Gravity
Harry engoliu em seco e deu um passo para trás, mirando a varinha em riste. O som de passos se aproximando distraiu os dois, e o grifinório se jogou no chão, arrastando-o para o canto de uma parede e cobrindo-os com a capa da invisibilidade de seu pai. Sentindo seu pânico crescer, Harry apertou o corpo menor contra o seu e cobriu sua boca com a mão, impedindo-o que gritasse ou fizesse qualquer outra coisa que os denunciasse. Sua outra mão apertou com força a que segurava a varinha, até que ele a soltasse no chão. De onde estavam, viram dois homens aparecerem no começo do corredor do andar de cima. Reconheceu um deles, horas atrás o encontrara na entrada da loja de roupas para bruxos no Beco Diagonal. Havia cumprimentado-o assim que saiu dela, vestindo as peças que acabara de comprar. Os dois se separaram, cada um batendo em uma porta e perguntando aos poucos bruxos hospedados se eles haviam notado algo de anormal nos últimos dias. Anormal? E o que era anormal naquele mundo maluco?, Harry se questionou. Ouviu mencionarem seu nome e repreendeu-se mentalmente, de fato havia se mostrado demais nos últimos dias, considerando que estavam no meio de uma guerra e era peça fundamental dela. Harry torceu para que decidissem revistar os quartos, para que assim sumissem de vista e pudessem sair daquele lugar. Infelizmente isso não ocorreu, e logo os hóspedes saíram de seus quartos e ocupavam o corredor. Olhou para a porta próxima a eles, a que tentara abrir antes e então seus olhos verdes caíram na outra mão, que ainda segurava a chave. Se ao menos pudesse entrar no quarto, mas parecia impossível sem fazer muito barulho. Sem destampar a boca, tentou pegar as chaves de dentro dos dedos longos cerrados, que resistiram e não largaram. Houve uma nova agitação no corpo que mantinha preso e Harry praguejou baixinho. Então sentiu pequenos dentes afiados se enterrarem na pele da sua mão. O grifinório mordeu os próprios lábios, reprimindo um gemido com custo. Por que afinal, de todas as criaturas do mundo mágico, estava tentando salvar Draco Malfoy? Doninha traiçoeira, foi o pensamento que lhe seguiu, dando um beliscão na mão pálida que ainda segurava as chaves. Malfoy lacrimejou e gemeu, e Harry congelou. Os dois aurores olharam para aquela direção, intrigados. Entreolharam-se e se aproximaram. Ironicamente, parecia que o quarto que Malfoy alugara era o último do corredor. O sonserino devia ter percebido também, porque parou de se remexer e fincar os dentes na mão de Harry. Os dois aurores se postaram na frente da porta do quarto, bateram brevemente e esperaram. Bateram novamente, com mais força, mas não houve resposta. O mais alto deles se virou para o dono da hospedaria e perguntou se havia algum hóspede ali. - Eu acho que vi a mocinha desse quarto subir pouco antes dos senhores chegarem... Ia bater na porta mais uma vez, mas foi impedido pela voz de Tom. - Mas parece que o moço, namorado, eu presumo, - olhou para a faxineira, que concordou com a cabeça subiu atrás dela. Os dois aurores trocaram olhares de compreensão e soltaram uma risadinha cúmplice. Harry, como um adolescente, pensou provavelmente o mesmo que eles. - Devem ter usado um feitiço de silêncio. disse um deles, tentando escutar algum som atrás da porta. - Vamos dar um tempo no andar de baixo, depois voltamos. o outro disse, fazendo um sinal com a mão. Quando eles começaram a dar meia volta para se afastarem, Harry soltou a respiração e chegou a relaxar um pouco os ombros. Mas voltou a ficar tenso quando um deles olhou intrigado para os pacotes jogados no chão, próximos à entrada do quarto. Sentiu Malfoy ficar ainda mais tenso que ele, uma fina camada de suor frio cobria a pele de alabastro. o hálito quente contra a palma da sua mão. O loiro respirava como se houvesse corrido uma maratona. Se não