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DEBATE [Revisado] |
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Ignóbil Democracia
A
dominação do Estado por meio dos valores
Mais uma
Crítica a Educação
O jeitinho brasileiro
Influência coletiva impulsiona sucesso
musical
Entre a esmola e a ação
Pais que castigam criam filhos punitivos
Consciência em prol
da sabedoria
A hipocrisia da lei
A falsa liberdade
das eleições
Crítica ao
Assistencialismo Estatal
Feminismo Demagógico
O Brasileiro
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IGNÓBIL DEMOCRACIA |
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A hipocrisia que assola os
tempos contemporâneos faz dos males antigos, modernos, como foi
demonstrado no referendo sobre o desarmamento, no qual a população
em nada mudou o que os parlamentares já haviam decidido.
Primeiramente, ficou claro
que não vivemos nem se quer numa democracia – onde é imposta a
vontade da maioria – pois não houve qualquer debate coerente a
respeito do assunto que levasse à aprovação da lei, no caso, do
Estatuto do Desarmamento, mas sim, um chamado à população para esta
confirmar um artigo que em nada mudaria de relevante a lei já
aplicada em 2003, fingindo democracia direta.
O mesmo acontece na farsa
eleitoral, na qual não se participa sem verbas, ou seja, somente se
candidatarão àqueles que tiverem o apoio da alta burguesia. Lula,
por exemplo, foi financiado por empresas como Embraer e Gerdau,
dessa forma qualquer eleito manipulará o jogo político em favor dos
que lhe apoiaram financeiramente; já que a sociedade é manipulada
pela propaganda.
Em certo ponto, vemos a
liberdade condicionada ao capital, ou seja, apenas a burguesia é
livre; todavia, esta é uma falsa liberdade, pois necessita da
submissão das outras classes que carregam como idéia de liberdade o
fato de poderem consumir o que necessitam para se incluírem nos
moldes da moda.
De fato, ao se falar em
liberdade, é preciso enxergar que tudo são idéias; até a própria
idéia de conhecimento atrapalha, uma vez que nos sugere uma fórmula
que pode ser compreendida, escrita e transmitida diretamente às
outras pessoas, não permitindo a mente o alcance da percepção.
Concluindo, temos que ser
a mudança que queremos ao mundo se o quisermos mais justo, sem
depender de outrem, sem pregações do que venha a ser certo ou
errado, sem autoridades leis ou regras que de alguma forma nos
queiram determinar por meio de preconceitos que nos conduzirão a
pensamentos determinados, impedindo-nos de aprender com as próprias
experiências.
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A DOMINAÇÃO DO ESTADO
POR MEIO DOS VALORES |
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As instituições
impõem valores à sociedade em nome do Estado. Com base nesses
valores as leis são criadas, sendo a punição uma causa criada pelo
ser humano para aqueles que as descumprirem.
Típico de uma
sociedade patriarcal, esse modelo, além de punir em vez de educar,
não pune o indivíduo pelo seu ato, mas sim, por desobedecer à lei;
até porque, caso ele não seja pego, não será punido, ou seja, a lei
só vale quando há vigília, descaracterizando assim, a liberdade e a
privacidade, e não havendo qualquer questionamento a respeito de
quem vigia os vigilantes.
Bem como o pai que
castiga o filho por ter a ele desobedecido, o Estado pune, por
exemplo, quem rouba, baseando-se na lei de propriedade privada,
porém, ninguém recebeu autorização, nem foi outorgado pela natureza
para cercar e possuir um espaço de terra.
Decorre-se, por
essas vias, em uma sociedade hipócrita e preconceituosa que julga
conhecer, a partir de rótulos e classificações caracterizados pelos
valores que recebeu, condenando o próximo sem se pôr no lugar,
discriminando aqueles que não o seguem, mas agindo moralmente apenas
quando lhe convém, como ocorre quando se prega punição a um ladrão,
mas vota-se naquele que está sendo acusado de corrupção.
A ternura de um
animal ou de uma criança está justamente em sua liberdade, de fazer
o que lhe dá prazer ou em função dele, ao contrário do ser humano,
que sem consciência, ainda vê nos valores o ideal romântico de
perfeição, carregando-os como verdades, sem perceber que são apenas
idealizações do ser humano, das quais se faz uso para manipular
massas em função de um sistema que farta de poder alguns, para que
assim, continuem a oprimir e manter o
status quo.
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MAIS UMA CRÍTICA A
EDUCAÇÃO |
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Entende-se por
educar o advento do pensar por parte do indivíduo, para que ele
possa aprender a questionar e experimentar, escolhendo caminhos e
objetivo para si, o que não necessariamente será o mesmo para todos.
Quando se fala em
educação, fala-se em livros, professores, infra-estrutura, mas
jamais em liberdade, sendo que essa é a chave para a aprendizagem,
pois o indivíduo não é uma máquina para receber em sua mente os
valores de um sistema para o qual deva trabalhar.
