DEFESA DO EVAELHO (Fp 1.16) - por Joel Alexandre   
 
 


AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ (TJ)


I - RESUMO HISTÓRICO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Fundada por Charles Taze Russel (1852-1916) no ano de 1884. Nasceu num lar presbiteriano, mas afastou-se inquieto com a doutrina calvinista da predestinação incondicional e da condenação eterna. Passou pelos congregacionais e adventistas, antes de formar a Sociedade Torre de Vigia de Sião (STV), em 1881, nome oficializado em 13 de dezembro de 1884, marcando o seu começo oficial. Doze anos mais tarde o termo Sião foi tirado ficando o atual título oficial do movimento (STV). (1) (9)
Após a morte de Russel, o advogado e juiz Joseph Franklin Rutheford (1869-1942), que chegou a defender Russel em um processo ganhou a presidência da organização. (2)
Ele foi a personalidade de maior influência que as Testemunhas de Jeová já tiveram, superando Russel, em muito, no volume de literaturas publicadas (1) e na adoção de novas doutrinas como a vindicação do nome de Deus (Jeová) e a recusa do serviço militar. (9)
Nathan Homer Knorr (1905-1977) tornou-se chefe das Testemunhas de Jeová, após a morte de Rutheford, e foi um dos principais tradutores da Bíblia chamada Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (TNMES), considerada, por seus adeptos, superior à outras traduções bíblicas. Essa tradução foi lançada em 1961. (1)
Knorr foi sucedido por Frederick W. Franz (1894-1992), e sob sua liderança e atividade missionária continuou a crescer, juntamente com a distribuição de literatura. Milhões de cópias de duas publicações oficiais, A Sentinela e Despertai! são produzidos anualmente.
Essa seita foi introduzida no Rio de Janeiro em 1923 por um grupo de marinheiros norte-americanos. Em 1991 a seita contava com 752.600 adeptos. Sua sede nacional localiza-se, atualmente, em Cesário Lange, em São Paulo. É um dos movimentos religiosos que mais crescem no país, principalmente pela pregação individual de seus membros. (8)



II - PRINCIPAIS DOUTRINAS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ (TJ) E A DEFESA DO EVANGELHO (DE)


1. NÃO DEVE-SE CRER NA TRINDADE

TJ: “Se a Trindade fosse verdade, devia ser clara e coerentemente apresentada na Bíblia.” (3)5
“Deus não é três pessoas (Dt 6.4; Is 44.6; Ml 2.20; Mc 10.18; Rm 3.29,30; Gl 3.20)” (4)1661

