A Espiral

Jorge Martins (Itagê)


Começa como um ponto a trajetória
do ser, reescrevendo pela face
machucada da terra, sua historia
na luta sem trincheira e sem disfarce.

Claudica e segue! Vai, na luta inglória,
ganhando na espiral do próprio impasse
a trilha que descobre na memória
o arquivo da alma, quando se renasce.

Nas arestas agudas da verdade
sofre e dói a dor do próprio atrito
na conquista de si e da imensidade.

E dorme... A morte é a cicatriz do grito
prisco e convulso nessa eternidade
de nada ser em si, sendo infinito!



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