Condicionando
educação a idéia de conhecimento, impõe-se uma fórmula que pode ser
compreendida, escrita e transmitida por todos. Assim, caracteriza-se
educar como aprender a comparar por meio de padrões.
A partir desse
processo classificamos e rotulamos, julgando, a partir desse, saber,
fechando a mente para outras possibilidades, desconsiderando a
experiência e outros meios de aprendizagem, acabando-se com o prazer
que traz a curiosidade de se descobrir e criar.
Há escolas como a
Lumiar que procuram trabalhar de acordo com o processo cognitivo de
cada um, permitindo sua liberdade e o respeito as suas vontades, o
que garante até mesmo, melhores atividades em grupo, pois os membros
trabalham a partir de um interesse individual comum entre os
membros, e não cegamente em função
de um grupo, como deseja o Estado por meio de sistemas.
Direcionar a
educação para o mercado ou para a vida é condicioná-lo a idéias
impostas, pois não sabemos ao certo o que vem a ser vida e vemos
claramente o quanto à máquina do capitalismo, por meio do trabalho,
vem destruindo o planeta.
A melhor forma de se
educar é dando acesso e meios para que cada um enxergue a diferença
do estabelecido para o real, uma vez que esse depende da
interpretação, podendo, assim, conhecer melhor a si mesmo, podendo
cada um aprender a experimentar e não julgar sem conhecer,
respeitando crenças e idéias, para que todos tenham a liberdade de
seguir o caminho escolhido, a partir de influências e não de
impressões, não dependendo do Estado.
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O JEITINHO BRASILEIRO |
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O “jeitinho brasileiro”
nasceu da colonização como uma forma de sobrevivência frente às
autoridades que por todos os meios buscavam e, ainda buscam,
explorar as classes baixas. Trata-se desde o “santo do pau oco” da
época da mineração, até o contrabando e a simples persuasão para ser
privilegiado pelo chefe.
Muitos o criticam e o
culpam pela corrupção, dizendo ser uma prova do fracasso das
instituições; não percebendo que se as leis fossem rigorosamente
cumpridas, haveria um colapso social, pois a classe média não teria
condições de consumir, já que a burguesia não sonegaria impostos.
Dessa forma, permite-se
centros de ilegalidade como a Galeria Pagé ou o comércio de drogas;
esses além de manter o povo acomodado por poder, de alguma forma,
consumir, ainda é responsável, por girar o capital; pois o mesmo
dinheiro que compra a cocaína vai para famílias pobres na Bolívia
que plantam a coca e o usam para comprar sementes e comida, a qual é
segregada pelo sistema que só concede em troca de dinheiro.
Portanto, o “jeitinho
brasileiro” não é sinal apenas do Brasil, mas de uma corrupção
generalizada em todo mundo que, por exemplo, permite que imigrantes
trabalhem ilegalmente para que não se precise pagar direitos
trabalhistas.
Culpar somente o indivíduo
que corrompe ou que é corrompido é fácil quando não se tem a noção
do contexto social, quando não se percebe que não há quem vigie os
vigilantes. E quem disser que é o povo é porque nunca ouviu falar em
segredo de Estado, pois num mundo em que tudo é segregado, até
roubar é para poucos.
Além disso, existe um
fator psicológico que torna o corrupto mais feliz por acreditar que
está se beneficiando; o que lhe dá um senso falso de superioridade,
sem perceber que age apenas como um instrumento do sistema.
Em tempos em que a palavra
igualdade é tão aclamada, somente com o respeito ao próximo é que se
conseguirá tal fato, de forma que não faça ao outro o que não queira
para si, e não com leis que apenas dão mérito a repressão e instigam
a corrupção como meio para sobreviver.
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INFLUÊNCIA COLETIVA IMPULSIONA SUCESSO
MUSICAL |
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O fenômeno dos megahits
musicais se deve a ondas de gosto produzidas por influência social .
A cada ano uma nova música
estoura nas rádios. Ao contrário do que seria razoável imaginar,
porém, qualidade musical e sucesso de audiência nem sempre andam
juntos. O gosto volúvel dos ouvintes continua a desafiar as apostas
dos especialistas ou medidas objetivas de qualidade.
De acordo com novas pesquisas, isso se deve à influência coletiva.
O sociólogo Matthew Salganik e seus colegas da Universidade Columbia
colocaram à prova a teoria de que os ouvintes gostam das músicas que
eles sabem que outras pessoas apreciam. Eles criaram uma página na
internet e recrutaram mais de 14 mil participantes - a maioria deles
adolescentes americanos - oferecendo arquivos gratuitos de 48
canções de bandas iniciantes (e, portanto, pouco conhecidas).
Os participantes foram distribuídos, aleatoriamente, em dois grupos.
O primeiro grupo escolhia as canções apenas por título e nome da
banda. Depois de ouvi-las, classificava-as numa escala que variava
de uma (pior) a cinco (melhor) estrelas e então recebia permissão
para baixar os arquivos. Para os pesquisadores, o procedimento
procurava medir a qualidade intrínseca das canções.