DE: A Trindade se faz presente nas Escrituras (Mt 3.16,17; 28.19; 2Co 13.13; Ef 4.4-6; 1Pe 1.2; Jd 20,21). (1)
É utilizado o vocábulo hebraico echad para se referir a unidade de Deus, significando, portanto, uma unidade composta (Dt 6.4 – comparar com Gn 2.24; Nm 13.23; Ed 2.64; Jr 32.38,39. A palavra hebraica que significa unidade absoluta é yachid e aparece em Gn 2.2; Pv 4.3; Jr 6.26; e Am 8.10. (20)
A Bíblia mostra que a Trindade trabalha unida (Mt 12.28), que há só um Deus, único possuidor dos atributos divinos. Entretanto, chama o Filho e o Espírito Santo, também, de Deus, dando-lhes os mesmos atributos.
A Bíblia é a palavra de Deus, portanto está isenta de erros e contradições (Sl 119.160; Jo 10.35; 17.17; Hb 6.18). Ela faz as seguintes afirmativas, demonstrando claramente a existência da Trindade:
a) Há um só Deus (Dt 4.35,39; Is 44.6,8; 45.5,21; 46.9). Entretanto, são chamados de Deus: o Pai (Jo 17.3; 1Co 8.4,6; Ef 4.6), o Filho (Jo 1.1; Rm 9.5; Hb 1.8,9 c/ Sl 45.6,7; 1Jo 5.20) e o Espírito Santo (At 5.3,4; 7.51 c/ Sl 78.18,19);
b) Só um é Javé (Dt 6.4; Ne 9.6; Sl83.18; Is 45.5,6,18). Entretanto, o Pai (1 Sm 2.2; 1Cr 17.20; Is 37.20), o Filho (Is 40.3 c/ Mt 3.3; Jr 23.5,6) e o Espírito Santo (Jz 15.14 c/ Jz 16.20; Ex 17.7 c/ Hb 3.7-9; Nm 12.6 c/ 2Pe 1.21; Is 6.9 c/ At 28.25,26; Ez 8.1,3) são chamados de Javé;
c) Há só um Deus de Israel ((Dt 5.1,6,7). Entretanto, o Pai (Sl 72.18), o Filho (Ez 44.2; Lc 1.16,17) e Espírito Santo (2Sm 23.2,3) recebem esta denominação;
d) Há só um Senhor ((Mc 12.29). Entretanto, o Pai (Ml 1.6; Mt 21.9; 22.37; Ap11.15), o Filho (At 10.36; Rm 10.12; 1Co 12.3; Ef 4.5; Fp 2.11) e o Espírito Santo (Is 6.8-10 c/ At 28.25-27; 2Co 3.16,17) são chamados por Senhor;
e) Há só um Javé-Deus (2Sm 7.22). Entretanto, o Pai (Os 13.4), o Filho (Ez 44.2) e o Espírito Santo (At 7.51 c/ 2Rs 17.14) são chamados de Javé-Deus;
f) Só um é Onipotente (Dt 3.24; Sl 89.6-8; Is 43.12,13; Jr 10.6). Entretanto, o Pai (2Cr 20.6; Is 14.27; Ef 1.19; Gn 17.1), o Filho (Mt 28.18; Fp 3.21; Ap 1.8; 3.7) e o Espírito Santo (Zc 4.6; Lc 1.35; Rm 15.13,19) são Onipotentes;
g) Só um é Onipresente (Jr 23.23,24). Entretanto, o Pai (Am 9.23; Hb 4.13), o Filho (Mt 18.20; 28.20; Jo 3.13; Ef 1.20-23) e o Espírito Santo (Sl 139.7-10; 1Co 3.16; Jo 14.17) recebem este atributo;
h) Só um é Onisciente (1Rs 8.39; Dn 2.20-22; Mt 24.36). Entretanto, o Pai (Sl 7.9; 139.1-6; 1Cr 28.9; 29.17; Is 42.9; 43.12; 48.5-7; Lc 11.49; Ap 22.6; At 15.18), o Filho (Mt 9.3,4; Jo 2.24,25; 16.30; 21.17; Cl 2.2,3; Lc 19.41-44; Jo 6.64; 18.4) e o Espírito Santo (Ez 11.5; Rm 8.26,27; 1Co 2.10,11; Lc 2.26; 1Tm 4.1; 1Pe 1.11; At 5.3-9; 20.23; Jo 16.13) são Oniscientes;
i) Só um é Eterno (Is 40.28; 41.4; 43.10,13; 44.6). Entretanto, o Pai (Sl 90.2; 93.2; Rm 16.26), o Filho (Is 9.6; Mq 5.2; Jo 1.1; 8.58; 17.5, 24; Ap 1.17,18; 22.13) e o Espírito Santo (Gn 1.2; Hb 9.14) são Eternos;
j) Há só um Criador (Is 44.24; 45.5-7,18). Entretanto, o Pai (Gn 1.1; Ne 9.6; Jr 27.5; Sl 146.6; At 14.15), o Filho (Jo 1.1-3; Cl 1.16-18; Hb 1.2,10) e o Espírito Santo (Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30) são assim chamados;
k) Há só uma Fonte de Vida (Dt 32.39). Entretanto, são chamados de Fonte de Vida, o Pai (Sl 36.9; At 17.25,28), o Filho (Jo 1.4; 11.25) e o Espírito Santo (Rm 8.2; 8.11; Jó 33.4; Ez 37.14);
l) Só um é Bom (Mt 19.17; Mc 10.18; Lc 18.19). Entretanto recebe esta qualidade, o Pai (Sl 86.5; 108.4; Lc 6.35), o Filho (2Co 10.1; At 10.38) e o Espírito Santo (Ne 9.20; Sl 143.10);
m) Não há Santo como o Senhor (1Sm 2.2; Ex 15.11; Is 40.25; Ap 15.3,4). Entretanto, são assim chamados o Pai (Lv 19.2; 20.26; Is 6.3; Ap 4.8), o Filho (Dn 9.24; At 3.14; Ap 15.4) e o Espírito Santo (Is 63.10; Rm 15.16; 1Jo 2.20; Jo 1.33);
n) Só um é Verdadeiro (Jo 17.3). Entretanto esse adjetivo é também atribuído ao Pai (Dt 32.4; Jr 10.10), ao Filho (Jo 1. 14; 14.6; 1Jo 5.20) e ao Espírito Santo (Jo 14.17; 15.26; 16.13; 1Jo 5.6);
o) Há só um Sábio (Rm 16.27; 1Tm1.17; Jd 25). Entretanto o Pai (Dn 2.20; Jr 32.19; Rm 11.33), ao Filho (Lc 2.40,47,52, 1Co 1.24,30; Cl 2.3) e ao Espírito Santo (Is 11.2; Ef 1.17; Jo 14.26);
p) Só um é o Autor do novo nascimento. Assim são chamados o Pai (Jo 1.13), o Filho (1Jo 2.29) e o Espírito Santo (Jo 3.5,6; Tt 3.5);
q) Só um Ressuscitou a Jesus. Esse ato é atribuído ao Pai (At 2.24; 1Co 6.14), ao Filho (Jo 2.19; 10.18) e ao Espírito Santo (1Pe 3.18);
r) Só um Habita nos fiéis. Essa ação é atribuída ao Pai (Jo 14.23; 1Co 14.25; 2Co 6.16; Ef 4.6; 1Jo 2.5; 4.12-16) ao Filho (Jo 17.23; 2Co 13.5; Gl 2.20; Ef 3.17,24; Ap 3.20) e ao Espírito Santo (Jo 14.17; Rm 8.11; 1Co 3.16; 6.19; 2Tm 1.14; Tg 4.5);
s) Só um deu poder aos apóstolos. Essa dádiva é descrita como sendo do Pai (At 15.12; 19.11; Hb 2.4), do Filho (At 4.10,30; 16.18) e do Espírito Santo (At 2.2-4; 10.44-46; 19.6; Rm 15.19);
t) Só um falou pelos profetas e apóstolos. Essa ação é atribuída ao Pai (Jr 1.9; Lc 1.70; At 3.21), ao Filho (Lc 21.15; 2Co 13.3; 1Pe 1.11) e ao Espírito Santo (2Sm 23.2; Mt 10.20; Mc 13.11);
u) Só um inspirou as Escrituras. Essa inspiração foi dada pelo Pai (Ex 4.12; 2Tm 3.16; Hb 1.1), ao Filho (2Co 13.3; Ef 4.11; 1Pe 1.11; Ap 11.3) e ao Espírito Santo (2Sm 23.2; Mc 12.36; At 11.28; 2Pe 1.21);
v) Só um guiou o seu povo. Essa ação é dita como sendo do Pai (Dt 32.12; Sl 23.2; 73.24; Is 48.17), do Filho (Mt 16.24; Jo 10.4; 1Pe 2.21) e do Espírito Santo (Sl 143.10; Is 63.14; Rm 8.14; Gl 5.18);
w) Só um distribuiu os dons espirituais. Ação atribuída ao Pai (1Co 12.6; Hb 2.4), ao Filho (1Co 12.5), e ao Espírito Santo (Jo 14.26; 1Co 12.8-11);
x) Só um santifica os fiéis. Essa capacidade é atribuída ao Pai (Jo 14.23; 1Co 14.25; 2Co 6.16; Ef 4.6; 1Jo 2.5; 4.12-16; Jd 24,25), ao Filho (Jo 17.23; 2Co 13.5; Gl 2.20; Ef 3.17; 1Jo 3.24; Ap 3.20; Hb 2.11) e ao Espírito Santo (Jo 14.17; Rm 8.11; 15.16; 1Co 3.16; 2Tm 1.14; Tg 4.5; 1Pe 1.2);
y) Só um deu missão aos profetas e apóstolos. Essa ação é atribuída ao Pai (Is 48.16; Jr 25.4; 1Co 12.28; Gl 1.1), ao Filho (Mc 16.15; 2Co 5.20; Gl 1.1; Ef 4.11) e ao Espírito Santo (Is 48.16; At 13.2,4; 16.6,7; 20.28);
z) Só um ensina os fiéis. Ação também atribuída ao Pai (Is 48.17; 54.13; Jo 6.45), ao Filho (Lc 21.15; Jo 15.15; Ef 4.21) e ao Espírito Santo (Lc 12.12; Jo 14.26; 1Co 2.13);
aa) Só um é a Fonte da vida eterna. Assim é chamado o Pai (Rm 6.23; 1Jo 5.11) o Filho (Jo 10.28), e o Espírito Santo (Gl 6.8);
bb) Só um é o Mestre. E assim são chamados o Pai (Is 48.17), o Filho (Mt 23.8) e o Espírito Santo (Jo 14.26);
cc) Só um ressuscita mortos. Essa ação é da capacidade do Pai (1Co 6.14), do Filho (Jo 2.19) e do Espírito Santo (1Pe 3.18);
dd) Há só um Salvador. Esse é o atributo do Pai (Tt 3.4), do Filho (Tt 3.6) e do Espírito Santo (Jo 3.8; Ef 1. 13; 4.30; Tt 3.4,5);
ee) Só um é o Supridor de ministros à Igreja. Adjetivo que possui o Pai (Jr 3.15), o Filho (Ef 4.11) e o Espírito Santo (At 20.28).


2 . JESUS NÃO É O DEUS TODO-PODEROSO

TJ: Jesus não é Jeová:
a) “Jesus foi criado por Deus (Cl 1.15; Ap 3.14)”; (3)14
b) “Se Jesus tivesse sido Deus não poderia ser tentado (Mt 4.1; Tg 1.13)”; (3)15
c) “Se Jesus fosse parte de uma divindade o preço do resgate (1Tm 2.5,6) teria sido infinitamente superior ao que a Lei do próprio Deus exigia (Ex 21.23-25; Lv 24.19-21)”; (3)15
d) Jesus é um “servo submisso de Deus” (Jo 5.19; 6.38; 7.16; 8.42; 12.49; 14.28; Hb 5.8); (3)17; (4)1661
e) “O conhecimento de Jesus era limitado” (Mc 13.32; Hb 5.8. Ap 1.1) (3)19
f) “Jesus continua subordinado” (At 5.31; Fp 2.9-11; Hb 9.24; At 7.55; 1Co 15.24,28)”; (3)19
g) “Jesus nunca afirmou ser Deus” (Jo 14.28; 1Co 11.3); (3)20
h) “Jesus era o arcanjo Miguel” (Dn 12.1 c/ 1Ts 4.16) — Ajuda ao Entendimento da Bíblia, vol. III;