escapassem logo dali, o sonserino provavelmente sairia dali com passagem direta para Azkaban. Mas Harry tinha perguntas a fazer e não ia deixar que ele escapasse das suas mãos antes que tivesse as respostas que procurava. O homem chamou o outro auror e voltaram para frente da porta de madeira, batendo com mais insistência agora. Ambos mantinham suas varinhas nas mãos, a postos. Com o feitiço de silêncio não se podia ouvir o que se passava dentro do quarto, mas os ocupantes dele podiam muito bem ouvir o que se passava fora dele. Alorromora. Um clique indicou que haviam destrancado e deram uma pancada na madeira, abrindo a porta com violência, apontando suas varinhas. - Está vazio! Houve uma comoção entre os hóspedes que ainda estavam no corredor. De onde Harry e Malfoy estavam, puderam ver os dois aurores vasculhando o quarto. Aquela seria uma boa hora para escapar, Harry ponderou, olhando para as pessoas que ocupavam o corredor. Talvez pudessem sair pela janela, como o rapaz que estava com Malfoy havia feito, ainda estava aberta. Mas quando segurou com firmeza o braço do loiro para fazê-lo se levantar e segui-lo sem ter de falar, estacou. Ouviu o som de vidros batendo um contra o outro, provavelmente frascos, e de murmúrios que pareceram feitiços. E então um dos aurores resmungou alto. - Poção polissuco! disse, mostrando algumas garrafas. Harry arregalou os olhos e sibilou no ouvido de Malfoy, em um tom incrédulo. Não pode ser verdade!. Ainda com a boca tampada, o loiro apenas esguichou os olhos cinzentos para ele, erguendo uma das sobrancelhas, como se zombasse dele. O grifinório amarrou a cara, como o maldito havia estado com ele duas horas na mesma droga de forma? Mas não teve tempo de pensar mais nada, pois os aurores saíam alarmados, gritando para as pessoas na hospedaria. - Vão todos para baixo, teremos de vasculhar o bar! Harry sabia que não demoraria nem cinco minutos para que o lugar estivesse cheio dos aurores que haviam visto no Beco Diagonal. Fez Malfoy se levantar e apertou o braço dele, obrigando-o a segui-lo. Eles seguiram os demais hóspedes, a capa firmemente segura ao redor deles. As pernas do loiro certas vezes se enrolavam, sendo forçado a acompanhar seu ritmo. No bar as pessoas falavam umas com as outras, curiosidade e medo de que houvesse comensais escondidos ali. Postaram-se em um canto, como Harry previra, os homens que vira no Beco entravam pela porta dos fundos do bar, a que dava justamente para o vilarejo bruxo. Arrastou-se pela parede, seguindo para a saída que levava a Londres trouxa. A mão que cobria a boca de Malfoy agora estava no pescoço do loiro, ele não se atreveria a se denunciar naquela situação. Rezando para que passassem despercebidos graças a distração que os aurores geraram nos freqüentadores do Caldeirão, Harry abriu rapidamente e puxou um atrapalhado Malfoy junto. Sentia o coração do sonserino bater acelerado através das suas costas, devia ser a razão pela qual até aquele momento permaneceu quieto e o seguindo. Era difícil andar dento da capa de invisibilidade, praticamente carregando alguém. Amaldiçoando mentalmente, Harry os meteu no primeiro comércio que encontraram, tirando a capa segundos antes de entrar. As pessoas pararam o que faziam e olharam surpresas para as duas figuras. Sabia que deviam estar ridículos, Harry segurava o braço de Malfoy e ambos usando roupas um tanto... Exóticas. Pigarreou para limpar a garganta. - Er... Podemos usar seu banheiro? A moça do balcão olhou para eles de cima a baixo, com as sobrancelhas franzidas, apenas indicando com o dedo uma porta no fundo da loja. Sem se demorar puxou Malfoy até lá, o loiro mantinha a cabeça baixa e corava, visivelmente irritado com a situação. O empurrou para dentro do único e apertado banheiro, trancando a porta e jogando-o na parede oposta a sua.
