EM QUE CONSISTE A FELICIDADE ?
( CONT.)
(Huberto Rohden)
O filósofo Zenon, ( estoicismo ), já naquele tempo vislumbrou a grande verdade que a felicidade consistia numa permanente serenidade interior, tanto em face do prazer como em face do sofrimento.
Que o homem feliz era aquele que conseguia manter uma atitude de absoluta serenidade, espécie de equilíbrio e atitude racional, em face do agradável e do desagradável da vida.
O estocismo é certamente o tipo de filosofia de vida que mais se aproximou da solução deste problema central da humanidade: compreendeu que a felicidade não consiste, primariamente, em ter ou não ter, mas sim em ser.
O estoicismo antigo, eminentemente racional, entretanto, falhou num ponto: em querer banir da vida humana os elementos afetivos e emotivos que ele considerava incompatíveis com a serena racionalidade, indispensável a uma vida perenemente feliz.
O fato é que a afetividade faz parte do homem completo e querer excluí-la da vida humana é querer edificar a felicidade sobre bases falsas.
Uma perfeita e verdadeira filosofia da felicidade deve, necessariamente, integrar todos os elementos que fazem parte da natureza humana sem o que não pode haver felicidade real e permanente.