AFINAL, O QUE É O AMOR?

Comecemos nossa reflexão vendo o que "não é amor".

Há uma confusão muito grande entre o verdadeiro amor e o amor de troca, usada como moeda, para cobrar determinados comportamentos do companheiro.

O amor não é um convite à infelicidade. Portanto, quando, numa relação, as pessoas se sentem amarguradas, convém refletir cuidadosamente, pois o amor é uma energia que nos impulsiona para a vida.

Amar não é viver assustado, procurando adivinhar o que o parceiro quer, para obter sua aprovação, ou temendo seu mau humor.

Amar não é simplesmente ter desejo sexual, que, apesar de ser muito importante numa relação, não é o único elemento do amor.

Amar não é ficar aguardando, como um rei, que o outro, pelo fato de estar sendo amado, sinta-se devedor de nosso sentimento.

Quando estamos em estado de amor, é inevitável agirmos de forma amorosa. Portanto, o outro, no fundo, faz-nos um favor ao se deixar amar por nós.

Quando estamos amando alguém, sentimo-nos vivos e em estado de graça com a vida.

O amor nos proporciona um sentimento de prazer por existirmos, por termos recebido essa graça.

O amor nos dignifica e nos dá a verdadeira dimensão do nosso valor como seres humanos.

O amor é um sentimento de seres imperfeitos, posto que a função do amor é nos levar à perfeição.

O amor é uma viagem para dentro de nós mesmos, na busca de respostas que nos revelem quem somos.

"O amor", como dizia Saint Exupéry, "é o processo em que você me mostra o caminho de retorno a mim mesmo".

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