Solidão amarela

Marcus Camargo


Nem o vento
De pele seca e rápida,
Com seus pequenos bramidos
Visitando um amarelo amanhecer de ipês
E de pingos de chuva
colados no violão da janela,
Hoje me porá de pé;

Nada, neste condado de fascínio,
Condiz com a minha solitária amarelidão:
minha poesia amarelecida,
febril,
hepática.

Nada condiz,
Senão a cor.

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