava exatamente como uma pessoa, contava? , franzindo as sobrancelhas e olhando confuso para a figura da garota. Parecia estar tentando puxar algo da memória e entender porque aquela estranha falara seu nome de batismo com tanta intimidade. Harry até entendia sua confusão, Tonks a cada dia vinha mudando mais e mais, estava começando a assustá-lo. Levantou-se do chão e pegou a bolsa que largara a pouco em uma das cadeiras e puxou as roupas de lá. - Lembra-se da garota que te falei Tonks? Harry esperou até que ela acenasse silenciosa com a cabeça, então lhe mostrou as roupas femininas Advinha quem era. Não era quem eu esperava, mas passou muito perto! disse com uma nota sarcástica na voz. - Do que está... e então parou, realizando sobre o que falava Como? - Polissuco. - O Ministério está fazendo um cerco pesado em relação a essa poção, Harry. disse olhando cautelosamente para as roupas na sua mão. - Bem, não deve ser difícil conseguir, - nisso encarou o loiro ainda no chão, os olhos verdes brilhando atrás das lentes redondas uma vez que se tem um mestre em poções como aliado. Não estou certo, Malfoy? - Não é da sua conta, Potter! o sonserino rilhou os dentes. - Draco... Tonks chamou a atenção do sonserino. - E quem diabos é você para me chamar pelo meu nome? Malfoy vociferou virando-se insolente para ela. - Oras! ela disse num tom irritado e bateu o salto no assoalho Não reconhece a sua única prima por parte de mãe? Silêncio. O rosto do loiro passou da confusão para o reconhecimento, então para uma careta de terror. Cobriu o rosto com as mãos e gemeu: - Você não... - Oh, muito obrigada pela recepção! ela jogou os cabelos para o lado e cruzou os braços Não era exatamente essa reação que tinha quando me recebia em sua casa, primo. - Bem, eu só tinha seis anos. descobriu o rosto e soltou uma risada de escárnio E foi antes de meu pai proibir sua mãe amante de sangue-... - Olhe bem o que vai falar Malfoy. Harry puxou a varinha e apontou para o loiro. - ...trouxas, revirou os olhos de freqüentar nossa mansão. - Desculpe interromper a reunião familiar, mas podemos nos focar na situação aqui? Os dois olharam para Harry e então se deram as costas, cruzando os braços, parecendo duas crianças birrentas. Monstro ficando mais e mais confuso decidiu ir para a cozinha, murmurando mal humorado algo sobre fazer o jantar. - Okay, Malfoy. começou, suspirando Vamos as minhas perguntas. - Ha ha ha. Qual das palavras eu não vou falar não entendeu, Potter? - Eu entendi perfeitamente. E a priminha aqui pode levá-lo direto a Azkaban. Malfoy estremeceu a menção da prisão de bruxos e ficou quieto, parecendo reconsiderar. Harry e Tonks se encararam por breves segundos, e como o loiro falou mais nada continuou: - Quem andou se disfarçando de Gary? Goyle? Crabbe? Um de seus amiguinhos sonserinos? a voz de Harry tinha uma nota sarcástica que definitivamente não combinava com seu jeito grifinório de ser Onde estão Gary e Sophia? Ou imagino os corpos deles? Nisso, foi interrompido pela risada de Malfoy, que continuava sentado ao chão, o cotovelo no sofá e bagunçando os fios loiros. Algo estalou na cabeça de Harry, lembrando-se do modo como o maldito ria e zombava da sua cara em Hogwarts. Seguindo seu impulso, o grifinório agachou-se próximo dele e agarrou um punhado de fios lisos da sua nuca, puxando seu rosto para cima. Tonks deu alguns passos na direção deles, apreensiva. Os olhos verdes chispavam de raiva. - Qual é a graça, Malfoy? - Sua ingenuidade Potter... mesmo com a dor, não se deixava ser subjugado Você me acusa de ser preconceituoso, de odiar sangue-ruims. Mas já prestou atenção em si mesmo? um sorriso sonso bailava nos lábios de Malfoy, visivelmente tentando não gemer de dor Você realmente acredita que todos os sonserinos são bruxos sem índole, que não passam de jovens Comensais em treinamento? - E não é a mais pura verdade? Afinal, Voldemort... viu satisfeito o outro estremecer a menção do nome de seu Lorde pretende seguir os ideais de Salazar Slytherin, não é? - Não foi algo que seu querido Weasley colocou na sua cabeça assim que ficaram amiguinhos? Muito bem, ali estava algo que não podia negar. Ao invés de responder fechou mais os dedos, puxando os fios loiros e fazendo-o finalmente soltar um gemido baixo e semicerrar os