DE: Jesus é Deus:
a) Jesus foi profetizado já como Deus Poderoso (Is 9.6).(2) A Sociedade Torre de Vigia (STV) contra-argumenta: “Por causas da sua situação ímpar em relação a Jeová, Jesus é um Deus Poderoso. Chamar Jeová Deus de ‘Todo-Poderoso’ pouco significaria se não existissem outros que também são chamados de deuses, que, no entanto, ocupam uma posição inferior.” (3)28 Jeová disse que antes dele deus nenhum se formou, e depois nenhum haveria (Is 43.10); fora dele não há Deus (Is 44.6). Como a Bíblia não se contradiz, os demais são deuses falsos (Sl 82.1-6; Jo 10.34,35; 2Co 4.4), caso contrário seríamos politeístas. (12)
b) Jesus, na terra, também, existiu em forma de Deus: Fp 2.5-7 (v. TNMES) (2)
c) Comparação dos títulos atribuídos a Javé no Antigo Testamento com a mesma atribuição a Jesus no Novo Testamento: (12)
i- Digno de adoração universal: Javé (Is 45.21,23) e Jesus (Fp 2.10 da TNMES);
ii- “Deus Poderoso” (El Gibor): Javé (Is 9.6) e Jesus (Is 10.21 da TNMES);
iii- “Eu Sou”: Javé (Ex 3.13,14) e Jesus (Jo 8.58);
iv- “Rocha”: Javé (Is 44.8; Dt 32.3,4) e Jesus (1Co 10.4);
v- “Senhor”: Javé (Is 45.5,6) e Jesus (Fp 2.11);
vi- “Paz”: Javé (Jz 6.24) e Jesus (Ef 2.14);
vii- “Pastor”: Javé (Sl 23.1; Is 40.11; Ez 34. 11,12) e Jesus (Hb 13.20; 1Pe 5.4; Lc 19.10);
viii- nossa “Bandeira”: Javé (Ex 17.15) e Jesus (Jo 3.14);
ix- “Senhor dos senhores”: Javé (Dt 10.17) e Jesus (1Tm 6.15);
x- “único Salvador”: Javé (Is 43.11) e Jesus (At 4.12; Ap 17.14; 19.16);
xi- “Santo”: Javé (Lv 19.2; Is 8.13) e Jesus (At 4.27; 1Pe 3.15);
xii- “Verdadeiro”: Javé (Jr 10.10) e Jesus (At 3.14);
xiii- “Justo”: Javé (Sl 7.9) e Jesus (At 3.14);
xiv- a “Vida”: Javé (Dt 30.20) e Jesus (Jo 14.6);
xv- “Sábio”: Javé (Jr 32.19) e Jesus (1Co 1.24);
xvi- “o Primeiro e o Último”: Javé (Is 44.6; 48.12) e Jesus (Ap 1.17; 22.13);
xvii- “Pedra de Tropeço”: Javé (Is 8.13-15) e Jesus (Rm 9.33);
xviii- “Perdoador”: Javé (Sl 103.3; Is 43.25; Jr 31.34) e Jesus (Mt 9.5,6; Mc 2.5-7; At 5.31);
xix- “virá com os Santos”: Javé (Zc 14.5) e Jesus (1Ts 3.13);
xx- “Jeová” (v. TNMES): Javé (Is 40.3) e Jesus (Mt 3.3; Lc 1.76);
xxi- “Rei da Glória”: Javé (Sl 24.8,10) e Jesus (1Co 2.8; Tg 2.1);
xxii- “acima de tudo”: Javé (Sl 97.9) e Jesus (Jo 3.31);
xxiii- a “Salvação”: Javé (Jl 2.32) e Jesus (1Co 1.2);
xxiv- o “Juiz”: Javé (Ec 12.14) e Jesus (2Co 5.10; 2Tm 4.1);
xxv- “Luz”: Javé (Is 60.19) e Jesus (Jo 8.12);
xxvi- “Glória” divina: Javé (Is 42.8) e Jesus (Jo 17.5);
xxvii- Único Criador: Javé (Is 44.24) e Jesus (Jo 1.3);
xxviii- dará a “recompensa”: Javé (Is 40.10) e Jesus (Ap 22.12);
xxix- fez a “terra e o céu”: Javé (Sl 102.25,26) e Jesus (Hb 1.10);
xxx- “levou cativos”: Javé (Sl 68.18) e Jesus (Ef 4.7,8);
xxxi- “Bom”: Javé (Sl 34.8) e Jesus (1Pe 2.3);
xxxii- “traspassado”: Javé (Zc 12.10) e Jesus (Jo 19.37);
xxxiii- “trono perpétuo”: Javé (Sl 45.6,7) e Jesus (Hb 1.8).

c) os discípulos entenderam que Jesus era Deus: Jo 20.28 (2) ;
d) a Bíblia ensina que Jesus era Deus: Jo 1.1 (a TNMES diz que a Palavra era [um] deus); Jo 1.18 (a TNMES escreve deus para referir-se a Jesus, atestando, então que existem dois deuses diferentes, tornando-se, assim, politeístas); (4)
e) Conhecendo-se Jesus, conhece-se a Deus: Jo 8.19; 10.30;
f) Jesus foi chamado de Emanuel, que quer dizer Deus Conosco: Mt 1.23; Is 7.14 (12);
g) Jesus foi reconhecido com Deus: Jo 20.28;
h) a doutrina dos apóstolos o tinha como Deus: Rm 9.5; 2Co 5.19; Tt 2.13; 2Pe 1.1; 1Jo 5.20; Jd 4 (12);
i) era Deus em humildade: Fp 2.6 (12);
j) a plenitude de Deus habita nele: Cl 2.9 (12);
k) foi percebido como Deus: Jo 5.18; 10.30-33 (12);
l) possui os atributos da divindade (veja a Tabela Comparativa da Trindade na Bíblia no item 1).
m) Jesus declarou que era Jeová em Jo 8.56-58, afirmando que foi Ele mesmo quem apareceu a Abraão em Gn 18.1-33. (20)
n) Jesus não é o arcanjo Miguel, compare as suas diferenças: (12)
i- Jesus é Criador (Jo 1.3), o arcanjo Miguel é criatura (Cl 1.16);
ii- Jesus é adorado por Miguel (Hb 1.6), que, por sua vez, não pode ser adorado (Ap 22.8,9);
iii- Jesus é o Senhor dos Senhores (Ap 17.14), o arcanjo Miguel é príncipe (Dn 10.13);
iv- Jesus é o Rei dos reis (1Tm 6.15), o arcanjo Miguel é o príncipe dos judeus (Dn 12.1);
v- Jesus é Juiz de todos (At 10.42; 17.31; Rm 14.10), o arcanjo Miguel não é juiz (Jd 9).


3 . NEGAÇÃO DA PERSONALIDADE E DA DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO

TJ: “O Espírito Santo é uma força, não pessoa (Mt 3.16; Jo 20.22; At 2.4,17,33). Não é pessoa no céu com Deus e Cristo (At 7.55,56; Ap 7.10). É dirigido por Deus para seus propósitos (Sl 104.30; 1Co 12.4-11) e os servos de Deus o recebem guiado por ele (1Co 2.12,13; Gl 5.16)” (4)1661
“Nas Escrituras não é incomum que algo seja personificado (Lc 7.35; Rm 5.14,21; Gn 4.7; 1Jo 5.6-8). Personificar o espírito santo tampouco o torna uma pessoa espiritual.” (3)21. “Em harmonia com isso, está o uso comum que a Bíblia faz do espírito santo de modo impessoal (Mt 3.11; Mc 1.8; Ef 5.18; At 6.3; 11.24; 13.52; 2Co 6.6).” (3)22

DE: a) a Bíblia mostra, claramente, que o Espírito Santo é uma pessoa, através das suas atitudes: fala (At 8.29; 13.2; Ap 2.7,11,17); (12) intercede (Rm 8.26,27); fica triste (Ef 4.30); dá ordens (At 16.6,7; 13.2,4); tem vontade própria (1Co 12.11); ama (Rm 15.30); convida (Ap 22.17); ensina (Jo 14.26); testifica (Rm 8.16; Jo 15.26); convence (Jo 16.7,8) (1); guia (Jo 16.13; Rm 8.14; Gl 5.18); clama (Gl 4.6; regenera (Jo 3.6; Tt 3.5); escolhe obreiros (At 13.2; 20.28); julga (At 15.28); advoga (Jo 14.16; At 5.32); envia missionários (At 13.2-4); impede (At 16.6,7); contende (Gn 6.3); (12)
b) o Espírito Santo é chamado de Deus (At 5.3,4); (1)
c) Jesus disse que o Pai enviaria outro Consolador, o que indica que Ele é da mesma natureza do primeiro, que foi Jesus (Jo 14.16) (1)
d) gerou Jesus Cristo (Lc 1.35);
e) possui os atributos da divindade (veja a Tabela Comparativa da Trindade na Bíblia no item 1 ).