O segundo grupo ouvia as mesmas canções, mas também era informado do
número de vezes que outros participantes do grupo haviam baixado
cada canção. Esse segundo grupo estava sujeito a dois tipos de
organização experimental: um no qual as canções eram apresentadas de
forma aleatória, e outro no qual elas eram apresentadas em ordem
decrescente de popularidade. Os participantes deste grupo também
foram divididos em oito subgrupos, com o objetivo de estabelecer se
o sucesso das canções variava de subgrupo para subgrupo.
Embora canções populares permanecessem relativamente populares em
todos os subgrupos, os pesquisadores descobriram que a média de
sucesso ou rejeição era influenciada pela opinião de outras pessoas.
Em outras palavras, as canções de sucesso faziam ainda mais sucesso
no grupo que conhecia as listas de preferência do que no grupo que
trabalhava sem informações sobre a opinião alheia.
Para os pesquisadores, executivos do mercado fonográfico continuarão
tendo dificuldades para identificar possíveis sucessos: "Os
especialistas falham em suas previsões não porque sejam
incompetentes, mas porque preferências individuais estão sujeitas à
influência social", escreve a equipe no relatório em que detalha
seus estudos.
Fonte:
Revista Viver Mente &
Cérebro
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ENTRE A ESMOLA E A AÇÃO |
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A esmola, doação por
caridade aos necessitados, ocorre como processo pelo qual o
indivíduo ameniza a culpa iminente de sua ação, ou a falta de,
perante o mundo. O mesmo se dá com a efetuação de contribuições para
fundos, se não houver de alguma forma, a participação do indivíduo,
seja investigando a utilização dos recursos ou agindo diretamente.
Esse processo é
decorrência de um mundo onde a aparência tem mais importância do que
a atitude. Enclausuramo-nos na vaidade, condicionando fama e
dinheiro a bem-estar social, fruto da propaganda que fez disso
sinônimo de felicidade, e pelo qual trabalhamos; ao mesmo tempo em
que esse trabalho gira e amplia a máquina de um sistema que se vale
da exploração de fatores como a miséria, preconceito e trabalho
infantil para continuar a existir.
Dessa forma, damos a
esmola acreditando ajudar na solução de um problema; até porque, é o
que o neoliberalismo prega, ou seja, segundo ele, não é a ordem
mundial que assola o ser humano, mas sim, sua incapacidade de se
adaptar a ela.
Com isso, ou se dá à
esmola ou se incentiva o indivíduo a trabalhar. Por exemplo,
campanhas como Natal Sem Fome reúnem mantimentos para levar aos que
precisam e fundações como Fundação Bradesco, oferecem cursos
profissionalizantes para pessoas de baixa renda. Porém, pouco se vê
a preocupação com o indivíduo no seu contexto social, não ajudando a
solucionar o problema da miséria. Tanto que até mesmo em ônibus
vemos pessoas se valendo de inúmeros recursos persuasivos para
conseguir esmola.
Assim, temos uma sociedade
que claramente se encontra à beira do caos interior, como percebemos
com a crescente violência, o aumento da criminalidade, o crescente
aumento de ideologias ditatoriais, como o nazismo, ou o fascismo
incumbido na crença do “exército nas ruas”. Todos esses tormentos
são decorrentes das imposições e da falta de oportunidade de poder
não apenas conhecer a si mesmo, mas da falta de liberdade que não se
resume a fazer o que se quer, mas em acesso ao conhecimento que só a
própria experiência mostrará ser bom ou ruim.
Se quisermos realmente
solucionar o problema da miséria e da pobreza, temos que incentivar
além do trabalho, a expressão, o questionamento dos valores, a arte,
por meio de maneiras diversas como oficinas de teatro, discussões;
pois passar pela vida como uma simples peça da máquina não é viver,
mas sobreviver.
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Pais que castigam criam filhos punitivos |
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Predisposição para tratar os filhos com
palmadas é transmitida de geração em geração. Especialistas calculam
que 70% dos pais que batem nos filhos sofreram violência na
infância.
De onde vem o hábito para lá de questionável de castigar os filhos?
As crianças aprendem com o exemplo dos pais ou neste caso operam
"genes da violência"? Dario Maestripieri, da Universidade de
Chicago, buscou respostas para essas perguntas num estudo com
macacos resos. O pesquisador trocou os recém-nascidos de diferentes
macacas: colocou filhas geradas por mães violentas entre fêmeas
pacíficas e vice-versa.
Como as filhas adotivas lidariam com seus próprios filhos mais
tarde?
Nove entre 16 fêmeas que sofreram violência em sua juventude também
maltratavam suas crias - independentemente de serem descendentes de
mãe violenta. Por outro lado, de 15 animais com pais adotivos não
violentos, nenhum usou de força bruta. A experiência, portanto, e
não a herança genética, as influenciou nesse caso.