olhos claros. - Qual seu maldito ponto, Malfoy? - Pode acreditar ou não, mas não tenho visto gente a que possa chamar de amigos nesses últimos meses, Potter. - Solte-o, Harry. Não há necessidade disso. O olhar repentinamente sério de Malfoy e seu tom amargo, mais a voz suplicante de Tonks o fizeram afastar a mão livrando os fios e sentindo a textura macia deles enquanto o fazia. Mas não se afastou, para o desconforto do loiro. - Ficariam surpresos de saber que jovens Você-Sabe-Quem anda recrutando. massageou atrás da cabeça, continuando a falar Snape é bastante protetor com os estudantes da casa da Sonserina. - Está tentando dizer que... por alguma razão, Harry lembrou-se do homem que traíra seus pais, Petter Pettigrew. - Aqueles dois, Gary e Sophia, não foram usados, não foram manipulados através de Imperius, eu não guardo seus corpos debaixo da cama. - Eles são Comensais. Tonks concluiu ainda de pé atrás de Harry. - Engenhoso, não acham? disse Malfoy, ao ver a expressão incrédula do grifinório Em um mundo onde costumam separar o joio do trigo, gentis lufa-lufas se tornam bruxos das trevas. Como vários eles foram seduzidos pela poder que o Lorde lhes prometeu. - Como você foi seduzido, Malfoy? O outro não respondeu, apenas sustentou seu olhar intenso de trás das lentes redondas, as narinas fremindo, parecendo tentar se controlar. Um silêncio se seguiu, até que Malfoy desse um de seus sorrisos sarcásticos. - O mundo não é preto e branco como você acredita Potter. Nada é o que parece. - Muito bem, então eram seus aliados. Tonks interferiu, antes que Harry decidisse atacá-lo mais uma vez. - Eu não os chamaria exatamente disso. quebrou o contato com os olhos de Harry e esparramou os braços no sofá atrás de si. - Aquele garoto a essa altura já deve ter contatado aquela serpente traiçoeira do Snape, ou corrido para aquela sua tia pirada e os cães de Voldemort! vociferou pondo-se de pé e abrindo os braços, exasperado. E então franziu a testa ao ver Malfoy negar veemente com a cabeça. - Nenhum deles sabe onde estou. Se ele abrir a boca, vai ter de arcar com sérias conseqüências. - Então os boatos da sua fuga são verdadeiros, Draco? Tonks sentou-se no sofá, próxima do primo, inclinando-se para poder encará-lo. - E você vai acreditar nas mentiras desse cretino, Tonks? Snape deve saber muito bem onde ele se encontrava! - Aposto que sim... deu uma risada amarga e encarou Harry mais uma vez sabia que ele pode ler mentes, Potter? Harry sabia muito bem, desde seu quinto ano, mas não lhe respondeu. Imaginou se Snape havia lhe falado sobre suas aulas de Oclumência, do ódio que ainda devia sentir por ter conseguido invadir memórias proibidas. Sem falar mais nada se jogou em uma poltrona, os olhos raivosos sem se desviar do rosto abatido do sonserino. Tonks o incentivou a contar mais. E Malfoy contou a história do casal de namorados Comensais da Morte. Um ataque pra qual foram designados e no qual o sonserino também participara, e dera errado. Sophia fora atingida por vários aurores presentes no ataque. Os dois recolheram a garota e fugiram, descobrindo que ela se encontrava em coma. Ficaram vários dias escondidos em uma floresta, em uma região do interior, próxima a vilarejos trouxas. Ficaram assim até que Malfoy viera com uma proposta, nenhum dos Comensais ou a família de Sophia na Romênia ficou sabendo do estado dela. Gary voltara para o abrigo dos Comensais mentindo que Malfoy havia fugido no meio do ataque, o que pareceu não surpreendê-los e apenas fazendo justificar a raiva que tinham dele, uma vez que falhara na missão de Hogwarts. Harry entendeu o porquê de Malfoy lhe perguntar se sabia que Snape lia mentes. Gary retirava ingredientes para polissuco do estoque do professor de poções, mas o homem nunca lhe perguntara nada ou mostrava saber que havia coisas faltando. O garoto trazia junto com os fios que aparava da cabeleira da namorada, para que Malfoy pudesse preparar a poção no quarto que hospedara no Caldeirão Furado. Então ele chegou à parte em que Harry aparecia várias manhãs na hospedaria sua curiosidade deixando Malfoy cada dia mais nervoso. A ponto de se arriscar a passar uma tarde em sua companhia, tomando várias doses de poção, para que o grifinório desistisse de vez e os deixasse em paz. Quando