4 . A SALVAÇÃO PELAS OBRAS, E SÓ COMO MEMBROS DA ORGANIZAÇÃO

TJ: Para se obter a vida eterna é necessário “em primeiro lugar , ter fé em Jeová e nas suas promessas (Hb 11.6) contudo , acrescentar, é necessário mais do que fé. Deve haver também obras, para demonstrar quais são seus reais sentimentos a respeito de Jeová (Tg 2.20,26).” (5)250
“Você precisa pertencer à organização de Jeová e fazer a vontade de Deus, a fim de receber Sua bênção de vida eterna (Sl 133.1-3) (5)255

DE: A Bíblia ensina que a salvação se dá pela graça de Deus, mediante a fé, não por obras (Ef 2.8,9; Gl 2.16; Rm 3.28; 4.4,5; 11.6) ou por meio de alguma organização criada pelos homens. Ele é o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Ele (Jo 14.6). (13)


5 . O PARAÍSO NA TERRA

TJ: “A Terra literal é permanente (Ec 1.4; Sl 104.5).” (4)1661 “Os ‘novos céus’ referem-se a um novo governo sobre a terra. A ‘nova terra’ refere-se a um novo grupo ou sociedade de pessoas (2Pe 3.13; Is 65.17; 66.22).” (5)160

DE: As Testemunhas de Jeová ficam presas nisso, pois o Corpo Governante não separa a vida eterna da vida na dispensação do Milênio.(12) Todas as passagens utilizadas por eles (como Sl 37.29; 115.16; Ap 21.1; Mt 5.5; além das já citadas) são alusivas ao Milênio, ao período mencionado em Ap 20.2,3).(12) Jesus ensinou que o seu Reino não é deste mundo (Jo 18.36). Deus destruirá a Terra atual (Sl 102.25,26; Is 34.4; 51.6; 2Pe 3.7,12) e haverá um novo céu e uma nova terra (2Pe 3.13; Ap 21.1; Is 65.17; 66.22), símbolo da Jerusalém celestial.


6 . A CLASSE CELESTIAL DOS 144 MIL

TJ: “Em vez de todos os bons irem para o céu, a Bíblia revela que apenas 144 mil pessoas provadas e fiéis serão levadas para lá, para governarem com Cristo (Ap 14.1,3). De modo que o número total dos que vão para o céu será pequeno em comparação com os muitos que receberão a vida na terra (Jo 5.28,29).” (5)124 “Serão reis com Cristo (Ap 5.9,10; 20.4). Os 144 mil, em posição especial, exclusiva (Ap 14.1,3; 7.4,9). Os muitos outros viverão na terra (Sl 72.8; Ap 21.3,4).” (4)1652

DE: O Apocalipse, também ensina que os 144 mil pertencem às tribos de Israel (12 mil de cada tribo) e logo após aparece uma multidão inumerável, de todas as nações, no Céu (Ap 7.9-17). Os 144 mil são os judeus que se converterão ao senhor Jesus Cristo no período da grande tribulação, após o arrebatamento da igreja, que não se contaminarão com as falsas doutrinas (Ap 14.1-5) (12). A sotereologia cristã não faz distinção entre uma classe celestial e uma terrena de salvos (Jo 3.16; Rm 3.24). (9)
Jesus disse que na casa de seu Pai há muitos moradas (Jo 14.2) e não apenas 144 mil lugares (12).
A classe da grande multidão será tão numerosa que ninguém poderá contar (Ap 7.9) e as Testemunhas de Jeová não passaram de 5 milhões segundo dados fornecidos pela própria Organização (A Sentinela - 01jan1995). Outro problema é que a grande multidão aparece no céu, e não na terra (Ap7.9) diante ao trono de Deus, servindo-o de dia e de noite (Ap 7.15;19.1) (12)


7. OS MORTOS ANTES DE CRISTO NÃO IRÃO PARA O CÉU

TJ: “Todos os homens e mulheres fiéis que morreram antes de Jesus falecer tinham a esperança de viver novamente na terra, não no céu. Serão ressuscitados para se tornarem súditos terrestres do reino de Deus (Sl 72.7,8; At 17.31).” (5)122
“Davi, que era um homem bom, não foi para o céu (At 2.29,34). Jó sabia que não iria para o céu (Jó 14.13). João, o Batizador, não irá para o céu (Mt 11.11)." (5)121

DE: A Bíblia ensina claramente que os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó vivem e estarão com todos os santos no céu (Mt 8.11). Os patriarcas e crentes do Antigo Testamento habitarão na cidade vindoura, a Jerusalém celestial (Hb 11.16; 12.22,23). (16)


8. ÍMPIOS NÃO SERÃO RESSUSCITADOS

TJ: “Nem toda pessoa será ressuscitada. Judas Iscariotes não será ressuscitado. Por causa da sua maldade proposital, Judas é chamado de ‘o filho da destruição’ (Jo 17.12; Mt 23.33). Deus não ressuscitará os que pecam contra o seu espírito santo (Mt 12.32; Hb 6.4-6; 10.26,27).” (5)171

DE: Jesus declarou que todos ressuscitarão para a ressurreição da vida ou para a condenação (Jo 5.28,29; Is 66.24; At 24.15).


9. A ANIQUILAÇÃO DOS ÍMPIOS

TJ: “O ‘lago de fogo’ mencionado no livro bíblico de Revelação, tem significado similar ao da Geena, não significa tormento consciente, mas, antes, a morte ou destruição eterna (Ap 20.14).” (5)87

DE: Geena ou Lago de Fogo não significam destruição eterna, já que os demônios temem tal lugar (Mt 8.29). Lá existe fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41). Certamente os demônios sabem que existe um tempo no futuro quando serão atormentados pelo fogo eterno (Ap 20.10). A teoria de que os maus são aniquilados fica sem sentido, pois esta posição daria a todos os maus o mesmo castigo, tornando impossível graus diferentes de punição (Hb 10.28,29; Mt 11.24). (16)


10. A INCONSCIÊNCIA DOS MORTOS

TJ: “Os mortos não podem fazer nada e não podem sentir nada. Não tem mais pensamento algum, conforme a Bíblia declara (Sl 146.3,4). Na morte, o espírito do homem, sua força de vida, que é sustentada pela respiração, ‘sai’. Deixa de existir. De modo que os sentidos do homem, a audição, a visão, o tato, o olfato e o paladar, que dependem de sua capacidade de pensar, param todos. Segundo a Bíblia, os mortos entram num estado de inconsciência total. No estado morto, tanto os humanos como os animais estão na mesma condição de inconsciência total (Ec 3.19,20). (5)77 “Quando alguém morre, ele deixa de existir completamente. Não está cônscio de nada (Ec 9.5).” (5)88

DE: No Salmo 146.4, a palavra estonath, traduzida por pensamentos, significa, também, propósitos, desígnios. Isso não significa que os mortos entrem em estado de inconsciência, mas que, em decorrência da morte, os homens não podem levar a fim os seus propósitos (Lc 12.16-20). Deus aconselha o homem maligno a deixar os seus pensamentos (Is 55.7). Isso significa que o ímpio se tornou inconsciente? Jesus disse que a morte física não traz uma cassação de existência consciente e de comunhão com Ele (Jo 11.26; Lc 16.22,23; 2Co 5.6-8; Fp 1.21-23). (16) (18) Moisés e Elias estavam conscientes no monte da transfiguração (Mt 17.3). (18)
A Bíblia ensina claramente que a alma sobrevive à morte (Ap 6.9). A referência em Ec 3.20,21 está relacionada ao corpo humano, e não à alma. Eclesiastes não está negando a vida que existe após a morte; está advertindo a respeito da futilidade de viver apenas para esta vida debaixo do sol (Ec 1.3,13; 2.18). (18) Biologicamente, o ser humano morre como os animais. Esse fato demonstra a fragilidade do corpo humano, e deve nos conduzir ao temor de Deus e à sua obediência (Ec 12.13). (7) Mas só o homem possui um espírito que, após a morte, sobe para Deus, deixando o corpo (Ec 3.21; 12.7; Lc 23.46; At 7.59). (16)


