SOLTANDO

 

 Você vê uma borboleta e a toma em suas mãos.

Você vê sua beleza e desejando mantê-la consigo, fecha as mãos,

em torno dela, com receio de que ela voe e se vá

A borboleta sente-se traída.

Alguma coisa cruel afastou-a de sua liberdade.

Em pânico, ela se debate para libertar-se,

apenas fazendo você apertá-la mais forte.

Percebendo como a borboleta deve estar se sentindo,

você abre suas mãos.

Ela voa novamente em liberdade,

aliviada por sentir-se livre outra vez.

Aí você pensa em palavras há muito esquecidas:

Se você ama alguma coisa, deixe-a livre.

Se voltar, ele é sua.

Se não voltar, nunca foi.

Sarah Mengel

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