Conto onze badaladas,
onze badaladas cansadas.
Cada uma parece a última.
Nenhuma anuncia a próxima.
Nenhuma grávida de tempo.
A última soa abismal.
Falta uma hora para o meio-dia-meia-noite,
metade que se esvai, metade que está por vir.
Esse "está por vir" é que me liga à vida,
ponte debruçada sobre o vazio.
O futuro.
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