11 . O INFERNO É A SEPULTURA

TJ: “Inferno não é lugar literal de tormento em fogo. É um lugar de inatividade (Sl 6.5; Ec 9.10; Is 38.18,19). Sofredor, Jó orou para ir para lá (Jó 14.13). Fogo é símbolo de aniquilamento. Decepamento na morte é simbolizado por fogo (Mt 25.41,46; 13.30).” (4)1655 Seol ou Hades é um lugar de descanso com esperança para os mortos. Geena não se refere a um lugar de tormento, mas é usada na Bíblia como símbolo da destruição eterna. Atormentar alguém eternamente porque fez algum mal na terra por uns poucos anos é contrário à justiça.” (5)89
DE: As Escrituras ensinam, sem deixar nenhuma margem de dúvida, sobre a existência de castigo e tormento consciente e eterno para aqueles que forem condenados (Mt 8.11,12; 10.28; 13.42; 18.9; Mc 9.42-48; Lc 12.5; 13.28; 16.19-31; Jd 13; 2Pe 2.17; Ap 14.10,11; 20.10, 14,15). O fogo eterno foi preparado para o diabo e seus anjos, e para lá irão todos os que não crerem em Jesus (Mt 25.41). (12)
Há quatro palavras na Bíblia que são traduzidas por inferno:
a) Sheol: palavra hebraica que significa o mundo dos mortos (Dt 32.12; Sl 9.17; p.ex.);
b) Hades: é a forma grega para sheol (Mt 11.23; Lc 10.15; Ap 6.8);
c) Geena: termo grego usado para designar um lugar de suplício eterno (Mt 5.22,29,30; Lc 12.5);
d) Tartaro: palavra grega que significa prisões eternas, o lugar mais profundo do abismo no hades (2Pe 2.4; Dn 12.2).
Nenhuma dessas palavra significa sepultura. A palavra hebraica para sepultura é quever (Gn 23.6; 49.30;50.5). A Septuaginta usa as seguintes palavras para traduzi-la: mnemeion que significa monumento com epitáfio para preservar a memória do morto (Gn 23.6,9; 49.30; 50.5); mnema com o mesmo significado (Ex 14.11; Ez 37.12); e taphos, que quer dizer lugar para enterrar os mortos (Gn 23.4, 20; 2Sm 2.31). Essas três palavra reaparecem no Novo Testamento grego (Mt 23.29; 28.1; Mc 5.3). (11) (12)
O inferno é um local de tormento. Os demônios tremem de medo desse lugar (Tg 2.19). Por esse motivo os demônios falaram a Jesus que Ele viera atormentá-los antes do tempo (Mt 8.29).
O contexto também determina se a palavra está ligada à sepultura ou ao lugar onde as almas dos ímpios são castigadas. Analise as considerações a seguir:
a) aparece só no singular;
b) só é mencionada em relação à alma dos mortos, e não aos corpos;
c) existe tradução hebraica e grega para sepultura;
d) não há na Bíblia nenhuma referência à alma que desce ao quever (sepultura) ou a nenhum cadáver que vai ao sheol (inferno), mas, sim há referências à alma que desce ao sheol (Sl 16.10; 30.3);
e) o corpo de Jesus foi ao quever (Is 53.9) ou mnemeion (Jo 19.41,42) e sua alma foi ao sheol (Sl 16.10) ou ao hades (At 2.27);
f) a Bíblia fala de pessoas que tinham quever, sepulcro (Gn 50.5; 1Rs 13.30; p.ex.), mas nunca encontramos nela que alguém fosse proprietário de sheol ou hades;
g) Jacó pensou em ir ao sheol para encontrar o seu filho José, mesmo quando pensava que José tinha sido devorado por uma fera. Não pensava, portanto, na sepultura (Gn 37.35,36);
h) Jonas considerou suas angústias, quando estava no ventre do grande peixe, como o sheol;
i) Anjos caídos estão lá, e eles não possuem corpos (2Pe 2.4).
Essa analogia declara que o sheol é um lugar de consciência e tormento (Jn 2.1). Não pode ser, portanto, a sepultura. (12)


12 . A ALMA DO HOMEM É O SEU PRÓPRIO CORPO

TJ: “O homem é a alma (Gn 2.7; 1Co 15.45; Js 11.11; At 27.37). Alma tem sangue, come e pode morrer (Jr 2.34; Lv 7.18; Ez 18.4). Animais também são chamados almas (Nm 31.28; Ap 16.3; Lv 24.18). O espírito é a força vital que move a alma (Sl 146.4; 104.29) e na morte, o controle da força vital volta a Deus (Ec 12.7).” (4)1651

DE: A Bíblia apresenta a alma como elemento distinto do espírito e do corpo (Hb 4.12; 1Ts 5.23; Jó 12.10; 27.3; 1Pe 2.11; Mt 10.28; 1Co 15.50; 2Co 5.8; Jo 6.36; Rm 8.6-9). (11)
A alma na Bíblia, nem sempre significa a mesma coisa. Dependendo das circunstâncias pode significar:
a) o próprio sangue (Lv 17.14; Dt 12.23; Gn 9.4);
b) como pessoa (Gn 2.7; Gn 46.22; Ex 1.5; Ez 18.4);
c) como animais (Gn 1.20,24);
d) como a vida (Lv 22.3; Gn 2.7);
e) sede do apetite físico (Nm 21.5; Dt 12.20; Ec 2.24; Jó 33.20; Sl 107.18; Mq 7.1);
f) origem das emoções (Jó 30.25; Is 1.14; Sl 86.4; Ct 1.7);
g) associada à vontade e à ação moral (Dt 4.29; Jó 7.15; Gn 49.6). (11) (12)
Embora a alma seja apresentada algumas vezes como, não é correto afirmar e dogmatizar que a alma é o sangue. Se substituirmos a palavra alma por sangue nos exemplos acima (com exceção do item a) veremos o absurdo. (12)


13 . JESUS NÃO MORREU NUMA CRUZ, E SIM, NUMA ESTACA

TJ: “Jesus não morreu numa cruz. Ele morreu num poste, ou estaca. A palavra grega, em muitas Bíblias traduzida ‘cruz’, refere-se apenas a um madeiro. O símbolo da cruz vem de antigas religiões falsas.” (17)23

DE: A palavra grega traduzida por cruz é stauros e o verbo é stauroo. Na literatura grega clássica stauros significa: empalação, enforcamento, estrangulamento, além de estaca. Era também um instrumento de suplício: uma viga colocada nos ombros do réu. Não existe uma definição única para o termo.
No Antigo Testamento o termo estaca aparece em Ex 35.18; 38.31; Nm 3.37; 4.32; Jz 4.21; 5.26; Is 33.20; 54.2; Ez 15.3; e em Zc 10.4. Em nenhuma delas a Septuaginta traduziu por stauros. O verbo stauroo aparece só uma vez no Antigo Testamento, em Et 7.9,10, e é traduzido por enforcar (pendurar na TNMES).
Stauros podia ser uma viga transversal apenas, ou uma estaca, ou ainda, os dois juntos. A pena de morte pela cruz era uma prática conhecida na Grécia, mas os romanos trouxeram tal prática dos cartagineses. Só os romanos usaram a cruz como pena capital. Nos dias de Cristo existiam três tipos de cruz: a cruz em formato de X; a cruz comissa, em forma de T; e a cruz immissa. A inscrição posta sobre a cabeça de Cristo, podendo ser lida à distância, em três línguas — hebraico, latim e grego — (Lc 23.38; Jo 19.19,20), esclarece que Ele foi pregado na crux immissa.
A evidência do Novo Testamento, os escritos da patrística e o testemunho da história atestam a cruz como a pena capital no império romano, sendo o próprio Cristo executado conforme o sistema da época. Desde o surgimento do cristianismo sempre foi apregoado entre as nações a crucificação de Cristo. A Sociedade Torre de Vigia (STV) não tem autoridade para dogmatizar sobre ser stauros apenas uma estaca. Não existe apoio bíblico nem histórico para o ensino (Fp 3.18,19). (12) (16)