encerrou seu relato, Harry fez um som incrédulo e sentou-se ereto na poltrona, fazendo os outros dois olharem para ele. - Se toda essa besteira é verdade, Malfoy, porque se arriscou ficando no Beco Diagonal? O loiro olhou para Tonks, como se pedisse ajuda. Mas então suspirou e desviou o olhar, encarando o tapete sujo e felpudo a sua frente. Era impressão de Harry ou Malfoy realmente parecia estar embaraçado com aquela pergunta? - Eu... estava tentando arranjar um jeito de ver minha mãe, ou ter alguma notícia dela. nisso voltou a fitar a prima, com um olhar que nunca tinha visto no rosto de Draco, suplicante Eles me deixavam trancado por dias naquele lugar, não me permitiam mandar nem um pedaço de pergaminho com uma simples nota! A auror mordiscou o lábio inferior, olhando para o primo, indecisa. Então o silêncio foi quebrado pelo relógio escandaloso que se encontrava naquela sala. O quadro da sra Black começou a gritar, blasfemando e dando a Harry nomes que fizeram até Malfoy arregalar os olhos, horrorizado. O moreno apenas cerrou os olhos e contou até dez, resistindo à tentação de correr para o saguão e gritar de volta para a mulher indigesta. - Está tarde, já são nove horas. Tonks se levantou, com o olhar fixo no relógio. Então se virou para Harry, com uma expressão preocupada Vocês vão ficar bem aqui, não vão? - Vocês...? então entendendo o que significava, bufou exasperado Ele não vai ficar aqui, não mesmo! disse apontando para o outro garoto. - Draco não tem onde ficar, não posso levar ele comigo! Estão seguros aqui por enquanto, pode chamar a mim, Moody, Remus ou Shakebolt. - E vai deixar ele comigo? então baixou a voz num sussurro, para que apenas Tonks escutasse E se for um Comensal? - Onde está a varinha dele? Harry tirou as duas varinhas guardadas no seu bolso e as mostrou para a auror. Ela acenou com a cabeça e o mandou voltar a guardar. - Olhe para o Draco, está fraco, tem a sua idade, e mesmo que não concorde comigo Harry, está com medo. Relutante, o garoto olhou para o loiro, que se levantava com custo e espanava a sujeira das roupas largas. Odiando a si mesmo, voltou a encarar Tonks e concordou com a decisão. - Peça para que Remus venha amanhã. Sem responder ela desaparatou, sumindo da sua vista. Virando-se viu Malfoy fitar a lareira com interesse. Harry sorriu com prazer. - Esquece Malfoy, não está ligada a rede de flu. Apenas ligam quando um dos aurores que eu conheço vem aqui. - Eu pensei em nada. respondeu dando de ombros, não parecendo muito convincente Agora que tal ser um bom grifinório e mostrar sua hospitalidade? Harry estreitou o olhar e pressionou os lábios, mas decidiu dizer nada. Passou por ele e o agarrou pelo braço, puxando-o para fora da sala e ignorando seus protestos. A pintura da sra Black voltou a blasfemar a plenos pulmões quando viu o garoto de cabelos escuros, mas parou ao perceber o outro, olhando-o muito intrigada. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Harry puxou o cortinado negro, cobrindo novamente o quadro. Nem experimente sua velha estúpida! oOo Os dois garotos se encontravam na cozinha, sentados em lados opostos da mesa, mas não tão longe. Esperavam Monstro servir em seus partos, entre resmungos, uma sopa que depois de semanas ali pareceu a Hary ter uma aparência melhor que costumava ter a comida do elfo. Experimentou uma colherada. E tinha um gosto bem melhor do que a comida intragável dele costumava ter! Olhou indignado para o elfo doméstico, que fingiu não perceber e continuou a se arrastar resmungão pela cozinha. Não acreditava aquele tipo de injustiça até na sua própria casa? Cansado demais para discutir com um elfo, voltou a tomar sua sopa, olhando para o outro garoto de esguelha. Draco tinha uma postura ereta, tomando sua sopa como se estivesse em um dos jantares sociais que deviam servir na Mansão Malfoy. Mas aquilo não escondia quanta fome estava sentindo, mesmo tendo se empanturrado de doces a custa dele naquele mesmo dia. Observou a compleição quase doente, a pele pálida, mas sem brilho, os ossos proeminentes dos ombros. As roupas só aumentavam sua magreza. Suspirando, Harry alcançou uma broa e jogou na direção dele. Malfoy sobressaltou-se como um gato assustado, então respirou fundo e pegou, murmurando um obrigado quase ininteligível