Estrelas

Bronislaw Antonys Drabek


Do céu, da terra,
De cinco ou de seis.
Luzentes ou cadentes,
Do Norte ou da guia.

Tantas sois que ela,
Pisa em vós, distraída.
Na ida e na volta,
Fixas ou rotundas,
Será que isso importa ?

Apagam-se por nuvens ou fumaça.
Em cismar as epiglotes,
Nas longuras da solidão expiram,
Inspiram, espiram.

Ovalóides, persistentes,
Retilíneas transgridem rarefeitas,
Os suores de encilhada divagação,
Nas encíclicas fornadas da lembrança.

Da esperança, o sonido.




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