14. JESUS NÃO RESSUSCITOU CORPORALMENTE

TJ: “Jesus não foi levantado no mesmo corpo carnal em que fora morto (1Pe 3.18). Humanos com corpos de carne e sangue não podem viver no céu (1Co 15.50). Deus removeu o corpo de Jesus (Sl 16.10; At 2.31), assim como fizera antes com o corpo de Moisés (Dt 34.5,6). Também, se o corpo tivesse ficado no túmulo, os discípulos de Jesus não poderiam ter entendido que ele havia sido ressuscitado. Quando apareceu a Tomé, Jesus simplesmente se materializou, ou assumiu um corpo carnal, como os anjos haviam feito no passado (Gn 18.8; Hb 13.2). Ele assumiu, também, corpos diferentes ao aparecer aos seus seguidores. De modo que Maria Madalena de início pensou que Jesus fosse um jardineiro. Em outras ocasiões seus discípulos não o reconheceram logo (Jo 20.14-16; 21.6,7; Lc 24.30,31).” (5)144,145

DE: A Bíblia declara a ressurreição corporal de Jesus (Lc 24.1-3). Jesus afirmou que ressuscitaria corporalmente (Jo 2.19,22). Quando ressuscitou e as mulheres foram levar especiarias, encontraram o túmulo vazio e foram informados pelos anjos que Ele havia ressuscitado (Lc 24.5-8). O corpo de Moisés foi sepultado sem que ninguém soubesse o lugar se seu sepulcro (Dt 34.5,6). No caso de Jesus, sabia-se o lugar de seu sepulcro, mas não encontraram o corpo (Lc 24.1-3). São situações distintas. Jesus não foi reconhecido de imediato porque os olhos dos discípulos estavam como que fechados (Lc 24.16); quando os olhos foram abertos eles reconheceram prontamente a Jesus (Lc 24.31). Jesus mostrou o mesmo corpo para que Tomé pudesse crer (Jo 20.27). Maria Madalena não o reconheceu pela escuridão do momento (Jo 20.1).
Negar a ressurreição corporal de Jesus é pregar outro Evangelho (Gl 1.9). A sua ressurreição é doutrina fundamental do cristianismo. A negação frontal da ressurreição de Jesus coloca-os como falsas testemunhas de Deus (1Co 15.15). Negar a ressurreição de Jesus é negar a fé cristã (1Co 15.17). (16)


15 . A VOLTA DE CRISTO FOI INVISÍVEL AOS HOMENS

TJ: “Jesus disse que as pessoas na terra não o veriam de novo após a sua ascensão aos céus (Jo 14.19).” (5)143 “Quando Jesus começou a ir em direção ao céu, uma nuvem o ocultou da vista literal de seus apóstolos (At 1.9). Portanto, Jesus, que partia, tornou-se invisível para eles. Assim, sua volta também seria invisível, num corpo espiritual. (...) A Bíblia fala de ver, não com os olhos físicos, mas no sentido de ‘discernir’ ou ‘perceber’ (Ap 1.7; Ef 1.18).” (5)146
“A volta de Cristo não significa que ele volta literalmente a esta terra. Antes, significa que assume o poder do Reino com relação a esta terra e volta sua atenção para ela. A evidência bíblica mostra que no ano de 1914 E.C. [a.C.] o tempo de Deus chegou para Cristo voltar e começar a dominar (Ap 12.10).” (5)147

DE: A Bíblia é clara ao afirmar que Jesus voltará e que todo olho o verá (Mt 24.30; At 1.11; Ap 1.7). A presença invisível de Cristo e a sua vinda não são a mesma coisa. A presença invisível de Cristo começou a partir das suas palavras, quando disse que estaria no meio de duas ou mais pessoas reunidas em seu nome (Mt 18.20), e, dessa forma, até a consumação dos séculos (Mt 28.20). (12)
Em 1Ts 4.15, a volta de Cristo (parousia) aparece associada ao arrebatamento da Igreja e à ressurreição dos mortos. Será que os dois eventos já ocorreram em 1914? (13)
Quando um anjo manifesta toda a sua glória, tão forte é a luz que um homem não pode suportá-la (Mt 28.2-4; Dn 10.5-8). Portanto, a volta de Cristo, com todo o poder e glória (Mc 13.26; Lc 9.26), não pode passar desapercebida. Jesus descerá do Céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus (1Ts 4.16), e não em silêncio, sorrateiramente.
Quando Jesus vier, Ele aparecerá (Hb 9.28, 1Pe 5.4; 1Tm 6.14). Aparecer significa tornar-se visível, mostrar-se. A volta de Jesus será literal, pessoal e visóvel a todos.


16 . EM 1914 TERMINARAM OS TEMPOS DOS GENTIOS

TJ: “O reino de Judá, que Jeová estabelecera, se tornou tão corrupto que ele permitiu ao rei Nabucodonosor que o destruísse. Isto aconteceu no ano 607 A.E.C. (Ez 21.25-27).” (5)139 (5) “Assim começou um período de tempo ao qual Jesus se referiu como ‘os tempos dos gentios’ (Lc 21.24). No fim desses ‘tempos’ Jeová havia de dar o poder para dominar àquele ‘que tem o direito legal’ (Ez 21.27). Este é Jesus Cristo. Assim, se descobrirmos quando terminaram ‘os tempos designados das nações’ saberemos quando Cristo começa a dominar qual rei. Segundo Daniel, esses ‘tempos designados’ seriam ‘sete tempos’ (Dn 4.16,23,32).” (5)140
“Em Revelação [Ap] verificamos que 1.260 dias são iguais a ‘um tempo, e tempos [isto é, 2 tempos] e metade de um tempo’ Isto dá um total de 3 tempos e meio. Assim, ‘um tempo’ seria igual a 360 dias. Portanto ‘sete tempos’ seriam 7 vezes 360, ou 2.520 dias. Agora, se fizermos cada dia valer um ano, segundo uma regra bíblica, os ‘sete tempos’ equivalem a 2.520 anos (Nm 14.34; Ez 4.6). ‘Os tempos designados das nações’ começaram no ano 607 A.E.C., assim, por contarmos 2.520 anos a partir daquela data, chegamos a 1914 E.C.. Este é o ano em que esses ‘tempos designados’ findaram. Isto significa que Jesus Cristo começou a dominar qual rei do governo celestial de Deus em 1914.” (5)141

