Veja o crime que ocorreu em Ouro Preto que está
diretamente ligado ao rpg:
Belo Horizonte - A Polícia
Civil Ouro Preto, cidade histórica a 95 quilômetros de Belo
Horizonte, indiciou nesta semana cinco pessoas pelo assassinato,
durante o feriado prolongado do dia 12 outubro último, da
estudante Aline Silveira Soares, de 18 anos, ocorrido em um
cemitério desativado de uma igreja do município.
Segundo o delegado Adauto Correa, um dos responsáveis pelas
investigações, Aline consumiu álcool e maconha, sofreu violência
sexual e foi morta a facadas durante uma sessão de RPG (Role
Playing Game) - jogo no qual os participantes tornam-se
personagens de histórias fantasiosas associadas, muitas vezes,
a magia e a temas sobrenaturais.
"A estudante perdeu uma partida de RPG, do tipo
‘Vampiro’, e pagou com a própria vida, provavelmente em um
ritual conduzido ou assistido por uma ou mais pessoas",
disse o policial, que passou três meses apurando o caso.
Entre os indiciados estão os também estudantes Edson Poloni
Lobo de Aguiar, que cursa Direito em Vila Velha (ES), Maicon
Fernando Lopes e Cassiano Inácio Garcia, alunos da Universidade
Federal de Ouro Preto (UFOP).
A prima de Aline, Camila Silveira, e a amiga dela, Liliane
Pereira de Almeida, também podem ser processadas por participação
no crime. O delegado pediu que o Ministério Público solicite a
prisão preventiva de Edson, Maicon e Cassiano, mas até a tarde
desta sexta-feira a medida não havia sido autorizada pela Justiça.
De acordo com Correa, a tese de que o crime tenha sido
praticado em razão do RPG foi confirmada por depoimentos de
amigos da vítima, dos próprios indiciados e de livros e outros
objetos achados em uma república de estudantes da cidade.
O delegado ainda não sabe quem foi o autor do crime, mas
afirma que os principais suspeitos são Edson e Cassiano, que
desempenhavam, respectivamente, os papéis de ‘Vampiro’ e de
‘Anjo da Morte’ no jogo.
O advogado de Edson, José Maria Ramos, afirmou nesta
sexta-feira que não acredita que o Ministério Público atenda
ao pedido de prisão preventiva dos estudantes. Para ele, os
cinco supostos envolvidos foram indiciados por "meras
suspeitas" e sem provas.
O crime de Ouro Preto levou o MP em Minas a estudar ações
para proibir ou censurar livros sobre o jogo. Evaldo Magalhães
(O Estado de São Paulo - leia o artigo)
Um detalhe importante do crime que aparece no Estadão
é que ela foi mutilada e aparentava ter sido crucificada!
Veja a opnião de um psiquiatra: de acordo com o Dr. Elias
Abdalla Filho, chefe do Departamento de Psiquiatria do Instituto
Médico Legal (IML), "o jogo mobiliza as emoções da
pessoa". "A fantasia consciente desperta uma fantasia
inconsciente. Esse tipo de jogo revela como pode ser tênue o
limite entre a fantasia e a realidade." (retirado do Correio
Braziliense)