Um jovem de tez cor-de-rosa
conduz um velho de tez amarela
até o carro.
Quem sabe Deus?!,
terei eu a ventura
de passar
por tão dura provação.
Da vida?,
quero tudo que tenho direito,
entre o útero e o caixão.
Só assim fará pleno sentido.
Privações?
Deixe que eu mesmo as administre.
Parece-me, não ser bom
que o homem viva tudo.
Peço lucidez.
Em meus enganos-desenganos.
Frivolidade nas alegrias e certezas.
Imploro que,
na minha hora, meu minuto
meu segundo derradeiro;
ao ser o centro
da inexorável solidão,
acerque-se de mim o cálice.
Que o porre seja de luz.
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