DE: Sobre essa crença engenhosamente inventada pela seita, fazemos as seguintes refutações:
a) não está escrito em lugar nenhum que o texto de Daniel (4.16,23,32) se aplica ao fim dos tempos dos gentios e à segunda volta de Cristo;
b) também não está escrito que os tempos dos gentios, que só é mencionado uma vez na Bíblia (Lc 21.24), começaram em 607 a.C.;
c) não se pode provar pela Bíblia, pela história ou por quaisquer outros recursos que Cristo voltou em 1914, e que nesse ano terminaram os tempos dos gentios;
d) além disso, a destruição de Jerusalém, pelo rei Nabucodonosor, aconteceu em 587/6 a.C., e não em 607/6 a.C. (BEREZIM, Rifka; Caminhos do Povo Judeu; Vol. 1; p.94; Federeação Israelita do Estado de São Paulo; 1981/ PETIT, Paul; História Antiga, p. 59; Ed. Bertrand; Rio; 1989/ Enciclopédia Delta Universal; vol. 8; p. 4575; verbete ‘Jerusalém’; Ed. Delta; Rio/ METZGER, Martin; História de Israel, p.118, Sinodal, São Leopoldo, RS; 1989/ Atlas Histórico a Westminster De La Bíblia, p. 55; Casa Bautista de Publicaciones; The Westminster Press; Grã-Bretanha; 1979/ ...) (13)
Os tempos dos gentios é o que estamos vivendo, e só terminarão quando do arrebatamento da Igreja, sem data específica prevista na Bíblia (At 1.1-7; 1Ts 4.16,17). (16)
Jesus mandou-nos vigiar por não termos condições de saber a data de sua volta (Mt 24.36; Mc 13.32; Ap 16.15). Não nos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou para os seus propósitos (At 1.7). (14)


17 . A TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

TJ: “Os tradutores desta obra, que temem e amam o Autor Divino das Escrituras Sagradas, sentem de modo especial a responsabilidade com Ele, no sentido de transmitir Seus pensamentos e Suas declarações do modo mais exato possível. Foi com tal senso de responsabilidade solene que esta comissão de homens dedicados, no decurso de muitos anos, produziu a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (TNMES), em inglês.” (4)5

DE: A Sociedade Torre de Vigia (STV) altera qualquer texto que venha a contrariar as suas crenças peculiares, não hesitando em contrariar o verdadeiro significado dos textos originais. Eis algumas das suas alterações: (12)
a) sobre o Espírito Santo (Gn 1,2): traduz o hebraico ruach (Espírito, vento, fôlego) como força ativa;
b) traduz proskyneo = adorar) como prestar homenagem somente quando se refere a Jesus Cristo (Mt 2.2,11; 8.2; 9.18; 14.33; 15.25; Mc 15.19; Jo 9.38). Porém, quando se refere ao Pai (Mt 4.10; Jo 4.24; Ap 7.11; 11.16; 19.4), aos anjos (Ap 22.8,9), aos homens (Ap 14.9; 16.2) e ao diabo (Lc 4.7; Mt 4.9; Ap 13.4) o mesmo verbo proskyneo é corretamente traduzido pela TNM como adorar;
c) Traduz a frase kai theos en ho logos em Jo 1.1 como e a Palavra era [um] deus alegando que não aparece o artigo definido ho antes de theos. Porém, em Jo 1.6, 12, 18 também não aparece o artigo definido e a regra não foi usada apenas por se tratar do Pai;
d) O ego eime = eu sou de Jo 8.58 é traduzido como tenho sido, para não identificar Jesus como o Grande Eu Sou de Ex 3.14;
e) Em Cl 1.16, as palavras ta panta=todas as coisas são traduzidas como todas as [outras] coisas, para defender a doutrina de que Jeová criou o seu Filho Jesus e que depois Jesus criou as [outras] coisas;
f) A palavra ekklesian=igreja em At 20.28 é traduzida por congregação já que as suas comunidades assim são chamadas. Lembrando, porém, que toda igreja é uma congregação, mas nem toda congregação é uma igreja;
g) Outras alterações, comparadas com a versão (João Ferreira de) Almeida Revista e Atualizada (ARA):
i- Jo 10.33: “te fazes Deus a ti mesmo (ARA)” por “te fazes um deus (TNMES);
ii- Lc 23.21: “crucifica-o, crucifica-o (ARA)” por “para a estaca, para a estaca com ele (TNMES);
iii- Lc 23.43: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso (ARA)” por “Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso (TNMES);
iv- At 20.28: “com o seu próprio sangue (ARA)” por “com o sangue do seu próprio filho (TNMES);
v- 2Co 4.4: “do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus (ARA)” por “das gloriosas boas-novas a respeito do Cristo, que é a imagem de Deus (TNMES);;
vi- Fp 2.6: “não julgou por usurpação o ser igual a Deus” por “não deu consideração a uma usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus (TNMES);
vii- Tt 2.13: “do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus (ARA)” e “do grande Deus e [do] Salvador de nós, Cristo Jesus (TNMES)”;
viii- Hb 1.8: “O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre (ARA)” por “Deus é o teu trono para todo o sempre(TNMES)”.


18 . TRANSFUSÕES VIOLAM A SANTIDADE DO SANGUE

TJ: “Deus diz que a alma está no sangue. De modo que é errado ingerir sangue (Gn 9.3,4,16; Lv 17.13,14; 7.26,27; At 15.28,29; 21.25). Isto significa que de forma alguma devemos receber em nosso corpo o sangue de outras pessoas ou mesmo nosso sangue armazenado (At 21.25). Portanto os verdadeiros cristãos não aceitam transfusões de sangue. Querem viver, mas não tentarão salvar a vida por violar as leis de Deus (Mt 16.25).” (17)25 “É fatal prezar mais a vida do que a lei de Deus” (4)1660

DE: A Palavra de Deus ensina que não existe maior amor do que dar a vida em favor do próximo (Jo 15.13).
Davi violou um dos preceitos de Moisés quando comeu os pães da proposição, que eram exclusivamente para os sacerdotes (Ex 29.32,33), quando fugia de Saul (1Sm 21.6). Jesus, no entanto, disse que ele não pecou, porque estava em risco a vida de Davi (Mt 12.3). É bom lembrar que estamos falando de um preceito que foi violado. Não há proibição para a transfusão sangüínea, e a Bíblia condena o sacrifício de inocentes como as Testemunhas de Jeová fazem em obediência cega ao Corpo Governante, e não à Palavra de Deus (Mt 12.7). Deus requererá o sangue dessas vítima. Esse pecado se chama homicídio, e os homicidas ficarão de fora (1Co 6.9-11; Ap 22.15). (12)


19. A REFEIÇÃO NOTURNA DO SENHOR

TJ: Somente os indivíduos da classe dos ungidos (os 144 mil) podem participar dos elementos da refeição noturna do Senhor [Santa Ceia]. Os demais seguidores, pertencentes à classe das outras ovelhas, são excluídos dessa refeição por não serem considerados dignos.(16)
“Celebrada uma vez por ano, na data da Páscoa (Lc 22.1,17-20; Ex 12.14); participam dela os de esperança celestial (Lc 22.29,30; 12.32,37; Rm 8.15-17).” (4)1652

DE: Jesus ensinou que todos os que nele crêem devem participar da Ceia. As Testemunhas de Jeová, no entanto, não obedecem à ordem de Jesus: bebei dele todos (1Co 11.23-26). Ao agirem dessa forma deixam de cumprir as Escrituras para seguirem preceitos de homens (Mt 15.9).(16)


20. OS FILHOS DE DEUS QUE TOMARAM AS FILHAS DOS HOMENS ERAM ANJOS

TJ: “Anjos assumiram corpos carnais, e vieram à terra para ter relações sexuais com belas mulheres (Gn 6.2). Mas essas relações amorosas eram erradas para os anjos. Nasceram filhos. Continuaram a crescer, até se tornarem gigantes iníquos que procuravam obrigar a todos a serem maus como eles eram (Gn 6.4,5). Por isso, Jeová causou o dilúvio. Os anjos não se afogaram. Abandonaram seu corpo carnal e retornaram ao céu como pessoas espirituais. Todavia, não se lhes permitiu tornar-se novamente parte da organização de santos anjos de Deus . Foram entregues a covas de profunda escuridão, reservados para o julgamento (2Pe 2.4), aguardando a destruição eterna (Tg 2.19; Jd 6). (5)93-95

