O ENIGMA DO AMAR
Artur da Távola
Precisamos descobrir na pessoa amada o que não se tem de próprio.
É sempre difícil aceitar as deficiências de quem - por amarmos - necessitamos forte e confiável.
O amor só é pleno, quando mútuo, ou seja, quando há o afã de aceitar o outro como alguém que deva receber a compreensão pelo que não é.
Este é o grande desafio: medir o amor , nosso, próprio, o que existe em nós, por nos pertencer e não por ser resposta ou troco ao amor recebido.
Pois, ao mesmo tempo, quando, por amor, se superam as decepções, ele, aos poucos, vai se transformando em compreensão
Aprofunda-se, então, como sentimento, contudo, vai perdendo energia, prazer, gosto, luminosidade e encantamento, indispensáveis ao amor.
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