Jeffrey Bingenheimer acredita que o homem funciona de forma
semelhante. O pesquisador da Universidade de Michigan em Ann Arbor
avaliou os dados de um estudo de cinco anos sobre o desenvolvimento
de mais de mil jovens de Chicago. Nesse período, um em cada oito
adolescentes cometeu algum delito. Mas, estatisticamente, a pobreza,
a baixa escolaridade ou características pessoais não estavam
vinculadas a esses casos. Apenas a violência armada experienciada de
perto dobrava a possibilidade de que os jovens pegassem em armas de
fogo.
Fonte:
Revista Viver Mente & Cérebro
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CONSCIÊNCIA EM PROL DA SABEDORIA |
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Vivemos em um mundo
que diz prezar a razão por meio da ciência. Porém, a mesma ciência
que derruba dogmas é a que impõe suas verdades carregadas de uma
lógica humanística. Temos o conhecimento intrínseco de inúmeros
processos naturais, mas a vaidade nos torna incapazes de usar isso
em prol não apenas do ser humano, mas de toda a natureza; fazendo-o
querer apenas copiá-la. Em vez de nos harmonizarmos com a
natureza, modificamos-na sem qualquer respeito, como se ela
existisse para nos servir – como se um deus a tivesse feito como
nossa matéria-prima. Contudo, ela já havia efetuado um longo ciclo
de adaptações até que nós aparecêssemos.
O fato de vivermos
num mundo surreal faz-nos acreditar que precisamos de dinheiro para
sobreviver. Destruímos em nome do progresso, criamos armas para
matar, pois temos medo de nós mesmos.
Poderíamos usar a
tecnologia para mudar nossos hábitos e não precisaríamos mais acabar
com vidas animais para nos alimentar, deixando-os livres para nos
ajudar naturalmente em plantações orgânicas. Mas preferimos criar um
vegetal humanizado, transgênico, que tenha as características que
se precisa para obter mais lucro.
Hoje os que criticam
a tecnologia são considerados loucos, por terem uma visão possível
somente à filosofia, já que a ciência prefere as teorias
pré-determinadas dentro da lógica, contradizendo-se ao pregar contra
as religiões.
Foi com os
deterministas que mais se separou a ciência da filosofia, e vemos
hoje que essa re-união é necessária, pois a ciência é incapaz de
enxergar além de seus laboratórios. Pode parecer algo óbvio, mas é
preciso incentivar o questionamento acima de tudo. Não para
tentarmos responder as questões infinitas como as da origem da vida
e do universo, mas para compreendermos a nós e as nossas atitudes,
pois, ao mesmo tempo em que queremos ser livres, somos todos
reprimidos pela sociedade e, acima de tudo, por nós mesmos – até
porque somos a sociedade.
Devido à arrogância
humana foram necessários muitos séculos para que se entendesse que
não há ser vivo mais evoluído, pois se todos estão vivos, é porque
sofreram adaptações ao meio. Cada ser vivo apresenta suas próprias
características; se os seres humanos são mais complexos que os
poríferos, assim o são por necessitarem dessa complexidade para
viver em ambiente terrestre, e não por serem superiores.
Esse pensamento não
é divulgado por derrubar os interesses envolvidos com a competição
capitalista, pois se as crianças tivessem uma educação livre de
afirmações, teriam mais curiosidade em buscar os conhecimentos, e o
buscariam a partir do meio em que vivem, a partir do que gostam,
estudando outras culturas para entender a própria, pois só é
possível compreender a altura de uma montanha quando descemos dela.
O problema é que os preconceitos determinam coisas como tempo de
aprendizagem, conceituando como inteligência o tempo que
a criança leva para entender um processo, e não as diversos modos
pelo qual ela
possa entender.
O modo de vida
taylorista em que vivemos, impõe-nos os devidos horários e tarefas.
Divertimos-nos mais por necessidade do que por vontade. E assim,
destinados a fazer o que o sistema nos impõe, não o questionamos, de
tal forma que somos levados a crer que trabalhamos realmente porque
queremos, sendo que o que realmente queremos é que o relógio nos de
permissão para irmos embora.
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A
HIPOCRISIA DA LEI |
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A lei é o elemento
fundamental de uma sociedade de valores absolutamente hipócritas, em
que é sempre o próximo o errado, em que é sempre o próximo o
manipulado e alienado, esquecendo-se que todos somos obrigados por
lei a abdicar de nossas vidas em troca dos preceitos capitalistas.
Esses preceitos se
enraizaram de tal forma que hoje são valores culturais. Ninguém é
capaz de ver uma cidade sem comércio, sem escolas, e quase ninguém
mais imagina um mundo sem Estado.
Isso ocorre, pois o
capitalismo, ao contrário do que muitos acreditam, não privilegia a
individualidade, mas sim a massa. Apesar de buscar cada vez mais uma
produção capaz de atender ao indivíduo, o indivíduo em si não existe
para o sistema, ele é apenas um elemento de uma massa consumidora,
um número, como qualquer mercadoria.
