VELHO MARUJO
No
sonho da estrada da vida
há farol, há estrelas,
que cruzam o alto mar
onde tudo é quase segredo
de um infinito a desvendar.
Foram
esperanças a navegar
e voltaram vigorosas,
pensando em tudo que aprenderam
com o velho mar.
O
jogo da vida balança,
sobe e desce
como ondas do destino,
gira, vira
como o pensamento alheio,
perdido no cerne do teu seio.
São
dias de solidão na amplidão
do verde esmeralda,
da memória apaixonada
do navegador solitário.
Esta
estrada da madrugada
sobre pedras e espinhos
no caminho da imaginação,
diante do mar,
faz suspirar
no ranger dos dentes,
as palpitações aparentes
do silêncio mórbido
do abandono do coração ausente.
A
lágrima de sal
que no rosto rola,
em questão de horas
em um porto atraca.
É a
vida do velho marujo
que só a necessidade e o orgulho
o faz voltar ao mar,
ora doce ora salgado...
Protegido por um manto verde sagrado.
Sérgio Diniz Barros Guedes