OS NOVOS CAMINHOS DO AMOR

Desde 1966 o psiquiatra Flávio Gikovate busca entender as razões que estão por trás das relações amorosas e, sobretudo, do sofrimento, de que a maioria dos amantes padece.

A vida inteira tentamos recuperar aquele paraíso perdido, supondo que o encontraremos na simbiose perfeita com o parceiro amoroso.

Nesse processo, a escolha do parceiro obedece a motivos inconscientes.

Buscamos a simbiose, mas ao mesmo tempo a tememos.

Desde que ingressamos na época romântica, que exaltava o amor como o "encontro da outra metade", somos impulsionados na direção da fusão.

Mas, ao depararmos com alguém a quem amar, acionamos mecanismos que Gikovate chama de fatores antiamor.

Dependendo do peso de nossos fatores antiamor, elegeremos por parceiro alguém com determinadas qualidades (afinidades) e defeitos (diferenças ).

Os defeitos são tão "necessários" quanto as qualidades, pois nos protegem da entrega total, que é algo assustador.

Quanto maior as afinidades, mais forte e intensa é a relação; quanto maiores as diferenças, mais distanciamentos e atritos.

Embora mais felizes que as uniões baseadas em diferenças, tampouco as uniões baseadas em afinidades preenchem as expectativas de ambos.

Podem até durar a vida inteira, mas os momentos de atrito existem. Por exemplo, se o outro discordar de alguma coisa, o parceiro se sentirá sozinho.

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