antes de arrancar um pedaço e enfiar na boca. Permaneceram em silêncio até que Harry terminou sua sopa e apoiou os cotovelos na mesa, observando o elfo abastecer pela terceira vez o prato do loiro. - Onde estão Bellatrix e Snape, Malfoy? O sonserino largou ruidosamente a colher e esfregou a testa e rindo baixinho, como se não acreditasse no que acabara de ouvir. - E acha mesmo que eu contaria a você, Potter? - Não, nunca achei. disse sincero, sem deixar de encará-lo. - Bem... Foi uma boa tentativa. com relutância ergueu os olhos cinza, encontrando os verdes e então suspirando pesaroso Eu preciso de um banho. oOo Fora um longo e cansativo dia. Harry desabou sentado em uma das camas do quarto, esfregando o cabelo escuro e que apontava para todos os lados com uma toalha pequena. Olhou para o quadro vazio na parede, imaginando onde o seu ocupante tagarela estaria. Estava no segundo andar, no quarto onde Ron e ele costumavam ficar quando estavam hospedados junto com a Ordem da Fênix. A cama onde estava sentado era a que o amigo ruivo sempre escolhia, não queria nem imaginar o que ele pensaria se soubesse que iria dormir no mesmo quarto com o inimigo de ambos. Ouvia o som do chuveiro, havia um banheiro ali, era uma espécie de suíte*. Ele e Remus haviam ajeitado isso, uma vez que não se sentia vontade de ter de andar por aquela casa de dar arrepio sozinho até o banheiro do fim do corredor no meio da noite. O som da água caindo cessou, e logo veio a voz arrastada de Malfoy, através da porta. - Potter, o que vem a ser isso? Sabendo perfeitamente sobre o que o sonserino se referia, Harry respirou fundo e deixou a toalha em volta do pescoço. - Isso, Malfoy, é seu pijama. quase mordeu a língua para não rir imaginando como a cara dele estaria olhando para um dos pijamas do seu primo Duda. - Não é não. Se acha que vou usar essa coisa, assim como usei aquelas suas roupas trouxas ridículas que mais cabiam três de mim, pode esquecer, Potter! o tom da sua voz devia se parecer como quando ralhava com algum empregado. - Que pena Malfoy. zombou, sentindo pena nenhuma Mas ou você usa isso, ou dorme pelado. Eu não me importo. Uma pausa. Harry cobriu a boca com uma mão, não se agüentando mais segurar o riso. O loiro devia estar em alguma crise psicológica ali dentro. - Boa idéia. a voz arrastada finalmente respondeu. Não olhe. - O que? Mas assim que viu a porta se abrindo, apressou-se a dar as costas. Seu coração batia acelerado e sentiu suas faces queimarem, ele realmente estava...? Mas Harry não teve coragem nem de ao menos espichar o olho para ver de relance. Ao invés disso cerrou os olhos e esperou, ouvindo som de lençóis e cobertas. - Terminou Malfoy? - Não são exatamente lençóis de seda, mas é melhor do que aquelas cobertas do Caldeirão Furado. Mais parecia pano de chão, elas arranhavam minha pele... Entendendo o comentário pomposo e inútil que só poderia vir da boca de alguém como Malfoy como um sim, Harry abriu os olhos e virou-se, vendo-o completamente coberto, com apenas a cabeça loira a vista. Postou-se do lado da cama que costumava ser sua e ergueu a varinha que tinha na mão. Draco virou-se debaixo das cobertas e olhou para o garoto de pé. - Isso é realmente necessário, Potter? - Minha experiência de seis anos de convívio diz que sim. suspirou cansado. - Como andar pelo mundo trouxa de mãos dadas comigo? o sonserino gracejou. - Cala a boca, Malfoy! disse entredentes. E tentando convencer a si mesmo que aquele calor nas faces não era porque corara com as palavras de Draco, murmurou uma série de feitiços ao redor da cama. Quando achou que era o suficiente para mantê-lo preso a ela, sem ter de se preocupar com Malfoy rondando por aí, foi até a outra cama. Ajeitou-se com as cobertas e enfiou as duas varinhas debaixo do travesseiro, depois de alguns minutos, tudo o que ouvia era a respiração tranqüila de Malfoy. Ainda assim não conseguia dormir, mesmo que cansado demais. Revirou-se na cama, até ficar voltado para a direção da cama oposta, observando a silhueta esguia.
Assim permaneceu por algum tempo, até seus olhos ficarem pesados
e cerrarem por conta própria. Depois de meses sem pesadelos alarmantes
e que envolvessem o Lorde das Trevas, Harry sonhou. Continua...
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