Dessa forma, as leis
são regidas com o intuito de garantir a integridade do Estado bem
como a daqueles que o comandam. Sendo as eleições um composto
legítimo, ou seja, que é válido perante a lei, estas não passam de
mais um elemento de articulação do poder, principalmente, pois o
indivíduo não tem a liberdade, muito menos o direito de escolher
mandar em si mesmo, sendo a força, obrigado a aceitar um governo que
uma certa maioria escolher – provando mais uma vez a idéia das
massas explicada anteriormente.
A imperfeição do ser
humano nos remete ao total questionamento da razão das leis, já que
são estabelecidas permissões e proibições a fim de atender os
interesses da população. No entanto, cada indivíduo possui sua
personalidade, sua opinião, sua crença; a lei faz com que se veja
todos como um único bloco, permitindo assim, conduzir-se uma massa
em favor dos valores daqueles que tem o poder de reger as leis.
Com isso, criam
barreiras que impedem a liberdade, e impedindo a liberdade impede-se
a vida, já que o indivíduo deixa de existir em função da obediência
as leis, que o enquadram dentro de um molde vinculado pelo Estado.
Porém, como nem tudo
é perfeito nem ao menos para o capitalismo, as leis não se
restringem apenas a moldar a população, mas também como meio
apaziguador e de controle. Por exemplo, as leis trabalhistas nada
mais são do que uma forma de não se permitir uma convulsão social e
por conseqüência uma revolução. Afinal, o trabalhador não ganha o
direito à vida através de uma lei, sua exploração continua efetiva.
Dessa maneira também
ocorre com a legalização da miséria, em que o comércio ambulante é
legalizado mesmo que seus realizadores vendam produtos considerados
ilegais. Ou seja, a própria lei se contradiz ao legalizar aquilo
que ela mesma impõe como ilegal; e que apesar de ter legalizado,
continua por ser ilegal, pois como este exemplo mostra, o produto do
ambulante não deixa de ser ilegal, mas ele tem permissão de
comercializá-lo.
Outro exemplo de
legalização da miséria é a permissão concedida para moradores de
favelas, em que barracos e casas, na maioria com condições precárias
de moradias, são construídos em terrenos invadidos e através de
políticos oportunistas são legalizados em troca de votos.
Inúmeras florestas
são devastadas por essas pessoas que são expulsas para a periferia,
enquanto muitos espaços poderiam ser ocupados por elas,
como prédios abandonados que já oferecem uma estrutura básica, em
que bastaria apenas organizar a população para ocupar o lugar.
Todavia, não são
apenas estas pessoas que desmatam florestas sem que nada seja feito
por elas ou pelas floretas. As madeireiras ilegais são outro exemplo
de que de nada valem as leis, quando principalmente há por traz
delas um sistema que deverá ter seus fundamentos pelas leis estabelecidos. Neste caso, os que se dizem
donos das terras, nem se quer trabalham nelas, sendo muitas
vezes posseiros ou grileiros, que pagam para que se desmate a fim de
vender a madeira. Depois utilizam o solo para a agricultura e para o
pasto, condenando-o completamente. Como esses posseiros ou grileiros
fazem parte da camada governante, nada é efetivamente realizado para
que sejam condenados.
A partir do momento
em que a população se encontra mórbida com relação a tudo isso, ela
passa a ser também cúmplice de tudo, e segundo a lei, o cúmplice
também deve ser condenado, comprovando a total hipocrisia das leis,
já que todos estão errados perante ela. Respeitá-la é negar a si
mesmo frente ao todo.
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A
FALSA LIBERDADE DAS
ELEIÇÕES (REFORMULADO) |
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As eleições não passam de uma
forma da burguesia se manter no poder. Fingindo fazer democracia, os
burgueses manipulam a política mundial por meio das eleições.
Aparentemente mais dócil que a
famigerada ditadura militar, as eleições escondem os aspectos mais
cruéis da ditadura econômica, pois resguardam o poder aos beneficiados
financeiramente e aos que sabem adquirir prestígio popular, pois para
conseguir concorrer às eleições é preciso fazer campanha e aparecer,
para isso, é preciso uma grande quantia de dinheiro, além de fazer parte
de algum partido, o qual possui seu tempo na tv de acordo com o número
de eleitos nas câmaras ou assembléias.
Com essa dependência de
capital monetário nascem às alianças de partidos com empresas. Porém,
quem apóia tem interesses, e quem é apoiado fica amarrado a tais
interesses, é o que popularmente chamam de “rabo preso”. Bom exemplo
desse caso é o do presidente estadunidense George Walker Bush, que
recebeu investimentos de empresas petrolíferas para sua candidatura.
Logo após ser eleito já fez referência quanto à invasão ao Iraque, onde
se concentra a segunda maior quantidade de petróleo do mundo; todavia,
com o ataque de 11 de setembro, aproveitou-se para dominar o
Afeganistão, onde desejava construir tabulações de petróleo ao redor do
mar Cáspio. Dominado o Afeganistão chegou à hora de dominar o Iraque, e
assim o destino foi feito. Duas companhias conseguiram enormes lucros
com tudo isso, a petrolífera e a armamentista. Dessa forma, por mais que
o candidato prometa e conheça as causas populares, estando ele ligado ao
capital monetário de empresas, todas as causas são esquecidas em favor
dos interesses privados.
