MINHA TERRA, MINHA INFÂNCIA
Penetro por pensamento
com alucinante alegria
relembrando os tempos de menino
as brincadeiras doutro dia,
hoje transformadas em poesias.
A velocidade do tempo...
O renascer da lembrança...
deixa-me apaixonado e risonho
pela anamnese da longínqua saudade
das prazerosas peripécias
dos meus tempos de criança.
O destino do coração
afastou-me da minha terra...
Mas na minha reminiscência
está viva a recordação
com todo alvitre e inspiração,
os fatos, os lembretes
das idéias criativas,
que sempre movimentei
com muita imaginação.
Vai a tristeza
chega à alegria,
daquele pobre menino
que com certeza não esqueceu
da cidade onde nasceu.
Aquela infância pura, sadia
só rua, só brincadeira, só alegria.
Não está perdida,
está armazenada
dentro da alma,
moldada no rosto
com muito gosto,
fotografada pela retina
de minha própria máquina
que umedece os olhos
como se fosse gripe fantasia,
pela saudade que sinto
da minha velha Bahia.
Sérgio Diniz Barros Guedes