O sonserino levou uma mão até o braço, massageando
onde o outro o havia segurado com força. Os cabelos, geralmente
bem tratados e elegantemente arrumados, muitas vezes arranjados com
gel, estavam em desalinho e caíam pela fronte pálida do
garoto. Mesmo com sua figura decadente e cansada, Draco Malfoy lançou-lhe
o olhar de desprezo característico. - E eu pensando com meus botões, até ontem: Malfoy não seria estúpido o bastante para aparecer no Beco Diagonal, no meio de tantos bruxos! disse zombeteiro - Parece que me enganei, não foi? - Vá para o inferno, Potter! cuspiu seu nome. - Acredite, eu já estive lá. Malfoy virou o rosto e o olhou de esguelha, como se ele fosse lixo. Os olhos cinza desceram para a maçaneta e então voltaram a encarar o outro. Harry acompanhou o olhar e fez uma expressão que dizia para não se atrever. Mas ainda assim o loiro se jogou para a porta, girando a maçaneta, chegando a abrir uma fresta, até que o grifinório fechou de novo e assim manteve com seu peso. Com um feitiço trancou novamente a porta. Segurou o ombro do loiro e o jogou novamente contra a parede. Malfoy parecia cansado demais e exasperado, esfregando as têmporas, como se tivesse uma grande dor de cabeça. - Por que não me entregou logo no Caldeirão, Potter? vociferou Por que se dar ao trabalho de salvar seu inimigo? - Salvar, Malfoy? deu uma risada curta Não pense que te salvei! Eu quero respostas! - Então reconsidere e me entregue, porque eu não vou falar! Harry não respondeu, apenas suspirou impaciente e guardou as duas varinhas no bolso traseiro, antes de respirar fundo e se concentrar. Malfoy pareceu entrar em pânico. - O que vai fazer? - Desaparatar, já ouviu falar nisso? - Não faça isso! segurou o braço dele. - O que? se soltou e olhou curioso para Malfoy E como vamos sair daqui, Malfoy? O loiro colocou as mãos nos quadris, olhando-o como se fosse um idiota ou algo parecido. Harry fechou a cara, só Malfoy mesmo para esquecer em que situação se encontrava. - Se eu bem me lembro, Potter, nenhum de nós tinha idade para fazer o teste de aparatar, então suspeito que não tenha licença para fazer isso. com isso passou a mão na franja desarranjada e a jogou para trás - Desculpe-me se quero continuar com todas as minhas partes quando reaparecer em outro lugar. Cerrou os olhos e contou até dez antes de olhar de novo para o sonserino. - Bem, eu não tenho uma vassoura, e aqui não existe uma lareira ligada à rede de flu. abriu os braços, para dramatizar - Alguma idéia brilhante? Malfoy perdeu sua postura arrogante, desviando o olhar. Harry suspirou pesadamente e analisou a figura do outro, ele ainda usava as roupas de Sofia, quem quer que fosse aquela garota. A saia estava um pouco frouxa ao redor dos quadris magros do garoto, os dois joelhos meio sujos, provavelmente por ter se ajoelhado no chão da hospedaria. - Nós vamos de metrô. decidiu. - Vamos de... que? fez uma careta de confusão.