Chamada democracia
representativa, essa permite ao cidadão escolher aquele que vai lhe
representar, não podendo, porém, representar a si próprio; ou seja,
mudam-se os nomes, mas mantêm-se os valores, pois assim como estavam os
escravos subordinados aos senhores, está o cidadão subordinado as leis,
aos políticos e patrões, que outorgam por meio da força suas vontades e
convicções.
Sabemos muito bem, que os
direitos trabalhistas nada mais são do que uma maneira de alimentar o
sonho burguês da classe média, a fim de se manter os alicerces do
sistema; até porque, a rédea do povo só é alongada, quando falta quem o
substitua. Com a presença de um exército de reserva, formado pelos
desempregados, fica no meio fio todo direito conquistado.
Com o capitalismo cada vez
mais civilizado, há cada vez mais a busca pelo monopólio e maiores
lucros. Qualquer empecilho é destruído. Como exemplo, temos a RAI na
Itália, tv pública que Silvio Berlusconi deseja privatizar, por se
tratar de uma forte concorrente da Mediaset – principal rede de
tv privada do país, controlada pela família do premiê italiano, o
próprio Silvio Berlusconi. Em nível de Brasil, podemos citar as
privatizações das estatais, sendo que o capital de compra não partiu do
estrangeiro, mas sim, de empréstimos do BNDES. Quem ganhou com isso
foram os acionistas, que viram as notícias falsas sendo espalhadas a
respeito das falências das estatais, o que fez o valor das ações caírem,
e posteriormente, as altas elevações dos preços com as privatizações.
Pela grande mídia apenas
notícias deturpadas e a promessa de melhoria dos serviços com as
privatizações. O que vimos foi o aumento das contas e da inadimplência,
a perda de benefícios como as ações dos telefones, altas taxas de
assinaturas para compensar a queda dos preços na compra das linhas, a
perda da estabilidade no emprego, o aumento dos pedágios
descaracterizando o direito de livremente ir e vir, dentre as
principais perdas.
Se já não bastasse tudo isso,
ainda vemos promessas vazias e de conteúdo distorcido. Candidatos
deturpam o significado de aspectos como a educação, levando a população
a associá-la com qualificação. Aquela é trampolim para o pensar,
propulsora da liberdade e da busca pelo autoconhecimento, enquanto essa,
nada mais é do que a robotização do indivíduo, tornando-o um
profissional especializado e pronto para servir as exigências do
mercado.
Também é preciso tomar cuidado
com a promessa de alfabetização, pois eles como políticos sabem que é
muito mais fácil qualificar, profissionalizar e conduzir um
alfabetizado, ou seja, a alfabetização pode ser utilizada para libertar,
bem como pode ser usada para manipular quando temos um mundo que julga a
filosofia como sendo “coisa de louco” e pensa nos estudos apenas como
meio para aumentar o salário.
Enquanto o cidadão
realiza o seu trabalho, ajudando a mover as engrenagens de sua
submissão, tramita pelos corredores do congresso a modificações da CLT,
quando menos esperar, o trabalhador não verá mais seu décimo terceiro
salário chegar, seu FGTS não irá mais acumular, suas férias sumirão, e a
aposentadoria ficará para quando a morte chegar.
Até lá, outros
candidatos irão se aproximar com as mesmas promessas daqueles que
fizeram de sua vida a mais profunda angústia, descarregada nos cultos
das igrejas, nos bares de fim de semana, na violência doméstica, no
cigarro, nos antidepressivos, e em todas as drogas urbanas que nos fazem
suportar e nos conformar com toda a poluição, seja ela do ar, sonora, da
política de antes ou da política de agora.
Votar, acima de tudo,
significa abrir mão do poder. Eleger um senhor, ou muitos senhores seja
por longo ou curto prazo, significa entregar a uma outra pessoa a
própria liberdade, pois o candidato que levamos ao trono, ao gabinete ou
ao parlamento sempre será o nosso senhor. São pessoas que colocamos
“acima” de todas as leis, até porque são elas que as fazem,
cabendo-lhes, nessa condição, a tarefa de verificar se estão sendo
obedecidas. Para se compreender melhor podemos dar um exemplo: o cidadão
numa estrada que permite máxima velocidade à 100km/h, enquanto ele está
a 120km/h, descumprindo a lei, porém, ele não vai denunciar a si mesmo,
ou seja, além das leis serem feitas por alguns que as manipulam de
acordo com seus interesses, para que elas funcionem devidamente é
necessária à fiscalização. Sendo assim, impedem a liberdade do indivíduo
a partir do momento que seus movimentos são controlados por fiscais,
câmeras, policiais e todos os mecanismos criados pelo Estado. Além do
que, as leis não geram respeito, mas apenas obediência, pois não há uma
reflexão, nem flexibilidade, como haveria se houvesse consenso.
