Eu toco seu céu e minha língua abraça a sua num momento beijo
que nos transcende.
Uma palavra pende dos lábios no resfolego,
curva-se ante a boca louca que a pronuncia.
Tempo, não um gosto amargo, mas um suspiro de
reminiscências que recontam os passos e agridem a
beleza suave que caminha na calçada. Eu, um arco de
lembranças turvas, preso pela opressiva corrente de
códigos binários, um suave desconforto que acompanha minha solidão.
Engano-me por um breve instante com o calor do ser.
Acordo para a inexatidão de meu pensar.
Rítmico, viciado, inconsistente.
Somente um leve sorriso que me torna forte ao observar
as púrpuras mentiras que gotejam do teto de nossas verdades.
Este é o começo da loucura, um relâmpago de insanidade na
mesmice da rotina (a tempestade não tardará).
É simples, o mundo ainda gira em loucos turbilhões de êxtase.
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