E antes que o outro pudesse responder com sua bela língua felina, Harry tirou a bolsa dos ombros e a empurrou contra o peito dele. O garoto segurou e logo retirou o que tinha dentro, fazendo outra careta e olhando incrédulo para ele. - Vista isso antes de sairmos. - Não espera que eu use isso, não é? tirou uma camisa que era o dobro do seu tamanho São roupas trouxas. Ou melhor, são os trapos que você usava na escola. - Se preferir andar com roupas de mulher... deu de ombros e apontou para as pernas dele Eu não me importo. Mas convenhamos que pode ser esquisito. Malfoy corou violentamente, percebendo finalmente em que situação se encontrava. Um sorriso sarcástico dançava nos lábios do grifinório. O loiro se pôs a desamarrar o cordão que segurava a capa, jogando-a na cara infame a sua frente. - Muito bem, então vire de costas. cruzou os braços, em uma atitude coquete. - Vai sonhando, e me arriscar enquanto não estou com os olhos sobre você? soltou uma risada debochada - Ambos somos garotos, Malfoy. Não há motivo para pudor. A face pálida ficou rapidamente rosada, o embaraço visível nas feições arrogantes do puro sangue. Os dedos finos começaram a desabotoar a camisa branca. - Não se atreva a olhar além do meu rosto, Potter. - Como se eu quisesse olhar. resmungou baixinho, mais para si mesmo. O garoto loiro se trocou rapidamente, visivelmente desgostoso das roupas largas que usava. Escondendo seu divertimento, Harry colocou a mão na maçaneta e perguntou se estava pronto. Vendo-o dar um breve aceno de cabeça, buscou sua mão e o puxou levemente para fora. Tentando ignorar os olhares curiosos sobre eles, se aproximou do balcão e perguntou para a mesma mulher que lhe indicara o banheiro onde poderia pegar o metrô. Na rua e sentados no trem foi a mesma coisa, as pessoas olhavam curiosas e com desaprovação. Harry se remexeu no seu assento, incomodado com uma dupla de senhoras sentada do lado oposto que os olhavam sem reservas e cochichavam, balançando as cabeças. Malfoy percebeu o desconforto do outro, perito que era em perceber coisas que incomodavam Harry Potter. O canto dos seus lábios finos se ergueu em um sorriso e se inclinou até a orelha do garoto do seu lado, sussurrando. O moreno estremeceu involuntariamente ao sentir o hálito quente contra a pele. - Precisamos mesmo disso? apontou com a cabeça para a mão que segurava a sua, entre eles. - Como se eu deixasse qualquer brecha para que escapasse Malfoy! resmungou de volta. O loiro o olhou de esguelha e umedeceu os lábios, voltando a se recostar no seu assento. Então na sua atitude mais pomposa, olhou de volta para as senhoras. - O que foi? Nunca viu dois homens de mãos dadas? E nisso encostou seu ombro no do outro, trazendo suas mãos para seu colo. Isso fez as duas mulheres arregalarem seus olhos, chocadas, e Harry deslizar pelo banco, querendo se esconder debaixo dele. Ouviu Malfoy murmurar trouxas patéticas, antes de olhar através da janela. Depois da viagem do metrô e algum caminhada, estavam no Largo Grimmauld, de noite, olhando para o vão vazio entre as casas número 11 e 13. Então puderam ver a fachada da mansão velha e de aspecto abandonado. Harry olhou de esguelha para o loiro, enquanto abria a porta da entrada. Havia seguido-o muito obedientemente para seu gosto. Certo, ele não havia tido muita escolha, era voltar para as mãos dos aurores ou levar um feitiço no meio das fuças. Mas algo lhe dizia que o sonserino se sentia mais seguro com ele, o que, se fosse verdade, seria uma grande piada. O conduziu até a sala, onde havia uma lareira. Malfoy sentou-se confortavelmente em um sofá, enquanto Harry puxou um pergaminho e uma pena, escrevendo rapidamente uma nota e selando-a. No mesmo aposento estava o poleiro de Edwiges; acariciou a macia penugem e sussurrou instruções. Assim que a soltou para fora da janela, Harry se virou decidido para o sonserino. O garoto olhava curioso para todos