Há um outro porém
existente nas eleições, que vem da exaltação dos líderes, no caso os
candidatos. Cada indivíduo vota de acordo com seus interesses, não
privando o outro da miséria em nome de sua riqueza. Por meio de um
exemplo prático, podemos citar uma comunidade dividida em um grupo que
deseja ter iluminação na rua e nas casas, com o argumento de aumentar a
segurança evitando riscos domésticos, enquanto um outro que deseja ter
água encanada argumentando a respeito das necessidades básicas de
higiene e saúde. Assim, dois candidatos entram na disputa para a eleição
de líder comunitário, um prometendo água encanada, o outro, energia
elétrica. Antes mesmo da eleição a comunidade já estará dividida de tal
maneira, que a eleição irá além do que ela realmente é. Tal como um jogo
de futebol, ninguém ouve ninguém, a não ser que torça pelo mesmo
candidato. Perde-se a própria consciência em função da luta pela
vitória. Os indivíduos da comunidade passam de vizinhos a rivais. Com
isso, três coisas podem ser destacadas, a perca da consciência, os
interesses egoístas, e a omissão da comunidade para com os problemas,
pois votar nada mais é do que transferir o problema às mãos de um
eleito, sem perceber que no final, quem trabalha é o povo.
O PT é um grande exemplo
disso. No início, inúmeras discussões a respeito de como mudariam as
estruturas sociais e econômicas brasileiras. Quando veio a primeira
eleição, trocaram-se os debates internos em função dos projetos pela
produção de panfletagem e luta pela vitória de seus candidatos. Vimos no
que deu. Expoente máxima foi a “Carta ao Povo Brasileiro”, demonstrando
que se esquecera de toda luta pelo acesso e pelo fim da desigualdade
social em nome da ocupação do Planalto Central.
Para terminar esse
texto, há de se colocar que a atmosfera do governo não é de harmonia,
mas de corrupção. Se alguém do povo for enviado a um lugar tão sujo, não
será surpreendente que mude sua visão ou que não consiga atuar. Em vez
de incumbir aos outros pela defesa de seus próprios interesses, decida.
Em vez de tentar escolher mentores que guiem suas ações futuras, seja
seu próprio condutor.
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CRÍTICA AO
ASSISTENCIALISMO ESTATAL |
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O programa Prouni é, simplesmente, mais um
programa de omissão e retenção da população por parte do governo.
Isto, pois, ao se colocar como um partido apto a reformar o Brasil, o PT
atingiu o poder graças à mãozinha de empresários e aos votos da
massificada e sofredora população brasileira.
Tendo isso em vista, o PT além de estar amarrado aos interesses do
empresariado brasileiro, ao tomar o poder, deixou-se levar pela vaidade
e logo pela ganância, pela reeleição e entregou-se aos interesses
internacionais.
Acontece que, nem todas as camadas da população se mantêm omissas, e
muitos, mesmo que erroneamente, buscam uma forma de mudar esta realidade
imposta pelos âmbitos do capital.
Movimentos como o Educafro enfatizam o discurso de cota para negros,
mesmo sabendo se tratar de mais um projeto assistencialista que como o
Prouni, não traçará novos parâmetros na história; pelo contrário, podem
até causar o aumento do preconceito em vista dos que passam sem auxílio
de cotas, ou como no caso do Prouni, não possibilitará a formação devida
de acadêmicos, até mesmo pelas faculdades particulares que não medem
excelência no ensino universitário. Sem falar no interesse
exclusivamente financeiro por parte da maioria dos que desejam
inserir-se em uma universidade – já que hoje, vê-se faculdade como um
trampolim para atingir os altos padrões estabelecidos pela sociedade.
Porém, o PT, buscando mostrar ao povo que não existe contradição com sua
história de luta na oposição pelos direitos dos mais carentes com a
realidade no governo, vem estabelecendo medidas assistencialistas, como
o Fome Zero, e agora, o Prouni. Desta forma, omite-se de resolver
evidentemente os problemas sociais, não investindo, por exemplo, na
educação de base nem nas universidades federais, que em muitos casos,
passam por sérias dificuldades, principalmente por falta de recursos
financeiros, como a Universidade da Bahia; além da falta de professores
e os baixos salários que os mesmos recebem.
Além do que, retém a população, que acreditando na mudança, diminui as
exigências perante o chamado poder público, onde aqueles que se dizem
representantes do povo, ditam as leis de um país onde a ditadura militar
foi derrubada pela econômica.
É preciso mais do que rever as políticas públicas. Nenhum salvador virá
clamando as verdades de um paraíso imaginário na mente daqueles que como
escravos produzem enquanto alguns poucos desfrutam do que foi produzido.
Apenas o povo pode libertar a si mesmo. É necessário que os novos
intelectuais façam da filosofia história, pois enquanto dependermos do
governo, seja ele qual for, nenhum passo será dado em busca do tão
sonhado bem estar social.
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FEMINISMO DEMAGÓGICO |
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A demagogia em torno do dia internacional
da mulher é resultado de uma sociedade que carrega o machismo desde os
primórdios de sua existência; fruto da hierarquia constituída pela
ignorância humana, e, com esta, a imposição do homem sobre a mulher.