DE: Os filhos de Deus eram os descendentes piedosos de Sete, e não anjos do céu:
a) As paixões e os apetites sexuais são especificamente manifestações do corpo, e não de anjos celestiais (Lc 20.34-36);
b) não foi da união entre os filhos de Deus e as filhas dos homens que nasceram os gigantes. Eles já existiam antes desse acontecimento (Gn 6.4);
c) caso os filhos de Deus fossem anjos decaídos, seriam chamados de demônios; e
d) os descendentes de Sete invocavam o nome do Senhor, como Sete (Gn 4.26), possuíam comunhão com Deus, andavam com Deus, como Enoque (Gn 5.22-24), acharam graça diante do Senhor, como Noé (Gn 5.29; 6.8) e obtiveram testemunho de que agradaram a Deus e se tornaram herdeiros da justiça que é segundo a fé (Hb 11.5,7). (16)



III - OUTRAS CARACTERÍSTICAS DAS TJ

1 . ORGULHO

A Sociedade Torre de Vigia de Bíblia e Tratados, segundo as próprias Testemunhas de Jeová, é a única organização genuína e visível de Deus na Terra. (5)195


2 . CONTRADIÇÃO

Alegam que o Espírito Santo não pode ser Jeová, é apenas a sua força ativa (Jz 14.6). (3)21 Porém a própria TNMES diz que foi o próprio Jeová quem se retirara de Sansão quando este perdeu a sua grande força (Jz 16.20).


3 . INCONSTÂNCIA NAS DOUTRINAS

O Corpo Governante das Testemunhas de Jeová diz que os seus escritos são verdades inspiradas, mas suas doutrinas e profecias mudam constantemente.

a) Os habitantes de Sodoma vão ressuscitar?
Não - Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado; p. 236;
Sim - A Sentinela, 15set1965, p.555;
Não - Revelação, Seu Grandioso Clímax Está Próximo! p. 273, §5; (15)
Sim - Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra; ed. 1983; p. 179 §9;
Não - Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra; ed. 1989; p. 179 §9; (5)
Sim - Insight on the Scriptures (Estudo Perspicaz das Escrituras); p. 985 (vol. 2 em inglês);
Não - A Sentinela; 1º jun1988; p. 31. (12)

b) As Testemunhas de Jeová adoravam a Jesus.
“...tendo todo o poder no céu e na terra. Desde que assim é dito, ‘que todos os anjos o adorem’” (The Watchtower, novembro de 1879, p. 48);
“Sim, cremos que Nosso Senhor Jesus enquanto esteve na terra foi realmente adorado e corretamente assim procedido” (The Watchtower, julho de 1898, p. 4).
Isso ocorreu até 1954, quando saiu a proibição na revista The Watchtower, de 1º de janeiro daquele ano, na página 31, nas seguintes palavras:
“Nenhuma distinta adoração deve ser dada a Jesus Cristo.”
A adoração a Jesus Cristo era ainda ensinada na 1ª edição de Certificai-vos de Todas as Coisas... (edição de 1960; p.104) e eliminada nas edições posteriores. (12)

c) O serviço militar já foi defendido.
“Nada deve perturbar nossas consciências em alistar-nos no exército. Aonde quer que formos podemos estar certos de que o Senhor estará conosco.” (The Watchtower, 15abr1903; p. 120). (12)

d) A vacinação já foi proibida.
A Sociedade Torre de Vigia proibiu as Testemunhas de Jeová de tomarem vacina em 1931, alegando o seguinte: “A vacinação é uma direta violação do eterno convênio que Deus fez com Noé depois do dilúvio” (The Golden Age - atualmente, a revista Despertai! - de 4fev1931; p.293 ). Depois resolveu mudar essa situação dizendo: “Seria, portanto, uma questão de decisão individual se a pessoa aceita tal tipo de medicamento ou não. Este ainda é o ponto de vista da Sociedade sobre o assunto.” (A Sentinela, 1abr1962; p. 223). (12)

e) O transplante de órgãos já foi proibido.
“Deus permitiu que os humanos comessem carne animal e sustentassem suas vidas humanas. Será que isso incluía comer carne humana, sustentar a vida duma pessoa por meio do corpo ou de parte do corpo de outro humano, vivo ou morto? Não! Isso seria canibalismo, costume repugnante a todas as pessoas civilizadas.” (A Sentinela, 1º jun1968; p.349).
Depois de sacrificar suas vítimas, resolveu mudar de idéia: “É bem conhecido que o uso de material humano para consumo varia desde ítens menores, tais como hormônios e córneas até órgão maiores, tais como rins e coração. Não há nenhuma ordem bíblica que proíba especificamente receber outros tecidos humanos.” (A Sentinela, 1º set1980; p. 31) (12)

f) As Testemunhas de Jeová já celebraram o Natal e Aniversários.
As Testemunhas de Jeová, durante 58 anos, comemoraram o Natal. Segundo o livro Testemunhas de Jeová — Proclamadores do Reino de Deus esse feriado era celebrado até mesmo por membros da equipe da sede da Torre de Vigia no Lar de Betel do Brooklin, em Nova Iorque, até o ano de 1926.
Abandonaram, também, a celebração de aniversários natalícios, entendendo que essas cerimônias dão indevida honra a criaturas, atribuindo a ela, e também para o Natal, uma origem pagã.



IV - BIBLIOGRAFIA

(1) MARTINS, Jaziel Guerreiro; Seitas — Heresias do Nosso Tempo; Vol. 1; A.D.Santos Editora; 1ª edição; 1998; Curitiba, PR.
(2) TARRY, Joe E.; As Estratégias de Satanás: Destruir a Fé na Bíblia; Série Avivamento nº 4; Ed. Hosana; São Paulo, SP.
(3) Deve-se Crer na Trindade?, brochura; Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados; Cesário Lange, SP; 1989.
(4) Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas; Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados; Cesário Lange, SP; 1986.
(5) Poderá Viver para Sempre no Paraíso na Terra; Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados; Cesário Lange, SP; 1989.
(6) Conhecimento Que Conduz à Vida Eterna; Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados; Cesário Lange, SP; 1995.
(7) Bíblia de Estudo Pentecostal; CPAD; 7ª impressão;1998.
(8) Almanaque Abril 2001; Ed. Abril; 27ª edição; São Paulo, SP.
(9) MATHER, George A. & NICHOLS, Larry A.; Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo; Ed. Vida; São Paulo, SP; 2000.
(10) Bíblia de Estudo Almeida; Sociedade Bíblica do Brasil; Barueri, SP; 1999.
(11) OLIVEIRA, Raimundo Ferreira; Seitas e Heresias — um sinal dos tempos; CPAD; 21ª edição; Rio de Janeiro, RJ; 2000.
(12) SILVA, Esequias Soares da; Como Responder às Testemunhas de Jeová — Comentário Exegético e Explicativo; Vol. 1; Ed. Candeia; 3ª edição; 1995.
(13) SILVA, Esequias Soares da; Como Responder às Testemunhas de Jeová — Comentário Exegético e Explicativo; Vol. 2; Ed. Candeia; 3ª edição; 1999.
(14) Defesa da Fé nº 29, revista; dezembro de 2000; ICP Editora; São Paulo, SP.
(15) Revelação, Seu Grandioso Clímax Está Próximo!; Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados; Cesário Lange, SP; 1989.
(16) Bíblia Apologética; ICP Editora; São Paulo, SP; 2000.
(17) O Que Deus Requer de Nós, brochura; Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados; Cesário Lange, SP; 1996.
(18) GEISLER, Norman L. & RHODES, Ron; Resposta às Seitas; CPAD; 1ª edição; Rio de Janeiro, RJ; 2000;
(19) Santa Biblia; versão de Casiodoro de Reina, revisada por Cipriano de Valera; Sociedades Bíblicas Unidas; Brasil; 1999.
(20) RINALDI, Natanael & ROMEIRO, Paulo; Desmascarando as Seitas; CPAD; 6ª edição; Rio de Janeiro, RJ; 2000.
 



Contato: [email protected]
Fonte:www.defesadoevangelho.hpg.com.br

 

 Por Clévio C.M  2003-2004 

 

 

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