os cantos daquele aposento. Sentou-se ereto, como se realizasse alguma coisa. - Hey! Eu conheço esse lugar! Em um som de estalo, um elfo doméstico de cara de poucos amigos surgiu no meio da sala. Malfoy arregalou os olhos cinzentos e apontou para a criatura, de repente histérico. - E já vi esse elfo! Eu o encontrei várias vezes atrás de mim em Hogwarts. Ele e mais aquele elfo velho e imprestável do meu pai! vociferou, erguendo-se. - Oh! o elfo exclamou, colocando as mãozinhas no peito Perdoe-me, mestre Malfoy! curvou-se até encostar as enormes orelhas no chão Monstro não queria! Foi ele que me fez segui-lo. disse choroso e apontou acusatório para Harry. O grifinório berrou, interrompendo-os. Lançou um olhar furioso para o elfo, antes de começar a falar. - Primeiro. Monstro, ele não é seu mestre, eu sou! apontou para si mesmo, e então se virou para o outro garoto Sim, o mandei segui-lo durante o sexto ano. E sim, provavelmente deve conhecer, essa é a casa dos Black. - É a casa da família da minha mãe. concluiu. - Era. Sirius me deixou de herança quando morreu, graças a sua tia! disse zombeteiro e se jogou em um sofá. - Sirius Black? disse em tom arrastado O criminoso fugitivo de Azkaban? - Ele não era um criminoso. murmurou subitamente irritado Sente-se, Malfoy. Eu disse que queria algumas respostas. - E eu disse que era melhor me entregar, porque eu não pretendo falar. Voltou a sentar-se, cruzando os braços e lhe lançando aquele sorriso que Harry conhecia bem. Quando o desafiava. Harry quase sentiu falta dele. Quase! Sibilou para si mesmo. Olhou atentamente para a figura de Malfoy. Estava claro na sua aparência que devia ter passado por maus momentos. O garoto sempre fora magro, mas perdera peso consideravelmente. Era possível ver ossos salientes dos ombros pontudos e das maçãs pálidas. Olheiras profundas se pronunciavam abaixo dos olhos claros. O cabelo que antes era bem cuidado estava em desalinho e havia crescido, chegando a tocar o colarinho da camisa que vestia e a cobrir as pálpebras. Nisso o loiro passou a mão na franja, afastando-a da testa. - Como? começou Como ficou na forma daquela garota por mais de uma hora? Um enorme sorriso cobriu o rosto do sonserino, e ele se recostou mais confortavelmente no seu assento. - Realmente, Potter. Ninguém lhe disse que quando você está em um encontro com uma garota... Deve-se prestar atenção a ela e nada mais? Chama-se cavalheirismo. Não que eu esperasse que você conhecesse o significado disso. - Não me diga que... - Tomei mais doses de polissuco enquanto você olhava preocupado para a direção da loja daqueles Weasleys? Oh, sim. Pegou a capa verde que usara no Beco Diagonal, buscando algo nos bolsos e jogando dois frascos pequenos e vazios de poção no estofado. Por um momento Harry quis se matar. Ele cometera o mesmo erro, pela segunda vez! Pela segunda maldita vez! - Me fez comprar praticamente a doceria inteira. disse lentamente. - Sim, eu fiz seu sorriso se alargou e foi tão divertido! Mas então o grifinório sentiu vontade foi de matar Malfoy e acabar com aquela cara de zombaria. Avançou sobre o outro sofá, e o loiro teve apenas tempo de arregalar os olhos. As mãos dele se fecharam no pescoço esguio e branco, apertando e sentindo-o perder o ar. Monstro permanecia no seu lugar, agitado e olhando alarmado, não sabendo a quem ajudar.
Oh, bem vindo aos bons e velhos tempos. Continua...
----------------------------------------------------------------------- N.A.:
Okay, aqui muitos devem estar pensando eu já vi esse plot de
Draco-polissuco-mulher antes. Viram sim, em Shame, mas Gravity
que deveria ser a fanfic escrita para o challenge HD do 3 Vassouras.
Como drama é mais complicado, escrevi a comédia nonsense
para o challenge e deixei essa pra escrever com calma. Acabei usando
o mesmo plot. Mas a partir daqui elas vão se parecer mais em
nada.
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