Inicialmente o homem finge agir como protetor indo caçar – e
posteriormente trabalhando – enquanto a mulher é mantida em casa
cuidando dos filhos e dos afazeres domésticos – os quais o homem julga
de fácil execução, sendo poupada de realizar outros tipos de esforços,
principalmente mentais.
Desta forma, tomado pela vaidade e pela ganância do poder – que com a
evolução do capitalismo a partir da revolução industrial também dominará
a mulher – o homem afastou a mulher do conhecimento, mantendo-a imersa
em sua caverna, enquanto ele, levado por Baco, saiu, imaginando estar
descobrindo o mundo, sentindo-se o senhor da causa e do efeito, sendo
mergulhados num mundo obscuro cheio de miragens – as quais mantém a
modernidade.
Porém, com a revolução industrial – a evolução do capitalismo – a
necessidade de mão-de-obra cresce, ainda mais com os homens sendo mortos
nas guerras. Foi então que a mulher saiu de casa, para imergir no mundo
atual, e ser também iludida pela bela aparência da vaidade.
Com isso, as mulheres passaram a buscar o poder tanto quanto os homens,
fingindo, para não serem decapitadas, com um discurso de busca pela
igualdade.
E assim, mantêm-se os tempos modernos, onde o ser humano completamente
iludido acredita ter o poder de todas as coisas, ser o centro do mundo,
a imagem e semelhança de um Deus que nem ele mesmo sabe explicar,
contradizendo-se na teoria da biogênese. Vê o progresso das
máquinas sem perceber o retrocesso mental, por ser o único ser vivo que
precisa destruir para construir.
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O BRASILEIRO |
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O brasileiro existe, fisicamente e em pura
definição de belos intelectuais que em poucas vezes vem à televisão, dar
um alô à população; mostrar que por não terem cultura é que fazem uma
bela mistura, como negro, índio e europeu, do que o mundo vos dá.
Enquanto em Davos se preocupam com a economia do planeta, mas pobre que
lá não se meta – inventando assim, esse tal de Fórum Social Mundial, que
alguns partidos pequenos usam para fazerem sua propaganda para um dia
serem grandes, com o objetivo de um dia alcançar o poder, assim como fez
o PT. O que ninguém conta é como o PT ampliou suas contas sendo um
partido dito popular, já que a grana do mundo os banqueiros empresários
vêm comandar.
Ainda dizem que a escravidão acabou, que a ditadura passou, e que a
liberdade chegou. Enquanto o pobre ainda trabalha para o nobre, para
comprar aquilo que produziu, mas que é por direito, daqueles que um dia
sofreram nos burgos. E a isso chamam de capital de giro. Capital que
gira de um banco a outro, sem fronteiras, globalizando, infestando os
mais insólitos lugares que não resistem à tentação de um shopping center,
sendo atacados por estratégias muito bem planejadas, onde um cliente
feliz gasta por menos muito mais, mas fica feliz ao exibir a trademark
de uma famosa loja estampada numa imensa sacola; uma verdadeira extensão
da vitrine. É fashion estar na moda ou estar na moda é fashion?
Certo é que a propaganda é a alma do negócio, quanto mais gente usa,
mais o comerciante abusa na hora de vender ao consumidor; refém da
concorrência, que o capitalismo preferiu a esta abdicar. Preferiu adotar
o cartel: ou todo mundo cobra o mesmo preço pelo mesmo produto, ou que
venda o mais forte – nunca aquele que tiver menores preços.
Há de ser aplaudido esse capitalismo pela incrível capacidade de
transformar tudo em mera mercadoria. Inventou até a tal de propriedade
intelectual, o direito de cópia, ou simplesmente, copyright. Com ela, a
idéia não passou a ter mais valor, valor está no nome de quem a
descobriu ou criou. Sim, no nome, ou Picasso ainda recebe pela venda de
suas obras? O mais infame disso não é o fato da idéia ser de quem a
originou, mas sim, o fato de alguém poder comprá-la e a posse tomá-la,
que o diga Bill Gates.
Dinheiro hoje se confunde com poder. Tanto, que as religiões antes se
evidenciavam ao lado de reis e imperadores, um não existia sem o outro,
muito menos o outro sem o um, tomando um belo vinho católico romano, um
saquê xintó japonês, ou indo ao hindu na Índia e se embebedando em
incontáveis deuses que alguns dizem que os levarão a transcendência para
um mundo sem desejos, sem carência. Já hoje não mais se vê esse
entrelaço autoritário se não houver entre ambos dinheiro. Dinheiro que
se não vindo do céu, mas dos pobres, encheu os cofres daqueles que
pastoreiam o rebanho humano, desolado em meio a enganos mercantis, onde
querem encontrar Deus não para sua libertação, mas para emprestar um
trocado para comprar o pão do dia seguinte, e no futuro – se Deus quiser
– alguns trocados mais para uma bela casa enfrente a praia ou em
qualquer outro lugar dos céus.
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